Os pobres que a direita quer

por João Teixeira Lopes

 

Um estudo da economista Cláudia Joaquim mostra bem o uso que a Direita faz do Estado. Inserido no Programa de Emergência Social (PES), o Governo [de Portugal] aumentou consideravelmente a verba para refeições nas cantinas sociais, ao mesmo tempo que diminuiu as transferências sociais e os salários.

 

 

 Anne Derenne
Anne Derenne

Mas, perguntará o leitor, não é importante, em momento de urgência social, matar a fome às pessoas? A resposta não passa por negar essa necessidade, mas deve fazer perguntas a montante: não é muito mais justo e racional evitar a intensa produção de pobres que estas políticas de austeridade têm causado, nomeadamente ao aumentarem o desemprego, ao reduzirem o universo de abrangidos pelo rendimento social de inserção e abono de família que, mesmo sem serem medidas particularmente audazes, tiveram pelo menos o mérito de minorar a intensidade da pobreza? Não seria mais justo e racional acabar com os trabalhadores pobres, isto é, as centenas de milhar de pessoas que recebem um salário tão baixo que não conseguem superar o limiar de pobreza (411 euros)?

Mas a Direita deseja controlar os pobres, domesticá-los, dividi-los entre os “bons pobres” (“os nossos”, os “assistidos”, os “utentes”) e os outros (os “perigosos”, “mandriões, “viciosos”). Ao mesmo tempo, pela ação de proximidade, permite que as instituições privadas de solidariedade social exerçam um domínio clientelar e de contenção da raiva e da miséria extrema, contendo possíveis conflitos e impondo “boas maneiras”. Esta pobreza mansa é o sonho da Direita: sem Estado Social, o Estado não deixará, por mãos alheias, de matar a fome, como quem presta um favor que será cobrado, mas sem nunca permitir que deixem de ser pobres.

Sérgio Aires, sociólogo da rede europeia anti pobreza, chama-lhe a “misericordização” da protecção social: misericórdia para os pobres assistidos por misericórdias; nenhuma redistribuição, zero solidariedade.

 

João Teixeira Lopes, dirigente do Bloco de Esquerda, sociólogo, professor universitário

 

PORTUGAL. “A austeridade é um roubo”

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“A austeridade é um roubo” serve de mote para as iniciativas agendadas pelo Bloco de Esquerda para o próximo sábado, dia 21 de fevereiro, no distrito do Porto.

Pelas 15h, os bloquistas promovem uma marcha anti austeridade, que terá início no Largo Sandeman, na Ribeira de Gaia.

Já pelas 16h, a porta voz do Bloco, Catarina Martins, e Yiannis Bournous, membro e dirigente do Syrisa e do Partido da Esquerda Europeia, participam num comício no Mercado Ferreira Borges, no Porto. A iniciativa contará ainda com música, retratos e depoimentos de resistência.

No sábado, Yiannis Bournous participará ainda, em Lisboa, no primeiro painel do Fórum Dívida e Direitos Humanos, organizado pelo IAC – Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida, que é subordinado ao tema “Dívida e direitos humanos, uma causa sem fronteiras”.

 

Portugal tem “a obrigação de se juntar às forças da Europa que querem mudança”

Catarina Martins, desafiou esta segunda-feira o Governo a posicionar-se entre os países que querem “que fique tudo na mesma” na Europa ou os que defendem a reestruturação das dívidas para que haja “outro futuro na Europa”.

Evora: Rally against the austerity measures

Catarina Martins considera que o executivo português tem “a obrigação histórica” de apoiar o novo governo grego nesta iniciativa e “as forças da Europa que querem mudança”.

“O Governo português não pode continuar no campo que está a tirar as possibilidades de futuro ao nosso país, se em Portugal não foi nada feito podemos ficar tristemente na condição do país que ficou sempre com as piores condições, mesmo quando outros países negociavam um outro futuro e um novo horizonte na Europa”, afirmou.

A porta-voz bloquista deixou claro que “a janela de oportunidade está aí” e que Portugal “pode aproveitá-la”: “Estão em debate duas formas de estar na Europa, ou aceitamos que a austeridade deve continuar ou estamos no campo de quem está a tentar mudar para que haja crescimento e emprego”.

