Volkswagen: batota atinge 94 mil carros em Portugal. E no Brasil? E no Bra$il? E no Brazil?

Manipulação de emissões poluentes também na Audi e Skoda

VG

por M.A.G./ Correio da Manhã

O distribuidor para Portugal das marcas do Grupo Volkswagen, a SIVA, revelou esta terça-feira que existem 94 400 veículos equipados com motores Euro 5 no nosso País envolvidos no escândalo relacionado com a manipulação das emissões de gases poluentes.

“Estão abrangidos 94 400 veículos das marcas representadas pela SIVA em Portugal, equipados com motores Euro 5”, anunciou em comunicado o distribuidor.

Do total, 53 761 são veículos da marca Volkswagen e Volkswagen Veículos Comerciais, 31 839 veículos da marca Audi e 8800 veículos da marca Skoda.

A SIVA diz que em breve entrará em contacto com os proprietários.

Saiba como a Volkswagen enganava os testes de emissão de gases

Ibama promete investigar a Volkswagen

Alemanha
ALEMANHA

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou investigação para verificar se a fraude cometida pela Volkswagen no sistema de controle de poluentes em carros americanos também se aplica aos modelos fabricados no Brasil. A Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, acusou a montadora alemã de falsificar o desempenho dos motores em termos de emissões de gases poluentes por meio de um software incorporado no veículo.

A Volkswagen anunciou, na terça-feira (22), que mais de 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo foram equipados com o tipo de motor que poderia distorcer os dados de emissões. A fraude foi verificada nos veículos movidos a diesel de quatro cilindros, vendidos no período de 2009 a 2015.

“Trata-se de um caso gravíssimo”, diz o Ibama, em nota, informando que a Volkswagen deve ser notificada ainda hoje (25). Além da multa, a empresa, caso a fraude seja confirmada, será obrigada a corrigir o problema em todos os veículos que tenham sido submetidos à alteração no software.

A nota do Ibama diz, a partir de dados da EPA, que os testes identificaram que os carros, em uso normal, emitem 40 vezes mais poluição do que o máximo permitido pela norma americana. Se a violação no Brasil for confirmada, a montadora poderá ser multada em até R$ 50 milhões.

As investigações da EPA levaram o presidente executivo do grupo, Martin Winterkorn, a pedir demissão no dia 23. “Estou chocado com os acontecimentos dos últimos dias. Acima de tudo, estou chocado que a má conduta em tal escala tenha sido possível no grupo Volkswagen”, afirmou, em comunicado.

Procurada pela reportagem, a montadora disse que ainda não foi notificada da decisão do Ibama e que, por enquanto, não irá se pronunciar.

Piada do Ibama. Volkswagen já confessou o crime: Em comunicado, a empresa admitiu que “os veículos com motores tipo EA 189, cerca de 11 milhões em todo o mundo, poderão ter discrepâncias nos dados das emissões”. Na sexta-feira (18), a Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA) dos Estados Unidos acusou a empresa alemã de adulterar o desempenho dos motores em termos de emissões de gases poluentes por meio de um software incorporado no veículo.

O presidente do grupo Volkswagen, Martin Winterkorn, reconheceu hoje que a empresa adulterou os dados e lamentou ter “quebrado a confiança” dos clientes e do público em geral, depois das acusações.

Os Estados Unidos podem multar a empresa alemã em US$ 18 bilhões (cerca de € 15,9 bilhões ao câmbio de hoje) pela manobra.

Poluição mata mais do que acidente de trânsito em São Paulo

17,4 mil pessoas morrem por ano no Estado por causa da má qualidade do ar, diz pesquisa

 

cigarro fumaça fábrica poluição

A pesquisa, intitulada “Avaliação do impacto da poluição atmosférica sob a visão da saúde no Estado de São Paulo”, realizada com informações de 2006 a 2011, e divulgada ontem, 23, em São Paulo, utiliza como base a análise do poluente PM 2,5 (material particulado), comparados aos níveis considerados seguros pela OMS, para levantar dados de adoecimento, mortalidade e gastos públicos atribuídos à poluição.

“São números atualizados e de extrema importância para a sociedade”, explica a responsável pelo estudo e presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade Evangelina Vormittag. “No corpo humano, essa partícula tem efeitos causadoras de doenças respiratórias, doenças isquêmicas cardiovasculares e cerebrovasculares e câncer de pulmão”, ressalta Evangelina.

