Cunha discursando em culto ao lado de Malafaia: “Foi Deus que me colocou lá” na presidência da Câmara (Video)

cunha pastores

O baixo clero dos pastores eletrônicos ofereceu o atestado de honestidade para Eduardo Cunha presidir a Câmara dos Deputados, e o gostinho amargo dos derrotados nas eleições presidenciais: Aécio Neves, Aloysio Nunes, Marina Silva, mais a banda podre do PMDB que sempre foi governista, desde os tempos da ditadura, como partido consentido dos ditadores.

O Favela 247 procurou o ex-pastor André Constantine, 38, hoje presidente da associação de moradores da Babilônia, a comentar as acusações de que o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teria utilizado a Assembleia de Deus para lavar dinheiro de propina: “O que eu vou falar todo mundo sabe: nenhum templo religioso contribui com imposto no Brasil, e este é o ponto de partida para toda a picaretagem. Viabiliza que ali se lave dinheiro do narcotráfico, de bicheiro, de político e das milícias”, afirma Constantine

cunha pastor

Por Artur Voltolini, para o Favela 247

Segundo ex-pastor, isenção de impostos estimula a lavagem de dinheiro nos templos religiosos

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Entre as diversas acusações que pairam sobre Eduardo Cunha (PMDB-RJ), uma é a que ele tenha utilizado a igreja Assembléia de Deus, da qual é membro, para receber pagamentos e fazer lavagem de dinheiro de propina, segundos investigações da operação Lava Jato.

Para comentar as suspeitas, o Favela 247 procurou o ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus André Constantine, 38, presidente da associação de moradores do morro da Babilônia e criador do movimento Favela Não Se Cala.

Constantine não demonstrou surpresa com as acusações de lavagem de dinheiro dentro de uma igreja: “O que eu vou falar todo mundo sabe, qualquer pessoa que frequente esses templos ou tem algum cargo, tem a ciência de que esses templos são isentos de impostos. Nenhum templo religioso contribui com imposto pro Estado brasileiro”, afirma.

“E este é o ponto de partida para toda a picaretagem: como eles são isentos de impostos, viabiliza que ali se lave dinheiro do narcotráfico, de bicheiro, de político e de milícias. Esses templos religiosos são o melhor lugar para se lavar dinheiro no Brasil”, diz Constantine, que afirma existir muita gente honesta, tanto que frequenta como que tenha cargos eclesiásticos nas igrejas, mas, segundo ele: “A alta cúpula sabe até os ossos, estão enterrados até o pescoço nisso”.

Além da corrupção e da lavagem de dinheiro, outra característica dessas igrejas e de seus líderes que incomoda Constantine são as aspirações políticas: “O que mais me preocupa, principalmente no segmento religioso protestante, é a intenção que existe nele de obter poder de Estado. Eles elegeram diversos vereadores, deputados estaduais e federais. O Marcelo Crivella (PRB) quase virou governador do Rio. A bancada evangélica é a mais conservadora, vê as alianças que eles fazem: ruralistas, bancada da bala… Na Marcha para Jesus estava o Bolsonaro. Aquilo ali virou carnaval e palanque político. Cada eleição que passa essa bancada cresce mais. Eles alavancam o fascismo e o conservadorismo através do discurso da ‘família brasileira’, mas por trás dele há um discurso machista, homofóbico e racista”, acredita André.

Questionado sobre se essas denúncias contra Eduardo Cunha ou outras lideranças religiosas evangélicas suspeitas de corrupção abalam a fé dos fiéis, Contantine responde: “Isso não diz nada ao ouvido dos fieis. A mente da maioria deles está tão cauterizada que, infelizmente, não conseguem enxergar as coisas de forma mais abrangente. Eles fazem um trabalho muito forte de condicionamento mental nessas igrejas”, defende.

Mariano
Mariano

“Na favela, hoje, quando o morador vivencia um problema existencial, financeiro ou de saúde, existem duas portas sempre abertas para o acolher: a da droga e do crime, e a de um igreja”, afirma o ex-pastor, antes de iniciar uma crítica à interpretação das escrituras nas igrejas neopentecostais: “Eles se utilizam de artifícios bíblicos. Para eles a Bíblia é a inerrante palavra de Deus. O Malafaia que usa muito isso. Eles confiam cegamente nesse livro, e é um livro muito fácil para você criar diversas interpretações. Eles sempre pegam alguma coisa fora do contexto para fazer a base ideologia deles verdadeira”.

