A JUSTIÇA DOS ESTADOS UNIDOS NÃO É A JUSTIÇA DO BRASIL. NÃO LIMPA A FICHA DE MALUF

Paulo Maluf em uma de suas breves temporadas na cadeia. É o prende & solta à brasileira. A PF prende, a justiça solta

Afinal, por que Maluf e o filho Flávio, procurados em 188 países, continuam livres, leves e soltos na His Brazil?

Reportagem de O Estado de S. Paulo revela que a Justiça de Nova York negou pedido do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e de seu filho Flávio para que eles fossem retirados da lista internacional de procurados pela polícia, conhecida como “difusão vermelha”.

A decisão da corte norte-americana recusou também o encerramento da ação criminal em andamento contra Maluf em Nova York. A defesa de Maluf apontou várias irregularidades formais no processo da Justiça norte-americana para tentar acabar com a ação criminal, mas todas as alegações foram rebatidas pela corte.

O deputado é acusado de manter contas no exterior abastecidas com dinheiro resultante de atos de corrupção em sua gestão na Prefeitura de São Paulo de 1993 a 1996.

Segundo o promotor de Justiça Silvio Marques, a decisão reforça as ações de improbidade em curso contra o deputado do PP no Brasil.

A assessoria de Maluf afirmou que ele não iria se manifestar sobre a decisão e que o deputado “não tem e nunca teve contas no exterior”.

Página da Interpol que mostra Maluf como “procurado”

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NOTA DA REDAÇÃO DA TRIBUNA DA IMPRENSA – A impunidade de Paulo Maluf & Cia é a maior demonstração de que a Justiça no Brasil não funciona a contento. Trata-se de um criminoso procurado no mundo inteiro pela Interpol em 188 países, menos no Brasil. Quem entende uma maluquice dessas?

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Maluf pode ser preso em 181 países. No Brasil, não

A manchete do dia:
STF transforma Maluf em réu por lavagem de dinheiro
Deputado e mais 10 são acusados de lavagem de quase US$ 1 bi no exterior.

De acordo com a denúncia, uma das fontes do dinheiro supostamente desviado ao exterior por Maluf seria a obra de construção da Avenida Água Espraiada, realizada quando o deputado era prefeito de São Paulo (1992-1996).

Isso é besteira. Paulo Maluf nunca foi condenado no Brasil. E nunca será. Mas pode ser preso se sair do Brasil, o País do Nióbio. Não é uma gracinha?

Em março de 2010, seu nome foi incluído na difusão vermelha da Interpol, a partir de solicitação dos Estados Unidos.
Tá na lista de procurados. Pode ser preso em 181 países. Repito: no Brasil, não.

A justiça protetora da corrupção

A corrupção no Brasil tem a bênção da justiça que não prende. A justiça PPV que “tarda e falha” (O Globo).

No Brasil do segredo eterno e do azedo da Lei Azeredo, a corrupção tem a proteção do foro especial, do sigilo bancário, do sigilo fiscal, do segredo de justiça e das bancas de advogados blindados e de porta de palácios.

Eu pergunto:
Um governador ladrão nomeia um desembargador honesto?
Um presidente ladrão nomeia um ministro honesto?
Nenhum ladrão é suicida. Um governante corrupto pode ser tudo. Burro não é.

No Brasil dos vivos, dos espertos, a justiça, quando engaveta um processo, lava o dinheiro e as almas sebosas.

A Folha de São Paulo listou os dez principais ladrões do Brasil:










Escrevem Breno Costa e Bernardo Mello Franco:

Collor perdeu o cargo, mas foi inocentado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por falta de provas e hoje é senador pelo PTB de Alagoas.

O labirinto de recursos também impede o fim do caso dos Anões do Orçamento, de 1993. Suspeito de desviar emendas parlamentares, o ex-deputado federal Ézio Ferreira (PFL-AM, atual DEM) responde até hoje por lavagem de dinheiro.

O deputado Paulo Maluf (PP-SP), que assumiu a Prefeitura de São Paulo no mesmo ano, é procurado pela Interpol e não pode viajar ao exterior para não ser preso, mas nunca foi condenado definitivamente no Brasil por fraudes em sua gestão.

Acusados de desvios no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e na Sudam, Luiz Estevão e Jader Barbalho deixaram o Senado e chegaram a ser presos. Hoje fazem planos de voltar ao Congresso.

A Operação Anaconda, que desmontou esquema de venda de decisões judiciais, só produziu um preso ilustre: o ex-juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, que cumpre a pena em casa.

Dois juízes e um procurador da República se livraram sem julgamento ou converteram a pena em multa.

Os grandes escândalos do governo Lula continuam abertos. O mensalão, que derrubou o ex-ministro José Dirceu em 2005, só deve ser julgado no ano que vem.

Réus como João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) foram reeleitos deputados e mantêm influência em seus partidos.

O chamado mensalão do DEM, que derrubou José Roberto Arruda do governo do DF em 2010, é o caso mais atrasado. O Ministério Público promete denunciar os acusados até o fim do ano.

A MAGIA DOS NÚMEROS

619,21 parece muito né?
Um carreirão de cinco números.
619, 21.

619,21 é mais do que 1,5.
1,5 bilhão. Dinheiro que Cacciola levou para a Itália.

619,21 é mais do que 13.
13 milhões. Dinheiro que Maluf diz que não é dele.

Taí outro dinheiro que o Brasil deixa lá fora. Sem dono, e perdido para todo sempre, que nem segredo eterno de torturador e de ladrão no foro especial da justiça, que não condena quem compra uma banca blindada de advogados.

619,21
o dinheiro de quem trabalha. E dos aposentados e pensionistas.
619,21