O Governo de Pernambuco recebeu 45 milhões para transformação da Fábrica Tacaruna na Estação Central da Cultura Pernambucana?

relógio

 

Vale a pergunta porque o Governo de Pernambuco anunciou, em 17 de agosto de 2009:

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu das mãos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ontem, em Brasília, os projetos para transformação da Fábrica Tacaruna na Estação Central da Cultura Pernambucana e construção de um memorial para Luiz Gonzaga. Participaram do encontro o secretário de Juventude e Emprego, Pedro Mendes, e a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo.

A Estação Cultural do Tacaruna vai abrigar o espaço do Centro de Cidadania Padre Henrique, ligado à Secretaria de Juventude e Emprego, que ocupará o prédio central da fábrica. O espaço terá três cinemas, três teatros, museu virtual, espaço para gravação e edição de música, filme e vídeo em formato digital, uma escola integral e um centro de cidadania e formação cultural.

O orçamento do projeto é R$ 45 milhões, com recursos já garantidos pelo Governo Federal através do Programa Nacional de Segurança com Cidadania, Pronasci. Do valor total, R$ 10 milhões devem ser liberados ainda este ano e os R$ 35 milhões restantes em 2010. “A Estação Cultural dialoga com duas potencialidades de Pernambuco: a cultura e a tecnologia. Através delas, vamos tirar das ruas centenas de jovens, dar-lhes um ofício e proporcionar-lhes um futuro. Esta é uma das melhores maneiras de combater a violência”, disse Eduardo Campos, explicando que o projeto dialoga com o programa estadual Pacto pela Vida.

O memorial de Gonzagão, que será construído num espaço anexo, segundo Luciana Azevedo, foi idealizado nos moldes do Museu da Língua Portuguesa. Estão previstos um Pavilhão do Baião, um museu e salas de exibição que vão dispor de equipamentos audiovisuais, permitindo a interação com a obra do artista.

“O pavilhão será dedicado a uma programação de shows de bandas e músicos que bebem na fonte de Luiz Gonzaga. Teremos apresentações de grupos populares e de outros que fazem releituras da obra do mestre. As outras salas permitirão ao público, através de recursos interativos e multimidiáticos, conhecer mais sobre o legado deixado pelo Rei do Baião”, comentou a presidente da Fundarpe.

Luciana diz que a proposta é criar uma nova rede integrada de equipamentos culturais capazes de dinamizar a divulgação e a produção cultural do Estado, do cais ao Sertão. A Fundarpe planeja conectar o novo equipamento cultural ao Parque Aza Branca, em Exu. “Neste momento, desenvolvemos ações de catalogação do acervo, das obras de Luiz Gonzaga e dos imóveis do parque. Também incluímos Exu dentro da rota do Pernambuco Nação Cultural, que atende a todas as 12 microrregiões do Estado”, disse Luciana.

O tombado conjunto de edificios da Fábrica Tacaruna, incluindo uma imensidão de terreno arborizado, foi doado pelo governador Eduardo Campos, no dia final de seu governo, para a italiana Fiat. Os edifícios pode servir para centro de estudos, de pesquisa, feira e stand de vendas, oficinas, exposição e garagens de carros.

Contra o absurdo do entreguismo do governador foi criada uma página na internet.

 

indignados dinheiro público

Palavra final: Os caminhos da corrupção em São Paulo

O Brasil virou um país sem atrações turísticas. Cidades consideradas patrimônio da humanidade estão abandonadas pelos prefeitos e governadores. Reclama o deputado federal José Chaves de Pernambuco: A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) já concedeu o título de patrimônio mundial (cultural ou natural) para 17 localidades no Brasil. José Chaves afirma, no entanto, que esses locais não recebem tratamento diferenciado do governo federal. “O Poder Executivo insiste em tratá-los como qualquer outro município brasileiro”, critica. “Não foi para isso que a Unesco conferiu a essas cidades tão importante título.” Conheça o projeto 

As entradas das cidades brasileiras são terrivelmente iguais e feias. Favelas e mais favelas, postos de gasolina, porteira de pedágio, posto fiscal, monstruosos edifícios de shopping, hipermercado, fábricas e oficinas estrangeiras.

