Brasil não tem Camila Vallejo. Tem Camila Valadão

Camila Vallejo, um mito internacional
Camila Vallejo, um mito internacional

Camila Vallejo revolucionou o Chile, promovendo uma greve de oito meses, com o apoio dos estudantes, professores e pais de alunos, pelo ensino público grátis. Conseguiu o primeiro mandato de deputada federal, e os chilenos sonham elegê-la presidente.

A greve de Camila Vallejo apagou de vez a legenda do medo criada pelo ditador Pinochet. Será que Camila Valadão conseguirá mudar o Espírito Santo, um estado com seu meio-ambiente ameaçado pelo Porto de Açu, pouso de naves dos traficantes de cocaína, invadido pelos milicianos e bicheiros do Rio de Janeiro e repleto de corruptos no executivo, no legislativo e no judiciário?

Camila Valadão, do PSOL, concorre pela 1ª vez em uma eleição e é a mais jovem a tentar o cargo de governador em 2014

 

por Aretha Martins

O que você faz aos 29 anos? Busca um bom emprego, deixa a casa dos pais, pensa em casar? Camila Valadão se encaixa em parte desse perfil, mas tenta um pouco mais. A 28 dias de completar 30 anos, idade mínima estabelecida pela Constituição para um governador, a representante do PSOL é a candidata mais jovem ao governo estadual nas eleições deste ano, concorrendo ao cargo no Espírito Santo.

Camila, que se descreve como da oposição, é assistente social e mestre em política social pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e disputa o seu primeiro pleito. Desde o começo do ano, quando deixou a casa da mãe, Rita de Cássia, no município da Serra, mora sozinha na capital Vitória para cuidar da campanha. “Facilita para a candidatura, para cumprir a agenda. Mas minha mãe vem sempre para ajudar, principalmente com as coisas da casa”, disse a candidata em entrevista ao iG.

Militante desde os 17 anos – começou no PT e migrou para o PSOL em 2005 –, Camila afirma que a primeira reação ao saber que seu nome era cotado para disputar o governo do Estado foi um susto. “Eu fiquei muito aflita e muito desesperada. Eu pensava: ‘Não tem como, não tenho preparação ou qualificação para isso’”, relembrou Camila, escolhida pelo partido depois de meses de debates por se encaixar no perfil de alguém com potencial para dialogar com a juventude e várias classes sociais.

“Até a homologação, eu acordava todos os dias pensando: ‘É isso mesmo? Sou candidata mesmo? É real?’. Agora eu já assimilei a tarefa e tenho vivido tudo em torno dela. Já tenho tocado a agenda da candidatura na íntegra. O medo já passou”, afirmou.

Para ela, a candidatura é mais um trabalho, e a pouca idade em relação aos concorrentes – Casagrande, candidato à reeleição, tem 53 anos e Paulo Hartung, que já foi governador do Espírito Santo, tem 57 – não é um problema. Camila afirma que, apesar de ela e seu partido saberem que governar um Estado é uma grande responsabilidade, não é uma tarefa absurda pela premissa de que quem governa não governa só. “Certamente o nosso governo não seria o da Camila e seus 30 anos de idade, mas das ideias que a gente está se propondo a defender”, comentou.

Estréia na disputa

Camila Valadão é professora e já trabalhou como assistente social
Camila Valadão é professora e já trabalhou como assistente social

Antes de 2014, a candidata era concorrente apenas nos sonhos do pai, Sérgio Valadão. “Eu falava que ia ser presidente quando eu era criança, e meu pai apoiava. Lembro bem que na, eleição anterior, quando Dilma já aparecia com chance, meu pai dizia: ‘Ela não vai ser eleita porque a primeira presidente mulher do Brasil será você’. Ele continuou com a ideia, eu que a abandonei assim que cresci. Eu sempre quis ser professora”, conta.

Apesar de ter desistido da ideia de ser presidente, a jovem cresceu rodeada por políticos. Seus pais ajudaram a fundar o PT na cidade de Serra, por exemplo. Ela relembra ter crescido no meio das atividades, de plenárias, em comícios, em visitas a assentamentos do MST. Entretanto, a primeira possibilidade de uma candidatura veio em 2010. O PSOL cogitou que ela concorresse à Prefeitura de Vitória naquele ano, mas o final do mestrado e a dissertação a impediram de seguir com a ideia.

