Cunha e Paulinho da Força acertaram negócio

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Paulinho da Força. Proprietário de uma central sindical, a Força Sindical. “Em agosto de 1999, éramos 968 entidades associadas e 8.258.329 trabalhadores na base”. Uma Força que cresce paralelamente com a corrupção.

Paulinho comanda mais de mil sindicatos presididos por pelegos, comedores famintos do imposto sindical pago, a cada ano, com um dia de trabalho dos empregados brasileiros. É uma dinheirama jamais fiscalizada. São bilhões de reais não revelados, e que o Tribunal de Contas da União não faz as contas.

Força Sindical tem um cartilha de dar inveja aos santos. Uma utopia para enganar a boiada. Um imoral humor negro: tudo empulhação, embuste, que a Força Sindical apóia o emprego terceirizado, precário, semi-escavo.

Pela força concedida por uma central sindical, em 2013, fundou o Solidariedade, um partido político da direita, que votou a terceirização, o financiamento das campanhas eleitorais pelas grandes empresas, bancos, indústrias. É um partido de trabalhadores que elegem os patrões. Um partido que tem como razão de ser combater a CUT, um divisionismo sindical que visa combater os sem terra, os sem teto, os sem nada.

Não é de espantar que Paulinho (Paulo Pereira da Silva) concedesse toda solidariedade ao golpismo e a Eduardo Cunha.

Paulinho da Força: “Estou com Cunha. Nosso negócio é derrubar a Dilma”

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Nem mesmo a divulgação do passaporte e da assinatura de Cunha, usados para a abertura de contas secretas na Suíça, serviram para mudar a posição de Paulinho da Força, que, assim como Cunha, também é réu no STF. “Estou com ele para o que der e vier”, disse o líder da Força Sindical

Por Pragmatismo Político

Um dos principais aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado federal Paulinho da Força (SDD-SP) disse, em entrevista à “Folha de S.Paulo“, que está com o presidente da Câmara dos Deputados “para o que der e vier” e que as novas descobertas “não mudam em nada” sua posição pessoal de apoio ao peemedebista.

cunha aecio paulinho
O parlamentar do partido Solidariedade admitiu que seu objetivo principal é acelerar a abertura de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara.

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“O nosso negócio é derrubar a Dilma. Nada nos tira desse rumo”, disse Paulinho da Força.

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Sobre as especulações de que o Planalto e o ex-presidente Lula estariam trabalhando para que Cunha não fosse afastado da presidência da Casa por conta das sucessivas denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro, o deputado afirmou que “o governo não cumpre o que fala”.

“O governo bate nele porque sem ele não tem impeachment. E isso só me faz ficar onde estou. Nada muda ou nos tira desse rumo”, concluiu.
Juras de amor

Ainda em agosto, logo após Eduardo Cunha ser denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro, Paulinho da Força organizou um evento para prestigiar o presidente da Câmara.

Paulinho, mais uma vez, deu demonstrações tocantes de amizade desinteressada. Algumas de suas frases:

. “Cunha guerreiro do povo brasileiro” — esta, entoada com a plateia

. “Você é a pessoa mais correta que eu já encontrei na vida”

. “Você é um herói”

. “Você tem coragem de enfrentar os poderosos”

. “Cunha é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”

Nani
Nani

Fonte: Revista Fórum

Imprensa golpista mente sobre acordo Dilma e Cunha.

Leia as manchetes combinadas, escritas por um único jornalista que participou da reunião dos partidos da oposição – a banda podre do PMDB, os pelegos do Solidariedade de Paulinho da Força, “os taradinhos do impechamente” do PSDB, as viúvas da Arena que pariu o PFL, o DEM e outros partidos direitistas.