O turismo azul acinzentou. Desapareceram os mapas dos rios, com suas ilhas e cachoeiras; idem de suas ilhas marítimas e oceânicas. Belezas encantadas pelas outorgas. E nenhuma praia classificada entre as mais belas do mundo.

O Brasil era conhecido como terra do samba e do futebol. Os nossos melhores jogadores continuam vendidos, na lavagem de dinheiro dos cartolas, para os clubes europeus; e o Rio de Janeiro pretende o título de capital do rock, com a degeneração da MPB. 

Triste realidade de um pais atualmente famoso pelo turismo sexual e pela corrupção, inclusive como atração para investidores estrangeiros, e negócios bilionários como comprovam as atuais investigações, da justiça internacional, das propinas da Siemens e da Alstom.

 Não é de estranhar que seja proposto um antigo roteiro turístico – que pode ser realizado em qualquer outra capital: 

Numa mesma caminhada, podemos ver vários prédios públicos onde negociatas foram feitas – e os privados que delas se beneficiaram

por Milton Jung/ Revista Época

Prisão domiciliar do juiz Lalau
Prisão domiciliar do juiz Lalau

Político na cadeia não é privilégio de Brasília. Não adianta a Capital Federal ficar se vangloriando com a hospedagem oferecida aos condenados do Mensalão, porque São Paulo saiu na frente. Nem vou levar em consideração o fato de que parte dos que lá estão deveria estar aqui. Só foram para a Papuda devido ao presidente do STF, Joaquim Barbosa, que nos roubou alguns deles. Antes desses aí, porém, nossa cidade já havia colocado atrás das grades ao menos um político. Foi no fim dos anos 1990, quando funcionários da prefeitura foram acusados de cobrar propina para fazer vistas grossas a irregularidades no comércio e em construções, na gestão Celso Pitta (1997-2001). Era tanta falcatrua que a Câmara Municipal instalou a CPI da Máfia dos Fiscais e pela primeira vez na história da cidade um vereador foi condenado à prisão. Vicente Viscome, denunciado em 1999, foi para a cadeia por ser um dos chefes da quadrilha. Um marco na luta contra a corrupção, definiu o promotor Roberto Porto, do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) que, hoje, ocupa a Secretaria Municipal de Segurança Urbana na administração Fernando Haddad.

Encarcerar político era tão raro que o então Ministro do Turismo, Rafael Greca, me surpreendeu durante entrevista, na época, com uma ideia mirabolante. Sugeriu que se criasse um roteiro turístico da corrupção, em São Paulo, que se iniciaria na sede do Ministério Público Estadual, na rua Riachuelo, onde foi entregue a acusação que deu origem à investigação, feita pela empresária Soraia da Silva que não suportou o assédio dos fiscais que insistiam em receber dinheiro em troca da licença para a abertura de uma academia de ginástica, em 1998. Com mais dez minutos de caminhada, os turistas chegariam à Câmara Municipal, no Viaduto Jacareí, onde Viscome prestou serviços. O ápice seria a visita à cadeia do 77º Distrito Policial, em Santa Cecília, na qual o vereador permaneceu durante alguns dias antes de seguir para a penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba.  A proposta, como era de se imaginar, não prosperou e, um ano depois, Greca deixou o Ministério suspeito de envolvimento com donos de casas de bingo e máquinas caça-níquel. Foi inocentado, mas por pouco não virou ponto turístico em outra freguesia.

