Golpe de brasileiros no Paraguai previsto pela revista Veja pressiona Dilma

Em fevereiro deste ano publicava a revista golpista:

Empresário brasileiro foi escolhido inimigo número um de sem-terra paraguaios

"Rei da Soja" e "Dono de Meio Paraguai", empresário brasileiro Tranquilo Favero, de 74 anos
“Rei da Soja” e “Dono de Meio Paraguai”, empresário brasileiro Tranquilo Favero, de 74 anos

“O nome de Favero está todos os dias no noticiário e nos discursos exaltados dos carperos  (campones). Ele foi eleito inimigo número um do movimento sem-terra e suas fazendas estão na rota das invasões. Cerca de 8 000 carperos avançaram sobre as terras dele, em Ñacunday, no Alto Paraná, leste do Paraguai”, denunciava a revista de Cachoeira:

“O grupo está acampado debaixo de uma linha de transmissão de energia elétrica e em cima de milhares de pés de soja, plantados na região desde 1970, quando Favero chegou ao Paraguai, atraído pela oportunidade de comprar terra fértil a preço baixo. Os sem-terra agora reinvindicam os terrenos como terra pública e acusam o empresário de não ter título de propriedade da área. ‘Todas as terras que tenho foram compradas de proprietários privados durante quarenta anos de trabalho, Não tenho um pedaço de terra sem o título de propriedade devidamente registrado’, afirma Favero”.

O discurso de Favero vale para todos os reis da soja, da cana de açúcar, do milho no Brasil:

“O Paraguai continua sendo um país de grandes oportunidades, com terras altamente férteis, clima agradável e pessoas trabalhadoras. Os dois últimos anos foram excelentes, com crescimento recorde. O Paraguai tem tudo para se consolidar numa posição de grande fornecedor de alimento mundial”.

 

 

Favero, “Dono de Meio Paraguaio”, óbvio, é um ferrenho inimigo da reforma agrária:

Veja: – Se as terras produtivas do Alto Paraná chegarem a cair nas mãos dos carperos, que destino o senhor acha que elas terão? 

Favero: – Não cogitamos essa possibilidade porque somos os legítimos donos das terras e não temos a intenção de vendê-las a ninguém nesse momento. Além disso, os carperos não têm condições de mantê-las, tanto pela carência de nível técnico quanto pela falta de recursos financeiros. Leia a entrevista .

Brasiguaios lutam pela terra
Quem são os brasileiros que plantam 90% da soja paraguaia e por que muitos temem os planos do novo presidente, Fernando Lugo

NICHOLAS VITAL, DE SAN ALBERTO (PARAGUAI)

Neguinho não tem do que reclamar da vida no Paraguai. Só neste ano, comprou três picapes zero-quilômetro com o dinheiro ganho com a venda dos grãos. Uma para ele e uma para cada um dos filhos. “Paguei só 1,2 mil sacas de soja por cada caminhonete. O mais caro foram as rodas personalizadas”, conta o produtor, aos risos. Pouco depois, mais sério, fala das vantagens de se trabalhar do lado de lá da fronteira. “Não planto mais sementes convencionais. Aqui no Paraguai só plantamos soja transgênica. É muito mais eficiente e rentável”, explica Neguinho, que exporta tudo o que colhe para os Estados Unidos.

E não são só os produtores que estão se dando bem por lá. Até os agrônomos brasileiros são maioria na região. É o caso de Volmar Malacarne, que mora em Foz do Iguaçu, mas presta consultoria para os brasiguaios desde 1990.Atualmente atende a 13 clientes, todos brasileiros, e diz que o mercado está aquecido. “Existem brasileiros atuando em todos os setores do agronegócio no Paraguai”, diz o especialista.

O Paraguai é atualmente o quarto maior exportador de soja do mundo. Apenas na safra 2007/ 2008, foram produzidos cerca de 6,8 milhões de toneladas, recorde histórico do País. Grande parte do crescimento econômico que o País registrou nos últimos cinco anos também deve-se ao aumento das exportações do grão. E tudo isso foi conquistado graças aos brasileiros que vivem e trabalham por lá, responsáveis por mais de 90% da soja produzida em solo paraguaio.

Ciente de que não vai ser nada fácil tirá-los de onde estão, Fernando Lugo já estuda uma nova saída. No dia de sua posse anunciou que pode adotar um novo imposto agrícola no Paraguai. Segundo ele, as taxas atuais são muito baixas, o que favorece o enriquecimento de poucos. Alheios às ameaças do presidente, os brasiguaios seguem trabalhando, e gerando cada vez mais receitas para o Paraguai. Leia mais.

Hoje a imprensa paraguaia destaca que os brasiguaios vão pressionar Dilma, assim como ameaçaram Lugo durante todo seu governo.

“Brasiguayos” brindan apoyo a Franco

Un grupo de productores brasiguayos brindó su apoyo al presidente Federico Franco en una reunión realizada este martes en Palacio de Gobierno. Ratificaron el envío de una delegación para hablar con autoridades de Brasil.