A imprensa esquece: os deputados petistas, com o PSOL, já solicitaram a cassação de Eduardo Cunha por falta de decoro parlamentar, e prática de vários crimes: recebimento de propinas, extorsão, lavagem de dinheiro, participação na comelança do Lava Jato, tráfico de moedas etc.

deputados assinaram cassação Cunha

A prática embusteira da mesma e repetida manchete em todos os jornais assinala a realidade criminosa de uma conspiração golpista, realizada por uma imprensa familiar – Marinho, Frias, Mesquita e outros barões da imprensa – facciosa, sectária, elitista, mafiosa, corrupta, e inimiga do povo, da Liberdade, da Democracia, da Igualdade, da fraternidade.

Uma imprensa quinta-coluna, que prega o ódio, a violência, a intervenção militar, a tomada do poder pela força, mesmo que resulte em uma guerra civil, e transforme o Brasil em uma Síria.

A manchete única dos jornais de hoje

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Dono do restaurante BOS BBQ diz que idade mental do brasileiro é de 14 anos

Elihu Duayer
Elihu Duayer

A última edição da revista The Economist traz uma reportagem preconceituosa, xenófoba e escravocrata sobre o mercado de trabalho no Brasil e em especial à produtividade dos trabalhadores. Com o título “Soneca de 50 anos”, a reportagem diz que os brasileiros “são gloriosamente improdutivos” e que “eles devem sair de seu estado de estupor” para ajudar a acelerar a economia.

O único estupor do trabalhador brasileiro é não reclamar dos salários indignos, do banco de horas extras, dos assédio moral e sexual existentes nas empresas multinacionais.

A reportagem diz que após um breve período de aumento da produtividade vista entre 1960 e 1970, no tempo da ditadura militar, a produção por trabalhador estacionou ou até mesmo caiu ao longo dos últimos 50 anos. A paralisia da produtividade brasileira no período acontece em contraste com o cenário internacional, onde outros emergentes como Coréia do Sul, Chile e China apresentam firme tendência de melhora do indicador.

“A produtividade do trabalho foi responsável por 40% do crescimento do PIB do Brasil entre 1990 e 2012 em comparação com 91% na China e 67% na Índia, de acordo com pesquisa da consultoria McKinsey. O restante veio da expansão da força de trabalho, como resultado da demografia favorável, formalização e baixo desemprego”, diz a revista.

A reportagem adianta que uma série de fatores explicam a fraca produtividade brasileira. O baixo investimento em infraestrutura é uma das primeiras razões citadas por economistas. Além disso, apesar do aumento do gasto público com educação, os indicadores de qualidade dos alunos brasileiros não melhoraram. Esquece a revista: Principalmente depois da expansão do ensino privatizado.

Acrescenta The Economist: Um terceiro fator menos óbvio é a má gestão de parte das empresas brasileiras. Acontece que foi a propaganda dessa “má gestão” que fez Fernando Henrique convencer os trabalhadores da necessidade de privatizar as estatais.

Há ainda a legislação trabalhista. A revista diz que muitas empresas preferem contratar amigos ou familiares menos qualificados para determinadas vagas para limitar o risco de roubos na empresa ou de serem processados na Justiça trabalhista. A revista também cita que a proteção do governo aos setores pouco produtivos ajuda na sobrevivência das empresas pouco eficientes.

 

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A intenção da revista é defender privilégios colonialistas. Que as grandes e médias empresas são estrangeiras. O Brasil se tornou o país das montadoras e oficinas. Da exportação de matérias primas. E da lavoura de exportação. Quando milhões de brasileiros passam fome, e são dependentes da esmola do bolsa família.

As empresas da pirataria internacional, da globalização unilateral, recebem empréstimos dos bancos oficiais, terrenos e prédios e isenções fiscais para se instalarem no Brasil, vide o exemplo recente da Fiat em Pernambuco. E, ainda, como lucro: uma mão de obra barata e serviçal, liderada pelos sindicatos corruptos.