Pelas denúncias atuais, percebe-se que o “tour da corrupção” seria um negócio de alto potencial, inclusive com o patrocínio do Metrô e da CPTM que ofereceriam bilhetes mais baratos para os turistas se deslocarem pela cidade em trens e linhas superfaturados. Túneis, avenidas e viadutos fariam parte da visita. Prédios públicos onde as negociatas foram feitas e privados, que se beneficiaram delas, também. Obras inacabadas, menos atrativas,  estariam no roteiro por seu valor simbólico.  Todos seriam convidados à sede do Tribunal Regional do Trabalho, na Barra Funda, e recebidos, para um café, pelo ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, que abriria sua mansão, onde cumpre prisão domiciliar.  Os turistas fariam compras com desconto nos shoppings que pagaram propina para construir acima do permitido e, como diversão, teriam de descobrir onde estão as vagas de estacionamento exigidas por lei. Para conversar com as celebridades da corrupção recomendaria-se deixar uma “caixinha” (dois).

Enquanto ninguém se atreve a investir nesse negócio, o que vemos por aqui é a preocupação da elite política com as condições impostas aos presos.  A persistirem os sintomas, sugiro que nossos políticos em vez de cadeia, sejam condenados a frenquentar escolas e hospitais públicos.

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Governo da Fifa permite presença das negras da Bahia para vender acarajé. Eta Brasil colonial e submisso e racista!

É um absurdo que a estrangeira FIFA interfira nos nossos costumes. Que humilhe o nosso povo. Exigindo, inclusive, uma limpeza étnica nos caminhos da Copa do Mundo. Que mude nossas tradições. Basta de despejos. E de corrupção.

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Transcrevo do Bahia Notícias:

A presença de baianas de acarajé será permitida no entorno da Fonte Nova, em espaço fora das catracas do estádio, sem acesso aos corredores da arena. “Elas ficarão em quiosques no chamado ‘comercial display’, uma área acima do edifício-garagem que também terá estandes e venda de souvenires. Só chegará ali quem tiver ingresso. É o primeiro ponto de contato do torcedor”, explicou o secretário estadual da Copa, Ney Campello, em entrevista à Folha. O titular ainda não sabe se, após a compra, o produto poderá ser levado para os assentos. “Mas acredito que sim”, disse. A polêmica sobre a venda de acarajés na Fonte Nova é antiga. Declarado patrimônio do Brasil há sete anos pelo Ministério da Cultura, o trabalho das baianas estava ameaçado, pois a Fifa não permite que haja concorrência para seus patrocinadores – como o McDonald’s – em um raio de 2 km das arenas. Baianas fizeram um protesto e entregaram uma carta à presidente Dilma Rousseff na inauguração da Fonte Nova, em abril.

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A baiana do acarajé é o principal símbolo da Bahia.

A história da baiana do acarajé começa no período da escravidão, quando os negros chegaram à Bahia , a partir do século XVI, com seus costumes e religião. O acarajé e o abará, principais produtos do tabuleiro da baiana, eram, ao mesmo tempo, alimentos para o corpo e para o espírito, preparados nos terreiros de Candomblé para cultuar os orixás Iansã e Xangô.

Já no final do século XIX, as mulheres tinham a permissão (dos senhores) para sair no final do dia, com o tabuleiro na cabeça (protegida por um torço de pano da costa), para mercar os bolinhos, feitos de massa de feijão fradinho descascado, cebola, gengibre e camarão. Através de um canto tradicional, iam chamando o povo para comprar e comer, usando a expressão em tom de canto “acará jê” (de akàrà, bola de fogo, e jê, vender).

Depois da abolição, em 13 de maio de 1888, a tradição continuou. Até meados da década de 70 do século XX, as baianas mantinham o costume de vender o produto somente à tarde e à noite. Depois que o acarajé caiu no gosto do turista, passou a ser um dos cartões de visita da culinária baiana e a ser vendido durante o dia.

O dia a dia

Rita dos Santos, presidente da ABAM, revela que o dia-a-dia de uma baiana é igual ao de qualquer outro trabalhador brasileiro: acordar bem cedo para preparar os quitutes e doces que compõem o tabuleiro, cuidar da casa, da família, e arrumar as vestes típicas, agora obrigatórias para exercício do ofício de baiana.

