Mais de 4 milhões de habitantes na Região Metropolitana de Porto Alegre. Apenas 30 mil desejam o retorno da ditadura

A imprensa golpista sempre aumenta, amplia, avulta os números dos manifestantes que pedem o golpe, o retorno da ditadura, o fim da democracia.

Veja a orquestração da propaganda gaúcha:

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Um psicopata solto em Estância Velha Rio Grande do Sul

O município de Estância Velha fica na região metropolitana de Porto Alegre, e tem apenas 42 mil e 589 habitantes, e um deles um perigoso psicopata, assediador de estudantes, que estes casos sempre são mantidos em segredo pelas vítimas. Principalmente em cidades pequenas, quando todo mundo se conhece.

Em uma cidade pequena, a polícia sabe quem é. Não faz nada porque o criminoso pode ser um policial, ou alma sebosa de importante família com poder de mando na localidade.

A universitária Mariana Weber – como muita coragem e quebrando tabus da tradicional família gaúcha – escreveu o seguinte testemunhal na sua página no Facebook:

Amigos e conhecidos, não estou publicando esse texto para que sintam pena de mim ou algo do tipo, não é essa a idéia. Quero apenas alertar todas as mulheres/meninas, da tamanha covardia, abuso e brutalidade que tem a nossa volta, e que a punição para atos assim, infelizmente, está cada vez menor.

Ontem segunda-feira a noite, por volta das 20h20m, estava subindo, sozinha, uma rua que leva para o loteamento Veneza, em direção a casa do meu namorado em Estância Velha. Passou uma moto por mim, e parou a uns 5 metros de onde eu estava. O cara que pilotava a moto desceu da mesma, e começou a caminhar na minha direção, logo achei que fosse um amigo que se parecia bastante com ele, mas estava escuro e eu estava errada. Quando o desgraçado chegou perto de mim, tentou me beijar e me agarrar a força, eu obviamente não deixei e tentei sair correndo, fui puxada pelos cabelos e jogada no chão para ser assediada, mas comecei a gritar muito alto e espernear. O cara, na tentativa de me calar, subiu em cima de mim e começou a me dar socos no rosto e na cabeça para me “apagar”. Quando ele notou que não estava adiantando, levou meu celular e foi embora.

Gente, fiquei me perguntando: como um ser humano é capaz de tamanha violência, abuso e maldade contra a sua própria espécie? Contra alguém que não fez nada para merecer isso. Não chamo esse “homem” nem de animal, porque seria uma ofensa para a espécie. “Pessoas” assim não merecem nem viver.

Sinceramente, sinto pena desse “BAITA HOMEM”.

Por favor, mulheres e meninas, não cometam o mesmo erro que eu, não seja um alvo fácil, na nossa pequena cidade, também, há estupradores e assassinos. E isso não tem nada a ver com a roupa que se veste ou o jeito que se anda. Isso não justifica nenhum ato de abuso contra a mulher (até porque se fosse por isso, antigamente não haveria estupros), mas sim pelo fato de andar sozinha em ruas pouco movimentadas e com pouca iluminação.

Eu tive uma certa parcela de sorte… NÃO VAMOS NOS ENTREGAR PROS “HOMENS”

Mariana Weber, ontem às 11 horas
Mariana Weber, ontem às 11 horas

 

 

Nota do redator do blogue: O psicopata levou o celular para a vítima não solicitar imediato socorro. Ou avisar à polícia e familiares.

As cidades brasileiras estão cada vez mais escuras. Descaso dos prefeitos. Essa escuridão começou a existir depois das privatizações do sistema energético.

O brasileiro paga o imposto municipal de iluminação. Esta cobrança vem embutida na conta de luz de cada moradia.

Este imposto é mais um roubo.

100 poetas contemporâneos

A Exposição Código Coletivo – Cem Poetas Contemporâneos, da Curadoria de Sandra Santos, ocupou duas salas de vídeo do Memorial do Rio Grande do Sul, durante a 57 Feira do Livro de Porto Alegre.

Uma experiência poética em QR CODE, tipo de matrix barcode ou codigo bidimensional (use o leitor de QR CODE para visualisar os poemas no seu celular)