Neste contexto, Catarina Martins defendeu que caso não o faça, o Governo “não está só a falhar com a solidariedade europeia para acabar com a austeridade”, mas com todos os portugueses.

“O desafio que se coloca hoje ao Governo e a todas as forças políticas nunca foi tão claro, é aproveitar os ventos de mudança e os sinais de mudança na Europa, se esses ventos não forem aproveitados vamos continuar a sacrificar os portugueses”, advertiu.

Catarina Martins sustentou ainda que a vitória do Syriza na Grécia trouxe um novo fôlego ao debate sobre a renegociação das dívidas, a existência da troika e as consequências da austeridade, dando os exemplos da França, da Irlanda, do Banco Central de Inglaterra ou do presidente norte-americano, Barack Obama.

“Um pouco por todo o mundo se vão ouvindo as vozes a dizer que este é o momento para a Europa compreender que a austeridade não pode ser mais a política”, disse.

A dirigente bloquista voltou a alertar para a insustentabilidade da dívida portuguesa, que “aumentou 76 mil milhões de euros nos últimos três anos”, e a citar o social-democrata Carlos Moedas, que na oposição defendeu esta posição.

“Como é que agora, quando a divida pública está ainda mais alta, representa 134% do PIB português, se pode negar a renegociação?”, interrogou.

2 março port

Quem é Eduardo Giannetti de Marina Silva?

sonegadores marina

 

Marina reúne os economistas mais retrógrados do Brasil, da direita e da extra-direita e os liberais (liberal, classificou o grande deputado Djalma Aranha Marinho, “é um direitista envergonhado”).

A equipe econômica de Marina tem a aprovação da velha imprensa conservadora do Brasil e do Império, e o apoio da troika que arruinou as economias da Grécia, da Espanha, da Irlanda, de Portugal e outros países da Europa.

Escreve Umberto Martins: O jornal britânico Financial Times voltou a criticar a presidenta Dilma Rousseff em editorial publicado nesta quinta, 2, no qual intima a chefe do Estado brasileiro a mudar os rumos da política econômica, levando em conta a reação e os desejos do mercado, que segundo os oráculos de plantão demanda ajuste fiscal e rigor total na aplicação do tripé neoliberal (juros altos, câmbio flutuante e superávit fiscal primário).

Bordão reacionário

Marina marionnete

O bordão que o jornal alardeia contra Dilma não é novo e vem sendo repetido pelos candidatos das forças conservadoras e neoliberais à exaustão. A receita desta gente, repudiada por Dilma, é a mesma que está sendo aplicada na Europa sob a batuta do Fundo Monetário Internacional. Significa estagnação da economia, desemprego em massa, redução de salários, corte de direitos e desmantelamento do chamado Estado de Bem Estar Social. É o que a direita, encarnando os desejos da oligarquia financeira, quer impor a qualquer preço por aqui.

A visão do mundo de Giannetti

Giannetti diz

Escreve Paulo Nogueira: Almocei com um amigo jornalista um dia desses e ele colocou na conversa, por uma fração de minuto, Eduardo Giannetti, o principal economista de Marina.

“Lembra que ele não declarava o voto e você ficava bravo com isso?”

Meu amigo se referia aos dias em que nós dois dirigíamos a Exame, coisa de uns quinze anos atrás.

Tinha esquecido.

Mas logo lembrei: Giannetti, como se fosse jornalista da Folha, nos dissera, numa entrevista, que não podia declarar seu voto.

Para mim, ali estava uma mistura de pretensão – como se o voto dele fosse influenciar multidões – e medo de se comprometer.

Naqueles dias, Giannetti era um típico economista ortodoxo, mais um entre tantos filhos de Thatcher.

Não havia nada de substancial nele que o distinguesse de outros da mesma linhagem, como André Lara Resende e Armínio Fraga.

As promessas de Marina 

marina mudança

Giannetti condicionou os compromissos de Marina em áreas como saúde e educação ao “equilíbrio fiscal”.

Quer dizer: se houver dinheiro, os compromissos serão honrados. Se não houver, serão engavetados. Os eleitores? Esqueçamos.

Esse tipo de compromisso é o melhor que qualquer ser humano pode assumir. Você promete o que quiser. E só entrega se puder.

