Brasil ganhará o primeiro Nobel e será de medicina

Miguel_de_Cervantes_Saavedra

Para acabar de vez com o mito do Brasil cordial, a Associação Brasileira de Medicina deve candidatar o psiquiatra forence Guido Palomba para receber o Prêmio Nobel de Medicina, pela descoberta de uma nova doença mental, baseada na mistura do romance Dom Quixote, com vídeo games e a chacina praticada pelo garoto Marcelo Pesseghinni.

Revela o G1: “Pesseghinni será citado em livro sobre criminosos com doenças mentais”.

No dia 13 último anunciou Palomba: “Posso admitir que o menino tinha insanidade mental, um sinônimo para doença mental, doença psíquica”. É, realmente, uma revelação surpreendente.

Laudo aponta doença mental e compara filho de PMs a Dom Quixote

Don Quijote de la Mancha
Don Quijote de la Mancha
O romance de Miguel de Cervantes, Dom Quixote de La Mancha, é considerado a melhor obra de ficção de todos os tempos.

De acordo com o laudo psiquiátrico, o estudante sofria de uma “encefalopatia hipóxica” (falta de oxigenação no cérebro) que o fez desenvolver um “delírio encapsulado” (tinha idéias delirantes). E que também foi influenciado por games violentos.

Assinado pelo psiquiatra forense Guido Palomba, o laudo compara essa perda da noção de realidade vivida por Pesseghini com a do personagem Dom Quixote. No livro, o personagem de Miguel de Cervantes y Saavedra começa ler romances e perde o juízo. Acredita que as histórias que leu foram reais e decide se tornar um cavaleiro andante e parte pelo mundo para viver seu próprio romance. (In G1) 

Essa crendice de ler enlouquece me lembra a pré-adolescência: Toda vez que minha avó paterna me via com um livro, profetizava: “Este menino vai ficar doido de tanta leitura”. Minha mãe, que não gostava dela, incentivava: “Meu filho, não liga para o que esta índia doida diz”.

Estranho que Marcelo ficou “de pouco sal na moleirinha” pelos livros que leu (quantos romances? Isso não foi revelado).

Agora, comparar Dom Quixote a um serial killer é nunca ter lido o livro. Deve ser coisa de Sancho Pança, que também nunca existiu.

O romance de Cervantes constitui uma parodia dos livros de cavalaria, um retrato burlesco dos cavaleiros errantes.

Mas real seria a identificação de Marcelo com Cervantes. Que na vida real, possivelmente, mandou para o além algum vivente. E teve uma vida criminosa. Inclusive se diz que Dom Quixote foi um livro escrito no cárcere.

Tal  a controvérsia levantada sobre Marcelo de ser canhoto ou destro, existe uma discussão sobre a mão decepada de Cervantes. Uns dizem que perdeu na batalha de Lepanto na Itália, em 1571. Outros, que por punição, pelo crime de ser homossexual.

La llamada del 15 de febrero para una protesta global

Nobel paz Europa

 

Hace diez años, millones de personas en el mundo entero dijeron “no a la guerra” el 15 de febrero de 2003. Ahora, decimos sí a la paz, sí a la desmilitarización, a llevar vidas decentes incluso a nivel económico, vidas determinadas por principios democráticos.

La invasión de Iraq todavía tuvo lugar tras las protestas de 2003, pero la violencia provocada por Bush quedaba aún más limitada que la infligida por el gobierno estadounidense en Vietnam una generación atrás. Nuestra vigilancia fue en parte el motivo de ello. De haber actuado antes, tal vez habríamos sido capaces de evitar la desastrosa invasión. Lo que hemos aprendido es que necesitamos más protestas a nivel global y solidaridad, nada menos. De hecho, de haber seguido energéticamente con las protestas, tal vez en los años que siguieron 2003 no habríamos sido testigos de la irresponsabilidad de los que crean las guerras, incluso de cómo se procesaban a los que, sabiéndolodenunciaron los hechos desde dentro.

Esto no es una reunión festiva. Todavía tenemos con nosotros los mismos impulsos que nos llevaron a las calles en 2003; la misma mentalidad de guerra prevalece en el mundo de los negocios. Los políticos que apoyaron la guerra en Iraq controlan los sistemas de política exterior de los Estados Unidos, Gran Bretaña y de otros países. La demonización de Irán por los medios de comunicación dominantes es similar a la que se hizo con Iraq. Estados Unidos intensificó su guerra en Afganistán y lanzó una serie de “guerras sucias” más pequeñas en Yemen, Pakistán asesinando con aviones teledirigidos (los “drones”) y ahora con AFRICOM y otros mecanismos amenazan con una guerra perpetua tanto en África cómo en Oriente Medio. El “giro hacia el este” (“pivot east”) de la  administración Obama amenaza con una guerra fría o peor con China.

Algunos dictadores fueron sustituidos con las revueltas árabes, que alcanzaron un mayor éxito cuando se llevaron a cabo de manera pacífica por los ciudadanos, como en Túnez y Egipto, a pesar de la violencia impulsada por lo regímenes. Sin embargo, los regímenes del Golfo no solo se libraron de una vigilancia auténtica, sino que en realidad están moldeando gran parte del resto de la región en conjunto con EE UU y otras potencias de fuera. Incluso tienen a los EE UU proclamando su apoyo a la “democracia”. Gran parte de la riqueza procedente de los países del Golfo, al igual que los dictadores y sus camarillas, fluye en bancos de Occidente, en lugar de beneficiar a la población local. El pueblo palestino sigue sometido a no solamente la dominación neoliberal, como ocurre en muchas zonas del mundo, sino también al colonialismo de asentamientos de las fuerzas israelíes.