O tabuleiro tradicional – também protegido pelos tombamentos do Iphan, do Ipac e pela lei municipal 12.175, de 1998 – deve ter, além do acarajé e do abará (bolinho cozido e enrolado em folha de bananeira), os complementos (vatapá, caruru, camarão seco, salada e pimenta), as cocadas (três variedades), bolinho de estudante, e passarinha (baço de boi cozido e cortado em tiras).

Outra tarefa é cuidar da vestimenta, que deve ser composta por torço (cabeça), bata, camisu ou “blusa de criola” bordada ou de rendas, saia e sandália, quando a baiana trabalha no tabuleiro, e os trajes mais coloridos (cores dos “orixá”) para a baiana de receptivo, explica Jacilene Monteiro dos Santos, coordenadora executiva da ABAM e baiana de receptivo e venda de mingau.

As duas categorias são igualmente respeitadas e importantes no mercado: enquanto a quituteira preserva a tradição culinária, a de receptivo e eventos “expõe para o mundo a beleza e a tradição da Bahia”, ressalta Rita Santos.

Tradição de gerações

O ofício geralmente passa de mãe para filhos. Tânia Bárbara Nery, que herdou o tabuleiro de Adelina dos Santos, a Preta do Farol, que, por sua vez, o recebeu de Beatriz dos Santos, é uma das baianas que tem a felicidade de ter toda a família envolvida pelo ofício de baiana.

Ela trabalha com os dois filhos – Anderson Nery, de 25, e Ana Cássia, de 30 anos, e já prepara a neta, Isis, de quatro anos, filha de Anderson, cuja brincadeira é vestir-se de baianinha e encantar os turistas no Farol da Barra, quando acompanha a família ao tabuleiro. “Minha satisfação é ver que os meus dois filhos assumiram, e a minha neta está chegando para manter a tradição”. Veja vídeo 

O País da Geral não cuida sequer de suas riquezas naturais hoje roubadas

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O que restou das Minas Gerais está sendo carregado para o exterior. Acontece com o nióbio. Os governantes apenas estão interessados no aqui e agora.

Mariana tem 90% dos seus 25 templos católicos em risco

A dinheirama do Ministério, secretarias estaduais e municipais da Cultura vira lama podre nos patrocínios de embalos de artistas superfaturados nos finais de semana, principalmente neste ano de eleições, que promovem os shows comícios eleitorais dos prefeitos. Ou em eventos que divulgam a cultura estrangeira como o Rock in Rio. Clique nas tags, que denuncio essa cachoeira de dinheiro desviado dos cofres públicos. Várias gangues atuam na indústria e no comércio da cultura, um negócio rendoso para os corruptos que pousam de Mecenas.

Cidade que pleiteia reconhecimento mundial pela Unesco, mas os patrimônio está doente. O segundo templo mais visitado, de São Francisco de Assis, está interditado

por Gustavo Werneck 

Do lado de fora, a Igreja do Rosário, no distrito de Padre Viegas, tem fachada encardida e com plantas
Do lado de fora, a Igreja do Rosário, no distrito de Padre Viegas, tem fachada encardida e com plantas


Mariana – A primeira cidade e capital de Minas não consegue mais ocultar as chagas do seu patrimônio barroco. Muito menos curá-las. Igrejas de quase 300 anos, na sede e distritos, estão com rachaduras profundas para desespero dos fiéis, casarões correm risco de desabamento afugentando visitantes, o coreto da praça sofreu interdição e um ato de vandalismo destruiu uma luminária histórica bem diante da Catedral da Sé. Os problemas só deixam mais distante o tão sonhado título de Patrimônio da Humanidade, ainda não concedido pela Unesco a Mariana, que entrou com processo em 2007 reivindicando o reconhecimento mundial dado em Minas a Ouro Preto, Diamantina e ao Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. A dimensão dos estragos na cidade pode ser mensurada: o departamento de Patrimônio da Prefeitura estima que 90% dos 25 templos católicos históricos sofrem algum tipo de ameaça.

