Lula chama Moro de golpista. Que espiões grampearam Dilma e o STF?

Lula chama Moro de golpista

por Paulo Henrique Amorim

Moro grampeou conversa do Lula.

Lula garantiu o apoio do PMDB, por isso não vai haver o impeachment da Dilma.

Moro entrou em pânico.

Moro não é juiz.

Cometeu crime contra a segurança nacional.

É um Golpista.

Moro enlouquece e ataca presidência da república

por Miguel do Rosário

Dilma liga para Lula, ou ele liga pra ela, e ela diz que vai mandar “o termo de posse” para ele.

Só isso. Uma conversa de alguns segundos.

Sergio Moro, um juiz totalmente desequilibrado, tomado de ódio político, divulga o áudio para imprensa, como forma de vingança política, porque não conseguiu dar sequência ao sequestro golpista que tentou aplicar no ex-presidente Lula!

Aonde estamos!

Um juiz grampear o ex-presidente já é absurdo.

Grampear a presidenta da república, é duplamente absurdo!

E a imprensa brasileira, que despreza a democracia, acha normal!

Pior que isso, divulga isso como se a bomba não fosse a atitude do juiz!

Para cúmulo do ridículo, é uma conversinha boba, óbvia, com Dilma acertando um detalhe burocrático para a nomeação do ex-presidente.

É contra essa loucura golpista, esse fascismo policial, que não respeita nenhum direito individual, que Lula terá de lutar a partir da semana que vem, já de posse do cargo de ministro.

***

O grampo de Moro:

A presidente Dilma Rousseff caiu em um grampo telefônico na Operação Aleteia, cujo alvo principal é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Veja a transcrição de um trecho abaixo.

LULA: Alô?

DILMA: Lula, deixa eu te falar uma coisa? Seguinte: estou te mandando pelo Messias, junto com o papel, para a gente ter ele e só use em caso de necessidade que é o termo de posse.

LULA: Ah, tá bom, tá bom.

DILMA: Só isso. Você espera aí que ele está indo aí.

LULA: Tchau

DILMA: Tchau, querida.

Orquestração do grampo ilegal dos espiões de Moro

P.S. do editor deste blogue: O jornal O Globo propagou o golpe de 64 que derrubou Jango. A TV Globo é uma concessão da ditadura militar. Foi fundada para ser a televisão oficial, porta-voz da ditadura nazi-fascista. Novamente os empregados da família Marinho orquestram o retorno da ditadura. Veja como o grampo se tornou uma propaganda golpista. A autoria do grampo precisa ser bem investigada, para a defesa da soberania nacional. Moro precisa explicar porquê chamou o FBI

Dilma vai processar Moro que vazou grampo da Polícia Federal e/ou FBI

Prisão já para os funcionários públicos da Polícia Federal que realizaram o grampo que envolve a Presidência da República e ministros do STF – Supremo Tribunal Federal. E expulsar do Brasil já os espiões do FBI – Agência Federal de Investigação, convocados pelo juiz Sergio Fernando Moro para atuarem, clandestina e traiçoeiramente na Lava Jato.

A mesma decisão deve ser tomada pelos ministros do STF, também em nome da soberania nacional.

Para o bem do Brasil, Dilma Rousseff anunciou medidas judiciais “para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República, cometida pelo juiz Sergio Moro”.

Divulga o portal Pragmatismo Político: Os advogados do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira e Cristiano Martins, afirmam que o juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato, pretende criar uma convulsão no País.

“A divulgação desse áudio é uma arbitrariedade pois ele envolve a presidenta da República, que tem foro privilegiado. O juiz Moro liberou esse áudio quando a competência não era mais da justiça do Paraná num claro intuito de provocar uma convulsão social, algo que não é função do poder judiciário”, afirmam.

Dilma Rousseff, por sua vez, acaba de divulgar nota em que acusa o juiz Sergio Moro de afrontar a lei, ao divulgar um grampo que a atinge. Ela também anunciou que tomará todas as medidas judiciais cabíveis. Confira abaixo na íntegra:

Nota à imprensa

Tendo em vista a divulgação pública de diálogo mantido entre a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumpre esclarecer que:

1 – O ex-Presidente Lula foi nomeado no dia de hoje Ministro-Chefe da Casa Civil, em ato já publicado no Diário Oficial e publicamente anunciado em entrevista coletiva;

2 – A cerimônia de posse do novo Ministro está marcada para amanhã às 10 horas, no Palácio do Planalto, em ato conjunto quando tomarão posse os novos Ministros Eugênio Aragão, Ministro da Justiça; Mauro Lopes, Secretaria de Aviação Civil; e Jaques Wagner, Ministro-Chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República;

3 – Uma vez que o novo ministro, Luiz Inácio Lula da Silva, não sabia ainda se compareceria à cerimônia de posse coletiva, a Presidenta da República encaminhou para sua assinatura o devido termo de posse. Este só seria utilizado caso confirmada a ausência do ministro.

