Jornal troca manchetes. O certo: Cadeia para os policiais corruptos do PCC e torcedores violentos e sem castigo vão ser monitorados

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Parece que o governador Geraldo Alckmin teme a própria polícia que comanda. Foi noticiado que estava em uma lista dos marcados para morrer. Notícia de hoje: Um tenente da Polícia Militar foi preso administrativamente na corregedoria da corporação, por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Preso administrativamente? Ensina o Site http://www.stf.gov.br:

A PRISÃO ADMINISTRATIVA AINDA ESTÁ EM VIGOR NO BRASIL?

A Constituição federal de 1988, em seu artigo 5o, LXI, afirma que:

“ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei”.

Nesse sentido, diante da análise do texto do artigo acima, questiona-se se seria possível ainda no ordenamento jurídico brasileiro, a prisão administrativa prevista no artigo 319 do CPP? Leia

Informa o Portal Terra:

O primeiro tenente Guilherme William Pacheco da Silva, 36 anos, é citado em conversas telefônicas divulgadas recentemente pelo Ministério Público paulista (MP-SP), que apontam a ligação de policiais com membros do grupo criminoso. Ele, que está lotado atualmente no 16º Batalhão de Polícia Militar, é suspeito de associação com o crime organizado.

“A instituição, alinhada com seus objetivos estratégicos de valorizar os bons policiais militares e de adotar instrumentos eficazes de depuração interna, ressalta que está com a atenção redobrada quanto à proteção de seus policiais, bem como atenta, rigorosa e implacável contra eventuais desvios de conduta de seus integrantes”, disse a PM paulista em nota.

Interceptações telefônicas mostram extorsões feitas por policiais civis e militares contra bandidos importantes da facção, que são sequestrados e mantidos em cárcere em delegacias. Até mesmo parte do material apreendido na investigação do MP era colocado à venda aos criminosos.

Em um dos grampos mais graves, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) são flagrados oferecendo arquivos de computadores e pen drives apreendidos na operação que terminou com a morte de Ilson Rodrigues de Oliveira, o Teia, em 2011.

Na chácara em que ele estava, policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) mataram três acusados e prenderam outros cinco. Computadores com documentos da facção, uma metralhadora, um fuzil e duas pistolas foram levados para a sede do Deic.

Em outro caso, policiais pedem R$ 300 mil para soltar um dos integrantes da facção conhecido como Jogador, mas aceitaram libertá-lo por R$ 130 mil pagos em duas parcelas – à vista e após 30 dias.

Para evitar uma nova onda de ataques, o governo espera que os chefes do bando sejam enviados por um ano para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Além disso, recorrerá a bloqueio dos sinais de celulares nos principais presídios dominados pelos bandidos, um investimento de R$ 30 milhões em 23 penitenciárias.

Apesar da imprensa noticiar com estardalhaço as ameaças do governo paralelo, o PCC, tem autoridade policial que parecer não saber de nada.

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Não é um caso para os panos quentes da possível ilegalidade de uma suave prisão administrativa.

Foram denunciados vários crimes da mais alta gravidade. Que colocam em jogo a vida de um governador, a autoridade do poder executivo e a liberdade e imparcialidade da justiça brasileira.

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Veja link. O PCC constitui um governo paralelo que se espalha por todo o Brasil, conforme a imprensa, principalmente pós a redemocratização, desde que a polícia estava toda voltada para a repressão política, quando eram cometidos crimes de sequestro, tortura e morte de presos que, inclusive, tiveram bens saqueados. Esta polícia, a serviço da ditadura militar pariu a polícia do PCC, para continuar a realizar os mesmos crimes e outros.

Como não existe comando único, a sigla PCC é mais um nome fantasia para esconder termos como milícia, força paramilitar, hoste, bando, quadrilha, chusma,  corja, malta, polícia bandida etc. Em uma mesma cidade podem atuar várias máfias.