Constantine afirma que foi a leitura da Bíblia que o fez escolher a apostasia, aos 23 anos: “Eu percebi que estava tudo errado lendo a própria Bíblia, principalmente na questão do dízimo. Na Bíblia ele era recolhido em forma de alimento, e apenas poderia ser recolhido pela tribo de Levi, e só poderia ser destinado às viúvas, aos órfãos e aos estrangeiros. O dízimo era uma parte da colheita separada pra fazer essa distribuição. Aí que eu comecei a contestar. Hoje eles alegam que precisam pegar um dinheiro para a manutenção da obra de Deus. E isso é uma grande deturpação da obra de Deus. Não tem nada de espiritual nisso. Há também as questões naturais, como quando eles falam que pagar dízimo vai repreender o gafanhoto. Eles demonizaram os gafanhotos. Dizem que se você não entregar o dízimo na Igreja, os gafanhotos mexem nas suas finanças. Eles espiritualizam coisas que são do campo natural. Qualquer pessoas racional que leia aquele texto verá o que estou falando. Tudo isso está no Malaquias 3:10, o livro mais utilizado por esse cães gulosos, por esses vagabundos, pata justificar a cobrança de dízimo. Cães gulosos é como o próprio profeta chama os falsos pastores, veja em Isaías”, sugere.

Questionado sobre se pastores e políticos evangélicos metidos em corrupção têm fé, Constantine é taxativo: “Pra mim esses caras são os verdadeiros ateus. É tudo empresa cara, a estrutura toda funciona como empresa. E na lógica do capital a empresa foca o lucro, assim como essas instituições religiosas. A nossa sorte é que eles ainda são muito fracionados, há interesses pessoais muito grandes envolvidos. Se não estivessem tão fracionados a possibilidade de eleger um presidente evangélico seria muito maior. Olhe o Malafaia: ladrão pilantra e safado. Apoiou o Cunha, e agora sai por aí dizendo que não tem, nem nunca teve, nada com o Cunha. Esse Malafaia é um dos maiores safados e pilantras do Brasil”, acusa o ex-pastor.

pastores deus dinheiro

Como denunciar o presidente de um tribunal?

rei justiça

Em sentido geral e fundamental, o Direito uma técnica da coexistência humana, isto é, a técnica voltada a tornar possível a coexistência humana. O que não acontece no Brasil, quando a Justiça realiza despejos em massa ou engaveta ações coletivas. Quando persiste a elitista Justiça PPV.

Como técnica, o Direito está reduzido à força, isto é, a uma realidade histórica politicamente organizada.

Para Andrei Koerner e Roberto Fregale Filho, “a Constituição de 1988 reconheceu ampla autonomia funcional, institucional e financeira para o Judiciário, sem a ampliação da participação, da transparência e controle democrático. Desde o Governo Geisel os militares buscaram instrumentalizar o Judiciário para a abertura controlada e, para isso, instituíram a centralização da direção e controles jurisprudenciais, políticos e disciplinares sobre os juízes. Em contraposição, o movimento associativo de juízes e outras carreiras jurídicas aliaram-se à oposição ao regime e suas demandas corporativas passaram a ser associadas à redemocratização. Isso assegurou a continuidade das formas de organização, das práticas e dos juízes que serviram ao regime. Eles tinham novas bases para rejeitar questionamentos e poderiam adaptar a instituição à sua maneira.

O contexto político a partir do governo Collor era de ‘crise de governabilidade e reforma neoliberal do Estado’ associado à própria ‘crise do Judiciário’. Decisões judiciais de promoção de direitos baseadas na Constituição eram questionadas e o Judiciário era visto como leniente face aos escândalos de corrupção, que por vezes incluíam os próprios juízes. O modelo institucional existente não admitia questionamentos e as propostas de reforma, simplificadas como ‘controle externo’, apareciam como ameaças à autonomia do Judiciário e dos juízes”.

Hoje na Justiça da Argentina há um pedido para que seja investigado o presidente da Corte Suprema. No Brasil, se tal heresia acontecesse, seria o caos. As aves agourenta anunciariam a  quebra da “harmonia” dos Três Poderes, que é o aviso do jeitinho brasileiro: não se meta onde não é chamado.