Para piorar, o município esteve prestes a devolver, este mês, cerca de R$ 3 milhões referentes a recursos do antigo Programa Monumenta, administrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Ministério da Cultura, por falta de prestação de contas e projetos não executados no período de 2004 a 2010. O caso está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e o dinheiro daria, conforme especialistas, para salvar pelo menos duas igrejas dos tempos coloniais e ícones das Gerais. Leia mais 

3 – Rock in Rio. Começa amanhã, em Lisboa, para acabar com o en-fado do samba (vídeos)

Cartaz de publicidade paga. Com dinheiro do governo brasileiro?
Cartaz de publicidade paga. Com dinheiro do governo brasileiro?

A quarta edição do Rock in Rio Lisboa começa amanhã. A versão deste ano inclui artistas como Bruce Springsteen, Metallica, Smashing Pumpkins, Linkin Park, Lenny Kravitz, Maroon 5, Xutos & Pontapés e James.

O in Lisboa contará com três palcos principais de concertos – Palco Mundo, Palco Sunset – parcerias inéditas entre vários artistas, o espaço da música eletrônica e, pela primeira vez, os espaços Street Dance e a Rock Street, uma zona do recinto onde se recriará uma rua da cidade norte-americana de Nova Orleães.

O festival termina no dia 2 com Stevie Wonder, o cabeça-de-cartaz, e o canadiano Bryan Adams, a cantora britânica Joss Stone e os portugueses The Gift.

Rock Lisboa contra o en-fado 

do samba brasileiro

Eike Batista, um dos donos do festival, declarou que o Rock in Rio é “benéfico” para o Brasil. Benéfico em quê?
O deputado federal Anthony Garotinho denunciou que os governos do Estado e Capital do Rio de Janeiro estão investindo no evento.
Que a denúncia seja devidamente investigada. Isso é roubo. E crime maior contra o patrimônio cultural brasileiro. Faz parte da campanha de venda do “Rio capital do rock”, quando a cidade era conhecida como “Rio Capital do Samba”.  Conheça a

Simbologia e significação no samba. 

Leia ensaio de Luiz Fernando Nascimento de Lima (Universidade de Helsinque, Finlândia). Clique aqui 

Terá palco dedicado à street dance
Street dance, um espaço inspirado na cidade de Nova Iorque, terá uma “dance crew” residente, que não só dará espetáculos diários como ensinará alguns passos de dança ao público do festival. Aprenda 
Vai recriar Rua do Rock de Nova Orleães
Rua do Rock ou a ‘Rock Street’
Rua do Rock ou a ‘Rock Street’

A rua compreende 20 casas típicas de Nova Orleães que foram recriadas e que vão fazer parte do festival.

Música, cenário, tudo que lembre a “cultura” do Rio de Janeiro, afirmam Medina, Eike e a tv Globo.

Veja o vídeo promocional pago, divulgado nos últimos cem dias, na tv portuguesa. Isso chamam de promover o Brasil.

Idem vídeo apresentado hoje, em Lisboa, com a participação dos principais artistas. Eles cantam a música do “Rio capital do rock” na língua oficial do evento.

(Continua)

2 – Rock in Rio. Dinheiro dos brasileiros para promover música estrangeira. E a Cultura brasileira no lixo, desprotegida

Samba, por Portinari
Samba, por Portinari

O Rock in Rio foi uma armação da ditadura militar para acabar com a Cultura brasileira.

Qualquer investimento dos governos da União, estadual e municipal do Rio de Janeiro é roubo, uma bandidagem que deve ser investigada, inclusive, como maquiavélico boicote contra a Cultura nacional.

Que fiquem atentos os Tribunais de Contas, e demais  autoridades que reprimem os crimes de colarinho branco, eufemismo para abafo, furto, rapina, desvio do dinheiro público.

Que fiquem avisados os Ministérios da Cultura e Turismo, e os governos corruptos do Rio de Janeiro.