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100 poetas contemporâneos

Ademir Antonio Bacca – Ademir Assunção – Ademir Demarchi – Alberto Al-Chaer Alexandre Brito – Allan Vidigal – Alma Welt – Alvaro Posselt – Ana Melo – Andrea del Fuego -Andreia Laimer – Antonio Carlos Secchin – Armindo Trevisan – Astier Basilio – Augusto Bier – Barbara Lia – Barreto Poeta – Carlos Seabra – Celso Santana – Claudio Daniel – Cristina Desouza – Cristina Macedo – Diego Grando – Diego Petrarca – Dilan Camargo – E. M. De Melo e Castro – Edson Cruz – Eduardo Tornaghi – Elson Fróes – Estrela Ruiz Leminski – Fabio Bruggmann – Fabio Godoh – Fabricio Carpinejar –Floriano Martins – Frank Jorge – Frederico Barbosa – Gilberto Wallace Battilana – Glauco Mattoso – Gustavo Dourado – Hugo Pontes – Igor Fagundes – Isabel Alamar – Jacqeline Aisenman – Jiddu Saldanha – José Aloise Bahia – José Antônio Silva – José Inácio Vieira de Melo – Neres José Geraldo – Juliana Meira – Jurema Barreto de Sousa – Laís Chaffe – Lau Siqueira – Leo Lobos – Leonardo Brasiliense – Liana Timm – Lucia Santos – Luis Luís Serguilha – Luis Turiba – Luiz de Miranda – Mano Melo – Marcelo Ariel – Marcelo Moraes Caetano – Marcelo Soriano – Marcelo Spalding –Marcilio Medeirosi – Marco Celso Ruffel Viola – Mario Pirata – Marko Andrade – Muryel de Zoppa – Nei Duclós – Nicolas Behr – Nydia Bonetti -Orlando Bona Fº – Paco Cac – Paula Taitelbaum – Paulo de Toledo – Paulo Henrique Frias – Paulo Prates Jr – Pedro Stiehl – Regina Mello – Renato de Mattos Motta – Ricardo Mainieri – Ricardo Portugal – Ricardo Pozzo –Ricardo Silvestrin – Rodrigo Garcia Lopes – Rogerio Santos – Romério Rômulo Campos Valadares -Ronaldo Werneck – Sandra Santos – Sidnei Schneider – Silas Correa Leite – Susanna Busato – Talis Andrade – Tchello de Barros -Telma Scherer – Túlio Henrique Pereira Valéria Tarelho – Wasil Sacharuk Wender Montenegro – Wilmar Silva — em Memorial do Rio Grande do Sul

A versão de 2011:

Autoridades prometem diminuir escondidas mortes de suicidas em Porto Alegre

UMA CIDADE DE ALEGRE NOME NÃO PODE TER NOTÍCIAS TRISTES. ASSIM A IMPRENSA ESCONDE A VIDA NAS FAVELAS. OS DESPEJOS JUDICIAIS. O DIA A DIA DE UM DESEMPREGADO. A VIDA FÁCIL DAS PROSTITUTAS INFANTIS. O LUXO E A LUXÚRIA DE QUEM RECEBE O BOLSA FAMÍLIA

BRA_DG um ano de fila

Esqueceram os empresários estrangeiros, os famosos “investidores”

BRA_JVS falta os empresários estrangeiros, os famosos investidores

 

Escreve Carlos Niedersberg no Sul 21:

Uma (bem-vinda) bomba sacode a área ambiental

Ambientalistas não cansaram de denunciar nos últimos anos atropelos à legislação para acelerar a aprovação de obras e empreendimentos das mais variadas naturezas. Imaginava-se que a situação na gestão ambiental de Porto Alegre e do Estado estava cheia de problemas. Mas, se alguém dissesse que, numa determinada manha de segunda-feira, os secretários do Meio Ambiente da capital e do Estado seriam presos acusados de fraudar licenciamentos ambientais, provavelmente seria chamado de louco. Pois aconteceu. A notícia caiu como uma bomba na manhã desta segunda-feira chuvosa e cinzenta. Em uma ação conjunta com o Ministério Público Estadual, a Polícia Federal prendeu, na madrugada desta segunda (29), o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Niedersberg, o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, e o ex-secretário do Meio Ambiente, Berfran Rosado, entre outras pessoas (os nomes foram divulgados, inicialmente, pelo jornal Zero Hora, em sua edição on-line).

Em nota oficial, a Polícia Federal anunciou que deflagrou a Operação Concutare com o objetivo de reprimir crimes ambientais, crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro. A operação, diz ainda a PF, iniciou em junho de 2012 e identificou um “grupo criminoso formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários”. Os investigados atuariam na “obtenção e na expedição de concessões ilegais de licenças ambientais e autorizações minerais junto aos órgãos de controle ambiental”.

Ainda segundo a mesma nota, cerca de 150 policiais federais participam da operação para executar 29 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. As ordens judiciais estão sendo cumpridas nos municípios de Porto Alegre, Taquara, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga e também em Florianópolis. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e ao Patrimônio Histórico e pela Unidade de Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal no Rio Grande do Sul.
A operação foi batizada de Concutare, numa referência ao termo latino que significa concussão (segundo o Código Penal brasileiro: ato de exigir para si ou para outrem dinheiro ou vantagem em razão da função, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida. Os investigados, anunciou ainda a Polícia Federal, serão indiciados por “corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro, conforme a participação individual.”

As consequências políticas da Operação Concutare foram imediatas. De Tel Aviv, onde cumpre missão oficial, o governador do Estado, Tarso Genro, anunciou o afastamento de Carlos Niedersberg. O mesmo fez o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati.

Operação Moeda Verde

A Operação Concutare lembra outra operação desencadeada pela Polícia Federal também na área ambiental. Em maio de 2007, a PF desencadeou em Florianópolis a Operação Moeda Verde, que teve como alvo um esquema de venda de leis e atos administrativos de conteúdo ambiental e urbanístico em favor da construção de grandes empreendimentos imobiliários na ilha de Santa Catarina. Naquela época, a Justiça Federal expediu 22 mandados de prisão temporária contra políticos, empresários e funcionários públicos de Florianópolis acusados de negociar licenças ambientais. A Operação Moeda Verde investigou a ocorrência de crimes contra a ordem tributária, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, formação de quadrilha, corrupção e tráfico de influência.

O alvo inicial da Polícia Federal era um empreendimento em Jurerê Internacional, localizado no norte da ilha. A partir daí, as investigações conduziram os policiais para pelo menos outros três empreendimentos de grande porte construídos em áreas de marinha, mangues e restingas, o que é proibido pela legislação. Segundo a PF, todos tinham sido licenciados de forma irregular através de “vantagens devidas”, que incluíam o pagamento de valores em espécie, troca de favores entre órgãos públicos e uso de carros.

Seis anos depois, uma operação similar sacode agora a área ambiental no Rio Grande do Sul. Será uma ótima oportunidade não só de averiguar como anda a administração pública nesta área, mas também de conhecer quem são as empresas dispostas a corromper funcionários públicos para “agilizar” a concessão de licenciamentos ambientais. A explosão imobiliária nas grandes cidades brasileiras costuma ser marcada por uma falta de transparência quanto aos processos de licenciamento ambiental necessários para a autorização de obras. Em Porto Alegre, por exemplo, o aumento do número de condomínios de luxo na zona sul, em áreas próximas de morros (ou mesmo invadindo morros) e do Guaíba envolve a aprovação de muitas licenças ambientais. O mesmo se aplica à gestão ambiental nas áreas estadual e federal.

O que significa flexibilizar a legislação ambiental?

Será uma boa oportunidade também para testar os argumentos dos defensores da necessidade de flexibilizar a legislação ambiental e agilizar os processos de licenciamento. Debates recentes envolvendo mudanças no Código Florestal, liberação de transgênicos, de agrotóxicos e de grandes obras são marcados por uma lógica argumentativa que, espremida, revela-se impregnada de irracionalidade. Uma impregnação que se espraia por boa parte do espectro político, reunindo direita e esquerda em torno de muitas posições.

A argumentação utilizada por esses setores começa sempre afirmando, é claro, a importância de proteger o meio ambiente para, logo em seguida colocar um senão: não podemos ser radicais nesta questão, precisamos gerar renda e emprego, desenvolver o país, etc. e tal. É curioso e mesmo paradoxal que essa argumentação apele para um bom senso mítico que seria sempre o resultado de uma média matemática entre dois extremos. Você quer 2, ele quer 10, logo o bom senso nos diz para dar 6. Esse cálculo infantil pode funcionar para muitas coisas, mas certamente não serve para buscar respostas à destruição ambiental do planeta, que não cessa de aumentar.

É curioso também, mas não paradoxal neste caso, que a argumentação utilizada pelos defensores do “desenvolvimento” seja sempre a mesma, com algumas variações. Supostamente recoberta por um bom senso capaz de conciliar desenvolvimento com proteção do meio ambiente (combinação que até hoje tem sido usada para justificar toda sorte de crimes ambientais), essa argumentação, na verdade, é atravessada por falácias e por uma irracionalidade profunda, na medida em que, em última instância, volta-se contra o futuro da própria espécie humana.

Um meio de ganhar dinheiro fácil em um ambiente corrupto: As famosas licenças para roubar

BRA_DG um meio de ganhar dinheiro fácil em um ambiente corrupto. As famosas licenças para roubar

LISTA DO PRESOS

— Luiz Fernando Záchia, secretário municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre

— Berfran Rosado, consultor ambiental e ex-secretário estadual do Meio Ambiente 

— Giancarlo Tusi Pinto, trabalha no Instituto Biosenso de Sustentabilidade Ambiental, que tem como sócio Berfran Rosado

— Alberto Antônio Muller, servidor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM)

— Ricardo Sarres Pessoa, servidor da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam)

— Lúcio Gonçalves da Silva Junior, consultor ambiental

— Carlos Fernando Niedersberg, secretário estadual do Meio Ambiente

— Élvio Alberto dos Santos, assessor na Câmara de Porto Alegre

— Mattos’Alem Roxo, servidor da Fepam

Empresários

— Vanderlei Antônio Padova, dono da Padova e Chedid Ltda, especializada em consultoria na área de geologia

— Bruno José Muller, engenheiro de minas e irmão de Alberto Antônio Muller, sócio das empresas Erthal e Muller Consultoria Ambiental e Mineral Ltda e da Geodinâmica, Engenharia, Geologia e Meio Ambiente Ltda

— Marcos Aurélio Chedid, sócio de Vanderlei Antônio Padova na Padova & Chedid Ltda, especializada em consultoria na área de geologia

— Gilberto Pollnow, proprietário da empresa Pollnow & Cia Ltda

— Disraeli Donato Costa Beber, empresário 

— Paulo Régis Mônego, sócio da Mineração Mônego Ltda

— Nei Renato Isoppo, empresário

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