Um relatório da Polícia Civil divulgado em março de 2011 responsabilizou dois grupos de extermínio formados por policiais militares por pelo menos 150 mortes na cidade de São Paulo entre 2006 e 2010. Entre as vítimas, 61% não tinha antecedentes criminais, sendo que 20% dos crimes teria sido motivado por vingança, 13% por abuso de autoridade, 13% pelo que o relatório chama de “limpeza” (como o assassinato de viciados em drogas), 15% por cobranças ligadas ao tráfico ou ao jogo ilegal e 39% “sem razão aparente”.

 O 18º Batalhão da Polícia Militar, onde trabalhava a cabo Andreia Bovo Pesseghini, 35 anos, – morta ao lado do marido, o filho, a mãe e uma tia, em agosto último, tem um histórico de suspeitas de corrupção e grupos de extermínio. A cabo Andreia, inclusive, denunciou colegas que participam de uma quadrilha de assalto a caixas eletrônicos.

E o governador Sérgio Cabral garante que a Rocinha está pacificada, apesar dos Amarildos

E o governador Sérgio Cabral garante que a Rocinha, no Rio de Janeiro, está pacificada, apesar dos Amarildos
A investigação tem começar entre a gendermaria estadual. Que o PCC é a famosa milícia, uma tropa de ex-policiais e policiais
A investigação tem que começar entre a gendarmaria estadual. Que o PCC é a famosa milícia, uma tropa de ex-policiais e policiais

Ainda no Portal Terra:A advogada de um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) contou para seu cliente que se reuniu com um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e que ele teria se comprometido a avaliar o caso do criminoso. A conversa foi revelada em uma escuta telefônica que compõe a investigação do Ministério Público de São Paulo sobre a facção. O diálogo entre a defensora Lucy de Lima e Edilson Nogueira, conhecido como Birosca, foi gravado em 2010. O objetivo do encontro era tentar autorização para migrar o condenado do regime fechado para o semiaberto. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo.

Colombia. Un cadáver esquizofrénico

Colombia guerrilha indignados

Álvaro Marín –  El ojo del cangreso
En la junta médica de un hospital psiquiátrico, un psicólogo trataba de explicar la presencia simultánea de la violencia y la pasividad en una misma cultura, y exponía el caso de Colombia.

La única teoría válida que encontraba el médico para este comportamiento era pensar que a los colombianos nos estaban dando algo en la sopa. La teoría paranoide del psiquiatra encontraba sustentación en la existencia de la tolerancia del país con los “crímenes atroces”…  así decía el médico, como si cualquier crimen no fuera atroz. Llama la atención la influencia en el médico de la retórica “humanista” transnacional, suponer que hay unos crímenes atroces, es suponer también que hay crímenes que no lo son, por ejemplo, los “blancos legítimos” que ahora somos todos los colombianos.

Un columnista bastante conocido afirma que en el país hay dos esquizofrenias. Miren pues, Colombia ya está tan loca que en ella caben dos esquizofrenias, pensé como lector: ¡qué país tan descocado! Y tan feliz, somos el país más feliz del mundo. El periodista de la tesis de las dos esquizofrenias, y quien trabaja en la esquizofrénica revista Semana, señalaba la existencia de una esquizofrenia en el gobierno y otra en la insurgencia. El periodista omitió su propia esquizofrenia de caballero sin caballo, si no, serían tres las esquizofrenias, y cuatro con la nuestra, o cinco con la del medio en el que trabaja, que dedica una semana de sus páginas a hacer el registro de víctimas de la violencia, y la semana siguiente a victimizar a los campesinos que protestan señalándolos de aliados de los insurgentes o de los narcos. Como vamos, en poco tiempo no hablaremos de un país multicultural sino de un país multiesquizofrénico en medio de ese mundo bipolar que es el planeta tierra.