As denúncias dos crimes togados são encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça que é presidido pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ).  É a fatal opção de reclamar do rei para o rei.

No Brasil temos a ditadura militar substituída por duas ditaduras: a da Justiça e a do Poder Econômico, de mando desconhecido, como acontece com o chefe do governo paralelo, o PCC.

A “harmonia” entre poderes alimenta os corruptos interesses cruzados.

Temos a “harmonia” entre o Poder Econômico e o PCC, o PCC e o Executivo, o Executivo e o Legislativo, o Legislativo e o Poder Econômico…

Oroboro

La plata del Poder Judicial

 

Por Irina Hauser
El fiscal federal Federico Delgado presentó un dictamen para que se abra una investigación penal que determine si el presidente de la Corte Suprema, Ricardo Lorenzetti, junto con otros funcionarios judiciales llevaron adelante una “ingeniería ilícita” para quitar poder y recursos económicos al Consejo de la Magistratura y lograr la “desarticulación del sistema de control externo e interno de la gestión de los recursos del Poder Judicial”. Así, Delgado le dio impulso a una denuncia presentada por la legisladora porteña Paula Oliveto Lago (Coalición Cívica), que señaló mecanismos y presuntos acuerdos con funcionarios del propio Consejo para lograr que la mayor parte del dinero judicial lo maneje la Corte.

Que poder ou autoridade maneja o dinheiro judicial no Brasil?

Folha admite, enfim, que apoiou a ditadura

por Gilmar Crestani

 

Folha

Primeiro foi O Globo, admitindo que seu Editorial de saudação à chegada à ditadura “foi um erro”. Foi a admissão que havia apoiado a ditadura. Agora a Folha, apontada pela Comissão da Verdade como tendo sido um dos veículos da velha mídia que apoiou a ditadura, admite. Sim, a Folha apoiou a ditadura. Entendeu porque a Folha chama a Ditadura de Ditabranda?! O melhor de tudo é a explicação da Folha: “Em 1964 a Folha apoiou o golpe, como quase toda a grande imprensa.”

Quanto à citação de que a Folha emprestava as peruas para transportar os presos clandestinos, a Folha sai-se com esta pérola: “Não há documentos nem testemunhos diretos que corroborem a acusação de que a extinta “Folha da Tarde” tenha emprestado veículos para órgãos da repressão.” Note que a Folha não diz que não emprestou, não nega o empréstimo. Apenas diz que “não ha documentos nem testemunhos diretos”. Puxa, já tivemos argumentos mais sólidos para tentar desvincular a participação da Folha na ditadura.

Apesar de ser uma informação curtíssima, a Folha ainda consegue entregar outra informação valiosíssima. O IBAD, assim como o Instituto Millenium, são as tais de ONGs finanCIAdas para trabalhar contra os interesses do Brasil e se fazer às vezes de agentes que defendem os interesses dos EUA.

Não é mero acaso que todos os principais petistas paulistas tenham sido condenados pelo pessoal do Joaquim Barbosa e que Geraldo Alckmin tenha sido eleito no primeiro turno. Também não é mero acaso que o PCC seja uma organização fortemente enraizada em São Paulo, que nasceu sob os sucessivos governos tucanos, desde Mário Covas. Também não é mera coincidência que Tiririca, José Serra, Paulo Maluf, Marco Feliciano, FHC, Geraldo Alckmin, Celso Pitta, Orestes Quércia, Ademar de Barros, Jânio Quadros, Estadão, Folha e Veja sejam todos paulistas.

Será que agora dá para entender porque todas as marchas pedido a volta da ditadura militar tenham ocorrido em São Paulo?!

 

folha-ditadura

Em outro comentário, para transcrição de um artigo “Comissão da Verdade desmascara a Folha”, de Altamiro Borges, (leia aqui), afirma Crestani: “O corpo fascista da Folha de São Paulo aparece boiando

A mentira tem perna curta, diz o ditado. Mas para este caso, há outro mais legal, vem do Barão de Itararé, Apparicio Torelly: ‘De onde menos se espera de lá mesmo é que não sai nada’. Só saía de dentro das peruas emprestadas pela Folha. Mas já saiam mortos, não é assim d. Judith Brito?!

Agora fica fácil entender porque a Folha teve o desplante de chamar a ditadura de ditabranda. Branda com a Folha. Aliás, branda com todos os a$$oCIAdos do Instituto Millenium”.