Camila Valadão é professora e já trabalhou como assistente social
Agora, a primeira candidatura de Camila é logo para o cargo de governador. “Até o momento, a receptividade em torno da campanha tem sido muito positiva. Acho que as pessoas têm se surpreendido. Ousadia é a palavra que a gente tem escutado de muita gente e inclusive usamos isso até no slogan da campanha”, explicou. Será que começar pelo governo pode significar ambição para os eleitores? “Até o momento eu não tenho percebido isso, não. Vamos ver mais para frente”, respondeu.

O episódio que ela conta como desconfortável foi no dia da homologação da campanha, quando relata ter recebido um tratamento diferenciado em relação aos outros candidatos. “O governador, o Casagrande, me cumprimentou com um beijo na testa. Eu fiquei incomodadíssima com isso. Os outros ele cumprimentou com aperto de mão. Eu achei um ato machista e uma tentativa de inferiorização. Quem você beija na testa? Um amigo ou um filho. Eles podem ter essa percepção por eu ser uma jovem, mas posso assegurar que essa jovem vai dar muito trabalho”, desafiou a candidata. Segundo ela, os debates serão uma boa oportunidade para a população ver como “estamos bem preparados”.

Já algumas reações ela encara com bom humor. Solteira, Camila Valadão é alvo de pretendentes. “Já recebi muitos pedidos de casamento pelo Facebook. Acham que estou participando das eleições para casar, mas não é.”

Apesar da rotina intensa com a campanha e do desafio de tentar ser a governadora mais nova do Brasil – Ciro Gomes assumiu o comando do Ceará em 1990, aos 32 anos –, a candidata do PSOL não deixa de lado as atividades corriqueiras e que lhe dão prazer. “Adoro sair, ouvir música e gosto muito de ler. Gosto de MBP, rock, forró… Gosto muito de leitura que tenha a ver com tema de política, mas também literatura em geral”, resumiu.

Camila

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Dinheiro de Eike pegou sumiço

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Em 2010 informava a Folha de S. Paulo: O empresário Eike Batista saltou da 61ª para a 8ª posição na lista das pessoas mais ricas do mundo, com uma fortuna de US$ 27 bilhões, segundo o ranking de 2010 da revista americana “Forbes”. Ele estreou no ranking em 2008, na 142ª posição.
A revista americana diz “talvez a única coisa maior do que Eike Fuhrken Batista no Brasil seja o morro do Pão de Açúcar”.

No topo da lista da Forbes, o mexicano Carlos Slim, dono da operadora de telecomunicações Telmex, superou Bill Gates, fundador da Microsoft. O primeiro aparece com fortuna de US$ 53,5 bilhões, US$ 500 milhões a mais que Gates.

É a primeira vez desde 1994 que o número um da relação não é um bilionário norte-americano. Em terceiro está o megainvestidor norte-americano Warren Buffett, proprietário da Berkshire Hathaway, com US$ 47 bilhões de dólares.

Histórico

A fortuna de Eike começou a ser construída no início da década dos anos 1980, com atividades de comércio de ouro e diamantes extraídos na região Amazônica.

Depois de uma diversificação dos negócios e de um processo de internacionalização na década seguinte, Eike redirecionou integralmente seus esforços para o Brasil, na crença de que o país “é um dos melhores lugares do mundo para se fazer negócio”, nas palavras do próprio empresário.

Nos últimos anos, o grupo de Eike comprou direitos sobre blocos exploratórios de petróleo e gás e formou a OGX, ainda em fase pré-operacional como várias das empresas do grupo.

Outras empresas da EBX são a MMX (mineração), LLX (logística), MPX (energia) e OSX (estaleiros). Com exceção da holding e da OSX, a última em processo de abertura de capital, as demais já possuem ações negociadas na Bovespa.

Todas as companhias de propriedade de Eike têm a letra ‘X’ no nome em referência ao sinal matemático da multiplicação.

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[Como é que essas botijas de ouro e prata desapareceram? Ficaram encantadas?

O x dessa história é saber se Eike perdeu dinheiro apenas no Brasil?

Não acredito na teoria de que “tudo que é sólido desaparece no ar”…

Tem algo de podre no reino da Dinamarca, ou melhor dito, no reino da Alemanha, que Eike, apelidado pela mãe de “bundinha de ouro”, tem dupla nacionalidade.

 

Duvido. Duvido alguém ser preso no Brasil por destruir o meio ambiente. São vários crimes a céu aberto e a justiça nem aí. Cega que é

São mineradoras a céu aberto.

Lixões.