4 – Assim, em que pese o teor republicano da conversa, repudia com veemência sua divulgação que afronta direitos e garantias da Presidência da República.

5 – Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República, cometida pelo juiz autor do vazamento.

A quadrilha de terroristas, que tem a revista Veja como aliada, golpeou as eleições presidenciais e, se não for punida, golpeará o governo Dilma. É o fim da democracia e o começo de uma ditadura

Vladimir Kazanevsky
Vladimir Kazanevsky

 

Não há outro caminho. A justiça tem que ser feita.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a instância jurídica máxima da Justiça Eleitoral brasileira.

A existência e regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está determinada nos artigos 118 a 121 da Constituição Federal de 1988.

As principais leis que regem o Direito Eleitoral são o Código Eleitoral de 1965, a Lei 9.504, de 1997, a Lei dos Partidos Políticos, de 1995, a Lei 12.034 de 2009 e as periódicas resoluções normativas do TSE, que regulam as eleições com força de lei.

Estas normas, em especial o Código Eleitoral de 1965, concedem poderes ao TSE característicos do Poder Executivo e do Poder Legislativo. Assim, o Tribunal Superior Eleitoral é o único órgão integrante da justiça brasileira que detém funções administrativa e normativa que extrapolam seu âmbito jurisdicional. Por conter a palavra “tribunal” em seu nome, é chamado de “Justiça Eleitoral”, mas exerce e é, de fato, o verdadeiro Administrador Eleitoral, assumindo toda administração executiva, gerencial, operacional e boa parte da normatização do processo eleitoral.

A revista Veja deu início a um golpe eleitoral que visou beneficiar a candidatura de Aécio Neves. E que também interferiu nas eleições dos governadores que disputaram o segundo turno. Trata-se de um crime mais do que eleitoral, porque foi um golpe contra a democracia brasileira.

Os golpistas existem como uma quadrilha de terroristas, de sabotadores, de inimigos da ordem constitucional que, sem ser descobertos e punidos, poderão voltar a atacar, provocando uma guerra civil ou o retrocesso de uma ditadura.

O TSE foi ferido de morte pelos golpistas. Que o TSE se pronuncie.

A Democracia agradece

 

DILMA, É HORA DE ABRIR UMA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL SOBRE OS INDÍCIOS CRIMINAIS DE VEJA

 

NetoSampaio veja golpe contra dilma lula democracia bandida

 

por Paulo Moreira Leite

 

 

O golpe eleitoral midiático destinado a interferir na eleição presidencial completa uma semana hoje e cabe perguntar: vai ficar tudo por isso mesmo?

É curioso registrar que estamos diante de um caso que a Polícia Federal e o Ministério Público têm todos os meios de apurar e chegar aos responsáveis sem muita dificuldade, até porque muitos nomes são de conhecimento público. Não é diz-que-diz. Nem simples cortina de fumaça.

Os indícios criminais estão aí, à vista de 140 milhões de eleitores.

Até o momento, temos uma discussão de mercado. Jornalistas debatem o que aconteceu, analistas dão seus palpites, políticos de um lado de outro têm sua opinião. Não basta.

Está na hora daquelas autoridades que falam em nome do Estado brasileiro cumprirem o dever legal de garantir os direitos dos cidadãos de escolher os governantes através de eleições livres e limpas, sem golpes sujos.

O golpe midiático não foi um ato delinquente sem maiores consequências. Trouxe prejuízos inegáveis a candidatura de Dilma Rousseff e poderia, mesmo, ter alterado o resultado da eleição presidencial — a partir de uma denúncia falsa. Mesmo eleita, é inegável que Dilma saiu do pleito com um desfalque de milhões de votos potenciais, subtraídos nas últimas 48 horas. “Se a eleição não fosse no domingo, ela até poderia ter perdido a presidência,” admite um membro do Ministério Público Federal.

