Inquérito do colonialismo: Promotor dos Estados Unidos virá ao Brasil negociar com delatores da Lava Jato

Julian PENA-PAI
Julian PENA-PAI

Prefeitos e governadores sempre – antes, durante e depois da ditadura militar – enricaram nos cargos negociando obras e serviços super, super faturados. Inclusive precatórios, com magnânima correção monetária, assinados por presidentes de tribunais estaduais da justiça de bandidos togados.

Acrescentem a desfaçatez escancarada e cínica de pagar obras inacabadas e serviços fantasmas.

A prova: qual prefeito, qual governador, que “santidades” deixaram o poder sem enriquecer ilicitamente? Homens públicos honestos são cada vez mais difíceis de encontrar.

Mais do que despiste,  de repente a imprensa inventa que exclusivamente as empreiteiras da Petrobras pagam propinas, coisa que acontece desde que a empresa foi inaugurada e, principalmente, quando fatiada para ser vendida pelo governo Fernando Henrique.

Este inquérito existe para beneficiar os acionistas estrangeiros da Petrobras. Quando Fernando Henrique assumiu a presidência, e entregou a Ana do petróleo para o genro, a Petrobras possuía 70 por cento das ações. De uma tacada só, na bolsa de Nova Iorque, FHC vendeu mais 30 por cento.

Para Evo Morales, presidente da Bolívia, o Brasil conta com menos de 23 por cento das ações.

Acabar com a corrupção na Petrobras beneficia os acionistas estrangeiros, e trata-se de uma investigação iniciada e solicitada pela justiça imperialista de Tio Sam.

Investigar a Petrobras sim, mas para nacionalizar, estatizar, que o Petróleo hoje não é mais nosso. E o pouco que resta de propriedade do povo brasileiro, o senador José Serra e as bandas podres dos partidos direitistas, entreguistas e golpistas conspiram para entregar ao Império.

Em 2014, reportagem do Financial Times revelava que autoridades dos Estados Unidos estavam investigando a Petrobras.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal sobre a empresa, que tem ADRs (do inglês American Depositary Receipt) listados em Nova York, enquanto a Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o mercado de capitais americano, está buscando um inquérito civil.

Quanto a Petrobras irá pagar para os Estados Unidos como resultado dos inquéritos da República do Galeão do Paraná? Milhões ou bilhões?

O procurador Patrick Stokes, do Departamento de Justiça do Tio Sam, de 6 a 9 de outubro, marcou reunião com delatores, delegados, promotores e juiz do Lava Jato. Moro u? Eta Brasil subserviente.

Fernando Henrique vendeu 36 por cento das ações da Petrobras. Operação Lava Jato defende a Petrobras do Brasil ou dos acionistas estrangeiros?

Veja que o jornal Rio Branco publicou na manhã deste domingo, para animar o povo ir pra rua:

“O apoio aos protestos contra a presidente é alto (75%), assim como a taxa de eleitores que associam Dilma ao escândalo de corrupção na Petrobras, objeto da investigação da Operação Lava Jato”. Veja que propaganda mais escandalosa!

 

petrobras paulo francis FHC

Que Petrobras a direita pretende defender?

A Petrobras dos brasileiros?

Ou a Petrobras dos acionistas estrangeiros?

Denuncia Fernando Siqueira: “Ëm 1999, Fernando Henrique mudou o  estatuto da Petrobras com três finalidades:

1 – permitir que estrangeiros possam ser presidentes da empresa (Philippe Reichstul);
2 – permitir a venda de ações para estrangeiros;
3 – retirar os diretores da empresa do Conselho de Administração, colocando em seu lugar representantes do Sistema Financeiro Internacional, como Jorge Gerdau Johannpeter (comandante do lobby para a quebra do monopólio), Roberto Heiss, Paulo Haddad e outros.

