Nunca antes na história desse país se mentiu tanto com a desculpa de informar

por Mauro Donato

 

 

 

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Estufar o peito e bradar “mídia manipuladora” muitas vezes faz com que sejamos confundidos com adolescentes rebeldes e criadores de mitos.

Mas quando vemos a fotografia da ativista Sininho (Elisa Quadros Sanzi) inserida por meio de fusão em outra imagem, “recortada” através de ferramentas como o photoshop como pode ser observado na Veja desta semana, passamos do mito para o hiper-realismo (a manipulação de imagens, digitalmente ou não, é amplamente condenada no jornalismo).

Quando vemos que um ato em desagravo ao deputado Marcelo Freixo contou com a presença de vários artistas e lotou o auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ devido às invencionices criadas a respeito do envolvimento do deputado com os autores do disparo de rojão, percebemos que paciência tem limite.

No evento estavam presentes artistas como Caetano Veloso, que escreve para o Globo (a TV não teve como ignorar e noticiou o ato no Jornal Nacional desta segunda-feira tendo a lividez cínica de, ao final, dizer que “entendia o desconforto” de Freixo, mas que “estava segura de que havia cumprido fielmente seu papel de informar”. Informar? Mentir mudou de nome?).

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Quando vemos a nota tímida, minúscula, quase um rodapé de página, anunciando que um segurança do metrô admitiu que foram funcionários que acionaram os botões “secretos” de emergência que cortaram a energia das estações — e não, como gritavam as manchetes garrafais endossando a versão do governador Alckmin e seu fiel escudeiro Fernando Grella, os “vândalos” de sempre –, comprova-se que existe má fé.

Credibilidade é tudo, já dizia a campanha publicitária de um determinado jornal que hoje faz parte desse grupo “orquestrado”, para usar termo tão caro a eles. Se hoje subestimam a inteligência de seus leitores e pouco se preocupam com o fato de jogarem no lixo os escrúpulos e o compromisso com a verdade, de que servem? A quem se destinam? Por quem são financiados, quais os reais interesses na depredação da honestidade — afinal, o que querem esses imensos black blocs corporativos? Por que dão destaque a uma manipulação de foto na qual o aparelho auditivo de Fidel Castro foi deletado (igualmente condenável), mas inserem uma pessoa num outro cenário que não aquele em que a foto foi realizada?

A tal “mídia manipuladora” soltou suas travas de vez. Perdemos todos, pois o contraponto, o embate saudável é que colabora para um ambiente intelectualmente profícuo, para elucidação de casos, para aceitação das diferenças.

A mentira não colabora em nada.

 

A imprensa esqueceu das outras 11 vítimas fatais das manifestações?

por Mauro Donato

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O misto de comoção e estardalhaço com que a morte do cinegrafista Santiago Andrade está sendo tratada na mídia é ao mesmo tempo compreensível e incômodo.

Compreensível, pois a morte do cinegrafista é brutal sob todos os ângulos e dispensa mais comentários. Todos já foram feitos.

Incômodo, pois penso que deveria partir da mídia o equilíbrio e o bom senso nesse momento de tensão.

A trinca imprensa-manifestantes-polícia que coabita as ruas desde junho não fala a mesma língua e o clima esquentou de vez.

Um vídeo gravado em frente à delegacia durante o depoimento de Fabio Raposo — o tatuador que estaria envolvido no caso –, em que um manifestante ameaça outro cinegrafista de ser “o próximo” para imediatamente receber a câmera na cabeça, demostra qual o quadro atual.

Escorraçada das ruas durante os protestos, a “grande mídia”, acusada de mentir e manipular, ansiava pela hora do troco. E o fator que proporciona essa catarse foi nada menos que uma morte. Ou seja, nitroglicerina pura.

No entanto, a cobertura da morte de Santiago esqueceu as demais vítimas. Manchetes em letras gigantes anunciando “o primeiro morto por manifestantes” confirmam isso. É o primeiro vitimado por manifestantes, mas o décimo segundo caso de mortes relacionadas com as manifestações. As outras onze não contavam?

Foram vítimas de causas que vão desde inalação excessiva de gás lacrimogêneo a atropelamentos e ainda uma suspeita de assassinato da ativista carioca Gleisi Nana.

