Receber um salário mínimo do mínimo como pensão ou aposentadoria é violência e humilhação

Compara a pensão ou aposentadoria de um idoso, que recebe a merda do salário mínimo, com as moedas de ouro das ricas aposentadorias de um desembargador, de um coronel da polícia militar, de um fiscal, de um deputado, de um senador, de um prefeito, de um governador, de um brigadeiro, de um almirante, de um general, de um procura dor e não acha e outros marajás e Marias Candelária.

Eta Brasil desigual.

Um salário mínimo mora em algum mocambo em uma favela sem saneamento, sem água, sem nada.

Morto de fome, humilhado, esquecido, abandonado, para receber a pensão ou aposentadoria mínima, pra lá de mínima, tem que provar, a cada seis meses, que ainda não morreu. Neste Brasil de muita gente viva. Viva demais.

Eta país corrupto.

violencia idoso

É preciso ser um cara de pau para pronunciar esta frase mentirosa e cruel. Coisa de agiota e escravocrata:

Fraga, salário mínimo

As pensões e aposentadorias dos funcionários das cortes palacianas e moradores das favelas

pater INSS provar vivo aposentado pensionista

A previdência dos pobres e miseráveis do Brasil devia corrigir o valor  das pensões e aposentadorias pela TABELA OFICIAL ATUALIZADA aplicável nos cálculos judiciais de pagamento dos precatórios pela justiça dos ricos. Veja aqui

Nada mais justo. Receber precatório, assinado por um presidente de tribunal, é o melhor negócio do mundo.

A tabela dos precatórios para a grande maioria dos velhos, idosos e anciãos, os que receberam em vida ativa um ou dois salário mínimo talvez, talvez igualasse com as rendas, rendimentos, mesadas e mensalidades recebidas pelos juízes e desembargadores e ministros e outros príncipes das cortes dos inúmeros palácios da justiça. É um direito de todos, e não de uma minoria, o merecido repouso de guerreiro.

Dinheiro existe de sobra para pagar as aposentadorias e pensões para esposas e filhos de outros nobres do Brasil. Nos poderes executivos e legislativos. Que residem em palácios, em palacetes, ou condomínios de luxo, ou nas alturas dos edifícios inteligentes. Muitos possuem residência para a luxúria no exterior. Principalmente em Miami e Paris.

Dizer que não tem dinheiro para pagar as esmolas dos pobres velhos, dos pobres idosos e dos pobres anciãos, moradores de favelas, de palafitas, de mocambos e de cortiços, é uma mentira cruel. Coisa de roubar dinheiro do povo para distribuir com uma minoria gananciosa e viciada – sete sãos os vícios capitais.

A previdência dos pobres dá lucro, apesar da corrupção e de perdoar os sonegadores. Existem várias galinhas de ouro. Nesta notícia uma delas:

O aposentado dá lucro

 Giacomo Cardelii
Giacomo Cardelii

Em 2007, quando o Ministério da Previdência Social começou a conversar com os bancos para que deixassem de cobrar tarifas pelos pagamentos das aposentadorias e outros benefícios, a mudança foi vista com desconfiança até mesmo dentro do governo. Naquela época, o poder público gastava cerca de R$ 300 milhões por ano para que as instituições financeiras processassem as folhas, e muita gente acreditava que elas jamais aceitariam fazer o repasse sem receber por isso. No fim daquele ano, depois de conversar com os principais representantes do setor e mostrar o potencial de negócios com esses novos clientes, a Previdência passou a receber o serviço gratuitamente.

Era apenas o início de uma inversão no modo como a carteira de clientes passaria a ser vista no mercado. Três anos depois, os bancos admitiram pagar R$ 300 milhões por ano ao Ministério pelo direito de administrar R$ 29,4 bilhões pagos mensalmente aos 31,7 milhões de beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). No mês passado, a Previdência deu um novo salto, ao leiloar a folha de pagamento dos futuros beneficiários, contingente que deverá crescer em cerca de cinco milhões por ano, até 2019, e que deve gerar um volume de negócios de quase R$ 5 bilhões por mês.

São aposentados e pensionistas que receberão o benefício por décadas, além de pagamentos temporários, como auxílio-doença e licença-maternidade. Um mercado perfeito para inúmeros produtos, como crédito imobiliário, consignado, de veículos, cartão de crédito e aplicações financeiras. A oportunidade foi disputada a tapa pelos bancos. Dos 31 que já fazem o pagamento, 15 ficaram com os novos contratos, e alguns lances alcançaram valores elevados, como é o caso da cidade de São Paulo. O Banco do Brasil vai pagar R$ 14,21 por pagamento processado nas quatro regionais da capital. Um valor sete vezes maior do que o contrato anterior, de 2009.