Nenhum empresa precisa fazer nada escondido no Brasil. É tudo escancarado mesmo. Que ninguém vai preso.

O que está acontecendo em Porto de Açu só poderia ser em São João da Barra, terra de prefeito ladrão. No desgovernado Estado do Rio de Janeiro. Leia os posts. Todo tipo de crime acontece por lá.

No Brasil devia ser assim:

Stephan Schmidheiny, magnate mundial del amianto, condenado a 18 años de cárcel “por desastre ambiental doloso permanente”

Crónica desde Turín Paco Puche, corresponsal de la revista El Observador

4 de junio de 2013

En el juicio de apelación, celebrado en Turín el pasado día 3, el magnate suizo del amianto ha visto cómo su pena era incrementada de 16 años a que fue condenado en primera instancia a 18 años en esta nueva sentencia. Además, tendrá que pagar de forma inmediata a las víctimas o a sus familiares un importe por valor de 88 millones de euros, en concepto de indemnizaciones.

Esta pena se ha acercado a la máxima prevista para este tipo de delitos que es de 20 años, que era lo que pedía el ministerio fiscal. El pedir la máxima pena la justifica el fiscal diciendo que al leer de nuevo la sentencias del Tribunal Supremo en los casos más graves de desastres y muertes “me dí cuenta de que no había nada comparable con el desastre que se revive en el curso de este juicio”.

Según la sentencia, ha de responder con toda su fortuna gestionada por los Holdings denominados AMINDUS, Becon y ANOVA. El tribunal no ha contemplado el patrimonio que en 2003 traspasó al ente llamado VIVA Trust, que es el financiador de la fundación AVINA. Se ve cada vez más claro que esta operación de filantropía no era tal, sino una manera de liberar patrimonio de las futuras responsabilidades que se le irían presentando, por las reclamaciones de las millares de víctimas que tiene sobre sus espaldas y que, dado el alto periodo de latencia de las enfermedades derivadas de la exposición al amianto, tendrá demandas hasta, al menos, el año 2040, si sigue vivo. Leia mais. Crónica desde Turín. De Paco Puche, corresponsal de la revista El Observador

O amianto é proibido de mentirinha no Brasil.

Estados e cidades do país que possuem legislações contra a fibra. Infografia do jornal O Globo
Estados e cidades do país que possuem legislações contra a fibra. Infografia do jornal O Globo
Stephan Schmidheiny começou seu capitalismo selvagem no Brasil. Em 1969, como “capataz de turno” da Eternit, empresa do pai.
Em 1988, iniciou a venda de todas as participações do grupo suíço Eternit, que concluiu no final da década de 1980. As participações foram vendidas para os sucessores legais com todos os direitos e deveres. 
Os tanques de água no Brasil são todos de amianto. É só olhar as favelas do Brasil. No teto de telha de amianto: um antena de tv e um caixa de câncer Eternit. É um crime para toda eternidade. Que no Brasil Colônia não existe pecado.
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Dilma empresta um bilhão para Eike Batista

Ou melhor contado o dinheiro: R$ 935 milhões. Isso para não ser aquela história da venda de produtos por R$ 99 reais. Ou R$ 999 reais.

Eis a história de Eike Batista de como ele pegou esta dinheirama do povo brasileiro: A MMX, empresa de mineração do Grupo EBX, concluiu junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a última etapa do processo de contratação da suplementação do financiamento de longo prazo para o Superporto Sudeste. O valor total da suplementação é de R$ 935 milhões aproximadamente com prazo final de 10 anos, a contar de janeiro de 2013 e já considerados os 12 meses de carência para pagamento de juros e principal.

Após carência, os pagamentos de juros e amortização de principal se darão mensalmente. A MMX estima [É MUITA ESTIMA] sacar a primeira parcela ao longo do segundo trimestre de 2013, depois de encerradas todas as etapas para formalização e constituição das garantias. Este desembolso permitirá à MMX o alongamento de parcela significativa de seu endividamento de curto prazo.

A contratação representa uma importante etapa do projeto do Superporto Sudeste, cujo início das operações está previsto para dezembro de 2013. A entrada em operação do Superporto Sudeste é foco prioritário da diretoria da MMX. O acesso de longo prazo a uma infraestrutura adequada para exportação permitirá à MMX participar do mercado transoceânico de minério de ferro, obtendo melhores margens e trazendo mais robustez para sua estrutura de capital.

