A Unasul exige que a Espanha, Portugal, Itália e França peçam desculpas públicas

Osvaldo Gutierrez Gomes
Osvaldo Gutierrez Gomes

 

Reunidos em Cochabamba (Bolívia), os presidentes Ollanta Humala (Peru), Cristina Kirchner (Argentina), José Pepe Mujica (Uruguai), Rafael Correa (Equador), Nicolás Maduro (Venezuela) e Dési Bouterse (Suriname) aprovaram declaração em que cobram explicações e pedido de desculpas dos governos da França, da Itália, de Portugal e da Espanha sobre o veto ao avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, há três dias.

“Exigimos dos governos da França, de Portugal, da Itália e Espanha que expliquem as razões sobre a decisão de impedir o sobrevoo do avião presidencial da Bolívia em seus espaços aéreos”, diz a declaração. “Da mesma maneira, [exigimos que] apresentem as desculpas públicas correspondentes aos graves fatos ocorridos”, diz o texto denominado Declaração de Cochabamba, divulgado ao fim da reunião extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

No último dia 2, o avião de Morales foi proibido de sobrevoar e aterrissar nos espaços aéreos de Portugal, da França, Itália e Espanha porque havia suspeitas de que o ex-agente norte-americano Edward Snowden estivesse a bordo. Morales foi obrigado a desviar a rota e aguardar autorização para seguir viagem, em Viena, na Áustria, onde ficou em terra por cerca de 13 horas. Morales vinha de uma reunião técnica sobre produção de gás na Rússia.

Nos Estados Unidos, Snowden é acusado de espionagem e está na Rússia esperando a concessão de asilo político. O ex-agente denunciou que os norte-americanos monitoravam e-mails e ligações telefônicas de cidadãos dentro e fora do país. Há ainda informações de que comunicações da União Europeia foram monitoradas. O norte-americano pediu asilo a 21 países, inclusive ao Brasil.

A declaração dos presidentes sul-americanos rechaça o que chamaram de “refém” dispensado pelos governos europeus a Morales. Para os líderes da região, houve a violação de normas e princípios básicos do direito internacional. “[Houve uma] flagrante violação dos tratados internacionais que regem a convivência pacífica, a solidariedade e a cooperação [internacionais]”, diz o texto.

Na reunião de Cochabamba, Rafael Correa alertou que a América Latina deve refletir sobre a “gravidade” do ocorrido. Para Mujica, A América latina se sente agredida com o que ocorreu a Morales. “Foi uma ofensa a toda a América do Sul”, disse o presidente do Suriname.

Confira a declaração na íntegra:

DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA

Ante a situação a que foi submetido o presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales, por parte dos governos da França, de Portugal, da Itália e da Espánha, denunciamos ante a comunidade internacional e os diversos organismos multilaterais:

* A flagrante violação dos Tratados Internacionais que regem a convivência pacífica, a solidariedade e a cooperação entre nossos Estados, que constitui um ato insólito, não amistoso e hostil, configurando um fato ilícito que afeta a liberdade de trânsito e deslocamento de um Chefe de Estado e de sua delegação oficial.

* O atropelo e as práticas neocoloniais que ainda subsistem em nosso planeta em pleno século XXI.

* A falta de transparência sobre as motivações das decisões políticas que impediram o trânsito aéreo do avião presidencial boliviano e seu presidente.

* O agravo sofrido pelo presidente Evo Morales, que ofende não somente ao povo boliviano, mas a todas as nossas nações.

* As práticas ilegais de espionagem que colocam em risco os direitos cidadãos e a convivência amistosa entre nações.

Frente a essas denúncias, estamos convencidos que o processo de construção da Pátria Grande, no qual estamos comprometidos, deve consolidar-se em pleno respeito à soberania e independência de nossos povos, sem a ingerência dos centros hegemônicos mundiais, superando as velhas práticas através das quais se pretende impor países de primeira e de segunda classe.

As Chefas e Chefes de estado e de Governo de países da União de Nações Sul-Americanas, Unasul, reunidos em Cochabamba, Bolívia, em 4 de julho de 2013,

1. Declaramos que a inaceitável restrição à liberdade do Presidente Evo Morales Ayma, convertendo-o virtualmente em um refém, constitui uma violação de direitos não só ao povo boliviano, mas a todos os países e povos da América Latina e abre um perigoso precedente em matéria do direito internacional vigente.

2. Rechaçamos as atuações claramente violadoras de normas e princípios básicos do direito internacional, como a inviolabilidade dos Chefes de Estado.