As internacionais prestadoras de serviços – eletricidade, internet, telefonia, planos de saúde, bancos, água, mercado de alimentos, ensino universitário, transportes etc – são fiscalizadas por prostitutas respeitosas. As agências reguladoras foram criadas para a farsa de fiscalizar a prestação de serviços públicos praticados pela iniciativa privada, e controlar a qualidade na prestação do serviço, estabelecer regras para o setor, inclusive preços sempre aumentados.

A reportagem ouviu um empresário norte-americano que é dono do restaurante BOS BBQ no Itaim Bibi, em São Paulo. Blake Watkins diz que um trabalhador brasileiro de 18 anos tem habilidades de um norte-americano de 14 anos. “No momento em que você aterrissa no Brasil você começa a perder tempo”, disse o dono do restaurante BOS BBQ, que se mudou há três anos para o País.

Que faz este colono aqui, perdendo tempo, o tempo que é ouro para ele? Pelo racismo da declaração este malandro da KKK deveria ser preso ou expulso.

Blake Watkins é o colono símbolo de um sistema escravocrata. Um trabalhador do restaurante BOS BBQ no Itaim Bibi recebe que salário mínimo do mínimo? Trabalha quantas horas por dia? Recebe horas extras?

A duração decente do trabalho precisa atender a cinco critérios, conforme recomendação da Organização Internacional do Trabalho:

• preservar saúde e segurança;
• ser favoráveis à família;
• promover a igualdade entre os sexos;
• aumentar a produtividade; e
• facilitar a escolha e a influência do trabalhador quanto à jornada de trabalho.

Nada disso acontece nas empresas internacionais que colonizam o Brasil.

Josetxo Excurra
Josetxo Excurra

VITÓRIA HISTÓRICA DOS GARIS!!!

* Garis conquistam aumento do piso salarial para R$ 1100
* Reviravolta evidencia jogo sujo usado pela prefeitura 
* Leia abaixo um breve histórico da greve
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por Chico Alencar

 

Latuff
Latuff

Foi uma luta duríssima, que termina agora com uma vitória histórica. Os garis deram uma lição de perseverança e garra a todos os cariocas.

Não foi fácil. Tudo começou com o anúncio de um aumento de apenas 9% para o piso salarial de R$802 (sem contar os descontos), após uma negociação a portas fechadas e sem participação da categoria.

Os garis não aceitaram. Denunciaram suas péssimas condições de trabalho, os conchavos do sindicato com os patrões e ameaçaram greve para o Carnaval. Sem resposta, a GREVE estourou.

A resposta foi CRUEL, revoltante, vergonhosa. O prefeito Eduardo Paes, a Comlurb e representantes sindicais iniciaram um jogo sujo de desinformação e de deslegitimação dos trabalhadores.

Ignorando o pleito dos garis (R$1200 de piso, R$20 de vale alimentação, adicional de insalubridade e horas extras), foram para a imprensa afirmar que não se tratava de greve, mas de um ‘motim’ feito por uma ‘minoria’ de ‘200 ou 300’ garis ‘manipulados’ por lideranças que teriam ‘vínculos partidários’ e ‘interesses escusos’.

Mas não foi só isso, a prefeitura ainda conseguiu fazer pior: demitiu arbitrariamente, por telefone, 300 funcionários. Contratou escolta privada, destacou até o Batalhão de Choque. Foi para a imprensa novamente e disse que os grevistas estavam ameaçando os que queriam trabalhar.

Não adiantou. A greve continuou e se fortaleceu. As montanhas de lixo acumuladas pela cidade mostravam que o movimento era forte e não era de uma ‘minoria’. Uma onda laranja tomou as ruas do Rio.

Lamentavelmente, a maioria dos meios de comunicação de maior circulação – e de forma notável, os meios das Organizações Globo – deram pouquíssima importância para a beleza das passeatas, para o apoio popular e para a força do movimento.