MMX

A companhia de minério de ferro do grupo EBX, do empresário Eike Batista, foi criada em 2005. Com dois sistemas em operação – Sistema Sudeste, em Minas Gerais, e Sistema Corumbá, no Mato Grosso do Sul – a MMX tem capacidade instalada para produzir 10,8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A MMX também está presente no Rio de Janeiro, com o Superporto Sudeste, que está sendo construído na Baia de Sepetiba. A companhia possui também direitos de extração de minério de ferro em Bom Sucesso (MG). A meta da companhia é ampliar a capacidade instalada da Unidade Serra Azul (MG) para 29 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

TEM DINHEIRO PARA A CASA PRÓPRIA
NAS MESMAS CONDIÇÕES EIKEANAS?
Sem teto
Sem teto
Quem paga aluguel de moradia é sem teto. Que prazo oferece o governo de Dilma (vem para Caixa você também) para um velho (quem tem 60 anos), um idoso (quem tem 65 anos), um ancião (quem tem mais de 70 anos)?
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Ter o pé no Maracanã não é a mesma coisa que ter o pé na cova. O prazo de pagamento de um empréstimo nunca será de dez anos. Se fôr, o seguro fica lá em cima. Lá nas alturas. No céu, para onde vão os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que tem fome e sede de Justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da Justiça.
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Os juros nunca serão os juros pagos por Eike Batista. Os juros para Eike são bem-aventuranças, ou bens aventurados.
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CONCORRÊNCIA DE CARTA MARCADA: EIKE
COMPRA O MARACANÃ PARA O CACHORRO
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Eike Batista já revelou os planos que tem para o Maracanã. Após liderar o consórcio (com sócios ocultos) que arrendou o complexo esportivo por 35 anos, o empresário pretende transformá-lo em uma extensão de seu quintal. O motivo? Trazer mais conforto a seu cão, o pastor alemão Eric.

“Ele (o cachorro) estava enjoado de se exercitar na nossa mansão. Também não gostava de andar no calçadão, pois o sol pega forte para um autêntico alemão; ele tem passaporte e tudo. No Maraca, tem um bom espaço para se exercitar. Aí, quando precisar dele em alguma reunião, mando um helicóptero pousar direto lá, não tem erro”, comentou o bilionário. Confira

 

 

Tem local ideal para construir porto

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Na Europa existe uma política de desativar portos construídos em locais de reconhecida beleza natural ou que destruam o meio ambiente. O Brasil qualquer lugar está bom. Nos antigamente, quando não existiam essas besteiras, toda capital tinha que ter um porto. Alias, portos, currais, igrejas e postos de gasolina marcaram a origem de muitas cidades no Brasil Colônia de Portugal e no Brasil Colônia Internacional.

Porto de Açu

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O Porto de Açu, da futura Eikelândia, está destruindo praias do Espírito Santo e Rio de Janeiro. O de Suape, praias de Pernambuco. São dois portos em mar raso.

Os portos no Brasil hoje são construídos para o embarque das riquezas naturais. Você pega o mapa e risca uma linha horizontal da mineradora ao mar. A linha é o traçado de uma ferrovia. Que o País não tem mais trem de passageiros. Numa ponta fica a mineradora; na outra, o porto de cargas, que o País não tem mais transporte marítimo de passageiros.

Porto de Açu, abrangência
Porto de Açu, abrangência

Rio de Janeiro: “Llegan y marcan las casas como hacían los nazis. Marcan tres letras, SMH y un número, y ya se sabe que las van a derribar”

por Raúl Zibechi

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A simple vista, una de cada tres o cuatro casas de Vila Autódromo están marcadas.

Inalva Britos es profesora jubilada de 66 años. Hija de emigrantes nordestinos, tres décadas atrás llegó a la villa que era un refugio, una isla de libertad bajo la dictadura militar. “El barrio se pobló con militares expulsados del ejército, profesores y pescadores”. Ahora integra el Comité Popular de la Copa y Olimpíadas ya que los megaeventos amenazan desalojar a quienes llevan treinta años viviendo junto al autódromo.

La Ciudad Maravillosa se ha convertido en “el lugar de mayor concentración de inversiones públicas y privadas del mundo”, gracias a los grandes eventos de esta década: la conferencia Rio+20 celebrada en 2012, el Mundial de 2014 y los Juegos Olímpicos de 2016, a lo que deben sumarse los Juegos Mundiales Militares de 2011 y la Copa Confederaciones de 2013. Se calcula que hasta 2020 la ciudad recibirá mil millones de dólares para obras de infraestructura, servicios e industria.

