Camila Valadão: Casagrande e Hartung são parceiros. Doze anos de mando

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NO primeiro debate na TV, Camila Valadão questionou Casagrande sobre a participação popular e apontou para a falta de diálogo entre o governo, nos últimos 12 anos, e a população. “Todos nós sabemos que a marca do seu mandato e a do ex-governador Hartung é a intransigência e ausência de diálogo com o povo”.

Camila ressaltou a predominância dos dois candidatos. “Evidentemente, vimos aí uma polarização entre Hartung e Casagrande. Polarização essa que não tem como interesse a defesa dos direitos da população capixaba e, sim, de seus interesses privados. Os dois compõem o mesmo bloco que governa o Espírito Santo há 12 anos”, reafirmou.

Disse Camila: “Cabe destacar que no Espírito Santo prevalece a lógica que considera as políticas públicas de juventude como um elenco de programas isolados, de caráter pontual e de curta duração!

É preciso garantir direitos e políticas públicas de juventude!”.

motivos para votar em Camila

 

O jornalista José Rabelo escreveu um excelente texto, imparcial e verdadeiro, no Século Diário:

Crítica de Camila Valadão iguala as gestões de Casagrande e Hartung
Com discurso de oposição na ponta da língua, candidata do PSOL tentou mostrar ao eleitor que rivais defendem o mesmo projeto

 

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por José Rabelo

 

Camila Valadão foi a surpresa positiva no debate promovido pela Rede Gazeta na manhã desta segunda-feira (28) — o primeiro entre os candidatos ao governo do Estado. A representante do PSOL assumiu com propriedade o posto de candidata de oposição, papel que o concorrente do PT, Roberto Carlos, preferiu renunciar.

A candidata do PSOL foi firme e coerente no seu discurso. Todas as perguntas que fez foram endereçadas aos candidatos Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PMDB). Mesmo quando a pergunta era feita a um dos candidatos, ela procurava incluir o outro no enredo. A intenção era mostrar ao eleitor que os dois defendem o projeto das elites, ou seja, são iguais na essência.

Sem deixar se intimidar pela presença do último e atual ocupante do Palácio Anchieta, Camila Valadão equilibrou bem o discurso do PSOL, que não ficou com aquele tom de radicalismo que costuma assustar o eleitor mais conservador. Nas poucas oportunidades que teve, ela tentou mostrar que o partido tem o melhor projeto para o Espírito Santo.

As formulações da candidata deixaram claro que o Estado tem o mesmo projeto desde 2003, só mudou o operador com a entrada de Casagrande. Camila não aliviou nas críticas. Numa das questões que fez a Hartung sobre mobilidade urbana, ela acusou Hartung de ter feito uma gestão marcada pelo autoritarismo e pela falta de diálogo com os movimentos sociais. Camila testemunha que em 2005 sofreu a truculência da polícia nos protestos pela melhoria dos transportes públicos. “Sofri com a repressão do governo Hartung nos protestos. Até agora nada foi feito. Qual a proposta para o transporte?”

Hartung, que nada fez para melhorar os problemas de mobilidade da Grande Vitória, ignorou a pergunta da candidata e respondeu o que bem entendeu. “Com muito diálogo e parceria, o que faz parte da minha vida desde o movimento estudantil, quero construir uma cidade para o pedestre”, divagou.

Ela também cutucou Casagrande sobre os protestos de rua, tentando evidenciar as semelhanças entre os dois governos. “Quero falar sobre participação popular. No governo Hartung vimos repressão aos movimentos sociais e aos protestos. O mesmo ocorreu no governo Casagrande. Qual a sua proposta para esse tema?”.

Casagrande tentou fugir da pecha de governo que não dialoga com os movimentos sociais. Disse que estava ampliando os canais de comunicação com a sociedade. Ele acrescentou que seu governo constituiu conselhos que nunca foram criadas, se referindo ao governo anterior. Não disse, porém, que só os constituiu depois de muita pressão na sociedade civil organizada. “Não governo de forma autoritária. O cidadão não quer mais um governante dono da verdade e é nesse conceito que eu trabalho”, disse Casagrande, mais uma vez, se comparando ao antecessor.