3. Exigimos aos governos da França, de Portugal, da Itália e da Espanha que expliquem as razões da decisão de impedir o sobrevoo do avião presidencial do Estado Plurinacional da Bolívia por seu espaço aéreo.

4. Exigimos também aos governos da França, de Portugal, da Itália e da França que apresentem as desculpas públicas correspondentes em relação aos graves fatos suscitados.

5. Respaldamos a Denúncia apresentada pelo Estado Plurinacional da Bolívia ante o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pela grave violação de Direitos Humanos e posta em perigo concreto da vida do Presidente Evo Morales. Respaldamos também o direito do Estado Plurinacional da Bolívia de realizar todas as ações que considere necessárias ante os Tribunais e instâncias competentes.

6. Acordamos conformar uma Comissão de Seguimento, encarregando a nossos Chanceleres a tarefa de realizar as ações necessárias para o esclarecimento dos fatos.

Finalmente, no espírito dos princípios estabelecidos no Tratado Constitutivo da Unasul, exortamos à totalidade das Chefas e Chefes de Estado da União a acompanhar a presente Declaração. De igual maneira, convocamos à ONU e aos organismos regionais que ainda não o fizeram a pronunciar-se sobre esse fato injustificável e arbitrário.

Cochabamba, 4 de julho de 2013.

Tradução: ADITAL.

Emilio Agra
Emilio Agra

O Globo: “Uma Igreja pobre, para os pobres”, do Papa Francisco, desestabiliza os governos esquerdistas da América do Sul

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“Como eu gostaria de uma Igreja pobre, para os pobres”, disse o papa  a centenas de jornalistas de todo o mundo hoje recebidos no Vaticano.

O novo líder da Igreja Católica explicara antes porque decidira chamar-se  Francisco, fazendo referência a São Francisco de Assis, o santo dos pobres.

“Francisco é o nome da paz, e foi assim que esse nome entrou no meu  coração”, disse.

“Durante a eleição, eu estava ao lado do arcebispo de São  Paulo Cláudio Hummes, um grande amigo (…) Quando as coisas ficaram perigosas,  ele reconfortou-me. Quando os votos atingiram os dois terços, ele abraçou-me,  beijou-me e disse-me: ‘Não te esqueças dos pobres'”, contou o papa aos jornalistas.

“Imediatamente, em relação com os pobres, eu pensei em Francisco de  Assis”, disse, acrescentando que para si aquele santo é “um homem da pobreza,  um homem da paz, um homem que amava e protegia a criação. Neste momento  as nossas relações com a criação não vão muito bem”.

Antes de explicar a escolha do seu nome, o pontífice agradeceu aos meios  de comunicação pelo seu trabalho nestes dias e falou sobre a dificuldade  de informar sobre os eventos da Igreja, já que “não são uma categoria mundana  e por isso não são fáceis de comunicar a um público vasto e heterogéneo”.

Francisco acrescentou que a comunicação deve basear-se na busca da “verdade,  da bondade e da beleza” tal como faz a Igreja.

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O jornal O Globo faz uma leitura política da entrevista do papa (vide charge de Chico Caruso): uma declaração de guerra contra os presidentes Rafael Correa do Equador, Nicolás Maduro da Venezuela (o substituto de Hugo Chávez), Dilma Rousseff do Brasil, Cristina Fernández de Kirchner da Argentina e Evo Morales da Bolívia. Na charge de Caruso junto do papa, o ex-presidente Lula.

É a demonização dos presidentes da América do Sul que, politicamente, fizeram uma opção de governar pelos pobres.

Insinua que uma “Igreja pobre, para os pobres”, vai tirar os votos da reeleição de Maduro e de Dilma e, também, enfraquecer os governos do Equador e Argentina.

Tal opção da Igreja matou padres e bispos na América do Sul, nas recentes ditaduras civis e militares.

E a chamada imprensa golpista faz campanha contra qualquer governo que proteja os miseráveis, os pobres, os sem terra, os sem teto. Programas como o Bolsa-Família são condenados. E padres e freiras, no Brasil, continuam sendo assassinados pelos latifundiários.

O jornal Estado de S. Paulo não sente o cheiro de política no discurso papal. Quer um papa preocupado apenas com a evangelização. Um seguidor de São Francisco Xavier. Acontece que o Papa Francisco esclareceu: “Eu pensei em Francisco de  Assis”. Amém (Que assim seja)!