Los megaeventos van de la mano de megaemprendimientos, que están radicados en tres lugares y tienen como trasfondo el petróleo de la capa pre-sal, puertos, siderurgia y mineral de hierro: el Complejo de Açu en el norte de la ciudad, para la exportación y procesamiento de mineral de hierro que proviene de Minas Gerais; el Puerto Maravilla, que supone la remodelación del centro para convertirlo en espacio turístico; y la Bahía de Sepetiba, al oeste, donde se trasladará la operativa del puerto de Rio.

Estas gigantescas inversiones tienen su cara oculta:

el desalojo de miles de familias y la consolidación de un modelo de seguridad que militariza la pobreza,

como asegura el último informe de la Comisión de Derechos Humanos del parlamento del estado de Rio. En 2011 fueron desaparecidas 5.488 personas, hubo 4.280 homicidios y 524 ejecuciones sumarias bajo la modalidad de “autos de resistencia”, figura legal nacida en al dictadura.

“La policía de Rio tiene el récord mundial de muertos en enfrentamientos armados”,

asegura el informe de la Comisión. En São Paulo la policía provoca 0,97 muertos cada 100 mil habitantes, en África del Sur 0,96 muertos y en Rio 6,86 muertos cada 100 mil habitantes. En São Paulo la policía detiene a 348 personas por cada muerto que provoca, mientras en Rio son apenas 23 detenidos por muerto.

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Polvo de plata

Marta se arrellana sobre el sillón, alisa el pañuelo que le cubre el pelo, tan oscuro como su piel y saca unos frascos pequeños de su bolso. Cada frasco está prolijamente tapado con un corcho y sobre sus laterales aparecen dos símbolos: una calavera negra y una mano con las letras TKCSA. Dentro un polvo gris brillante que recoge cuando barre el patio de su casa, a 500 metros de la chimenea de la enorme siderúrgica.

Estamos en la casa de Telma, en la periferia de Santa Cruz a poca distancia de la mayor siderúrgica de América Latina, la Compañía Siderúrgica del Atlántico de la alemana Thyssen Krupp (TKCSA). La ciudad de más de 200 mil habitantes está a una hora de Rio junto a la bahía de Sepetiba, refugio de aves endémicas y migratorias por sus bosques y manglares. Por ser un ambiente marino de transición, estuarios donde convergen aguas marinas y dulces de los ríos, es un lugar privilegiado para la pesca.

Santa Cruz forma parte de la periferia Oeste de Rio, la más pobre y la que más creció en las últimas décadas. Llegamos luego de atravesar Barra de Tijuca, la zona residencial de las clases medias altas, en la misma franja costera de las célebres Copacabana, Ipanema y Leblon. La región Sur de la ciudad, la que concentra los mejores servicios y la edificación lujosa, parece apenas un paréntesis entre las favelas del centro de Rio y esta región Oeste dormitorio de trabajadores y subocupados.

En los planes gubernamentales figura convertir la bahía de Sepetiba en un gran polo siderúrgico y portuario, junto al vecino puerto de Itaguaí donde la marina desarrolla su programa de submarinos nucleares. En la década de 1980 se desarrollaron dos polos industriales en Santa Cruz cuyos efluentes dañaron manglares y pesca. En 1986 la región litoral de la bahía fue declarada Área de Protección Ambiental[7].

El nuevo ciclo de desarrollo de Brasil llevó a la bahía a la petrolera Petrobras, a las siderúrgicas Gerdau y TKCSA y varias empresas de menor tamaño. Entre ellas promueven la construcción de un enorme puerto, que se suma al puerto y astillero de la Marina en Itaguaí, con capacidad para drenar 50 millones de toneladas de mineral de hierro[8]. Sepetiba se convierte en el puerto alternativo al de Rio de Janeiro.

Las grandes obras tienen impactos poderosos. Para tener una idea del tamaño del proyecto, los miembros del Instituto de Políticas Alternativas para el Cono Sur (PACS) aseguran que la obra para construir la siderúrgica TKCSA (que produce 10 millones de toneladas anuales de acero) ocupaba un espacio similar a la suma de los barrios cariocas de Leblon e Ipanema.

Hasta la llegada de la industria la población vivía de la pesca y la artesanía, estaba integrada por quilombolas, indios, pescadores artesanales y pobladores del litoral marítimo. La primera agresión que sufrieron fue el desalojo de 75 familias del MST que estaban acampadas en el predio que ocupa TKCSA, donde acampaban desde hacía cinco años viviendo de la agricultura.

