40 países confirman asistencia a toma de posesión de Morales

Morales recibirá los bastones de mando de los pueblos indígenas como su líder político y espiritual

 

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Morales fue reelecto el pasado 12 de octubre con 61,36 por ciento de los votos, de acuerdo a los resultados del Tribunal Supremo Electoral (TSE) de Bolivia.

Representantes de más de 40 países asistirán a la ceremonia indígena por la toma de posesión del reelecto presidente de Bolivia, Evo Morales.

Porta do Sol em Tiahuanaco
Porta do Sol em Tiahuanaco

La actividad se llevará a cabo el 21 de enero en Tiahuanaco, un sitio sagrado en la cultura andina, ubicado en el altiplano de Bolivia, departamento de La Paz.

Organizaciones de campesinos preparan un festival de danzas autóctonas que amenizará la ceremonia ancestral y mostrará las diferentes culturas de Bolivia.

Para el próximo 22 de enero, tanto el presidente Morales y el vicepresidente Álvaro García Linera serán investidos de forma oficial para el mandato 2015-2020, durante una sesión de honor en la Asamblea Legislativa Plurinacional.

Paredes ao redor do templo Kalasasaya
Paredes ao redor do templo Kalasasaya

Evo Morales reeleito presidente. Esmagadora vitória do nacionalismo

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O presidente Evo Morales conquistou, ontem, uma vitória eleitoral esmagadora para governar a Bolívia por um terceiro mandato consecutivo.

O importante aval conseguido por Morales nas urnas, com uma vitória acima de 60% dos votos, segundo os resultados provisórios, foi, em grande medida, uma reação à bonança econômica vivida pelo país, apontaram analistas à AFP.

Enquanto são aguardados os números oficiais, o governo espera alcançar a maioria absoluta no Congresso, o que permitiria avançar em reformas – como a da justiça – sem precisar da oposição.

“Garantir a continuidade do crescimento econômico é agora um dos maiores objetivos do governo, pois assim assegura-se a estabilidade social e política”, disse o analista Marcelo Silva, professor de ciência política da Universidad Mayor San Andrés.

A Bolívia, até pouco tempo referência em pobreza na América do Sul, tem um crescimento estimado para este ano que pode chegar a 6,5%, o maior na região, segundo o Ministério da Economia.

“O país precisa mudar sua base econômica para gerar um bem-estar sustentável”, considerou Gustavo Pedraza, consultor em política e economia.

“A Bolívia deve deixar de ser completamente dependente da extração de recursos naturais para buscar um sistema de produção com valor agregado que gere empregos de qualidade”, afirmou o analista.

Com 62% de sua população indígena e rural, na Bolívia 80% dos trabalhadores bolivianos são informais, comerciantes, agricultores e mineiros que não pagam impostos.

Há muitas demandas

“Há muitas demandas, e fazemos o possível para atendê-las… Nestes nove anos aprendemos que não pode faltar dinheiro, alimentos, água e energia para o povo”, disse Morales nesta segunda-feira em uma coletiva de imprensa.

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Morales, de 54 anos, conquistou uma ampla vantagem de quase 40 pontos sobre seu rival, o empresário Samuel Doria Medina, segundo pesquisas dos institutos Equipos Mori e Ipsos divulgadas pela tv local. Estima-se que Doria Medina teve pouco mais de 20% dos votos.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi um dos primeiros a felicitar o presidente boliviano, e disse que a reeleição de Morales foi uma “grande vitória para os povos da América do Sul”.

Os governos de Cuba, França, Argentina e El Salvador também saudaram o presidente boliviano pela vitória.

Vitória dedicada a Fidel e Chávez

O presidente, crítico incansável dos Estados Unidos, dedicou sua vitória “aos que lutam contra o imperialismo”. “É dedicada a Fidel Castro e a Hugo Chávez, que descanse em paz”, disse o governante.

No poder desde 2006, o primeiro presidente indígena da Bolívia conseguiu ampliar a base de apoio no país com uma vitória que se estendeu a oito dos nove departamentos, só perdendo em Beni.

O governo surpreendeu ao ganhar pela primeira vez em Santa Cruz (leste), motor econômico da Bolívia e onde inicialmente se concentrava a oposição mais dura a sua política indigenista, anti-americana e estatista.

Morales conseguiu um surpreendente apoio empresarial, setor favorecido pelo crescimento econômico e pelo bom desempenho dos negócios.