O prefeito aumentou o tom, na mesma linha. Hoje mesmo, em largos minutos de entrevista no RJTV e na GloboNews, Eduardo Paes disse, textualmente: “É um grupo de marginais coagindo quem quer trabalhar, num processo de guerrilha”.

O que aconteceu da hora do almoço – quando se deu essa entrevista – até o início da noite, não sabemos. Talvez o medo de uma tragédia, com a chuva incessante. Talvez o resultado de alguma pesquisa que mostrasse o apoio da população ao movimento grevista. Não se sabe.

O fato é que os garis foram guerreiros e venceram os gigantes. Conseguiram entrar em uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho para a qual não tinham sido convidados e lograram um piso salarial de R$1100 + Vale Alimentação de R$20 + hora extra + adicional de insalubridade.

A VITÓRIA DOS GARIS É HISTÓRICA E É UM CALA-BOCA EM TODOS QUE TENTAM DESLEGITIMAR A LUTA DE TRABALHADORES ORGANIZADOS E BRIOSOS.

A VITÓRIA DOS GARIS É UM CALA-BOCA EM TODOS QUE AINDA NÃO ENTENDERAM QUE NÃO PODERÃO MAIS CONTINUAR SEUS MÉTODOS AUTORITÁRIOS.

A VITÓRIA DOS GARIS É O MAIS CLARO EXEMPLO DE QUE QUEM LUTA CONQUISTA!

VIVA ELES!
VIVA A LUTA DO POVO DO RIO E DO BRASIL!

 

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Leia Latuff na marcha vitoriosa dos garis (texto e fotos)

 

 

Tempo de dizer: adeus, senzala!

Via Mídia Ninja – Tribuna da Imprensa
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Mais de mil garis, em sua maioria negros, pais e mães de família, moradores das periferias e favelas do Rio, foram ovacionados hoje pelos cariocas em uma inesquecível passeata que começou na Prefeitura do Rio e tomou o centro da cidade como uma verdadeira onda laranja abolicionista. Porque a primeira coisa que o Brasil precisa reconhecer é que a luta dos garis se ergue contra os resquícios de escravidão mais arraigados em nossa sociedade.
Foram sucessivas as tentativas de desqualificação do movimento grevista. Elas partiram tanto do executivo municipal quanto da mídia corporativa, os fiéis representantes das posições mais conservadoras de uma elite tão escravocrata que é capaz de conviver com uma das mais aberrantes desigualdades econômicas de todo o planeta e ainda patrocinar um genocídio cujo maior homicida é justamente o Estado, através da Polícia Militar.

Resquício de DITADURA e resquício de ESCRAVIDÃO combinados dantescamente na mesma cena. Mas havemos de amanhecer, há esperanças e os garis são a prova! A luta dos trabalhadores da Comlurb tocou o coração dos brasileiros e conquistou de imediato o apoio da população carioca que, emocionada, já vê como vitoriosa a luta protagonizada por eles.

Venceram um sindicato pelego. Venceram a intimidação e as ameaças do prefeito. Venceram o assédio desmobilizador da mídia que insiste na ‘versão oferecida pelo patrocinador’ em detrimento de sua própria função social. Venceram o açoite do tronco e a mão opressora do chicote no lombo.

Quem viu os carros do Choque seguindo os caminhões de lixo, viu com os próprios olhos que a greve dos garis é um levante da senzala. É povo pobre, negro e trabalhador daqui, inventando por si próprio este país que é seu. Não se pode perder a esperança num país em que os garis aproveitam o carnaval para derrubar os portões da senzala e sambar em cima do lixo, nas portas da Casa Grande.

