Aposentados e pensionistas de Pernambuco passam fome e Paulo Câmara, o Governador Caviar, compra 283 mil reais em crustáceos, carnes e frutas para seu gabinete

Os funcionários públicos aposentados do governo de Pernambuco passam fome para Paulo Câmara Ardente comer e beber do bom e do melhor, e ter uma vida de luxo de fazer inveja ao Rei Sol da França. Antes de ser governador, ele já era marajá do Tribunal de Contas de Pernambuco. Eta vida boa e ociosa.

Que faz o governador Paulo Câmara pelo pensionista sem teto e sem nada, que herdou de um funcionário morto uma pensão de merda, humilhante, degradante, cada vez mais desvalorizada, de marginalizado econômico e social?

Paulo Câmara, um governador que não faz nada que preste para o povo. Nem para o funcionalismo público. Funcionários condenados ao esquecimento na vida e na morte. Que, mesmo depois de mortos, são supliciados.

Pensionistas e aposentados, desde os tempos de Eduardo Campos, vivem no inferno

Para Paulo Câmara não existe vida depois da morte. E nem direito à vida para aposentados e pensionistas. Isso quando ele depende do espetáculo fúnebre e macabro de uma câmara ardente…

Escreve Jamildo Melo:

Sem alarde, o gabinete pessoal de Paulo Câmara (PSB) finalizou uma licitação para compra de até 283 mil reais em alimentos para o seu gabinete pessoal no Palácio do Campo das Princesas.

Através de uma ata de registro de preços, o gabinete terminou a licitação de crustáceos, carnes, verduras, frutas, polpa de frutas, peixes e gelo para consumo do governador e seus assessores.

O resultado da licitação foi assinado em 8 de janeiro, mas só foi publicado no Diário Oficial em 27 de janeiro, um atraso inusual na divulgação.

A aquisição foi feita através de um pregão eletrônico, via Internet.

Em 27 de novembro, com exclusividade, o Blog de Jamildo revelou que o mesmo gabinete estava promovendo outro pregão para aquisição de até 90 mil reais em flores “para atender ao Gabinete do Governador”.

As flores para o gabinete tiveram grande repercussão (negativa) em redes sociais.

Leia os comentários

Anúncios

A caça ao sangue dos aposentados

por José de Souza Castro

aposentados duque

O que está ruim pode piorar ainda mais. Na Grécia e no Brasil. Para aposentados gregos e brasileiros, então! O homem virou suco no trabalho, não morreu, aposentou-se e, surpresa, restou nele um pouco de sangue a ser chupado.

Os pretextos vão dos reajustes das aposentadorias abaixo dos índices da inflação, dos preços abusivos dos planos de saúde e dos remédios, aos empréstimos bancários via crédito consignado. Uma criação do governo Lula para beneficiar, inicialmente, o Banco BMG, que obteve a exclusividade por três meses, “tempo suficiente para mantê-lo como maior banco privado na concessão de consignado por anos seguidos”, conforme a consultora Karla Karluti no Portal do Empréstimo.

O BMG se viu envolvido no escândalo do chamado “mensalão petista”. O acionista majoritário, Flávio Pentagna Guimarães, foi condenado pela Justiça Federal a cinco anos e seis meses de prisão, em outubro de 2012. O filho Ricardo Guimarães, presidente do banco, a sete anos de prisão. O primeiro tinha 84 anos, o segundo 51. Puderam recorrer em liberdade. Estão soltos, enquanto a ação tramita em tribunais.

Enquanto isso, o empréstimo consignado virou um negócio disputado pelos maiores bancos no Brasil. Em abril de 2014 o Itaú Unibanco, maior banco privado do país, anunciou um acordo de unificação de negócios de crédito consignado com o BMG e seus controladores, ficando o primeiro com 60% do Banco Itaú BMG Consignado S.A., e o BMG com 40%.