Hoje os números de agressões a jornalistas estão nos telejornais sendo que em outubro do ano passado este DCM já denunciava a preocupante escalada. Jornalistas free-lancers e “mídia independente” não são dignos de atenção? As matérias apresentadas em horário nobre na Band e Globo buscaram associar as agressões a manifestantes, distorcendo a estatística que aponta 78% dos ataques vieram da polícia (os números variam entre 117 e 126 casos, conforme a fonte).

Reforço para não ser mal interpretado: o que ocorreu com Santiago é gravíssimo. É o limite. Por isso mesmo que todos devem colocar as mãos na cabeça, refletir e não mais repetir os mesmos erros.

É preciso conter sensacionalismo se não quisermos acelerar medidas tão perigosas e carentes de debate como o projeto de lei que tipifica o crime de terrorismo (PL 499/2013). Por vingança rancorosa (e também para permanecer com seu alinhamento filosófico-político cheio de segundas intenções), a mídia tradicional precisa estancar sua verborragia que condena e criminaliza as manifestações. Criminosos são criminosos, manifestantes não o são.

A coisa chegou a esse estágio atual muito em consequência da narrativa desequilibrada da imprensa e é ela quem tem obrigação de reverte-lo. A decretação de morte cerebral não pode caber à imprensa como um todo.

Lista das vítimas fatais:

Cleonice Vieira Moraes, Marcos Delefrate, Valdinete Rodrigues Pereira, Maria Aparecida, Douglas Henrique de Oliveira, Santiago Andrade, Luis Felipe de Almeida, Igor Oliveira da Silva, Paulo Patrick, Fernando da Silva Cândido, Tasman Amaral Accioly e Gleisi Nana.

 Mauro Donato

Ditadura de Alckmin

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████████████████ No dia 28 nós fizemos uma denúncia sobre um documento que estava circulando nas Delegacias de Polícia. Este documento versava sobre as perguntas que deveriam ser feitas aos manifestantes na delegacia, e o contúdo era majoritariamente de cunho político, podendo lembrar o modo de fichamento do antigo DOPS. Agora este documento está sendo analisado por uma comissão da OAB, para tomar outras providências. Esta é uma medida valiosa, porém precisamos de uma OAB mais combativa com as arbitrariedades que estão ocorrendo contra os manifestantes. #CADEOAB #CADEOAB #CADEOAB
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ABSURDOS e mais absurdos são comunicados diariamente pelos nossos governantes. O Governador Alckmin disse que defende penas mais duras para quem agride policiais, ou seja, ele faz uma valoração diferente da vida de um cidadão comum para com um militar. Pera, isso está errado, essa balança está pendendo para um lado. Nenhuma vida é maior que a outra.

Segundo: Foi dito pelo Governador que o crime de dano não mantém preso, então desta forma ele se sentiu livre para conversar (influenciar) com o chefe do Poder Judiciário para intervir na livre convicção dos magistrados Paulistas.

O que ele quer com isso? Juízes que pendam a balança para o mesmo lado que ele? Chamar um chefe do poder judiciário para intervir nas sentenças dos magistrados transgride ao máximo diversos princípios éticos e democráticos.

É preciso lembrá-lo da separação dos poderes e principalmente do princípio da livre convicção dos juízes.

ESTADO BARBÁRIE “Quem fala em nome do Estado, num regime democrático: as autoridades eleitas? Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin calou-se no sábado (27/10), um dia depois da agressão ao coronel Rossi. Mas o chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, major Mauro Lopes, convocou entrevista coletiva em que assumiu ares de chefe de governo. “O Estado vai dar uma resposta muito forte a este bando de criminosos”, disse. O jornalista Luís Nassif captou a mensagem percebeu o risco: “Essa história da PM anunciar que vai até as últimas consequências – respaldada por uma condenação generalizada contra os vândalos – provoca calafrios maiores do que assistir a um quebra-quebra de black blocs. Na última vez que a PM se comportou assim, em maio de 2006, foram assassinadas mais de 500 pessoas”. Agora, a polícia começou a barbarizar menos de 24 horas após a fala do major Mauro Lopes.”