Tal vez tengan razón el médico y el periodista. Si la sopa de todos los días en nuestro país durante más de cien años es la sopa de la violencia, el resultado no puede ser otro que el presentado por el reciente Informe del Centro Nacional de Memoria Histórica. La manera como la persistente violencia ha afectado al país en su salud mental y en su comportamiento ético nos muestra el abismo de la conciencia vacía, y a pesar de todo, el país no está todavía en situación, como quería el poeta Gaitán Durán cuando presentó al país la Revista Mito y escribió precisamente Las palabras están en situación, es decir, que la palabra expresa al mismo tiempo un entorno cultural y una realidad histórica. Pero las palabras dejaron de estar en situación cuando empezamos a nombrar unas cosas con los nombres de otras y a privilegiar la fuerza sobre el diálogo.

La esquizofrenia nacional realmente empezó con la división bipolar entre Bolívar y Santander. Bolívar veía en la Independencia la materialización de la libertad y en el otro polo Santander,- padre de los abogados -, veía lo mismo pero al revés, la libertad sustentada en la dependencia del nuevo imperio.

Desde esos tiempos el sentido de libertad resultó ambiguo, durante mucho tiempo se consideró a Estados Unidos, – y todavía nuestras élites lo hacen – como norte de la libertad, aunque Bolívar ya nos lo había advertido: “Los Estados Unidos parecen destinados por la providencia a plagar la América de miseria en nombre de la libertad”. Pero el imperio más dañino ha sido entre nosotros el imperio de los abogados y el de la retórica de la que hacen parte nuestras constituciones y nuestra literatura, de estos imperios retóricos no nos hemos podido liberar.

Este país retórico se ufana de tener la democracia más duradera en Latinoamérica, al lado de la muerte más duradera: los 220 mil muertos que registra el Informe del Centro de Memoria son solo el registro de la última violencia, sin contar el registro sangriento dejado por los partidos tradicionales antes y después de la muerte de Gaitán. El Informe indaga en los orígenes de nuestras fracturas mentales, sociales y económica, aunque habría que enfatizar en el entronque de las violencias de la que hace parte la guerra actual. Lo que el informe muestra es muy importante, pero no sobra insistir en las prácticas político militares de las élites en Colombia, en donde la violencia ha sido el sistema de gobierno y de poder. Las élites criminales de Colombia que los son hasta el delirio y la paranoia oculta la violencia oficial cuando se habla de “sectores” en conflicto, fragmentando la violencia y desarticulándola de su centro, porque realmente en Colombia la violencia funciona y ha funcionado como sistema, no como “sector”. Otro componente de la violencia entre nosotros y de necesario énfasis en cualquier estudio, es el hecho histórico de la dependencia política del poder norteamericano y mundial que incide de manera directa en la violencia. La política norteamericana y su influencia militar, al lado de la incidencia de la economía transnacional, son factores de fuerte incidencia violenta en los territorios.

El caso es que la historia de Colombia lleva en su espalda un largo cadáver, un cadáver esquizofrénico, que está muerto y que está vivo a la vez. Colombia carga desde hace mucho tiempo con su propio cadáver, pero según algunos medios Colombia dice estar feliz y estar viva. Algunos ven cerca la posibilidad de Colombia de liberarse de la muerte en los procesos de paz, pero con la esquizofrenia de hablar de paz matando campesinos y reprimiendo de manera sangrienta las marchas de protesta hay poca esperanza. La paz ayudaría en la sanación mental de Colombia, si esta república encuentra por fin su camino no escindido, no dependiente, y si la paz que se promulga desciende investida de justicia a los territorios de los millones de sobrevivientes de más de sesenta años de guerra continua que ha desquiciado todas las formas de relación, y a la nación misma. Nadie puede preciarse entre nosotros de tener buena salud mental.

Botero
Botero

Ninguém vai preso no vandalismo de teatro

 

BRA_NOTA vandalosTodos são atléticos infiltrados da polícia ou de algum serviço secreto nacional ou estrangeiro

PELOS CORPOS ATLÉTICOS, SÃO LEGIONÁRIOS QUE TIVERAM TREINAMENTO FÍSICO MILITAR (TFM)

O TFM é caracterizado por atividades desportivas comuns como corridas, natação e esportes coletivos, e por atividades físicas específicas como pista de treinamento de circuito, ginástica com toros e provas do pentatlo militar. Um dos objetivos do TFM, além do aprimoramento físico corporal, é desenvolver atributos de ações coletivas e individuais como espírito de corpo, persistência e tenacidade. É um treinamento caro. Milhões de dólares são investidos neste treinamento.