“Brasiguayos” tras la reunión con el presidente Federico Franco. / Andrés Cristaldo, ABC Color, hoy

Un grupo numeroso de productores brasiguayos -liderados por Aurio Fighetto- mantuvo un encuentro este martes con el mandatario Federico Franco, a cuyo gobierno brindó su apoyo.

Esperan que reine la seguridad para continuar trabajando con tranquilidad en el campo. El mandatario les garantizó el respeto de la propiedad privada.

Además, pidieron que se respete los planes de trabajo en el campo.

Según el anuncio del diario ABC Color, una comitiva de industriales, productores, empresarios y comerciantes brasiguayos, además de colonos, se dirigieron a Brasilia para reunirse con la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, con el objeto de que acepte el gobierno de Federico Franco.

Los brasiguayos serán acompañados por los parlamentarios del Mercosur Mirta Palacios, Alfonso González Núñez, Roberto Campos y Eric Salum.

Os brasiguaios são apoiados pelas bancadas ruralistas nos Congressos de Paraguai e do Brasil. É tudo uma coisa só. Uma mesma cobra de duas cabeças.

REPORTAJE AL EX PRESIDENTE FERNANDO LUGO

–En la madrugada del domingo, frente al edificio de la televisión pública, habló de resistencia pacífica. ¿Esa será la táctica?

–Sí. Ya empezamos la resistencia pacífica y un no reconocimiento de la presidencia que se ha instalado después del golpe de Estado parlamentario. Y ya se ven las manifestaciones de ciudadanas y ciudadanos. Las hay. Crecen. Son pacíficas. Se expresan en contra de lo que el Parlamento ha resuelto en el viernes negro. También vamos a hacer reunión de gabinete.

–¿Cuándo?

–A las seis de la mañana. Van a participar todos mis colaboradores que participaban del gabinete cuando estábamos en el palacio de gobierno.

–Al despedirse de los cancilleres de Unasur les dijo que volvería a su trabajo político en las bases. Así lo relató el canciller Héctor Timerman a Página/12.

–Y ya lo empezamos a hacer. Vamos a unir fuerzas con movimientos sociales y sindicales.

–¿Siempre dentro de la no violencia?

–Sí. Siempre.

–¿Por eso el viernes, cuando lo destituyeron, tuvo una actitud apacible?

–Efectivamente. Nos hemos sometido al juicio político parlamentario y hemos aceptado el veredicto para evitar derramamiento de sangre. Estamos contra todo tipo de violencia y ese día se presagiaba violencia y represión. Hoy, ya con el espíritu sereno, las manifestaciones ciudadanas son ejemplares, lo que puede verse en las calles o en las transmisiones del Canal 13 de Paraguay y como lo hace la televisión pública.

Lugo juntó a los suyos para enfrentar el golpe

Como lo anunció en la entrevista con Página/12, el destituido presidente paraguayo Fernando Lugo encabezó una reunión con su gabinete de gobierno para invitarlos a integrarse de forma pacífica a las fuerzas que resisten el golpe institucional. Además, Lugo explicó que en la reunión se analizó cómo responder en las próximos días ante la situación política e invitar a todas las fuerzas que quieran resistir al golpe de Estado. En tanto, la Corte Suprema rechazó el pedido de inconstitucionalidad sobre el juicio político realizado el viernes pasado por el Senado paraguayo para expulsar de la presidencia a Lugo.

Tras la ratificación de la Corte Suprema de la validez del juicio político que lo corrió del poder, Lugo aseguró se hará la apelación correspondiente a las instancias judiciales nacionales e internacionales haciendo este reclamo.

Por último, explicó que solicitó al Mercosur la oportunidad de asistir a su reunión cumbre del próximo jueves en Mendoza para explicar ampliamente las características y consecuencias del golpe de Estado ocurrido en Paraguay. “No se puede definir qué pasará en Paraguay en los próximos meses, pero la lucha que hacemos es para restablecer el orden democrático”, concluyó.

No Paraguai, a justiça é conservadora, elitista, branca (o partido é que é colorado), favorece o apartheid indígena, e foi o poder que mandou desalojar os camponeses da fazenda Morombí, do senador Blas Riquelme, onde aconteceu o massacre de camponeses. Infiltrados puxaram o gatilho. A justiça fez parte do projeto golpista, e os agentes infiltrados precisam ser descobertos. Quem são eles? Brasiguayos? Mercenários estrangeiros ou capangas de latifundiários?

De qualquer maneira, todo desalojamento judicial, obviamente, tem o comando armado da justiça. São soldados do executivo colocados à disposição do judiciário. E quando as forças da lei batem, sequestram e matam nos deslocamentos involuntários dos sem terra, dos sem teto, dos estudantes que ocupam prédios públicos, tais crimes ficam impunes.

Copa golpista na América do Sul: a bola da vez

O jogo começou na América Central com Honduras. Cujo presidente ficou exilado na embaixada do Brasil.

O México realiza eleições presidenciais no próximo dia primeiro, e o candidato oficial da direita vem perdendo o favoritismo.

A fraude sempre rola nas eleições do México. Mas os jovens prometem fiscalizar o pleito. E estão realizando marchas e debates entre os candidatos, para evitar os efeitos da ditadura da mídia.

