Mídia vendida sai em defesa da quadrilha de Perillo e Cachoeira

Os ataques midiáticos ao relatório da CPI do Cachoeira e a soltura deste pela Justiça justamente quando as provas de seus crimes engolfam o governador de Goiás, Marconi Perillo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o editor de Veja Policarpo Júnior, desnudam a farsa do julgamento do mensalão e a tese ridícula de que aquele tribunal de exceção teria inaugurado uma nova era em que poderosos também seriam submetidos à lei.

A indignação da mídia tucana e de sua militância com a corrupção – na América Latina, há “partidos” da mídia que têm até militância –, portanto, fica absolutamente caracterizada como produto de um descaramento que esbofeteia o Brasil. É tudo tão escancarado que é impossível que alguém de boa fé não esteja notando como a indignação com a corrupção no PT dá lugar à defesa apaixonada de um grupo político que aprisionou Goiás naquele que, agora sim, é o maior escândalo de corrupção já visto no país, pois atinge a casa dos bilhões de reais.

A cúpula da quadrilha que aprisionou Goiás, segundo o relatório da CPI, era formada, basicamente, por Cachoeira, Demóstenes, Perillo, Gurgel e Policarpo. O que pesa contra esses quatro é estupefaciente e dispensará a Justiça do uso da famigerada teoria do “domínio do fato” devido à vastidão de provas materiais que pesam contra eles. Transcrevi trechos

Jornalista Ricardo Antunes preso. Policarpo Júnior, diretor da Veja, solto

Andressa Alves Mendonça de Moraes, mulher de Cachoeira, foi indiciada por corrupção ativa pela Polícia Federal por ter tentado chantagear o juiz Alderico Rocha Santos.

A notícia foi publicada no Globo no domingo e no portal G1, também da Globo, que protegeram tanto Veja, como Policarpo, assim como a Folha já havia feito no sábado.

“Segundo relato de Rocha Santos na época, Andressa esteve em sua sala e disse que havia um dossiê contra ele, envolvendo as pessoas cujos nomes foram escritos no pedaço de papel que ela entregou ao magistrado. De acordo com ofício enviado pelo juiz ao MPF, a tentativa de constrangimento tinha como objetivo ‘obter decisão revogando a prisão preventiva e absolvição’ de Carlinhos Cachoeira. Em troca, o suposto dossiê não seria divulgado pela imprensa”, diz a reportagem.

Ao sugerir a publicação do dossiê, Andressa não falou de forma genérica na imprensa. Ela foi específica. Disse com todas as letras que o jornalista Policarpo Júnior era “empregado de Cachoeira” e que as denúncias contra o juiz seriam publicadas na revista Veja – e não em outro veículo. Portanto, se Andressa está indiciada, não há razões para que Policarpo não o seja. Até para que possa se explicar.

Ninguém defende Ricardo Antunes, preso pela polícia do governador Eduardo Campos por tentar “vender” uma noticia de um milhão de dólares (?) ao bacharel em Jornalismo Antônio Lavareda.

Extorsão, chantagem, censura, transformação da imprensa em balcão de negócios, assédio judicial, stalking da polícia e jornalismo marrom podem ser ou não ser crimes. Tudo depende das pessoas envolvidas. Ricardo Antunes é pobre. Um simples blogueiro. Preso permanece, incomunicável.

CPI do Cachoeira denuncia apenas trinta. Faltam os governadores e outros peixões

A CPI do Cachoeira entregou nesta terça-feira (18) um pedido ao Ministério Público Federal de Goiás para acionar Justiça Federal para sequestrar 167 imóveis de pessoas e empresas denunciadas nas operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal, que investigaram um bilionário esquema de exploração de jogos ilícitos e de corrupção e lavagem de dinheiro comandado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