BRA_OE papa nao para a política

Rafael Correa: “La dolarización de nuestra economía es una traba para cualquier proceso integracionista y de liberación comercial”

El mandatario habló de la Argentina, el Mercosur, la dolarización, la ley de medios, la reforma judicial, el legado de Chávez, el modelo económico, el golpe fallido y las caracteristicas de la oposición.

por Mercedes López San Miguel

 

Correarafael

–¿La dolarización de la economía ecuatoriana es una traba para la incorporación de Ecuador al Mercosur?

–La dolarización de nuestra economía es una traba para cualquier proceso integracionista y de liberación comercial, porque la dolarización significa establecer otra política monetaria. Un país que va hacia un mercado común, si tiene problemas se deprecia su moneda. Nosotros no tenemos moneda nacional, así que todo esto hay que pensarlo. La entrada al Mercosur nos exige eliminar muchos aranceles y subir otros; estamos haciendo el análisis del beneficio que tendríamos para presentárselo a los miembros del Mercosur para ver si hay perjuicios y nos pueden dar compensaciones, sobre todo considerando que Ecuador no tiene moneda nacional. A nosotros nos interesa mucho integrar el Mercosur y, modestia aparte, al Mercosur le interesa mucho integrar a Ecuador, porque sería un país con costa en el Pacífico. Y además, porque tenemos cercanía ideológica con el bloque.

–Cuando lo comparan con Hugo Chávez, y lo ven a usted como un sucesor en cuanto a liderazgo en la región, ¿qué contesta?

–Que se dejen de opinar un poquito. Yo creo que hablo en nombre de Cristina, de Evo, no buscamos nada para nosotros, como eso de ser un sucesor. Estamos para servir a nuestros pueblos, no sólo a la patria chica, Ecuador, si no, a la patria grande. Estaremos donde nos necesiten nuestros pueblos, sea como presidentes o en otras funciones.

–El Atpda (acuerdo de preferencias arancelarias con EE.UU.) vence dentro de poco. Perú y Colombia ya tienen tratados de libre comercio con EE.UU. ¿Qué va a hacer Ecuador?

–También está Bolivia. Las preferencias arancelarias nacen como una compensación por la lucha contra las drogas. ¡A que los países andinos tienen responsabilidad porque son los mayores productores de droga! Estados Unidos no dice nada de la responsabilidad que tienen por consumirla. Eduardo Galeano dice que las luchas contra la droga son compartidas: nosotros ponemos los muertos y ellos las narices. La Atpda nació en la administración Clinton como compensación en esa lucha contra las drogas que es extremadamente cara, que es una causa de la humanidad. Pero nosotros tenemos otras causas como la miseria, como niños sin escuelas, familias sin hospitales. Es una nueva forma de presión para los países que no se portan bien de acuerdo con la mentalidad de Estados Unidos. Cada año tenemos que estar con esta zozobra de si nos extienden las preferencias arancelarias. Si las extienden, bien, si no, sabremos salir adelante.

–Ahora que tendrá mayoría en el Legislativo usted ha dicho que una de las prioridades será la aprobación de la ley de comunicación. Sus críticos señalan que la misma crea un organismo gubernamental que regula contenidos y sanciona a los medios que difundan contenidos discriminatorias. ¿Cómo se garantiza la plena libertad de expresión?

–Usted no me va a creer lo que yo le voy a decir: yo no conozco el proyecto de ley. Esa fue una orden constitucional aprobada por el pueblo ecuatoriano en las urnas. Así como la prensa dice que esta ley se va a meter con los contenidos, no apoya el cumplimiento de la Constitución del 2008, que fue aprobada con el 63 por ciento de los votos y que impulsa una nueva ley de comunicación. La prensa la bloqueó sistemáticamente con sus cómplices en la Asamblea, usted sabe que hay asambleístas cómplices de los poderes fácticos. En todo caso, es una iniciativa legislativa que no conozco y ya le avisé al presidente de la asamblea que si va a tratarse el proyecto le pido una reunión para ver que no haya mayores vetos. Aquí hay que buscar un equilibro adecuado: controlar los abusos de la prensa, pero sin que se caiga en censura previa. Aquí en Ecuador sí hay ley de medios, una ley de la época de la dictadura, claro, sólo para medios audiovisuales e impresos. Y tiene concejo controlado completamente por el Ejecutivo, que puede hasta suspender canales de televisión. Entonces han inventado la patraña de que se quiere ahora controlar cuando tenemos que cambiar una ley de la dictadura.