Na América do Sul, a imprensa golpista continua em campanha. Derrubou Lugo. Para o jornalista Paulo Henrique Amorim:

“Golpe paraguaio é aquele Golpe de Estado dentro da Democracia, com o apoio do PiG (Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista).

Que tentaram contra o Chávez, contra o Correa e tentam diuturnamente contra Lula e a Dilma.

 

Tudo dentro da Lei!”

Acontece na Bolívia

 

Bolívia hoje
Bolívia hoje

 

Paraguay, golpe de Estado parlamentario

El depuesto presidente de Paraguay, Fernando Lugo, reapareció esta madrugada en una manifestación de ciudadanos frente a la Tv Pública, reiteró su posición de seguir participando de la actividad política “como un ciudadano más” y sostuvo que con su destitución se ha destituido la voluntad popular.

“Me sumo a esta protesta no porque se trata de Lugo, aquí no han destituido a Lugo, aquí han destituido la democracia, la participación y la voluntad popular”, dijo Lugo quien se pronunció honrado por haber sido electo presidente en 2008. “Me he esforzado en devolver a la ciudadanía su dignidad y su mejor vivir en estos cuatro años”, dijo.

“Yo no renuncié a mi condición de ciudadano paraguayo y por eso estoy aquí, como un ciudadano más que se sintió honrado por la voluntad popular aquel 20 de abril”, añadió.

Sostuvo que “así como pacíficamente hemos vencido aquel de abril, pacíficamente el 21 de abril el proceso democrático continuará con más fuerza. Creemos que este camino democrático no tiene retorno”, dijo.

Lugo consideró que su destitución ha sido producto de un “golpe de Estado parlamentario” y señaló que aceptó el veredicto del Congreso solo para evitar conflictos que deriven en derramamientos de sangre. Añadió que los  argumentos para el juicio político no tienen ningún valor y fueron ampliamente rebatidos por los defensores.

El ex mandatario utilizó el espacio de “micrófono abierto” habilitado frente a la Tv Pública y donde participaron hasta esta madrugada cientos de manifestantes para señalar que “la comunidad internacional lee con objetividad y serenidad el proceso paraguayo”.
Lugo calificó de “lección aprendida por la ciudadanía paraguaya” la coyuntura actual y señaló que si las manifestaciones ciudadanas continúan en todo el país el Congreso debería repensar su postura.

Simpatizantes de Fernando Lugo cantaram o Hino Nacional, estenderam faixas em apoio a Lugo e com críticas ao novo governo e prometeram manter as manifestações pacíficas. A bandeira do Paraguai foi colocada em lugar de destaque durante o protesto.

“Estamos aqui em defesa da democracia. É uma reação pacífica a toda essa situação [política] absurda. Estamos aqui exercendo a nossa cidadania”, disse Ceulie Vukty, líder de um dos movimentos juvenis no prostesto, enquanto coordenava os discursos com os momentos de apresentações teatrais e de música.

Os simpatizantes de Lugo condenam a forma como foi conduzido o processo de impeachment do ex-presidente. Em menos de 24 horas, a Câmara e o Senado do Paraguai aprovaram o chamado “juízo político”, eufemismo para golpe, alegando “mau desempenho das funções”, e o ex-presidente foi condenado a deixar o poder.

A situação política de Lugo se agravou devido a um confronto entre agentes policiais e agricultores, no Nordeste do país, no último dia 15. O confronto provocou 16 mortes. E tudo indica que fazia parte do projeto golpista. Agentes da direita, infiltrados, iniciaram os disparos.

Para os políticos de oposição, Lugo não administrou o confronto de forma correta, permitiu a violência e, consequentemente, as mortes. Pela legislação brasileira, quem comanda os desalojamentos dos sem terra e dos sem teto é a justiça. Assim aconteceu em Pinheirinho de São José do Rio Preto, conforme nota oficial assinada pelo desembargador Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo – chacina que denominou de “episódio”.

Uma barraca de camping foi montada no centro do protesto e nela foi colocada a placa Embaixada do Brasil. De acordo com os organizadores do evento, a ideia é mostrar que o Brasil condena a destituição de Lugo porque apoia a democracia e suas instituições.

Os simpatizantes de Lugo dizem que a democracia foi desrespeitada, pois um presidente eleito de forma direta foi retirado do poder. A Constituição do Paraguai permite o impeachment e não impõe prazos para o processo transcorrer.

“O que estamos vivendo hoje no Paraguai é uma situação muito delicada e complicada. Estamos nos mobilizando porque não podemos aceitar o que ocorreu com o [ex-] presidente Lugo, da forma como foi”, disse o auxiliar contábil Cristian Ríos, que aproveitou a folga no trabalho para participar do protesto.

O golpe parlamentar de Federico Franco teve o apoio dos brasiguayos, latifundiários que possuem forte influência na bancada ruralista do Congresso brasileiro, que deve pressionar Dilma Rousseff para legitimar o golpe.  O apoio de Dilma constitui puro suicídio político. Que o Brasil disputa com a Bolívia e o Equador (a direita aposta na morte de Hugo Chávez) a posição de bola da vez.