NÃO SÃO ESTUDANTES. SÃO HALTEROFILISTAS

Treinados no arranco, no arremesso, no desenvolvimento ou prensa militar, são praticantes de atividades que envolvem o uso de halteres, como o fisiculturismo e a musculação. Compare as estampas desses gorilas, desses gladiadores, com os corpos dos estudantes carregadores de livros. Ser magra faz parte do padrão moderno de beleza feminina.

FINALIDADE DO ATAQUE: PROMOVER O VANDALISMO DE TEATRO

O importante da missão é ser fotografado e filmado. Para as capas dos jornais conservadores. Para os jornais televisivos repetirem as cenas exaustivamente.

Toda essa propaganda visa amedrontar o povo. Para que não participe de protestos sociais, reivindicando o fim da servidão e da colonização.

RECRUTAMENTO DOS INFILTRADOS E FINANCIADORES

Os infiltrados podem ser policiais disfarçados em civis, para justificar o terrorismo estatal: O prende e arrebenta da polícia. Como desculpa para as cacetadas nos frágeis estudantes (garotos e garotas), e para os tiros de balas de borracha, de balas de festim. E o uso de bombas de gás lacrimogêneo e de canhões sônicos e outras armas letais.

Os infiltrados podem ser parte das milícias, das forças paramilitares, dos serviços secretos de “inteligência”, ou de informações estratégicas. Das legiões estrangeiras. Todos traidores da pátria e/ou espiões de diferentes bandeiras.

É tudo gente paga. Bem paga. A polícia não prende os vândalos profissionais nem os financiadores, os que bancam o jogo de quebrar a porta do Itamarati, a porta da Prefeitura de São Paulo, a porta do Palácio do governador do Espírito Santo. É tudo combinado. Faz parte de um jogo. Um jogo de cartas marcadas. Um jogo ainda bem misterioso. Um jogo bem planejado, que essa gente lá de cima não faz nada de graça.

 

infiltrado polícia

 

 

 

Terrorismo policial: Gás de pimenta é refresco nos olhos dos estudantes e professores. As chacinas dos finais de semana

estudantes polícia indignados

Os crimes de guerra e contra a humanidade se tornaram uma “realidade cotidiana” no território sírio, denunciou nesta terça-feira a comissão de investigação da ONU. Pelo uso de armas químicas e da tortura. E repetição dos massacres.

O gás lacrimogêno é sim arma química. Comprovadamente letal.

Massacres, no Brasil, temos todo final de semana. Tortura nunca faltou. O País trava uma guerra interna.

A repressão policial funciona apenas contra estudantes, militantes de movimentos sociais, sendo famosa a costumeira apatia do povo. Que não protesta. Que suporta calado a fome, a sede – uma vivência de bicho nos lamaçais das favelas. Idem contra professores grevistas.

Para enfrentar a guerra interna do crime, o governo legal – há uma confusão e mistura do que seja polícia, milícia, empresa de segurança e fogo paramilitar – não sabe enfrentar o governo paralelo, cujo mando continua invisível.

Na guerra interna, apenas são presos os soldados rasos, os descamisados, os pés-rapados. E o dinheiro dos capos do tráfico em geral e dos bandidos de colarinho branco continua invisível.

políicia gás

AS LÁGRIMAS DO POVO 

Gás lacrimogêneo (do latim lacrima = lágrima) é um nome genérico dado a vários tipos de substâncias irritantes da pele, olhos (pode causar cegueira temporária) e vias respiratórias, tais como o brometo de benzilo, ou o gás CS (o-clorobenzilideno malononitrilo). O uso crescente do gás lacrimogêneo, pela polícia e exército, como arma de “controle de multidões” deveu-se ao fato de, supostamente, ser capaz de dispersar multidões sem causar efeitos letais (mortes). Os primeiros estudos clínicos mostravam que o gás causava irritação e mal-estar e em concentração CONTROLADA era incapaz de deixar marcas ou causar óbitos. Por isso era chamado de arma “não letal”. Porém, notadamente em crianças, o efeito pode ser consideravelmente perigoso.