A análise avalia a situação ambiental da poluição no Estado de São Paulo, pela primeira vez a ser mostrada, e seus efeitos sobre a saúde de duas maneiras: mortalidade atribuível e o DALY (DisabilityAdjusted Life Years, que possui dois componentes: o número de anos perdidos por morte precoce e o número de anos de vida vividos com incapacidade), um parâmetro criado pela OMS para indicar a carga de dano de doenças no mundo.

Essa medida não mostra apenas a mortalidade, mas também a perda de qualidade de vida por doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão, atribuíveis à poluição atmosférica – especificamente o poluente material particulado, objeto do estudo.

A pesquisa ainda contempla a valoração do DALY e os gastos públicos em saúde.

O estudo teve apoio dos pesquisadores Prof. Dr. Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP e sua equipe, e da Dra. Cristina Guimarães Rodrigues, pesquisadora da Faculdade de Economia e Administração da USP.

Números

Entre 2006 e 2011 – 99.084 mortes relacionadas à poluição.

A capital concentra o maior número de vítimas fatais: 4,6 mil por ano, o triplo de pessoas mortas em acidentes de trânsito (1.556).

Em 2011, o Estado de São Paulo registrou 68.499 internações atribuíveis à poluição.

Os casos de internações e mortes representam um custo de 246 milhões de reais aos sistemas público e privado de saúde.

90% da poluição do ar no estado paulista é causada por veículos. Quanto mais lento o trânsito, mais emissão de gases poluentes ocorre.

Fonte: Eco Reserva.

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Primeros asesinatos ambientales después de Río+20

Por Fabiana Frayssinet

Entrada a la Bahía de Guanabara, en apariencia deslumbrante, vista desde el puente que une Río de Janeiro con Niterói.  Crédito: Crédito: Mario Osava/IPS Entrada a la Bahía de Guanabara, en apariencia deslumbrante, vista desde el puente que une Río de Janeiro con Niterói. Crédito: Mario Osava/IPS

 

RÍO DE JANEIRO, 6 jul (IPS) – Lejos de los pabellones que albergaron la conferencia ambiental más ambiciosa de las últimas dos décadas, Río+20, una aldea de pescadores de la región metropolitana de Río de Janeiro mostró que el precio de denunciar crímenes ecológicos puede ser una ejecución extrajudicial.

La aldea ubicada en la playa de Mauá, municipio de Magé, 84 kilómetros al norte de Río, no tuvo tiempo de evaluar los resultados de la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Desarrollo Sostenible celebrada en esta misma ciudad entre el 20 y el 22 de junio.

Precisamente el 22, día en que los jefes de Estado firmaban un documento cuestionado por su indefinición en temas cruciales como la protección de los océanos, dos pescadores y activistas ambientales que luchaban por esa causa, Almir Nogueira y Jõao Luiz Telles, no volvieron a casa.

El cuerpo de Nogueira fue encontrado dos días después, sumergido y amarrado a su barco, frente a una playa cercana. El de Telles apareció el 25 de junio, con manos y pies atados en posición fetal, en la costa de otro municipio próximo.

Ambos tenían señales de haber muerto ahogados.

“Si son hombres de mar, van a morir en el mar. Ese es el recado que nos están dando”, dijo entre sollozos Alexandre Anderson, presidente de la Asociación de Hombres y Mujeres del Mar (Ahomar), en un acto de repudio el viernes 29 para exigir a las autoridades una inmediata investigación.

Las víctimas eran miembros de esa organización de 2.000 pescadores artesanales que luchan contra la contaminación del mar, su hábitat y fuente de sustento de varias generaciones, en la Bahía de Guanabara.

Ahomar denuncia los impactos socioambientales de grandes industrias.

Desde 2007 la asociación protesta contra las obras del Complejo Petroquímico del Estado de Río de Janeiro, una de las mayores inversiones de la empresa estatal petrolera Petrobras y del Programa de Aceleración del Crecimiento del gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) y de su sucesora, Dilma Rousseff.

Ahomar sostiene que las obras ejecutadas por las empresas GDK y Oceȃnica, contratistas de Petrobras, disminuyeron la pesca en 80 por ciento, entre otros daños a la salud humana, la fauna y la flora.

Los pescadores soportan amenazas y asesinatos desde que en 2009 ocuparon con sus barcos las obras de los gasoductos submarinos y terrestres de gas natural licuado y gas licuado de petróleo.

Las amenazas se intensificaron a fines de 2011, cuando volvieron a movilizarse contra la decisión del Instituto Estatal de Medio Ambiente de retomar una propuesta, descartada durante el proceso de licencia ambiental, de transformar uno de los afluentes de la bahía, el río Guaxindiba, en una hidrovía para transporte de equipos.