Reichstul inicia o mandato cancelando atabalhoadamente (propositalmente?) o contrato da empresa Marítima — fornecimento de seis plataformas para perfuração exploratória — um mês antes dela incorrer numa grave inadimplência.

O cancelamento salvou a Marítima de pesadas multas e ainda deu a ela argumentos para processar a Petrobras, pedindo R$2 bilhões de indenização pelo incrível cancelamento. Ganhou em primeira instância.

Reichstul viaja aos EUA com o ex-jogador Pelé e, juntos, fazem propaganda do lançamento e venda de ações da Petrobras em Wall Street.

O governo vende, então, 20% do capital total da Petrobras, que estavam em seu poder. Posteriormente, mais 16% foram vendidos pelo irrisório valor total de US$5 bilhões”.

Lei mais safadezas do governo Fernando Henrique na Petrobras aqui

O maior acionista estrangeiro da Petrobras é o pirata George Soros, ex-patrão do presidente do Banco Central na época do entreguismo de FHC.

Denunciou Evo Morales, presidente da Bolívia, que o governo do Brasil possui apenas 22% das ações. Isso em 2006. Isso é verdadeiro? Com a palavra o governo brasileiro, notadamente os investigadores CPI da Petrobras da Câmara dos Deputados e o juiz Moro. Assim sendo a Operação Lava Jato atende mais os interesses de um George Soros…

É isso aí: a Petrobras é uma empresa de economia mista, com o capital pra lá de misturado. Bote misturado nisso.

Com a danação de que o povo paga os prejuízos, inclusive toda vez que  os piratas aumentam o preço da gasolina, do gás de cozinha etc.  E o lucro sempre fica no bolso dos acionistas.

Contabilize o lucro futuro com a entrega dos novos poços descobertos de petróleo e gás do Pré-Sal, & outros a descobrir. Idem com a terceirização, fonte de toda corrupção na Petrobras.

 

George Soros, o maior acionista da Petrobras. Um dos principais beneficiados pela Operação Lava Jato
George Soros, o maior acionista da Petrobras. Um dos principais beneficiados pela Operação Lava Jato

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FHC doou a Refaf à Repsol. Entregou um patrimônio de 3 bilhões de dólares e recebeu apenas 750 milhões

PASSADOS 14 ANOS, O PROCESSO SEGUE PARADO NO STJ 

JORNALISTA PAULO FRANCIS DENUNCIOU O ROUBO E FOI PROCESSADO

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A Refinaria Alberto Pasqualini foi fundada em 1968, como a unidade de negócios da Petrobras no Rio Grande do Sul. Hoje, é uma sociedade anônima, pra lá de acionistas anônimos,  todos com os nomes encobertos. Mas, pelos milagres das privatizações de Fernando Henrique constitui uma empresa do sistema Petrobras.

A Refap atende o Sul do Brasil, se dedicando também à exportação para países da América Latina. Produtos como óleo diesel, gasolina, nafta petroquímica, querosene de aviação, coque e GLP.

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Os escândalos da gestão tucana seguem incólumes

A Federação Únicas dos Petroleiros e seus sindicatos denunciaram e entraram com ações para barrar a entrega de 30% dos ativos da Refap à petrolífera espanhola, comandada por FHC. Na negociata, a Petrobrás entregou um patrimônio de US$ 3 bilhões e recebeu em troca bens avaliados em apenas US$ 750 milhões. Passados 14 anos, o processo segue parado no STJ.

Outra negociata foi a Gasbol, o Gasoduto Brasil-Bolívia, uma via de transporte de gás natural entre a Bolívia e o Brasil com 3.150 quilômetros de extensão, sendo 2.593 em território brasileiro (trecho administrado pela TBG) e 557 em território boliviano (trecho administrado pela GTB).