EM CARÁTER RESERVADO o Estado vai montando um fichamento político dos manifestantes, lembrem-se RESERVADAMENTE! Buscam saber todo o aparato ideológico da pessoa, se participa de movimentos, e estão neste momento perseguindo até mesmo os advogados. Parabéns Governador Geraldo Alckimin! Você está sabendo fazer reservadamente aquilo que o Cabral faz de portas abertas. (Só que não, agora isto se tornou público)

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O QUE VOC6E ACHA de um Estado de Direito onde você é levado por militares à uma Delegacia de Polícia Civil e as primeiras perguntas que a polícia te faz são: Qual é a sua Ideologia Política? Você faz parte de algum movimento? Por que você estava na manifestação? Quem te chamou para a manifestação e como ficou sabendo dela? Diga-me nomes!

[ Estas perguntas fazia o coronel Reynaldo Rossi, no dia em que foi espancado. Longe das tropas, e prendendo garotos e, inclusive, uma misteriosa “moça”.

Retirado do corredor polonês, repetia Rossi: – Segura a tropa, segura a tropa!…

Ninguém bate na polícia para não receber em dobro. Daí o medo, a legenda do medo, e a preocupação com os manifestantes presos políticos, que os infiltrados são preservados, e foi um deles que salvou Rossi.]

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ORDENAÇÕES do Dosp, na ditadura militar, e da polícia de Alckmin. Qualquer semelhança não é mera coincidência, a história se repete.

A pior ditadura é aquela que se disfarça de democracia.

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Quando as mulheres falam grosso

Sou do tempo que, em mulher, não se bate nem com uma flor.

Cantou o genial Capiba:

Sempre ouvi dizer que numa mulher
Não se bate nem com uma flor
Loira ou morena, não importa a cor
Não se bate nem com uma flor.

Já se acabou o tempo
Que a mulher só dizia então:
– Chô galinha, cala a boca menino
– Ai, ai, não me dê mais não

Fiel a este princípio, fico imaginando o controle emocional do jornalista Mauro Donato quando foi espancado por uma policial feminina.

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“Na primeira foto do alto, à esquerda, estou eu. Mas não vamos falar de mim, pelo menos por enquanto.
É sempre delicado e desconfortável quando nos tornamos personagem. Não é esse o nosso papel. O papel da imprensa é o de ser um olho. Um olho sem cor e crítico. O problema é que parece que a PM assumiu a incumbência de cegar este olho”, escreve Mauro Donato.

Veja como os policiais defendem suas colegas fardadas:

As mulheres não devem imitar o que de pior existem nos homens.

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Exemplar comportamento o da policial Andréia Pesseghini, que denunciou os colegas envolvido nos assaltos a caixas eletrônicos em São Paulo.

No jornalismo a Rachel Sheherazade terminou demitida da SBT, por escancarar a orquestração da Imprensa contra os protestos do povo nas ruas.
Rachel Sheherazade
Quis imitar Arnaldo Jabor que caiu fora da Globo por ser mais realista que o patrão.

O grito da facção criminosa do Uruguai: Que ninguém fique para trás

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Para a Folha de S. Paulo, quando o povo protesta tem o comando de uma facção criminosa. Assim acontece na Espanha, Portugal, Chile, Itália e Uruguai, que realizam greves gerais e protestos nas ruas desde a semana última. Crique nos links ‘povo nas ruas’ e ‘protesto’.

Apresento a facção criminosa do Uruguai, que não sofre stalking policial. Atua livremente. Sem as milhares de prisões políticas dos governadores de São Paulo e Rio de Janeiro. Vai terminar não tendo cadeia para tanta gente. Vão fazer como Pinochet. Sérgio Cabral e Alckmin prenderá o povo nos estádios da Copa do Mundo. No Engenhão e Maracanã.

Qual será o campo de concentração de Alckmin?

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Que nadie quede atrás

Masiva movilización del PIT-CNT reclamó avances en los sectores más trabados de la ronda de Consejos de Salarios.

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La zona de 18 de Julio y Ejido lucía como en aquellas noches de 2010 en que la selección avanzaba de fase en el Mundial de Sudáfrica, sólo que en lugar de predominar el celeste, ganaba el rojo. Ayer el PIT-CNT realizó un paro general de 9.00 a 13.00, y desde las 10.00 se concentraron los trabajadores en esa esquina céntrica, rumbo al acto central que se llevaría a cabo frente a la sede de la Asociación Rural del Uruguay (ARU), en la avenida Uruguay. Se eligió ese lugar por los hechos ocurridos en la Expo Prado, cuando los organizadores no dejaron entrar a representantes de los trabajadores rurales a repartir volantes, y por la intransigencia de la patronal rural en los Consejos de Salarios, según afirma la central sindical.