OS DENUNCIADOS

1. Edvaldo Cardoso de Paula

2. Eliane Gonçalves Pinheiro

3. Lúcio Fiúza Gouthier

4. Marcello de Oliveira Lopes.

5. José Carlos Feitosa (Zunga).

6. Joaquim Gomes Thomé Neto

7. Jairo Martins de Souza.

8. Rodrigo Jardim do Amaral Mello.

9. José Raimundo Santos Lima.

10. Marco Aurélio Bezerra da Rocha.

11. Santana da Silva Gomes.

12. Elias Vaz de Andrade

13. Fernando de Almeida Cunha

14. Wladimir Garcez Henrique

15. Gleyb Ferreira da Cruz.

16. Geovani Pereira da Silva.

17. Lenine Araújo de Souza.

18. Adriano Aprígio de Souza.

19. Idalberto Matias de Araújo.

20. André Teixeira Jorge

21. Leide Ferreira Cruz.

22. Andressa Alves Mendonça de Moraes

23. Andréa Aprígio de Souza

24. Cláudio Dias Abreu.

25. Rossini Aires Guimarães.

26. Fernando Antônio Cavendish Soares

27. Antônio Pires Perillo

28. Rubmaier Ferreira de Carvalho

29. Carlos Cachoeira

30. Policarpo Júnior

 

Justiça desmoraliza CPI do Cahoeira

Relator da CPMI do Cachoeira responsabiliza 46 pessoas

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a relação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados analisa em instantes o relatório final com mais de 5.100 páginas do deputado Odair Cunha (PT-MG). O texto já está disponível no site da comissão.

O relatório final responsabiliza 46 pessoas. Foi pedido o indiciamento de 34 pessoas, dentre elas o próprio Cachoeira, o ex-presidente da Delta Construções, Fernando Cavendish, e o jornalista da revista Veja e chefe da sucursal de Brasília, Policarpo Júnior.

Cunha recomenda a “responsabilização” de outras 12 pessoas, incluindo o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, e o prefeito de Palmas, Raul Filho, do PT.

O relator recomenda ainda que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público por não ter dado prosseguimento às investigações da Operação Vegas, da Polícia Federal.

Já o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi considerado inocente pelo relator. As investigações, dizem ele, mostraram que a quadrilha de Cachoeira tentou se infiltrar no governo do DF, mas não conseguiu.

Projetos de Lei

O relator sugere a apresentação de oito projetos de lei a partir das investigações. As propostas tratam dos seguintes temas:
– criminalização de jogos de azar;
– tipificação de organizações criminosas;
– alteração prazos prescricionais;
– alteração da atuação do Conselho Nacional do Ministério Público (ampliação de atuação frente ao Supremo Tribunal Federal);
– utilização de pessoa interposta (“laranja”);
– alteração na Lei de Improbidade Administrativa;
– criação do Cadastro Nacional de Dados;
– alteração da fiscalização de empresas de factoring.

Cachoeira

Hoje de madrugada, o personagem principal da CPMI, Carlinhos Cachoeira, foi solto do presídio da Papuda, em Brasília, onde estava preso desde fevereiro.

Ele ganhou alvará de soltura após ser condenado, ontem, pela Justiça do Distrito Federal a cinco anos de prisão em regime semiaberto, pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influencia. Cachoeira também vai ter que pagar mais de R$ 150 mil em multa. Essa condenação se refere à operação Saint Michel da Polícia Civil do DF, que investigou a tentativa de fraude na licitação do sistema de bilhetagem eletrônica do transporte público local.

Essa foi a primeira condenação do contraventor desde que surgiram as denúncias de corrupção.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Daniella Cronemberger
Agência Câmera de Notícias

O TRISTE FIM DE POLICARPO JR.

 

Por Leandro Fortes

 

Na CartaCapital dessa semana há uma história dentro de uma história. A história da capa é o desfecho de uma tragédia jornalística anunciada desde que a Editora Abril decidiu, após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, que a revista Veja seria transformada num panfleto ideológico da extrema-direita brasileira. Abandonado o jornalismo, sobreveio a dedicação quase que exclusiva ao banditismo e ao exercício semanal de desonestidade intelectual. O resultado é o que se lê, agora, em CartaCapital: Veja era um dos pilares do esquema criminoso de Carlinhos Cachoeira. O outro era o ex-senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Sem a semanal da Abril, não haveria Cachoeira. Sem Cachoeira, não haveria essa formidável máquina de assassinar reputações recheada de publicidade, inclusive oficial.