Com a vitória, Morales pode se transformar no presidente que ficou mais tempo no poder na Bolívia, país cujo povo sofria com o apartheid indígena e constantes golpes militares.

A Unasul exige que a Espanha, Portugal, Itália e França peçam desculpas públicas

Osvaldo Gutierrez Gomes
Osvaldo Gutierrez Gomes

 

Reunidos em Cochabamba (Bolívia), os presidentes Ollanta Humala (Peru), Cristina Kirchner (Argentina), José Pepe Mujica (Uruguai), Rafael Correa (Equador), Nicolás Maduro (Venezuela) e Dési Bouterse (Suriname) aprovaram declaração em que cobram explicações e pedido de desculpas dos governos da França, da Itália, de Portugal e da Espanha sobre o veto ao avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, há três dias.

“Exigimos dos governos da França, de Portugal, da Itália e Espanha que expliquem as razões sobre a decisão de impedir o sobrevoo do avião presidencial da Bolívia em seus espaços aéreos”, diz a declaração. “Da mesma maneira, [exigimos que] apresentem as desculpas públicas correspondentes aos graves fatos ocorridos”, diz o texto denominado Declaração de Cochabamba, divulgado ao fim da reunião extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

No último dia 2, o avião de Morales foi proibido de sobrevoar e aterrissar nos espaços aéreos de Portugal, da França, Itália e Espanha porque havia suspeitas de que o ex-agente norte-americano Edward Snowden estivesse a bordo. Morales foi obrigado a desviar a rota e aguardar autorização para seguir viagem, em Viena, na Áustria, onde ficou em terra por cerca de 13 horas. Morales vinha de uma reunião técnica sobre produção de gás na Rússia.

Nos Estados Unidos, Snowden é acusado de espionagem e está na Rússia esperando a concessão de asilo político. O ex-agente denunciou que os norte-americanos monitoravam e-mails e ligações telefônicas de cidadãos dentro e fora do país. Há ainda informações de que comunicações da União Europeia foram monitoradas. O norte-americano pediu asilo a 21 países, inclusive ao Brasil.

A declaração dos presidentes sul-americanos rechaça o que chamaram de “refém” dispensado pelos governos europeus a Morales. Para os líderes da região, houve a violação de normas e princípios básicos do direito internacional. “[Houve uma] flagrante violação dos tratados internacionais que regem a convivência pacífica, a solidariedade e a cooperação [internacionais]”, diz o texto.

Na reunião de Cochabamba, Rafael Correa alertou que a América Latina deve refletir sobre a “gravidade” do ocorrido. Para Mujica, A América latina se sente agredida com o que ocorreu a Morales. “Foi uma ofensa a toda a América do Sul”, disse o presidente do Suriname.

Confira a declaração na íntegra:

DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA

Ante a situação a que foi submetido o presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales, por parte dos governos da França, de Portugal, da Itália e da Espánha, denunciamos ante a comunidade internacional e os diversos organismos multilaterais:

* A flagrante violação dos Tratados Internacionais que regem a convivência pacífica, a solidariedade e a cooperação entre nossos Estados, que constitui um ato insólito, não amistoso e hostil, configurando um fato ilícito que afeta a liberdade de trânsito e deslocamento de um Chefe de Estado e de sua delegação oficial.

* O atropelo e as práticas neocoloniais que ainda subsistem em nosso planeta em pleno século XXI.

* A falta de transparência sobre as motivações das decisões políticas que impediram o trânsito aéreo do avião presidencial boliviano e seu presidente.

* O agravo sofrido pelo presidente Evo Morales, que ofende não somente ao povo boliviano, mas a todas as nossas nações.

* As práticas ilegais de espionagem que colocam em risco os direitos cidadãos e a convivência amistosa entre nações.

Frente a essas denúncias, estamos convencidos que o processo de construção da Pátria Grande, no qual estamos comprometidos, deve consolidar-se em pleno respeito à soberania e independência de nossos povos, sem a ingerência dos centros hegemônicos mundiais, superando as velhas práticas através das quais se pretende impor países de primeira e de segunda classe.

As Chefas e Chefes de estado e de Governo de países da União de Nações Sul-Americanas, Unasul, reunidos em Cochabamba, Bolívia, em 4 de julho de 2013,

1. Declaramos que a inaceitável restrição à liberdade do Presidente Evo Morales Ayma, convertendo-o virtualmente em um refém, constitui uma violação de direitos não só ao povo boliviano, mas a todos os países e povos da América Latina e abre um perigoso precedente em matéria do direito internacional vigente.

