Estupro e tortura na rota da polícia de São Paulo

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O itinerário (rota) da polícia de São Paulo é marcado pelos mais horrendos crimes: chacinas e mais chacinas, despejos violentos, estupros e mais estupros e violência e mais violência contra favelados e o povo nas ruas. Para esses selvagens, a política do governador Geraldo Alckmin sempre foi o famoso “afasta” que rima com abafa (aliteração).

Escreve Plinio Delphino:

Treze policiais militares da Rota, tropa de elite da PM, foram afastados das suas atividades na rua e indiciados por suspeita de estupro, tortura e lesão corporal contra seis pessoas em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Um soldado do Copom (Centro de Operações da PM) na cidade também foi indiciado por prevaricação (deixar de cumprir suas obrigações) ao receber a denúncia feita por uma das vítimas.

O crime ocorreu em 22 de janeiro de 2012, durante conturbada desocupação da área conhecida como Pinheirinho.

De acordo com apurações da Corregedoria da PM, duas mulheres foram obrigadas a praticar sexo oral com um tenente e um sargento. Um rapaz, à época com 17 anos, foi empalado com cabo de vassoura e outros dois homens foram torturados física e psicologicamente, segundo o major Marcelino Fernandes da Silva, porta-voz da corregedoria. Os policiais negam o crime.

Segundo a investigação, às 23h30 três equipes da Rota chegaram à Rua João Carlos Pinto da Cunha, no bairro Campo dos Alemães. “A Rota foi à São José para auxiliar no patrulhamento, já que a polícia local estava empenhada no processo de desocupação”, disse o major Marcelino. Os PMs disseram que os suspeitos correram das viaturas e entraram na casa de número 122.

DESLEIXO/ “Para descobrir onde havia drogas e armas, eles cometeram os abusos”, disse o oficial. Os PMs são acusados de praticarem os crimes durante mais de quatro horas. O menor foi a outra casa e entregou uma espingarda calibre 12 aos policiais. Outro jovem entregou porção de maconha.  Após a abordagem, uma das moças ligou para o Copom. Segundo a corregedoria, o soldado atendente não tomou as providências. “Ele alegou ter pensado se tratar de trote. Mas, na gravação, percebemos que foi desleixo”, disse Marcelino.

Segundo a  corregedoria, além das provas técnicas, como laudo apontando ferimentos no menor, as vítimas reconheceram os acusados e os depoimentos dos policiais suspeitos foram conflitantes. “Chegaram a citar a presença de um soldado da Rota que não estava na ocorrência. E este soldado confirmou, inicialmente. Depois, desmentiu, dizendo que foi obrigado a sustentar o álibe dos outros”, explicou o major.

Os policiais também vão responder a processo administrativo e podem ser exonerados da corporação. O oficial pode perder a patente e ser demitido a bem do serviço público.

Tenente acusado era o que tinha menos tempo na PM
Entre os acusados, o que tem menos tempo de serviço é o tenente  Illen Diniz Santos, com sete  anos na PM. O sargento Luiz Cesar Ricomi é o mais antigo, com 27 anos de corporação. Ambos são acusados de abusar das duas moças. O sargento Alex Sandro Teixeira de Oliveira (13 anos de PM), o cabo Cícero Marcos de Carvalho e os soldados Anderson Cruz dos Santos, Eduardo Correia da Silva, Luiz Alberto Costa da Silva, Fabrício de Paula Ferreira, Marcelo Aparecido da Silva, Osmar Batista da Silva Júnior,  Rodnei Rodolfo Rodrigues, Nivaldo Santos Oliveira, Luiz Carlos Alvarenga Júnior e Evandro Valentim Ferreira (do Copom São José dos Campos) respondem às acusações em liberdade. O DIÁRIO não localizou os advogados que os representam.