La marcha se detuvo frente al supermercado Ta-Ta de 18 y Yaguarón, donde se hizo alusión a la situación de los trabajadores del sector, aunque fue muy poco lo que pudo escucharse, y pasó frente al Ministerio de Economía y Finanzas. Finalmente, pasadas las 11.00 y mientras sonaba una canción de la Abuela Coca que decía “hermano, ta salao”, que una señora acompañaba con un bombo, y al tiempo que dos jóvenes revoleaban banderas de Cerro entre muchas banderas sindicales, las casi diez cuadras de gente llegaron al escenario.

El representante de los trabajadores en el directorio del Banco de Previsión Social (BPS), Ariel Ferrari, fue el primero en hacer uso de la palabra. Al iniciar su intervención recordó: “Los representantes de los trabajadores en los distintos organismos respondemos al PIT-CNT, por eso es un honor estar acá”. Afirmó que desde la postura de los trabajadores se pretende una seguridad social “basada en tres pilares: que sea universal, donde todos tengamos derecho a todas las prestaciones; solidaria entre los que trabajan y aportan para los que no pueden trabajar y también entre los que ganan más y aportan más para darles a los que menos tienen, y sin fines de lucro”, y mencionó las comisiones que se llevaron las Administradoras de Fondos de Ahorro Previsional (AFAP) el año pasado.

Sobre este último punto, Ferrari celebró la posible aprobación de la ley de desafiliación de las AFAP. Aseguró que “aunque no es la ley que quisiéramos, es una ley seria que les da información a aquellos que al afiliarse no la tuvieron”, y resaltó que “mientras el sistema de las AFAP es individual, el del BPS es solidario”. Criticó los dichos del diputado nacionalista Luis Lacalle Pou, quien había mencionado que a casi 70% le va a convenir permanecer en las AFAP, y opinó que “el hecho de que haya tres de cada diez trabajadores a los que les convenga el cambio ya es motivo para impulsar la ley”. Sobre otro dicho del diputado, en cuanto a la posible pérdida de herencias al desafiliarse de una AFAP, Ferrari le sugirió: “Si realmente le interesa la situación de los trabajadores, que el 6 de noviembre vote para aprobar la Ley de Responsabilidad Penal Empresarial”.

En segundo lugar, pronunció su discurso uno de los coordinadores del PIT-CNT, Fernando Pereira, quien al comenzar a hablar resaltó que se trataba de un día de lucha, de esperanza, pero también de festejo: “En unos días se va a aprobar la Ley de Responsabilidad Penal Empresarial por la que tanto hemos luchado. No puede morir un trabajador por semana ni quedar herido uno cada dos días”, expresó. Agregó que “quienes no voten la ley tendrán que explicarles a los trabajadores por qué decidieron no protegerlos”. Pereira también celebró la aprobación de la Ley de Maternidad y Paternidad, que amplía la licencia para madres y padres, “un gran derecho por el que venimos luchando desde hace más de 20 años”. Luego hizo referencia al lugar elegido para el acto, “que no es casualidad, ya que esta asociación prohibió el ingreso a su exposición a trabajadores que portaban enormes armas. Volantes que decían ‘queremos vivir de nuestro salario’, ‘tener derecho al trabajo’, ‘cuidar la seguridad’; eso les parece sedicioso”. Y advirtió que si el hecho se repite el año que viene, “vamos a ir todos los que estamos acá, vamos a cercar la exposición y vamos a entrar, porque no vamos a permitir más atropellos a los trabajadores”.

Destacó la lucha de la Federación Uruguaya de Empleados de Comercio y Servicios (FUECYS) y el hecho de que se esté firmando “un convenio histórico, no sólo por el monto sino porque va a fortalecer al sindicato”, y aseguró que el próximo paso inmediato es “ir por convenios en tiendas y shoppings”. Convocó a militar en contra de la baja de la edad de imputabilidad, a luchar por una mejora de los salarios de maestros, profesores y funcionarios de la educación, y felicitó a todos los trabajadores por el otorgamiento de una señal de televisión digital a la central sindical.

