São Paulo não pode parar… os ladrões!

br_diario_comercio. A polícia de sampa

Atualmente, em efetivo, a Polícia Militar de São Paulo é a maior polícia do Brasil, e a terceira maior instituição militar da América Latina, contando com cem mil soldados estaduais.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo dispõe de 40 mil e 663 integrantes.

Além de ter os serviços de diferentes empresas privadas de segurança, contratadas a peso de ouro, o governador Geraldo Alckmin comanda mais de 140 mil soldados e policiais, e a criminalidade só faz crescer, crescer.

Zop
Zop

São tropas treinadas para reprimir o povo, e que possuem as mais modernas armas. O povo, nas passeata e greves, conhece o poder de fogo da polícia de Alckmin.

Tem bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, balas de borrachas, balas de chumbo, canhões d’água, choque elétrico, cacetadas, mordidas de cachorro e patadas de cavalo.

Para pegar ladrão, falta gente e jeito, apesar de ser uma das mais violentas polícias que se conhece.

 Newton Silva
Newton Silva

Quase um ano de investigações da chacina da família Pesseghini e a polícia não consegue concluir um inquérito convincente

Em 2013, a polícia matou 5.3 pessoas por dia. Entre os 1.890 casos, falta incluir, além de outros, a chacina da família Pesseghini.

A corrupção ou ineficiência da investigação criminal acontece desde o local do crime até o julgamento ou o arquivamento do processo.

Por ano, são mais de 50 mil mortes no país. E os casos em que os assassinos são punidos não chegam sequer a 8 por cento.

Andreia Regina Bovo Pesseghini (35 anos), cabo da 1.ª Companhia do 18.º Batalhão da Polícia Militar, com base na Freguesia do Ó, mãe do menino Marcelo, denunciou companheiros de farda como membros de uma quadrilha de assaltantes de caixas eletrônicos em São Paulo.

Luis Marcelo Pesseghini (40 anos), sargento da ROTA, esposo de Andreia Regina, e pai do menino Marcelo, teve como última missão evitar um assalto de caixas eletrônicos, em um supermercado, tendo inclusive trocado tiros com os bandidos. Um telefonema considerado anônimo, do quartel de Andreia Regina, avisou o sargento Luis Marcelo da ocorrência do crime. Quem deu o telefonema? É muito estranho, uma aberração que se desconheça quem usou o telefone privativo do comando de um quartel. E mais curioso ainda: o quartel que Andreia Regina trabalhava.
Os comandados do sargento Luis Marcelo, que estavam no carro patrulha da Rota, ouviram pelo rádio a informação sobre o assalto que foi evitado, inclusive com a morte de um marginal.

Numa polícia que vinga seus mortos, em que impera a lei do silêncio, o único suspeito investigado é o filho do casal de militares, o menino Marcelo de 13 anos que, para completar a chacina, também matou a avó Benedita Oliveira Bovo (65 anos) e a tia-avó Bernardete Oliveira da Silva (55 anos), respectivamente, mãe e tia da cabo Andreia.

Andrea Regina e o filho Marcelo
Andrea Regina e o filho Marcelo

O INTERMINÁVEL INQUÉRITO DO CASO PESSEGHINI. COMO CONVENCER A POPULAÇÃO COM ALEGAÇÕES FANTASIOSAS, IMPEDINDO O ESCLARECIMENTO.

por George Sanguinetti

Tomo conhecimento que o inquérito policial, que deveria apurar os homicídios múltiplos da família Pesseghini, foi prorrogado mais uma vez.

Os autos remetidos ao DHPP, com dilatação do prazo a vencer em 27-06-2014, ainda será insuficiente para tentar encerrar um inquérito policial que contraria todas as provas, que utiliza artifícios para enganar, que protege os autores da chacina, atribuindo culpa, a também vítima e, por sinal, a mais frágil, mais vulnerável, o menor Marcelo, que além de ter assassinado os familiares, teria em seguida cometido suicídio, conforme alegado “pelo faro” da autoridade policial, na exata ocasião em que os corpos foram encontrados.

