Um ditador que ama os brasiguaios. 350 mil brasileiros reis da soja

A América do Sul não faz parte da pauta da imprensa brasileira. Serve apenas para justificar a propaganda política colonialista, a privatização de estatais, a  desnacionalização de empresas. Com a demonização de Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales. Ou para manter, em nome do futebol, a rivalidade Brasil-Argentina.
Certos acontecimentos políticos são tratados levianamente.
O Paraguai acaba com a democracia, e a imprensa passa a defender o golpe parlamentar para proteger 350 mil brasiguaios reis da soja. Como se estivessem antes ameaçados pelo presidente deposto Fernando Lugo.
No Paraguai existe o movimento dos sem terra. Um movimento contra o latifúndio no Paraguai e no Brasil. Um movimento criminalizado pela imprensa conservadora.
Para proteger os interesses dos 350 mil brasileiros latifundiários no Paraguai, o dever nacionalista, cívico, patriota de Dilma Rousseff apoiar o ditador Federico Rivera, apesar do possível efeito dominó de um golpe parlamentar na Bolívia, no Equador, na His Brasil. 
Que os brasiguaios realizam o velho sonho das missões jesuíticas. Uma obra de cunho civilizador e evangelizador. Que objetiva criar uma sociedade com os benefícios e qualidades da sociedade cristã européia, mas isenta dos seus vícios e maldades. Esta a pregação da imprensa.
Para evitar que a América do Sul volte às trevas dos regimes ditatoriais, o Mercosul condena o golpismo. 

O presidente do Senado, José Sarney, considerou nesta segunda-feira que a decisão do Mercosul de suspender a participação do Paraguai em sua próxima cúpula tem um “sentido didático” para os demais países do bloco.

“Acredito que é uma medida que tem um sentido didático para evitar que assuntos desta natureza aconteçam em outros países”, afirmou Sarney, em declarações citadas pela “Agência Senado”.

Que assim seja.
Para Eduardo Guimarães, os “protocolos do Mercosul causam chilique na mídia golpista.
Os interesses que estão por trás da inundação midiática de defesas abertas do rito sumário que depôs o governo legitimamente eleito do Paraguai em pouco mais de 24 horas e sem direito de defesa ao governante destituído são os mesmos que apoiaram e deram sustentação publicitária a golpes de Estado ao longo de todo o século 20.A mesma mídia que apoiou rupturas institucionais contra tantos governos legítimos durante o século passado continua apoiando o estupro da decisão dos povos latino-americanos e, como áquela época, sempre com o beneplácito dos Estados Unidos.Oh, que surpresa!, a mídia golpista continua golpista, continua defendendo e legitimando golpes de Estado tanto quanto fez em 1964 pela última vez por aqui, e tantas outras vezes no resto do continente ao longo dos anos.Desta vez, porém, há um temor midiático de que os golpistas paraguaios possam vir a pagar um alto preço que venha a desestimular novas aventuras antidemocráticas em países que, durante a década passada, estiveram várias vezes às portas de rupturas institucionais, países como Bolívia, Equador ou Venezuela. Sem falar nos ensaios de ruptura como o que aconteceu por aqui mesmo em 2005…”
Sobre os tratados, diz Guimarães:
“O Paraguai foi suspenso do Mercosul e os golpistas da mídia sul-americana reclamam direito de defesa dos golpistas de fato ignorando que o bloco, apesar de ter sido criado sob fundamentos comerciais e econômicos, desde o primeiro momento teve na política um fator de preocupação permanente devido ao histórico de implantação de ditaduras militares nas jovens democracias que o compõem.Desde o tratado de Assunção, em 1991, à assinatura do Protocolo de Ushuaia, em 1998, existe o registro de 30 documentos jurídicos, entre Tratados, Protocolos e Acordos, registrados junto à Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A preocupação, em todo esse período, foi a de garantir que não se tolerariam novas rupturas nos países que, à diferença do resto da América do Sul, padeceram sob longas ditaduras militares.O Protocolo de Ushuaia é considerado a primeira grande norma jurídico-política do processo de integração, ao regulamentar matéria de manutenção e compromisso democrático dos países membros do Tratado de Assunção, de 1991, que criou o Mercosul. A Unasul, por sua vez, envereda pelo caminho de ações conjuntas ainda mais ‘concretas’ dos países que a compõem…É preciso que fique bem claro que o Protocolo de Ushuaia não foi firmado por bolivarianos, mas pelos presidentes de então (1998) – o da Argentina, Carlos Saul Menem; o do Brasil, Fernando Henrique Cardoso; o do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy; e o do Uruguai,Julio Maria Sanguinetti.O documento retratou um grau de preocupação com a manutenção da ordem democrática e elaborou mecanismos de articulação conjunta que permita um contato entre eles para promover pressões externas para fazer qualquer dos países membros do bloco respeitar valores dispostos nas constituições vigentes e a legalidade interna.É preciso, também, ressaltar o Protocolo de Adesão à Declaração sobre Compromisso Democrático no Mercosul, em que os então presidentes das repúblicas da Bolívia (Gonzalo Sanchez de Lozada) e do Chile (Eduardo Frei Ruiz Tagle) referendaram o Compromisso Democrático no Mercosul.

Vale rever artigos do Protocolo Democrático do Mercosul que referendam as sanções ao Paraguai—–

Artigo 3º – Toda ruptura da ordem democrática em um dos Estados Partes do presente Protocolo implicará a aplicação dos procedimentos previstos nos artigos seguintes.Artigo 4º – No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado Parte do presente Protocolo, os demais Estados Partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado.Artigo 5º – Quando as consultas mencionadas no artigo anterior resultarem infrutíferas, os demais Estados Partes do presente Protocolo, no âmbito específico dos Acordos de Integração vigentes entre eles, considerarão a natureza e o alcance das medidas a serem aplicadas, levando em conta a gravidade da situação existente. Tais medidas compreenderão desde a suspensão do direito de participar nos diferentes órgãos dos respectivos processos de integração até a suspensão dos direitos e obrigações resultantes destes processos.Artigo 6º – As medidas previstas no artigo 5º precedente serão adotadas por consenso pelos Estados Partes do presente Protocolo, conforme o caso e em conformidade com os Acordos de Integração vigentes entre eles, e comunicadas ao Estado afetado, que não participará do processo decisório pertinente. Tais medidas entrarão em vigor na data em que se faça a comunicação respectiva.Artigo 7º – As medidas a que se refere o artigo 5º aplicadas ao Estado Parte afetado cessarão a partir da data da comunicação a tal Estado da concordância dos Estados que adotaram tais medidas de que se verificou o pleno restabelecimento da ordem
E agora, José, o que fazer com o apoio dos 350 mil brasiguaios, os 350 mil reis da soja, que vivem na maior riqueza – no luxo e na luxúria – em terras do Paraguai, para a inveja dos que moram no Brasil?
    

Copa golpista na América do Sul: a bola da vez

O jogo começou na América Central com Honduras. Cujo presidente ficou exilado na embaixada do Brasil.

O México realiza eleições presidenciais no próximo dia primeiro, e o candidato oficial da direita vem perdendo o favoritismo.

A fraude sempre rola nas eleições do México. Mas os jovens prometem fiscalizar o pleito. E estão realizando marchas e debates entre os candidatos, para evitar os efeitos da ditadura da mídia.

Na América do Sul, a imprensa golpista continua em campanha. Derrubou Lugo. Para o jornalista Paulo Henrique Amorim:

“Golpe paraguaio é aquele Golpe de Estado dentro da Democracia, com o apoio do PiG (Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista).

Que tentaram contra o Chávez, contra o Correa e tentam diuturnamente contra Lula e a Dilma.

 

Tudo dentro da Lei!”

Acontece na Bolívia

 

Bolívia hoje
Bolívia hoje

 

O elefante está morto. Longa vida ao Rei!

Este é o rei espanhol, herói do PIG brasileiro

por Gilmar Crestani

O ódio a Hugo Chávez deixou a mídia brasileira cega. Quando o boquirroto e anacrônico rei espanhol mandou Chávez calar a boca, os a$$oCIAdos do Instituto Millenium entraram e êxtase, como se a má educação de um chefe de Estado fosse uma forma de vida a ser compartilhada.

Em plena crise espanhola, quando o número de desempregados é maior da história, o rei viaja a Bostuana para, vejam só, caçar elefantes. E o que faz a mídia nacional que o tornou herói? Esconde o fato como se não fosse informação. São os esmos que escondem o papel da Zara na exploração de trabalhadores e que se conluiam com Carlinhos Cachoeira para atacar Lula e Dilma, como fez Policarpo Junior e a Veja.