–En el caso de los medios opositores, ¿cree que aprendieron alguna lección tras el intento de golpe del 30 de septiembre y su cuestionada cobertura?

–No. Todavía siguen negando que el 30 de septiembre (de 2010) existió. Increíble. Algunos, hace poco, publicaron una caricatura diciendo que el intento de golpe fue un invento: que las amenazas de muerte y los tiros contra el carro fueron un invento. Créame que existen un sectarismo y fundamentalismo en algunos medios, que como dice Cristina Fernández, son medios de oposición. Pero ni siquiera asumen su responsabilidad política, sino que cuando se los quiere hacer responder por sus posiciones políticas, ahí son medios de comunicación que piden que no los toquen. Estos señores bloquean una ley de comunicación que fue respaldada en el referéndum de 2011, para que no queden dudas de que el pueblo dijo que quiere esa ley. Y la siguen bloqueando.

–Otro de los proyectos que usted mencionó como fundamentales es el Código Penal. Sus detractores afirman que se criminaliza la protesta. ¿Qué puede decir sobre este punto?

–(Muestra una sonrisa burlona.) Mire cómo es la mala fe, el código actual tiene un problema, tiene una sección que se llama Sabotaje y Terrorismo, donde se castiga a los que cortan caminos, arrojan piedras contra carros, etcétera. Nosotros tenemos que sancionar esas acciones, pero no tendrían que estar en la sección Sabotaje y Terrorismo. Esa tipificación es equivocada y ya está corregida en el nuevo código. Los que sacaron esos slogans de la criminalización de la protesta obtuvieron tres por ciento de los votos, para que vea a quienes representa. La principal preocupación del pueblo ecuatoriano es la seguridad. El actual Código tiene más de 70 años y establece delitos que ya no existen, y no incluye otros que se dan ahora como el sicariato. El nuevo Código Penal fue enviado hace un año a la asamblea, pero para hacerle daño a Correa, para que fracase la lucha contra la inseguridad, que maten a nuestros hijos, que destruyan a nuestra familia, no lo aprueban. Pero gracias al pueblo ecuatoriano ese Código va a salir.

–Cuando dijo este domingo que con algunos dirigentes opositores no iba a dialogar, ¿estaba incluyendo a Guillermo Lasso?

–No. Estamos muy contentos de que se haya consolidado una derecha ideológica, por fuera de una partidocracia saqueadora y corrupta. Lasso tiene un discurso coherente con su ideología, aunque no estemos de acuerdo con ella. La praxis, lo que se dice y lo que se hace. El mismo ha tenido declaraciones muy acertadas, muy decidoras, cuando reconoció la derrota y dijo “somos la segunda fuerza electoral y vamos a inaugurar la oposición en el Ecuador”, está reconociendo que lo que no hemos tenido era una oposición. Bienvenida la oposición democrática. En América latina no hemos tenido oposición democrática, hemos tenido oposición conspiradora. ¡Lucio Gutiérrez apoyó el golpe de Estado del 30 de septiembre! Aquel día los opositores se reunieron en un hotel cinco estrellas a beber whisky importado celebrando la caída del gobierno. Cuando fracasaron en su intento porque el pueblo ecuatoriano salió a la calle a defender la democracia, todavía pidieron una amnistía para todos los asesinos. Lo que dijo Lasso es muy acertado, y es que va a inaugurar una oposición democrática. Hemos tenido golpismo, conspiración permanente, en complicidad con algunos medios de comunicación.

 

La descomunal victoria de Correa

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Ángel Guerra Cabrera
Rebelión

La resplandeciente victoria del presidente Rafael Correa en las elecciones del 17 de febrero revela una extraordinaria extensión en el electorado ecuatoriano del apoyo a su propuesta y a su gestión. Más notable por haberse alcanzado no sólo frente a la oligarquía y la derecha locales sino ante una alianza de fuerzas del capital internacional, que con el activo concurso de la CIA y otros servicios especiales imperialistas se oponen a la Revolución Ciudadana liderado por Correa, de considerable incidencia en el proyecto a favor la segunda independencia de América Latina y el Caribe. Es notoria la sistemática saña contra el gobierno de Ecuador de la mafia mediática ecuatoriana e internacional. Destacadamente todas las grandes televisoras de habla hispana, con CNN en español a la cabeza, así como la totalidad de diarios de la Sociedad Interamericana de Prensa y los madrileños El País, ABC y El Mundo, enemigos jurados del giro hacia la independencia y la justicia social en nuestra América.