Disse não necessitar de laudo ou prova técnica, que o caso já estava resolvido. Começou um trabalho, não de investigação policial, mas de deturpação da imagem do menor Marcelo, até então, comportado, tranquilo, sem nenhuma doença psíquica ou deficiência mental.

A imprensa foi alimentada que o mesmo desejava ser um matador, um serial killer; que possuía experiência e perícia no uso de armas.

Foi encomendado um exame psiquiátrico pós morte, ao Dr. Guido Palomba, que elaborou um pretenso “laudo “, um relato inverídico que o menor sofria de encefalite encapsulada, em razão de ter sofrido uma parada cardiorrespiratória. Não consta prontuário médico, ficha hospitalar ou ambulatorial que comprove o alegado. Nenhum exame, desde o simples eletrencefalograma, exame do liquor, RM crânio, CT crânio, PET SCAN. Não apresentou nenhum sinal ou sintoma. Quando ocorreu a parada cardiorrespiratória? Em qual UTI pediátrica foi atendido?

O rendimento escolar era bom, o depoimento da médica assistente que tratava dele na Santa Casa, desde os 2 anos de idade, negou a encefalopatia diagnosticada no inquérito.

Elaborei um Parecer Médico-legal, entregue no início de fevereiro ao Ministério Público de São Paulo e à Justiça. Em abril, enviei, após consulta preliminar, se os absurdos do inquérito, feriam os direitos humanos. Tive autorização e hoje, o caso é examinado na Organização de Direitos Humanos para as Américas, com sede em Washington, D. C. EUA.

A lamentar, a prática condenável, de direcionar um inquérito policial, um procedimento administrativo, com o objetivo de obter informações a respeito do crime e da autoria, para que o Ministério Público dê andamento a ação penal. Apontando o menor Marcelo, “os soldados de Herodes”, estariam a salvo, não seriam investigados e responsabilizados, pois se Marcelo fosse autor dos crimes e, em seguida, tivesse cometido suicídio, o caso estaria encerrado, a impunidade assegurada.

Aguardo ajuda para o esclarecimento do caso, de todos que possam contribuir para uma ação policial mais digna, mais confiável.

Não deixem o caso ser esquecido. Menor Marcelo inocente, apenas mais uma vitima.

Iniciado o inquérito em 5 de agosto de 2013, em breve convite, de aniversário de um ano.

Está errado! Níveis de investigação para resolver crimes são baixos

BRA_CB crime luxo

por Livia Scocuglia

Os níveis de investigação criminal para resolver crimes são baixos. A maior parte dos detentos de São Paulo foi presa em flagrante e não por causa de investigação. A constatação é o resultado da pesquisa divulgada nesta semana, pela Fundação Getulio Vargas. Ao todo, 65,8% dos presos foram detidos no dia em que cometeram o delito.

Quando analisado o crime de roubo, a porcentagem de presos no próprio dia da ocorrência é ainda maior: 78,2%, o que pode indicar baixo nível de investigação criminal no Estado. Para um dos coordenadores do projeto, José de Jesus Filho, da Pastoral Carcerária, esses dados apontam que as pessoas estão sendo presas de forma errada no país. “A investigação no Brasil não acontece. Nós não prendemos o criminoso do colarinho branco, não prendemos o corrupto ou as lideranças do tráfico de drogas”, afirmou Jesus Filho ao jornal O Estado de S. Paulo.

Em relação ao processo, só uma pequena minoria dos entrevistados conseguia entender muito (13,5%) ou mais ou menos (14,7%) do que estava acontecendo nas audiências. A maioria entendia pouco ou nada das audiências e do processo judicial.

Além disso, o estudo mostrou que existem variações significativas na duração dos processos de acordo com o tipo de crime pelo qual foram condenados. Os condenados por homicídio doloso tiveram os processos mais longos (média de 24,9 meses) e aqueles condenados por furto/furto qualificado tiveram os processos mais curtos (média de 8,8 meses).