Estos problemas no son algo exclusivo de Oriente Medio. Estados Unidos tiene más de 1000 bases militares en todo el mundo. EE UU y Rusia poseen decenas de miles de misiles nucleares que están amenazando la vida en el planeta. Hace falta una transformación fundamental. Las Naciones Unidas han fracasado en su tarea esencial de proteger a las futuras generaciones frente a la lacra de la guerra.

No solo decimos “no” a la guerra, decimos además “sí” a la paz, decimos sí a la creación de un sistema social y económico que no esté dominado por bancos centrales y grandes instituciones financieras. No solo decimos “no” a la guerra, exigimos que se acabe con el despilfarro masivo de dinero en los ejércitos, mientras miles de millones de personas se están quedando cada vez más pobres, ya que unos cuantos obtienen enormes fortunas totalmente desproporcionadas con respecto a cualquier trabajo o ingenio suyos.

No solo decimos “no” a la guerra. Rechazamos un sistema económico que, en el nombre de la “competitividad económica”, enfrenta a los trabajadores en regiones y estados para que acepten trabajar por cada vez menos y en condiciones cada vez peores. A partir de las semillas anti-guerra plantadas hace diez años, queremos que la democracia global florezca, de tal manera que podamos decir en serio  “Nosotros, el Pueblo”, sin las jerarquías basadas en origen étnico, sexo, clase social o nacionalidad.

Noam Chomsky, As’ad AbuKhalil, Junaid Ahmed, Daniel Ellsberg, Bill Fletcher, Arun Gupta, Sam Husseini, Kathy Kelly, David Marty, Harpreet Paul, David Swanson, Deborah Toler

 

O único brasileiro que ganhou o Prêmio Nobel teve a cidadania cassada

Peter Brian Medawar
Peter Brian Medawar

Zoólogo britânico, de origem brasileira, nascido em 1915, no Rio de Janeiro, e falecido em 1987, em Londres. Partilhou o Prémio Nobel da Fisiologia e da Medicina, em 1960, com o físico e virólogo australiano Macfarlane Burnet, pela descoberta do fenómeno de desenvolvimento de tolerância do sistema imunológico, quando verificou que animais adultos, injetados durante os primeiros tempos de vida com células de outro organismo, aceitavam transplantes de pele desses organismos.

Presidente Dutra cassou a cidadania de Peter Medawar  

A Segunda Guerra Mundial trouxe, entre outros horrores, um tipo de combate utilizando bombas e bombardeiros, causando um aumento marcante do número de vítimas com queimaduras graves. Com a descoberta da penicilina em 1928 por Alexander Fleming (que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina, em 1945) os antibióticos passaram a ter um papel decisivo no controle das infecções, e assim, muitos destes pacientes “grande queimados” sobreviveram. Com esta nova realidade, a necessidade de se encontrar alternativas de tratamento para os pacientes com grandes áreas de queimadura se tornou iminente e o uso de enxertos de pele para tratamento destes casos passou a ser crucial. Em casos de queimaduras de pequena extensão, eram realizados auto-enxertos de pele apresentando quase sempre bons resultados. No entanto, em casos de grandes áreas de queimaduras, a possibilidade de auto-enxerto não era viável e tentativas começaram a ser feitas utilizando-se fragmentos de pele autólogos, ou seja, de outros doadores (aloenxerto).

Neste contexto, Peter Medawar teve um papel de destaque. Nascido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 1915, perdeu a nacionalidade brasileira por uma intransigência do então ministro da Guerra, General Eurico Gaspar Dutra, por causa do serviço militar, mudando-se para Oxford onde cursou zoologia. Na Inglaterra, Peter Medawar se interessou pela questão dos enxertos de pele, cujos resultados mostravam claramente que auto-enxertos eram aceitos e que aloenxertos eram rejeitados. Observou que um segundo enxerto do mesmo doador era rejeitado mais precocemente ainda. Desenvolveu então, modelos experimentais para compreender os mecanismos envolvidos na rejeição, até então desconhecidos. Após extensos e cuidadosos experimentos em coelhos, Medawar estudou parâmetros importantes como tempo, dose, especificidade da primeira e da segunda rejeição, assim como as alterações clínicas e histológicas. Com estes experimentos históricos realizados em 1944 e publicados em 1945, foi demonstrado que a rejeição ao aloenxerto era imunológica. Medawar redescobriu as leis do Transplante apresentadas anteriormente por Schöne e Tizzer, definindo as bases da imunologia de transplante de tecidos.

Mais tarde, na década de 50, Medawar descobriu que a imunidade ao enxerto poderia ser desencadeada também por células mortas e por extratos celulares. Os conceitos de alo-reconhecimento, dos linfócitos como células imunocompetentes e da reação do tipo hipersensibilidade retardada com componente principalmente celular e não humoral foram definitivamente estabelecidos. Por todo o seu trabalho, Peter Medawar foi agraciado com o prêmio Nobel de Medicina em 1960.

Brasil, o vazio intelectual da humanidade

Antigamente no Brasil, era possível ser professor universitário por notório saber. Também se concedia pensões especiais para intelectuais e cientistas e artistas. Pelos relevantes serviços prestados ao país.

Hoje conheço muitos que morrem na miséria. Principalmente professores e jornalistas. Idem pintores, músicos, escritores.

Quando o cara morre, colocam o nome em ruas, escolas e promovem outras homenagens fúnebres. Existem outros que são completamente esquecidos. É o caso de Peter Medawar.

 Assim fica explicado: a Argentina tem 25 prêmios Nobel. O Brasil, nenhum.