Documento cita apoio da imprensa ao golpe de 64

O relatório da Comissão Nacional da Verdade cita, no capítulo sobre o apoio civil ao golpe de 1964, o papel dos veículos de imprensa do país.

O documento afirma que os jornais “O Estado de S. Paulo”, “O Globo” e a Folha apoiaram o golpe. No relatório, são mencionados Júlio de Mesquita Filho (1892-1969), ex-diretor de “O Estado”, como um dos articuladores, e o publisher da Folha, Octavio Frias de Oliveira (1912-2007), entre os integrantes do Ipes (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais), órgão que fazia propaganda contra Jango.

Um editorial da Folha é interpretado como um apelo ao golpe. A empresa é citada como uma das que financiaram a Oban (Operação Bandeirante) e acusada de ter cedido veículos à repressão.

Em 1964 a Folha apoiou o golpe, como quase toda a grande imprensa. Os editoriais do jornal, como “O Brasil continua”, do dia 3 de abril, defendiam a eleição de um novo presidente pelo Congresso para concluir o mandato de Jango e assegurar a preservação da Constituição.

Dança da chuva no dia terminal da campanha de Aécio em São Paulo

Reservatório do Sistema Cantareira
Reservatório do Sistema Cantareira
Steve Greenberg
Steve Greenberg

O governador Geraldo Alckmin programou e convida o povo da Grande São Paulo para o mega evento da dança da chuva, que considera como a única solução técnica do seu governo para encher de água as represas que abastecem a Capital e cidades do Estado.

Apesar de escondido pela imprensa, o fornecimento de água vem sendo realizado com caminhões-pipa.

A medida visa que o eleitor tenha água nas torneiras, e vote no segundo turno com o corpo lavado em um banho de chuveiro, hoje só possível nos palácios, palacetes, condomínios de luxo e hotéis cinco estrelas.

A dança da chuva foi decidida em uma reunião da cúpula do PSDB e coordenadores da campanha de Aécio Neves.

Os pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano mandaram um ultimato para o candidato Aécio Neves não comparecer a esse ritual pagão e sacrílego. Marina Silva garantiu que ia, depois disse que não, depois disse que sim. Ela através de sua fundação e ONGs ficou de arranjar um índio para a dança, assim revelou Alckmin.

Água índio

Enquanto o evento não acontece, associações de bairros e líderes do Primeiro Comando da Capital estão sendo convocadas para treinar os moradores eleitores para o grande dia da dança da chuva.

Instruções

1
Forme duas linhas paralelas uma à outra com cerca de 1 m de distância. Os homens ficam em uma linha, as mulheres em outra.

2
Dê um passo a frente com o seu pé esquerdo.

3
Levante o pé direito enquanto se move para a frente e leve esse pé ao chão. Os homens podem pisar com mais vigor do que as mulheres.

4
Continue a avançar desta maneira — pé esquerdo, pé direito mais alto, pise firme ao chão. Ao contrário de outras danças nativas americanas realizadas em um círculo, dançarinos da chuva movem-se em um quadrado pelos lados da sala ou área em que estão dançando.

5
Durante uma parte da canção, e enquanto se move para a frente, vire o seu rosto para a direita. Durante a próxima parte, vire-o para a esquerda. Um padrão em zigue-zague é formado enquanto você continuar dessa maneira.

6
Entre as partes, os dançarinos podem parar e rodar, imitando o vento, que simboliza a promessa de chuva. As mulheres podem entoar ou cantar a música que está tocando, e os homens podem gritar com a batida.

 

 

 

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Durante as campanhas eleitorais o PCC desaparece

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Os governadores reconhecem a existência de governos paralelos em cada estado brasileiro. Esta a razão para comandar um exército de soldados estaduais fortemente armados.

A Polícia Militar de São Paulo tem perto de cem mil homens. As forças armadas de vários países não conseguem recrutar, nem municiar, nem pagar o soldo de uma multidão igual.

Apesar deste poderoso exército, com armas modernas e homens treinados na polícia e no exército de vários países, notadamente nos Estados Unidos e na Escola das Américas, o governador Geraldo Alckmin anunciou solenemente, em outubro de 2013, que estava com a vida ameaçada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), considerada a maior organização criminosa do Brasil.