A pesquisa também levou em conta a corrupção usada para evitar prisões. Entre os entrevistados, 62,6% deles disseram que poderiam ter evitado a prisão se tivessem recursos para corromper a polícia e 31,8% dos entrevistados disseram que a polícia realmente pediu dinheiro ou algum pertence a partir do momento da prisão até a sentença.

No Judiciário, a proporção de presos que relatou algum pedido de dinheiro ou de algum bem por parte de juiz é quase nula (0,3%). Segundo a pesquisa, isso indica uma instituição judicial muito menos inclinada a este tipo de corrupção.

Cor da pele

A maioria dos policiais militares da capital envolvidos em ocorrências com mortes são brancos (79%), entre 25 e 39 anos (73%) e homens (97%). Já quanto às vítimas, a maioria é de negros (61%), menores de 24 anos (57%) e homens (97%), segundo noticiou a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Os números foram coletado em pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que entre 2009 e 2011 analisou 734 processos com 939 vítimas. A coordenação foi feita pela professora Jacqueline Sinhoretto. Em relação a cor da pele, a população do estado é formada por 30% de afrodescendentes, mas há três vezes mais negros mortos do que brancos. Só 1,6% dos autores foi indiciado. Para 98% deles, as investigações apontaram que não houve crime ou que agiram em legítima defesa.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que vai avaliar os dados do estudo para decidir se eles “podem subsidiar aprimoramentos das políticas públicas de segurança”. Declara também que “os policiais são preparados para lidar com a diversidade racial e que, na PM, cerca de 40% dos homens são afrodescendentes”.

Fonte: Consultor Jurídico
Transcrição: Fenapef

BRA^PA_DDP crime morte

BRA_DG crime

BRA^PA_DDP idoso crime

BRA_OPOVO morte crime

BRA_NOTA crime violência jovem classe média

Maioria dos crimes no Brasil não chega a ser solucionada pela polícia

De cada cem crimes pelo país, mais de 90 nunca foram descobertos. E, assim, somente uma faixa de 5% a 8% dos assassinos são punidos.

assassinato chacina

por César Menezes

Na série “Impunidade”, está um retrato da investigação criminal no Brasil. O que acontece desde o local do crime até o julgamento ou o arquivamento do processo.

Por ano, são mais de 50 mil mortes no país. E os casos em que os assassinos são punidos não chegam sequer a 8%.

Fabrício Krettli, 22 anos. Assassinado na porta de casa, na frente dos pais.

Mário Gabardo, 20 anos. Morto em uma rua movimentada por um homem que nem se preocupou em esconder o rosto.

Thúlio Pinheiro, 20 anos também. Executado por engano diante de testemunhas que têm medo de falar.

Yasmin Stefani Silva Santos, dois anos e sete meses. Ela estava no colo da mãe, dentro de um táxi que foi fuzilado, à luz do dia, numa das cidades mais violentas do país. Essas são histórias de perdas sem respostas. Histórias que precisam ser contadas. O Jornal da Globo convida para uma viagem pela investigação criminal brasileira.

TRAGÉDIA EM SÃO PAULO

“A sensação de abandono, de estar sozinho no mundo, de não ter ninguém por você. Você vai perdendo a credibilidade que você tem nos homens, nas autoridades, cada dia mais”, diz Francisco Krettli, pai de Fabrício.

Os pais de Fabrício Krettli têm medo de morrer e fugiram de São Paulo para o interior da Bahia. “Só lágrima, tristeza e dor da impunidade. De nada acontecer, você não ter resposta”, lamenta Maria Krettli, mãe de Fabrício. Casa, salão de beleza, pizzaria. Tudo o que eles construíram com a ajuda do filho ficou para trás.

“É como se você fosse roubado. Eu fui roubada, tiraram de mim o meu filho. Não sei por quê”, conta Maria Krettli.

Fabrício era estudante de gastronomia. Queria ser mestre confeiteiro, mas foi morto antes de se formar na porta de casa, às 22h30 do dia 11 de dezembro de 2012.

“Ele chegou, anunciou que era um assalto. A gente levantou a mão e falou ‘pode levar’. A hora que a gente falou ‘pode levar’, ele deu o primeiro tiro no Fabrício. Fabrício estava caindo, ele deu o segundo e aí ele saiu correndo”, lembra jovens que viram o ocorrido.