Marina fala na “nova política”. Giannetti parece nos trazer o “novo orçamento”.

Marina conhece mesmo Giannetti além das superficialidades?

Se não, cometeu um erro extraordinário na escolha.

Se sim, a mudança principal que ela representa é o lado que ela agora defende.

marina nova política opção

 

O retrocesso proposto por Marina

 

Marina perigo programa governo

 

Leia mais Paulo Nogueira. O editor deste blogue acrescentou o material ilustrativo. Pelo programa de governo de Marina, que teve em Gianetti um dos principais redatores, uma das principais propostas da candidata é reduzir a meta da inflação para 4% em 2016 e 3% em 2019. Um dos prováveis efeitos colaterais dessa redução é o desaquecimento da economia e consequentes demissões. Quando questionado sobre o assunto, Giannetti traz uma clara resposta sobre possíveis demissões. Convém repetir as palavras do economista: “O custo de não fazer [reduzir a meta da inflação] é maior que o de fazer” . E aí, como não cabe dizer que o desemprego é galopante ou crescente (adjetivos usados antes dos governos de Lula e Dilma), ele afirma que a geração de empregos despencou – sem mencionar que o Brasil se encontra em cenário de pleno emprego, o que explica a desaceleração na criação de novas vagas.

Segundo ele, não há relação negativa entre estabilidade e desemprego. É verdade: prova disso é que Lula e Dilma mantêm a estabilidade econômica e a geração de emprego mesmo enfrentando graves crises econômicas mundiais, desencadeadas nos Estados Unidos (crise no mercado de crédito imobiliário que quebrou o tradicional banco Lehman Brothers), Grécia e Espanha.

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Enquanto Dilma e Lula garantem a manutenção dos direitos trabalhistas, o aumento real da renda e a geração de emprego, Giannetti parece acreditar que esses não são os principais valores a serem preservados: “o custo de não fazer é maior que o de fazer”. A receita, então, para reduzir a meta da inflação, seria, segundo o economista, reajustar tarifas públicas, reduzir gastos públicos, rever isenções tributárias e~restabelecer ~ o tripé macroeconômico (de câmbio flutuante, meta de inflação e disciplina fiscal).

Reajustar tarifas públicas implica em onerar o cidadão, com mais gastos para o povo. Reduzir gastos públicos é reduzir gastos em políticas sociais (em outras palavras, é fazer o país voltar ao passado). Giannetti propõe explicitamente a revisão isenções tributárias, e parece não reconhecer que a desoneração da folha de pagamento das indústrias é uma das responsáveis por garantir a manutenção do emprego, beneficiando as indústrias, os empregados e os consumidores.

O governo também desonerou de PIS e Cofins a cesta básica (e olha que tentou expandir o benefício incluindo o ICMS e ISS, mas estados e municípios não abriram mão das receitas). Além disso, o governo reduziu (até chegou a zerar nos momentos mais críticos da economia mundial) o IPI sobre produtos como automóveis, linha branca e móveis.

Quanto a “restabelecer o tripé macroeconômico”, não se restabelece o que está em vigência. No Brasil de 2014, a inflação está dentro da meta, a disciplina fiscal está mantida (vide a aprovação das contas públicas pelo TCU e a Lei de Responsabilidade Fiscal) e persiste a política do câmbio flutuante. Como se vê, o tripé econômico de Giannetti da Fonseca é o mesmo que Dilma e Lula adotaram. A diferença está em como o governo petista e de seus aliados realizam esse trabalho: com emprego e conquistas sociais.

Giannetti também defende a autonomia do Banco Central, assim como Neca Setúbal, coordenadora do programa de governo do PSB (e membro de uma das famílias controladoras do Itaú). O Banco Central cuida da política monetária do país – decide sobre taxa de juros, crédito e moeda -, e sua autonomia significa menos controle social, uma vez que o quadro diretor do BC não estaria sob as decisões do executivo, eleito pelo voto. Esse quadro pode levar a aumento dos juros, diminuição da renda e várias outras consequências, a depender da dinâmica do mercado, com interferência governamental muito reduzida. Seguimos observando.