A resposta, porém, parece não ter convencido a candidata do PSOL, que cravou: “Para o PSOL, a radicalização da democracia é imprescindível. Não adianta só investir na mídia corporativa. O governo precisa acatar o que a sociedade sugere”, destacou.

Nas considerações finais, Camila Valadão reforçou ao eleitor a mensagem de que os dois candidatos que polarizam a disputa defendem o mesmo projeto. “No Espírito Santo há alternativa. Ninguém precisa votar no velho. São 12 anos de dois candidatos governando o Estado. É o PSOL que não tem rabo preso”, enfatizou

 

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Brasil não tem Camila Vallejo. Tem Camila Valadão

Camila Vallejo, um mito internacional
Camila Vallejo, um mito internacional

Camila Vallejo revolucionou o Chile, promovendo uma greve de oito meses, com o apoio dos estudantes, professores e pais de alunos, pelo ensino público grátis. Conseguiu o primeiro mandato de deputada federal, e os chilenos sonham elegê-la presidente.

A greve de Camila Vallejo apagou de vez a legenda do medo criada pelo ditador Pinochet. Será que Camila Valadão conseguirá mudar o Espírito Santo, um estado com seu meio-ambiente ameaçado pelo Porto de Açu, pouso de naves dos traficantes de cocaína, invadido pelos milicianos e bicheiros do Rio de Janeiro e repleto de corruptos no executivo, no legislativo e no judiciário?

Camila Valadão, do PSOL, concorre pela 1ª vez em uma eleição e é a mais jovem a tentar o cargo de governador em 2014

 

por Aretha Martins

O que você faz aos 29 anos? Busca um bom emprego, deixa a casa dos pais, pensa em casar? Camila Valadão se encaixa em parte desse perfil, mas tenta um pouco mais. A 28 dias de completar 30 anos, idade mínima estabelecida pela Constituição para um governador, a representante do PSOL é a candidata mais jovem ao governo estadual nas eleições deste ano, concorrendo ao cargo no Espírito Santo.

Camila, que se descreve como da oposição, é assistente social e mestre em política social pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e disputa o seu primeiro pleito. Desde o começo do ano, quando deixou a casa da mãe, Rita de Cássia, no município da Serra, mora sozinha na capital Vitória para cuidar da campanha. “Facilita para a candidatura, para cumprir a agenda. Mas minha mãe vem sempre para ajudar, principalmente com as coisas da casa”, disse a candidata em entrevista ao iG.

Militante desde os 17 anos – começou no PT e migrou para o PSOL em 2005 –, Camila afirma que a primeira reação ao saber que seu nome era cotado para disputar o governo do Estado foi um susto. “Eu fiquei muito aflita e muito desesperada. Eu pensava: ‘Não tem como, não tenho preparação ou qualificação para isso’”, relembrou Camila, escolhida pelo partido depois de meses de debates por se encaixar no perfil de alguém com potencial para dialogar com a juventude e várias classes sociais.

“Até a homologação, eu acordava todos os dias pensando: ‘É isso mesmo? Sou candidata mesmo? É real?’. Agora eu já assimilei a tarefa e tenho vivido tudo em torno dela. Já tenho tocado a agenda da candidatura na íntegra. O medo já passou”, afirmou.

Para ela, a candidatura é mais um trabalho, e a pouca idade em relação aos concorrentes – Casagrande, candidato à reeleição, tem 53 anos e Paulo Hartung, que já foi governador do Espírito Santo, tem 57 – não é um problema. Camila afirma que, apesar de ela e seu partido saberem que governar um Estado é uma grande responsabilidade, não é uma tarefa absurda pela premissa de que quem governa não governa só. “Certamente o nosso governo não seria o da Camila e seus 30 anos de idade, mas das ideias que a gente está se propondo a defender”, comentou.

Estréia na disputa

Camila Valadão é professora e já trabalhou como assistente social
Camila Valadão é professora e já trabalhou como assistente social

Antes de 2014, a candidata era concorrente apenas nos sonhos do pai, Sérgio Valadão. “Eu falava que ia ser presidente quando eu era criança, e meu pai apoiava. Lembro bem que na, eleição anterior, quando Dilma já aparecia com chance, meu pai dizia: ‘Ela não vai ser eleita porque a primeira presidente mulher do Brasil será você’. Ele continuou com a ideia, eu que a abandonei assim que cresci. Eu sempre quis ser professora”, conta.