2. Rechaçamos as atuações claramente violadoras de normas e princípios básicos do direito internacional, como a inviolabilidade dos Chefes de Estado.

3. Exigimos aos governos da França, de Portugal, da Itália e da Espanha que expliquem as razões da decisão de impedir o sobrevoo do avião presidencial do Estado Plurinacional da Bolívia por seu espaço aéreo.

4. Exigimos também aos governos da França, de Portugal, da Itália e da França que apresentem as desculpas públicas correspondentes em relação aos graves fatos suscitados.

5. Respaldamos a Denúncia apresentada pelo Estado Plurinacional da Bolívia ante o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pela grave violação de Direitos Humanos e posta em perigo concreto da vida do Presidente Evo Morales. Respaldamos também o direito do Estado Plurinacional da Bolívia de realizar todas as ações que considere necessárias ante os Tribunais e instâncias competentes.

6. Acordamos conformar uma Comissão de Seguimento, encarregando a nossos Chanceleres a tarefa de realizar as ações necessárias para o esclarecimento dos fatos.

Finalmente, no espírito dos princípios estabelecidos no Tratado Constitutivo da Unasul, exortamos à totalidade das Chefas e Chefes de Estado da União a acompanhar a presente Declaração. De igual maneira, convocamos à ONU e aos organismos regionais que ainda não o fizeram a pronunciar-se sobre esse fato injustificável e arbitrário.

Cochabamba, 4 de julho de 2013.

Tradução: ADITAL.

Emilio Agra
Emilio Agra

Desastrada e derrotada, Dona Dilma impede que o Mercosul defenda o presidente da Bolívia. A imagem de Obama, dilacerada pela perseguição a Snowden

OBAMA PERSEGUE O CIDADÃO QUE
DENUNCIOU A GRAVAÇÃO EM MASSA,
RASGA A PRIMEIRA EMENDA

Esse é o Obama de hoje, de agora, do segundo mandato. Chamou Snowden de delator, de traidor, de tudo o que achava que podia. Snowden prestou um serviço à comunidade mundial. Delator e traidor é o próprio Obama. Deviam pedir o seu impeachment.

Snowden usou seu direito de contestar, de se expressar, de denunciar, usando a PRIMEIRA EMENDA, reverenciada e admirada pelo mundo inteiro. Além de sequestrar seu direito de falar, Obama fez tais ameaças que o jovem (29 anos) Snowden foi obrigado a sair dos EUA, o seu país, traído pelo próprio presidente, eleito e reeleito com uma pretensa e suposta esperança agora desmascarada.

O PRESIDENTE DOS EUA
IMPEDE 20 PAÍSES DE DAREM
ASILO A SNOWDEN

A perseguição de Obama a Snowden se transformou numa derrocada para a democracia do mundo. Mais do que isso, é a exibição do poderio dos EUA, sua arrogância e influência. Snowden tenta asilo em 20 países. Obama deixa bem claro que “essa concessão seria considerada uma afronta aos EUA”. E Snowden é mantido segregado, isolado e sequestrado no Aeroporto de Moscou.

Ninguém sabe como isso terminará. O cidadão Snowden não pode ficar a vida inteira num aeroporto, sequestrado por Obama pelo controle remoto.

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O MÁXIMO EM DELÍRIO DE PODER: OBAMA
PRESSIONA PARA IMPEDIR AVIÃO DE MORALES
DE POUSAR, TENTA POSAR DE ESTADISTA

O presidente da Bolívia estava em Moscou para um encontro agendado com o presidente da Rússia. Obama sabia, claro, quem quebra a privacidade do mundo não ia ignorar esse fato. Como Morales é presidente de um dos países que podem dar asilo a Snowden, Obama “desconfiou” que ele sairia de Moscou no avião dele.

O presidente dos EUA começou intensa movimentação, para que o avião oficial do presidente da Bolívia não pudesse aterrissar em lugar algum. Se fosse na China, na própria Rússia ou outra potência não ocidental, Obama ficaria em silencio. Mas a Bolívia é pobre, pode tripudiar.

Os países do Mercosul já deveriam ter tomado a decisão COLETIVA de protestar, publicamente, em defesa do presidente de um país do Mercosul.

Por que não fazem esse protesto, digno e obrigatório? Porque, INDIVIDUALMENTE, o Brasil, perdão, Dona Dilma, “não quer desagradar os EUA”. A imagem dele, universal, desmanchada. A dela, pior ainda. D-E-R-R-O-T-A-D-Í-S-S-I-M-A internamente, agora é triturada também externamente.