Gases lacrimogênios populares são os irritantes oculares CS, CN e CR, e o irritante respiratório aerosol de pimenta.

As espécies de gases lacrimogêneos são: o gás CS, o gás CN (chloroacetophenone), gás CR (dibenzoxazepine) e o Spray de pimenta.

gás explosivo

FÓRMULAS DE GÁS LACRIMOGÊNEO

A forma mais comum de gás lacrimogêneo, o CS (chlorobenzylidenemalononitrile), foi desenvolvido nos anos 50, na Inglaterra, pelo laboratório CBW (no polêmico centro de pesquisas de armas químicas de Porton Down). Depois, nos anos 60, foi utilizado em larga escala pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnam.

Suas fórmulas variam. Podem ser, por exemplo, cloro-acetona (CH3–CO–CH2–Cl), bromo-acetona (CH3–CO–CH2–Br) ou acroleína (CH2=CH–COH). O CS é mais forte que o CN, porém desvanece mais rápido.

 

índios

UTILIZAÇÃO CONTRA O POVO DESARMADO

Estes produtos químicos podem produzir rapidamente irritação ou incapacitação sensorial, que desaparecem após cessar a exposição. Também podem ser utilizados em guerra química, ainda que seu uso em guerra é uma violação da Convenção Sobre Armas Químicas. Informa Wikipedia.

Que ironia: em guerra tipo Síria, proibido. Para dispersar jovens estudantes, totalmente permitido.

Estes gases podem ser dispersos por meio de sprays (aerosol) de mão por meio de recipientes que emitem gás a um ritmo fixo ou de forma explosiva. Tais recipientes são tanto construídos na forma de granadas de mão como projéteis a serem lançados tanto de armas adequadas portáteis como fixas em veículos ou mesmo por morteiros. Podem ainda ser construídas conjuntamente com bombas de efeito moral, liberando o gás conjuntamente com explosão de ruído extremamente intenso.

 

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OS EFEITOS NOCIVOS QUE A POLÍCIA NEGA

Os efeitos da exposição ao gás lacrimogêneo são reações involuntárias de lacrimação com uma forte sensação de queimadura nas terminações nervosas da pele. Coceiras, inflamações, dor de cabeça, leve vertigem, sensação de insuficiência respiratória são os efeitos mais comuns. Isso tem nome: tortura física.

Atualmente, os gases lacrimogêneos, bem como os sprays de pimenta são legalizados em alguns países, sendo valido como arma apenas para auto-defesa, porém tais “armas” – disponíveis em portáteis como latas de spray – necessitam de licença e treinamento para seu porte e uso (restrito). Acontece o mesmo para o porte de armas de fogo. Por que a precaução, quando usadas por civis?

Edema causado por exposição a gás lacrimogêneo
Edema causado por exposição a gás lacrimogêneo

Informa CMI: Até hoje, muitos poucos estudos médicos independentes foram realizados e as fontes da maior parte dos dados clínicos disponíveis são justamente das empresas que fabricam a substância. Segundo estudo feito por uma equipe de especialistas e publicado no periódico da Associação Médica Americana em 1989, a inalação de gás lacrimogêneo (na sua forma mais difundida, CS) pode causar pneumonia química e edemas pulmonares fatais. Em situações analisadas de grande exposição ao gás, foram notadas também paradas cardíacas e há casos registrados de morte entre adultos. Segundo um dos autores do estudo, Dr. Howard Hu, epidemologista da Universidade de Harvard, “a extensão dos efeitos nocivos desses químicos é ainda desconhecida, pois não existem estudos rigorosos independentes sobre populações afetadas”.