Apesar de ter desistido da ideia de ser presidente, a jovem cresceu rodeada por políticos. Seus pais ajudaram a fundar o PT na cidade de Serra, por exemplo. Ela relembra ter crescido no meio das atividades, de plenárias, em comícios, em visitas a assentamentos do MST. Entretanto, a primeira possibilidade de uma candidatura veio em 2010. O PSOL cogitou que ela concorresse à Prefeitura de Vitória naquele ano, mas o final do mestrado e a dissertação a impediram de seguir com a ideia.

Camila Valadão é professora e já trabalhou como assistente social
Agora, a primeira candidatura de Camila é logo para o cargo de governador. “Até o momento, a receptividade em torno da campanha tem sido muito positiva. Acho que as pessoas têm se surpreendido. Ousadia é a palavra que a gente tem escutado de muita gente e inclusive usamos isso até no slogan da campanha”, explicou. Será que começar pelo governo pode significar ambição para os eleitores? “Até o momento eu não tenho percebido isso, não. Vamos ver mais para frente”, respondeu.

O episódio que ela conta como desconfortável foi no dia da homologação da campanha, quando relata ter recebido um tratamento diferenciado em relação aos outros candidatos. “O governador, o Casagrande, me cumprimentou com um beijo na testa. Eu fiquei incomodadíssima com isso. Os outros ele cumprimentou com aperto de mão. Eu achei um ato machista e uma tentativa de inferiorização. Quem você beija na testa? Um amigo ou um filho. Eles podem ter essa percepção por eu ser uma jovem, mas posso assegurar que essa jovem vai dar muito trabalho”, desafiou a candidata. Segundo ela, os debates serão uma boa oportunidade para a população ver como “estamos bem preparados”.

Já algumas reações ela encara com bom humor. Solteira, Camila Valadão é alvo de pretendentes. “Já recebi muitos pedidos de casamento pelo Facebook. Acham que estou participando das eleições para casar, mas não é.”

Apesar da rotina intensa com a campanha e do desafio de tentar ser a governadora mais nova do Brasil – Ciro Gomes assumiu o comando do Ceará em 1990, aos 32 anos –, a candidata do PSOL não deixa de lado as atividades corriqueiras e que lhe dão prazer. “Adoro sair, ouvir música e gosto muito de ler. Gosto de MBP, rock, forró… Gosto muito de leitura que tenha a ver com tema de política, mas também literatura em geral”, resumiu.

Camila

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O governador e o assassinato do juiz

Por Laerte Braga
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Juiz Alexandre Martins de Castro Filho
O extinto estado do Espírito Santo serve de exemplo para definir um lugar onde tudo o que acontece em Minas, São Paulo, Maranhão, etc, acontece por ali em termos quase absolutos.
O ex-governador Paulo Hartung é a soma de toda a podridão que se possa imaginar possível. Passou oito anos servindo aos donos do estado (ARACRUZ, SAMARCO, CST e outros menores). Qualquer ato de corrupção ou de barbárie imaginável ou inimaginável o ex-governador praticou.
O juiz federal Alexandre Martins investigava no extinto Espírito Santo o crime organizado. Começa no Palácio do governo, o que já é complicado, passa pelo Tribunal de Justiça e tem ramificações profundas na Assembléia Legislativa e bancada federal.
Um estado que foi governado por Gérson Camata, não sei quantas vezes senador, sócio em negócios familiares de Aécio Neves, não pode imaginar nada positivo. A não ser que seja para ele e seus “negócios”.
Como no estado do Rio o último governador decente foi Leonel Brizola, de lá para cá só bandido. No Espírito Santo a exceção de Max Mauro e Vítor Buaiz, o resto – resto mesmo – dá nó em pingo d’água e desentorta banana em matéria de banditismo.
O juiz Alexandre Martins foi assassinado. Na manhã de 24 de março de 2003 foi executado numa rua da cidade de Vila Velha, Grande Vitória. Alexandre Martins de Castro Filho. Estava levantando fatos e dados incômodos a Paulo Hartung e seus cúmplices – os donos do estado –. Decidiram executar o juiz, contrataram o ou os assassinos e pronto. Pagamento feito, tarefa cumprida, missa de sétimo dia marcada.
Uma história de horror contada por veículos independentes de mídia como o jornal on line Século Diário, mas mantida dentro de um cofre de atrocidades guardado a sete chaves por Paulo Hartung e sua quadrilha. Nisso daí, inclusive, o silêncio covarde do pai do juiz. Diga-se de passagem também magistrado, digamos assim. É muita esculhambação com a palavra, mas vá lá.
O coronel PM Carlos Augusto de Oliveira Ribeiro, presidente da Associação da PM e do Corpo de Bombeiros no extinto Espírito Santo, denunciou, sem meias palavras, que o ex-governador Paulo Hartung (…) foi o mandante do crime.
A Justiça essa então! Metade do Tribunal de Justiça do extinto estado foi presa numa operação da Polícia Federal. A turma da venda de sentenças e outras fraudes, como sentar em cima de processos, etc, etc. A Assembléia? Olhe, onde existe um Carlos Verezza, ou um Genivaldo Lievori não vai a lugar nenhum que não show. Leia mais 