Maggiorina Balbuena, de la Coordinadora de Mujeres Indígenas, denunció que “por causa de un plan nefasto fueron asesinados varios compañeros en Curuguaty”. Calificó al Congreso Nacional de nido de mykurê ha anguja (comadrejas y ratas). Y dijo que “éste es un gobierno de facto, de un sector minoritario, que está empezando a ser castigado por la comunidad internacional. Después de que mucha gente haya derramado su sangre en América latina, se va construyendo un nuevo modelo, para que, como pueblo, demos otra cara a la humanidad, una humanidad que no puede convivir con las violencias, desapariciones y desalojos violentos”, manifestó al condenar el golpe de estado producido por el Congreso.

Lugo: “Vamos a estar en la reunión del Mercosur”

El artículo cuarto de la cláusula democrática del Mercosur, firmada en Ushuaia en 1997 establece que “en caso de ruptura del orden democrático en un Estado Parte del presente Protocolo, los demás Estados Partes promoverán las consultas pertinentes entre sí y con el Estado afectado”.

Tras la señal dada por la presidenta Cristina Kirchner de retirar al embajador argentino en Paraguay en la previa de la cumbre del Mercosur, que se realizará este jueves y viernes en Mendoza, y el respaldo del resto de los países de la región de no reconocer al mandatario paraguayo Federio Franco, el destituido presidente anunció que estará presente en tierra cuyana para representar a Paraguay. Hasta ayer, el presidente surgido del golpe, hacía esfuerzos para que él o su canciller, José Fernández Estigarribia, fueran invitados a la cumbre.

Además, a días del inicio de la cumbre regional, los titulares de la Cámara Alta, Amado Boudou, y de Diputados, Julián Domínguez, convocaron a una sesión especial para mañana a las 19, donde se debatirá sobre la delicada situación política e institucional de Paraguay, en rechazo al juicio político con el que se destituyó a Lugo.

A las 11, llegará al país el senador de Paraguay Sixto Pereira, quien se opuso al juicio político y la destitución del ahora ex mandatario paraguayo. Pereyra estuvo en la Argentina hace 15 días, cuando mantuvo una reunión con el vicepresidente.

El legislador paraguayo será recibido en el Senado por el vicepresidente y luego brindará una conferencia de prensa previa a la sesión especial conjunta a la que fue invitado el canciller Héctor Timerman, quien sostuvo que la destitución de la presidencia de Fernando Lugo “fue una ruptura del orden democrático”, porque “el mecanismo utilizado viola toda práctica constitucional del mundo democrático”.

El viernes pasado, tras conocerse la noticia de la destitución de Lugo, la presidenta Cristina Kirchner señaló que “Argentina no va a convalidar el golpe de Estado en Paraguay” y adelantó que se decidirá un “curso de acción” con los países de la región.

“Golpe contra la voluntad popular”

El expresidente paraguayo llama al pueblo a manifestarse pacíficamente “para devolver la paz y la tranquilidad al país”

El ex obispo, que dijo haber acatado el viernes su destitución para evitar “un derramamiento de sangre”, llamó hoy a la gente a manifestarse “para que retorne el orden constitucional interrumpido” pues “esto ha sido un golpe contra la voluntad popular”.

No está tranquilo el Paraguay, no está todo tranquilo en el país(como afirma el nuevo Ejecutivo). Aquí se ha interrumpido un proceso democrático y esa ciudadanía que hoy está en la calle, en la televisión pública, en Encarnación, en Ciudad del Este y en San Pedro…. ¡Esto va a seguir!”, aseveró.

“No se puede dejar de ejercer el derecho ciudadano de protestas pacificas para devolver la paz y la tranquilidad al país”, insistió. Lugo aludía a manifestaciones como la de anoche frente a la sede en el centro asunceno de la televisión estatal, a la que él mismo compareció de madrugada, y en otras ciudades del país.

Golpe de Estado en Paraguay

En un acelerado y cuestionado juicio político en el que no fue permitida la defensa, el Senado paraguayo destituyó ayer al presidente Fernando Lugo, con el argumento de un supuesto  “mal desempeño de sus funciones”. El acto fue calificado como  golpe de Estado “solapado en la legalidad” por la mayoría de mandatarios de la región.

El abogado del mandatario, Adolfo Ferreiro, reclamó que el plazo de dos horas que tuvo Lugo para defenderse es inconstitucional, pues el tiempo normal para preparar la defensa en cualquier litigio judicial es de 18 días, por lo cual no descartó acudir a la Corte Interamericana de Derechos Humanos.

“Fernando Lugo no responde a clases políticas, no responde a la mafia ni al narcotráfico”, dijo el  mandatario en un breve discurso en el Palacio del Gobierno, en referencia a los grupos de derecha que planificaron su salida.

“Hoy no es Fernando Lugo el que recibe un golpe. No es Fernando Lugo el que es destituido, es la historia paraguaya, su democracia, la que ha sido herida profundamente, en la que han sido transgredidos todos los principios de la defensa, de manera cobarde, alevosa y espero que sus ejecutores tengan presente la gravedad de sus hechos”, expresó el gobernante de 61 años. Durante su breve intervención, Lugo -quien fue elegido en 2008 para dirigir el Estado hasta agosto de 2013- se despidió del cargo y de sus colaboradores con la promesa de seguir trabajando por el país “como ciudadano paraguayo”.