O Banco Central, na ditadura militar, tinha autonomia e independência. Coisa do presidente Castelo Branco, que cassou a estabilidade no emprego de todos os trabalhadores.

Tv Marina Collor mudança

Marina Collor mudança

política marina

A temida autonomia do Banco Central, o poder dos banqueiros, a dependência do Brasil colônia e a servidão do trabalhador

 Rasha Mahdi
Rasha Mahdi

 

Em nova inserção que começou a ser exibida nas redes de TV e rádio de todo o Brasil, o PT diz que a ideia de Marina de dar autonomia ao Banco Central “tira o poder do presidente e do Congresso” de controlar a política econômica, transferindo decisões importantes sobre a vida dos brasileiros para os banqueiros.

“Marina tem dito que, se eleita, vai dar autonomia ao Banco Central. Parece distante da vida da gente, né?! Parece. Mas não é. Isso significa entregar aos banqueiros um grande poder de decisão sobre a sua vida e da sua família. Os juros que você paga. Seu emprego. Preços e até salários. Ou seja, os bancos assumem um poder que é do presidente e do Congresso, eleitos pelo povo. Você quer dar a eles esse poder?”, declara o locutor na nova propaganda do PT (ver vídeo).

banco morador rua mendigos

 

 

marina banco

 

A autonomia do Banco Central implicará na terceirização do emprego, que passará a ser temporário, porque quanto mais mínimo o salário maior o lucro das empresas.

Dilma Rousseff afirmou hoje (17) que não fará reformas na lei trabalhista que reduzam direitos dos trabalhadores, “nem que a vaca tussa”. Segundo Dilma, o direito às férias e ao décimo terceiro salário está entre os itens que não podem ser alterados para atender a interesses de empresários.

“Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. Férias, décimo terceiro, FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], hora extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”, enfatizou a candidata, em entrevista após encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Campinas, no interior paulista.

Em alguns casos, segundo Dilma, é possível fazer adaptações na lei, mas sem reduzir direitos, como no caso de trabalho de jovens aprendizes em micro e pequenas empresas. A candidata lembrou que a lei determina que os empresários paguem pela formação dos aprendizes, mas, para estimular a contratação, o governo anunciou na última semana que, nesses casos, a formação será custeada com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

A candidata à reeleição voltou a comentar uma proposta apresentada nos últimos dias, de que, se reeleita, criará um regime tributário de transição para que micro e pequenos empresários não tenham que limitar o crescimento por medo de perder os benefícios e isenções do Simples Nacional. Dilma também se comprometeu a “acabar com a indústria da multa”, garantindo que a atuação dos fiscais tributários nas empresas de pequeno porte seja primeiro educativa, antes da aplicação da punição.

Ela reforçou o compromisso de reduzir a burocracia para os processos de abertura e, principalmente, fechamento de empresas e disse que as primeiras medidas serão anunciadas ainda neste mês. “Abrir e fechar empresas no Brasil é, de fato, um grande desafio. Temos o compromisso de assegurar que esse tempo seja reduzido, que saia de 100, para, em alguns casos, cinco dias”.

Campanhas internacionais 

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Juan Hervas
Juan Hervas

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QUANDO OS INIMIGOS DO POVO FALAM EM ESTIMULAR A ECONOMIA, ESTÃO PRESSIONANDO POR UM SALÁRIO MÍNIMO DE FOME, PELO FIM DO BOLSA FAMÍLIA, E PARA O GOVERNO NÃO INVESTIR NO BEM-ESTAR DA POPULAÇÃO

Os bancos, as indústrias e as empresas nacionais e estrangeiras aumentaram seus ganhos neste 2013, tanto que um jornal direitista e conservador festejou:

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Outras manchetes que desmentem os mensageiros de notícias ruins:

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Curitiba
Curitiba

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A ganância não tem limite. No Brasil do tráfico de minérios, de água, de moedas e de imensos latifúndios, o Jornal Estado de São Paulo, neste primeiro de janeiro, trapaceia quando faz a previsão: “O governo terá de lidar com diversas amarras em 2014, o que dará pouco espaço para estimular a economia brasileira. A expectativa é que o padrão econômico do País dos últimos anos se repita com baixo crescimento e inflação elevada”.