Antes disso, no dia 25 de julho de 2013, publiquei num jornal diário de Belo Horizonte editorial intitulado “Idosos com ficha suja”. Eu comentava notícia publicada na véspera, revelando que os idosos formavam o maior grupo de inadimplentes registrados no Serviço de Proteção ao Crédito. Embora representem 5,8% da população, seu número equivalia a 25% dos consumidores com nome sujo na praça. E cobrava:

“O governo atual não tem como fugir da responsabilidade de buscar uma solução. Ele é continuação do governo Lula que, em 2003, reajustou em 19,7% a aposentadoria de quem recebe do INSS benefício maior que um salário mínimo. Ao mesmo tempo, criou o empréstimo consignado para aposentados e pensionistas, com prestações descontadas nos pagamentos da Previdência Social. Ou seja, sem qualquer risco para os bancos, que podiam oferecer empréstimos com juros menores que os do mercado – e ainda assim, exorbitantes.

É por isso que tantos bancos buscam atrair idosos para essa modalidade de financiamento. Em maio deste ano, eles somaram R$ 3,826 bilhões, quase 32% mais que em maio do ano passado. E os idosos tomam os empréstimos, porque são pressionados pelos filhos e outros parentes que têm neles um arrimo de família. É significativa a definição do presidente de um sindicato que representa esses idosos em Minas: ‘Em muitos casos, os parentes são mesmo serpentes’. Está claro, não apenas os parentes.”

Até este mês, eu aguardava uma solução para o caso. E o que veio fez-me abrir este artigo com a frase “O que está ruim pode piorar ainda mais”. O que diz a notícia que eu li:

“O governo aprovou nesta segunda-feira (13) o aumento do limite para a obtenção de crédito consignado, de 30% para 35% da renda do trabalhador, aposentado ou pensionista. A regra valerá para os pagamentos de cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e operações de arredamento mercantil. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União, por meio de Medida Provisória, e assinada pelo vice-presidente da república, Michel Temer. Podem se beneficiar do desconto em folha de pagamento os empregados regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS. O texto permite ainda que o desconto seja permitido também sobre verbas rescisórias devidas pelo empregador. Desse limite, 5% devem ser destinados exclusivamente para cobrir despesas com cartão de crédito.”

O curioso é que, dois meses antes, a presidente Dilma Rousseff, sabiamente, vetara o aumento de 30% para 40%, justificando: “Sem a introdução de contrapartidas que ampliassem a proteção ao tomador do empréstimo, a medida proposta poderia acarretar um comprometimento da renda das famílias para além do desejável e de maneira incompatível com os princípios da atividade econômica”.

Espero ler, daqui a dois anos, se haverá, com “a introdução de contrapartidas” (não vale, para tanto, a redução do limite de 40% para 35%), um restinho de sangue dos aposentados que viverem até lá, para ser chupado.

Bom, a culpa não é do PT de Dilma, mas do PMDB de Michel. Ou será do Banco Itaú BMG Consignado S.A. e de seus pares no mercado financeiro?

Leia também:

Mais posts sobre aposentados

Mais ajuste fiscal, mais sacrifícios, talvez mais neoliberalismo

por Carlos Chagas

Acorda, Dilma! Eles enlouqueceram!

Começam a ameaçar com mais ajuste fiscal, mais sacrifícios, talvez mais neoliberalismo, depois da temporada de benesses e benefícios promovida no governo Lula.

Chega a ser agressiva a postura adotada pela equipe econômica, esperançosa de continuar e incapaz de perceber chegada a hora de mudar de vez o modelo que nos assola desde os tempos do sociólogo. Pregam tudo o que faz a alegria dos potentados, dos banqueiros e dos especuladores, esquecendo-se da classe média e até se preparando para retirar das massas o alpiste oferecido há pouco como embuste eleitoral. Senão vejamos:

Prevêem, os áulicos de Dilma, que desta vez virá a reforma da Previdência Social. Traduzindo: vão restringir direitos dos aposentados, desvinculando de uma vez por todas do salário mínimo os vencimentos de quem parou de trabalhar. Pensionistas, aposentados do INSS e inativos do serviço público que se virem, porque receberão sempre menos do que os funcionários e trabalhadores em atividade. Quem mandou envelhecer? Ao mesmo tempo, serão descontados como se disputassem novas aposentadorias, sabe-se lá se no céu ou no inferno.