“Esta noche salgo por la puerta más grande de la patria, salgo por la puerta del corazón de mis compatriotas”, dijo el depuesto Mandatario en medio del aplauso de sus colaboradores.

La decisión de la Cámara de Diputados fue rechazada y calificada como un “golpe de Estado” por organismos internacionales, varios gobiernos del mundo y la misma sociedad civil paraguaya que ayer inundó las calles de Asunción en respaldo al presidente.

Lugo fue destituido tras un juicio político que duró menos de 24 horas. La sesión extraordinaria de los senadores empezó antes del mediodía y culminó temprano en la tarde sin dar oportunidad al debido proceso.

TV Pública intervención

 El director de la televisión pública paraguaya, Marcelo Martinessi, denunció hoy la irrupción violenta en la sede del canal estatal de quien se identificó como director de Comunicaciones del nuevo gobierno, el cual acudió en compañía de agentes policíacos.
La persona en cuestión, identificada como Cristian Vázquez, ordenó que no se transmitieran imágenes de los incidentes ocurridos entre los manifestantes que apoyan al destituido presidente Fernando Lugo y la policía. Mira video

Cels: la acusación contra Lugo tuvo una “intencional manipulación política”

El Centro de Estudios Legales y Sociales consideró que la decisión del Parlamento paraguayo de destituir al presidente Fernando Lugo mediante un juicio político expres que no permitió su defensa se trató de “un golpe de Estado encubierto”, se solidarizó con el pueblo paraguayo y respaldó “la oportuna reacción de los Estados de la región”.

 “Un quiebre institucional de estas características, lejos de ser una solución, agrava las circunstancias que provocaron el episodio” por el que fue juzgado el mandatario. “Tras los hechos de Honduras en junio de 2009 (el golpe contra Manuel Zelaya) y el frustrado golpe en Ecuador, en octubre de 2010, este quiebre institucional en Paraguay implica un nuevo retroceso para las democracias de la región y refuerza a sectores que desdeñan el Estado de Derecho que tanto costó recuperar, y las conquistas sociales iniciadas por el gobierno de Lugo”, sentenció el comunicado.
Ditadura y censura
Ditadura y censura

Para la CIDH, “el golpe afecta el Estado de Derecho”

El órgano regional de mayor relevancia en materia de Derechos Humanos consideró que fue “una parodia de justicia” el proceso parlamentario que en menos de dos días sacó a Fernando Lugo de la Presidencia del Paraguay, acusado por presunto mal desempeño en sus funciones, y consideró que esta decisión “inaceptable” podría afectar el funcionamiento de las instituciones.

“Es altamente cuestionable” que un juicio imparcial pueda ser tan breve, reiteró la CIDH, cuyo secretario Ejecutivo, Santiago Cantón, sostuvo que “es una parodia de la justicia y un atropello al Estado de Derecho remover a un presidente en 24 horas, sin garantías para defenderse“.

 

Parlamentarios de oposición piden retirar a embajador de Chile en Paraguay tras destitución de Lugo

El Presidente del Partido Comunista, Guillermo Teillier, llamó al mundo político y civil a no reconocer Federico Franco, con el fin de dar un mensaje a lo sectores golpistas que aún quedan en Latinoamérica.

Crecen las expresiones de solidaridad

Varios presidentes y organizaciones del mundo rechazaron el golpe de Estado contra el dignatario de Paraguay. El presidente de Ecuador Rafael Correa llamó a respetar la estabilidad democrática tras recalcar que hay cosas que pueden ser legales pero no legítimas, al referirse a la supuesta legalidad del juicio político.

El presidente uruguayo José Mujica dijo que el juicio propuesto “tiene vicios de acuerdo político de la oposición en contra de Lugo”. El canciller venezolano Nicolás Maduro opinó que la rápida destitución de Lugo fue una nueva modalidad de golpe de Estado que tendrá consecuencias para Paraguay. Los países de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA) manifiestan su rechazo al juicio político contra Lugo, proceso que califican de “maniobra de los sectores de la derecha política del Paraguay”.

El Gobierno de México expresó mediante su Secretaría de Relaciones Exteriores (SRE) que respalda el orden constitucional y democrático en Paraguay. La administración del presidente Felipe Calderón dijo que “sigue con especial atención y preocupación la situación prevaleciente en Paraguay”. Subrayó que “el Gobierno mexicano hace votos para que, en caso de que el Poder Legislativo paraguayo así lo decida, se garantice al titular del Poder Ejecutivo un debido proceso, con todas las garantías establecidas en la ley”.

También, el Frente Amplio de Uruguay manifestó su solidaridad con el pesar del pueblo paraguayo y lamentó profundamente la pérdida de vidas humanas por el enfrentamiento en la localidad de Curuguaty, uno de los hechos detonantes de la decisión del Congreso.

En El Salvador, el Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN) demandó el respeto irrestricto a la institucionalidad democrática de Paraguay ante intentos de destituir a Lugo y expresó “su profunda preocupación en relación al juicio político que se ha puesto en marcha por la oposición derechista desde la Cámara de Diputados y Senadores de la República del Paraguay”.