O resultado surpreendeu até mesmo o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, que conhece a mina de ouro que tem em mãos. “O banco faz a conta e vê que vai gastar mais do que isso para captar e fidelizar um cliente”, afirma Gabas. No total, o leilão deve render uma receita adicional de R$ 1 bilhão por ano para o ministério, a partir de 2015. Um montante que poderia ajudar a reduzir o déficit da Previdência, hoje em R$ 47,7 bilhões, em 12 meses. Mas os recursos devem ir direto para o caixa central do Tesouro Nacional, para ajudar a engordar o superávit primário. Confira aqui 

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barbaridade, crueldade, aposentadoria depois dos 75 anos

O Brasil do rasga da CLT, do retrocesso, da violação dos direitos humanos, dos direitos sociais, do capitalismo selvagem, do retorno da ditadura, pretende estender a aposentadoria dos 70, quando começa a ancianidade, para os 75 anos. Esta a proposta do senador, eleito em 2014, José Serra, do PSDB, um partido elitista e de milionários.

Quem, além dos políticos, dos togados, dos militares, consegue arranjar ou permanecer no emprego depois dos 50/60 anos, neste Brasil privatizado e corrupto, dos salários além do teto para as intocáveis castas do judiciário, do legislativo e do executivo?

Tudo promete piorar para o trabalhador brasileiro, depois da terceirização, que tem como modelo a a senzala da Contax, empresa laranja da agiotagem bancária e da pirataria das multinacionais de telefone, cujos majorados preços de serviços, de tráfico de dinheiro, de subornos e sonegação são controlados pelas Anas, irmãs prostitutas criadas pelo proxenetismo de Fernando Henrique do PSDB.

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Una parte muy grande de los jubilados en el mundo no tienen reconocido su derecho a una pensión a partir de los 60 años

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por Quim Boix

Intervención del Secretario General de la Unión Internacional de Sindicatos de Clase de Pensionistas y Jubilados de la Federación Sindical Mundial, durante la 104 Conferencia de la Organización Internacional del Trabajo
Hoy es un día histórico para los Pensionistas y Jubilados de todo el planeta, organizados en sindicatos de clase y coordinados en los 5 continentes, pues estamos por primera vez reclamando ante la OIT nuestros derechos.

Esto es posible dado que la FSM (Federación Sindical Mundial), que dentro de pocos meses cumple 70 años de existencia, decidió crear una Unión Internacional de Sindicatos de Clase que agrupa a los Pensionistas y Jubilados de más de 100 países.

Les hablo como Secretario General de esta única organización sindical clasista mundial de Pensionistas y Jubilados.

Los Pensionistas y Jubilados somos cientos de millones de personas, aproximadamente el 20 % de la población mundial y el 30 % de los ciudadanos con derecho a voto. Una parte demasiado grande de este colectivo no tiene aún reconocida, por los estados capitalistas, su derecho a una pensión a partir de los 60 años.

Esta importante masa de ex asalariados, tiene además de una gran sabiduría colectiva (usada durante siglos por todas las civilizaciones), una larga experiencia de lucha por nuestros derechos. Nuestra generación de sindicalistas ha ganado, desde mediados del siglo pasado, las más importantes mejoras de los derechos laborales de toda la historia de la lucha de clases. Lo hemos conseguido gracias a impresionantes luchas de masas que han dejado asesinatos, torturas, encarcelamientos y despidos, pero también han dejado grandes mejoras que el capitalismo ahora nos quiere arrebatar, en especial en el trato a los Pensionistas con la excusa de su crisis.

Vamos a usar nuestra fuerza numérica, y nuestra experiencia sindical y de lucha, para arrancar nuevos derechos para los Pensionistas y Jubilados, así como para toda la clase obrera. No aceptamos que los asalariados, al finalizar su vida activa, pasen a depender de sus familiares, como proponía en Senegal la dirigente de la CSI (Confederación Sindical Internacional) y representante de la OIT en África.