Boa parte da investigação já está pronta. Sabemos qual o lance inicial — uma capa da revista VEJA, intitulada “Eles sabiam de tudo”, dizendo que o doleiro Alberto Yousseff dizia que Lula e Dilma estavam a par do esquema de corrupção. Sabemos que, prevendo uma possível ação judicial, a própria revista encarregou-se de esclarecer que não podia provar aquilo que dizia que Yousseff havia dito. O próprio advogado de Yousseff também desmentia o que a revista dizia. Mesmo assim, VEJA foi em frente, espalhando aquilo que confessadamente não poderia sustentar.

Seria divulgado, mais tarde, que a referência a Lula e Dilma, uma suposição (alguma coisa como “é dificil que não soubessem”) sequer fora feita no próprio depoimento a Polícia Federal, mas numa segunda conversa, 48 horas depois.

Se essa hipótese é verdadeira, isto quer dizer que a própria frase da capa, “eles sabiam de tudo”, pode ter sido obtida artificialmente, sem caráter oficial, apenas para que fosse possível produzir uma manchete na véspera da eleição.

Colocada diante de um fato consumado, Dilma foi levada a gravar um pronunciamento para seu programa político. O assunto foi tema no debate da TV Globo, na noite de sexta-feira. Também foi tratado pela Folha de S. Paulo, no dia seguinte, e no Jornal Nacional, menos de doze horas antes da abertura das urnas e dos primeiros votos.

Se antecipou a impressão e distribuição da revista em 24 horas, num esforço para garantir de qualquer maneira que a acusação que não podia ser provada contra Dilma e Lula tivesse impacto sobre os eleitores, a revista também fez um esforço especial de divulgação. No sábado, espalhou out-doors pelo país e foi acusada de não acatar decisão judicial para que fossem retirados — pois o próprio texto do anúncio servia como propaganda negativa contra Dilma. Obrigada a publicar um direito de resposta em seu site, a revista respondeu ao direito de resposta, o que é um desrespeito com a vítima.

No domingo, quando o doleiro Alberto Yousseff foi internado por uma queda de pressão, a pagina falsa de um site de notícias de grande audiência circulou pela internet, dizendo que ele fora assassinato num hospital de Curitiba. No mesmo instante, surgiram cidadãos que gritavam em pontos de circulação que Yousseff fora assassinado numa queima de arquivo, numa campanha de mentira que ajudou a elevar a tensão entre militantes, ativistas e cabos eleitorais de PT e PSDB.

O ministro José Eduardo Cardozo teve de intervir pessoalmente para desmentir a mentira.

Talvez não seja tudo. Olhados em retrospecto, os números risíveis de determinados institutos de opinião, que apontavam para uma vantagem imensa e ridícula de Aécio Neves sobre Dilma, poderiam servir para dar sustentação a trama.

Caso o golpe midiático viesse a ser bem sucedido, produzindo uma incompreensível virada de última hora, estes números de fantasia poderiam ser usados como argumento para se dizer que a candidata do PT já estava em queda e que sua derrota fora antecipada em algumas pesquisas. Verdade? Mentira? Cabe investigar.

Há uma boa notícia neste campo.

No final da tarde de ontem, era possível captar sinais de que uma investigação oficial sobre o golpe midiático pode estar a caminho. Cabe torcer para que isso aconteça e que ela seja feita com toda seriedade que o caso merece.

O eleitor agradece.

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Bill Clinton elogia discurso de Dilma pela paz na ONU

CLINTON CRITICA OBAMA E ELOGIA DILMA E LULA

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247 – O presidente Barack Obama ganhou mais um adversário de peso em relação à posição dos EUA de realizarem espionagem sobre cidadãos, governos e empresas em diferentes partes do mundo, entre as quais o Brasil. É ninguém menos que o ex-presidente Bill Clinton, que está no Brasil para o primeiro encontro de sua ONG – a Fundação Clinton Global Initiative – na América Latina.

“Não deveríamos levantar informação econômica sobre o pretexto da segurança”, disse Clinton em entrevista ao jornal o Globo. No caso do Brasil, o incômodo maior foi com o acompanhamento das conversas telefônicas da presidente Rousseff. E também da Petrobras”, reconheceu. “Não deveríamos levantar informação econômica sob o pretexto de segurança. Não com um aliado”.

dila ONU charge

Clinton elogiou a economia brasileira – “achei importante vir ao Brasil pelo progresso que houve aqui” – e, também, a postura da presidente Dilma Rousseff diante das manifestações de massa em junho deste ano. “Tanto as manifestações quanto a maneira como o governo respondeu a elas são, a longo prazo, indícios positivos”, afirmou o ex-presidente.