SP: Haddad termina com arrastão de 800 famílias, promovido pela justiça e polícia de Alckmin

PREFEITO DE SÃO PAULO MOSTRA O CAMINHO PARA ACABAR COM OS DESPEJOS NAZISTAS TIPO PINHEIRINHO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, REALIZADO PELOS TUCANOS.

CHACINA QUE A JUSTIÇA CHAMOU DE “EPISÓDIO”, QUANDO O ESQUEMA MONTADO FOI PARA BENEFICIAR UM BILIONÁRIO DOLEIRO EX-PRISIONEIRO DA POLÍCIA FEDERAL, O ESPECULADOR IMOBILIÁRIO NAJI NAHAS 

A polícia tucana de Alckim perdeu o primeiro despejopara um prefeito petista
A polícia tucana de Alckim perdeu o primeiro despejo
para um prefeito petista

Publica o Portal Terra:

Foi publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial de São Paulo o decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad que transforma em área de interesse social o terreno ocupado por cerca de 1,7 mil pessoas no Jardim Iguatemi, na zona leste de São Paulo. O local foi palco de um imbróglio judicial nesta terça-feira e contou com a presença de 20 oficiais de justiças e dezenas de homens da tropa de choque da Polícia Militar.

Segundo decisão judicial, o terreno invadido pelos moradores deveria ser devolvido ao seu dono. A ação de reintegração de posse teve liminar concedida em 12 de agosto de 2012, pelo juiz Jurandir de Abreu Júnior.

No início da tarde, Haddad e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) acabaram entrando em um acordo político e ficou definido que a ação da Polícia Militar seria cancelada. A ação judicial também foi suspensa pelo mesmo juiz que a expediu.

Agora, com o Decreto de Utilidade Pública (DUP), a prefeitura poderá regularizar a situação das 800 famílias que vivem no local, cadastrando-as em programas habitacionais da cidade. “É uma coisa que tem impacto social. Imagina duas mil pessoas perambulando pela cidade: desamparadas, desassistidas, com problemas na área da educação, na área da saúde, na área da assistência e na área da moradia”, disse o prefeito.

Segundo o próprio Haddad, a prefeitura já havia proposto uma desapropriação amigável, o que foi recusado pelo proprietário do terreno. “Nós nos propusermos a fazer uma desapropriação amigável, que é algo que está previsto na legislação. Não houve interesse da parte dele. Ele inclusive deu declarações a imprensa que causaram até uma certa comoção pela insensibilidade que ele demonstrou. Inclusive há algumas denúncias de que ele próprio estimulou a ocupação, uma espécie de autogrilagem para forçar uma solução para aquela área. Isso também tem que ser apurado”, completou Haddad.

O imóvel pertence agora, segundo o decreto, à Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab). De acordo com a prefeitura, não serão aceitos novos habitantes no local.

Veja fotos 

O ex-dono do terreno: Heraclides Bataglia de Camargo Filho

indignados despejo

Prefeito Tucano Eduardo Cury, envolvido no massacre do Pinheirinho, perde eleições para o PT

O candidato do PT alcança o Paço municipal após 16 anos de hegemonia do PSDB

Carlinhos Almeida, do PT, o novo prefeito
Carlinhos Almeida, do PT, o novo prefeito
Prefeito Eduardo Cury massacrado nas urnas
Prefeito Eduardo Cury massacrado nas urnas

O candidato do PT Carlinhos Almeida é o novo prefeito de São José dos Campos. A disputa entre o petista e o candidato do PSDB Alexandre Blanco foi acirrada e quase levou os candidatos ao segundo turno. O candidato Carlinhos Almeida teve 50, 99% dos votos válidos para 43,15% do segundo colocado.

O candidato do prefeito Eduardo Cury foi massacrado nas urnas. Pagou pelas violências praticadas no despejo e ocupação militar do Pelourinho.

