Glória Maria e Singapura, campo de concentração da Petrobras

Glória Maria, na entrevista que fez com Venina Velosa da Fonseca, insinua que a ex-gerente da Petrobras foi parar nos quinto do inferno, exilada em um lugar perdido no cu do mundo.

Venina foi para Singapura no posto de gerente e para um dos lugares mais cobiçados pelo alto escalão da Petrobras.

Não foi exílio nem castigo, nem assédio moral, nem perseguição, Singapura vale como um prêmio, como reconhece Venina.

 

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Sobre a entrevista lembra Glória Maria que não houve nenhum tipo de restrição de pergunta por parte de Venina Fonseca: “Ela não sabia o que seria perguntado, porque eu não seria uma jornalista séria se dissesse as perguntas antes ou se aceitasse qualquer tipo de restrição. Não houve combinação, as perguntas foram feitas na hora e ela respondeu a todas sem hesitar”. Não foi assim. Venina não respondeu todas as perguntas.

Glória Maria denunciou que Venina foi ameaçada de morte com um revólver encostado na cabeça. Venina nem negou, nem confirmou. Simplesmente ficou calada. Falta Glória contar essa estória do revólver, e revelar os nomes do agressor ou agressores.

Glória Maria – E eu queria saber uma coisa: a senhora diz que vem recebendo várias ameaças, inclusive com arma apontada para sua cabeça e que as suas filhas vêm sendo ameaçadas. O que está acontecendo realmente?

Venina Velosa – Depois que eu apurei essa questão da área de comunicação, durante esse processo todo da área de comunicação, a gente recebeu várias ameaças por telefone. As minhas filhas, na época, deveriam ter 5 e 7 anos. Eram bem novas. Teve outros momentos mais difíceis, além desse. A opção que eles fizeram em 2009 foi realimente me mandar para o lugar mais longe possível, isso está entre aspas, onde eu tivesse o menor contato possível com a empresa. Aparentemente eu estaria ganhando um prêmio indo para Singapura, mas na verdade o que aconteceu foi que realmente quando eu cheguei em Singapura me apresentei no escritório, me foi dito que eu não poderia trabalhar, que não era para eu ter contato com o negócio e que era para eu realmente buscar um curso e me dedicar ao curso.

Venina Velosa ficou sem trabalhar, isto é, a Petrobras ficou sem gerente em Singapura. E Venina se trancou em um quarto miserável e se pôs a chorar. Um inferno Singapura. Não tem água na torneira, parece São Paulo. Não tem segurança para se andar nas ruas, parece o Rio de Janeiro. Um lugar pobre de marré deci. Foi o que insinuou Venina. Foi o que deixou transparecer Glória Maria. Que os telespectadores da Globo jamais ouviram falar de Singapura, nem onde fica, nem que diabo é: talvez um país na África, na América Central, uma ilha presídio, uma cidade do Haiti. Os jornais inclusive escrevem Singapura com “C”.

Glória Maria – Você tem uma família. Ou tinha. Foi para Singapura com filhos, marido. Depois disso tudo que aconteceu, como está a sua vida agora?

Venina Velosa – Eu tinha uma família, sim. Eu tinha um apartamento, eu tinha um marido, duas filhas, a minha mãe, a minha família, e simplesmente o que eles fizeram foi me afastar do meu país, da empresa que eu tanto gostava, dos meus colegas de trabalho. Eu fui para Singapura, eu não vi minha mãe adoecendo. Minha mãe ficou cega, minha mãe fez transplante de coração, eu não pude acompanhar minha mãe. O meu marido não pôde mais trabalhar, ele teve que retornar. Eu fui o tempo todo pressionada para fazer coisas que não eram dentro do código de ética da empresa. A única coisa que me sobrou foi meu nome. E quando eu vi que eles colocaram meu nome associado a coisas que eu não fazia, eu chamei minhas duas filhas e falei: ‘Olha, meninas, ou eu reajo e tento fazer, limpar o meu nome, ou eu vou deixar isso acontecer, a gente vai ter uma certa tranquilidade agora e o trator vai passar por cima depois. O que nós vamos fazer?’. As minhas filhas falaram: ’Vamos reagir!’.