Essas evidências têm levado os fabricantes a chamar essas armas de “menos letais”, ao invés de “não letais”. Relatos de mortes relacionadas a gás lacrimogêneo têm aumentado nos últimos anos. Em 1996, 76 pessoas morreram, entre elas 25 crianças, depois que o FBI bombardeou com gás lacrimogêneo uma casa da seita dos davidianos em Waco, nos Estados Unidos. Dados da Anistia Internacional, de 1988, mostram que médicos em Israel citaram o gás lacrimogêneo como causa ou fator relevante na morte de mais de 40 palestinos nos territórios ocupados. E dados recentes de autoridades médicas palestinas estimam que do total de mortes em conflitos com forças israelenses, pelo menos 1,4% são causadas por gás lacrimogêneo.

Desde 1969, o uso de gás lacrimogêneo em guerras é condenado pelo Protocolo de Genebra, mas o uso “doméstico” não é recriminado. No debate ocorrido na Assembléia Geral da ONU, à época, destacou-se a posição da Embaixadora da Suécia que enfatizou que embora o uso militar do gás fosse condenável o mesmo não podia ser dito de seu uso para o “controle de tumultos” – assim “como não se pode confundir o uso de pesticidas na guerra e seu uso na agricultura”. O Brasil aderiu ao tratado em 1970.

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Brecha? Tem lugares com rombo
Brecha? Tem lugares com rombo

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Um cenário de guerra para o futebol no Brasil

NA COPA DO MUNDO VÃO INVESTIR MUITO MAIS EM SEGURANÇA, QUE VIVEMOS EM UM PAÍS DOS GOVERNOS PARALELOS. CADA UM COM SUA JUSTIÇA E INVISÍVEIS CHEFES E BANCOS NO PARAÍSO

 

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Enquanto Santa Maria se prepara para uma imaginária guerra, apenas realiza três obras do PAC. Nove estão paradas e duas nem iniciaram. Falta dinheiro. Os comedores de moedas encheram a pança

Após execuções de dois jornalistas em Minas Gerais, atribuídas à ação de grupo de policiais, profissionais que cobrem a área vivem sob ameaça. Um deles teve de fugir

por Mateus Parreira

Rodrigo Neto

Decorrente de mais de 20 anos de assassinatos, afrontas à lei, desafios à Justiça e impunidade, o medo que ronda a imprensa do Vale do Aço faz mais vítimas, além do repórter Rodrigo Neto, de 38 anos, executado em 8 de março, e de seu colega de trabalho, o fotógrafo Walgney Assis Carvalho, de 43, morto no domingo, 37 dias depois. Acredita-se que os casos estejam ligados e as suspeitas recaem sobre um esquadrão de extermínio formado por policiais militares e civis. Rodrigo vinha denunciando que pelo menos 20 integrantes das forças de segurança acusados de execuções continuavam impunes. Antes dos dois últimos assassinatos, havia cinco profissionais de jornais e rádios sediados em Ipatinga especializados na cobertura policial. Dos três sobreviventes, dois estão sob ameaça, enquanto o outro pediu demissão e fugiu da cidade sem deixar rastro. As informações são da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e do comitê de profissionais de imprensa que acompanha as investigações. Com os dois homicídios, o Brasil passou a ocupar o terceiro lugar em mortes de jornalistas, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras, com quatro óbitos neste ano – metade em Ipatinga. Fica atrás apenas do Paquistão e da Síria, países em conflito armado que registraram cinco mortes.

O Estado de Minas conseguiu contato com o repórter que abandonou a cidade. Ele relata o pânico que ronda os profissionais e os impede de confiar nas forças de segurança pública, e até mesmo em programas de proteção do Estado. “É impossível exercer a profissão com o mínimo de segurança, hoje, no Vale do Aço”, desabafou o repórter, que falou ao EM de uma cidade distante de Ipatinga. “Depois que mataram o Rodrigo e o Walgney, sobramos apenas três na linha de frente da reportagem policial. Dois vinham recebendo ameaças, sendo que um deles até andou com escolta armada. Não quis esperar minha vez chegar”, disse.