Ele comparou as reações do presidente da Síria e da presidente brasileira sobre as reivindicações populares. “O presidente Bashar al-Assad enviou o exército e, de repente, tinha uma guerra civil com a qual lidar. A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, disse ‘vocês têm razão, vamos tentar descobrir como resolver os problemas'”, sublinhou Clinton.

Em um forte elogio às administrações do PT, Clinton foi enfático na defesa dos programas de bolsas de estudo e financiamentos a alunos carentes para cursarem o ensino superior. “Os governos Lula e Rousseff tentam fazer algo que nós jamais tentamos: dar às universidades particulares incentivos fiscais proporcionais ao número de alunos de baixa-renda. Isso funciona porque, por um lado, aumenta o número de matrículas e, por outro, não incentiva o aumento das mensalidades.”, avaliou o democrata.

Dilma na ONU: O mundo deve caminhar para o paz

paz

Enquanto o presidente norte-americano Barack Obama afirma que os extremistas do Estado Islâmico “só entendem a força”, a presidenta brasileira cita diversos conflitos nunca resolvidos: “Se bombardeio resolvesse, não haveria mais problemas no Iraque”

Osval
Osval

Por Portal Forum

Primeira mulher chefe de Estado a discursar na abertura da 69ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, a presidenta Dilma Rousseff condenou nesta quarta-feira (24) o uso de intervenções militares para solucionar conflitos bélicos citando os atuais na Síria, Iraque e Ucrânia, mas lembrando também a questão da Palestina, o fracasso da Otan na Líbia e outros focos de violência no Sahel, região entre o deserto da Saara e a África Subsaariana – referindo-se, provavelmente, aos conflitos no Sudão do Sul e na República Centro-Africana.

Segundo a presidenta, o uso da força, ao invés da diplomacia, gera o acirramento dos conflitos e a multiplicação de vítimas civis. Em tom duro, Dilma enfatizou que a comunidade internacional não pode aceitar que “manifestações de barbáries recrudesçam, ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios”.

“O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da questão palestina, no massacre sistemático do povo sírio, na prática de desestruturação nacional do Iraque, na grave insegurança na Líbia, nos conflitos de Israel e nos embates na Ucrânia”, declarou Dilma na tribuna da ONU. “A cada intervenção militar, não caminhamos para a paz, mas sim assistimos ao acirramento desses conflitos. Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários”, disse.

A presidenta novamente pediu por reforma no Conselho de Segurança da ONU, pois o órgão responsável pela manutenção da segurança internacional tem dificuldade para promover soluções pacíficas dos atuais confrontos e que um colegiado mais representativo e legítimo seria mais eficaz.

Dilma ONU

Em entrevista aos blogueiros independentes, a presidenta foi questionada por Kiko Nogueira sobre o seu discurso na 69ª Assembléia Geral da ONU e a respeito das críticas que fez aos ataques norte-americanos e de que estes não resolvem questão alguma. “Tem uma deliberada tentativa de confundir uma coisa com a outra. O Conselho de Segurança da ONU não aprovou os bombardeios dos EUA na Síria. Aprovaram que o recrutamento de terroristas em territórios estrangeiros fosse considerado crime, jamais aprovaram e deram sanção ao bombardeio, ao contrário, não estão autorizando”, criticou.

 Josetxo Ezcurra
Josetxo Ezcurra

Aécio ONU Aécio já está fazendo campanha para Marina. Ele, FHC, Alckmin, Serra.

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Brasil colônia internacional: Em 2012, 296 empresas passaram para o controle estrangeiro

leilão

O entreguismo do governo de Dilma Rousseff é impressionante. O Brasil se transforma em colônia internacional. Os jornalões e as revistas de papel cuchê aprovam a política econômica brasileira, e a imprensa dos países do clube atômico reclama de boca cheia. Pede mais privatizações. Mais desnacionalizações de empresas, de indústrias, das riquezas naturais e dos serviços essenciais. O Brasil virou o país das montadoras e oficinas. Dos pedágios. Das concessões das Anas que abrem as pernas para os piratas internacionais.

Ana Anas Rei pernas abertas privatização pirata indignados

Acabou-se o nacionalismo, o patriotismo.