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O Carnaval mais sujo da história do Rio de Janeiro

Os garis unidos contra o Sindicato submisso
Os garis unidos contra o Sindicato submisso
 
O Rio de Janeiro teve o Carnaval mais sujo de sua história. Sujeira do prefeito que mandou demitir 300 garis. Sujeira do Sindicato que traiu a classe. Sujeira da Polícia Militar e guardas municipais que bateram nos grevistas.
Prais do Leblon, hoje no Rio. (Foto: Renata Soares/G1)
Praia do Leblon, hoje no Rio. (Foto: Renata Soares/G1)
 A resposta dos garis, que decidiram escapar do mando da pelegada do Sincato, foi que o prefeito Eduardo Paes fosse varrer as ruas. Os lá de cima da Prefeitura não são de pegar no pesado. E sim noutras coisas. E o Rio foi uma sujeira só desde sábado de Carnaval. 
 

Por decisão do prefeito Eduardo Paes, escoltas armadas estão acompanhando todos os caminhões da Comlurb para garantir a coleta. Para  Paes, a maioria dos garis compareceu ao trabalho durante o carnaval, mas foi impedida de trabalhar por “delinquentes”, inclusive grupos armados. Isso não é verdade.

Os garis realizaram vários protestos. A polícia de Sérgio Cabral jogou bombas de gás lacrimogêneo e atirou com balas de borracha. Os líderes grevistas foram presos. 

gari 1

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Ato contra demissão garis

Paes também disse que vai suspender a todas as demissões para os garis que retornarem ao trabalho. Derrotado, prometeu atender todas as reivindicações dos garis: uma alta salarial para R$ 1.200, o pagamento de horas extras e outros benefícios. 

salário gari

garis título adv ativistas
 
████████████████ Brasil realmente tem vivido tempos interessantes. Com a mais pura estratégia, garis paralisaram seus trabalhos durante o Carnaval no Rio de Janeiro, período de maior atenção e turismo na Cidade Maravilhosa. Ao parar, a Cidade fedeu, os lixos acumularam e o debate sobre a greve acendeu.

Direito a greve é mais do que uma garantia inscrita na Constituição Federal. Ao parar a exploração de seu trabalho, clama-se pelo reconhecimento da importância da função e acontraprestação oferecida. É um ativismo político dos mais sangrados, mas que, ainda hoje, oferece resistência e grandes resultados.

“Garis não são diplomados” – dirá a pessoa contra o aumento de salários. Para essa pessoa, a desigualdade é algo tão natural quanto o nascer do sol, e não imposto pelo sistema econômico. Além disso, menospreza-se o valor do trabalho pela ausência de diploma, como se a graduação fosse indicativo de nobreza, na pura tradução do pensamento aristocrático. Típico sintoma da alienação intelectual, onde acredita-se que o trabalho material não exige conhecimento, enquanto o trabalho intelectual é responsável unicamente pela criação de toda sabedoria, e portanto, merece a maior das remunerações. 

Argumenta-se ainda que os “Garis foram chantagistas”, ao escolher a fatídica época para interromperem a função. Ora, greve nada mais é do que parar as atividades para atrapalhar o funcionamento da máquina, tudo para forçar o debate sobre a valorização da função.

Infelizmente, no caso dos garis, em razão do elo fraco no cabo de guerra, os grevistas foram demitidos, numa clara demonstração de arbítrio e falta de diálogo. Hoje, funcionários intimidados pela demissão foram trabalhar, sob o protesto dos grevistas. Além disso, o Tribunal Regional do Trabalho julgou a greve ilegal. Ao que parece, a Greve não é permitida no carnaval da Democracia brasileira.

 
 

Pelegos sindicais boicotam passeata dos jornalistas vítimas do terrorismo policial em São Paulo

Os jornalistas livres realizam nesta segunda-feira um ATO PELO FIM DA VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO. 

Giuliana Vallone
Giuliana Vallone

CONVOCAÇÃO

“Segunda feira, dia 28 de outubro, realizaremos um ato/intervenção contra as agressões da Polícia Militar aos jornalistas. A concentração do protesto será na Praça Rossevelt, centro de São Paulo, e partiremos para o prédio da Secretaria de Segurança Pública, localizado na Rua Líbero Badaró, 39.