Otro de los coordinadores del PIT-CNT, Marcelo Abdala, hizo referencia a las quejas de las patronales en los Consejos de Salarios por la conflictividad laboral: “Es lógico que a ellos les preocupe lo que a nosotros nos fortalece”, afirmó. También se refirió al proyecto de Ley de Responsabilidad Penal Empresarial: “si el capital nos somete al delito de trabajar en peligro, está muy bueno que el capital vaya en cana por cometer ese delito”. Abdala criticó luego a la ARU y a otras organizaciones: “Estos señores de la Asociación Rural, dueños del país, generadores de la hegemonía de las clases dominantes, redactores del Código Rural durante Latorre, defensores de cuanta dictadura hubo en este país, junto con los otros pitucos de la Cámara de Comercio, que se la llevan a baldes, [con] la Sociedad de Exportaciones de Productos Mercantiles, símbolo de la dependencia flagrante de este capitalismo en que vivimos, los defensores de la sacrosanta propiedad privada, los representantes del gran capital transnacional antiobrero, se han juntado en santa cruzada para impulsar una utopía reaccionaria contra los trabajadores y el pueblo. Nos hablan de privatizar empresas públicas y de liquidar lo que llaman ‘la rigidez del mercado laboral’, que no son más que nuestros derechos”. Al final, le solicitó al Poder Ejecutivo que en lugar de aplicar la esencialidad recurra a la negociación colectiva, y celebró la posibilidad de que Uruguay retire sus tropas de Haití. (La Diaria)

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Denuncian que peones rurales ganan “8 mil pesos” mientras patrones ganan millones.

Miles de trabajadores marcharon ayer por el centro de Montevideo bajo la consigna “si a los trabajadores nos va bien, le va bien al pueblo” en el cuarto paro general parcial de este año.

El paro general parcial se inició a las 9 horas, y los trabajadores se concentraron en la explanada municipal para marchar después hacia el Ministerio de Economía, y culminar la actividad con un acto central frente a la sede de la Asociación Rural.

Los oradores del acto fueron los coordinadores del PIT-CNT, Marcelo Abdala y Fernando Pereira, y el representante de los trabajadores en el Banco de Previsión Social (BPS), Ariel Ferrari. La movilización fue mayor que la última concentración de trabajadores.

Marcelo Abdala reclamó apoyo del gobierno para que los sectores más sumergidos logren aumentos de salarios en esta ronda de negociaciones, en especial en el sector supermercados y trabajadores rurales. “No puede ser que cueste avanzar hacia un salario mínimo de 15 mil pesos en los supermercados y de 14 mil pesos en el medio rural” exclamó.

“Le pedimos al Poder Ejecutivo que a la hora de votar se fije que en algunos casos hay gremios enteros ganando salarios de hambre”, reclamó.

A su vez, Fernando Pereira reclamó por avances en las negociaciones en el sector rural. “Algunos tienen millones de dólares, y los peones ganan 8 mil pesos” señaló.

Asimismo cuestionó la decisión de la Asociación Rural del Uruguay de impedir el ingreso de sindicalistas en la Expo Prado en setiembre, y advirtió que “sepan que si el año que viene sucede algo, iremos todos. Y créanlo, que además vamos a entrar” y cercar la exposición.

Los oradores también se refirieron a la discusión en el parlamento de la ley de responsabilidad penal empresarial en casos de accidentes laborales. Reclamaron que “todos los diputados se preocupen y en noviembre voten la ley de responsabilidad penal empresarial”.

Ariel Ferrari, representante de los trabajadores en el BPS, insistió en la necesidad de ampliar la posibilidad de desafiliación de los fondos de pensión (AFAP) para los trabajadores. Dijo que el proyecto enviado por el Ejecutivo al parlamento, no es completo pero reconoce que “hay gente perjudicada”.

Los oradores convocaron además a no votar por la reforma constitucional que promueve la rebaja de la edad de imputabilidad.

Llamaron a que “no haya ni un solo voto de los trabajadores” para esa iniciativa que se vota junto a las elecciones nacionales de octubre de 2014.

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La plataforma de la central menciona la necesidad de profundizar las mejoras a través de los consejos de salarios en curso, mejorar y ampliar la reforma del sistema nacional de salud, aumentar a 10 mil pesos el salario mínimo nacional. También se reclama por el desarrollo de la industria donde las empresas públicas sean las locomotoras. Se reclama apoyar el desarrollo de la industria naval, la industrialización del hierro.