Dois rapazes que eram amigos de Fabrício correm risco desde que tentaram ajudar a polícia a descobrir o assassino. “Tudo que a gente podia tentar levar para ajudar, a gente fez. Tentou falar aonde podia ter algumas filmagens do dia, da cena, como foi acontecido”, diz um dos jovens.

Na época, a namorada de Fabrício apontou um suspeito, mas a polícia não investigou. “O que eu ouço toda vez que eu vou até a polícia é que ninguém tem prova de nada. Mas as possíveis provas que a gente levou até lá não foram nem verificadas”, lamenta o jovem.

O Jornal da Globo questionou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo sobre a morte de Fabrício Krettli. Por nota, a responsável pela divisão de homicídios informou “que 16 pessoas foram ouvidas, que as investigações estão avançadas e que, até agora, foi ouvido um suspeito”.

MAPA DA VIOLÊNCIA

O mapa da violência no Brasil faz uma comparação chocante. Em 2011, último ano com informações disponíveis, foram assassinadas 52.198 pessoas no país. São números de guerra.

De 2008 a 2011, foram 206 mil, quase o mesmo número de vítimas dos 62 maiores conflitos do planeta nos últimos quatro anos. A fonte é o Mapa da Violência 2013, elaborado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latinoamericanos.

As primeiras horas são as mais importantes para a polícia desvendar um crime.
Os investigadores costumam dizer que a cena do crime fala, desde que ninguém destrua as evidências: relatos de testemunhas, a posição do corpo, as cápsulas das balas disparadas, impressões digitais e marcas no chão.

Por isso, o local precisa ficar isolado até ser analisado por peritos bem treinados e equipados. Todo mundo já viu isso em filmes policiais. Mas o que acontece nas ruas brasileiras é bem diferente.

CRIMES SEM SOLUÇÃO

Periferia de Natal, capital do Rio Grande do Norte. As delegacias da cidade fecham à noite. Apenas duas equipes, com oito policiais cada, trabalham nesse horário para proteger a população de mais de um milhão de pessoas.

O Jornal da Globo acompanhou o trabalho dos policiais. Foi uma noite violenta. Antes das 23h, três corpos em três bairros diferentes. Em um local, um homem foi executado com mais de dez tiros. Quando os investigadores chegaram, dois policiais militares tentavam isolar a área.

“A gente compra o material para isolar. Mas, se a gente não trouxer negativo, não tem como isolar, não, porque não temos nem material para isolar o local da ocorrência”, confessa o soldado Anderson Maia.

O repórter perguntou se a fita para isolamento foi recebida do Estado. “Não, negativo, a gente não recebe, não. Tem que ser comprada pela gente mesmo, com o meu dinheiro”, relata Maia.

Do lado de fora do perímetro, mais de cem pessoas. Do lado de dentro, pisando nas provas, dezenas de curiosos.

No meio da confusão, um homem de terno passeou em volta do corpo, andou pela calçada de onde os tiros foram disparados e marcou a posição das cápsulas com uma pedra de cal. Interferiu na cena do crime.

O homem não é policial. Menos ainda, perito. É repórter de uma TV de Natal. E os círculos em volta das cápsulas eram para facilitar a vida do cinegrafista que passeava com ele para filmar a cena do crime. Nenhum dos dois foi incomodado pelos policiais.

Em volta, o público olhava, comentava, filmava e tirava fotos. A última a pisar na cena do crime foi a perita. Quando ela chegou, não havia muita perícia a ser feita. O repórter pergunta: “Desse jeito que a senhora encontrou a cena do crime, é possível obter provas confiáveis sobre esse assassinato?”. “Sinceramente, acho que não. Você encontra o local com uma multidão de gente em cima. Como é que você vai confiar na prova que você encontrou?”, diz a perita criminal Ana Patrícia Dantas.