Em paralelo, evidencia-se que os reajustes do salário mínimo vão minguar. Jamais acontecerão nos níveis de anos de eleições presidenciais. No máximo, encostarão na inflação, mas, mesmo assim, na dependência de os juros baixarem. Quer dizer, os responsáveis pelos juros ainda altíssimos são os assalariados e os aposentados, não os especuladores e os banqueiros cujos lucros, em todas essas previsões, só farão crescer.

No capítulo das reformas diabólicas, asseguram que desta vez virá a reforma trabalhista. Para restabelecer direitos surripiados nos oito anos de Fernando Henrique? Nem pensar. Virão para extinguir as poucas prerrogativas sociais que sobraram. Por exemplo: vão acabar com a multa por demissões imotivadas e vão autorizar o parcelamento em doze vezes ao ano do décimo-terceiro salário e das férias remuneradas. Como a cada ano os salários e vencimentos perdem parte de seu poder aquisitivo, em poucos anos as parcelas estarão incorporadas à perda, ou seja, desaparecerão.

Outra iniciativa a assolar o país na segunda parte do mandato de Dilma será a contenção dos gastos públicos, atendendo a exigências do poder econômico. Não apenas demissões e não reposição de vagas no serviço público, mas a retomada do processo de privatizações. Como também cortes em investimentos de infraestrutura, saúde, educação, habitação e congêneres.

Ninguém se iluda se, a prevalecer a cartilha dos neoliberais incrustados no governo, logo voltar a deletéria proposta da privatização da parte da Petrobrás que continuou pública, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e até dos presídios. Nada melhor do que, para atender as exigências do PCC, do CV e congêneres, vender as cadeias à iniciativa privada. Algumas vão virar hotéis de cinco estrelas, para os bandidos que puderem pagar. O resto que se vire…

(Transcrevi trechos)

Briga na justiça revela fortuna do governador Newton Cardoso: R$ 2,5 bilhões

Newton Cardoso, também conhecido como "Newtão" e "Trator"
Newton Cardoso, também conhecido como “Newtão” e “Trator”
Maria Lúcia, quando deputada no Congresso Nacional
Maria Lúcia, quando deputada no Congresso Nacional

Escreve Ezequiel Fagundes: Longe dos holofotes desde que não conseguiu se reeleger em 2010, a ex-deputada federal Maria Lúcia Cardoso (PMDB) contou, na última sexta-feira (11), em entrevista ao Hoje em Dia, que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDF) determinou o confisco do salário de deputado federal do seu ex-marido, o ex-governador Newton Cardoso (PMDB). O recurso retido no contracheque será usado para pagar parte de uma das maiores pensões alimentícias de que se tem notícia no país. “Não quero pedir a prisão dele. Não quero mandar o pai dos meus filhos para cadeia”, ameaçou a ex-deputada.

Segundo Maria Lúcia, uma liminar expedida por um juiz de Brasília determinou que a Câmara dos Deputados desconte direto no contracheque do deputado a quantia de 40 salários mínimos, o equivalente a R$ 24.880. Como o salário atual de deputado federal é de R$ 26.723,13, Newton terá o direito de ficar com apenas R$ 1.843,13, menos de três salários mínimos, que é de R$ 622.

A ex-deputada diz que tomou a atitude porque o ex-marido não está depositando mensalmente a pensão alimentícia fixada pelo juiz de Brasília. Casados por mais de 30 anos, o casal briga na Justiça desde 2009 pela partilha de uma fortuna avaliada em mais de R$ 2,5 bilhões.