La segunda agresión afecta a los pescadores. La TKCSA no pudo instalarse en el estado de Maranhão, en el Nordeste, por la potente movilización de pescadores, ambientalistas, sindicatos, iglesias y autoridades. Ahora las aguas de la bahía están contaminadas con cadmio, plomo y zinc. Como consecuencia de la instalación de equipamientos y de la masiva circulación de barcos de gran calado amplias zonas de la bahía están excluidas para la pesca. Más de 8.000 pescadores se quedaron sin su fuente de vida.

El tercer impacto es sobre la población en su conjunto. La Secretaría de Medio Ambiente del estado calculó la TKCSA eleva un 76% las emisiones de CO2 en Rio de Janeiro y emitirá 12 veces más gas contaminante que toda la industria del estado. El hierro en el aire aumentó un 1.000% según estudios oficiales.

Los resultados son evidentes. Miguel, pescador desde hace cuatro décadas, asegura que sacaba hasta 80 kilos de corvina y parati y que ahora apenas recoge tres kilos cuando sale con su barca. “Los ocho mil pescadores estamos desempleados y en trabajos informales”, se queja con rabia e impotencia. Nueve asociaciones de pescadores artesanales están denunciando la contaminación y resistiendo la siderúrgica.

La lluvia de plata que recoge doña Marta en sus frascos es consecuencia de que la empresa almacena arrabio en pozos al aire libre que termina siendo arrastrado por el viento. Las autoridades ambientales desconocían la existencia de esos pozos y la TKCSA aún no tiene autorización legal para operar.

Como sucede en todos los casos de agresión ambiental y social por las grandes empresas, la población está dividida. Los pobladores organizados son apenas un puñado, aunque las organizaciones de pescadores y profesores rechazan la siderurgia. “Hay miedo”, dice Marta. “Ellos son poderosos y fuertes y los vecinos se sienten pequeños, aunque todos saben que algo malo está pasando con su salud”. Alude a la multiplicación de afecciones respiratorias, de la vista y la piel.

Agrega que como las empresas modificaron el curso del río, los barrios más pobres se inundan cada vez que llueve.

 

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La palabra “milicias” se pronuncia en voz baja.

Nadie se atreve a preguntar y los pobladores nunca hablan del tema ante desconocidos. Estas bandas armadas ilegales de policías, bomberos y militares, controlan, en todos los barrios pobres y en las favelas, el transporte, la distribución del gas y la seguridad del pequeño comercio.

Las milicias trabajan junto al poder político local y del estado de Rio de Janeiro, y son apoyadas por algunos partidos porque las consideran un “mal menor” frente al narcotráfico. En Santa Cruz apoyan a las multinacionales controlando a la población que protesta y resiste.

El cielo y el infierno se tocan

Cada escalón es una exhalación dolorosa y una gota de sudor. El termómetro marca 36 grados a la sombra mientras Carlos Walter (quien nos conduce durante todo el recorrido) asegura que la sensación térmica es de 45 grados celsius. La subida parece interminable. El Morro de Providencia es tan empinado que los coches deben quedar a mitad de camino. Nos acompaña Marcia, una mujer tan alta como elegante que porta su pobreza con orgullo. Integra la Comisión de Vecinos por Derecho a la Vivienda.

Nos conduce cuesta arriba por escaleras y callejuelas laberínticas, entre gruesos caños de agua en los que se incrustan pequeños caños blancos que abastecen a los domicilios. Cada pocos metros tiene la gentileza de parar para mostrarnos los huecos dejados en la favela por las topadoras que aquí y allá derribaron viviendas por razones “de seguridad” para las familias. La elección se antoja caprichosa.

“Ésta”, señala un enorme pozo repleto de escombros, trozos de chapas, maderas y restos de ropa, “fue derribada con la familia adentro”. Parece un mal chiste en un día de calor insoportable, pero el estupor que causó el relato permitió un descanso más largo que en las otras paradas. Seguimos cuesta arriba, hasta que llegamos a un punto donde la vista de la ciudad es, aunque suene vulgar, maravillosa.

Agua fría embotellada, sillas de plástico y un balcón enorme volcado hacia el puerto y la bahía de Guanabara. Debajo nuestro el puente a Niteroi de 13 kilómetros, las islas y las autopistas, y la Cidade da Samba. Girando la cabeza se divisan el Pan de Azúcar, el Cristo del Corcovado, verdes y recortadas montañas a lo lejos y el Sambódromo bien cerca. Estamos bien arriba del Morro da Providencia en un bar familiar.

