O dia que Eduardo virou caça

#CunhaNaCadeia está entre os assuntos mais comentados nas redes socias

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cunha procurado cartaz mesme

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O assunto do dia nas redes sociais, ao menos no Brasil, é Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente da Câmara dos Deputados foi acusado – em delação premiada pela Operação Lava Jato – de pressionar o ex-consultor da Toyo Setal, Júlio Camargo, a pagar propina de US$ 5 milhões para viabilizar um contrato de navios-sonda da Petrobras.

Com a revelação, internautas começaram, nesta sexta-feira (17), uma verdadeira “artilharia” nas redes sociais para expor quem é Eduardo Cunha. Junto com a hashtag #CunhaNaCadeia – que atingiu os Trending Topics do Twitter no Brasil e está em primeiro lugar entre os assuntos mais comentados de Porto Alegre -, as pessoas vêm chamando atenção para a agenda conservadora imposta pelo parlamentar na Câmara.

Assuntos como a redução da maioridade penal, o projeto de terceirização ou ainda sua postura em relação a pautas como direitos da mulher e LGBTs foram colocados em evidência. Transcrito do Portal Fórum

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Cunha enumera feitos na TV e gera “barulhaço” no Rio e em SP

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Eduardo Cunha exterminador futuro

Antes mesmo de seu pronunciamento em rede nacional, Cunha já era o segundo assunto mais comentado do Twitter no mundo e o primeiro do Brasil com a hashtag #CunhaNaCadeia.

O discurso do presidente da Câmara gerou muito “barulhaço” no Rio e em São Paulo. Muitos vídeos do protesto acabaram sendo divulgados nas redes sociais.

O pronunciamento de Eduardo Cunha na TV acontece no mesmo dia em que ele anunciou seu rompimento com o governo, uma resposta à acusação do lobista Júlio Camargo feita durante depoimento ao juiz Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato.

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Camargo disse que Cunha pressionou “violentamente” Fernando Baiano, suposto operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, por uma propina de 5 milhões de dólares para viabilizar um contrato de navios-sonda da estatal.

Cunha desqualificou o depoimento e afirmou que a delação foi ilegal por ter sido feita à Justiça em primeira instância, e que ele só pode ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já que possui foro privilegiado.

josé Simão delator

Também em retaliação, Cunha autorizou hoje a criação das CPIs do BNDES e dos fundos de pensão. Transcrito da Exame

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Cidades registram protestos durante pronunciamento de Eduardo Cunha

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Pelicano
Pelicano

Presidente da Câmara falou em rede nacional na noite desta sexta-feira (17).
Pela manhã, ele havia anunciado rompimento com o governo federal.

Gritos, vaias e batidas de panelas foram ouvidos na noite desta sexta-feira (17) durante o pronunciamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em rede nacional de televisão.

Pela manhã, Cunha havia anunciado rompimento com o governo Dilma Rousseff (PT). O parlamentar acusa o Planalto de orquestrar denúncias contra ele. Nesta quinta (16), delator da Lava Jato acusou Cunha de pedir US$ 5 milhões de propina.
A hashtag #CunhaNaCadeia ficou entre os tópicos mais comentados do Twitter durante o dia.
Transcrito d’O Globo. Veja abaixo vídeos do protesto.

memes eduardo cunha

Sem namorada (o) ou o que fazer, trolls de direita combinam panelaço para entrevista de Jô com Dilma

Convite divulgado pelo porta=voz da extrema-direita O lavo Carvalho
Convite divulgado pelo porta=voz da extrema-direita O lavo Carvalho

Nesta sexta-feira, dia 12 de junho, Jô Soares vai entrevistar Dilma Rousseff. Durante os três blocos, o apresentador abordará o segundo mandato de Dilma, a crise econômica no país e os planos da presidente para o futuro.