Coitado! Devia pedir proteção especial à Policia Federal
Coitado! Devia pedir proteção especial à Policia Federal

Pela propaganda oficial, veiculada pela mídia, o grupo capitaneia rebeliões, assaltos, sequestros, assassinatos e o narcotráfico. A facção atua principalmente em São Paulo, mas também estaria presente em 22 dos 27 estados brasileiros.

A organização seria financiada principalmente pela venda de maconha e cocaína, mas roubos de cargas e assaltos a bancos também são fontes de faturamento.

Esquecem de informar que o lucro principal das facções criminosas no Terceiro Mundo passou a ser o tráfico de minérios.

No Brasil não existe uma distinção entre PCC e milícias, formadas por soldados estaduais e policiais civis, e elementos expulsos dessas organizações, e soldados desmobilizados das forças armadas.

O mundo travou guerras do ópio, conflitos armados ocorridos entre a Grã-Bretanha e a China nos anos de 1839-1842 e 1856-1860. E luta, hojemente, a guerra da cocaína nos Andes, financiada pelos Estados Unidos, que possuem plantações de coca legalizadas pela ONU. Trata-se de um estranho monopólio.

O que importa discutir aqui é que um pacto policial, esquisita pacificação, determina a desativação dos PCCs em ano eleitoral.  Com a eleição das bancadas da bala.

O governo paralelo fecha à bala seus redutos eleitorais para o voto de cabresto em seus candidatos, todos com ficha-limpa nas 1001 polícias e tribunais do Brasil.

 

Acontece que o PCC é feito pé de cobra: ninguém sabe onde se esconde, qual o quartel, ou quem lidera em cada Estado. Tão invisível quanto a água nas torneiras da Grande São Paulo. A única prova da existência, apresentada pela polícia, parece piada: todos os capos do PCC estão presos, e acaudilham suas tropas de dentro de presídios de segurança máxima, trancados em celas individuais, sem direitos a visitas e de contato com outros presos, e de comunicação via telefone, via computador, via rádio, com qualquer pessoa viva ou morta.

 

Alckmin, em ano eleitoral, evitar falar em PCC
Alckmin, em ano eleitoral, esquece o PCC

 

 

 

 

A Copa e o risco Brasil

polícia rua rico segurança Can Kente

 

O governo de São Paulo, para justificar a incompetência de sua política de segurança pública, criou um governo paralelo que não existe, que seria dos presos presos – o PCC. Assim o Brasil tornou-se alvo de um noticiário nefasto.

Publica Clarín, um jornal da Argentina mui parecido ideologicamente com O Globo, o Correio Braziliense, a Folha de S. Paulo e o Estado de S. Paulo:

As orientações incluem alertas peculiares, como quanto a explosões em bueiros do Rio de Janeiro, cuidado com a presença de macacos e morcegos e até quanto ao grande poder de facções criminosas em São Paulo.

por Vinicius Konchinski, do Uol

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O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, já afirmou que o “Brasil não é como a Alemanha” quando o assunto é organização e segurança para visitantes. E as embaixadas de países que enviarão turistas para cá durante a Copa do Mundo de 2014 sabem disso muito bem. Tanto é assim que elaboraram cartilhas para que seus cidadãos mantenham-se seguros e saudáveis em sua passagem pelo país.

Essas cartilhas contêm orientações para toda a estada dos turistas em território brasileiro. Incluem até alertas peculiares, como quanto a explosões em bueiros do Rio de Janeiro, cuidado com a presença de macacos e morcegos e até quanto ao grande poder de facções criminosas em São Paulo.

As embaixadas também recomendam que turistas não reajam a tentativas de roubo. A representação da Alemanha, aliás, sugere até que seus cidadãos reservem certa quantia extra de dinheiro para que seja entregue a ladrões em caso de abordagem. “É aconselhável sempre levar uma quantia de dinheiro para a rendição voluntária”, explica o órgão.

A Embaixada dos Estados Unidos descreve em sua página de dicas para viajantes ataques como os promovidos pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em 2006. Segundo a representação diplomática norte-americana, turistas que pretendem visitar a capital paulista devem estar cientes do poder traficantes, mesmo presos.