Não existe democracia quando um magistrado ou um jornalista tem a morte anunciada

No Maranhão há um pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pistolagem. O deputado Bira do Pindaré (PT) está no processo de recolhimento de assinaturas dos parlamentares. São necessárias quatorze assinaturas para o pedido de CPI ser entregue a mesa diretora da Assembleia Legislativa.

Até  quinta-feira última, o deputado Bira já havia conseguido recolher 13 assinaturas. Além do próprio presidente da Comissão de Direitos Humanos também assinaram a proposição: Othelino Neto (PPS), Valéria Macedo (PDT), Marcelo Tavares (PSB), Zé Carlos (PT), Gardênia Castelo (PSDB), Luciano Leitoa (PSB), Eliziane Gama (PPS), Neto Evangelista (PSDB), Chico Gomes (DEM), André Fufuca (PSD), Carlinhos Amorim (PDT) e Graça Paz (PDT).

A proposta do parlamentar delimita a atuação da CPI para a investigação dos casos relacionados a conflitos fundiários, conflitos políticos, casos que atentam contra a cidadania e que atentam contra a liberdade de imprensa. Serão investigados casos a partir de 2010.

É. Falta uma assinatura. Tá difícil de conseguir. Essa CPI visa, também, descobrir o pistoleiro e mandante(s) do assassinato do jornalista Décio Sá. Que a polícia do Maranhão, tarada em investigações sob segredo de justiça, não sabe de nada. Ainda não apresentou o retrato falado do pistoleiro de aluguel. O crime do Décio devia ser investigado pela Polícia Federal.

Parlamentares temem pela vida de Feu Rosa

Os magistrados do Rio Grande do Norte que estão atuando na Operação Judas, que investiga o roubo dos precatórios, encontram-se sob forte esquema de segurança. Acho um absurdo, coisa que só acontece em um país dominado pelas máfias, toda e qualquer ameaça a um togado.

O relatório do TJES (Tribunal de Justiça do ES), assinado por Pedro Feu Rosa, baseado no inquérito 100120002314 da Polícia Federal, está circulando por alguns gabinetes de parlamentares capixabas e gerando temor pela vida do desembargador.

O documento aponta o envolvimento de dezenas de agentes públicos, o que levou no dia 19 de abril à prisão de 27 pessoas, estre elas o prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB).

Além do prefeito, foram presos seis secretários, quatro servidores municipais, doze empresários, três pessoas ligadas a empresas laranja e um soldado da Polícia Militar.

O grupo é acusado de fraudes em 21 contratos que chegam a R$ 55 milhões. A denúncia da PF liga o grupo ao ex-governador do ES, Paulo Hartung, a esquema de lavagem de dinheiro, compra de terrenos em Kennedy, e concessão de benefícios fiscais às empresas.

Entre elas a Ferrous Resources do Brasil S/A, ZMM Empreendimentos e Participações LTDA e BK Investimentos e Participações Ltda.

