Água engarrafada mais cara que gasolina

por Geraldo Elísio Machado Lopes

 

 Mehedi Haque
Mehedi Haque

Basta de irresponsabilidade! A crise hídrica (falta de água) bate às nossas portas. É preocupante.

Chega de desmatar matas ciliares, de derrubar matas de cabeceiras, de poluir mares, rios, córregos e lagoas.

As principais responsáveis são as mineradoras de todas as naturezas.

Assim como no passado existiu uma Guerra do Fogo, a humanidade um dia assistirá, infelizmente, a Guerra da Água.

Basta de cimentar leitos dos rios, basta de criar boulevards que matam a existência dos cursos d’águas, do menor ao maior afluente que vai desaguar no mar.

Ao mesmo tempo ouço falar que a água deve se transformar em questão comercial, vendida se tornando propriedade privada para ser comercializada. A isto todos os brasileiros têm de dizer não.

A água tornou-se uma questão de segurança nacional, aí sim eu concordo. E sendo assim deve ser gerida pelo Ministério da Defesa do Brasil, sob a orientação direta de nossa Marinha de Guerra.

Não é só uma questão de seca. Períodos de seca sempre ocorreram. Além do mais temos de observar a histeria da imprensa e que em outros países, afora os desérticos isto não está ocorrendo. Não podemos negar a realidade. Mas que alguma coisa existe no ar além dos aviões de carreira isto existe e não atende aos interesses do povo brasileiro que vive na quinta maior bacia hidrográfica do mundo. Água, uma questão de segurança nacional!

Cartazete de campanha no Peru
Cartazete de campanha no Peru

 

Nota do editor do blogue. Vale a advertência de Geraldo Elísio: “Alguma coisa existe no ar além dos aviões de carreira.

Atente para a declaração nazista do presidente de uma empresa pirata, que possui várias outorgas de água potável e mineral no Brasil.

Presidente da Nestlé: “Água não é um direito humano básico”

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O atual presidente e ex-CEO da Nestlé, o maior produtor de alimentos do mundo, acredita que a resposta para as questões globais da água é a privatização. Esta afirmação está no registro da maravilhosa empresa que vende junk food na Amazônia, tem investido dinheiro para impedir a rotulagem de produtos cheios de organismos geneticamente modificados. Vídeo 

Peter Brabeck-Letmathe, acredita que “o acesso à água não é um direito público”. Também não é um direito humano. Então, se a privatização é a resposta, é esta a empresa na qual a sociedade deve colocar a sua confiança?

Este é apenas um exemplo dentre muitos da preocupação da empresa de Brabeck com o público:

Na pequena comunidade paquistanesa de Bhati Dilwan, um ex-vereador diz que as crianças estão ficando doentes com água suja. Quem é o culpado? Ele diz que é a marca que faz água engarrafada Nestlé, pois cavou um poço profundo que está privando os moradores de água potável. “A água não é apenas muito suja, mas o nível de água caiu de 30,5 metros de profundidade para 91,5 a 122 metros”, diz Dilwan. 

Por quê? Porque se a comunidade tivesse água potável canalizada, privaria a Nestlé de seu lucrativo mercado de água engarrafada da marca Pure Life.

Presidente da Nestlé
Presidente da Nestlé

O Petrolão entreguista é uma campanha da imprensa vendida para privatizar de vez o petróleo brasileiro

Joseba Morales
Joseba Morales

Informa a mídia vendida:”O massacre a que vem sendo submetida a Petrobras, seja na Operação Lava Jato ou nas denúncias diárias na imprensa, como a mais recente, da ex-funcionária Venina Velosa, já fizeram uma vítima: o investidor em ações da companhia; em apenas três meses, a empresa comandada por Graça Foster perdeu 45% de seu valor e a estatal, antes avaliada em R$ 229 bilhões, hoje vale R$ 127 bilhões; na vida real, no entanto, a realidade é outra; embora não tenha divulgado seu balanço, a empresa revelou que suas vendas cresceram 13,7% no trimestre e atingiram R$ 88,3 bilhões; a Petrobras nunca esteve tão barata, mas ninguém sabe até onde irá o bombardeio – e a queda nas ações”.