Nos Estados Unidos, o índice de solução dos homicídios é de 65%. E no Reino Unido, 90%. No Brasil, estimativas, inclusive da Associação Brasileira de Criminalística, indicam que de 5% a 8% dos assassinos são punidos. De cada cem, mais de 90 nunca foram descobertos.

“As provas materiais desaparecem. Todo mundo passeia no local do crime. As testemunhas não são entrevistadas corretamente nem são identificadas muitas vezes. Isso aí faz com que muitas vezes, cada vez mais, você não consiga a condenação do criminoso”, explica Guaracy Mingardi, especialista em segurança.

As cenas que vimos em Natal se repetem de norte a sul do Brasil. E mostram o despreparo da polícia, a banalização da violência transformada em espetáculo. Tudo isso dificulta a fase seguinte – e fundamental – da investigação: a produção de provas materiais. Outra história assustadora que está na segunda parte da série de reportagens.


Fonte: G1/globo.com
Transcrição: Fenapef

O RECADO ELOQUENTE DE ANDREIA REGINA BOVO PESSEGHINI. VIOLÊNCIA, ESPANCAMENTO, ANTES DE SER EXECUTADA

por George Sanguinetti

Ninguém acredita que Marcelo, 14 anos, matou a mãe cabo da Polícia Militar, o pai sargento, a avó, a tia avó, e depois se suicidou. Cinco balas, cinco mortos
Ninguém acredita que Marcelo, 14 anos, matou a mãe cabo da Polícia Militar, o pai sargento, a avó, a tia avó, e depois se suicidou. Cinco balas, cinco tiros certeiros, cinco cadáveres 

LAUDO DE EXAME DE CORPO DE DELITO 2676/2013. IML São Paulo

Consta no laudo cadavérico da vítima Andreia Regina, realizado no IML, lesões corporais indicativas de haver sofrido espancamento, violência, antes de receber o tiro que a matou.

Transcrevo do laudo: 1.) “: descolamento da epiderme em região inguinal direita e em região dorsal da perna direita, próxima a dobra do joelho “. Significa que houve uma lesão traumática na epiderme. São escoriações, tipo mais simples de contusão. Com o tempo de morte que o cadáver foi necropsiado, só justificaria existir os descolamentos epidérmicos, se a morte tivesse resultado de afogamento e o corpo tivesse permanecido submerso ou na água por muitas horas. Como isto não ocorreu e a pele, é um invólucro protetor, de revestimento do corpo, e a primeira barreira as agressões, é um indicativo de violência; para esclarecer ou negar esta possibilidade, deveria o IML de São Paulo ter realizado o exame histológico, para elucidar a causa da ação contusa que produziu a escoriação, o descolamento, termo utilizado que é um neologismo em Medicina Legal.

2.) ” equimose com edema (inchação) traumático importante em pálpebra superior do olho esquerdo com discreta hemorragia de conjuntiva temporal do olho esquerdo. Discreto edema nasal.”

O tiro que recebeu (PAF perfuração por arma de fogo), foi na parte de trás da cabeça, especificamente na região occipital direita, a distância acima de 1 metro, que segue em direção a região cervical. Pode ocorrer equimoses de pálpebra, mas chama atenção o edema traumático, principalmente no nariz.

O quadro de lesões na face são característicos de violência por instrumento contundente (espancamento), mas a equimose palpebral com edema poderia resultar da contundência do tiro. Chama atenção que o percurso do projétil é em direção ao tronco encefálico e a região cervical. Nada lesionou os ossos da face, ou seja a “camisa” do projétil foi recuperada, na parte de trás da cabeça; o projétil foi recuperado, na base do crânio. Por que as evidências de espancamento, sobretudo a inchação do nariz que não se explica por consequência do tiro.

A face de Andreia Regina Bovo Pesseghini é a de quem sofreu espancamento, violência. E as escoriações (descolamentos) descritas, só se justifica por trauma; jamais como fenômeno de transformação cadavérica. E o disparo de arma de fogo, na cabeça, a distância superior a 1 metro, tiro único, marca registrada de execução, jamais poderia ter sido deflagrado pelo menor Marcelo.