Escreve Jeferson Choma:

Alckmin, a prefeitura do PSDB e a polícia insistem em dizer que a “desocupação foi tranquila”. Chegaram a dizer que nem feridos havia. Algo absolutamente ridículo. O número de feridos é incalculável, muitos foram feridos com disparos de arma de fogo. “A gente está aqui é para ver o bagulho ficar louco”, respondeu um soldado aos apelos das mães do Pinheirinho. O PSDB mente para tentar impedir o desgaste perante a opinião pública.

PSDB precisa pagar pelos seus crimes! 
Basta de violência e repressão! É preciso derrotar a política repressiva e racista de Alckmin! Vamos ocupar a praças e realizar protestos contra a ação criminosa do PSDB. É preciso intensificar as ações de solidariedade em todo o país. O governo do PSDB deve pagar pelo seu crime!

Eles odeiam os pobres! 

Geraldo Alckmin – Amigo dos banqueiros e dos empresários, o tucano é um político reacionário, ligado ao ultra-conservadorismo da Opus Dei. Odeia os pobres e a credita nas “virtudes curativas do porrete da polícia” . Mandou a PM bater em estudantes da USP, no ano passado, e nos dependentes quimicos da “cracolância”.

Naji Nahas – Mega especulador, “dono” do terreno ocupado pelos moradores do Pinheirinho, responsável pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, em 1989. Em 2006, a Polícia Federal prendeu Nahas e o acusou, junto com Daniel Dantas (outro eminente corrupto), de comandar crimes no mercado financeiro. Porém, os dois foram libertados. A empresa de Nahas, proprietária do terreno do Pinheirinho, deve 16 milhões só de impostos.

Eduardo Cury – Prefeito de São José dos Campos. Desde de 2004, vem tentando retirar as famílias do Pinheirinho para entregar a Nahas. Ganha um salário de 19.395,24 por mês. Bem diferente d os 60% das famílias do Pinheirinho que vivem com menos de um salário mínimo (IP&D / UNIVAP).

Márcia loureiro – Juíza que ordenou a expulsão dos moradores de Pinheirinho. Pau mandado do PSDB e da especulação imobiliária, disse em uma reunião com os líderes do movimento que não poderia recuar na reintegração porque o “terreno vale muito”.

(Transcrevi trechos)

 

“Nenhuma notícia sobre as denúncias à OEA e ao CNJ saiu na grande imprensa”

por Conceição Lemes   Vio Mundo

Para Marcio Sotelo Felippe, que foi procurador-geral no governo Mário Covas, silêncio da grande imprensa sobre denúncias relacionadas à desocupação violenta do Pinheirinho é “uma demonstração inequívoca de que a mídia tem lado e blinda, mesmo, as autoridades paulistas”. “É um absurdo que nenhuma notícia sobre essas denúncias tenha saído na chamada grande imprensa”, indigna-se Felippe.

Na segunda quinzena de junho, duas graves denúncias foram feitas sobre a desocupação violenta do Pinheirinho, em São José dos Campos (SJC-SP), em 22 de janeiro de 2012. Curiosamente, nada na mídia até hoje. É como se não tivessem acontecido.

A primeira denúncia, no dia 19 de junho, foi a Reclamação Disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra cinco autoridades do Judiciário paulista: Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP); Cândido Além, desembargador TJ-SP; Rodrigo Capez, juiz assessor da presidência do TJ-SP; Marcia Faria Mathey Loureiro, juíza da 6ª Vara Cível de São José dos Campos; e Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, juiz da 18ª Vara Cível do Fórum Central João Mendes Júnior, em SP.

Assinada por advogados, ex-moradores e movimentos de direitos humanos, ela pede apuração das irregularidades do procedimento judicial.

A segunda denúncia, divulgada no dia 22 de junho, foi dirigida à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) Além dos cinco membros do Judiciário já denunciados ao CNJ, ela incrimina também o governador Geraldo Alckmin, o prefeito Eduardo Cury e o coronel da Polícia Militar Manoel Messias, comandante da operação policial. Acusação: violação de direitos humanos.