O que propõe o monopólio do Estado de São Paulo da família Mesquita, proprietária de diversificados negócios?

Quando perde a credibilidade, a imprensa seleciona algum tecnocrata para vender sua mensagem. O escolhido foi  Armando Castelar, “coordenador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV)”. O destaque para o cargo visa reforçar a “profecia científica”.

“Para Castelar, as consequência de um eventual ajuste seriam redução no reajuste do salário mínimo e alta no desemprego. ‘Acho que o governo não quer tocar demais no bem-estar da população. O custo é tão grande que o governo deve empurrar com a barriga’, diz. Embora afirme que o ajuste terá de ser feito algum dia, o economista acredita que as reservas internacionais podem ajudar a adiar mudanças pouco populares”.

O achismo de Castelar – em defesa de medidas antipopulares, e do gosto das ditaduras, das elites e das agências internacionais de risco, controladas pelos banqueiros – é uma repetida catilinária contra os governos nacionalistas. Que provocou o suicídio de Vargas e a deposição de Jango. Que pregou o vitorioso golpe de 64, defendido pelo jornal Estadão. Uma ditadura militar que cassou a liberdade sindical e a estabilidade no emprego do trabalhador brasileiro.

Com a redemocratização, o jornal dos Mesquita apoiou os ajustes do governo Fernando Henrique, que rasgou a CLT e privatizou mais de 75% das empresas estatais, entregando ao capital estrangeiro todas nossas riquezas, as terras raras, os aquíferos, os latifúndios na devastação da Floresta Amazônica, a telefonia, os bancos estaduais, as empresas de energia, a Vale do Rio Doce, os poços de petróleo e gás, e que fatiou a Petrobras. Foi o maior roubo da história mundial.

Os reajustes de Fernando Henrique, hoje são realizados nos países da Europa que não possuem bomba atômica: Espanha, Portugal, Irlanda, Grécia e outros, pela Troika formada pelo FMI, e conforme avaliações de agências de risco, que são a SERASA, o SPC internacionais, que protegem os interesses dos especuladores e das multinacionais da colonização global.

As agências de risco são serviços de defesa do capitalismo selvagem e colonizador do Terceiro Mundo, e de espionagem econômica e financeira. E guardiães dos paraísos fiscais.

Para as agências de risco e a imprensa conservadora e entreguista, o Brasil não tem futuro, e para o povo brasileiro não existe salvação, condenado a uma vida sem esperança nos empregos temporários, e recebendo o salário da fome e do medo.

Profetiza o Estãdão: ” Se o governo decidir, por exemplo, aumentar os gastos para estimular a economia, a situação fiscal tende a piorar ainda mais, e aumenta o risco de o Brasil ser rebaixado pelas agências de risco num ano de disputa eleitoral – em junho, a agência Standard & Poor’s colocou a perspectiva de rating brasileiro de estável para negativo.

‘O desejo do governo seria o de colocar o pé no acelerador porque 2014 é um ano eleitoral. Mas existe uma restrição dada pelas agências de risco”, afirma Juan Jensen, economista e sócio da Tendências Consultoria. A estimativa para 2014 é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,1% e inflação, medida pelo IPCA, fique em 6%.”

Para o Estadão, a política econômica do Brasil deve ser decidida pela Standard & Poor’s, e por (in)tendências de anônimos tipo Juan Jensen.

Para o Estadão, se Dilma continuar beneficiando a “classe média” de Lula, e investindo em políticas sociais, não há jeito maneira:  “A inflação, em particular, também tende a ser um incômodo neste ano por causa da pressão dos preços administrados. Em 2013, esse grupo foi beneficiado pelo congelamento das tarifas dos transportes e pelo baixo reajuste do combustível [para beneficiar os acionistas estrangeiros, especuladores podres de ricos. Soros é um deles]. Assim, os administrados devem subir apenas 1,5% em 2013, nível considerado baixo e que não deve se repetir em 2014”.

Relembre que foi o preço dos transportes que acordou o povo para as manifestações de rua. Protestos reprimidos com violência e mortes pelos governadores estaduais, notadamente Geraldo Alckmin, em São Paulo; e Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro.