Glória Maria esqueceu de lidar com as datas, que poderiam esclarecer a verdade.

Venina foi para Singapura em 2009.

A principal revelação foi o fato de Venina ter admitido que contratou o então namorado, com quem depois se casou, para a realização de serviços de consultoria por R$ 7,8 milhões. Sem licitação.

Foram dois contratos. Um em 2004 e outro em 2006. “Mas nós só nos casamos em 2007″, disse Venina Velosa.

Em 20o9, Venina foi para Singapura.

Insisto nas datas porque esclarecem muitas coisas: Diz Venina que viajou para Singapura com o marido, e ele “teve que retornar”. Com as filhas?

Se Venina casou em 2007, quando viajou a filha mais velha teria dois anos, e a mais nova não tinha nascido.

 

Recapitulando: Quando assinou os contratos era solterinha da Silva. Foi para Singapura, e perdeu tudo.  “Eu tinha uma família, sim. Eu tinha um apartamento, eu tinha um marido, duas filhas”. Que davam conselhos.

 

Singapura, o lugar de castigo da Petrobras

 

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Singapura, oficialmente República de Singapura, é uma cidade-Estado localizada na ponta sul da Península Malaia, no Sudeste Asiático, a 137 quilômetros ao norte do equador. Um país insular constituído por 63 ilhas, é separado da Malásia pelo Estreito de Johor, ao norte, e das Ilhas Riau (Indonésia) pelo Estreito de Singapura, ao sul.

Singapura é o país com melhor IDH dos países Asiáticos, e 9° melhor do mundo em 2014. O seu território é altamente urbanizado, mas quase metade dele é coberto por vegetação. No entanto, mais terras estão sendo criadas para o desenvolvimento por meio de aterramento marítimo.

O país é um líder mundial em diversas áreas: é o quarto principal centro financeiro do mundo, o segundo maior mercado de jogos de casino e o terceiro maior centro de refinação de petróleo do mundo. O porto da cidade é um dos cinco portos mais movimentados do mundo.

O país é o lar do maior número de famílias milionárias em dólares per capita do planeta. O Banco Mundial considera a cidade como o melhor lugar no mundo para se fazer negócios. O país tem o terceiro maior PIB per capita por paridade do poder de compra do mundo, tornando Singapura um dos países mais ricos do planeta. E um dos principais centros de turismo do mundo, e Venina se negou a fazer turismo com o marido e filhas – se deitou numa cama de um quarto miserável e se pôs a chorar.

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Entrevista glorifica Venina, a trelosa nepotista da Petrobras

No último domingo, as denúncias de corrupção da Operação Lava Jato ganharam mais um capítulo melodramático. A ex-gerente Venina Velosa da Fonseca concedeu uma entrevista exclusiva à jornalista Glória Maria, que foi ao ar no Fantástico. “Ela me escolheu porque achava que eu era uma das repórteres de mais credibilidade, e se sentiria mais à vontade e com mais confiança ao falar comigo”, explica.

Elegeu uma repórter que é a glória do jornalismo desacreditado da TV Globo. Sim, uma repórter da máxima confiança. Duvido que a Velosa preferisse um Jô Soares.

Segundo Glória Maria, as negociações para a entrevista foram muito rápidas. “Isso começou no sábado e a gente gravou domingo para o programa. Nós fizemos uma entrevista de, mais ou menos, 1h30 e foi ao ar 30 minutos”, conta ela no Altas Horas que vai ao ar no sábado, 27. Certo, taí uma coisa verdadeira: “As várias negociações…”

“A gente conversou durante uma hora e vi que ela era uma pessoa correta”. Glória Maria, além de repórter é psicóloga e psiquiatra. Que prova tem Glória Maria para dizer que uma pessoa é “correta” com base em uma conversa de uma hora? Olhômetro?

Incorreta foi a entrevista. Não foram checadas outras fontes.
A jornalista comenta que não houve nenhum tipo de restrição de pergunta por parte de Venina Fonseca: “Ela não sabia o que seria perguntado, porque eu não seria uma jornalista séria se dissesse as perguntas antes ou se aceitasse qualquer tipo de restrição. Não houve combinação, as perguntas foram feitas na hora e ela respondeu a todas sem hesitar”. Ora, ora, Glória, você perguntou o que era do agrado da entrevistada e do interesse dos seus patrões: os irmãos Marinho.

Glória Maria confessa que achou Venina uma pessoa extremamente sincera e correta. “Eu já tenho algum tempinho de jornalismo, então, conheço um pouco as pessoas. Quando ela me escolheu para dar essa entrevista, quis primeiro conhecê-la. A gente conversou durante uma hora e vi que ela era uma pessoa correta, pelo menos me pareceu”, garante a repórter.

“Pelo menos me pareceu”, isso é uma observação visual, sem precisão nenhuma.

Numa conversa apressada, a Glória é capaz de conhecer o caráter de uma pessoa, de julgar seu passado, de desnudar sua alma. É muita pretensão. De jornalista que tem o rei na barriga.

Durante o programa, Glória ainda comenta que a ex-gerente da Petrobras lhe pareceu uma mulher sofrida: “Ela viveu muito tempo em Singapura passando por dificuldades, acabou um casamento, sua família foi destruída, porque parece que ela estava sendo ameaçada o tempo todo”. Ingenuidade da Glória, que nada sabe do veneno de Venina Veloza.

Glória ficou bem comovida com o teatro encenado pela Globo. E as perguntas de Gloria tiveram o efeito desejado.

Informa 247: “No ponto melodramático da entrevista, Venina foi às lágrimas, quando Gloria Maria a perguntou sobre sua família. ‘Eu tinha uma família. Não vi minha mãe ficar cega e meu marido teve de retornar para poder trabalhar’, disse Venina, atribuindo o divórcio ao fato de ter sido enviada para Singapura. Lá, ela insinua ter sido colocada na geladeira para não criar mais problemas para seus superiores.

No fim, Venina fez um convite para que outros funcionários da Petrobras denunciem seus superiores. ‘Estou convidando você também’, disse ela, para que os brasileiros possam voltar a sentir ‘orgulho da empresa”.

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Triste final de carreira para Glória Maria, que escondeu propositadamente, ou não pesquisou a verdade.

Ainda no 247: “A principal revelação foi o fato de Venina ter admitido que contratou o então namorado, com quem depois se casou, para a realização de serviços de consultoria por R$ 7,8 milhões. (…)

‘Foram dois contratos. Um em 2004 e outro em 2006. Mas nós só nos casamos em 2007’, disse Venina Velosa, ex-gerente executiva da Petrobras. Assim ela justificou o fato de ter contratado, por R$ 7,8 milhões, seu ex-marido para a realização de serviços de consultoria para a Petrobras. Venina disse ainda que, após o casamento, os contratos foram interrompidos, mas não informou quanto havia sido pago até o enlace matrimonial”. Isso Glória, a Glória da Globo não perguntou.

“Tenho algum tempinho de jornalismo, então, conheço um pouco as pessoas”. Conhece tanto que esqueceu a imparcialidade, e produziu um cantinho humilde da moradia para passar a idéia de que Venina Velosa passa dificuldades.

Quando o jornalista Jorge Bastos Moreno revelou que Venina “contratou, sem licitação, a empresa Salvaterra, do hoje ex-marido, Maurício Luz, em 2004 (R$ 2,4 milhões) e 2006 (R$ 5,4 milhões), para serviços de consultoria; e também a de Nílvia Vogel como funcionária local, mas custeando sua mudança, quando exercia a representação em Singapura. Há outros processos contra ela na empresa (Petrobras)”.

Essa é a mulher “extremamente sincera e correta” de Glória Maria.

Comenta Paulo Henrique Amorim: “Venina voltou na semana passada e perdeu o cargo de chefe do escritório (de Singapura) porque uma investigação da Petrobras apontou-a como uma dos 11 funcionários responsáveis por não conformidades em contratações das obras da refinaria de Abreu e Lima.

-E pau que dá em Paulo Roberto dará em Venina.

– Isso veremos.

– Por que ?

– Porque a Venina entrou para o elenco fixo da Globo.”

