A greve engatilhada da polícia da Bahia é subversão, terrorismo. Quem persegue os movimentos grevistas não tem o direito de cruzar os braços e promover baderna

BRA^BA_COR greve polícia2

 

O soldado obedece ao cabo que obedece ao sargento que obedece ao subtenente que obedece ao tenente que obedece ao capitão que obedece ao major que obedece ao tenente-coronel que obedece ao coronel que obedece ao comandante da polícia militar que obedece ao governador.

piramide

É uma hierarquia que tem como lema manda quem pode, obedece quem tem juízo. Na Bahia quebraram a hierarquia, o mando, e todo mundo endoidou de vez para ganhar um salário maior.

Como um subalterno não pode ganhar mais que o superior, vai terminar um coronel da Polícia Militar recebendo um provento maior que um de coronel do Exército.

A quem interessa esta greve com gatilho salarial? Que diabo faz o Tribunal de Justiça Militar da Bahia?

Quais as regalias desejadas pela sublevada Polícia Militar?

O governador fraco já ofereceu: a separação do Corpo de Bombeiros do resto da corporação, redução do tempo mínimo para promoção dos policiais e redução do tempo de serviço para 25 anos no caso de policiais mulheres. Também ofereceu 7% de reajuste para cabos e soldados.

Que diabruras faz a Polícia Militar contra os movimentos grevistas – notadamente dos professores? Atira bombas de gás lacrimogêneo, de gás pimenta, dispara balas de borracha, distribui cacetadas, detona balas de festim, de chumbo, joga os cachorros loucos contra os manifestantes e a cavalaria desembestada. Ou abre os canhões de água e paraliza com pistolas de raio lazer. É o prende e arrebenta. Que a Polícia Militar receba o mesmo tratamento.

Policiais em greve ocupa Assembléia e pede piso de R$ 7.250

BRA^GO_HOJE Goiás greve piso de 7.250

Juiz pode fazer greve sim.

Cobrador de imposto pode sim.

Polícia pode sim, senhor.

E ninguém puxa o gatilho para atirar balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral.

O único gatilho que se puxa é o salarial.

São as três únicas categorias com direito de greve garantido no Brasil, de greve na mais santa paz, e com plano de carreira. Quando sobe o salário do soldado raso, o do coronel passa do teto constitucional. Quando o piso do juiz sobe, o desembargador pisa nas nuvens – que o céu é o limite. Também ninguém fiscaliza o salário do fiscal.

E o professor, por exemplo, tem plano de carreira? Tem. Fez greve tem de correr da repressão policial. É uma carreira sem fim para não apanhar, não ser preso, quando faz passeata e piquete. Que lugar de professor é na sala de aula, formando o futuro do Brasil, educando crianças e jovens que vão ser amanhã ministros dos tribunais supremos, cobradores de impostos, fiscais, delegados, coronéis das polícias militares, oficiais das forças armadas, legisladores e governantes da Ordem e do Progresso.

A polícia ocupar a Assembléia um direito. Quando é um estudante, os crimes horrendos de terrorismo, vandalismo e anarquismo.

São José do Rio mais do que Preto
São José do Rio mais do que Preto

Portugal. Greve com “proporções superiores” em relação a outras na Educação

Diferente do Brasil, Portugal tem greve sem a polícia dos governadores.

Jornal O Público: A nível nacional estarão encerradas cerca de 70% a 80% das escolas, avançou nesta sexta-feira ao PÚBLICO Vanda Silva, coordenadora da direcção regional de Setúbal do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) e membro do secretariado nacional da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Em comunicado enviado às redacções, também a Federação Nacional da Educação (FNE) diz que esta greve está a ser um sucesso e “assume proporções superiores a outras anteriores com o mesmo âmbito”. Saudando todos os trabalhadores em greve, a FNE estende ainda palavras aos que não aderiram apenas porque “as condições precárias económicas em que se encontram os impediram” de o fazer.

Em causa, para a Fenprof, está a proposta de Orçamento do Estado para 2014, o desemprego dos docentes, os cortes salariais na função pública, o programa de despedimentos que classifica de “disfarçado sob a capa de rescisões amigáveis”, a prova de acesso à profissão e o novo estatuto do ensino privado. Para Mário Nogueira, a manterem-se estas políticas, pode estar a colocar-se “em causa o futuro das pessoas e da Educação, o ensino de qualidade e a escola pública”.