O SILÊNCIO DOS PRESIDENCIÁVEIS
QUE NÃO ABANDONAVAM OS HOLOFOTES

Estão todos escondidos, ninguém diz nada. Como não têm a menor ideia do que está acontecendo ou irá acontecer, se refugiam dentro deles mesmos. Raramente falam com alguém pelo telefone, lembram o que está acontecendo nos EUA, onde o presidente Obama “gravou” conversas de milhões de pessoas lá mesmo ou no mundo inteiro.

Esses supostos candidatos nem sabem se seus partidos resistirão, continuarão existindo. Situação inexplicável para todos eles.

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PS – Interrogada se seu “governo tem padrão Fifa”, a presidente respondeu imediatamente: “Não, meu governo é padrão Felipão”.

PS2 – Dona Dilma não acerta uma. Há anos, quando as ditaduras dominavam toda a América do Sul e Central, esse mesmo Felipão, agora endeusado por comentaristas vários e pela própria presidente da República, não escondia suas convicções.

PS3 – Sem que ninguém lhe perguntasse nada, Felipão afirmou publicamente: “Tenho a maior admiração pelo general Pinochet”. Esse general da “admiração” confessada por Felipão era “apenas” o ditador-perseguidor-torturador, que derrubara e assassinara o presidente eleito do Chile, Salvador Allende.

PS4 – Pinochet (como o também general torturador da Argentina, Rafael Videla) não escondia que gostava de “se divertir à noite, indo assistir torturas”.

PS5 – A única ligação de Pinochet com o esporte é que milhares e milhares de cidadãos foram torturados e mortos no belo Estádio Nacional.

PS6 – Esse estádio foi construído para a Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile. A admiração de Felipão por Pinochet não vem da construção do estádio.

PS7 – Quem quiser assistir, AO VIVO (não é jogo de palavras e sim realidade), procure ver ou lembrar o grande filme de Costa-Gavras, “Desaparecidos”. Se passa quase todo no Estádio Nacional, belíssimo, mas na época, s-a-n-g-r-e-n-t-o.

PS8 – Felipão admirador do ditador torturador Pinochet e José Maria Marin, servidor da ditadura e do corrupto Maluf, participou das preliminares de assassinato de Herzog, O que fazer com eles?

A corrupção na Funai e o “selvagem” índio brasileiro

Mapa do Século XVI
Mapa do Século XVI

 

Por que o índio brasileiro tem que ser diferente do índio boliviano? Mais de 50% da população da Bolívia é indígena; menos de 40 % mestiços dos povos originários; 9 % brancos. Não esquecer que Evo Morales é o primeiro presidente índio depois da invasão e conquista européia.

A política de tratar o índio como selvagem, bugre, negro da terra, um colonialismo disfarçado de bondade ou negação de tudo que a Bolívia oferece, depois do fim do apartheid indígena. (T.A.)

 

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Governo precisa fazer uma limpeza na Funai

por Nélio Jacob

Em recente comentário, Valmor Stédile tocou num fato intrigante, que merece atenção. Nem otimismo, nem pessimismo, apenas realismo. Pelos caminhos tomados pela carruagem, tem-se ideia aonde se quer chegar.

Acordo assinado na ONU dando as tribos indígenas autonomia
política e administrativa, logo depois juntando as diversas tribos que fazem fronteira com outros países, numa área contínua com o nome de Nação Ianomami, agora a movimentação dos índios querendo mais terras, com apoio da Funai, de setores religiosos e principalmente ONGs estrangeiras.

Tendo em vista os acontecimentos no mundo atual, em que vale tudo para um país roubar a riqueza de outro, não custa nada ter cautela. As grandes potências, não precisam tomar as riquezas do Brasil à força, enquanto conseguirem isso devagar, mas sem custo, na base da conversa, aproveitando-se da falta de nacionalismo de nossos governantes.

Também o comentarista Jorge Jerônimo está certíssimo. Se o governo defendesse os interesses nacionais, expulsaria essas dezenas de milhares de ONGS estrangeiras, que são na verdade eficientes espiãs, e proibiria o acesso de pregadores religiosos às tribos indígenas.

São essas organizações civis e religiosas que fazem a cabeça das tribos, levando-as a crer que quanto maior a área que possuírem, melhor será sua vida. Qual a necessidade de uma tribo indígena, com uma população ínfima, ter áreas quilométricas, não faz sentido.

