Não existe pobre corrupto nem rico ladrão

Não existe rico ladrão. Rico desvia verbas da saúde, da educação, da cultura, do Programa Minha Casa, Minha Vida. Rico sonega, trafica dinheiro para os paraísos fiscais. Pega dinheiro emprestado, como ajuda, dos bancos oficiais. Ganha concessões de rádio, de televisão, de ilhas, de mineração, outorgas de água e outros presentes. Constrói obras inacabadas. Abre serviços fantasmas. Cria ONGs e fundações para lavar notas frias e receber verbas esquentadas dos governos municipais, estaduais, do Brasil e do estrangeiro. Cobra pedágio, que é um negócio que rende mais do que o tráfico. Vence licitações super, super faturadas. Ganha habeas corpus assinados nas coxas lisas e cabeludas. Compra sentenças. Fatura precatórios com correção monetária. Engaveta inquéritos e processos. Rico conhece 1001 jeitinho de levar vantagem em tudo.

Pobre é ladrão, sim, e bem merece ser encarcerado, sem direito à prisão especial, foro privilegiado, tribunal secreto, segredo de justiça, porque sempre pratica crimes hediondos que dilaceram a Tradição, a Família e a Propriedade. Pobre não merece ser chamado de corrupto. Que bandido é bandido. Está no sangue, na cor, no lugar que mora. Todo pobre é viciado em roubar o Estado, via bolsa família, salário desemprego, atendimento hospitalar de graça pelo SUS, auxílio funerário e outras malandragens como pedir esmola. O sujeito é pobre porque é preguiçoso. Emprego não falta. Parece que ninguém quer mais receber o salário mínimo. Prefere a vida mansa, sombra e água fresca.

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

 

BRA^GO_HOJE corrupçãoBRA^PE_JDC corrupção

Ponta Grossa
Ponta Grossa

 

BRA^SC_NDOD corrupçãoBRA_FDL corrupcaoBRA^MA_OEDM desvio dinheiro ladrãoBRA^MG_FDM prefeito ladrão

Fortaleza
Fortaleza

 

BRA_OPOVO vereador ladrão

Quadrilha do banco da família de Magalhães Pinto, comandante civil do golpe de 64, não fica nem 24 horas na prisão, pelo rombo de mais de 9 bilhões

O Nacional também é conhecido como o banco das netinhas do presidente Fernando Henrique. E netinhas de Magalhães Pinto.

Ele fundou o Banco Nacional em 1946. Governador do Estado de Minas Gerais, de 1961 a 1966, criou o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Nesta época, financiou o Ipes e foi um dos principais artífices do golpe militar de 1964.

Em 7 de outubro de 1963, durante o seu governo, ocorreu o trágico Massacre de Ipatinga.

Após o golpe militar, sua fortuna se multiplicou e incorporou mais seis bancos em 1972. Criando em seguida o Banco Nacional S/A, com sede em Belo Horizonte.

Ninguém sabe de quanto foi o rombo do Proer, a ajuda aos bancos do tucano FHC. Ninguém sabe quanto os ladrões do Banco Nacional desviaram. Nove bilhões e duzentos milhões é o valor mínimo saqueado do bolso do pobre povo pobre do Brasil.

Cadeia, para a justiça PPV, não existe para os bilionários. As polícias estaduais não prendem os amigos dos governadores. Apenas estudantes e grevistas – os trabalhadores.

A Polícia Federal bota na cadeia os bandidos de colarinho (de) branco, e a  justiça amiga solta.

O Correio do Brasil, com informações do jornal carioca O Dia, publica hoje:

Presos por agentes da Polícia Federal na véspera, pela manhã, os quatro ex-dirigentes do antigo Banco Nacional passaram menos de 24 horas na cadeia. Eles foram soltos ainda na terça-feira, mediante habeas corpus, concedido no começo da noite pelo desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região. O ex-controlador do banco, Marcos Magalhães Pinto, o ex-vice-presidente da Área de Controladoria Clarimundo Sant’anna, o ex-diretor Arnoldo Oliveira e Omar Bruno Corrêa chegaram a ser levados ao presídio Ary Franco, onde passaram por todos os procedimentos normais aos novos detentos, mas o desembargador levou em conta o fato de os processos do réus não terem transitado em julgado, cabendo recursos contra as condenações proferidas em 2002. As idades dos executivos réus, todos com mais de 70 anos, também foram consideradas.

Os quatro executivos dirigiam um dos mais tradicionais bancos do país, que sofreu intervenção nos anos 90 e protagonizou grande escândalo financeiro. A prisão foi decretada pelo juiz Marcos André Bizzo Moliari, da 1ª Vara Criminal Federal do Rio, a pedido do MPF. Os dirigentes foram condenados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta, prestação de informações falsas a investidor ou à repartição pública e inserção de elementos falsos em demonstrativo contábil de instituição financeira. Um quinto ex-executivo, Nagib Antônio, com prisão decretada, nem chegou a ser preso na véspera, junto com os colegas.

Magalhães Pinto chegou a ser levado para um presídio carioca, mas foi libertado logo em seguida
Magalhães Pinto chegou a ser levado para um presídio carioca, mas foi libertado logo em seguida

Magalhães Pinto, segundo o MPF, é o único não condenado por formação quadrilha, e deve cumprir pena de 12 anos e dois meses, enquanto Sant’anna foi condenado a 15 anos e um mês. Arnoldo Oliveira ficará preso por 17 anos e um mês, e Omar Bruno Correia, por 8 anos e dez meses. A procuradora Ariane Guebel de Alencar alegou que “levar o princípio da presunção de inocência ao extremo de impedir a execução de sentença condenatória quando não há mais recurso com efeito suspensivo seria, de fato, um brinde à impunidade e à ineficiência da Justiça”.