Correa se alzó con más de 56 por ciento de los votos, 34 puntos por encima de su rival más cercano el banquero Guillermo Lasso, miembro del Opus Dei, declarado admirador de José María Aznar y candidato favorito de la derecha más neoliberal. El abanderado de Alianza PAIS ganó en 23 de 24 provincias, arrebató a la oposición todos sus reductos en la Sierra Centro y la Amazonía con la única excepción de Napo y arrasó en provincias estratégicas como Guayas. Contará con mayoría absoluta en la Asamblea Nacional (alrededor de 100 sobre 137 escaños) lo que le permitirá sacar adelante varios proyectos de ley frenados hasta ahora que redundarán en una profundización y consolidación de la Revolución Ciudadana como es el evidente mandato de los electores. Entre esos proyectos están los relativos al reparto de tierras, la soberanía alimentaria, las comunas y los recursos hídricos, fundamentales para hacer avanzar la pospuesta reforma agraria. De la misma manera, la Ley de Comunicación, que permitirá una democratización de la propiedad sobre los medios, de la concesión de frecuencias y de la información misma al propiciar un universo plural de emisores públicos, comunitarios y privados. Con La mayoría absoluta Alianza PAIS también puede realizar modificaciones a la Constitución.

En resumen, salvo por Lasso, aspirante al parecer a convertirse en la prima donna del imperialismo y la derecha local frente a Correa, las otras fórmulas opositoras quedaron reducidas casi a la nada electoral. Ya sean las del bananero millonario Noboa, el ex coronel Lucio Gutiérrez, los demás exponentes de la partidocracia tradicional o la Alianza Unidad Plurinacional de las Izquierdas.

El triunfo de Alianza PAIS también reconfirma el creciente arraigo popular de las opciones alternativas al neoliberalismo que han llegado al gobierno en América Latina y el Caribe. Con esta, Correa ha ganado ocho consultas electorales sucesivas. En cada país con sus características, la misma lealtad del electorado a esas opciones se observa en Argentina, Bolivia, Brasil, Uruguay, Venezuela y Nicaragua. Por no hablar de la solidez del experimento socialista cubano, expresado tanto en el consenso mayoritario de que goza, como en su correlato en la exitosa resistencia a la permanente hostilidad y al bloqueo económico redoblado de Estados Unidos.

Pero nadie sueñe que Washington y las oligarquías se van a cruzar de brazos ante esta radiante victoria de la Revolución Ciudadana. Continuarán jugando al desgaste mediático del gobierno de Correa así como de todos los de la Alba y el de Argentina. Aprovecharán cualquier acontecimiento real, como ahora lo hacen en Venezuela con la enfermedad de Chávez, o intentarán hacer creíbles algunas de sus persistentes mentiras para desestabilizarlo. Así lo demuestran los golpes de Estado en Honduras y Paraguay, los frustrados en Venezuela, Bolivia y el mismo Ecuador, la agresión yanqui-uribista a este país, las nuevas instalaciones militares yanquis en la región, el restablecimiento de la IV Flota y los reiterados obstáculos al arribo al gobierno en México de una propuesta antineoliberal.

Pero aunque ningún proceso emancipador es necesariamente irreversible, lo que comprobamos en nuestra región, no obstante la hostilidad que les manifiestan Estados Unidos y sus aliados, es una tendencia a la consolidación del bloque de gobiernos progresistas y de estructuras de unidad e integración como Unasur y Celac.

Quem investigará se Ricardo Antunes sofre tortura?

No próximo dia 5 de dezembro,  Ricardo Antunes completará dois meses de prisão secreta em algum presídio do governo de Pernambuco. Correm diferentes boatos de tortura. As provas que a polícia tem apenas confirmam que Ricardo vinha realizando um jornalismo de oposição aos governos de Pernambuco e  prefeitura do Recife, poderes aliados e vitoriosos nas últimas eleições municipais. E como fechar um inquérito que visa trancafiar e amordaçar Ricardo Antunes até as eleições presidenciais de outubro de 2014, devendo o governador – conforme anunciou – renunciar o cargo em março?

Ricardo foi transformado no Assange do governador Eduardo Campos – o Assange  exilado no pequeno e pobre escritório da embaixada do Equador em Londres.

A Reuters (que faz propaganda para o Reino Unido)  chama Assange de “dedo duro”:

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange [que completa hoje 163 dias de confinamento na embaixada do Equador em Londres] minimizou as preocupações com sua saúde, dizendo que gosta de estar no meio de uma tempestade jurídica e diplomática.