A outra história é a de um jornalista, Policarpo Jr., que abandonou uma carreira de bom repórter para se subordinar ao que talvez tenha imaginado ser uma carreira brilhante na empresa onde foi praticamente criado. Ao se subordinar a Carlinhos Cachoeira, muitas vezes de forma incompreensível para um profissional de larga experiência, Policarpo criou na sucursal da Veja, em Brasília, um núcleo experimental do que pior se pode fazer no jornalismo. Em certo momento, instigou um jovem repórter, um garoto de apenas 23 anos, a invadir o quarto do ex-ministro José Dirceu, no Hotel Nahoum, na capital federal. Esse ato de irresponsabilidade e vandalismo, ainda obscuro no campo das intenções, foi a primeira exalação de mau cheiro desse esgoto transformado em rotina, perceptível até mesmo para quem, em nome das próprias convicções políticas, mantém-se fiel à Veja, como quem se agarra a um tronco podre na esperança de não naufragar. Leia mais 

Quem deu o furo jornalístico do Mensalão?

Na sessão do Supremo, o procurador-geral Roberto Gurgel leu notícias do Jornal do Brasil, de Luiz Antônio Carneiro, e artigos de Carlos Chagas na Tribuna da Imprensa, sobre os primórdios do caso Mensalão que se tornou a Ação Penal 470.

O procurador preferiu citar fontes confiáveis. Mas o furo jornalístico foi do “jornalista” Carlinhos Cachoeira, que montou uma agência de notícias, formada por profissionais da imprensa e arapongas do extinto SNI.

O furo e/ou repercussão nacional  deve-se a Policarpo Jr. da revista Veja, parceiro de Cachoeira nas reportagens publicadas na Veja e jornalões e TV Globo e outras revistas de papel cuchê.

O interessante que o mensalão sempre existiu, e continua a ser praticado nas câmaras municipais, assembléias legislativas e no Congresso. O que pode mudar é a moeda de troca.

Sarney e Fernando Henrique usaram as concessões de rádio e tv. Hoje, praticamente todas, nas mãos de políticos ou laranjas. Certamente que alguns venderam as concessões. Roberto Jefferson, que denunciou o Mensalão na Câmara dos Deputados, foi um dos beneficiados.

Em Pernambuco, Newton Carneiro, deputado estadual, vendia o voto dele ao governo e à oposição. Oposição também compra. Idem empresários e banqueiros. Inclusive as doações para as campanhas eleitorais fazem parte do mercado. Pelas doações, possível prever os votos de todo um mandato de vereador, de deputado estadual, de deputado federal e de  senador.

Não é um jeitinho brasileiro. Os lobistas atuam no Congresso dos Estados Unidos. A troika vem pressionando as votações dos congressos da Grécia, de Portugal, da Espanha.

A Monssanto pagou o recente golpe parlamentar do Paraguai.

Uma reportagem típica da Época, Istoé, da Veja: Não separa o joio do trigo. E com a mensagem de um senador, agigantado, apequenar os outros.

Uma ditadura não compra deputados nem senadores. Simplesmente cassa, prende ou mata os dissidentes.

Assim contínuo crente que uma democracia é preferível. Sempre. Existem leis que punem a corrupção nos três poderes. E na imprensa, a liberdade de expressão precisa ser do jornalista e não dos proprietários dos meios de comunicação de massa.

Márcio Thomaz Bastos pediu o boné e perdeu o bornal no caso do bordel de Cachoeira