Relembre o escândalo

• Resultado maquiado

Os problemas do Banco Nacional começaram em 1986, quando registrou rombo de US$ 600 milhões. O resultado era bem superior ao patrimônio líquido de US$ 250 milhões, da instituição financeira que pertencia a uma das mais tradicionais famílias mineiras, os Magalhães Pinto.

• Contas fantasmas

A saída para acobertar o déficit foi forjar empréstimos fictícios, com a abertura de 600 contas fantasmas. As operações foram contabilizadas como ativos bons.

• Intervenção do BC

A maquiagem ocorreu até novembro de 1995. O Banco Central determinou que fosse feita auditoria e detectou rombo de R$ 9,2 bilhões. O governo Fernando Henrique liberou recursos do recém criado Proer. Com a liquidação extrajudicial, o Unibanco comprou o banco mineiro e ficou com a parte “boa”.

Quando a justiça vai realizar um mutirão contra a corrupção?

Ceará. Roubam tudo. Dentro das repartições públicas, servidores matam na briga pelas botijas. E matam o povo. Não se faz nada que preste para o povo. Falta dinheiro. Dinheiro que foi desviado
Ceará. Roubam tudo. Dentro das repartições públicas, servidores matam na briga pelas botijas. E matam o povo. Não se faz nada que preste para o povo. Falta dinheiro. Dinheiro que foi desviado

BRA^SP_AC buraco ribeirão corrupçãoBRA_AG fiscais corrupção propinacorreio_braziliense. dinheiro para a corrupçãodiario_cuiaba. corrupção

Uma geração política perdida na imoralidade

José Mário Ferraz

O que dirão nossos descendentes sobre a indiferença de seus antecedentes com o fato de ser a História de sua sociedade uma sucessão de imoralidades, crimes, venda de virgindade, prostituição escancarada nos meios de comunicação? Já assisti, num misto de triste e revoltado, à cena em que a televisão mostrou a foto do pinto de um sujeito que queria provar ter o pinto grande.

Independente de puritanismo, as crianças que assistem a coisas desse tipo nunca serão capazes de aquilatar o valor dos verdadeiros valores morais e educacionais sem os quais não se sai da sarjeta. Só o conhecimento adquirido através de um sistema eficiente de educação pode levar as pessoas a viverem em paz. Se o homem pode aprender mais coisas do que simplesmente correr para apanhar o pauzinho que seu dono atirou e trazê-lo de volta para tornar a buscar, se o homem pode fazer reproduzir uma fêmea impedida pela natureza de fazê-lo, se o homem pode modificar o meio ambiente para torná-lo frio quando está demasiadamente quente e vice-versa, também pode mudar o mundo do lugar amaldiçoado em que o colocaram e levá-lo para outro lugar onde haja menos desinteligência.

televisão indignados

###
LADRÕES SÃO LADRÕES

Precisamos de coerência em nossas atitudes. Não há necessidade de investigação alguma para se ter certeza de que estes ladrões são ladrões mesmo. A única cogitação pertinente sobre esse assunto deve se ater ao corporativismo que levou um velho deputado politiqueiro chamado Paulo Duque a assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal apenas durante o julgamento de alguns colegas seus, também amorais e imorais, e absolver cinicamente a todos, embora fossem criminosos.

As cogitações devem visar a perspectiva de um futuro diferente para a criançada. Vivemos tão fora da realidade que se fala em ateu sem se ter noção do que seja ser ateu. Acredita-se na bondade de um Deus que teria mandado queimar vivos duas mil e duzentos seres humanos que amarguraram morte tão sofrida.

Estamos mesmo necessitando é de juízo porque ainda somos tão infantis a ponto de se divertir queimando fogos e tão bobos que estamos às vésperas de termos presidiários como representantes na casa de fazer as leis. Tão distantes estamos de pessoas capazes de uma sociedade bonita que na Bienal do Livro em São Paulo jogador de futebola mereceu maior destaque do que os escritores. Pode?

PEQUENO FURTO. Cada processo custa entre 500 a 700 euros ao contribuinte português. E no Brasil?

Cada processo judicial relativo a pequenos furtos custa ao contribuinte entre 500 a 700 euros, segundo o Ministério da Justiça, que quer transformá-los em crimes de natureza particular.

Nas propostas que constam da revisão do Código Penal, que serão enviadas esta semana aos parceiros do setor da justiça, o Governo defende que nos casos de furtos em estabelecimentos comerciais, sempre que o proprietário consiga reaver o material furtado, deve ser ele próprio a deduzir acusação.

Nos crimes particulares, a lei exige que o ofendido apresente queixa e deduza acusação, ou seja, o Ministério Público não acusa, não leva a causa a julgamento, sendo o queixoso obrigado a constituir-se assistente no processo, pagando uma taxa de Justiça devida e a constituir advogado.

Desta forma, as custas do processo passam a ser pagas pelo proprietário do estabelecimento comercial.

Os casos de furto em que o material não é restituído mantém-se como crimes semipúblicos, sendo também necessária a queixa do ofendido, mas a acusação pertence ao Ministério Público.

Ficam igualmente salvaguardados os casos em que o furto é cometido por duas ou mais pessoas, uma vez que nestes casos é justificada a intervenção do Estado.
(Diário de Notícias, Portugal)