O encontro provocou uma reação entre os trolls de direita na internet. Olavo de Carvalho e seus seguidores — Lobão, Gentili e outros revoltados on line — estão planejando um panelaço. O programa, lembrando, é de madrugada. In DCM

Os golpistas baderneiros

silêncio noite sossego

Informa o Conselho Nacional de Justiça: O direito ao sossego consiste em um direito da personalidade, decorrente do direito à vida e à saúde. Decorre, também, do direito de vizinhança e da garantia de um meio ambiente equilibrado. Partindo-se desse conceito, podemos afirmar que todas as pessoas têm direito ao sossego de acordo com o artigo 42 da Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei n. 3.688/1941). Saiba mais sobre esse decreto aqui

Denuncie os nazistas

lei sossego

QUE ESTRANHO! Marcha do dia 15 por um presidente de nome não revelado

Um movimento golpista que prende e arrebenta

 

Crianças filhas de perseguidos pela ditadura militar no Brasil era fichadas pelo Dops
Crianças filhas de perseguidos pela ditadura militar no Brasil era fichadas pelo Dops

 

Os da varandas e camarotes desejam a volta dos 21 anos de ditadura, de escuridão, de tortura e morte. De massacres até de crianças.

Eles vão marchar neste domingo, dia 15, para colocar no governo um presidente cujo nome não é revelado.

Deve ser algum lacaio do império, algum inimigo do Brasil.

Qual o nome desse Judas, desse Barrabás, traidor do povo e da Pátria?

 

Retorno da ditadura é sede de sangue

Para pedir o retorno da ditadura é preciso ser um analfabeto político ou um nazista fanático.

A ditadura, iniciada em 1 de abril de 1964, torturava e assassinava crianças, revela livro editado pela Comissão da Verdade de São Paulo, que reúne depoimentos de sobreviventes que hoje têm entre 40 e 60 anos.

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Organizado pela Comissão da Verdade de São Paulo, o livro “Infância Roubada” traz depoimentos de 44 pessoas que hoje têm entre 40 e 60 anos e são filhos de presos políticos, perseguidos, assassinados e desaparecidos durante a Ditadura Militar (1964-1985) no Brasil. A obra foi lançada no dia 05 de novembro na Biblioteca Mário de Andrade, em SP.

Cada testemunho é acompanhado, ainda, de fotografias, de acervo familiar e arquivos públicos, com o objetivo de resgatar a memória das famílias e a contextualizar o momento histórico, época em que crianças eram fotografadas e fichadas pelos órgãos de repressão. Há casos de crianças que, além de fichadas como “subversivos” e “terroristas”, foram banidas do país.

São lembranças de tortura, humilhação, de dor, de desamparo, de exílio, vazio, solidão e medo. Há casos de sequestro, de adoção e de ameaças de adoção, de banimento, de nascimento em cativeiro, de fetos torturados ainda no ventre de suas mães. Alguns tiveram que viver na clandestinidade, afastados dos pais, com nomes trocados

Prova de que esse tema é ainda uma ferida aberta para as vítimas, na semana de audiências, alguns convidados, mesmo com presença confirmada, não conseguiram comparecer. Alguns só aceitaram contar sua história por meio de entrevista, ou em testemunhos escritos. Outros preferiram que suas histórias não fossem publicadas. São homens e mulheres de 40, 50, 60 anos que ainda têm dificuldades de falar no assunto.

Embora os 44 testemunhos deste livro representem apenas uma pequena amostra do universo de crianças atingidas pela violência, eles pretendem cumprir a missão de ampliar e dar a visibilidade ao extenso leque de afetados pelo terrorismo de Estado do regime de 1964 e dar mais um passo a caminho da memória, verdade e justiça.

 

 

O ruído das panelas e os palavrões na boca dos privilegiados são a língua culta da ignorância

A língua culta dos midiotas

 

 

 

por Luciano Martins Costa

 

Esse é um aspecto que não será lido na imprensa: o jornalismo brasileiro é feito para aqueles que nunca se conformaram com as políticas de redução das desigualdades sociais.