O Estadão que condena o povo nas ruas, justifica o aumento dos preços das passagens de ônibus. Mais do que isso: tudo que for aumento nos preços dos serviços essenciais: “A economia está tão amarrada que desamarrá-la não vai ser fácil. A inflação reprimida está muito alta e, se o governo liberá-la, o BC terá de subir os juros para impedir um patamar mais alto da inflação’, afirma Armando Castelar. Novas altas da taxa básica juros (Selic) podem esfriar ainda mais a economia brasileira. A expectativa do Ibre é que o PIB cresça 1,8% em 2014, e a inflação fique em 6,1%.”

Inacreditavelmente para o Estadão, o que é bom para os Estados Unidos não é bom para o Brasil: “O controle inflacionário também deve ser dificultado pela normatização da política monetária dos Estados Unidos, o que trará mais pressão para o câmbio – com a desvalorização do real – e um possível repasse para os preços. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) iniciou em dezembro a retirada dos estímulos da economia. Reduziu as compras mensais de ativos de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões.

‘O fim dos estímulos nos Estados Unidos diminui a liquidez internacional e complica um pouco o mercado brasileiro’, afirma Jensen. Para ele, o BC está se aproximando do fim do ciclo de aumento da taxa básica de juros (Selic). Desde abril, os juros subiram de 7,25% ao ano para 10% ao ano.”

Certamente, o Estadão não recomenda que o Banco Central do Brasil “inicie a retirada dos estímulos da economia”.  Escreveu este editorial (que transcrevi na íntegra) para rogar “mais espaço para estimular a economia”. Confira

Miles de portugueses e italianos salen a la calle

En ciudades como Lisboa o Oporto los manifestantes han protestado contra los ajustes  de la troika.

 

En Roma las protestas acaban con incidentes entre policías y manifestantes.

 

Portugal

Decenas de miles de portugueses volvieron hoy a la calle en diferentes puntos del país para mostrar su negativa frontal a los ajustes aplicados a instancias de la troika y a los cortes del gasto público que prepara el Gobierno para 2014.

Convocados por el principal sindicato luso, la Comisión General de Trabajadores Portugueses (CGTP, de tendencia comunista), los manifestantes censuraron al Ejecutivo conservador liderado por el primer ministro Pedro Passos Coelho y anunciaron nuevas protestas para “derribarlo”.

Uno de los objetivos de sus críticas fue el proyecto de Presupuestos para 2014 elaborado por el Gobierno, y que recoge una rebaja salarial para el 90 % de los funcionarios, cortes en las pensiones de los trabajadores públicos y el aumento de los impuestos en productos como el alcohol, el tabaco o los vehículos diesel.

La manifestación llegó con polémica, ya que la idea original de los organizadores era recorrer a pie en Lisboa el famoso Puente 25 de abril, inaugurado en los años 60 en época del dictador António Oliveira Salazar y que cambió de nombre con la llegada de la democracia.

Las autoridades lusas no concedieron el permiso, aunque permitieron una “marcha lenta” de más de 400 autobuses que transportaban a los sindicalistas procedentes de la zona sur de Lisboa, conocida popularmente como el “cinturón rojo” de la capital debido a la fuerte presencia de socialistas y comunistas.

Los autocares recorrieron durante más de una hora los poco más de dos kilómetros que separan una punta y otra del puente, y fueron recibidos con vítores por los manifestantes ya congregados en la ciudad.

Una vez allí, las consignas más repetidas fueron dirigidas al gobierno conservador y la troika (Comisión Europea, Banco Central Europeo y Fondo Monetario Internacional), a los que criticaron que obliguen a Portugal a mantener la austeridad a pesar de que el país acumula tres años de recesión y que el desempleo se ha disparado hasta niveles récord (16 %).

Similares imágenes se registraron en Oporto, donde los manifestantes llenaron el Puente del Infante y exhibieron su oposición a las políticas de recortes llenando una de las más emblemáticas arterias de la ciudad, la Avenida de los Aliados.

Fuentes de la CGTP -con más de medio millón de afiliados, según sus propios datos- calcularon en torno a 50.000 personas el número de asistentes a esta protesta en Oporto, convirtiéndose así en una de las más multitudinarias de los últimos años.

