O senador Blairo Maggi, um dos homens mais ricos do Brasil, está envolvido num inquérito que corre em sigilo no STF. Essa investigação secreta motivou a Operação Ararath da Polícia Federal no Mato Grosso. O governador Silval Barbosa foi preso e solto

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Mato Grosso 247 – O senador licenciado Blairo Maggi (PR-MT) está no centro de um inquérito sigiloso que tramita no STF e motivou a Operação Ararath, da Polícia Federal. Nesta terça-feira 20, a PF expediu 70 mandados de busca e apreensão nas residências e locais de trabalho de políticos e empresários do Estado. O ex-secretário da Fazenda Eder Moraes foi preso. O governador Silval Barbosa (PMDB) teve seu apartamento vasculhado pela polícia e recebeu ordem de prisão por porte ilegal de arma. Ele pagou fiança e foi solto.

A operação Ararath investiga lavagem de dinheiro e crimes financeiros por meio de empréstimos fraudulentos e empresas de fachada. O motivo pelo qual o senador Blairo Maggi é investigado continua sendo mantido em sigilo pelo STF e pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O inquérito foi aberto no mês passado por decisão do ministro Dias Toffoli, relator do caso.

Na quinta etapa da ação, os agentes federais também prenderam o deputado estadual José Geraldo Riva (PSD) e o ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes. Houve buscas na casa do governador e na Assembleia Legislativa.

No entanto, a divulgação de detalhes do caso pela PF foi proibida, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Nota publicada pela coluna Radar On-Line informa que o pedido formulado por Janot foi acolhido pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, proibindo a divulgação de detalhes do caso.

Janot vai ao STF e impede PF de dar publicidade a operação que prendeu deputado estadual e ex-secretário da Casa Civil em Mato Grosso

Rodrigo Janot agiu para a Polícia Federal trabalhar em silêncio: entrou com uma representação no STF exigindo que a PF não desse nenhuma publicidade à Operação Ararath, realizada hoje de manhã, em Cuiabá, para combater um esquema de lavagem de dinheiro.

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Estudantes de Pernambuco temem a polícia e inquéritos secretos

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“Dois policiais deixaram ontem uma intimação pra mim no DCE da UFRPE. Hoje, às 15h devo comparecer a Delegacia Civil de Santo Amaro para prestar depoimento. A Criminalização da luta da juventude e dos trabalhadores, marca do governo do ditador Eduardo Campos (PSB), é uma crescente nas jornadas de luta da juventude. Passa pela intimação que recebi, pelas demissões injustas dos rodoviários, sequestro e tortura de ativistas. A resposta a isso deve ser cada vez mais a luta e a ofensiva contra esses governos. Lutar não é crime!” Por Raíssa Bezerra

Informa a Folha de Pernambuco:A Polícia Civil começou a ouvir os membros da Frente de Luta Pelo Transporte Público, na delegacia de Santo Amaro, na área Central do Recife. Acompanhado dos advogados, o estudante Pedro Joseph, um dos líderes da Frente, prestou depoimento nesta quarta-feira (4) por cerca de uma hora e meia.Entre os assuntos da conversa estiveram a organização e lideranças do movimento, além da ligação com Black Bloc, grupo que assumiu a autoria dos atos de vandalismo cometidos no Recife, no dia 21 do mês passado. Segundo Pedro, foram mostradas fotos de pessoas que participaram da manifestação, mas ele garante não ter reconhecido ninguém.Já nesta quinta-feira (5), outra estudante será ouvida pela polícia. O depoimento da estudante de Serviços Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Raissa Bezerra está marcado para as 15h. Ela deverá prestar esclarecimentos sobre os últimos protestos realizados na Capital, sobretudo o que aconteceu há duas semanas, quando um ônibus foi incendiado e houve outras depredações na cidade.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Darlson Macedo, o caso corre em segredo de justiça, e por isso, ele não poderia dar detalhes sobre as investigações. O prazo para conclusão do inquérito é até o dia 23 deste mês, podendo ser prorrogado por mais trinta dias.

Nota do redator do blogue: Deve alardear, sim. Existem relatos de pessoas desaparecidas. E a polícia está sendo culpabilizada. Os estudantes estão com medo das intimações. De ser sequestradas. E o pior: de ser torturadas. O delegado Darlson Macedo pode perguntar para qualquer estudante se tem pavor da polícia. Vai ficar escandalizado com a resposta. A síndrome do medo nasce de um fato real ou de um boato. É diferente da síndrome de pânico, que é inexplicável.

