O indulto de Genoíno e Joaquim Barbosa, o herói inusitado

santo indulto

 

Não sou petista, nem admirador de Genoíno, de quem já fiz inúmeras críticas, nem de nenhum mensalista condenado.

Estranho que alguns acusados ficaram livres pelo empate, porque faltou o voto da deusa Minerva e, principalmente, da deusa Themis. E livres os mensalistas tucanos de Minas Gerais.

Mas pensando bem, quem prestou mais serviços ao Brasil: Genoíno ou Joaquim Barbosa, ministro Torquemada?

Você vai responder que Joaquim, porque prendeu Genoíno. Quer dizer que Joaquim fez apenas isso. Uma afirmativa que indica que Joaquim realizou uma coisa surpreendente. Um feito extraordinário.

É a mais grave acusação contra o Superior Tribunal de Justiça, acriminado de nunca ter condenado nenhum bandido de colarinho (de) branco.

E por falar em rico, quem é mais: Genoíno ou Joaquim?

Comenta o jornal A Tarde, de maneira cavilosa: “Edição extra do Diário Oficial da União publicada nesta quarta-feira, 24, traz um decreto assinado pela presidente da República, Dilma Rousseff, que concede indulto natalino a presos que obedecem critérios relativos a tempo de pena e comportamento.

A defesa do ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino deve estudar o decreto nos próximos dias para pedir que o benefício seja aplicado ao condenado no julgamento do mensalão”.

O jornal A Tarde insinua que Dilma Rousseff assinou o indulto natalino para beneficiar, exclusivamente, Genoíno.

In Wikipédia: “O indulto é um ato de clemência do Poder Público. É uma forma de extinguir o cumprimento de uma condenação imposta ao sentenciado desde que se enquadre nos requisitos pré-estabelecidos no decreto de indulto. Os decretos de indulto costumam ser publicados em dias particulares. Em Portugal e no Brasil, os indultos concedidos pelo Presidente costumam acontecer na comemoração do Natal. Em Angola, indultos foram concedidos no Dia da Paz e da Reconciliação Nacional1 (4 de abril). Na França, indultos coletivos para crimes menores costumavam ser concedidos no dia da Fête Nationale (Festa Nacional, 14 de julho), até a reforma constitucional de 2008 que limitou o indulto presidencial a casos individuais”.

No Brasil, as regras para concessão do benefício são definidas pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

Podem ser beneficiados, por exemplo, presos em regime aberto ou domiciliar, desde que faltem oito anos ou menos para terminar a pena e eles tenham cumprido, no mínimo, um terço da punição. Presos com doenças graves comprovadas por atestado médico também são potenciais beneficiários.

A concessão do indulto não é automática. A defesa do condenado precisa fazer um pedido à Justiça, mostrando que cumpre os critérios fixados pelo decreto. A partir daí, cabe ao Judiciário decidir se concede ou não o benefício.

Em verdade quem, de repente, passou a ser contra a tradição do indulto, defende a Lei da Anistia para os que praticaram crimes hediondos como sequestro, tortura, assassinatos políticos em 21 anos de ditadura militar.

lei anistia indignados

A anistia, “esquecimento”, é o ato pelo qual o poder público (poder legislativo, mais especificamente) declara impuníveis, por motivo de utilidade social, todos quantos, até certo dia, perpetraram determinados delitos, em geral políticos, seja fazendo cessar as diligências persecutórias, seja tornando nulas e de nenhum efeito as condenações. Enquanto a graça ou indulto, concedido pelo chefe de Estado, suprime a execução da pena, sem suprimir os efeitos da condenação, a anistia anula a punição e o fato que a causa.

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Ditadura. Uruguai, por condenação da OEA, assume responsabilidade pelos crimes dos militares. Para o povo, chegou o dia do pedido de perdão

 

María Claudia García de Gelman, trucidada pelos militares
María Claudia García de Gelman, trucidada pelos militares

El acto público se realizará el próximo 21 de marzo en el Parlamento y cumplirá con la sentencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos, la cual exhortó al Estado uruguayo a realizar “un acto público de reconocimiento de los crímenes perpetrados en la dictadura en el marco de un litigio iniciado por la familia Gelman”.

En este marco Puig expresó en AM LIBRE que “no se trata de un tema de cumplimiento formal por la resolución de la corte sino que tiene que ver con el futuro de la democracia del Uruguay (…) se trata de un hecho trascendental que debería establecer con su claridad que lo que ocurrió no debe ocurrir nunca más”.

Asimismo resaltó “el Estado uruguayo debe asumir con claridad la responsabilidad, y pedir perdón”.

No será un acto para pedir perdón el del día 21, sino para asumir la responsabilidad del Estado por los crímenes cometidos durante la dictadura. El gobierno quiere que ese evento sea “un mojón, un antes y después”.

El Estado uruguayo no pedirá perdón por haber recurrido al terrorismo oficial durante los años de la dictadura cívico militar.

El del 21 de marzo “será un acto en el que se asumirá la responsabilidad por las violaciones a los derechos humanos y no se pedirá perdón.

Se hará en estricto cumplimiento a lo dictado oportunamente por la Corte Interamericana de Derechos Humanos por el caso Gelman contra el Estado uruguayo”, explicó ayer a LA REPÚBLICA el secretario de la Presidencia, Alberto Breccia.

Ayer, Macarena Gelman dijo a varios medios de comunicación que si ella percibía el mínimo gesto de que por parte del Estado se estaba solicitando perdón por las violaciones a los derechos esenciales “inmediatamente” se retiraba del acto porque “el pedido de perdón es voluntario y debe incluir el arrepentimiento” de los responsables, dijo.

El ministro de Relaciones Exteriores, Luis Almagro, dijo que ya está elaborado el discurso para el Acto del Perdón y destacó que no se trata de un acto de perdón, sino de “responsabilidad del Estado por las violaciones a los Derechos Humanos, específicamente en los aspectos contemplados en la sentencia de la Corte Interamericana”.
Según especificó el canciller a la prensa, Macarena Gelman ya conoce el contenido de la declaración. “Obviamente tiene que ser acordado con ella porque es una víctima, es a quien le debemos la reparación. Y estando ella al tanto de los contenidos de la declaración no amerita ninguna otra consideración”, concluyó.
Por su parte, el secretario de la Presidencia, Alberto Breccia, dijo que el 21 de marzo habrá dos actos: uno en la mañana, de carácter privado, en el cual la familia Gelman colocará una placa recordatoria de la prisión que sufrió María Claudia García de Gelman en el edificio del Servicio de Información de Defensa, donde hasta hace dos días funcionaba el Centro de Altos Estudios Nacionales (Calen), lugar donde irá el nuevo instituto de Derechos Humanos.
Y luego, en la tarde, ante la Asamblea General, Mujica pronunciará el discurso con el que cumplirá con la sentencia de la Organización de Estados Americanos (OEA).
O dia 21 próximo será ignorado pela imprensa brasileira, seja por medo, seja por cumplicidade.
Conheça a história trágica de María Claudia García de Gelman