Desde então, ela ganhou o direito de receber 395 salários mínimos (R$ 245.690), sendo 300 salários (R$ 186.600) de pensão alimentícia e outros 95 salários (R$ 59.090) referente à uma ação conhecida no meio jurídico de “alimentos compensatórios”, uma espécie de adiantamento até o desfecho do processo de divórcio litigioso.

Em relação aos 260 salários (R$ 161.720) restantes, Maria Lúcia afirmou que está aguardando novas decisões judiciais para confiscar dinheiro de outras fontes de renda do ex-marido. Ela afirma ter entrado com dois pedidos de bloqueio, desta vez, para bloquear saldos bancários de duas aposentadorias do ex-governador. Uma de R$ 17 mil mensais da Magnesita, e outra de R$ 190 mil mensais, referentes a ganhos de uma previdência privada.

O Hoje em Dia tentou, na última sexta-feira (11), fazer contato com o ex-governador pelo telefone celular, no seu gabinete e com sua assessoria de imprensa em Belo Horizonte, mas até o fechamento desta edição ele não havia sido localizado. Também procurado pela reportagem, o advogado da ex-deputada Maria Lúcia Cardoso se negou a fornecer qualquer informação, alegando se tratar de um processo sigiloso.

Tramitando no TJDF há quase três anos, o processo de divórcio do casal não tem data para ser julgado. Na ação, a ex-deputada diz que Newton tem 16 empresas, aviões e helicópteros, 100 fazendas, uma praia na Bahia, vários carros e imóveis, apartamentos no exterior e até um hotel, o Résidence des Halles, um três estrelas situado nas imediações do Museu do Louvre, em Paris, entre outros bens avaliados entre R$ 2,5 e R$ 3 bilhões.

Na época da divulgação dos bens da família, o ex-governador peemedebista veio a público para dizer que possui uma fortuna muito maior que a divulgada pela ex-mulher. Seria tantos bens que Newton afirmou não saber ao certo quanto possui.

Ele alega que se casou em regime de “separação de bens”. A ex-deputada garante que a certidão é falsa e juntou outra ao processo, na qual se lê que a união foi celebrada com a comunhão parcial de bens, o que lhe daria direito à metade do patrimônio do casal.


Newton Cardoso faz parte de uma família de 15 filhos. Nasceu em Brumado em 1938. Chegou a Belo Horizonte com a idade de 16 anos para trabalhar na Magnesita S.A., indústria sediada em Brumado, e com fábrica em Contagem, Minas Gerais. Começou na política e nos negócios como líder estudantil e dono da cantina da Universidade Católica de Minas Gerais. Leia mais

Eis o perfil parlamentar de Maria Lúcia. Clique

Previdência dos pobres mata os idosos

A ameaça agora é para novos grupos de herdeiros de aposentados que obtiveram reajuste na justiça.

Eles se enquadram em caso semelhante ao denunciado por O DIA no ano passado, quando o INSS enviou carta-covardia com ameaça de redução das pensões de 2.022 pessoas.

Elas herdaram benefícios de aposentados que ganharam na justiça o direito de receber aposentadorias acima do teto previdenciário.  

A ordem seria fundamentada no seguinte princípio, que hoje ameaça quase dois milhões de benefícios revisados na justiça:

para o TCU, a decisão judicial era válida somente para a aposentadoria. Assim, as pensões não herdariam os valores revisados. As pensionistas, então, deveriam devolver ao INSS o que teriam recebido “indevidamente”.

E as pensões herdadas pelas esposas e FILHAS de generais, almirantes e brigadeiros? Cadê coragem para acabar com essa herança?   

A justiça PPV, conforme definição do ministro Edson Vidigal, quando presidente do Superior Tribunal de Justiça, age apenas contra os pobres.

Idem a Previdência dos Pobres, dos mortos de fome, sem teto, e esperando seis meses por um exame médico.

Eta Brasil cruel e injusto.

Tudo para uma minoria. E neca para milhões e milhões de brasileiros