Essas intimações a estudantes vêm criando uma legenda de medo, desde a prisão injustificada de Cris Patos, outra liderança universitária.
Diário de Pernambuco, “publicação: 23/08/2013 13:04. Atualização: 23/08/2013 13:20:
Policiais da Delegacia do Cordeiro prenderam um homem suspeito de roubar motos 50 cilindradas. A polícia chegou até o suspeito depois de receber vários registros de ocorrências relacionadas a esta prática criminosa.No depoimento, o preso confessou ser um dos responsáveis por incendiar o ônibus durante os protestos da quarta-feira passada, no Recife. Ele disse que recebeu R$ 150 para cometer o crime. O caso está sendo investigado pelo delegado João Gustavo Godoy. A Delegacia do Cordeiro está situada na Rua Antero Mota, bairro do Cordeiro, no Recife”.
Disse mais: que o financiador falava com sotaque. Esse bandido (ainda está preso?) tem comparsas: pelos menos, alguém compra as motos que rouba. O incêndio do ônibus foi patrocinado, obviamente, por quem tem dinheiro para comprar infiltrados, que são profissionais pagos pela polícia ou governos estrangeiros (espionagem internacional), multinacionais ou organizações golpistas da direita. Que, inclusive, prometem manifestações para o próximo dia 7 de Setembro, Dia da Independência.
Recentemente, a imprensa internacional denunciou que a presidente Dilma Rousseff foi espionada pela CIA, um serviço secreto que fez parte da organização da fuga, da Bolívia para o Brasil, do corrupto e assassino senador Roger Pinto.

Abraji completa dez anos com associado preso

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A Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – completa no próximo dia 10 de dezembro, dez anos de fundação.

“A Abraji lidera o Fórum de Direito de Acesso, coalizão de 25 entidades da sociedade civil, e trabalhou desde sua fundação pela elaboração e aprovação do texto. Também segue lutando pelo direito de acesso a informação – agora que a lei está em vigor, o trabalho é cobrar seu funcionamento célere e capacitar jornalistas a utilizá-la”.
Que comece esse trabalho em Pernambuco, investigando a polícia do governador Eduardo Campos.

Para os próximos dez anos, a atual diretoria da entidade vê como prioridade seguir defendendo o jornalismo de qualidade, a liberdade de expressão, do direito de acesso e da segurança profissional. “Um novo desafio é ajudar o jornalismo de qualidade a encontrar espaços neste ambiente de mudanças abruptas e de futuro incerto, além de buscar a estabilidade financeira”.

Não há festa quando existe o luto de um jornalista preso. Não há jornalismo investigativo sem liberdade de expressão do povo em geral, dos jornalistas e dos meios de comunicação.

A prisão de um jornalista, no exercício da profissão, comprova a inexistência da Liberdade, o império do arbítrio, da censura, do terrorismo estatal/policial e assédio judicial.

A prisão de Ricardo Antunes envergonha os festejos da Abraji. Macula.
O silêncio da Abraji é covardia ou cumplicidade.

Diz Ricardo que é sócio da Abraji.

Compete a Abraji ouvir Ricardo que se encontra preso, incomunicável, desde 5 de outubro último, em uma secreta prisão do Recife, vítima – conforme rumores – de stalking, assédio moral, tortura psicológica, tortura física. Onde há segredo, há atoarda, há balela, há boato. Jornalismo se faz com a Verdade. Jornalismo não se faz com meia-verdade, press release da polícia (fonte única e interesseira), barriga, caixa preta e medo.

Compete a Abraji punir, expulsar (conselho de ética) ou defender Ricardo. Não tem outra.

Charge

Entre sem bater. Lei de Acesso à Informação

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Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral (inciso XXXIII do art. 5º da Constituição da República). Para tornar essa premissa realidade, foi criada a Lei de Acesso à Informação (Lei n. 12.527 de 2011).

Com a lei, a publicidade tornou-se a regra e o sigilo, a exceção.

No Poder Judiciário, além de proporcinar mais transparência sobre o funcionamento dos tribunais, a norma torna mais rápido e fácil o acesso de qualquer pessoa a dados, como remuneração de servidores e magistrados, movimentação finaceira, despesas e processos licitatórios.

Para garantir o cumprimento da lei pelo Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a Resolução n. 151, que determina a divulgação nominal da remuneração recebida por membros, servidores e colaboradores do Judiciário na Internet. Leia mais. Seja bem informado. Quem pergunta quer saber. Não mais segredo eterno. Nem inquérito, nem prisão secreta.

Hoje completa dois meses que a polícia do governador Eduardo Campos prendeu o jornalista Ricardo Antunes

Presidenciável Eduardo Campos
Presidenciável Eduardo Campos

 

Eduardo Campos faz que não sabe que Ricardo Antunes está preso. Faz que não sabe que Ricardo Antunes está preso, incomunicável, em uma secreta cadeia de segurança máxima da Sorbonne.

Ricardo Antunes, diz a polícia do governador, pretendeu vender uma notícia de um milhão de dólares para o bacharel em Jornalismo Antônio Lavareda.

“E ele sabe que eu sei que ele sabe que eu sei”, escreveu Ricardo Antunes.

Isso é chantagem! – acusou, prendeu e sentenciou a polícia.

Isso é extorsão! – justificou a polícia, para encarcerar, ad infinitum, um jornalista oposicionista, na antevéspera das eleições municipais, dia 5 de outubro último.

Que notícia vale um milhão de dólares?

Que terrível segredo sabe Ricardo?

Que danoso segredo vale um milhão de dólares?

Onde já se viu extorsão sem arma de fogo, balas de chumbo ou prata?  Ou frio aço de penetrante punhal? Ou faca de afiado gume?

Desarmado estava Ricardo quando foi preso. A única arma que tinha era a palavra. Ou pior, a temida frase:

“E ele sabe que eu sei que ele sabe que eu sei”.