El secretario general de la CGTP, Arménio Carlos, aprovechó la ocasión para lanzar un mensaje al presidente portugués, Aníbal Cavaco Silva, al que exhortó a enviar los Presupuestos para 2014 -una vez sean aprobados en el Parlamento- al Tribunal Constitucional para su fiscalización.

El Constitucional ya ha anulado durante los últimos meses varias de las medidas de austeridad aprobadas por el gobierno, algunos de cuyos miembros han acusado al Tribunal de tener intereses partidistas y de cuestionar su credibilidad externa.

Desde el principal partido de la oposición, el Socialista, su líder, António José Seguro, consideró las manifestaciones de hoy como “una señal clara de que los portugueses no se quedan de brazos cruzados” frente a los problemas del país.

Por su parte, tanto el marxista Bloque de Izquierda como el Partido Comunista Portugués consideraron que el Ejecutivo intentó limitar los efectos de la protesta al prohibir el recorrido a pie por el Puente 25 de abril y lamentaron su actitud.

Incidentes en Roma

Al menos quince personas han sido detenidas por los altercados que se han producido en algunos puntos de la manifestación contra la austeridad que ha recorrido este sábado las calles de Roma. Algunos de los manifestantes han instalado tiendas de campaña frente al Ministerio de Infraestructuras y prevén pasar allí la noche.

Según informa el diario ‘La Repubblica’, los detenidos, trece chicos y dos chicas, tienen todos edades comprendidas entre los 16 y los 25 años, y solo cinco de ellos son de Roma, mientras que el resto proceden de otras ciudades del país. Cuatro de ellos han sido arrestados por los carabineros y otros once por la Policía.

Por otra parte, la Policía ha informado de que ocho miembros de las fuerzas de seguridad han resultado heridos de carácter leve durante la manifestación, que en algunos puntos ha degenerado en altercados ya que grupos de encapuchados han procedido a lanzar piedras y cócteles molotov contra los edificios oficiales.

Además, las fuerzas de seguridad han desactivado tres artefactos explosivos “peligrosos” colocados en el recorrido de la marcha y en la zona próxima a los ministerios de Economía, Infraestructuras y Trabajo.

La marcha, convocada por varias organizaciones bajo el lema “contra la precariedad y la austeridad organizamos nuestra rabia”, ha transcurrido de forma tranquila, si bien se han vivido algunos momentos de tensión. El primero de ellos cuando la cabeza de la manifestación ha pasado por delante de la sede de la asociación de extrema-derecha CasaPound.

En este punto, decenas de miembros del movimiento provistos de cascos y palos esperaban a los manifestantes, algunos de los cuales también llevaban objetos para defenderse y se habían dirigido hacia el edificio, pero la Policía ha intervenido separando a ambos grupos y evitando el choque.

El siguiente punto caliente en el recorrido ha sido el Ministerio de Economía. Aquí, un grupo de encapuchados ha lanzado piedras y otros objetos contra el edificio, lo que ha obligado a la Policía a intervenir y cargar contra los jóvenes.

También se han producido algunos incidentes en Porta Pia, destino final de la marcha, delante del Ministerio de Infraestructuras, contra el que grupos de encapuchados y ‘black block’ han lanzado piedras y botellas, al igual que contra los policías que lo custodiaban. Además, también han prendido fuego a algunos contenedores, lo que ha obligado a los agentes a intervenir.

El ministro del Interior, Angelino Alfano, ha expresado su “más firme condena por los episodios de violencia aislados” que se han producido durante la manifestación, mientras que el alcalde de Roma, Ignazio Marino, ha dado las gracias a los ciudadanos que han protestado “pacíficamente, a la Policía Local de Roma y a las fuerzas del orden que han garantizado el buen discurrir de la iniciativa”.

Entretanto, numerosos manifestantes han iniciado una “acampada social” frente al Ministerio de Infraestructura y han instalado tiendas de campaña para pasar allí la noche. Por el momento, los presentes están charlando y compartiendo comida y bebida, ante la atenta mirada de la Policía.

La idea de los organizadores es celebrar mañana por la mañana una asamblea para decidir cómo continúa la movilización contra las medidas de austeridad del Gobierno de Enrico Letta. “La lucha no termina”, aseguran los organizadores de la iniciativa.