Finalmente, el PIT-CNT manifiesta su rechazo a la baja de la edad de imputabilidad. (República)

Jornal troca manchetes. O certo: Cadeia para os policiais corruptos do PCC e torcedores violentos e sem castigo vão ser monitorados

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Parece que o governador Geraldo Alckmin teme a própria polícia que comanda. Foi noticiado que estava em uma lista dos marcados para morrer. Notícia de hoje: Um tenente da Polícia Militar foi preso administrativamente na corregedoria da corporação, por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Preso administrativamente? Ensina o Site http://www.stf.gov.br:

A PRISÃO ADMINISTRATIVA AINDA ESTÁ EM VIGOR NO BRASIL?

A Constituição federal de 1988, em seu artigo 5o, LXI, afirma que:

“ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei”.

Nesse sentido, diante da análise do texto do artigo acima, questiona-se se seria possível ainda no ordenamento jurídico brasileiro, a prisão administrativa prevista no artigo 319 do CPP? Leia

Informa o Portal Terra:

O primeiro tenente Guilherme William Pacheco da Silva, 36 anos, é citado em conversas telefônicas divulgadas recentemente pelo Ministério Público paulista (MP-SP), que apontam a ligação de policiais com membros do grupo criminoso. Ele, que está lotado atualmente no 16º Batalhão de Polícia Militar, é suspeito de associação com o crime organizado.

“A instituição, alinhada com seus objetivos estratégicos de valorizar os bons policiais militares e de adotar instrumentos eficazes de depuração interna, ressalta que está com a atenção redobrada quanto à proteção de seus policiais, bem como atenta, rigorosa e implacável contra eventuais desvios de conduta de seus integrantes”, disse a PM paulista em nota.

Interceptações telefônicas mostram extorsões feitas por policiais civis e militares contra bandidos importantes da facção, que são sequestrados e mantidos em cárcere em delegacias. Até mesmo parte do material apreendido na investigação do MP era colocado à venda aos criminosos.

Em um dos grampos mais graves, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) são flagrados oferecendo arquivos de computadores e pen drives apreendidos na operação que terminou com a morte de Ilson Rodrigues de Oliveira, o Teia, em 2011.

Na chácara em que ele estava, policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) mataram três acusados e prenderam outros cinco. Computadores com documentos da facção, uma metralhadora, um fuzil e duas pistolas foram levados para a sede do Deic.

Em outro caso, policiais pedem R$ 300 mil para soltar um dos integrantes da facção conhecido como Jogador, mas aceitaram libertá-lo por R$ 130 mil pagos em duas parcelas – à vista e após 30 dias.

Para evitar uma nova onda de ataques, o governo espera que os chefes do bando sejam enviados por um ano para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Além disso, recorrerá a bloqueio dos sinais de celulares nos principais presídios dominados pelos bandidos, um investimento de R$ 30 milhões em 23 penitenciárias.

Apesar da imprensa noticiar com estardalhaço as ameaças do governo paralelo, o PCC, tem autoridade policial que parecer não saber de nada.

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Não é um caso para os panos quentes da possível ilegalidade de uma suave prisão administrativa.

Foram denunciados vários crimes da mais alta gravidade. Que colocam em jogo a vida de um governador, a autoridade do poder executivo e a liberdade e imparcialidade da justiça brasileira.

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Veja link. O PCC constitui um governo paralelo que se espalha por todo o Brasil, conforme a imprensa, principalmente pós a redemocratização, desde que a polícia estava toda voltada para a repressão política, quando eram cometidos crimes de sequestro, tortura e morte de presos que, inclusive, tiveram bens saqueados. Esta polícia, a serviço da ditadura militar pariu a polícia do PCC, para continuar a realizar os mesmos crimes e outros.

Como não existe comando único, a sigla PCC é mais um nome fantasia para esconder termos como milícia, força paramilitar, hoste, bando, quadrilha, chusma,  corja, malta, polícia bandida etc. Em uma mesma cidade podem atuar várias máfias.