En Chile el Partido del Socialismo Allendista condenó el golpe de Estado perpetrado por la derecha económica y política de Paraguay que estuvo involucrada con la dictadura de Alfredo Stroessner (1954-1989) y los partidos Colorado y Liberal. Llamamos a todos los gobiernos de América Latina y el Caribe, a Unasur, el ALBA, Caricom, CAN y Celac a condenar activamente el golpe y desconocer unívocamente al golpismo de las clases dominantes de ese hermano país, invocó la agrupación política chilena y expresó su pleno respaldo al presidente Lugo.

Por otro lado, el Grupo Confederal de la Izquierda Unitaria Europea/Izquierda Verde Nórdica del Parlamento Europeo rechazó firmemente el intento de las fuerzas conservadoras del parlamento de Paraguay para derrocar al presidente democráticamente electo.

Gabriele Zimmer,presidente del grupo, dijo: “Desde Europa, apoyamos plenamente al pueblo de Paraguay que ha luchado por la democracia después del período de la dictadora, eligiendo a un Presidente con un programa para la justicia social y la democracia, y que ahora está defendiendo su derecho a gobernar el país. Condenamos la violencia usada por las fuerzas policiales, y apoyamos la decisión de Presidente Lugo de pedir la renuncia del Ministro del Interior. Este conflicto local, -provocado por las fuerzas conservadoras que están utilizando métodos violentos diariamente-, no puede ser utilizado como pretexto para un golpe de estado”.

El eurodiputadoJürgen Klute,miembro de la delegación para las relaciones del Parlamento Europeo con el MERCOSUR, pidió que la UE tome una posición muy clara contra el golpe. “Pido a la UE condenar con fuerza este intento de golpe de estado nuevamente en contra de un gobierno progresista, después de Venezuela, Ecuador y Honduras. Hemos visto como la mayoría conservadora del parlamento paraguayo viene trabajando desde hace muchos años para desestabilizar el gobierno del Presidente Lugo, bloqueando sus iniciativas legislativas en favor de la justicia social. Este es el único Parlamento de la región que se opuso a la entrada de Venezuela al MERCOSUR. Fuerzas conservadoras extremistas siguen todavía muy activas en Paraguay y en todo el continente latinoamericano, pero la decisión del pueblo de Paraguay a dar un mandato a Fernando Lugo por la justicia social debe ser respetado”.

Organizaciones populares como Articulación de Movimientos Sociales hacia el ALBA, Vía Campesina, Jubileo Sur/Américas y CADTM Abya Yala-Nuestra América, entre otras, emitieron un comunicado en el cual llaman a la movilización popular contra el golpe de Estado orquestado por la derecha paraguaya.

“Hacemos un fuerte llamado a la movilización popular en defensa de la Democracia paraguaya, contra cualquier intento de golpe de Estado o desestabilización del gobierno elegido democráticamente del Presidente Fernando Lugo. Instamos a que los derechos constitucionales e integridad física del Presidente de la República sean respetados, como así también los derechos del pueblo paraguayo a manifestarse libremente en defensa de su Democracia. Exhortamos a los gobiernos de nuestros países a realizar todas las acciones que estén a su alcance, en el orden regional e internacional, para garantizar la plena vigencia de la Democracia y el resguardo de los Derechos Humanos del pueblo paraguayo”, concluye el comunicado.

JUICIO POLÍTICO
JUICIO POLÍTICO

Paraguay: Imágenes para la historia

Un video muestra una serie de imágenes que fueron tomadas por el conocido fotógrafo Zenoura, en la Plaza de Armas.

Las fotografías expresan lo vivido durante la histórica jornada del viernes, donde por primera vez un presidente paraguayo fue destituido del cargo vía juicio político, eufemismo de golpe.

Las imágenes desmienten el diario Ultima Hora. Fue golpe de Estado. Mira. Clica aqui

Golpe destitui Lugo enquanto as forças repressivas espancam manifestantes. Tudo começou com a reintegração de posse de uma fazenda ordenada pela justiça (Vídeo)

A destituição foi fulminante, sob cinco acusações: mau uso de quartéis militares; confronto acontecido na fazenda Morombí de Blas Riquelme, em Curuguaty (6 polícias e 13 sem terra mortos); apoio aos camponeses sem terra de Ñacunday no seu confronto com os ‘brasiguaios’; insegurança existente no país; assinatura do Protocolo de Ushuaia II.

Fernando Lugo defendeu-se, já afastado da presidência, afirmando que “a democracia foi ferida profundamente, de maneira covarde, de maneira aleivosa”. Porém, acrescentou que “Como sempre, atuei de acordo com a lei, ainda que ela tenha sido retorcida”, aceitando a  destituição.

A chacina de Morombí foi uma desocupação forçada de camponeses ordenada pela justiça. Um despejo tipo Pinheirinho, em São José do Rio Preto.  Uma reintegração de posse de um latifúndio requerida  por Blas Riquelme, ex-senador do ditador Stroessner.