De acordo com o jornalista, o grupo de extermínio que age nas principais cidades do Vale do Aço não aparenta ser um grupo de pistolagem que receba dinheiro de empresários, políticos ou do crime organizado, mas sim uma frente de policiais que se impõe pela violência e pelo medo, eliminando desafetos ou acusados de crimes contra integrantes das forças de segurança. Para isso, investem até mesmo contra famílias e amigos de quem consideram seus inimigos. “Tenho medo pela minha segurança, mas também pela dos meus pais e amigos. Essas pessoas tentam atingir seus alvos por meio dos familiares e conhecidos. Matam e até envenenam para atrair quem está escondido”, disse.

Perguntado se pensa em procurar a polícia ou o Ministério Público para pedir proteção, o jornalista de Ipatinga descarta essa possibilidade, por temer por sua segurança e não confiar na estrutura do poder público. “Meus amigos (Rodrigo e Walgney) denunciaram e não adiantou. Terminaram mortos. Não confio em mais ninguém”, afirma. Antes de o fotógrafo ter sido morto, no último domingo, o repórter conta que a mãe já pedia ao colega que abandonasse a profissão, e a cidade também, com medo de que algo pudesse acontecer.

Exilado

O jornalista nutre poucas esperanças de retornar à cidade do Vale do Aço. “Lá não vou ter tranquilidade. Estou com o coração partido, porque amo minha profissão, meus pais e todos os que deixei, mas não tenho condições de voltar”, lamenta. “Eu já estava ficando com paranoia. Não tinha mais vida social. Tudo o que acontecia achava que era alguém me perseguindo”, relata. “Se saía com amigos, nunca me sentava de costas para a rua e não deixava ninguém fazê-lo, com medo de alguém em uma moto passar atirando. Quando chegava em casa, dava duas voltas no quarteirão para ver se havia alguém me seguindo.”

O Comitê Rodrigo Neto, que acompanha as apurações dos crimes contra a imprensa local, divulgou nota manifestando “indignação com as declarações do subsecretário de Defesa Social, Daniel de Oliveira Malard”, que disse em Ipatinga que jornalistas deveriam ser cuidadosos como medida para sua segurança, “tal como o fazem juízes e policiais”. De acordo com o comitê, “ao transferir a responsabilidade da segurança aos próprios jornalistas, o Estado mais uma vez dá mostra da fragilidade do sistema e descontrole sobre as forças de segurança do Vale do Aço”. O grupo lembra ainda que promotores, juízes e policiais “têm porte de arma, treinamento e escolta policial, se solicitada”.  A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou ontem nota referente ao assassinato do fotógrafo Walgney, manifestando repúdio ao que classificou como mais um atentado à liberdade de expressão e, diante das evidências de ligação do crime com a morte do repórter Rodrigo Neto, cobrou elucidação dos casos e punição dos culpados.

 

 

Denunciados impunes

As denúncias que Rodrigo Neto divulgou no Jornal Vale do Aço vêm sendo feitas na região há anos e fazem referência a 10 casos, com pelo menos 20 mortos desde 1992. São citados 21 policiais envolvidos. Nenhum foi condenado até hoje, ainda que oito procedimentos tenham sido abertos. Três foram concluídos sem qualquer punição. Quatro estão em tramitação. Sobre o último não há informações.

Rodrigo morreu na madrugada de 8 de março, quando saía de um bar no Bairro Canaã, em Ipatinga, e entrava em seu carro. Dois criminosos passaram em uma moto e atiraram no repórter, que chegou a ser socorrido no hospital municipal. Vítima da mesma forma de execução que vinha denunciando em vários episódios, Rodrigo estava escrevendo um livro intitulado Crimes perfeitos, que denunciaria execuções sumárias, envenenamentos e desaparecimentos de pessoas que envolveriam a ação de policiais militares e civis no Vale do Aço. Ele foi assassinado depois que passou a publicar no Jornal Vale do Aço reportagens sobre 10 desses crimes.