Solidariedade ao menor Marcelo, vítima da chacina e “escolhido” para ser o autor, sem nenhuma prova.

Só agora divulgo as evidências de violência na mãe, para que o menor Marcelo não fosse também acusado de haver espancado a mãe, antes de disparar o tiro.

As autoridades têm que encontrar os culpados, embora exista sempre a possibilidade de apontar alguém para assumir, um condenado a pena longa, protegendo os verdadeiros autores. Esta proteção tem ocorrido, desde a descoberta dos corpos.

 

Foto do album da família
Foto do album da família

CRIME DE PREVARICAÇÃO POR PARTE DAS AUTORIDADES NA APURAÇÃO DA CHACINA DOS PESSEGHINIS

por George Sanguinetti

pesseghini

Prevaricação é o crime praticado por funcionário público, que consiste em retardar ou deixar de praticar, indebitamente, ato de ofício…(Dicionário Aurélio).

1. No local das mortes, horas após, foi autorizada pela polícia a queima da roupa do menor Marcelo. Por quê? Teria que ser preservada. Isto é primário em Criminalística.

2. A roupa da parte superior do corpo da vítima Andreia Regina Bovo Pesseghini, desapareceu entre o local da morte e a chegada ao IML de São Paulo. Chama atenção que a queima da roupa do menor Marcelo, foi realizada por pessoa da família, a mando de autoridade policial, quando também lavou as paredes da cena do crime. Isto foi um absurdo; teria que ser preservado por algum tempo, para novos exames de local, perícia mais profunda na dispersão das manchas de sangue, etc. E por que a mãe do menor Marcelo estava vestida, quando recebeu o disparo de arma de fogo que a matou, e chega ao IML despida da cintura para cima? Que prova técnica existia na blusa que não poderia ser vista? E ficou configurado vilipêndio a cadáver, crime especificado no Código Penal.

3. O próprio andamento do inquérito policial, completando oito meses; esperei no Natal, pensei que seria no Carnaval e, agora, acredito que será concluído e divulgado após a final da Copa, se o Brasil for campeão. Aguarda-se um momento propício, onde os brasileiros não estariam atentos a um inquérito que põe de joelhos a Polícia de São Paulo.

4. A mediocridade, a falta de conhecimento técnico, de autoridade policial, que atribui equimoses palmar, na concavidade da mão esquerda ao fato do manuseio de Pistola Ponto 40. Um absurdo, de quem não tem conhecimento primário de Balística e que, por ofício, deveria possuir.

5. Erros nos trabalhos necroscópicos, no IML de São Paulo, desde a liberação de laudo cadavérico, 12 horas antes do cadáver chegar, como erros de metodologia, de técnica que compromete o trabalho pericial.

6. Por falta de prova técnica, que incrimine o menor Marcelo, o literato forense Dr. Palomba produz um trabalho encomendado, que Marcelo sofria de encefalite encapsulada, doença criada por sua produção literária que nem Don Quixote de La Mancha possuía. O grande escritor espanhol Miguel de Cervantes não descreveu, no seu personagem, sinais e sintomas de encefalite encapsulada. O Dr. Palomba atendeu o DHPP, com um trabalho que faz a Medicina Forense rastejar.

7. As lesões de defesa do menor, prova inconteste que foi assassinado.

8. Meu trabalho explicativo, científico, que não foi o menor autor do disparo, fundamentado, com provas existentes no local das mortes (levantamento fotográfico, posição do corpo em relação a energia de impactação, membros superiores em flexão e em posição oposta a se fosse autor do disparo que o matou). Não fui contestado em nenhuma argumentação técnica, mas o comprometimento em não esclarecer, mais do que evidente no âmbito policial, me fez recorrer ao Ministério Público e ao Judiciário.

Informo que hoje, o senhor Sebastião também tem um grande escritório jurídico a representa-lo, do qual sou Assistente Técnico. Aguardem os prevaricadores! Agora não só a inocência do menor Marcelo, mas também os autores, os ” vingadores ” que agiram de modo corporativo ou isoladamente.