Começou a ser construído em 1997, por FHC, via um pool de empresas operando na exploração, produção e transporte do gás boliviano: Petrobras (Brasil), Repsol YPF (Argentina e Espanha), Canadian Energy (Canadá), TotalFina Elf (França), British Gas e British Petroleum (Reino Unido), Dong Wong (Coréia) e El Paso Energy (Texas). Quando Evo Morales assumiu a presidência, a primeira decisão foi nacionalizar o gasoduto no território boliviano. Eis uma das motivações para tanto ódio destilado contra o bolivarianismo do presidente índio: defender seu país das investidas dos piratas estrangeiros.

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“Há décadas sangram a Petrobras e o Brasil”

A direção colegiada da FUP reuniu-se nesta sexta-feira, 21, com a presidenta da Petrobrás Maria das Graças Foster, e os diretores José Formigli e José Eduardo Dutra para discutir as providências que estão sendo tomadas em relação às denúncias de corrupção. A Federação cobrou acesso às investigações realizadas até agora pela empresa e participação nas comissões internas de apuração, deixando claro que Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento), Pedro José Barusco Filho (ex-gerente executivo de Serviços e Engenharia), entre outros gestores investigados por participação em esquemas de corrupção, de forma alguma representam os trabalhadores da Petrobrás. Pelo contrário: envergonham a categoria!

A FUP exigiu “punição exemplar” para todos os gestores envolvidos em malfeitos, ressaltando que, dificilmente, eles agiram sozinhos. O coordenador José Maria Rangel reiterou o posicionamento da entidade, expresso em notas públicas e no documento enviado à Presidência da empresa no último dia 06, de que a “atual política de contratação da Petrobrás e a desregulada terceirização em curso , além de ameaçarem a vida dos trabalhadores, contribuem para a prática da corrupção”.

A Federação cobrou que a Petrobrás faça uma defesa pública dos trabalhadores da empresa deixando claro para a sociedade que a categoria jamais foi conivente com a corrupção. “A Petrobrás tem que resgatar a auto-estima dos petroleiros, que sempre se orgulharam de trabalhar na maior e mais estratégica empresa do país. Para isso, é preciso que haja uma atuação exemplar no combate à corrupção. Essa é uma oportunidade única de passarmos a limpo a nossa história e nos livramos dos corruptos e corruptores que há décadas sangram a nossa empresa e o país”, ressaltou José Maria.

A FUP também cobrou mecanismos eficientes de controle de gestão, primeirização de todas as atividades-fim, transparência nos instrumentos de contratação, nova estratégia de comunicação com revisão da aplicação das verbas publicitárias, entre outras propostas apresentadas, que serão formalizadas em um documento para Graça Foster.

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Investigar tudo e todos

No parecer em que pede à Justiça Federal do Paraná o bloqueio dos bens das empreiteiras envolvidas nas denúncias de corrupção na Petrobrás, o Ministério Público Federal afirmou que “o esquema criminoso atuava há pelo menos 15 anos”. No entanto, a cobertura da mídia de espetacularização deste caso, assim como fez no chamado “mensalão”, tem sido no sentido de criminalizar o PT e abonar o PSDB. As nove empreiteiras que estão sendo investigadas são financiadoras históricas de campanhas eleitorais, principalmente, dos candidatos tucanos e do DEM.

Enquanto isso, escândalos da gestão tucana, como a construção do Gasbol e a troca de ativos com a Repsol seguem incólumes. A FUP e seus sindicatos denunciaram e entraram com ações para barrar a entrega de 30% dos ativos da Refap à petrolífera espanhola, comandada por FHC. Na negociata, a Petrobrás entregou um patrimônio de US$ 3 bilhões e recebeu em troca bens avaliados em apenas US$ 750 milhões. Passados 14 anos, o processo segue parado no STJ.

Em 1996 (governo do PSDB), até o jornalista Paulo Francis denunciou um esquema bilionário de corrupção envolvendo diretores da Petrobrás, mas o então presidente da empresa, Joel Rennó, em vez de tomar alguma providência, abriu um processo de US$ 100 milhões contra o jornalista, que morreu alguns meses depois.