Para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia e também para jornalistas locais, Walgney Carvalho foi executado no último domingo, em Coronel Fabriciano, na mesma região, porque teria informações sobre o assassinato do colega de trabalho. A forma como morreu, alvejado três vezes por um garupa de uma motocicleta, reforça a tese, bem como a munição usada, que era de calibre 38, a mesmo usada contra Rodrigo Neto. Os projéteis não eram comuns, mas caraterísticos de assassinos experientes, pois se fragmentam quando entram no corpo e potencializam os estragos.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que uma equipe especializada na apuração de homicídios e as corregedorias da corporação e da PM investigam o caso. E reiterou que as circunstâncias em que os crimes ocorreram serão esclarecidas, “apontando os culpados, sejam eles quais forem”.

O secretário de estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, afirmou ontem que há firme determinação de investigar os casos e solucionar a onda de crimes no Vale do Aço. Segundo o Ministério Público, há possibilidade de relação entre pelo menos 10 homicídios na região, incluindo os dois últimos, de repórter e fotógrafo. “Enfrentamos um histórico de violência na região, com intimidação e até eliminação de testemunhas, mas tudo isso está sendo combatido pela secretaria. Temos uma renovação de delegados e afastamentos na região de Ipatinga e Coronel Fabriciano. Não vamos tolerar essa situação e o trabalho será contundente”, afirma o secretário. (Com Júnia Oliveira e Guilherme Paranaiba)

Crimes investigados ou denunciados pelo jornalista Rodrigo Neto veja lista aqui

“São muitos policiais da ativa que estão nas milícias”

Por Lilia Diniz

... e continua nesta ano 13
… e continua neste ano 13

O deputado Marcelo Freixo comentou que uma recente pesquisa mostrou que a população do Rio de Janeiro lidera o ranking nacional de pessoas que se sentiram extorquidas por policiais, com 30% dos casos. “O grande debate é: qual é a polícia que a gente tem? Qual é a formação, qual a capacitação, a valorização, o investimento na qualidade da polícia? Hoje, um policial no Rio de Janeiro é formado em três, quatro meses, até pela pressa de se formar muitos policiais para dar conta da demanda das UPPs, que são uma nova realidade no Rio de Janeiro”, alertou. As autoridades alegam que os policiais que cometem crimes são expulsos, mas o deputado acredita que é preciso um monitoramento da atuação do agente de segurança pública após sua exclusão da corporação.

“O policial, para fazer parte da milícia, não precisa ser expulso da polícia. Ele pode fazer parte antes, enquanto ele está na polícia. A CPI das Milícias, em 2008, comprovou isso. São muitos policiais da ativa que estão nas milícias. Esse debate precisa ser mais profundo porque o Rio vive, supostamente, uma nova realidade das UPPs, mas junto da Unidade de Polícia Pacificadora a gente tinha que ter a ‘Unidade de Pacificação da Polícia’, uma outra concepção da polícia”, alertou Freixo.

O deputado Marcelo Freixo comentou que uma recente pesquisa mostrou que a população do Rio de Janeiro lidera o ranking nacional de pessoas que se sentiram extorquidas por policiais, com 30% dos casos. “O grande debate é: qual é a polícia que a gente tem? Qual é a formação, qual a capacitação, a valorização, o investimento na qualidade da polícia? Hoje, um policial no Rio de Janeiro é formado em três, quatro meses, até pela pressa de se formar muitos policiais para dar conta da demanda das UPPs, que são uma nova realidade no Rio de Janeiro”, alertou. As autoridades alegam que os policiais que cometem crimes são expulsos, mas o deputado acredita que é preciso um monitoramento da atuação do agente de segurança pública após sua exclusão da corporação.

“O policial, para fazer parte da milícia, não precisa ser expulso da polícia. Ele pode fazer parte antes, enquanto ele está na polícia. A CPI das Milícias, em 2008, comprovou isso. São muitos policiais da ativa que estão nas milícias. Esse debate precisa ser mais profundo porque o Rio vive, supostamente, uma nova realidade das UPPs, mas junto da Unidade de Polícia Pacificadora a gente tinha que ter a ‘Unidade de Pacificação da Polícia’, uma outra concepção da polícia”, alertou Freixo. Leia mais

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