Infiltrados, capangas de latifundiários, atiraram na polícia, que revidou. Assim aconteceu a chacina de camponeses, uma cilada que fazia parte da armação do golpe relâmpago “democrático” do Congresso, apoiado pelas forças armadas, a justica, as federações ruralistas e a conservadora igreja católica – as mesmas instituições que promoveram as ditaduras do Cone Sul.

Os sem terra da fazenda Morombí e de Curuguaty e de todo o Paraguai reconhecem seus inimigos e algozes, e apoiam o presidente Lugo. Marcharam de Curuguaty para ser espancados nos protestos que realizaram em Assunção, na vigília cívica frente ao Congresso e palácio presidencial.

Como previsto, o Senado paraguaio destituiu finalmente o presidente Fernando Lugo nesta sexta-feira 22 de junho, enquanto as centenas de pessoas que se concentravam às portas da instituição eram atacadas pela polícia.


38 votos impuseram a maioria no Senado, com só 4 votos contra a decisão e 2 ausências.

O povo saiu à rua em Assunção e as forças repressivas dispararam bombas de gás lacrimogêneo e utilizaram cavalos e caminhões-pipa para dispersar a multidão.

Aún se desconoce la cifra de heridos por los enfrentamientos entre policías y el pueblo paraguayo, que respalda al presidente electo con el 40,82 por ciento de los votos en las elecciones generales del 2008.

Los manifestantes han advertido que no reconocerán como nuevo Presidente a Federico Franco, quien ejerce actualmente la Vicepresidencia de Paraguay por el Partido Liberal.

El corresponsal de teleSUR en Paraguay, Guillermo Verón, subrayó que hay represión “bastante fuerte” inclusive se escucharon detonaciones de armas de fuego, que no deja dudas si se trata de balas de goma.

Expresó que “hubo un avance importante de las fuerzas represivas con mucha agresividad” y “ya se reportan los primeros heridos frente a la plaza del Congreso”.

Por otro lado, la corresponsal de teleSUR en Paraguay, Amanda Huerta, informó que la prensa ha sido retirada por parte de la Guardia Presidencial.

Al momento de la votación, el diputado Carlos Alberto Filizzola, declaró: “En este circo, donde no me dejaron ni hablar, rechazo categóricamente este juicio político”.

Filizzola forma parte de los cuatro votos que rechazaron la sentencia contra el presidente constitucional de Paraguay, Fernando Lugo.

Vídeo da repressão

 

Pobre Paraguay

Por Alfredo Boccia Paz

El proceso político paraguayo ha recibido en estos días una inexplicable puñalada.

La trabajosa construcción de la democracia avanzó penosamente durante las dos décadas de una transición tutelada por militares y hegemonizada por el Partido Colorado. La alternancia pacífica en el poder significó, por eso, un paso inédito en nuestra historia. Empezábamos a acostumbrarnos al ritmo natural de cambiar presidentes cada cinco años por vía electoral.

Hasta hace unos días eso no estaba en discusión y los partidos se ocupaban de sus campañas electorales internas. Hasta que ocurrió la masacre de policías y campesinos en Curuguaty.

Ese suceso inesperado, que conmocionó a la ciudadanía, tenía las características de una acción planificada. Hasta ahora, nadie tiene en claro quiénes y con qué fines ordenaron la matanza. Tampoco hay el menor indicio de la participación de Fernando Lugo en el hecho.

Como sea, la ANR decidió impulsar un juicio político al presidente. Hasta allí, parecía una mera estrategia electoral con el fin de desgastar su imagen al final de su mandato. El increíble efecto dominó que ocurrió en las horas siguientes se inscribirá en la historia del más sórdido oportunismo nacional. La aventura en la que se han embarcado los partidos políticos que se sumaron al juicio político es un ejemplo paradigmático de la primacía de intereses sectarios sobre el interés de la nación.

Como carecían de causales racionales que justificaran una medida tan extrema, optaron por hacerlo a toda prisa. El libelo acusatorio causa vergüenza ajena de tan risible, no cuidaron los mínimos formalismos legales y atropellaron el respeto a los plazos prudenciales para la defensa. Lo hicieron los colorados, pero también los liberales, hasta entonces aliados de este Gobierno. Una traición llevará a uno de ellos a una efímera presidencia. De todas las ocasiones históricas en que el liberalismo llegó al poder, esta es la más innoble. Patria Querida sumó sus votos, ratificando su creciente sesgo ultraconservador. Y, para mi sorpresa, también lo votó Desirée Masi, quien algún día tendrá que explicar a sus hijos por qué lo hizo.

Por voluntad de sus parlamentarios –los mismos que, hace dos semanas, eran repudiados por corruptos–, el Paraguay se sumerge en un tiempo de incertidumbre y turbulencias. Lo hacemos en un momento de estabilidad económica que no conocíamos en muchas décadas y a nueve meses de las elecciones. Pagaremos el alto costo de ser calificados de republiqueta impredecible por la comunidad internacional.

Nos derechizamos, es cierto, pero también nos hondurizamos. Los cancilleres de Unasur han observado “in situ” este arrebato político que podrá caber en la Constitución, pero jamás en la comprensión de los sensatos.

Bueno es guardar este dato: el golpe de Estado –igualmente institucional– de Honduras produjo una caída de casi el 6% de su PIB anual. Hacia eso nos encaminamos con irracional entusiasmo.