“Os esforços de traficantes presos para exercer seu poder fora de suas celas resultaram em interrupções esporádicas na cidade, violência dirigida contra as autoridades, os incêndios de ônibus, e vandalismo em caixas eletrônicos, incluindo o uso de explosivos”, informa o trecho do guia para norte-americanos que pretendem viajar para o Brasil.

Embaixadas do Reino Unido, França, Espanha e Austrália também pedem atenção redobrada de turistas com a segurança no Brasil. Os órgãos alertam que os índices de criminalidades são altos por aqui e informam que turistas estrangeiros estão entre os principais alvos de assaltos em grandes cidades brasileiras.

 

A profecia de Jabor ou Marcola como propaganda do Brasil sem jeito

Miguel Willalba Sánchez (Elchicotriste)
Miguel Willalba Sánchez (Elchicotriste)

Voltou a circular na internet uma falsa entrevista de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, um dos supostos chefes do PCC, Primeiro Comando da Capital [de São Paulo], uma invisível organização criminosa que teria atuação em vários Estados do Brasil e países estrangeiros, notadamente da América do Sul.

É uma entrevista sempre divulgada nos anos eleitorais, com as devidas alterações para beneficiar candidatos a presidente da República,  governadores, prefeitos das grandes cidades, e a chamada bancada da bala.

Para dar veracidade, uma entrevista concedida, em data desconhecida, a um jornalista da Globo, cujo nome não é revelado.

Os principais jornais já publicaram centenas de depoimentos, esclarecimentos jamais concedidos por Marcola, incomunicável em cela individual de presídio de segurança máxima.

GLOBO: Você é do PCC?
– Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…

GLOBO: – Mas… a solução seria…
– Solução? Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.

Comenta o Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás – SINPOL-GO:

Uma “LIÇÃO” para nós brasileiros

 (…) O marginal “Marcola’’, concedeu a um jornalista de “O Globo”, uma análise estarrecedora dos “novos tempos”, [realidade] se faz presente na vida de todos os brasileiros.

Pelo depoimento do marginal “Marcola”, não há solução, pois não conhecemos nem os problemas.

Gostaria de chamar a atenção de vocês, para o fato desta entrevista ter sido publicada em um dos maiores jornais desse país, e que “todas as autoridades”  tomaram conhecimento da “gravidade” do assunto.

E o que estamos vendo… Exatamente o que o marginal “Marcola” profetizou… e o mais estarrecedor, que nada de concreto esteja sendo feito… vide a atitude irresponsável do governador de São Paulo, negando-se a receber ajuda do Governo Federal.

Genildo
Genildo

Informa o Diário do Estado do Mato Groso do Sul:

Adonis Marcos é o primeiro político a comentar entrevista com Marcola

Portal 19: Por que você, Adonis Marcos decidiu falar sobre um tema tão delicado que muitos preferem se omitir?

Não vi nenhum político aparecer e refutar o que Marcola disse na entrevista. Não se é medo ou apenas incompetência. De maneira alguma faço apologia ao crime organizado. Falo como político e ser humano. Preciso falar sobre esse tema delicado. Marcola diz que não há solução para o país, nem para as favelas. Mas existe dinheiro para resolver os problemas de todos os estados. Temos bons projetos, mas muitos políticos brasileiros a pobreza sempre foi de grande ajuda para se angariar votos. Sempre existirá o pai dos pobres, o salvador da pátria. Não querem ajudar. As favelas de hoje são os quilombos de ontem. Os escravizados e demais pessoas com graves problemas sociais rumaram para os morros para terem um lugar para morar, devido a omissão dos governos. Acabar com as favelas é acabar com votos. Mas não precisa tirar a pessoa da comunidade que tanto ama, apenas mudar a consciência dela”.

Portal 19: A situação calamitosa da maioria das favelas brasileiras tem solução?

“Qual a educação que o jovem da favela tem? Qual a visão que ele tem do local onde vive? Quem vai dar emprego para o jovem? O traficante, que vai pagar muito bem. O governo não age com firmeza, e o tráfico reina nas comunidades carentes. É mais vantajoso ser um soldado do tráfico a trabalhar numa loja ou empresa. Isso se ele conseguir uma vaga. Por morar na favela o preconceito pode tirar o meio de sustento de uma pessoa honesta, que pensa apenas em trabalhar honestamente. Mas forçada pela miséria, o traficante a seduzirá com poder e dinheiro”.

Portal 19: Qual a relação de políticos do cenário nacional em relação ao PCC?