La arquitecta Denise Penna Firme, rubia, delgada, precisa, saca sus planos y hace lo posible por explicarnos de qué se trata esa gigantesca obra que atraviesa el morro. “El teleférico comienza en la estación de autobuses, cerca del Sambódromo, tiene una parada en la favela, en la que fue la plaza más popular, y termina allá, en la Cidade da Samba. Es para los turistas, porque los favelados no lo pueden pagar”. Con los dedos va marcando el recorrido lineal sobre el laberinto de la favela.

Marcia toma la palabra. “Providencia fue la primera favela de Rio, tiene 110 años y fue formada por combatientes de la Guerra de Canudos”. Con esa sola frase nos dice muchas cosas: que es un espacio consolidado, con buena infraestructura, céntrico, a dos pasos del puerto. En suma, un lugar especial. Por lo tanto, codiciado por la especulación inmobiliaria y el negocio del turismo.

“Es uno de los morros más atractivos y bonitos de Rio”, agrega Denise. Toda la zona será reconvertida en lo que se ha llamado Puerto Maravilla, que incluye los barrios de Gamboa, Santo Cristo, Saúde y Caja, donde viven 40 mil personas en favelas, galpones abandonados y casonas ocupadas, casi todos predios públicos en una de las porciones más degradadas de la ciudad.

Esa zona fue entregada a un consorcio de tres constructoras (Odebrecht, OAS y Carioca) durante 15 años para ejecutar obras de infraestructura para levantar torres para oficinas, condominios para clases medias altas y emprendimientos turísticos. Puerto Maravilla acoge transatlánticos donde antes era el puerto de cargas generales que se almacenaban en galpones. Los turistas desembarcan, se alojan en esa área y allí mismo acceden a un circuito que incluye visita de favelas y escolas do samba.

La llamada “revitalización” del viejo casco urbano supone la expulsión de 835 familias sólo en el morro de Providencia y una cantidad aún no revelada de vecinos de las zonas linderas. La remodelación portuaria supone la privatización de un área estratégica que se hace con financiación de la estatal Caja Económica Federal.

Casi saliendo de Morro da Providencia, en la parte más baja de la favela, está el edificio de la UPP (Unidad de Policía Pacificadora) que comenzaron a instalarse en noviembre de 2008. Ya son 28 y aunque se crearon para combatir el narcotráfico, la geografía de las UPP revela cuáles son los intereses que defiende, según la Comisión de Derechos Humanos.

“Privilegian el corredor hotelero de la Zona Sur; la zona portuaria para el proyecto Puerto Maravilla; el entorno residencial de Maracaná y Tijuca, el entorno del Sambódromo; los complejos Alemão y Penha, pasaje de entrada y salida para el aeropuerto internacional, que son las áreas de mayor interés de los sectores económicos”.

Por eso la Comisión estima que las UPPs no representan un modelo alternativo de seguridad pública sino “una nueva práctica policial que se articula con el viejo modelo de gestión militar de la pobreza urbana”[16]. En paralelo, Humans Rights Watch advierte que en las cinco áreas donde hay más casos de autos de resistencia y de homicidios no fueron implantadas UPPs ni se advierten planes para instalarlas.
La Comisión asegura que recibe denuncias de violaciones en las comunidades ocupadas por las UPPs, sobre la actuación de los policías como abusos, uso excesivo de la fuerza, prisiones de jóvenes, represión a los informales y dificultar la realización de bailes funk, ritmo nacido en las favelas con influencia de las culturas afro-brasileña, del samba y del nordeste, que es reprimida en Rio.

 

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Especulación, control y marginación

Los planos que se entregan a los turistas y la publicidad de las inmobiliarias tienen algo en común:

las favelas no existen, son borradas de los mapas y sustituidas por espacios verdes.

 

La autopista la favela de la Maré, quizá la más violenta de Rio, está aislada por un muro de plástico que disimula la pobreza. El intento por invisibilizar a los favelados es tan ridículo que provoca tanta risa como indignación.

Rumbo a la Barra da Tijuca transitamos por la Línea Amarilla, una autopista que atraviesa la ciudad. A la izquierda la laguna de Tijuca, a la derecha la de Jacarepaguá. La amplia avenida bordeada de lujosos edificios, shoppings, un gigantesco Parque Acuático y un estadio cerrado, Arena HSBC, donde se realizan conciertos, partidos de basket ball y competencias de gimnasia, que albergó los Juegos Panamericanos de 2007.