Assange, de 41 anos, cujo site irritou os EUA ao divulgar milhares de documentos diplomáticos secretos, refugiou-se na embaixada para evitar ser extraditado da Grã-Bretanha para a Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais [o estupro de duas prostitutas em uma suruba].

O Equador lhe concedeu asilo, mas ele pode ser preso se deixar o local, que tem imunidade perante as autoridades britânicas. Nesta semana, as autoridades equatorianas disseram que o ex-hacker sofre de uma doença pulmonar crônica, em decorrência do prolongado confinamento.

Vestindo terno escuro e uma camisa branca com abotoaduras prateadas no formato das letras W e L, Assange não aparentava ter problemas de saúde. [Não aparentava… coisa de olho clínico].

“O confinamento, as circunstâncias são obviamente difíceis”, foi tudo o que Assange disse ao ser questionado pela Reuters sobre sua saúde.

“Eu prefiro desfrutar do fato de ser tratado por toda essa tempestade. Só se vive uma vez, então é importante que façamos algo significativo com o nosso tempo”, disse ele. Confira aqui  

Considerado parceiro de Assange, Manning vem sofrendo torturas. Não sei se Pernambuco continua matriculando alunos para a Escola das América. 31 brasileiros estudaram nesse centro de formação de ditadores e golpistas no ano passado.

Pelos relatos, Ricardo passa pela mesma via crucis. Mas parece que a justiça decidiu criar coragem. Informa a agência EFE d’Espanha:

La jueza que lleva el caso de Bradley Manning, acusado de filtrar miles de documentos a WikiLeaks, escuchará hoy el testimonio de algunos de los responsables de la prisión de Quantico (Virginia) donde está recluido tras su detención en 2010.

La coronel Denise Lind llamará a testificar a dos de los responsables de la prisión y a miembros del equipo médico que supervisó el estado de salud de Manning, adelantaron fuentes jurídicas militares.

La nueva serie de audiencias que comienzan hoy en la base militar de Fort Meade (Maryland) y que se extenderán hasta el domingo, ha generado gran expectación ya que está previsto que por primera vez testifique el soldado, aunque no en esta primera sesión.

Manning fue detenido en mayo de 2010 en Irak, donde trabajaba como analista de inteligencia, y fue trasladado a la prisión de Quantico (Virginia), donde estuvo sometido a un régimen de vigilancia especial, que su abogado civil David Coombs ha calificado como “punitivo”.

Coombs denuncia que su cliente fue ubicado en una celda de un metro por dos metros, vigilado constantemente por un guardia, y que se le obligaba a levantarse a las cinco de la mañana y a permanecer despierto hasta las diez de la noche.

Según el abogado, no se le permitía tumbarse, ni apoyarse contra la pared y tenía que permanecer erguido en todo momento. Cuando salía de la celda era esposado de pies y manos y acompañado por dos guardas.

Además, del 29 de julio de 2010 al 10 de diciembre de ese mismo año sólo se le permitió salir al aire libre 20 minutos al día y tenía entre 3 y 5 minutos para tomar una ducha, que eran los dos únicos momentos del día en los que salía de la celda.

El abogado denuncia además que los guardas tenían que verificar constantemente que Manning se encontraba bien y si por la noche se cubría y no podían verle le despertaban, además, no se apagaban todas las luces.

Para que no se autolesionara sólo se le permitía comer con una cuchara y se le servían todas las comidas solo en su celda para evitar el contacto con otros reclusos, con los que además se le prohibió hablar.

Manning, de 24 años, está acusado de transferir miles de documentos clasificados a la red WikiLeaks

Nacionalismo versus golpismo

Todo presidente nacionalista e patriota, nas Américas do Sul e Central e México, que tente combater a corrupção e a desigualdade social, estará sempre ameaçado pelas forças golpistas da direita no judiciário, no legislativo, nas forças armadas, apoiadas e financiadas pelos empresários e banqueiros, igreja católica da TFP e imprensa tradicional.

A tentativa de sequestro e assassinato do presidente Rafael Correa do Equador completará um ano neste próximo dia 30. Publica hoje o jornal Telégrafo:

COMO CIUDADANO Y MIEMBRO DEL GIR FUE DECLARADO HÉROE NACIONAL
Froilán Jiménez no tenía por qué ser asesinado

Viteri Jiménez suenan como los dos apellidos de una persona, pero en realidad es el primer nombre del policía más conocido como Froilán Jiménez Granda, caído el 30 de septiembre del año pasado cumpliendo su labor en el rescate del presidente Rafael Correa.