Por: Antoni Gutiérrez-Rubí

El rey Juan Carlos ha perdido el contacto con la realidad. O al menos, eso parece. Solo una profunda desorientación y desconexión con la sociedad a la que debe servir, explicaría –y mal- que le parezca bien ir a cazar elefantes. El viaje es totalmente inadecuado, impropio e injustificado.

Inadecuado, porque España está en uno de los momentos más críticos de su reputación internacional. El viaje del monarca, para darse un capricho inoportuno, no contribuye a la imagen de moderación, esfuerzo y sacrificio que debemos dar en nuestra pelea reputacional con los mercados y las instituciones comunitarias.

Impropio, porque el monarca no puede, ni debe, ignorar que cazar elefantes por placer es obsceno y hiere, profundamente, millones de sensibilidades. Tiene todos los componentes para resultar despreciable. Además, la puesta en escena de una cacería preparada para el goce, alimenta todas las imágenes perversas de la opulencia y el poder.

Injustificado, porque no hay ninguna razón para hacer este viaje, a su edad, con sus condiciones físicas, para practicar la caza, y de elefantes. Ninguna explicación hace incomprensible tal cúmulo de errores imprudentes e innecesarios.

Pero la pregunta clave es: ¿Y si no se hubiera caído? Pues no lo sabríamos ya que la Casa Real no informa de las actividades privadas del rey. Es muy discutible que, en pleno siglo XXI, podamos considerar como privado un viaje de estas características, pero lo realmente alarmante es descubrir que nadie se lo impidió.

¿Cómo es posible que nadie viera el peligro físico, estético y ético de esta aventurilla? La Casa Real no está para satisfacer los caprichos de su inquilino, sino para servir al Jefe del Estado. Y actuar, siempre, en consecuencia con esta alta responsabilidad. Y ¿quién más lo sabía? ¿El Príncipe? ¿Nadie le desaconsejó tal despropósito? ¿En qué mundo viven?

La acumulación de errores de la monarquía en los últimos años es propia de una institución que ya no entiende su misión en la sociedad. Es difícil servir a una comunidad con la que ya no te identificas, no comprendes y no atiendes. La insensibilidad es el primer paso para la ruptura. No es que la sociedad española se aleje de la monarquía, es al revés. Además, cuando se pierde el pudor, como es el caso de esta cacería impúdica, ya no es posible la dignidad. Y el rubor no la restaura.

“En materia de comunicaciones, Brasil es una dictadura perfecta”

Paulo Henrique Amorim
Paulo Henrique Amorim

 

“Conozco a la maquinaria de Globo por dentro, la vi funcionar cuando fui editor y después corresponsal en Nueva York, entre 1985 y 1996, sé como orquestaron una campaña para destruir la reputación de Lula en las elecciones del ’89. Las campañas sucias contra gobernantes que los ponen incómodos son habituales acá y, salvando las distancias, se repiten ahora contra Cristina. Esto que digo sobre Globo alcanza a otros grandes medios a los que he dado en llamar Partido de la Imprensa (prensa en portugués) Golpista (PIG)”, senala el periodista Paulo Henrique Amorim. “El PIG se horroriza ante lo que sucede en la Argentina, es el ejemplo a no seguir; imagínese si Dilma resolviera hacer lo que hizo Cristina, por eso la colocan ante un pelotón de fusilamiento… por eso aparecen editoriales diciendo que hay una Democradura en Argentina. Un absurdo… en materia de comunicaciones, Brasil es una dictadura perfecta.”

“Brasil fue el último país que liberó a los esclavos (fines del siglo XIX) y para que nadie se sintiera amenazado se quemaron los archivos; un siglo después vino la transición hacia la democracia, una transición puerca, porque en el ’85 asumió la presidencia un colaborador de los militares, José Sarney. Y seguimos esperando la transición completa porque hasta hoy se obstruye toda investigación sobre la dictadura.”

El 18 de noviembre, Rousseff promulgó la Comisión de la Verdad, a la que atribuyó poderes para averiguar y ventilar los delitos perpetrados bajo el régimen de facto. El lobby militar y el “boicot” del grupo Globo serán, apunta Amorim, dos factores de poder que opondrán “total resistencia” a una comisión que, según la ley, sólo procurará develar a los responsables de asesinatos, desapariciones y torturas, pero no impulsará el juzgamiento de nadie. “Si la comisión avanza, inevitablemente saltará la complicidad de Globo, por eso van a combatirla u ocultarla; Globo fue mucho más que el vocero, fue uno de los grupos más beneficiados por los militares, que le dieron la red nacional de microondas, haciendo posible que sea el gigante que es hoy.”