Vamos a luchar aliados al resto de asalariados, unidos al resto de explotados por el sistema capitalista que nos oprime a todos por igual. El capitalismo es hoy la nueva esclavitud. Pero igual que, con la lucha, nuestros antepasados abolieron la esclavitud, nosotros vamos a conseguir avanzar hacia la abolición del capitalismo.

Vamos a acabar con la explotación del hombre por el hombre, que hace posible que las 80 personas más ricas del planeta concentren igual riqueza que la mitad de la Humanidad, es decir igual que 3.500 millones de personas. Una sola persona rica tiene igual dinero que 45 millones de personas, una enorme injusticia que solo es posible con el capitalismo.

Señores empresarios, señoras gobernantes de los países capitalistas, sepan que el capitalismo tiene los días, o años de existencia, limitados. El propio capitalismo va de crisis estructural a crisis sistémica, hasta su crisis final. Carlos Marx ya lo vaticinó y acertó.

Riqueza hay mucha en el planeta, y vamos a luchar para repartirla de una forma justa. Ello es imposible con el capitalismo, que roba las materias primas con genocidios y guerras imperialistas, al igual que antes las robaba de los países colonizados usando la fuerza militar.

Con esta riqueza distribuida, según las necesidades de cada persona, vamos a hacer posible una vida digna para todos los habitantes del planeta. Es decir el socialismo.

En especial luchamos por una pensión mínima y pública igual al salario mínimo, similar al que tienen en Luxemburgo (que es de aproximadamente 1.800 € al mes). Los ciudadanos de este país deben tener iguales derechos que los de cualquier otro país del planeta.

Tendríamos dinero suficiente para pensiones y salarios dignos si no se gastara en armas asesinas, que solo son útiles para los propietarios de las multinacionales que las producen, y que sirven para llevar la destrucción y la muerte, promovidas por la OTAN, a países donde las multinacionales quieren robar sus materias primas.

Lo vamos a lograr con luchas como las recientes de los Pensionistas y Jubilados en Grecia (a millares colapsando las calles de Atenas para obligar al nuevo gobierno de Syriza a cumplir lo que ya hoy son falsas promesas electorales), en Australia, en África, en Francia, en Paquistán, en Nepal y en la India, en Chipre, así como las históricas luchas en Argentina donde los pensionistas llevan ya 1.210 miércoles seguidos reclamando sus derechos ante el Parlamento.

Reclamamos además, los Pensionistas y Jubilados, atenciones complementarias que aseguren lo que establece la Declaración Universal de Derechos Humanos: agua potable, comida sana y suficiente, sanidad pública y gratuita, enseñanza y ocio garantizados por los gobiernos y sin pago, vivienda digna, etc.

Precisamente la Declaración de Derechos Humanos debe ampliarse y concretarse, para que en ella se recojan los derechos antes citados de los Pensionistas y Jubilados. Derechos que jamás aceptaremos que sean, como son hoy, diferentes en base al sexo.

Nosotros, Pensionistas y Jubilados, no tenemos ya ninguna dependencia de los empresarios (salvo en algunos países), solo tenemos que reclamar a los gobernantes, a los que poco a poco podremos cambiar con el voto. Así comprobamos que, mientras los gobiernos de los países socialistas han garantizado durante decenios, a las personas que habían trabajado 25 o más años, una pensión digna (junto al derecho a vivienda, sanidad, y cultura casi gratuitas, más ayudas colectivas para resolver las minusvalías que comporta la edad), los gobiernos de los países capitalistas nos están recortando y negando estos derechos básicos, empezando por los de la rica Unión Europea.

Denunciamos con claridad los fondos privados de pensiones que solo interesan a la gran banca y a los dirigentes de los sindicatos amarillos, los sindicatos colaboradores con la explotación capitalista, los sindicatos coordinados por la CSI, que en esta OIT y como pago de su sumisión al capitalismo, acapara, de forma monopolística, antidemocrática e injusta, todos los lugares que corresponden a los sindicatos.

Como la esperanza de vida de todos los humanos se alarga, nosotros vamos a tener más tiempo, que en etapas anteriores de la lucha de clases, para batallar hasta el día de nuestro fallecimiento, al lado de nuestra clase, la clase obrera, por todo lo que he mencionado en este breve discurso.

Como les decía al inicio, hoy es un día histórico para los Pensionistas y Jubilados, acaban de escuchar, por primera vez en esta sala de la ONU usada por la OIT, la voz de los veteranos sindicalistas clasistas que, como antifascistas, antiimperialistas y anticapitalistas, hemos luchado y seguiremos luchando por cambiar el mundo. El socialismo es el futuro de la Humanidad, y ustedes lo saben, aunque intenten retrasar su llegada, que será nuestro triunfo definitivo.