Ditadura nunca mais
Ditadura nunca mais

Cristina Kirchner: “La Argentina no va a convalidar el golpe en Paraguay”

La presidente argentina Cristina Kirchner emitió un mensaje desde Casa Rosada, en donde adelantó que su gobierno no reconocerá la legitimidad de Federico Franco como presidente de Paraguay.

La presidente Cristina Kirchner afirmó esta noche que “es inaceptable” la situación en Paraguay, dónde el Senado destituyó al presidente constitucional Fernando Lugo tras un rápido trámite parlamentario, informó el portal Infobae.

“La Argentina no va a convalidar el golpe de Estado en Paraguay”, declaró en un mensaje emitido en la sala de prensa que se encuentra en la Casa de Gobierno.

El canciller Héctor Timerman había adelantado ante la Unasur cuál era la postura de la Argentina ante el juicio político que concluyó hoy en la Asunción de Paraguay.

La presidente de Brasil se había expresado en el mismo sentido y había pedido la salida de Paraguay del Mercosur (Mercado Común del Sur).

Sesionará el Congreso argentino

Ambas cámaras del Congreso argentino sesionarán el lunes a las 19:00, según informó el titular de la Cámara de Diputados a parlamentario.com, tras acordarlo de esa manera con las autoridades del Senado.

Ante la conmoción que ha causado en la Argentina la destitución del presidente de Paraguay, Fernando Lugo, el Congreso argentino resolvió este viernes por la noche realizar una sesión especial conjunta el próximo lunes, para tratar la situación en el país hermano.

Así lo adelantó en forma exclusiva a parlamentario.com el presidente de la Cámara de Diputados de la Nación, Julián Domínguez, quien confirmó que así acababa de acordarlo con las autoridades del Senado de la Nación.

Paraguay. Juicio político, eufemismo para golpe

O povo do Paraguay é contra o golpe. O jornal vendido Ultima Hora noticia:

Incidentes frente al Congreso Nacional

Los manifestantes que se encontraban aguardando la decisión resultante del juicio político realizado al presidente de la República Fernando Lugo, recibieron la noticia de la destitución del mandatario con indignación y nerviosismo. La muchedumbre se descontroló y atropelló la línea de seguridad a lo que los policías respondieron.

La Policía Nacional y las Fuerzas Antidisturbios, arrojaron gases lacrimógenos, balines de goma y accionaron los carros hidrantes contra los manifestantes para dispersar a los manifestantes.

Assim começa o retorno do Paraguai aos tempos do ditador Stroessner. Do jeitinho que tio Sam gosta.

Lugo foi um presidente frouxo desde o primeiro dia do seu governo. Prometeu fazer a reforma agrária. Ficou na promessa. Foi derrubado pelos latifundiários, pela imprensa golpistas, pelos militares do Cone Sul que, impunemente, sequestraram, torturaram e mataram os que defendem a liberdade, a verdadeira democracia, as reformas de base, uma vida menos infeliz para o pobre povo pobre do Paraguai, que sofre desde o começo da conquista espanhola.

O jornal golpista mente quando diz que Lugo vai resistir. Outro jornal golpista, a Folha de S. Paulo informa:

Multidão se reúne para declarar apoio a Lugo no Paraguai

Uma multidão se reúne em frente ao Congresso Nacional do Paraguai para manifestar apoio ao presidente do país, Fernando Lugo.

“Eles cantam, gritam frases de apoio e alguns líderes de organizações se revezam em discursos no palco”.

Pobre povo pobre do Paraguai, em vigília democrática, pacífica, enquanto o Congresso vota o golpe
Pobre povo pobre do Paraguai, em vigília democrática, pacífica, enquanto o Congresso vota o golpe

ENTENDA

Ontem, o Parlamento paraguaio aprovou o início de um processo de impeachment do presidente Fernando Lugo, a quem partidos de oposição responsabilizam pelos confrontos.

Lugo já anunciou que vai enfrentar o julgamento político e não pretende renunciar. Ele é acusado de “mau desempenho de suas funções”, principalmente por um episódio sangrento de conflito de terras ocorrido na semana passada.

Um confronto armado deixou seis policiais e 11 camponeses mortos na sexta-feira passada em Curuguaty, a 250 km da capital.

O episódio forçou a saída do ministro do Interior, Carlos Filizzola, e do comandante da polícia, Paulino Rojas, que deixaram seus cargos pressionados pelo Congresso.

Camponeses marcham com os retratos dos camponeses massacrados na fazenda de Blas Riquelme
Camponeses marcham com os retratos dos camponeses massacrados na fazenda de Blas Riquelme, ex-senador de Stroessner

A reforma agrária era uma das prioridades do governo de Lugo, mas o mandatário teve dificuldades para aproximar posições entre as organizações camponesas e os proprietários, na medida em que buscava colocar ordem no organismo encarregado pela distribuição de terras.

O mentiroso Ultima Hora fala de que existe violência por parte do povo. Que o povo deve aceitar o golpe na santa paz. Mas esconde as cenas da brutalidade policial. Das agressões que retratam o fim da democracia e o recomeço da ditadura no Paraguai.