Hotel Marina em Singapura
Hotel Marina em Singapura

PSDB dá vazão ao golpismo

 

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por Aldo Fornazieri

Involuntária ou voluntariamente, o PSDB está estimulando setores golpistas. Sem nenhum indício de que tenha havido irregularidades nas eleições presidenciais do segundo turno, o partido pediu ao Tribunal Superior Eleitoral uma auditoria especial do pleito. No pedido, o PSDB afirma o seguinte: “Temos absoluta confiança de que o TSE cumpriu seu papel, garantindo a segurança do processo eleitoral”. Assim, sem evidências e com a manifestação dessa “confiança”, o PSDB se mostra um pescador de águas turvas e lança uma suspeição geral sobre a legitimidade das eleições sem ter a coragem de assumir claramente este objetivo. Pedir a auditoria de eleições é um direito que assiste os partidos, desde que haja evidências de irregularidades. Caso contrário, abre-se um grave precedente que pode desaguar na instabilidade política e na erosão da confiança na Justiça Eleitoral, construída arduamente no pós-regime militar.

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Uma das coisas que o Brasil pode se orgulhar de sua democracia é a confiabilidade e a credibilidade de seus processos eleitorais. A confiança e a experiência acumuladas permitem que a cada eleição se busquem superar deficiências e corrigir erros eventuais. Queira-se ou não, a suspeição lançada pelo PSDB sobre as últimas eleições provoca ressonâncias nas manifestações golpistas que se expressam na internet e nas ruas, como ocorreu em ato realizado em São Paulo no último sábado (1), no qual os manifestantes pediram um misto de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e de golpe militar.

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Já durante a campanha eleitoral de Aécio Neves, o PSDB permitiu que se abrigassem como seus apoiadores setores golpistas e indivíduos e grupos que manifestaram preconceitos antinordestinos, homofóbicos, racistas e contra as mulheres. Elementos intolerantes estimularam a violência física e verbal contra pessoas que, simplesmente, portavam adesivos de apoio a Dilma. O ódio ao PT foi moeda corrente na campanha de Aécio. Até mesmo divisionistas se agregaram à campanha, pregando, ou a independência de São Paulo ou a exclusão do Norte e do Nordeste do resto do Brasil. Não houve nenhuma condenação dessas manifestações antidemocráticas e preconceituosas, seja por parte de Aécio, seja por parte do PSDB.

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O PSDB é politicamente responsável por essas manifestações e deve ser cobrado por isso. Convém lembrar que quando setores do PT propuseram a campanha do “Fora FHC”, o Congresso Nacional do partido, realizado em novembro de 1999, aprovou uma resolução rejeitando a iniciativa. Os tucanos precisam manifestar-se, tanto sobre as propostas de golpe, quanto sobre a palavra de ordem do impeachment de Dilma se não quiserem continuar dando vazão a este tipo de manifestações. O PSDB e os demais partidos que têm uma história de luta contra o autoritarismo e em defesa da democracia, incluindo o PT, não podem permitir que elementos oportunistas e carreiristas, vindos de outras bandas, contaminem e destruam a cultura democrática que os formaram.

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As pregações da divisão do Brasil e de apelo ao golpe militar são atentados contra a Constituição. Os detentores de cargos eletivos que se manifestarem pela divisão do Brasil ou pelo golpe devem ser processados politicamente e, por consequência, devem ter seus mandatos cassados, dada a gravidade de seus atos. O artigo 1° da Constituição afirma que “a República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito…”. Este artigo estabelece o princípio da unidade e da indivisibilidade do território nacional, organizado de forma federativa. Propor a divisão representa uma grave violação constitucional.

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O parágrafo 4° do artigo 60 da Constituição define como cláusulas pétreas (imutáveis), “a forma federativa do Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes; os direitos e garantias individuais”. As cláusulas pétreas, cuja origem remonta à Constituição norte-americana e cuja relevância foi evidenciada na Constituição alemã de 1949, definem os conteúdos essenciais do constitucionalismo democrático, assentados no asseguramento da ordem democrática, na defesa das liberdades individuais e no limite do poder. Propor o golpe militar também representa uma violação deste dispositivo constitucional. O que fica claro é que os comandos constitucionais que fundam os pilares democráticos do Brasil precisam ter consequências práticas. Ou seja, o que falta é uma lei de defesa da democracia que tipifique criminalmente e responsabilize aqueles que pregam o golpe militar e a divisão do Brasil e cometam atos que violam o Estado de Direito.