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Quim Boix. Secretario General de la Unión Internacional de Sindicatos de Clase de Pensionistas y Jubilados de la Federación Sindical Mundial.

O discriminativo fator previdenciário e o repouso do velho guerreiro

cérebro país rico povo pobre

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira (14) a votação da medida provisória 664, que restringe o acesso à pensão por morte. O texto segue agora para análise pelo Senado.

Pela MP, os cônjuges só poderão requerer pensão por morte do companheiro se o tempo de união estável ou casamento for de mais de dois anos e o segurado tiver contribuído para o INSS por, no mínimo, um ano e meio. Antes, não era exigido tempo mínimo de contribuição para que os dependentes tivessem direito ao benefício, mas era necessário que, na data da morte, o segurado estivesse contribuindo para a Previdência Social.

 Joen Yunus
Joen Yunus

O que vale para o trabalhador que recebe o salário mínimo ou salário piso, não vale para quem recebe o salário nas alturas nas cortes dos três poderes da nossa desigual república.

É um Brasil injusto, dividido em castas. Duvido o fator previdenciário, a chamada fórmula 85/95 seja válida para um senador, um deputado, um militar, um togado. São aposentados com proventos integrais e mais penduricalhos.

A previdência devia ser única. Para não prevalecer para a maioria dos trabalhadores um teto de merda, que atualmente é R$ 4.663,75  se a soma da idade e do tempo de contribuição resultar 85 (mulheres) ou 95 (homens). Esse teto não é sequer o salário para iniciantes em vários funções no executivo, no legislativo, no judiciário.

O fator previdenciário discrimina, diferencia, segrega, marginaliza, classifica, separa os aposentados e pensionistas em diferentes castas e classes sociais.

Para professoras, de acordo com a emenda, a soma deve ser 80 e para professores, 90. Se o trabalhador decidir se aposentar antes, a emenda estabelece que a aposentadoria continua sendo reduzida por meio do fator previdenciário.

É isso aí quero ver essa cambada reduzir a aposentadoria de um general, de um almirante, de um brigadeiro, de um senador, de um deputado federal, de um desembargador, de um fiscal de finas rendas, de um procura dor e nunca acha, de um coronel da polícia militar, de um ministro da suprema justiça, ou a pensão de um dependente dessas divinas e diferentes e excelentes criaturas, profundamente dessemelhantes dos mortais comuns que trabalham para ter um pesaroso e humilhante final de vida, e que só conseguem descanso quando estão com o pé na cova. Um descanso esfomeado e doentio e só lembrado quando a Caixa Econômica solicita, do aposentado ou pensionista, uma prova de que, apesar de tudo, do maldito tempo e de uma soma de malefícios, continua vivo, driblando a fome e a morte.

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Álvaro Dias, mau exemplo de pai

Ditosa pátria que tal filho teve! Mas antes pai!
Luís de Camões, Os Lusíadas

 

Os senadores são chamados de pais da pátria. Poucos merecem o título. Porque dependendo da maioria do Senado, o povo brasileiro um pobre órfão.

Nas brigas familiares pela herança e pensão ficam revelados podres porões e, principalmente, que a política enriquece muita gente. Que não acontece na declaração de bens de um candidato à justiça eleitoral, sempre desrespeitada. Veja o caso do vice de Aécio Neves, Aloysio Nunes, que confessou possuir duas fazendas no valor de um real cada.

 

JUSTIÇA CONDENA ÁLVARO DIAS EM CASO DE R$ 16 MILHÕES

 

Paraná 247 – Principal porta-voz da oposição, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi condenado por não ter pago pensão a uma filha, fruto de relacionamento extraconjugal com uma funcionária pública.

A ação judicial pede a anulação da venda de cinco casas em Brasília avaliadas em R$ 16 milhões, e o acusa, ainda, de abandono afetivo.

A criança, menor de idade, foi chamada por Álvaro, de “chantagista”.

 

hipócrita

A imagem que ilustra este texto é o retrato do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um parlamentar que se especializou em apontar o dedo para os outros. Até recentemente, esse papel era exercido pelo ex-senador Demóstenes Torres, que caiu quando foram descobertas suas relações promíscuas com o bicheiro Carlos Cachoeira. Com Demóstenes fora do jogo, o papel foi assumido por Álvaro Dias.