Um relatório da Polícia Civil divulgado em março de 2011 responsabilizou dois grupos de extermínio formados por policiais militares por pelo menos 150 mortes na cidade de São Paulo entre 2006 e 2010. Entre as vítimas, 61% não tinha antecedentes criminais, sendo que 20% dos crimes teria sido motivado por vingança, 13% por abuso de autoridade, 13% pelo que o relatório chama de “limpeza” (como o assassinato de viciados em drogas), 15% por cobranças ligadas ao tráfico ou ao jogo ilegal e 39% “sem razão aparente”.

 O 18º Batalhão da Polícia Militar, onde trabalhava a cabo Andreia Bovo Pesseghini, 35 anos, – morta ao lado do marido, o filho, a mãe e uma tia, em agosto último, tem um histórico de suspeitas de corrupção e grupos de extermínio. A cabo Andreia, inclusive, denunciou colegas que participam de uma quadrilha de assalto a caixas eletrônicos.

E o governador Sérgio Cabral garante que a Rocinha está pacificada, apesar dos Amarildos

E o governador Sérgio Cabral garante que a Rocinha, no Rio de Janeiro, está pacificada, apesar dos Amarildos
A investigação tem começar entre a gendermaria estadual. Que o PCC é a famosa milícia, uma tropa de ex-policiais e policiais
A investigação tem que começar entre a gendarmaria estadual. Que o PCC é a famosa milícia, uma tropa de ex-policiais e policiais

Ainda no Portal Terra:A advogada de um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) contou para seu cliente que se reuniu com um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e que ele teria se comprometido a avaliar o caso do criminoso. A conversa foi revelada em uma escuta telefônica que compõe a investigação do Ministério Público de São Paulo sobre a facção. O diálogo entre a defensora Lucy de Lima e Edilson Nogueira, conhecido como Birosca, foi gravado em 2010. O objetivo do encontro era tentar autorização para migrar o condenado do regime fechado para o semiaberto. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo.

O cheiro do povo na rua enraivece os cães farejadores

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Para desvirtuar os protestos de rua do povo indignado são realizadas várias ações para criar um clima de medo e de desmoralização: os atos de terrorismo dos soldados estaduais que jogam bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, que atiram com balas de borracha e que, no corpo a corpo com manifestantes, usam cacetes, splay de pimenta,  punhos de aço, além de cães que mordem e o tropel da cavalaria. Existem os canhões sônicos e d’água, as prisões e sequestros com mais tortura.

Para transformar uma passeata pacífica em uma praça de guerra, os costumeiros quebra-quebra dos infiltrados da própria polícia, para justificar os atos de violência; as provocações dos serviços de espionagem de países imperialistas ou partidos oposicionistas, que pretendem desestabilizar o governo federal; os desocupados que vandalizam os equipamentos urbanos todos os dias santos e profanos (os pichadores de prédios, depredadores de orelhões, bancos de praças, escolas etc), os inocentes úteis tipo movimento Black Bloc ; e os capangas de empresários e banqueiros. Veja que toda passeata termina com vidros partidos de bancos, que o seguro paga; e um velho ônibus, estrategicamente estacionado, que o seguro paga.

E para pedir que ordem e a segurança pública sejam estabelecidam – como se não mais existissem as explosões de caixas eletrônicos, as chacinas, o PCC – a orquestração da imprensa que transformam os protestos sociais em um Apocalipse final, o fim da Tradição, da Família e da Propriedade.

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Sem querer, Black Bloc ajuda direita antidemocrática

 

por Marcio Saraiva

Existe algo que foge ao nosso controle. A ciência política chama de consequências não-intencionais de uma ação racional. Em outras palavras, a ação é racionalmente correta, lógica, tem um sentido A, mas sem desejar, acaba alcançando um objetivo não desejado que é Y.

Com isso, quero falar dos Black Bloc e sua atuação no interior dos movimentos sociais e grevistas. Eu não tenho dúvidas que a intenção dos jovens militantes dos Black Bloc é positiva, do ponto de vista da esquerda socialista.

Afinal, eles se inspiram em fontes anarquistas, são contra a opressão estatal e seu braço repressivo, procuram “abrir caminhos” quando os aparelhos repressivos impedem a passagem dos protestos e passeatas, além disso, tem uma ação “protetora” diante doa ativistas, especialmente aqueles e aquelas que são atingidos pela repressão policial. Tudo isso é belo.

Os Black Bloc realizam uma catarse coletiva ao destruir agências bancárias (símbolos da ganância do capital financeiro) e prédios públicos do poder (afinal, os “políticos” são mal vistos mesmo).

