Tatuagem, piercing e Aids

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A Aids avança pelo interior do Brasil, atingindo pequenas cidades sem hospitais, postos de saúde ou consultórios médicos. Atualmente, 217 mil pessoas recebem tratamento médico gratuito.

Na Paraíba, para a gerente operacional de Doenças sexualmente Transmissíveis (DST)/Aids e Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena, a desistência ao tratamento por parte dos pacientes pode está contribuindo para o aumento dos casos de morte. “A Aids é uma doença que passa por muitos anos, dependendo da pessoa e do tratamento, e a não adesão ao coquetel é uma das principais causas observadas para esse número. Sabemos que esse método acarreta em vários efeitos colaterais e que acabam fragilizando a imunidade do paciente, mas é preciso entender que quem tem Aids depende desses medicamentos”, afirmou.

Segundo Ivoneide Lucena, atualmente, 2.403 pessoas aidéticas no Estado estão recebendo mensalmente os medicamentos para controle da doença. No entanto, existem 5.153 mil casos de Aids notificados na Paraíba, contabilizados desde 1985, quando houve o primeiro registro. “Esse é o número de pessoas que já foram notificadas, mas parte delas já foram a óbito, mudaram de Estado e/ou deixaram de tomar o coquetel”, explicou.

Para resgatar aqueles que abandonaram o tratamento, Ivoneide Lucena disse que a SES conta com o serviço domiciliar realizado por uma equipe do Complexo Hospitalar de Doenças Infectocontagiosas Clementino Fraga (CHCF) – referência no Estado, localizado no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa.

“Uma equipe de Atendimento Domiciliar Terapêutico (ADT) visita os pacientes em casa, sejam por estarem debilitados ou porque desistiram de pegar os medicamentos, cujo objetivo é resgatar essas pessoas para que o tratamento seja retomado”, informou.

Além disso, Ivoneide Lucena acrescentou que, para facilitar o acesso ao medicamento e descentralizá-lo, o Governo do Estado está implantando Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDMs) no interior da Paraíba. “Os municípios de Cajazeiras e Patos já possuem essas unidades, e a próxima cidade a ser contemplada será Sousa, também no Sertão do Estado.

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SIDA é a sigla em português para AIDS, que significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. HIV é a sigla em inglês para Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Todos os países de língua latina usam o termo SIDA e VIH, exceto no Brasil onde a imprensa popularizou os termos em inglês AIDS e HIV. Vou usar neste texto os termos AIDS e HIV que são mais comuns no Brasil, apesar de não serem os ideais.

A AIDS é uma doença infecciosa, transmitida por um vírus chamado HIV.

É importante diferenciar o HIV da AIDS. HIV é o vírus, enquanto que a AIDS é a doença causada pelo vírus; é possível ter o HIV e não ter AIDS, já que algumas pessoas são carreadoras assintomáticas do vírus. Na verdade, a maioria das pessoas passa vários anos tendo o HIV, mas sem desenvolver sintomas da AIDS. A média de tempo entre a contaminação com o vírus e o desenvolvimento da doença é de 10 anos.

Atenção: A AIDS AINDA NÃO TEM CURA.

Para se desenvolver a doença, o vírus precisa ter contato com a circulação sanguínea. Portanto, o simples contato com a pele não é suficiente para a transmissão da doença. A pele é o nosso principal organismo de defesa, funcionando como uma armadura, impedindo que germes do ambiente tenham acesso ao interior do nosso organismo. O simples contato de sangue na pele não é suficiente para se contrair o HIV, contanto quea mesma esteja íntegra, ou seja, sem feridas.

Se a pele é uma ótima barreira, o mesmo não podemos dizer das mucosas, como a glande do pênis, o ânus e a mucosa da vagina que apresentam poros que possibilitam a invasão do HIV para dentro do organismo. A mucosa oral também não é tão eficiente porque frequentemente apresenta feridas. Portanto, a principal via de transmissão do HIV é através das mucosas dos órgãos sexuais. Toda relação sexual causa microtraumas nestas mucosas, muitas vezes invisíveis ao olho nu, facilitando a contaminação pelo vírus que está presente nas secreções genitais.

O HIV é transmitido toda vez que um fluído contaminado entra em contato com alguma área do corpo vulnerável a invasões.

O sexo oral ativo (receber o pênis ou a vagina na boca) pode transmitir HIV, principalmente se houver lesões na cavidade oral como gengivites, aftas, feridas etc… Algumas dessas lesões podem ser pequenas o suficiente para passarem despercebidas para a maioria das pessoas, mas não o suficiente para impedir a penetração do vírus presente nas secreções genitais.

O sexo anal costuma ser o que apresenta maior risco de contaminação. A mucosa do ânus/reto é mais fina que a vaginal, e por não apresentar lubrificação natural, está mais sujeita a pequenas lesões durante o ato sexual. Quanto mais ferida estiver a mucosa, mais fácil é para o vírus invadi-la.

Os fluidos que contém o vírus são as secreções vaginais, o sêmen e o liquido pré-seminal (aquele transparente que sai do pênis antes da ejaculação) e, obviamente, o sangue.

O risco de transmissão é maior quando a pessoa contaminada não se trata e apresenta uma carga viral elevada no sangue. Quando o vírus encontra-se em grande quantidade no sangue, ele também estará em grande quantidades nas secreções genitais. Porém, mesmo aqueles que fazem o tratamento anti-retroviral de modo correto e apresentam carga viral indetectável, podem transmitir o vírus.

O melhor modo de prevenir o HIV é através de relações sexuais com preservativos. A camisinha é muito eficiente, mas não garante proteção com 100% de segurança (leia: CAMISINHA | Tudo o que você precisa saber), por isso, além do preservativo, evitar uma vida promíscua também é importante.

A presença concomitante de outra DST, como sífilis, herpes, gonorréia aumenta muito o risco de transmissão e contágio pelo HIV.

Além da via sexual, existem outros meios de se contrair o HIV:

– Usuários de drogas injetáveis que compartilham agulhas.
– Tatuagem e piercing apresentam risco pequeno, mas podem ser vias de transmissão caso haja uso de material contaminado (leia: BODY PIERCING | Perigos e complicações).
– Transfusão de sangue (atenção: o perigo está em receber e não em doar sangue).
– Transmissão da mãe para o feto durante a gravidez.

Sintomas do HIV/Aids, leia

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