Recentemente, o senador tucano pediu a abertura de uma CPI para investigar o chamado Rosegate, sobre a secretária Rosemary Noronha. “É um escândalo de baixo nível, que expõe a postura descabida de quem preside o país, antes e agora”, disse ele, que chegou a propor a coleta de assinaturas para a instalação de uma comissão sobre o caso.

Agora, no entanto, é Álvaro Dias quem está na defensiva. Ele foi condenado pela Justiça por não ter pago pensão a uma filha fruto de relacionamento extraconjugal com funcionária pública. A ação judicial pede ainda a anulação da venda de cinco casas em Brasília avaliadas em R$ 16 milhões – patrimônio relativamente alto para alguém que vive apenas da atividade política.

Ouvido pelo jornalista Claudio Humberto, Dias disse estar sendo alvo de “chantagem”. Leia, abaixo, as notas na coluna de CH:

Senador é réu
por pensão e
abandono afetivo

Habituado ao ataque, o senador Álvaro Dias (PR), líder do PSDB no Senado, agora está na defensiva: foi condenado na Justiça pelo não pagamento de pensão a uma filha – ainda menor de idade – fruto de seu relacionamento com a funcionária pública Monica Magdalena Alves. O tucano responde a processos, em segredo de justiça, por abandono afetivo e corre risco de ter o seu patrimônio bloqueado.

Pensão paga

Álvaro Dias ficou indignado com a ação judicial contra ele. Conta inclusive que só de pensão paga dez salários mínimos por mês.

Nulidade

Em um dos processos, a filha do senador Álvaro Dias pede anulação da venda de cinco casas dele, no valor de R$ 16 milhões, em Brasília. [Por que essa pressa em vender?]

Chantagem

Álvaro Dias considera que tem cumprido seu dever de pai “rigorosamente”, o que o leva a concluir: “Isso é chantagem”.

[Chamar uma filha, menor de idade, ou quem a representa de “chantagista” diz tudo. Que o “bom” pai cumpra já! a decisão judicial]

 

 

Os jornalistas e a crise portuguesa

pensão Espanha
José Luís Seixas: Confesso os nebulosos pensamentos que me dominaram quando ouvi notícias sobre o “corte das pensões de sobrevivência” (…). Foram muitos os sacrifícios dos maridos para assegurarem uma velhice com dignidade e autonomia às suas mulheres. E vice-versa. Isto, claro, no tempo em que havia maridos, mulheres e, espantoso, filhos. No tempo em que não havia apenas ricos e pobres. Mas existia uma classe média que lutava para ter mínimos de segurança e conforto. No tempo em que as famílias não eram disfuncionais, os filhos respeitavam os pais, os pais se preocupavam um com o outro, este núcleo fundava a sociedade e disseminava solidariedade pela vizinhança.
banco crise indignados Itália Espanha
João Malheiro: Estou doente, doente consumado. Num vasto cosmos de amizade, não há dia em que não receba, de forma pessoal, por contacto telefónico, nas redes sociais, por correspondência, em múltiplas circunstâncias, pedidos de dinheiro, solicitações várias, visos explícitos de socorro. Até de gente desconhecida, anónima, enigmática. Martelam-me a cabeça, tantas vezes em desespero absoluto, com chagas, desagrados, constrições.Eu, socialmente deprimido, acuso aqueles que nos têm governado nos últimos tempos. Um Presidente da República que assobia para o lado, um líder da governação que assobia mal assobiado, uma oposição rosa que assobia baixinho, uma laia de políticos que afundaram o país no assobio da incompetência. Tenho direito a ser ressarcido, ainda que pareça não ter a quem apelar. Cresci no Portugal de abril, adoeci no Portugal de novembro. Amo a primavera, maldigo o outono. Sofro por culpa de outrem, assobio desesperadamente por justiça, por solidariedade, por bem-estar.

indignados distância entre pobres ricos

 

Luís Osório: Num jantar de amigos perguntei a Frei Fernando Ventura sobre as dúvidas dos crentes – o dinheiro acima de todas, claro. «Por que raio tantas pessoas ignóbeis, mesquinhas e pequenas têm tanto dinheiro?