Políticos de Brasília devem ao PCC, favores e dinheiro. Estão atrelados aos criminosos. Como podem lutar contra essa organização dentro do Congresso Nacional, no Senado? E para agravar o problema, os criminosos mesmo encarcerados podem realizar vídeo conferência com os comparsas espalhados pelos presídios do Brasil. O que aumenta o poder dos líderes. O ser humano acredita no deus que ele vê, ao visualizarem o Marcola, a figura desse líder aumenta. Facilmente um detento consegue adquirir internet e um computador, devido a corrupção existente nas cadeias brasileiras”.

PCC Rota polícia celular

A FALSA ENTREVISTA DE

MARCOLA FOI ESCRITA POR

JABOR

Continuando com a entrevista:

GLOBO: – Você não têm medo de morrer?
– Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba… Estamos no centro do Insolúvel, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala… Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em “seja marginal, seja herói”? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem.Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.
GLOBO: – O que mudou nas periferias?
– Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “microondas”… ha, ha… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Você s, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.
O GLOBO: – Mas o que devemos fazer?
– Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, “Sobre a guerra”. Não há perspectiva de êxito… Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas… A gente já tem até foguete anti-tanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí… Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas… Aliás, a gente acaba arranjando também “umazinha”, daquelas bombas sujas mesmo. Já pensou? Ipanema radioativa?
GLOBO: – Mas… não haveria solução?
– Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a “normalidade”. Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco…na boa… na moral… Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês… não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi cheentrate!” Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.
Sergei Tunin
Sergei Tunin

As máfias sempre defendem as ditaduras, a igreja, a família tradicional. São conservadoras e direitistas.

Sobre a entrevista de Marola, revelou Arnaldo Jabor:  “Eu escrevi nos jornais uma coluna em que inventei uma entrevista imaginária com um traficante preso do PCC. Na entrevista o personagem de ficção critica o Brasil de hoje e denuncia os erros das polícias e da sociedade. É um texto do qual eu me orgulho. É legal o texto. E todo mundo gosta, mas não acreditam que fui eu que fiz. Acham que é real a lucidez do bandido.”

O texto de Jabor, publicado em sua coluna de 23.05.2006 no jornal O Globo, vai sendo alterado conforme diferentes interesses políticos.

Não acredito no mando de um preso incomunicável. Marola constitui uma invenção da polícia para criar uma legenda de medo. Para informações comoventes e heróicas tipo governador Alckmin foi ameaçado de morte.

As favelas votam. São 1.100 favelas no Rio de Janeiro capital, e 2. 627 em São Paulo capital. Os favelados votaram em que candidatos nas últimas eleições para governador e prefeito?

Quem domina as favelas: os traficantes, as milícias, as polícias civil e militar?

Publica o jornal da OAB do Rio Grande do Sul: Voltou a circular, na Internet, uma entrevista, supostamente concedida pelo bandido“Marcola” a Arnaldo Jabor e que teria sido publicada pelo jornal O Globo, sem data e sem maiores referências. O texto na realidade foi ao ar, semanas atrás,  na Rádio CBN.

É puramente fictício, apenas mais uma crónica do Jabor. É possível ouvir o áudio em http://www.cbn.com.br. A entrevista, óbvio, não é verdadeira, mas assim mesmo é interessante (e preocupante). A entrevista ficcional revela o pavor do cidadão médio (medianamente intelectualizado) com o que está acontecendo e, ao mesmo tempo, uma certa consciência ingênua do papel do Estado. E revela também, infelizmente, uma certa visão autoritária (ao sugerir “uma ´tirania esclarecida´, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo… e do Judiciário…”).

Independentemente da veracidade, o texto é um sintoma preocupante, um sinal alarme. Se não foi “Marcola”, alguém pensou, falou ou escreveu isso, que está tendo eco na medida em que os que recebem a falsa mensagem, a replicam voluntariamente.

Essa sensação atinge, especialmente desde sexta-feira, os operadores do Direito ao constatarem, como efeitos da “Operação Hurricane” que, mais uma vez, magistrados de tribunais superiores, policiais e advogados  fazem parte de um esquema de um ativo e potente esquema de corrupção.

E que não são teses jurídicas ou respeito ao direito que sustentam e concedem certas liminares – mas que estas tem íntima ligação com polpudas propinas. É a história do “me dá$ que eu te concedo…”