 

El puesto policial cercano a la sede de Ahomar fue desmantelado.

Beneficiado por un programa de protección a los defensores de derechos humanos, Anderson tiene escolta policial permanente, pero aun así ha sufrido amenazas y atentados.

“Queremos preservar ese ambiente porque somos parte de él. Los pescadores somos parte de la Bahía de Guanabara. Pero no queremos morir respirando su agua”, dijo Anderson.

En 2009, el tesorero de Ahomar, Paulo Souza, fue atacado frente a su familia y asesinado con cinco disparos en la cabeza, como denunció entonces un reporte de IPS.

En 2010, otro fundador de Ahomar, Marcio Amaro, fue asesinado en su casa, frente a su madre y su esposa.

 

Ninguno de estos crímenes fue aclarado.

“Es lamentable que consigamos reunir toda esta prensa frente a dos cadáveres más…, que este sea el requisito para llamar la atención sobre un problema que se arrastra hace tanto tiempo”, dijo en el acto de repudio el diputado del Partido Socialismo y Libertad, Marcelo Freixo, presidente de la comisión de derechos humanos de la Asamblea Legislativa de Río de Janeiro.

“Espero que la próxima vez que nos reunamos aquí no sea por la muerte de Alexandre”, advirtió indignado.

Poco después del acto del viernes, Anderson fue nuevamente intimidado frente a su casa. Desde entonces no ha sido posible comunicarse con él por teléfono.

“Ya no estamos hablando de inseguridad, sino de personas que han muerto por su militancia, por su legítima resistencia en defensa de la Bahía de Guanabara”, dijo a IPS la activista Sandra Carvalho, de Justicia Global.

Los denunciantes piden que las muertes, “con claras señales de ejecución”, sean investigadas por la policía y la justicia federal.

“Pido que las autoridades investiguen mucho, porque ya consiguieron lo que querían. Sacaron de su casa a los hombres de mar”, enfatizó Anderson.

Después de las muertes, las embarcaciones no han regresado al agua. Nadie se atreve a aventurarse al mar, que antes era “refugio” de los pescadores cuando “algo malo ocurría en la casa o en la playa”, recordó. “Hoy solo tenemos el camino del cementerio”.

 

Organizaciones de derechos humanos no dudan de que estos son “crímenes políticos”.

Según dijo Freixo a IPS, las compañías contratistas de las obras a veces apelan a empresas de seguridad que se valen de “intimidaciones, amenazas y hasta muertes”.

Pero el diputado y actual candidato a alcaldía de la ciudad de Río de Janeiro, cree que no se trata de “muertes encargadas” por Petrobras.

Sin embargo, subrayó, no por eso la petrolera “puede fingir que no tiene ninguna relación con el caso. La inversión es de Petrobras y la responsabilidad sobre quién contrata es de ellos”, opinó.

 

En Ahomar, todos saben quiénes son los asesinos, dijo Anderson.

“Son personas que ganan mucho dinero con este proceso de industrialización de la Bahía de Guanabara, con trabajos de seguridad, de transporte hidroviario y terrestre. Que están dentro del gobierno provincial y municipal e inclusive en la seguridad pública”, denunció.

En Magé, como en otros municipios de la región metropolitana de Río, actúan grupos de esa naturaleza conocidos como “milicias”, integrados por agentes de seguridad del Estado, activos o jubilados, con apoyo de sectores políticos locales, como demostró una investigación parlamentaria encabezada por Freixo.

Inclusive el diputado tiene escolta policial porque ha recibido amenazas a raíz de sus denuncias contra esas organizaciones mafiosas.

Ante el pedido de IPS de una respuesta, Petrobras envió un comunicado en el que dijo desconocer las muertes y repudiar cualquier amenaza a los pescadores.

La compañía también destacó que el proceso de licencia ambiental en Brasil considera todos los impactos ecológicos y a las comunidades. Además, “un riguroso estudio de impactos antecede la licencia de los emprendimientos y el órgano licenciador establece medidas compensatorias y fiscaliza su realización”, añadió.

Petrobras es una “empresa social y ambientalmente responsable que exige de sus abastecedores la misma postura”, reza el comunicado.

La próxima asamblea de pescadores discutirá si desistir de la lucha o, al contrario, tomar medidas como interceptar el paso de navíos.

La de Ahomar es una batalla de “los pescadores artesanales contra el capital petrolero”, según la presidenta de la comisión de derechos humanos de la Orden de Abogados de Brasil – Río de Janeiro, Margarida Pressburger.

Anderson la definió de otra manera: no es David contra Goliat, sino “contra el mismo diablo”.