E por que raio de desígnio, Deus condena gente cumpridora e generosa a ter tão pouco?»… De todos os assuntos práticos, apostei que esse era o mais inquietante. Desarmante e certeiro, o franciscano desconstruiu: «Se as pessoas vissem o dinheiro como uma provação, a pior de todas as que Deus nos pode colocar no caminho, talvez pensassem de outra maneira».

Kalvellido
Kalvellido

Fernando Santos: A tendência para esconder, sobretudo as más notícias, dá muitas vezes a impressão de considerar cada um de nós como atrasados mentais.

Entre a tentativa de ocultar e a pura modernice, abundam os exemplos da comunicação falaciosa da parte de quem tem responsabilidades no país.

Tratar a recessão como crescimento negativo é, já de si, um sintoma de tontice. Junte-se-lhe, por exemplo, as insolvências como modo simpático de referenciar falências e eis-nos num cadinho de fantasia. Dispensável.

Os mais bem-aventurados espíritos considerarão inexistir algum mal no artifício comunicacional. Há, porém, situações nas quais o objetivo é puramente, à falta de coragem, a de substituir a originalidade da comunicação por outra capciosa. E esse é o ponto.

Os últimos dias são paradigmáticos da tentativa de driblar o impacto de decisões governamentais tão controversas quanto punitivas de alguns setores da sociedade.

O caso dos cortes nas pensões de sobrevivência introduziu um novo linguajar: o da condição de recurso. Blá,blá, o plafonamento obedece a regras, referenciou o criativo Paulo Portas, aludindo de seguida à tal condição de recurso como salvadora do condicionamento de pensões. Eufemismo, puro e duro!, destinado a confundir a opinião pública. A condição de recurso, em certa medida, não é mais do que um atestado de pobreza, igualzinho ao exigido para efeitos de RSI e outros subsídios. Simplesmente falta coragem ao Governo para agarrar o boi pelos cornos!

Os cortes dos ordenados dos funcionários públicos são também exemplificativos de uma tendência para o não uso da franqueza. Sabendo-se do risco de o Tribunal Constitucional chumbar a proposta no caso de não haver razões substantivas que provem tratar-se de uma decisão provisória, que disse Maria Luís Albuquerque, a ministra das Finanças? Em vez de repetir o episódio de Gaspar e o célebre “não há dinheiro”, enveredou por uma dialética intragável. Os cortes “são transitórios” mas “não são anuais”, disse ela. A fórmula só pode dirigir-se a quem a ministra julga ser estúpido, a começar pelos juízes do Palácio Ratton. Assim como assim, do alto de qualquer cátedra é sempre possível dizer que a vida de Maria Luís, como a de qualquer um de nós, é provisória; não se sabe é até quando…

 Pavel Constantin
Pavel Constantin

Manuel Tavares: Um dos pilares irremovíveis do regime democrático é seguramente o do respeito pela lei. Diria mesmo que a fronteira entre o que é legal ou ilegal não pode ser transposta por nenhuma ordem de razões, ainda que algumas delas possam ser consideradas morais.

Um pai que rouba pão para dar de comer a um filho a seu cargo pode ter boas razões morais para o fazer, mas elas não o abrigam da ilegalidade e de ter de vir a pagar por essa ilegalidade. Robin dos Bosques, que roubava aos nobres ricos para dar aos plebeus pobres, numa espécie de versão primitiva da luta de classes, poderia ser o personagem ideal para encarnar o justicialismo de que todos estamos sedentos para pôr cobro a escândalos como o do BPN, mas permitir esse tipo de justiça seria deixar a moral à solta pelas ruas e às mãos da espada mais diligente.

Não, em democracia o que possa, ou não, ser legal tem de estar antes do que possa, ou não, ser ilegal.

Eis o que torna chocante o esforço feito por Paulo Portas para nos confortar com a moralidade dos cortes nas pensões de viuvez acima dos dois mil euros.

Simplesmente porque, tratando-se de pensões resultantes do dinheiro que cada cidadão desconta, a questão não se coloca sequer entre ricos e pobres. Porque cada qual descontou segundo o valor relativo do seu salário e assim sendo adquiriu a pensão como poderia ter adquirido qualquer outra propriedade. E o direito à propriedade individual, seja ela qual for, não pode ser confiscado pela métrica da moralidade relativa.

