Daniel Dantas e Naji Nahas sempre juntos nos negócios, na justiça e prisões

Quantos habeas corpus precisa Daniel Dantas?

Indaga Paulo Henrique Amorim:

O STF vai tirar Dantas
da cadeia três vezes ?

leitura mais detalhada do recurso da sub-procuradora da República, Lindôra Maria Araujo, cria um problema para o STF.

O Supremo vai salvar de novo o passador de bola apanhado no ato de passar bola – clique aqui para ver o vídeo do jornal nacional e que o então Presidente do Supremo solenemente ignorou ?

Salvou uma vez, com os dois HCs Canguru que Gilmar Dantas lhe concedeu em 48 horas.

(Gilmar Dantas, como disse este ansioso blogueiro em sua defesa oral – clique aqui para ler “Como PHA se defendeu de Dantas, Kamel e Heraldo” – é a verdadeira inspiração para a ação que Heraldo move contra o blogueiro, sob a esdrúxula acusação de … racista.)

O STF vai tirar Dantas da cadeia uma terceira vez ?

Este será um teste para a legitimidade do Supremo, deste específico Supremo, mais revelador do que o chamado Mensalão (que, como diz o Mino Carta, ainda está por provar-se.)

Daniel Dantas é o câncer da Nova República.

A metástase se iniciou  na Privataria Tucana – é por esse motivo, sobretudo , que o PiG  lhe dá fuga.

Espalhou-se pelos partidos políticos, pelo Judiciário e pelo PiG e seus penduricalhos.

Como disse a capa da Carta Capital: ele é o dono do Brasil.

Na Justiça inglesa, ele foi condenado.

No Brasil, ganha quase todas.

Lei mais.

Pitta, Dantas e Nahas presos pela PF
Pitta, Dantas e Nahas presos pela PF

Daniel Dantas o capo do “lá em cima resolvo”, uma convicção que desmoraliza o STF, mandou publicar na sua revista Istoé:

Por Leonardo Attuch

O primeiro encontro aconteceu em 1986. Daniel Dantas, então um jovem prodígio do mercado financeiro, foi ao encontro de Naji Nahas, o legendário investidor libanês radicado no Brasil, a pedido de Lázaro Brandão, que era seu chefe no Bradesco. Daniel tinha a missão de obter de Nahas, um dos mais influentes homens do mundo das finanças, informações sobre mudanças nas regras de investimento. Na antesala, Dantas fixou longamente o olhar numa foto de Nahas, rodeado por poderosos, num cruzeiro marítimo. O investidor então entrou no ambiente, deu um leve tapa nas costas do garoto e disse, em meio às baforadas do charuto: “Naquele dia, eu perdi um bilhão de dólares; acho que você nunca conheceu alguém que já perdeu um bilhão.” Dantas parou, pensou e respondeu: “Com esse sorriso, de fato, nunca conheci”. Nahas referia-se a um passo em falso no mercado da prata – ele e membros da família real saudita sonharam em ter quase toda a prata do mundo nas mãos e perderam fortunas quando os preços despencaram. Mais de quinze anos depois, quis o destino que Nahas e Dantas voltassem a se encontrar. O megainvestidor,

uma das raras pessoas do mundo capazes de perder US$ 1 bilhão e ainda sorrir, tinha mil e uma histórias para contar.

Foi ele o epicentro do maior terremoto já visto no mercado financeiro brasileiro – o colapso da Bolsa de Valores de São Paulo, em 1989. Dantas, por sua vez, já não era apenas um garoto promissor. À frente do Opportunity, ele hoje administra investimentos de mais de R$ 10 bilhões. E, juntos numa negociação pela primeira vez, os dois solucionaram uma das maiores brigas societárias do País: a disputa entre a Telecom Italia e a Brasil Telecom. O acordo foi assinado na madrugada da quarta-feira 28, por Daniel Dantas e Marco Tronchetti Provera, presidente da operadora italiana. Dois dias depois, Nahas e Dantas brindaram o acerto num almoço na mansão do investidor em São Paulo, no Jardim América. Comeram quibes, coalhadas e saladas árabes. “Mesmo um mau acordo é quase sempre melhor do que uma boa briga, e este foi um acordo excelente para as duas partes”, disse Nahas, que aconselhou os italianos.