Samba, por Di Cavalcanti
Samba, por Di Cavalcanti

Escreve o deputado Anthony Garotinho:

“O empresário Eike Batista é um homem de visão, não é à toa que é o oitavo mais rico do mundo e o nº 1 do Brasil. Até eu se atuasse nessa área de shows musicais e tivesse dinheiro iria querer comprar uma fatia do Rock in Rio. Que o evento é de alto nível ninguém discute”.

O deputado Garotinho embarcou na propaganda da Globo: O rock não é um “evento  de alto nível”. Desde o seu começo, no governo de Figueiredo, foi marcado por todo tipo de rapinagem, inclusive pela grilagem de terra. É uma história suja que vou relembrar.

Nem o governo dos Estados Unidos patrocinaria uma baixaria tipo Rock in Nova Iorque, ou em qualquer outra cidade nas terras do Tio Sam. Em terra alheia, sim.

Lá, nos Estados Unidos, que o mercado da música cuide dos seus próprios negócios. Idem os bilionários artistas do rock e riquíssimas gravadoras.

Dinheiro dos Estados Unidos é para promover a cultura estadunidense. Nada mais natural e óbvio. Inclusive em países  já dependentes ou para ser conquistados.

Roda de Samba, por Carybé
Roda de Samba, por Carybé

Importante assinalar que o deputado Garotinho fez oportuna denúncia que nossa grande imprensa vai esconder:

 “Mas as benesses que recebe dos governos Cabral e Paes transformaram o Rock in Rio no evento musical com maior lucratividade do mundo, muito acima de qualquer outro.

Senão vejamos, são grandes patrocinadores, ingressos caros, uma gama imensa de produtos vendidos com a marca Rock in Rio, direitos de imagem e por aí vai. Bem, mas isso grandes eventos na Europa e nos Estados Unidos também conseguem. O diferencial que não acontece lá fora é que aqui o Rock in Rio recebe milhões de isenções fiscais, além de patrocínios milionários pagos em dinheiro pelo governo do Estado e pela prefeitura do Rio. E como se não bastasse, o prefeito Eduardo Paes cede o espaço gratuitamente, o Parque dos Atletas, além da Guarda Municipal e a COMLURB para trabalharem no espaço interno, também de graça, enquanto Cabral libera a PM para fazer a segurança interna sem cobrar um tostão.

E é bom não esquecer que a pretexto de divulgar o Rio no exterior, Cabral e Paes também pagam patrocínios milionários para as edições do Rock in Rio em outros países, como aconteceu em Lisboa e Madri

Com tantas vantagens bancadas pelo dinheiro público tem negócio melhor?”

Realmente é mais do que um grande negócio. É uma negociata safada. De bandidos.

A denúncia do deputado Garotinho escancara uma danação de crimes, e o mais danoso deles é contra o  patrimônio cultural. Existe isso?

Ensina a Wikipédia:

Património  cultural é o conjunto de todos os bens, materiais ou imateriais, que, pelo seu valor próprio, devem ser considerados de interesse relevante para a permanência e a identidade da cultura de um povo.

O patrimônio é a nossa herança do passado, com que vivemos hoje, e que passamos às gerações vindouras.

Do património cultural fazem parte bens imóveis tais como igrejas, casas, praças, conjuntos urbanos, e ainda locais dotados de expressivo valor para a história, a arqueologia, a paleontologia e a ciência em geral. Nos bens móveis incluem-se, por exemplo, pinturas, esculturas e artesanato. Nos bens imateriais considera-se a literatura, a música, o folclore, a linguagem e os costumes.

Tudo que se faz contra o samba é danoso para a nossa História, música, folclore, linguagem e costumes. Isso vou demonstrar.

PRIMEIRA SACANAGEM

Com o Rock in Rio criaram a bastarda e antinacionalista denominação “Rio Capital do Rock”, para substituir  o brasileiríssimo e carioca “Rio Capital do Samba”.

(Continua)