Ainda que tais políticas tenham beneficiado também as classes de renda mais altas, não apenas pela oportunidade de multiplicação das fortunas criada pela nova escala de negócios, aquela fração da sociedade brasileira mimada pelas políticas segregacionistas resiste a admitir a companhia dos emergentes na fila do aeroporto, no navio de cruzeiro ou nos empórios dos melhores bairros.

O jornalismo brasileiro é uma máquina de fabricar midiotas.

O Globo, por exemplo, afirma na primeira página que “enquanto a presidente pede paciência em pronunciamento, população reage”.

Para o jornal carioca, a população brasileira se resume aos moradores de bairros como o Leblon e a Barra da Tijuca.

A Folha compara a circunstância ao clima que antecedeu o impeachment de Fernando Collor de Mello, e um de seus diretores afirma que o Brasil vive uma “debacle econômica”.

O leitor que não reflete sobre aquilo que lê, compra pelo que lhe é oferecido tanto a ideia de que a “população brasileira” está contida nas regiões onde se concentra o bem-estar, quanto a tese de que a economia nacional foi para o abismo.

O ruído das panelas e os palavrões na boca dos privilegiados são a língua culta da ignorância, mas não se pode condenar liminarmente quem não teve a oportunidade de se educar para a cidadania.

A midiotice é moléstia que afeta principalmente a consciência social do paciente.

Mas a circunstância não facilita apreciações sobre essa questão, mesmo porque nossa produção intelectual em torno de política e sociologia empobreceu drasticamente desde que a universidade resolveu higienizar o marxismo dos fundamentos do conflito de classes.

Aqui tratamos das responsabilidades da imprensa, e o episódio serve bem para ilustrar o que tem sido objeto de nossas observações: a mídia tradicional tange seu gado – o rebanho dos midiotas – na direção da irracionalidade.

O ato de bater panelas vazias sempre foi uma expressão daqueles a quem faltava alimento.

Os abastados abestados se apropriam desse símbolo sem mesmo saber o que significa.

Em torno dos edifícios onde os direitos são medidos pelo valor do metro quadrado, a maioria silenciosa não bate panelas.

 

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[As repetitivas manchetes de hoje indicam a existência de um movimento. De um planejamento político. Preparativo de passeatas nas ruas, que desde o final das eleições do segundo turno não conseguem juntar gente, principalmente em Minas Gerais, terra do candidato derrotado Aécio Neves.

Até hoje falharam as marchas pelo terceiro turno, pelo impeachment, pelo golpe “suave”, pelo retorno da ditadura. Assim partiram para o panelaço em suntuosos edifícios. Cinco ou seis protestantes, em uma varanda, realizam a festa.

A próxima manifestação está marcada para este dia 15. Tais protestos vem acontecendo, também sem êxito, contra a presidenta Cristina Kirchner na Argentina, que denunciou a presença de traidores da pátria. Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro chama de “golpe permanente”, e financiado pela CIA.

As convocações no Brasil partem do extremismo político e religioso, com Bolsonaro, Marco Feliciano, Silas Malafaia, líderes do PSDB, notadamente Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves.  Nunes pulou do extremismo da esquerda para o extremismo da direita.

golpe lemann 15

Jorge Lemann é a maior riqueza do Brasil, e a segunda da Suíça onde reside. Sócio da filha de José Serra, conseguiu várias concessões de água, inclusive em São Paulo, para fabricação de cerveja, sorvetes, bebidas frias e quentes e, também, exportação de água engarrafada.

O bem mais precioso da riqueza de Lemann é a água brasileira. A fartura da água brasileira, país que possui os dois maiores aquíferos do mundo, e rios perenes como o Amazonas, chamado de “Mar Doce”. T.A.]

água ouro campanha Peru

Largo da Batata é um logradouro público localizado no distrito de Pinheiros, na cidade de São Paulo
Largo da Batata é um logradouro público localizado no distrito de Pinheiros, na cidade de São Paulo