Assinam-na vários advogados e entidades de peso: os professores de Direito Fábio Konder Comparato, Celso Antonio Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari e José Geraldo de Sousa Junior; o ex-presidente da OAB-Brasil César Britto; o procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe; o presidente do Sindicato dos Advogados de São Paulo Carlos Alberto Duarte; a Rede Social de Justiça e de Direitos Humanos, representada legalmente por Aton Fon Filho. Também os advogados Antonio Donizete Ferreira, Aristeu Cesar Pinto Neto Nicia Bosco, Giane Ambrósio Álvares e Camila Gomes de Lima.

“É um absurdo que nenhuma notícia sobre essas denúncias tenha saído na chamada grande imprensa”, indigna-se Marcio Sotelo Felippe, que foi procurador-geral no governo Mário Covas (1995-2001). “Uma demonstração inequívoca de que a mídia tem lado e blinda, mesmo, as autoridades paulistas.”

“A mídia tem também um lado ideológico e faz de conta que não tem”, acrescenta. “Esses setores conservadores fazem a defesa estratégica da propriedade e do que pensam ser ‘lei e ordem’. Para eles é o que tem de ser preservado, não importa o custo humano, o indizível sofrimento das pessoas, a iniquidade do ato. Os excluídos são invisíveis. Não saem no jornal. Eles ainda pensam como se pensava na velha sociedade escravocrata.”

O terreno do Pinheirinho consta como propriedade da Selecta, do megaespeculador Naji Nahas. O procurador Marcio Sotelo analisou minuciosamente a documentação referente ao processo de falência dessa empresa e descobriu que toda a ação para expulsar as mais de 6 mil pessoas do local — homens, mulheres, crianças de todas as idades, idosos e enfermos – serviu única e exclusivamente para beneficiar Nahas.

“Passados cinco meses não há nenhum procedimento para apurar responsabilidades”, observa Marcio Sotelo. “Imperioso então recorrer a uma corte internacional. Afinal, o aconteceu no Pinheirinho foi crime contra a humanidade e toda a estrutura política e jurídica está envolvida. Ela não se pune a si mesma”. Leia mais

Chacina de Pinheirinho.Entrevista de juíza complica Alckmin e Cury

by André de Paiva Toledo

Em entrevista a’O Vale de São José dos Campos/SP, a juíza Márcia Faria Mathey Loureiro da 6a. Vara Cível daquela cidade, tentando defender os métodos utilizados pela Polícia Militar quando do cumprimento do mandado de reintegração de posse do Pinheirinho, deu algumas informações que complicam ainda mais a situação política do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Eduardo Cury.

Nos seis minutos do vídeo, ela afirma que a Polícia Militar se planejou durante mais de quatro meses para desocupar o bairro. Então, toda a negociação, todas as discussões organizadas pelo poder público com os representantes do moradores da ocupação tinha o propósito tão somente de dar tempo para que o governo paulista organizasse a gigantesca operação policial.

Houve uma tentativa frustrada da polícia estadual na terça-feira, 17 de janeiro de 2012, de desocupar a área. Embora nunca mencionada, a resistência à operação do dia 17 não foi suficiente para que o poder público mudasse de planos. Muito pelo contrário, tornou-se questão de honra para Alckmin repelir qualquer óbice ao cumprimento do mandado de reintegração de posse da juíza Márcia, conforme o texto do despacho do presidente do TJSP de 21 de janeiro, o desembargador Ivan Sartori. Foi por honra que a Polícia Militar agiu no dia seguinte. Ela “agiu com competência e honra”, diria a juíza na entrevista.

Ela admite que houve agressão a ex-moradores do Pinheirinho no centro de triagem do Estado para onde foram levados depois de esvaziado o Pinheirinho. Com essa confissão, a juíza involuntariamente reforça a informação de que houve agressão a civis dentro do Pinheirinho, pois é inimaginável que alguém que é expulso de sua moradia só vá apanhar quando chega ao abrigo de refugiados.

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