A FARSA DE MAIS UM INQUÉRITO DA POLÍCIA DE SÃO PAULO PARA ESCONDER UMA CHACINA

Quem patrocina esta mentira? Que quadrilha a Secretaria de Segurança do Governo do Estado de São Paulo protege? Quando aparecerão os verdadeiros assassinos?

Que tem muito dinheiro envolvido, tem. Entre as vítimas, um casal de policiais militares – um sargento e uma cabo -, que denunciou uma parte da soldadesca do milionário esquema de explosões de caixas eletrônicos.

assalto - grande

Grupo explodiu caixa eletrônico e fugiu com o dinheiro

caixa BradescoInterna

caixa dinheiro2

caixa explosao-banco-montadas

caixa-eletronico

Onde ficam os pontos de venda dos desconhecidos explosivos? Onde se recruta a mão-de-obra qualificada para os silenciosos estouros de caixas eletrônicos sem queimar o dinheiro e sem revelar a quantia levada para desconhecidos lugares? Quem ressarci os bancos pelos danos? Quem mais lucra? Por que as imagens das câmaras de vídeo não são reveladas? Por que são presos apenas os bandidos amadores?
Onde ficam os pontos de venda dos desconhecidos explosivos? Onde se recruta a mão-de-obra super qualificada para os “silenciosos” estouros de caixas eletrônicos sem queimar o dinheiro e sem revelar a quantia levada para desconhecidos lugares? Quem ressarci os bancos pelos danos? Quem mais lucra? Por que as imagens das câmaras de vídeo são censuradas? Por que são presos apenas os bandidos amadores? 

Quem provou que o inquérito constitui uma farsa foi o professor George Sanguinetti, o mais conceituado médico legista brasileiro, e um dos criadores da moderna polícia científica internacional.

Eis o mais recente texto de George Sanguinetti:
A ENCEFALOPATIA QUE NUNCA EXISTIU! O ESFORÇO PARA OCULTAR OS VERDADEIROS CRIMINOSOS! UM INQUÉRITO QUE CHEGOU AOS 7 MESES INVESTINDO NO QUE NÃO OCORREU. E EM SÃO PAULO?
Inicio com uma linguagem técnica, para mostrar a farsa da encefalopatia encapsulada.
Consta no escrito pelo Dr. Palomba (não é um laudo, nem um parecer; é uma peça alegórica), que a doença resultou de uma falta de oxigenação no cérebro, aos 2 anos de idade, numa internação hospitalar. Isto não está consignado em prontuário médico, nem diagnosticado. Só agora e por ele.
Quando ocorre, de verdade, uma isquemia cerebral global (encefalopatia hipóxico/isquêmica difusa), o paciente, quando se recupera, pode haver apenas um estado confusional leve, com recuperação tecidual completa.
Quando a isquemia cerebral é grave, os pacientes que sobrevivem, podem apresentar desde um coma persistente, a uma vida com sequelas neurológicas graves, que impedem ou limitam a capacidade de aprender, compreender, coordenar. O que está citado, pode ser verificado, nos livros médicos de Neurologia, Patologia, etc.
O menor Marcelo não apresentou nada disto. O depoimento de sua médica, que o tratava na Santa Casa foi valioso.
A encefalopatia era mais um artefato, mais um artifício. Não há no Brasil, nos manicômios judiciários, pacientes internados, portadores de encefalopatias encapsuladas, nem registro de chacinas e de suicídio por encefalopatia encapsulada.
Sei que autoridades, lendo o que já está nos autos, facilmente compreendem, que não foi o menor o autor da chacina.
Imagine se estivesse nos autos, uma dinâmica de evento, uma reconstituição, como fiz, usando figurante, de peso e altura similar ao Marcelo, utilizando uma pistola ponto 40 – a posição dos braços, das mãos, da arma, a posição final do corpo, as lesões de defesa – fica claro que ele não poderia ter sido o autor do disparo que o matou. Por que isto não foi feito?
O pretenso suicídio foi uma tentativa de encerrar rapidamente o caso. O menor Marcelo é inocente! Clamo pela apuração correta do caso, clamo por Justiça.