 Por: Luciana Lima, da Agência Brasil
Brasília – O escritório do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos deixa hoje (31) a defesa do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. De acordo com a advogada Dora Cavalcanti Cordani, que pertence ao escritório, a petição informando a saída do caso será protocolada hoje.
Ela informou ainda que a saída não guarda relação com a suposta tentativa de suborno por parte da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça. Segundo a advogada, já havia um acordo com a família de Cachoeira que previa a saída após as audiências na 11ª Vara Federal em Goiânia ocorridas na semana passada.
“Tínhamos combinado que após as audiências começaríamos a transição para um outro escritório escolhido por eles. Estamos em reunião com a família e acho que até o final da semana já poderemos repassar o processo”, explicou a advogada. Thomaz Bastos já estava fora do caso há duas semanas. Ele foi ministro da Justiça na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Cachoeira é acusado de envolvimento em um esquema de jogos ilegais e de liderar uma organização criminosa que teria cooptado políticos e empresários. Ele está preso desde o dia 29 de fevereiro, em Brasília. Ontem (30), a mulher de Cachoeira foi detida sob suspeita de tentar subornar o juiz responsável pela investigação Alderico Rocha Santos.
Andressa prestou depoimento na Polícia Federal em Goiânia, foi liberada, mas terá que pagar R$ 100 mil de fiança. Além disso, Andressa – considerada pelo Ministério Público como mensageira do grupo de Cachoeira – ficou impedida de ter contato com os réus no processo, inclusive com seu marido. Caso ela desrespeite essa determinação, poderá ser presa.
Transcrito do blogue de Daleuson Menezes, Repassando Tudo.

Transcrevo do blogue Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim:

CPMI DO CACHOEIRA CONVOCARÁ JORNALISTA DA VEJA PARA DEPOR

Nesta segunda, juiz que investiga o caso Cachoeira acusou a mulher do contraventor de tentar chantageá-lo com base em dossiê produzido pelo diretor da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Junior.

por Najla Passos

O diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, o jornalista Policarpo Junior, será convocado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga os crimes cometidos pela organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Com os acontecimentos de hoje, está colocada a relação do jornalista com a organização criminosa. Já iremos discutir a convocação na primeira reunião da CPMI”, afirmou à Carta Maior o vice-presidente da Comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

Nesta segunda (30), a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, foi detida sob a acusação de tentar chantagear o juiz da 11ª Vara Federal de Goiânia, Alderico Rocha Santos, com base em dossiê produzido por Policarpo Junior, no qual o magistrado apareceria ao lado de políticos e empresários. O juiz relatou a chantagem ao Ministério Público Federal (MPF), que pediu a prisão da mulher do contraventor. Andressa foi detida pela Polícia Federal (PF) e liberada após firmar compromisso de pagar fiança.

“Isso demonstra que esta organização criminosa está ativa, buscando corromper e constranger autoridades públicas. E que Andressa não é apenas esposa de Cachoeira, mas um membro atuante desta quadrilha, que precisa ser desarticulada”, disse o vice-presidente da CPMI. Segundo ele, a acusada está convocada para depor na CPMI no dia 7. Já Policarpo, ainda terá data agendada.

Indústria de dossiês

Desde o início dos trabalhos da CPMI do Cachoeira, são muitas as denúncias que indicam relações entre a revista Veja e a organização criminosa, que seriam intermediadas por Policarpo. Veja aqui

Uma manchete de crítica ou aplauso?

Um jornal criticar o judiciário acho difícil. Como acontecia na ditadura militar pode acontecer. De maneira indireta. Ou velada.

Nos anos de chumbo passavam pela censura os subentendidos. Definem os dicionários: são as insinuações escondidas por trás de uma afirmação.
Subentendido é de responsabilidade do leitor, pois o jornal ao subentender, esconde-se por trás do sentido literal das palavras e pode dizer que não estava querendo dizer o que o leitor compreendeu.
O subentendido, muitas vezes, serve para o jornalista proteger-se diante de uma informação que quer transmitir sem se comprometer com ela.

Este abre-te sésamo era esperado. Mais do que previsível.

Castigo supremo: Cachoeira terá que manter distância de Veja

 

Em sua polêmica decisão, que mandou soltar o Carlos Cachoeira, e que só não foi efetivada porque outra operação da Polícia Federal impede sua soltura, o desembargador Tourinho Neto listou diversas pessoas com quem o bicheiro, uma vez em liberdade, não poderá manter contato. Uma delas é o jornalista Policarpo Júnior, diretor da sucursal brasiliense da revista Veja. Outra, curiosamente, é o também jornalista Eugênio Bucci. Ex-presidente da Radiobrás, Bucci é também consultor do empresário Roberto Civita, dono da Editora Abril.

 

Tourinho Neto determinou ainda que Cachoeira mantenha distância de três governadores: Marconi Perillo, de Goiás, Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, e Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro. Além disso, terá que manter distância dos deputados Stepan Nercessian, Protógenes Queiroz, Carlos Alberto Leréia, Sandes Júnior e Leonardo Vilella. São também citados o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, e seus comparsas mais diretos, como o sargento Dadá.

Ao citar os nomes das pessoas de quem Cachoeira não poderá se aproximar, o desembargador Tourinho Neto acabou lançando uma sombra de suspeição sobre todos eles. Seriam parte da organização?

Leia, aqui, a íntegra da decisão de Tourinho Neto.

 

 

 

 

 

Por que Globo, Abril e Folha têm medo da CPI do Cachoeira?

Carlos Cachoeira, durante muitos anos, foi a principal fonte de informações da TV Globo, dos jornalões e revistas de papel cuchê.

Forneceu releases, filmes e fotos que viraram furos jornalísticos.

Escrevi que grandes jornalistas usurparam prêmios Esso que deveriam, por direito, pertencer ao “jornalista” Cachoeira.

Para prestar este serviço à grande imprensa, contratou agências de espionagem nacionais e internacionais e (pasmem!) arapongas do extinto CNI.

Veja, istoé, que bizarra época vivida com o “professor” no comando do jornalismo investigativo do Brasil, forjando reportagens que viraram comissões parlamentares de inquérito.

Este jornalismo marrom, baseado em meias-verdades, balões de ensaio e mentiras grosseiras, continua sendo praticado. Agora, para extinguir e/ou desmoralizar a CPI das Operações La Vegas e Monte Carlo.  (T.A.)

MISSÃO MIRO TEIXEIRA 

Na edição de hoje da Folha, há até uma nota emblemática na coluna Painel, da jornalista Vera Magalhães. Chama-se “Vacina” e diz o que segue abaixo:

“O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) vai argumentar na CPI, com base no artigo 207 do Código de Processo Penal, que é vedado o depoimento de testemunha que por ofício tenha de manter sigilo, como jornalistas”.

O argumento de Miro Teixeira é o de que jornalistas não poderão ser forçados a quebrar o sigilo da fonte, uma garantia constitucional. Ocorre que este sigilo já foi quebrado pelas investigações da Polícia Federal, que revelaram mais de 200 ligações entre Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira. Além disso, vários países discutem se o sigilo da fonte pode ser usado como biombo para a proteção de crimes, como a realização de grampos ilegais. (Esmael Morais) 

O LOBISTA DA VEJA 

Foi visto circulando em Brasília o executivo Fábio Barbosa, ex-presidente do Santander e atualmente presidente do grupo Abril, que publica Veja. Bem relacionado em todos os partidos, por ter sido também presidente da poderosa Febraban, Fábio Barbosa foi a Brasília com uma missão delicada: convencer lideranças do Congresso Nacional a evitar a convocação, pela CPI, do empresário Roberto Civita, presidente do grupo Abril.

A tarefa é muito difícil. Primeiro, porque são fortes as ligações entre a revista Veja e o esquema do contraventor Carlos Cachoeira. Além das 200 ligações entre o bicheiro e o jornalista Policarpo Júnior, várias reportagens publicadas pela revista apontam um nexo entre os grampos ilegais do bicheiro e os furos de reportagem da publicação.

A IRMANDADE DOS MARINHO

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

E por que os quatro, juntos, de mãos dadas, o Robert(o) Civita e os tres filhos do Roberto Marinho precisam subir à forca ?

Porque eles são a corda e a caçamba.

O jn não tem produção própria.

A Veja não tem repercussão nacional.

O crime organizado se organiza na Veja e se expande no jornal nacional, na liturgia trevosa de seu Cardeal Ratzinger, o Ali Kamel.

O jn transforma em Chanel # 5 o detrito solido de maré baixa da Veja. Por Paulo Henrique Amorim 

O que diferencia Carlinhos Cachoeira de tantas outras organizações criminosas foi sua extraordinária influência política. E ela se devia, na maior parte, ao acesso que tinha à revista Veja, à possibilidade de detonar adversários ou recalcitrantes com matérias escandalosas – mesmo, muitas delas, não obedecendo sequer aos critérios de verossimilhança. Blog do Saraiva