Shoppings: Império das empreiteiras, falência dos pequenos negócios e escravidão

DP shopping

 

Talis Andrade: Um shopping fecha centenas de pequenos negócios, levando famílias à miséria, despejando milhares de pessoas em troca de empregos temporários. Deveria existir uma lei proibindo shoppings e supermercados em áreas residenciais. Isso não acontece no centro das grandes cidades planejadas, civilizadas, humanizadas no Primeiro Mundo. Isso é cruel, selvagem, fica para países vassalos, sem governo, sem justiça social, sem leis que beneficiem o povo em geral. Rolê nesses templos de luxo, onde tudo fica mais caro, e separado do povo, motivando o racismo e a discriminação social.

Luiz Tagore: Desordem urbana, assalto nas saídas, pobreza extrema no entorno, consumismo e endividamento…

Sandri Rodrigues: + parques – shoppings

Caique de Lira: Árvores não pagam impostos

Daniel Moura: Olha a ideia da criatura. “arvore n paga imposto”…

Kaio Aragão Sales: No more shoppings!

Karenina Moreno: Chega de shoppings!!!

Robson Valentim: Lugar decente para alocar os comerciantes de rua ninguém encontra. E ainda tenho que aguentar ver a imprensa maquiar uma noticia deplorável como essa.

Flavio Silva: Camaragibe, ainda bem que não tem favela perto. Porque Shopping Recife e o Rio Mar, misericórdia

Glaucon Andrade: Camaragibe é uma favela

Wanda Lima: Mais escravidão

Rafael Comparato: Quer viver de bolsa esmola? Tem cara!

Wanda Lima: Não sabe brincar não queridinha, já trabalhei em shopping e é escravidão sim, quem quiser dizer o contrário que diga. Não preciso de bolsa esmola, já vou me formar, e paguei sem precisar disso. Então, não fale do que não sabe sua louca.

Lucia Amo Filha: Wanda Lima, te dou toda razão. Também trabalhei… e donos de lojas fazem dos funcionários escravos mesmo.

Wanda Lima: É absurdo. Agora, em dezembro, a coisa piora porque tem que pegar duas horas mais cedo, e o shopping, em um certo período, fecha às 23 horas. Agora, me diz se isso não é escravidão? Sei que ajuda muita gente que precisa, mas não deixa de ser escravidão.

Ruan Lima: + ar puro – ar condicionado

Matheus Beltrão: + moradias populares – shoppings

shopping segurança nazismo

Augustinho Guerra: Mais um exemplo do discurso noticioso. O Diário insiste em trazer esses discursos produzidos, colocando sempre o que dizem a respeito do que pensam o setor empresarial, os gestores públicos, e silenciando os outros atores sociais, deixando evidente a intenção de difundir ao público leitor uma boa imagem desses empreendimentos, apontando as qualidades, como a geração de empregos, e ocultando os possíveis problemas, evitando assim o debate e o caráter de imparcialidade, atrelando Crescimento com Desenvolvimento. Eu, leitor, critico, não caio nesse discurso!

Carlos Lira Jr.: Mais consumismo, mais endividamento, mais engarrafamento, mais salário mínimo, mais dinheiro pras empreiteiras.

Layssa Maria: Shopping é escravidão sim. Abrir novas oportunidades de emprego não significa que os brasileiros terão a oportunidade de crescer. O Ministério do Trabalho precisa mudar. Defender o nosso país das multinacionais. Nas empresas, com lojas em shopping, somos escravos. A hora que larga é um absurdo…

Adriano Hinderlandesön: Em ipojuca deveria ter… maior arrecadação do Estado….

Alexandre Albuquerque: Eu fico a observar. Recife tem chances de crescer de maneira sustentável, e com justiça social, mas comete os mesmos erros de outras grandes metrópoles do SE/S!

Ewerton Oliveira: Baderna? Então os países desenvolvidos, onde os shoppings estão em plena decadência, são baderneiros? Acorde rapaz, os shoppings só se desenvolvem em países atrasados como o nosso!!

Edilson Santos: Baderna. Então se mude daqui se está achando ruim

Sandri Rodrigues: Mais shoppings, lojas e ESCRAVIDÃO!

Elisangela Cantidio: O Ministério do Trabalho tem que defender os brasileiros dessa escravidão, fiscalizar, visando a integridade física e mental dos trabalhadores.

Elisangela Cantidio: Trabalhar Ok! Mas, com o mínimo de qualidade. O trabalhador tem que ter saúde, e tempo para a família.

Felipe Souza: Trabalhar em shopping não é lá das últimas maravilhas , mas tudo bem né?

Déh Mazzony: Mais escravidão… em todos sentidos.

André Eduardo: A RMR não precisa de mais shopping. Precisa de mais qualidade de vida, de uma requalificação do centro que valorize o comércio popular e incentive a moradia no centro. E já sabemos a qualidade dos empregos gerados nesses shoppings…

Foto dos rolês de 2013. A polícia do apartheid negro
Foto dos rolês de 2013. A polícia do apartheid negro. Nos shoppings negro entra para trabalhar. Os brancos têm passagem livre e protegida. 