 

Campanha pela Liberdade (estudantes, Chile)
Campanha pela Liberdade (estudantes, Chile)

 

 

A quadrilha de terroristas, que tem a revista Veja como aliada, golpeou as eleições presidenciais e, se não for punida, golpeará o governo Dilma. É o fim da democracia e o começo de uma ditadura

Vladimir Kazanevsky
Vladimir Kazanevsky

 

Não há outro caminho. A justiça tem que ser feita.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a instância jurídica máxima da Justiça Eleitoral brasileira.

A existência e regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está determinada nos artigos 118 a 121 da Constituição Federal de 1988.

As principais leis que regem o Direito Eleitoral são o Código Eleitoral de 1965, a Lei 9.504, de 1997, a Lei dos Partidos Políticos, de 1995, a Lei 12.034 de 2009 e as periódicas resoluções normativas do TSE, que regulam as eleições com força de lei.

Estas normas, em especial o Código Eleitoral de 1965, concedem poderes ao TSE característicos do Poder Executivo e do Poder Legislativo. Assim, o Tribunal Superior Eleitoral é o único órgão integrante da justiça brasileira que detém funções administrativa e normativa que extrapolam seu âmbito jurisdicional. Por conter a palavra “tribunal” em seu nome, é chamado de “Justiça Eleitoral”, mas exerce e é, de fato, o verdadeiro Administrador Eleitoral, assumindo toda administração executiva, gerencial, operacional e boa parte da normatização do processo eleitoral.

A revista Veja deu início a um golpe eleitoral que visou beneficiar a candidatura de Aécio Neves. E que também interferiu nas eleições dos governadores que disputaram o segundo turno. Trata-se de um crime mais do que eleitoral, porque foi um golpe contra a democracia brasileira.

Os golpistas existem como uma quadrilha de terroristas, de sabotadores, de inimigos da ordem constitucional que, sem ser descobertos e punidos, poderão voltar a atacar, provocando uma guerra civil ou o retrocesso de uma ditadura.

O TSE foi ferido de morte pelos golpistas. Que o TSE se pronuncie.

A Democracia agradece

 

DILMA, É HORA DE ABRIR UMA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL SOBRE OS INDÍCIOS CRIMINAIS DE VEJA

 

NetoSampaio veja golpe contra dilma lula democracia bandida

 

por Paulo Moreira Leite

 

 

O golpe eleitoral midiático destinado a interferir na eleição presidencial completa uma semana hoje e cabe perguntar: vai ficar tudo por isso mesmo?

É curioso registrar que estamos diante de um caso que a Polícia Federal e o Ministério Público têm todos os meios de apurar e chegar aos responsáveis sem muita dificuldade, até porque muitos nomes são de conhecimento público. Não é diz-que-diz. Nem simples cortina de fumaça.

Os indícios criminais estão aí, à vista de 140 milhões de eleitores.

Até o momento, temos uma discussão de mercado. Jornalistas debatem o que aconteceu, analistas dão seus palpites, políticos de um lado de outro têm sua opinião. Não basta.

Está na hora daquelas autoridades que falam em nome do Estado brasileiro cumprirem o dever legal de garantir os direitos dos cidadãos de escolher os governantes através de eleições livres e limpas, sem golpes sujos.

O golpe midiático não foi um ato delinquente sem maiores consequências. Trouxe prejuízos inegáveis a candidatura de Dilma Rousseff e poderia, mesmo, ter alterado o resultado da eleição presidencial — a partir de uma denúncia falsa. Mesmo eleita, é inegável que Dilma saiu do pleito com um desfalque de milhões de votos potenciais, subtraídos nas últimas 48 horas. “Se a eleição não fosse no domingo, ela até poderia ter perdido a presidência,” admite um membro do Ministério Público Federal.