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Jorge Fiel: Retardado, preguiçoso, ignorante, imbecil, imaturo, bebedor compulsivo de cerveja e um viciado em donuts, Homer Simpson é o exemplo mais que perfeito de um ser disfuncional. Mas um dia deu folga à sua irresponsabilidade e equipou o filho Bart com dois sábios conselhos para a vida: nunca se cansar de repetir a frase “Boa ideia, chefe!” e responder “Quando cá cheguei já era assim” sempre que inquirido por um superior a propósito de algo que está a correr mal (…)

Mas a sabedoria dos conselhos de Homer atinge a excelência com a frase “Quando cá cheguei já era assim”, um hino celestial à irresponsabilidade e desresponsabilização, a síntese feliz de uma doutrina doentia que se tornou a marca de água da nossa sociedade, contaminando-a a todos os níveis, da política às relações sociais e laborais, passando pela justiça.

Ando arrepiado com duas sentenças de tribunais – de Gaia e Coimbra, não na ficcional Springfield -, ditadas este mês e impregnadas da cultura da desresponsabilização, no seu estado mais pornograficamente puro.

Em Coimbra, após ter ficado provado que um gestor do Banco Privado cometera doze crimes de burla qualificada mais doze de falsificação, ele safou-se sem ter de ir para a cadeia, com apenas cinco anos de pena suspensa. Porquê a mão leve (e mais uma confirmação de que a maneira mais segura e eficaz de assaltar um banco é a partir da Administração)? A juíza explicou candidamente que atendeu ao facto do burlão ser “filho de uma boa família, de pessoas de bem”.

Em Gaia, após ter ficado provado que a mãe afogou premeditadamente o filho nas águas do Douro, ela safou-se sem ter de ir para a cadeia, com apenas cinco anos de pena suspensa. Porquê a mão leve? Porque o tribunal considerou que quando matou o filho a mãe estava num “estado depressivo, perturbada psicologicamente e frágil no plano emocional”.

Se calhar, foi ao saber destas sentenças que José Eduardo dos Santos decidiu congelar a tal parceria estratégica. É que Ângelo João, um angolano de 25 anos, que estudava Urbanismo com uma bolsa da Sonangol, foi condenado, pelo Tribunal de Sintra, a 18 anos de prisão efetiva por ser o cabecilha de um gangue que roubava cheques e vales postais.

A nossa justiça está seriamente descalibrada. Por que é que o tribunal de Sintra não despachou o angolano com cinco anos de pena suspensa? Pode não ser filho de boas famílias, mas tem a atenuante de ter nascido num clima de guerra civil, o que só o pode ter fragilizado emocionalmente ao ponto de ser incapaz de distinguir o bem do mal. Não acham?

 

Propaganda para sacrificar os aposentados: Mundo terá 2 bilhoes de idosos em 2050, diz OMS

Quem tem hoje 15 anos será um idoso em 2050. Obviamente, desde que consiga ficar vivo.

Baseado neste tipo de estatística, a troika recomenda diminuir o valor e aumentar o tempo para a aposentadoria por idade. Isso Fernando Henrique já fez. Aumentou dos 65, quando se é velho, para os 65, quando se é idoso.

Já existem propostas para os 70 anos, quando começa a ansianidade.

A Organização Mundial da Saúde chama atenção, por ocasião do Dia Mundial da Saúde, para aumento do número de pessoas com mais de 60 anos. Em quatro décadas, 80% dos idosos viverão em países em desenvolvimento e emergentes.

A população mundial está envelhecendo rapidamente. Em poucos anos, já haverá no mundo mais pessoas acima dos 60 anos do que crianças menores de cinco, informou a OMS. E o problema não se restringe ao países ricos.

 Informações  deste tipo criam hostilidades contra os velhos e idosos e anciões, senão bastasse a propaganda safada antipedofilia.
Segundo o critério da OMS, adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se  tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes, pelo menos, cinco anos mais novas do que eles. Uma verdade que é escondida.
Passam para os jovens a idéia de que estão sustentando os mais velhos.
Que o dinheiro, que os governos poderiam investir na educação dos jovens, vai todo para os aposentados.
E pior: esse desvio de verbas aumenta o desemprego dos jovens e congela os salários.
Quando a previdência dá lucro. Falo da previdência dos pobres. Dela o dinheiro para bancar obras de infra-estrutura. Existe a proposta indecente de o Ministério da Previdência financiar os doze estádios da Copa do Mundo.
Do FAT- Fundo de Amparo ao Trabalhador, via BNDES, o dinheiro para ajudar empresas estrangeiras, principalmente montadoras e oficinas.
Manchete de jornal português: