A quem engana o São João do Carneirinho?

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Por que São João do Carneirinho? Pouco se sabe de João Batista criança, mas deve ter sido predestinado a ser um sacerdote. Que naqueles tempos os filhos seguiam a profissão do pai. E João, quando nasceu, foi entregue para ser criado no Templo, assim como aconteceu com Maria, mãe de Jesus.

O São João do Carneirinho, menino pastor de ovelhas, nunca existiu.

Por que a negação do verdadeiro João, o profeta?

Das três religiões do deserto (judaísmo, islamismo), o cristianismo a única que não cultua os profetas, pela dureza das palavras, a exemplo de Jesus que jamais usou a palavra pecado, e sim crime.

Proclamamos: “Todos os homens são pecadores”.

Nunca ouvi ninguém confessar: ‘Sou um criminoso”.

Jesus era profeta, e profeta outro João, o Evangelista, pouco citado pela Igreja Católica, que prefere mais os exemplos dos santos católicos mudos, e nomeados pelos papas.

 

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Na minha poesia procuro descobrir quem foi o primo de Jesus:

(…) o açoite da nudez
de João Batista
a nudez contida
em uma vestimenta
de pêlos de camelo
o cinto de couro
em volta dos rins
garroteando os impulsos
convulsivos repulsivos

(…) o dom da palavra
a língua de fogo
coriscando o ar
como um raio
a palavra que incendeia
e queima a palavra
que amaldiçoa
e fere
mais afiada
que o gume
de uma cica

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Sobre o Apóstolo cito estes versos do livro inédito O Judeu Errante:

Por que João-espera-por-Deus
o nome do discípulo amado
a quem Jesus confiou Maria
e encarregou de anunciar sua vinda
no fim dos tempos

O apóstolo João de quem foi tomado
o patronato de igrejas
de aldeias e cidades

João o exilado em Patmos
escreveu o evangelho da Profecia
o evangelho das visões
fonte dos símbolos
do cristianismo secreto

Noutro poema:

O EVANGELISTA

Por onde anda
João Evangelista
a quem foi destinado
esperar o Cristo

Por onde anda
ninguém registra

 

festa

Nas festas dos santos juninos – Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo – a rememoração dos antigos cultos pagãos, agrícolas, do solstício de verão (no hemisfério norte) e de inverno (no hemisfério sul). Não esquecer que o termo paganismo, do latim paganus, significa “camponês”, “rústico”.

Os primeiros cristãos, não judeus, eram moradores de cidades, localizadas no chamado Mar Romano, o Mediterrâneo.

Papa cita hoje os 3 verbos do cristão: “Preparar, discernir e diminuir”, como São João

 

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“O cristão não anuncia si mesmo, mas o Senhor”. Foi o que disse o Papa na missa matutina na Casa Santa Marta, na solenidade da Natividade de São João Batista. O Papa também se centrou nas vocações do “maior dos profetas”: preparar, discernir, diminuir.

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Preparar a chegada do Senhor, discernir quem é o Senhor, diminuir para que o Senhor cresça. O Papa indicou nestes três verbos as vocações de João Batista, modelo sempre atual para os cristãos. Francisco lembrou que João preparava o caminho para Jesus “sem tomar nada para si. Era um homem importante: “o povo o procurava, o seguia, porque as palavras de João eram fortes”, iam ao coração. Ele até teve a tentação de acreditar ser importante, mas não cedeu. Quando os doutores da lei se aproximaram e perguntaram se ele era o Messias, João respondeu: “Sou voz, somente voz, mas vim preparar o caminho ao Senhor”. esta é a primeira vocação do Batista – evidenciou o Papa: “Preparar o povo, o coração do povo para o encontro com o Senhor. Mas quem é o Senhor?”.

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“E esta é a segunda vocação de João: discernir, em meio a tanta gente boa, quem era o Senhor. O Espírito lhe revelou e ele teve a coragem de apontar: é este. “Este é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”. Os discípulos olharam ao homem e o deixaram ir. No dia seguinte, aconteceu a mesma coisa. “É aquele! É mais digno que eu!”. Os discípulos foram atrás Dele. Na preparação, João dizia: “Atrás de mim, virá ele…” No discernimento, diz: “Na minha frente.. é ele!”.
A terceira vocação de João, prosseguiu, é diminuir. A partir daquele momento, “a sua vida começou a se reduzir, a diminuir para que o Senhor crescesse, até aniquilar a si mesmo: “Ele deve crescer, eu diminuir”. “Atrás de mim, na minha frente, longe de mim”:

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“E esta foi a etapa mais difícil de João, porque o Senhor tinha um estilo que ele não tinha imaginado, a ponto de que na prisão – porque estava preso naquele tempo – sofreu não somente a escuridão da cela, mas o breu no seu coração: ‘Mas, será isto? Não errei? Porque o Messias tem um estilo muito simples… Não se entende…’. E já que era homem de Deus, pede aos seus discípulos que perguntem a Ele: ‘Mas, és Tu realmente, ou devemos esperar outro Messias?’.

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“A humilhação de João – constatou – é dúplice: a humilhação da sua morte, como preço de um capricho”, mas também a humilhação “da escuridão da alma”. João que soube “esperar” Jesus, que soube “discernir”, “agora vê Jesus distante”. “Aquela promessa – reiterou o Papa – se afastou. E acaba só. Na escuridão, na humilhação”. Permanece só “porque se aniquilou tanto para que o Senhor crescesse”. João, disse ainda, vê o Senhor que está “distante” e ele “humilhado, mas com o coração em paz”:

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“Três vocações num homem: preparar, discernir, deixar crescer o Senhor e diminuir a si mesmo. É belo pensar a vocação do cristão assim. Um cristão não anuncia si mesmo, anuncia outro, prepara o caminho a outro: ao Senhor. Um cristão deve saber discernir, deve conhecer como discernir a verdade daquilo que parece verdade, mas não é: homem de discernimento. E um cristão deve ser um homem que saiba diminuir-se para que o Senhor cresça, no coração e na alma dos outros”.