Poco más allá, los carteles anuncian el futuro Parque Olímpico y la Villa de los Atletas, justo donde hoy está el Autódromo Nelson Piquet, en vías de ser desmontado. Por un lateral de la autopista llegamos a Vila Autódromo, un barrio popular de unas 450 viviendas comprimidas entre la laguna, el autódromo y la autopista. Sus dos mil pobladores están amenazados de desalojo por “interferir” en los proyectos olímpicos.

El más importante es la autopista Transcarioca que unirá el aeropuerto internacional de Galeão con la Barra de Tijuca, donde se realizarán buena parte de los eventos de las Olimpíadas y se alojarán los deportistas. Para construirla serán demolidas tres mil viviendas entre las que estarían las de Vila Autódromo.

Inalva nos recibe en la Asociación de Vecinos pero nos pide sentarnos a la sombra de los árboles, junto al muro que separa la villa del autódromo, en un pequeño espacio de juegos infantiles construido por la comunidad. De hecho es una de las pocas comunidades donde no han ingresado ni los narcos ni las milicias, pero ese pequeño territorio es codiciado por la especulación inmobiliaria.

Le pedimos que explique cómo ha sido posible que una comunidad tan pequeña resista tres largas décadas. “Porque casi todos somos trabajadores independientes, nos sostenemos con nuestras manos. Cuando llegué estuve un año sin comprar nada en la tienda, porque había pesca, frutales y cultivos que intercambiamos”, es su sencilla respuesta.

Las mujeres cultivan plantas medicinales en sus casas y a Inalva le gusta recordar que su casa se la construyó un pescador solidario. Una pequeña comunidad de perseguidos por el régimen militar consiguió altos niveles de cohesión interna y autonomía material: “Somos libres de pagar alquiler y libres de patrones. Artesanos, albañiles, profesores, pequeños comerciantes”.

Resistieron las topadoras en 1993 cuando el alcalde intentó desalojarlos. Ahora elaboraron un Plan Popular para urbanizar la villa con apoyo de centros de investigaciones de las universidades que son su principal argumento para evitar el desalojo. “Urbanizar la villa supone un gasto de apenas el 35% del costo de la remoción y el traslado a una urbanización”, explica Inalva.

Dos días después, el 10 de diciembre, fue invitada por la Comisión de Derechos Humanos para hablar en el parlamento. Sentada junto a Frei Betto, abogados y diputados explica cómo la especulación inmobiliaria destruye la ciudad y las relaciones humanas empobreciendo la vida. Con la calma de siempre citó a Paulo Freire para denunciar que los especuladores están despertando “la justa ira de los oprimidos”.

Vídeo As Casas Vai Cair no Rio 

 

PF prende prefeita de São João da Barra, feudo de Eike Batista

São João da Barra
São João da Barra

Em São João da Barra, no Rio de Jabeiro, Eike Batista recebeu como doação da prefeita Carla Machado e do governador Sérgio Cabral, terras e mais terras, que vão ser cimentadas, para construir sua Eikelândia.

Em São João da Barra tudo é cinzento. As desapropriações de fazendas, a destruição do verde que resta da Mata Atlântica, e do azul de rios, lagos e praias e, futuramente, o ar.

Praia de Atafona
Praia de Atafona
Praia de Grussaí
Praia de Grussaí

Publica o Estadão:

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (3) a prefeita de São João da Barra, e o vereador do município Alexandre Rosa. Segundo a Polícia Federal, os dois foram presos por suspeita de compra de votos para a eleição municipal deste ano, no próximo domingo.

Carla Machado não concorre à reeleição, mas apoia o vereador Alexandre Rosa, que é candidato a vice-prefeito pelo PMDB. Segundo a advogada dele, Pryscila Marins, os dois já pagaram fiança e estão soltos.

Praia do Açu antes da Eikelândia
Praia do Açu antes da Eikelândia
Barra do Açu, antes do porto da Eikelândia
Barra do Açu, antes do porto da Eikelândia
Praia do Açu, quando o mar era do povo
Praia do Açu, quando o mar era do povo
Porto de Açu
Porto de Açu
Porto de Açu destrói o verde e o azul
Porto de Açu destrói o verde e o azul
Eikelândia
Eikelândia