GREVE NO BRASIL

PARÁ
PARÁ

b professor

O PEZÃO DE “SEU” CABRAL NO RIO DE JANEIRO

jb professor pesão Rio

Aroeira
Aroeira
Nani
Nani

Cinthia Rodrigues e os professores de Pernambuco no forró escolar. 31 dias de arrasta-pé

por Cinthia Rorigues

greve-professores1

Sou daquelas que não acredita em ideia brilhante que produza educação de qualidade sem educadores e, para mim, internet, livro, música, lousa, ferramenta, vídeo, robô ou o que for, vem depois de garantir uma pessoa preparada para lidar com os alunos.

Como para tudo na vida, virão os que gostam de dizer que a culpa é dos governantes. Claro que sim: se a valorização do professor não fosse apenas bordão, qualquer dinheiro de tablet, uniforme para crianças que nem querem usá-lo e compra de material didático que em geral já existe viraria investimento na formação e no bolso do professor. Inclusive, desconfio que há mais razões do que a simples ideologia para que governos privilegiem compras – e portanto pagamento a empresas que podem se tornar parceiras em campanhas – do que investimento em pessoal. Mas qual a reação que você leitor e cidadão tem quando vê o aluno com um computador portátil na rede pública? E quando se depara com professor em greve?

Há poucas semanas, mais ou menos quando as redes estadual e municipal de São Paulo estavam parcialmente paralisadas, os professores também pararam na Dinamarca. Lá foram quatro semanas inteiras em que todos deixaram de trabalhar e, como no país com um dos melhores sistemas de ensino do mundo educação pública não difere classe social, todos os pais se viram com seus filhos em casa por um mês. Confesso que encontrei um número reduzido de relatos sobre o assunto, mas em geral os depoimentos ou reportagens comentavam como as famílias se revezaram para cuidar das crianças umas das outras ou as empresas permitiram que os funcionários levassem visitantes mirins aos escritórios. Nenhum insultava as pessoas a quem depois seria confiada a educação das crianças e adolescentes.

Todos sabemos que no Brasil é diferente. Os alunos que agem com violência contra os mestres nas escolas são apenas reflexo da sociedade toda. Quando na matéria “As vidas que o PNE poderia mudar”, o professor Renato Ribeiro disse que chega a ganhar R$ 53 por mês – com holerite oficial do Governo do Estado de São Paulo na mão e explicação para o absurdo no texto – nem um, nem dois, mas vários leitores o acusaram de mentiroso. Nenhum prestou solidariedade. No máximo, outros professores corroboraram a informação.

Em um outro comentário, do Geraldo Donizete dos Santos, fica claro que não é só o salário que desvaloriza: “Sou aluno de ciências sociais e apesar da grande carência de professores na rede pública estadual, prefiro dar aula para cachorro, pois sou adestrador de cães e é com esta profissão que pago minha faculdade e mantenho minha família. Infelizmente o governo de São Paulo coloca o professor e os alunos abaixo de cães. Como adestrador mantenho minha dignidade.” Lembrei da Geni, do Chico Buarque. Não se trata de mandar uma maçã para o professor – se bem que até um gesto simpático seria bem-vindo – mas ajustar o discurso à prática. Transcrevi trechos da coluna Escola Pública de Cinthia Rodrigues.
A escola em Pernambuco está aos pedaços. Começa pelo Recife.
Na página Professor de Pernambuco  uma mostra do descontentamento.
dudu 1

dudu e lula 2

Em Caruaru, a prefeitura promove 31 dias de festa junina. Um desperdício. Um circo sem pão.

O Jornal Extra publica

????????????????????

????????????????????

????????????????????

Governador Cid Gomes manda espancar e prender professores

A manifestação dos professores estaduais na Assembleia Legislativa de Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (29) resultou em quatro prisões e dois feridos.

O professor Arivaldo Freitas Alves, atingido na cabeça durante o confronto entre policiais e servidores, foi encaminhado ao Instituto Dr. José Frota (IJF) e encontra-se em observação. Segundo o representante do setor jurídico do sindicato, Sérgio Bezerra, ele foi atingido por policiais quando atendia companheiros em greve de fome.

Outro professor, brutal e covardemente espancado, foi Ronaldo Rogério.

Os professores prometem continuar acampados na Assembléia. Veja vídeo