Elisangela Cantidio: Fora a escravidão! Por favor apoiar já! gente. Abra os olhos por favor, perguntar pra quem trabalha lá se eles não querem meter o pé de lá.
Porque é escravidão pura. As pessoas precisam de ter, no mínimo, uma qualidade de vida (tempo para cuidar da própria saúde, e curtir seu bem maior que é a família).

Antonio Miguel: Horrível!  Prefeito faça como João Pessoa, PB . Faca um shopping para os camelôs. Eles merecem isso sim , seria uma boa ação .

Fernanda Melo: Mais trabalho escravo, quase me prejudiquei nas provas da faculdade, mas larguei! Um dia isso vai mudar.

Everton Machado: Escravidão!

Lucas De Sá: Menos shoppings.

 

Um shopping ou hipermercado, em bairro residencial, fecha incontáveis pequenos estabalecimentos comerciais

O Brasil vive uma mania (modismo) de construção de shoppings e de multiplicação de hipermercados (os novos templos do capitalismo selvagem) como modelo de um progresso que desumaniza as cidades.

Podemos classificar os bairros em residenciais, aqueles nos quais prevalecem as residências; com pequenos comércios para facilitar a vida das pessoas, como padarias, açougues, quitandas e frutarias, lojas de presentes, etc. Nos comerciais prevalecem as lojas, são movimentados em razão do grande número de lojas que possuem, sendo que essas variam muito em todos os artigos, como lojas de sapatos, roupas, tecidos, brinquedos, materiais de construção, bancos, etc. Já os bairros industriais ficam mais afastados dos centros das cidades. Neles são encontradas as indústrias de alimentos, indústrias têxteis, de materiais de construção, produtos farmacêuticos, etc. (Jussara de Barros, pedagoga)

No novo Plano Diretor são criados espaços para comércios e serviços no pavimento térreo dos edifícios a serem construídos no centro da cidade e nos núcleos centrais de todos os bairros. O comércio e os serviços são dois dos principais fatores da humanização das cidades, atenuando as distâncias entre os espaços públicos e privados. Nas áreas em que o comércio é estimulado, portas, janelas e vitrines substituem as paredes cegas – que configuram verdadeiros “muros” para os transeuntes, transformando ruas e calçadas em locais de vivência e não apenas de passagens. O reconhecimento do papel dos pequenos estabelecimentos na qualidade dos espaços urbanos é um dos principais ganhos do novo plano diretor em relação ao regramento atual, que ignora completamente a necessidade dessa valorização.

Como e onde

As Áreas Mistas Centrais, AMCs, previstas para todos os bairros da cidade, priorizam a relação das áreas construídas com as ruas, estimulando o comércio e os serviços e estão presentes no conjunto dos mapas propostos pelo Plano Diretor. No artigo 30, define-se que os pequenos comércios e serviços devem integrar as áreas residenciais, permitindo legalizar centenas de estabelecimentos hoje colocados na marginalidade pela generalização das áreas exclusivas. (Plano Diretor de Florianópolis)

Leis de proteção

Precisamos criar leis para proteger os pequenos comerciantes. A exemplo da França:

Pour protéger le commerce de proximité, les lois de 1973 (loi Royer), de 1993 et de 1996 ont institué un régime d’autorisation pour les projets de création ou d’extension de magasins dépassant 300 m².

“Paris oeuvre depuis longtemps pour la sauvegarde du commerce de proximité“.

Un groupe de parlementaires a déposé une proposition de loi sur l’urbanisme commercial pour protéger le paysage urbain et les petits commerçants.

Entrées de ville défigurées par des centres commerciaux à ciel ouvert et centres-villes désertés par les commerces et condamnés à mourir à petit feu…

Nos shoppings brasileiros a permanência de apenas um hipermercado de alimentos, que monopoliza preços, produtos, inclusive a venda de bens culturais estrangeiros como livros, dvs, cds etc. Funciona, inclusive, uma farmácia, proibida por lei, mas estabelecida como uma empresa laranja. Nem preciso dizer que nem o nome é brasileiro.

Santa Maria, que viveu o fogo do crematório da boite Kisse, festeja um novo inferno

BRA_DSM hipermercado

De costa para o povo

Os prefeitos petistas do Recife acabaram com as feiras livres.
E, praticamente, fecharam os mercados públicos.

É o Recife dos supermercados e dos shoppings. Dos monopólios. Dos preços lá em cima. Que não há concorrência.
Nada de construir mercado público. O dinheiro é para mais um shopping de João Paes Mendonça. Na Bacia do Pina. Tão abrindo os cofres da Prefeitura e novas ruas e avenidas. Todos os novos caminhos vão dar no novo shopping. Que vai fechar pequenas bodegas, vendas, papelarias, lanchonetes, bares, lojas de miudezas, todos os pequenos negócios no bairro.

É isso aí. A Prefeitura do Recife, desde João Paulo, permanece de costa para o povo. Coisa dos Joãos. Que os ricos faturem a pobreza.