Isso é bom demais! É hora do Brasil nacionalizar a Petrobras. Dela voltar a ser estatal. Que os acionistas estrangeiros – a pirataria internacional – deixem de roubar o que é dos brasileiros. Esses especuladores não investem um tostão na Petrobras. Viva o bombardeio! O Brasil é rico demais. Quem rouba de ladrão tem cem anos de perdão.

Nenhum tostão mais para George Soros e outros verdadeiros ladrões do Brasil e da Petrobras. Cem bilhões de ações. Veja só quanto a Petrobras é rica. Está entre as dez maiores empresas do mundo.

Diz Evo Morales que o povo brasileiro – o Governo brasileiro – possui apenas 22% das ações.

Quem é o verdadeiro dono da Petrobras, fatiada por Fernando Henrique?

Fernando não foi só o pior presidente do Brasil. Foi o mais ladrão. A Vale do Rio Doce, tão rica quanto a Petrobras, foi doada por apenas três bilhões. Vale mil vezes mais. Hoje é uma empresa privada. De uma minoria de piratas. Os bandidos “compraram” a Vale com dinheiro emprestado do BNDES. Compraram uma estatal brasileira com dinheiro de um banco estatal brasileiro. Coisa de FHC. Coisa de tucano. Aconteceu o mesmo com o nióbio em Araxás.

A Petrobras nunca esteve tão barata. É hora do Brasil comprar a Petrobras. Para que volte a ser estatal e propriedade do povo brasileiro

 

Reginaldo Moreira
Reginaldo Moreira

247 – Em apenas três meses, mais de R$ 100 bilhões evaporaram das ações da Petrobras. Em setembro deste ano, antes da fase mais aguda da Operação Lava Jato, a Petrobras tinha um valor de mercado de R$ 229 bilhões. Ontem, após mais um tombo, de 5,82%, o valor era de R$ 127 bilhões. Na prática, em 90 dias, a queda foi de 45%.

Nesse período, houve uma queda acentuada nos preços do barril do petróleo, que recuaram de US$ 100 para US$ 60, mas o bombardeio diário a que a Petrobras vem sendo submetida tem peso significativo na explicação para a queda dos papéis. Ontem, a empresa adiou, pela segunda vez, a divulgação do seu balanço. O motivo foi a divergência, entre os membros do conselho de administração, sobre os valores que deveriam ser cortados dos ativos, diante das denúncias de corrupção que atingem a companhia.

A tempestade contra a Petrobras vem de várias frentes. No Paraná, procuradores da Lava Jato mantêm presos fornecedores da estatal, num movimento que gera consequências em todas a cadeia produtiva. Tanto a Engevix quanto a OAS já anunciaram mais de mil demissões, cada uma, em seus estaleiros. Nos Estados Unidos, bancas de advocacia aproveitam o momento negativo para ingressar com ações judiciais contra empresa. E, na imprensa, a maré diária de denúncias foi reforçada por uma nova personagem, a geóloga Venina Velosa, que, agora, é vista pela oposição como um instrumento capaz de derrubar a presidente Graça Foster e, assim, abrir o caminho para tentar atingir a própria presidente Dilma Rousseff.

O bombardeio é intenso, mas o fato é que, na vida real, a realidade da Petrobras é menos negativa do que parecem. Embora não tenha divulgado seu lucro, que era estimado por analistas em cerca de R$ 5 bilhões para o trimestre, a Petrobras soltou um número: o crescimento de 13,7% nas vendas, que foram a R$ 88,3 bilhões. Além disso, a queda no barril do petróleo eliminou o discurso dos críticos, que, até recentemente, apontavam ‘defasagem’ nos preços da gasolina. Na prática, a estatal melhorou suas margens de lucro. Para completar, numa entrevista recente, o principal executivo da francesa Total, sócia da Petrobras no campo de Libra, afirmou que o barril a US$ 60 não ameaça a rentabilidade dos investimentos no pré-sal.

A Petrobras nunca esteve tão barata, mas isso não significa, no entanto, que o investimento na empresa esteja imune a mais trovoadas. Como não divulgou seu balanço, a empresa terá dificuldades para acessar o mercado de capitais em 2015. Por isso mesmo, a empresa deve cortar gastos e investimentos em 2015 para, assim, preservar seu caixa, de mais de R$ 62 bilhões. E quanto mais tempo durar a crise, pior será para a empresa.