O desejo de todo ser humano é melhorar de vida, ter acesso a modernidade etc., e é isso que os índios querem e precisam, só que para conseguir isso, influenciados, estão tomando um
um caminho que vai de encontro à soberania nacional.

Cabe ao governo tomar providências, começando por uma limpeza profunda na Funai.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

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O Globo: “Uma Igreja pobre, para os pobres”, do Papa Francisco, desestabiliza os governos esquerdistas da América do Sul

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“Como eu gostaria de uma Igreja pobre, para os pobres”, disse o papa  a centenas de jornalistas de todo o mundo hoje recebidos no Vaticano.

O novo líder da Igreja Católica explicara antes porque decidira chamar-se  Francisco, fazendo referência a São Francisco de Assis, o santo dos pobres.

“Francisco é o nome da paz, e foi assim que esse nome entrou no meu  coração”, disse.

“Durante a eleição, eu estava ao lado do arcebispo de São  Paulo Cláudio Hummes, um grande amigo (…) Quando as coisas ficaram perigosas,  ele reconfortou-me. Quando os votos atingiram os dois terços, ele abraçou-me,  beijou-me e disse-me: ‘Não te esqueças dos pobres'”, contou o papa aos jornalistas.

“Imediatamente, em relação com os pobres, eu pensei em Francisco de  Assis”, disse, acrescentando que para si aquele santo é “um homem da pobreza,  um homem da paz, um homem que amava e protegia a criação. Neste momento  as nossas relações com a criação não vão muito bem”.

Antes de explicar a escolha do seu nome, o pontífice agradeceu aos meios  de comunicação pelo seu trabalho nestes dias e falou sobre a dificuldade  de informar sobre os eventos da Igreja, já que “não são uma categoria mundana  e por isso não são fáceis de comunicar a um público vasto e heterogéneo”.

Francisco acrescentou que a comunicação deve basear-se na busca da “verdade,  da bondade e da beleza” tal como faz a Igreja.

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O jornal O Globo faz uma leitura política da entrevista do papa (vide charge de Chico Caruso): uma declaração de guerra contra os presidentes Rafael Correa do Equador, Nicolás Maduro da Venezuela (o substituto de Hugo Chávez), Dilma Rousseff do Brasil, Cristina Fernández de Kirchner da Argentina e Evo Morales da Bolívia. Na charge de Caruso junto do papa, o ex-presidente Lula.

É a demonização dos presidentes da América do Sul que, politicamente, fizeram uma opção de governar pelos pobres.

Insinua que uma “Igreja pobre, para os pobres”, vai tirar os votos da reeleição de Maduro e de Dilma e, também, enfraquecer os governos do Equador e Argentina.

Tal opção da Igreja matou padres e bispos na América do Sul, nas recentes ditaduras civis e militares.

E a chamada imprensa golpista faz campanha contra qualquer governo que proteja os miseráveis, os pobres, os sem terra, os sem teto. Programas como o Bolsa-Família são condenados. E padres e freiras, no Brasil, continuam sendo assassinados pelos latifundiários.

O jornal Estado de S. Paulo não sente o cheiro de política no discurso papal. Quer um papa preocupado apenas com a evangelização. Um seguidor de São Francisco Xavier. Acontece que o Papa Francisco esclareceu: “Eu pensei em Francisco de  Assis”. Amém (Que assim seja)!

BRA_OE papa nao para a política

Bolivia: “¡Lo están declarando santo al dictador!”

 Victoria Aldunate Morales entrevista Carmen Murillo del Castillo del Movimiento de Mujeres Libertad 

Carmen Murillo del Castillo fue presa política en la dictadura de Banzer cuando tenía sólo 17 años. Hija de un empleado de un centro minero y una maestra de escuela primaria, nació en Huanuni. El Che, su lucha, sus sueños, su muerte, la impactó y a los 15 años –en 1970- ya era “elena”, o sea integrante del ELN (Ejército de Liberación Nacional). No seguía a un novio, a un marido o a un enamorado, era convicción. “La lucha que dimos todas y todos contra Banzer fue absolutamente desinteresada, no fue para recibir un pago, pero eso no significa que el Estado no tenga la responsabilidad de hacer justicia hoy”, afirma. Para ella: “En Bolivia, el poder se encuentra sesgado por los intereses de gente que quiere poner un velo a la lucha del 70 e inclusive del 80, y se quiere transmitir a la sociedad que la Historia comenzó con la Guerra del Agua y lo demás… ¿qué habrá sido, no?… Hablan de 500 años, pero invisibilizan el periodo en que se luchó contra las dictaduras para recuperar la democracia!”…

¿Qué esperaban de este proceso?