Boa parte da investigação já está pronta. Sabemos qual o lance inicial — uma capa da revista VEJA, intitulada “Eles sabiam de tudo”, dizendo que o doleiro Alberto Yousseff dizia que Lula e Dilma estavam a par do esquema de corrupção. Sabemos que, prevendo uma possível ação judicial, a própria revista encarregou-se de esclarecer que não podia provar aquilo que dizia que Yousseff havia dito. O próprio advogado de Yousseff também desmentia o que a revista dizia. Mesmo assim, VEJA foi em frente, espalhando aquilo que confessadamente não poderia sustentar.

Seria divulgado, mais tarde, que a referência a Lula e Dilma, uma suposição (alguma coisa como “é dificil que não soubessem”) sequer fora feita no próprio depoimento a Polícia Federal, mas numa segunda conversa, 48 horas depois.

Se essa hipótese é verdadeira, isto quer dizer que a própria frase da capa, “eles sabiam de tudo”, pode ter sido obtida artificialmente, sem caráter oficial, apenas para que fosse possível produzir uma manchete na véspera da eleição.

Colocada diante de um fato consumado, Dilma foi levada a gravar um pronunciamento para seu programa político. O assunto foi tema no debate da TV Globo, na noite de sexta-feira. Também foi tratado pela Folha de S. Paulo, no dia seguinte, e no Jornal Nacional, menos de doze horas antes da abertura das urnas e dos primeiros votos.

Se antecipou a impressão e distribuição da revista em 24 horas, num esforço para garantir de qualquer maneira que a acusação que não podia ser provada contra Dilma e Lula tivesse impacto sobre os eleitores, a revista também fez um esforço especial de divulgação. No sábado, espalhou out-doors pelo país e foi acusada de não acatar decisão judicial para que fossem retirados — pois o próprio texto do anúncio servia como propaganda negativa contra Dilma. Obrigada a publicar um direito de resposta em seu site, a revista respondeu ao direito de resposta, o que é um desrespeito com a vítima.

No domingo, quando o doleiro Alberto Yousseff foi internado por uma queda de pressão, a pagina falsa de um site de notícias de grande audiência circulou pela internet, dizendo que ele fora assassinato num hospital de Curitiba. No mesmo instante, surgiram cidadãos que gritavam em pontos de circulação que Yousseff fora assassinado numa queima de arquivo, numa campanha de mentira que ajudou a elevar a tensão entre militantes, ativistas e cabos eleitorais de PT e PSDB.

O ministro José Eduardo Cardozo teve de intervir pessoalmente para desmentir a mentira.

Talvez não seja tudo. Olhados em retrospecto, os números risíveis de determinados institutos de opinião, que apontavam para uma vantagem imensa e ridícula de Aécio Neves sobre Dilma, poderiam servir para dar sustentação a trama.

Caso o golpe midiático viesse a ser bem sucedido, produzindo uma incompreensível virada de última hora, estes números de fantasia poderiam ser usados como argumento para se dizer que a candidata do PT já estava em queda e que sua derrota fora antecipada em algumas pesquisas. Verdade? Mentira? Cabe investigar.

Há uma boa notícia neste campo.

No final da tarde de ontem, era possível captar sinais de que uma investigação oficial sobre o golpe midiático pode estar a caminho. Cabe torcer para que isso aconteça e que ela seja feita com toda seriedade que o caso merece.

O eleitor agradece.

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Golpe eleitoral da imprensa que defende o retrocesso da ditadura militar ou do governo FHC. O Atentado do Riocentro

Clique nos links deste post para conhecer melhor o Partido da Imprensa Golpista – PIG.  Uma mídia capaz de tudo. De publicar balãos de ensaio, meias-verdades, mentiras e boatos, e usar mafiosos, corruptos e corruptores como fontes de notícias, reportagens e editoriais. Veja a propaganda de hoje da imprensa que faz a propaganda de Aécio Neves

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O PIG EM AÇÃO

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Aconteceu nos protestos da Copa, infiltrados da polícia e espiões de ser√iços de inteligência estrangeira praticaram atos de sabotagem. Isso é coisa dos eleitores tucanos. Recorde o atentado do Riocentro

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O mais aecista dos jornais. Vendido todo. É do Grupos dos Associados, com o Correio Braziliense e o Diário de Pernambuco
O mais aecista dos jornais. Vendido todo. É do Grupos dos Associados, com o Correio Braziliense e o Diário de Pernambuco

Três suspeitos na tentativa de golpe de estado e eleitoral

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Escreve a procuradora Noélia Brito: “De acordo com essa ilustração, a tal delação que está sendo usada pela Veja para dar um golpe de Estado em nossa democracia, só foi presenciada pelo advogado, pelo delegado da polícia federal que preside o inquérito e por um procurador da República. Quem vazou, se é verdade que alguém vazou alguma coisa, já que a Veja já é conhecida por suas mentiras, cometeu crime pelo qual poderá perder o cargo e ser condenado como o foi o Delegado Protógenes, essa semana, pelo Supremo com relação à Operação Satiagraha e ainda beneficiar os criminosos com a anulação das provas. Tudo isso pra fazer Aécio presidente e derrotar a Dilma e o PT? Cheira mal, heim? Aliás, fede! Por isso, nós o povo, queremos saber os nomes do delegado e do procurador da República envolvidos no caso e que eles sejam chamados a dar explicações sobre esse suposto vazamento”.

 

ADVOGADO DE DOLEIRO: VEJA MENTIU SOBRE DILMA

 

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247 – A tentativa de golpe da Editora Abril contra a democracia brasileira não durou um dia. Menos depois de 24 horas após circular com uma edição extra, acusando a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de “saberem de tudo” sobre o esquema denunciado na Petrobras, o “depoimento” do doleiro Alberto Youssef foi desmentido por ninguém menos que seu próprio advogado, o criminalista Antonio Figueiredo Basto.

“Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou Basto. “Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação”, alertou o advogado.

A edição de Veja foi antecipada para esta quinta-feira para tentar interferir na sucessão presidencial, sobrepondo-se à soberania popular. Ontem, pesquisas Ibope e Datafolha confirmaram a liderança da presidente Dilma Roussef nas pesquisas eleitorais (leia aqui).

Os responsáveis diretos pelo atentado à democracia cometido pela Editora Abril são o diretor de Redação de Veja, Eurípedes Alcântara, o executivo Fábio Barbosa, que conduz a gestão da empresa, além dos acionistas da família Civita. Conduziram o jornalismo brasileiro a seu momento mais irresponsável, mais vil e mais torpe.

 

 

Para a revista Veja tanto faz: golpe eleitoral ou militar

Sempre escrevi que a revista Veja pratica qualquer crime, como quinta-coluna do Império, para favorecer os interesses da pirataria e dos especuladores internacionais, associados ou não com corruptos e corruptores brasileiros.

Para municiar o Partido da Imprensa Golpista (PIG), o “jornalista” e bicheiro Carlinhos Cachoeira criou uma agência clandestina de notícias, com a participação de jornalistas da Veja e arapongas dos porões da ditadura militar.

Esta podridão da Veja vem de suas origens, quando se apresentava como virgem e imaculada, e levou à falência a revista Manchete, que desbancou a revista Cruzeiro, e todas realizaram o mesmo papel de porta-voz dos ditadores, sob o comando dos generais Golbery e Octavio Costa.

A revista Veja foi cria da propaganda do governo Médici, que se apossou do slogan hippie “faça o amor, não faça a guerra”, adotado pela publicidade das empresas que apoiavam o regime.

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Ainda no governo Médici, o grupo Abril, que edita a Veja, veredou por outros negócios como o da hotelaria, criando uma rede de hotéis cinco estrelas, com o apoio de prefeitos e governadores nomeados.

Na redemocratização, os presidentes civis continuaram investindo na Veja e nas suas negociatas, finalmente cortadas pelos governos Lula e Dilma Rousseff.

Sem as tetas do governo, o Grupo Abril passou a propagar, descaradamente, o ódio ao PT, o retrocesso do governo Fernando Henrique, o golpe eleitoral para favorecer Aécio Neves.

A Veja topa qualquer parada. O seu pastoril ressuscita um Pinochet. Que golpe é golpe. Seja militar ou eleitoral.

 

Apagando a memória, por Latuff
Apagando a memória, por Latuff