Um Estado que ordena, permite ou é omisso às violências contra profissionais de imprensa é claro em suas intenções com as demais pessoas da sociedade: mais violência, censura, arbitrariedades. Desinformação.
A violência contra um jornalista é uma violência contra todos, aos que estão protestando e aos que assistem.
Apesar dos casos recentes de agressões descabidas da Polícia Militar a jornalistas, não é de hoje que sofremos com tal hábito. Sim, é recorrente. Claro que em um contexto, como o atual, onde protestos tornam-se mais frequentes e, consequentemente, ganham mais cobertura, esses casos são evidenciados.
Lamentamos viver e trabalhar em um país, e um Estado, onde o exercício da profissão seja tão perigoso, e que esse perigo seja oferecido, em grande parte, pelos governos. O Brasil é um país considerado democrático, embora em diversos momentos se pareça com um estado de exceção, trazendo às nossas mentes a lembrança de um passado bruto, obscuro e ainda tão recente em nossa história.
Basta! Basta de violência! Liberdade de imprensa e liberdade de protesto, por um Estado de Direito, pela DEMOCRACIA”.

Pedro Vedova
Pedro Vedova

BOICOTE

Para o mesmo dia e hora, em local diferente, pelegos sindicais pretendem DAR uma coletiva para a Imprensa.

“As direções do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Associação dos Repórteres Fotográficos de São Paulo (Arfoc/SP), Associação dos Jornalistas Veteranos no Estado de São Paulo (Ajaesp), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT/SP) realizam na próxima segunda-feira (dia 28), a partir das 15h30, coletiva à imprensa a se realizar no auditório Vladimir Herzog do SJSP (Rua Rego Freitas, 530 – sobreloja – F: 3217-6299)”.

policia bala perdida indignados

O VERDADEIRO PROTESTO

O ato, idealizado pelo jornalista Mario Palhares, tem o apoio dos mais consagrados jornalistas de São Paulo. Principalmente dos que foram presos, levaram cacetadas, e serviram de alvo para as balas de borracha da polícia de Alckmin, que faz pontaria nos olhos de fotógrafos e cinegrafistas.

Diz Palhares:  “Deixando claro, não sou dono de nada, criei o evento após consenso dos colegas em discussão no grupo de fotojornalistas. Infelizmente, as entidades de classe que deviam ter feito isso, não fizeram. Nada aqui é meu, é tudo nosso”.

É hora de união. De marchar juntos estudantes e professores de Comunicação, jornalistas on line, blogueiros, chargistas, todos os que trabalham nos meios de comunicação de massa. É uma marcha libertária e de confraternização com leitores da grande imprensa e jornais alternativos, telespectadores e radiouvintes.

É uma festa dos amantes da Liberdade. Dos escritores e poetas. Dos que defendem a livre expressão, inclusive nos meios artísticos.

Que o povo participe.

O verdadeiro jornalismo se faz na rua.

É uma idéia que deve ser levada a outros Estados, notadamente o Rio de Janeiro, contra a polícia de Sérgio Cabral, que tem lei ditatorial, exclusiva para prender manifestantes, como acontecia na ditadura militar.

Bala de borracha

SINDICALISMO DE PORTEIRA FECHADA

A coletiva dos sindicalistas pode ser na rua. É mais vibrante, mais autêntico, mais verdadeiro.

Quem apanha na rua, fale na rua.

Jornalista tem que gostar do cheiro da rua, do cheiro do povo. O verdadeiro jornalismo não se faz com ar condicionado.

Não sei o valor de uma TARDIA coletiva, que devia ter sido realizada em junho, no começo da explosão da fúria dos atiradores da polícia.

Por que uma reunião de porta fechada?

Divulgar o ‘furo’ da coletiva onde? Jornalista entrevistando jornalista, que chique! Que moleza! Que exibicionismo! Basta de demagogia!

Jornalismo se faz com coragem. E sonho.