Justicia. Juicio a los que participaron en la represión de las dictaduras, lo que sería una enseñanza a la sociedad. Enseñaría que no se debe reprimir y excluir a quienes piensan diferente. Que no se debe torturar para encontrar la verdad, que no debe existir un poder que llegue a creerse tan dueño absoluto de la verdad, que se crea con el derecho de eliminar “al otro”… ¿Pero cómo enseñar eso, si ahora mismo, a nosotras y nosotros, nos están eliminando con la indiferencia?…

¿Qué les dicen?

El Presidente Evo ha dicho públicamente: “¿Por qué me cobran a mí? Yo no soy quien les ha torturado, quien les ha agredido”… Pero es su obligación resolver la coyuntura histórica que le toca. Este gobierno lo ha enfocado como que nosotros estuviéramos cobrando por la lucha realizada. ¡Las víctimas no piden una limosna ni una paga! El resarcimiento es una obligación del Estado con los ex presos y presas políticas, es una obligación con familiares de víctimas, con exiliados y exiliadas porque el Estado causó todo esto: torturó, encarceló, persiguió, desterró…

¡¡”PROBAR” QUE FUISTE VIOLADA POR UNA DICTADURA!!

La Ley Nº 2640 incluye en uno de sus artículos la obligación de la víctima de probar “su calidad de beneficiario…”…

O sea, por ejemplo: ¡probar que te violaron!…

Cualquier hecho resarcible que se solicite tiene que ser probado por la víctima. La tortura, el exilio, la violación… Hay compañeras de mi organización que debieron salir al exilio y un pasaporte con sello rojo que colocaba la dictadura para identificarte como terrorista, comunista, de izquierda… Esas compañeras destruyeron sus pasaportes, algunas se fueron a Chile y otras a Argentina, y al poco tiempo hubo golpes también allá. No podían mostrar pasaportes con sello rojo, era preferible decir: No tengo pasaporte…

¿Exiliados y mujeres violadas están en duda, entonces?

Y torturados en general. No aceptaron la solicitud del hecho resarcible de exilio y en el caso de violaciones, definitivamente no aceptaron a nadie el hecho de la violación porque después de 40 años no es posible demostrar que fuiste violada. Y en el caso de tortura, lo mismo, a ninguna compañera aceptaron el hecho resarcible de tortura porque no teníamos certificados forenses, o algún certificado que diga cuántos días de impedimento provocó esa tortura.

¿Quién hizo la Ley 2640?

Se redactó en el gobierno de Sánchez de Losada y se promulgó en el Gobierno de Carlos Mesa. En la comisión hubo gente del partido de Banzer, el dictador, y gente de izquierda… No sé si hubo mujeres en la redacción de esta ley, pero si hubo, no les importó ser mujeres porque no se hace hincapié en la violación de las mujeres como parte de la tortura. Pero se podría haber modificado…

¡Con seguridad! El gobierno actual hizo muchas modificaciones: el presupuesto para la gente que hacía las calificaciones, la composición de la comisión calificadora, los plazos. Cerca de cuatro enmiendas, pero no hubo interés suficiente como para enmendar lo sustancial. Nosotras –y los compañeros- nos habíamos propuesto que representantes de las víctimas también participaran y no sólo gente del gobierno, porque igualmente, hoy, representan al Estado, que fue en otro periodo, el poder victimador… Pero no nos aceptaron.

¿Con todo esto qué pasa con la salud mental de las mujeres torturadas?

La Ley 2640 prometía atención médica y psicológica gratuita, pero no se cumplió. Hay compañeras que han acabado en el alcoholismo, otras, cuyos traumas se han manifestado en la elección de una pareja que, prácticamente, reproduce la tortura, el maltrato, la degradación que sufrieron con sus torturadores… Es muy duro… Hay el caso de una compañera que el esposo, sabiendo que ella estaba detenida, le hizo una demanda por abandono de hogar, la sentencia salió contra ella, los declararon divorciados y él, claro, no le tenía que dar nada, ni pagar pensión, ni nada. El tipo al otro día se casó con otra… Muchas han sufrido también grandes culpas por el abandono a sus hijos e hijas a causa del encarcelamiento… Leer más