O inquérito aponta o envolvimento do ex-secretário de Fazenda do ES, José Teófilo de Oliveira, que “fez uma série de concessões a empresa Ferrous, e se tornou, encerrando o governo, sócio do ex-governador Paulo Hartung na consultoria Econos.

Num curto intervalo de tempo o grupo negociou 29 áreas em Presidente Kennedy, totalizando 18 milhões de metros quadrados., diz o documento.

Todas a informações deste texto constam do inquérito da PF sobre corrupção no ES (Agência Congresso)

Os governadores da Delta. Paulo Hartung é um deles

Paulo Hartung
Paulo Hartung

O engenheiro José Maria Oliveira Filho, irmão do secretário da Fazenda, levou a Delta para o Espírito Santo, o estado coito dos bicheiros cariocas.

Denuncia Nerter Samora: “A relação de cumplicidade entre o governo Paulo Hartung (PMDB) e a empresa carioca Delta Construções, um dos possíveis alvos da CPI do Cachoeira, que vai apurar o tráfico de influência da empresa junto a políticos, fica evidenciada no exame dos contratos com a Companhia de Saneamento do Espírito Santo (Cesan)”. Conheça a safadeza.

No Espírito Santo, apesar do nome, sempre reinaram os espíritos nefastos:
Embora Presidente Kennedy seja um município de dimensões singelas, os royalties do petróleo fizeram do município um dos mais abastados do Espírito Santo: Kennedy tem 10 mil habitantes e uma burra de R$ 260 milhões sobrando. Daí nasceu uma orgia digna de sheiks árabes. E daí, finalmente, a justiça chegou a Presidente Kennedy, prendendo o prefeito Reginaldo Quinta e todo o conjunto. O episódio da prisão também tem unilateralidade: as compras
das terras super superfaturadas intermediadas por empresas de pequeno capital, mas conduzidas por gente grande, como o ex-secretário de Fazenda de Paulo Hartung, José Teófilo de Oliveira, e os irmãos José Maria e Marco Antônio Vieira de Novaes, numa operação que rendeu uma fortuna para ele num espaço de 90 dias. Tudo isso está na decisão, com indicação de apuração, entre outras suspeições do governo Paulo Hartung, do desembargador Pedro Valls Feu Rosa.

Relata Nertor Samora:
“Único membro da bancada capixaba na CPI do Cachoeira, que tem como um dos alvos os contratos da Delta Construções, o deputado federal Paulo Foletto (PSB) quer incluir os vínculos da empresa carioca com o governo do Estado nas investigações. O socialista cogita a convocação do ex-diretor da Delta Incorporação, um dos braços do grupo, o engenheiro José Maria Oliveira Filho, irmão do ex-secretário da Fazenda e atual sócio do ex-governador Paulo Hartung (OMDB), José Teófilo de Oliveira.

Além dos vínculos para a prestação dos serviços de manutenção em redes de esgoto na Grande Vitória, a Delta tem contrato com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) para a execução de obras de asfaltamento em rodovias estaduais. Em sete anos no Estado, a empresa arrematou cerca de R$ 210 milhões em contratos com o governo.

O possível pedido de convocação do irmão de José Teófilo joga luzes pela primeira vez, de forma oficial, na relação da empresa carioca com o ex-governador“.

O paraíso dos ladrões de colarinho (de) branco, dos 1% ricos, comprova que os corruptos levam vantagem em tudo: impunidade, casamento com belas mulheres (precisamos escolher a musa da CPI do Cachoeira) e uma vida de luxo e luxúria.

Ninguém vai preso. Ninguém devolve o dinheiro roubado. Todos têm palácios em Brasília, no Estado de origem, casas de campo, de praia, e em diferentes cidades no Primeiro Mundo.

O Brasil viu, com espanto, as fotos do nababesco apartamento do juiz Lalau em Miami. Um desastre de helicóptero, que ceifou vidas de mulheres e crianças inocentes, revelou a orgia paradisíaca do governador Sérgio Cabral em uma ilha na Bahia.

No Brasil desconforme, o favelado brasileiro tem a vida encoberta pela imprensa. Assim como não mostram os cadáveres das chacinas de todos os finais de semana nas grandes cidades.

E escondida vem sendo a vida dos corruptos. Eis a moradia de um deles:

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