Escreve Carlos Lopes:

2004 – 69 empresas desnacionalizadas;

2005 – 89 empresas desnacionalizadas;

2006 – 115 empresas desnacionalizadas;

2007 – 143 empresas desnacionalizadas;

2008 – 110 empresas desnacionalizadas;

2009 – 91 empresas desnacionalizadas;

2010 – 175 empresas desnacionalizadas;

2011 – 208 empresas desnacionalizadas;

2012 – 296 empresas desnacionalizadas.

Ao todo, desde 2004, foram 1.296 empresas nacionais que passaram para controle estrangeiro, com as conhecidas e inevitáveis consequências da desnacionalização:

1) Aumento brutal das remessas de lucros para fora do país: as remessas totais, cuja maior parte é constituída pelos ganhos, no Brasil, das filiais de multinacionais que são enviados às suas matrizes, passaram de US$ 25,198 bilhões (2004) para US$ 85,271 bilhões (2011), um aumento de 238,40% (o total de 2012 ainda não foi divulgado pelo Banco Central).

Se consideradas apenas as remessas para o exterior declaradas oficialmente como “lucros e dividendos”, o valor em dólares mais do que quintuplicou (foi multiplicado por 5,5) no mesmo período.

Ao todo, de 2004 a 2011, pari passu com a desnacionalização de 1.296 empresas brasileiras, esse aumento vertiginoso nas remessas para o exterior significou o envio para fora do Brasil do equivalente a 152,84% do saldo comercial que o país obteve no mesmo período. Exatamente, as remessas totais para o exterior montaram a US$ 404,878 bilhões, enquanto o saldo comercial atingiu US$ 264,911 bilhões.

2) Simultaneamente a essa hemorragia de remessas para o exterior, houve um aumento tão brutal, ou mais, das importações. De 2004 a 2011, as importações aumentaram, em valor, 260%: de US$ 62,835 bilhões (2004) para US$ 226,233 bilhões (2011).

As filiais de multinacionais são, sobretudo, empresas importadoras de bens intermediários – ou seja, de componentes para a montagem de produtos finais. Mas essa é a melhor das hipóteses: a outra, que está se tornando rotina, é quando elas passam a importar o próprio produto final, transformando a empresa desnacionalizada em mero balcão de vendas. O fato é que quanto maior a desnacionalização, maior o aumento das importações.

A consequência é a desindustrialização do país, com a indústria nacional atacada em seu maior setor – o de bens intermediários – pelas importações, o que se estende rapidamente às importações de bens de produção.

3)  Não menos importante, até mais, é a estagnação da economia que essa desnacionalização e desindustrialização, inevitavelmente, implica. Leia mais. Clique aqui.

A Violência Contra os Jornalistas na Perspectiva dos Direitos Humanos

livro cagador indignados jornalista

Em uma Democracia real, a Imprensa sempre foi consagrada como o Quarto Poder. Que a Democracia não existe sem a Liberdade de Expressão.

Nesta sexta-feira, em Porto Alegre, os jornalistas da América do Sul e do Caribe realizam o Seminário Internacional Direitos Humanos e Jornalismo: A Violência Contra os Jornalistas na Perspectiva dos Direitos Humanos.

As formas de violência mais costumeiras são o stalking policial, a ameaça extrajudicial, o assédio moral, a agressão física. O assassinato é a solução final da censura.

Causa espanto o Brasil ser campeão em assédio judicial. Uma torpe realidade que macula a imagem do País. Sem esquecer que a justiça de Pernambuco criou a estranha persona do jornalista inimigo.

A função de censor pode ser legal, mas não tem legitimidade.

O Jornalismo não é um quarto do Poder da Justiça. Ou do Executivo.

Em 2012, onze jornalistas foram assassinados. Dois exilados. E um preso.

Este Brasil nada democrático precisa ser apresentado ao ministro Joaquim Barbosa, presidente do Superior Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça.

E mais: as entidades internacionais de direitos humanos jamais culpabilizam os governadores, na maioria desconhecidos nomes fora de suas províncias. E sim, a Presidência da República. Portanto, que a presidenta Dilma Rousseff federalize os crimes contra os jornalistas.