Com tudo isso, há um clima simpático a essa jovem organização dentro dos movimentos sociais.

“VINGANÇA SOCIAL”

Não foram poucos os professores que aplaudiram a ação dos Black Bloc. Eles realizavam uma “vingança social” diante da derrota dos profissionais da educação na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, hegemonizada pela base governista do prefeito Eduardo Paes que aprovou uma reforma educacional privatista que fere a autonomia pedagógica dos trabalhadores da área.

O prédio da Câmara se tornou símbolo da antipatia popular, pois antes já havia abortado uma CPI dos Ônibus (agora sob hegemonia governista e paralisada pela Justiça) e jamais deu as assinaturas necessárias para a CPI do Fundeb (que apuraria desvio de recursos para outras áreas que não a educação municipal).

Agora, prepara-se para analisar o projeto de 30 horas semanais para os assistentes sociais. É possível que novas derrotas para as classes trabalhadoras ainda sejam aprovadas pela base aliada do prefeito Paes, liderada pelo vereador Guaraná (PMDB) e tendo como chefe o presidente Jorge Felippe (PMDB).

“QUEBRAR TUDO”

Diante desse quadro, é compreensível que a violência dos Black Bloc gozem de relativa simpatia entre os movimentos sociais, até mesmo em alguns setores da população. Ouço vozes nas ruas que clamam: “Tem mais é que quebrar tudo mesmo, políticos e banqueiros são todos safados e ladrões”.

Compreender não significa apoiar. Quando analisamos mais detidamente o fenômeno Black Bloc, na versão tupiniquim, percebemos algumas características preocupantes:

1. Até agora não apresentaram nenhum projeto de poder popular.

2. As imagens de destruição, lixos queimados e rostos escondidos que os Black Bloc apresentam mais assustam a população em geral do que ganham a adesão das massas.

3. Os Black Bloc não somente atuam na defesa dos movimentos sociais – o que é positivo – mas acabam provocando os policiais, criando o clima propício para a ação repressiva.

4. A visão antipolítica dos Black Bloc pode favorecer um clima fascista que generaliza todos os políticos eleitos e todos os partidos políticos como “instrumentos do capital”. .

5. Incentivar ações contra a polícia e focar nisso é não perceber que os aparatos repressivos são do Estado.

6. Sem um projeto ético-político objetivo que dê um sentido mais amplo para suas ações, os Black Bloc acabam se resumindo em movimento jovem de indignação, revolta e ódio, sem nenhum processamento político possível.]

Com essa generalização simplista, cria-se um clima favorável para ideias do tipo “fim do Congresso Nacional” e regimes de força, bem ao contrário do anarquismo clássico que prega uma ideologia de fim do Estado e autogoverno popular

‘VANDALISMO”

É nesse ponto que as ações violentas dos Black Bloc, mesmo sem o desejarem, acabam ajudando o governo Cabral e Eduardo Paes a se colocarem como os “arautos da ordem” e defensores do povo contra o “vandalismo dos mascarados”.

Não somente isso. A tática – sem estratégia – dos Black Bloc fornecem as imagens e os argumentos que as forças mais reacionárias da direita precisam para legitimar a repressão estúpida e brutal contra os movimentos de greve e protestos dos estudantes e das classes trabalhadoras.

A grande mídia burguesa valoriza as imagens de quebra-quebra, espalha o medo entre os cariocas e apelam, como na época da ditadura militar (1964-1985), para a “necessária ação contra o vandalismo” e o “terrorismo”.

A mídia não discute os erros do prefeito Eduardo Paes, mas jogam luzes no “vandalismo”, escondendo da população as reais matrizes da atual crise.

Por isso mesmo, a despeito das boas intenções dos jovens militantes do Black Bloc, eles ajudam a mídia burguesa e os aparatos repressivos a se legitimarem na opinião pública, dão fôlego para Cabral e Eduardo Paes, alimentam o medo no senso comum e desmobilizam diversos profissionais da educação que temem participar das próximas passeatas.

São essas as consequências não-intencionais da ação racional que a Ciência Política nos esclarece tão bem e que os Black Bloc precisam aprender, se é que desejam se tornar uma braço político eficaz do anarquismo e contribuir para o avanço das lutas populares e sindicais.

 (Transcrito da Tribuna da Imprensa)
indignados repressão