O acordo entre a Telecom Italia e a Brasil Telecom colocou um ponto final numa briga sangrenta. Discretamente, todas as negociações foram pilotadas por Naji Nahas, amigo íntimo de Tronchetti Provera há mais de vinte anos. Pelo acerto, os italianos reduziram sua participação na operadora brasileira e terão direito a lançar nacionalmente o serviço celular da Telecom Italia Mobile. “Fui injustamente massacrado pela mídia, mas nunca perdi bons relacionamentos”, disse Nahas, dono de uma agenda de fazer inveja. Naji Nahas é um homem tão poderoso que, em junho deste ano, teria convencido o líder da Arábia Saudita, o príncipe Abdullah, a enviar o Boeing saudita a Paris.

O avião foi à França buscar o governador cearense Tasso Jereissati para um encontro em Riad,

onde se discutiu a implantação de uma refinaria de US$ 2 bilhões no Brasil.

Leonardo Attuch esqueceu de falar de um caso que rende mais um habeas corpus para Daniel Dantas:

Kroll e os mistérios do processo italiano que envolve Provera

Marco Tronchetti Provera
Marco Tronchetti Provera

Historia Wálter Fanganiello Maierovitch:

Como informou o jornalista Rubens Valente, da Folha de S.Paulo, o banqueiro Daniel Dantas conseguiu, na 5ª Vara Federal de São Paulo, suspender o processo criminal onde é acusado de ser mandante de arapongagens (espionagens com afronta à Constituição e à lei penal)  realizadas pela Kroll, uma agência privada de investigações e infinitas trapalhadas.

Dentre as vítimas, destaco Luiz Gushiken, ex-ministro  que se opunha a Dantas, e o jornalista Paulo Henrique Amorim

O caso Dantas-Kroll, também conhecido policialmente por Operação Chacal, arrasta-se desde outubro de 2004.

Quem tiver mínima dúvida de que ocorrerá prescrição no processo criminal, com a consequente  extinção da punibilidade dos réus, faça uma aplicação no Fundo Opportunity e receba os bônus da ingenuidade.

O processo criminal, por decisão da juíza da supracitada 5ª Vara Federal, ficará suspenso até a chegada de documentos solicitados num dos processos criminais mais escandalosos da história da Justiça italiana.

Sobre o processo italiano, numa apertada síntese, o chefe de segurança da Telecom e da Pirelli, Giuliano Tavaroli, elaborou, ilegalmente, um dossiê com milhares de dados:  grampeou e violou sigilos de quase todos os empresários e políticos da Itália. Sua meta era controlar todos, mas não houve tempo. Por isso, o dossiê só engloba o período de 1997 a 2004.

Tavaroli contou com a ajuda de Marco Mancini, segundo homem da hierarquia do Serviço de Espionagem Militar (Sismi) do Estado italiano.

Mancini era o braço direito do general Nicolò Pollari, chefe do Sismi.

Mancini, indagado, por exemplo, sobre a responsabilidade de Marco Tronchetti Provera – presidente e maior acionista da Telecom Italia à época – respondeu tratar-se de segreto di Stato. Com efeito, em face do tal segredo de Estado, não se sabe se Tavaroli cumpria, ao elaborar o dossiê, ordens de Tronchetti Provera. A propósito, Tronchetti Provera não está sendo processado.

O dossiê produzido por Tavaroli e os seus 007 custou para a Telecom Italia a bagatela de  34,3 milhões de euros.

O dossiê apareceu quando, em setembro de 2006, Tavaroli foi preso com outros 20 da sua rede de 007. Com Emanuele Cipriani apreendeu-se 14 milhões de euros.

Tavaroli acabou preso em setembro de 2006 e Mancini, logo depois, em dezembro de 2006.

COMO NAJI NAHAS

VIROU MEGAINVESTIDOR?

Cena símbolo da chacina do Pinheirinho
Cena símbolo da chacina do Pinheirinho

Leonardo Attuch também não explica como o doleiro Naji Nahas, o grileiro do Pinheirinho, em São José do Campos, que desalojou sete mil pessoas, numa ocupação militar que o desembargador Ivan Sartori comandou, conseguiu virar um mega colarinho branco, que perde sorrindo um bilhão em um dia.

Pelo que se sabe, Nahas chegou ao Brasil com 50 milhões, em 1970.