Jornalista brasileiro Mauri König escondido após receber ameaças

Mauri König aceita o Prêmio Internacional da Liberdade de Imprensa do CPJ, entregue em novembro pelo conselheiro e editor-chefe da Bloomberg News, Matthew Winkler. (Michael Nagle / Getty Images para CPJ)

Mauri König aceita o Prêmio Internacional da Liberdade de Imprensa do CPJ, entregue em novembro pelo conselheiro e editor-chefe da Bloomberg News, Matthew Winkler. (Michael Nagle / Getty Images para CPJ)

Nova York – As autoridades brasileiras devem oferecer imediatamente proteção ao jornalista Mauri König, que passou a se esconder na segunda-feiradepois de receber ameaças de morte relacionadas com suas reportagens sobre corrupção policial, disse hoje o Comitê para a Proteção dos Jornalistas.

Na segunda-feira, a redação do diário Gazeta do Povo, onde König trabalha como repórter investigativo, recebeu vários telefonemas anônimos de pessoas alertando que o jornalista estava em perigo. Naquela manhã, o jornal havia publicado um novo texto, dando seguimento a uma série de reportagens de maio nas quais König e uma equipe de jornalistas revelou que policiais estavam usando seus veículos oficiais para fins pessoais, como ir à praia ou visitar prostíbulos. No mesmo mês, König e a equipe expuseram um esquema de desvio de fundos designados à manutenção de delegacias desativadas ou inexistentes.

König contou ao CPJ que começou a receber ameaças imediatamente após a publicação das reportagens de maio, inclusive comentários anônimos em um blog frequentado por policiais que o classificaram como “Inimigo Público Número Um”. König disse que as ameaças de segunda-feira pareciam ser mais graves. Em pelo menos um dos telefonemas, alguém que se identificou como policial, mas não quis dizer o nome, advertiu sobre um plano para matar König e falou que vários policiais do Rio de Janeiro haviam chegado a Curitiba e planejavam metralhar a sua casa. O jornalista se escondeu com a família e falou com o CPJ de um local não revelado.

Esta não é a primeira vez que König, um dos principais jornalistas investigativos do país, enfrenta represálias por suas reportagens. 

Em 2000,  enquanto investigava para uma série de artigos sobre o recrutamento e sequestro de crianças brasileiras para o serviço militar no Paraguai, König foi brutalmente espancado com correntes, estrangulado e largado para morrer perto da fronteira do Brasil, supostamente por três policiais paraguaios. Em 2003, foi forçado a abandonar sua pesquisa ao longo na região fronteiriça de Brasil, Paraguai e Argentina, depois de receber ameaças da policia local. Nenhum desses casos foi solucionado. Suas abrangentesinvestigações, nas quais expôs abusos de direitos humanos e corrupção, lhe trouxeramreconhecimento mundial e inúmeros prêmios jornalísticos, incluindo Prêmio Internacional da Liberdade de Imprensa 2012 do CPJ,  que recebeu em novembro em Nova York.

“Mauri König pagou, várias vezes, o preço por seu excepcional trabalho de investigação. As autoridades brasileiras são responsáveis ​​por chegar ao fundo destas ameaças, mantendo König seguro, e garantindo que ele possa continuar a informar sobre questões de importância vital para o público brasileiro “, disse o coordenador sênior do programa das Américas, Carlos Lauría.

Segundo a análise de fim de ano do CPJ sobre jornalistas mortos no exercício da profissão, publicada hoje, quatro jornalistas brasileiros foram assassinados em represália direta por suas reportagens  em 2012, o número mais alto na região. Dos quatro, três haviam informado sobre corrupção. Em um post no blog, que acompanha o relatório de hoje, König escreveu sobre a impunidade nos casos de homicídio de jornalistas no Brasil, Uma situação que deixou o país classificado como 11º pior no Índice de Impunidade do CPJ, que calcula percentual de assassinatos de jornalistas não resolvidos em relação à população de cada país.

“O caso de König é emblemático de um fenômeno preocupante nos quase dois anos da presidência de Dilma Rousseff, durante os quais o número de jornalistas brasileiros assassinados foi o mais alto em uma década. Ainda mais preocupante é que a maioria desses homicídios ocorreu em represália por reportagens sobre corrupção governamental “, disse Lauría. “A Presidente Dilma não pode permitir a contínua matança de jornalistas por informarem sobre maleficências do governo e agências de aplicação da lei. Pedimos à presidente que garanta a segurança da imprensa e para que trabalhe no combate à impunidade generalizada em prévios assassinatos de jornalistas.”

 (Transcrito do portal do CPJ)