[Essa crise não existe. O valor real da Petrobras continua o mesmo.

Essa crise é para desvalorizar a Petrobras. É pressão dos especuladores e dos traidores da Pátria para privatizar, de vez, a preço de banana, o petróleo brasileiro.

Basta de entreguismo.

Basta de colonialismo, disfarçado com o nome bonitinho de globalização.

Globalização é imperialismo]

venezuela petroleo

Una pequeña-gran enciclopedia de la teoría del imperialismo

 

 

Palabras leídas en la presentación del libro de Claudio Katz, Bajo el Imperio del Capital, Ediciones Luxemburg, Buenos Aires, 2011, 272 páginas.

Si capitalismo es un vocablo peyorativo, aún más lo es el término imperialismo. En efecto, desde el mismo momento en que éste concepto empezó a utilizarse de manera reflexiva para hacer alusión a una característica nueva del mundo capitalista, por allá en 1902 en el libro de John Hobson, Estudio del Imperialismo, siempre ha generado rechazo por los propios países imperialistas, por portar un implícito carácter de denuncia. Así las cosas, en los Estados Unidos, algunos de sus principales historiadores liberales llegan incluso a decir que ese país nunca ha sido imperialista, como lo habían sido los europeos, porque éstos si habían tenido un sistema colonial.

Sin embargo, la realidad ha sido bien diferente, en contra de los supuestos de la globalistica, porque las invasiones, las guerras, la militarización e incluso el nuevo racismo han sido el pan diario del pretendido nuevo orden. Eso lleva a pensar que el concepto de imperialismo no está tan muerto como se nos viene diciendo hace un cuarto de siglo, sino que como bien lo dijo Harry Magdoff, la naturaleza de la bestia se mantiene. Por ello, y para contrarrestar en el plano teórico al discurso de la globalización, en algunos sectores políticos y académicos se siguió utilizando el concepto de imperialismo, lo que ha dado pie a numerosos debates sobre la persistencia o modificación del imperialismo, tal y como lo analizó Lenin en su pequeño libro de 1916.

Y en tal contexto, justamente, se inscribe el libro de Claudio Katz, Bajo el imperio del Capital. Este texto de 250 páginas consta de quince sustanciales capítulos en los cuales se resumen de manera sintética y magistral un siglo de aportes, debates y controversias en torno al Imperialismo capitalista.

El imperialismo ecológico, propuesto por autores como John Bellamy Foster y por mi persona.

La importancia de este concepto estriba en que, a mi parecer, ayuda a replantear algunos aspectos de la teoría marxista del imperialismo, como los referidos, por ejemplo, al establecimiento de otros límites que van más allá de los límites económicos, a los que hace referencia Katz. Sin embargo, el imperialismo ecológico plantea el problema de los límites en otra dimensión, recalcando que el agotamiento de los bienes comunes, la destrucción de los ecosistemas, el agotamiento de las fuentes hídricas, el calentamiento global, el descongelamiento de los casquetes polares, la desaparición de especies, las distintas formas de contaminación no son algo secundario sino fundamental, hasta el punto que todos esos asuntos ponen en riesgo la misma reproducción de la acumulación de capital, al considerar el problema del agotamiento de los bienes comunes de tipo natural (lo que Marx denominaba condiciones de producción) como resultado de la lógica misma de crecimiento infinito. Este hecho no se sustenta en futurología especulativa, que con razón le gusta criticar a Katz, sino en la constatación de datos empíricos incontrastables (aunque a menudo ocultados por las clases dominantes de Estados Unidos y sus propagandistas y que gran parte de los economistas no suelen considerar), sobre el agotamiento irreversible de materias primas indispensables para el funcionamiento del capitalismo, empezando por el petróleo. Esto sitúa la discusión en otro plano, en lo relativo por ejemplo al estancamiento. Porque, obviamente, en un planeta de recursos limitados resulta insostenible el crecimiento ilimitado, lo que pone en cuestión el mismo modelo chino, de un crecimiento del 15% anual o tasas semejantes. Y aquí se plantea, de paso, otro asunto que menciona Claudio de manera tangencial como es el relativo al modelo energético basado en el petróleo, en el sentido que vale hacerse la pregunta si es posible construir otro patrón energético que tenga la misma efectividad que las energías fósiles y que permita que el capitalismo energivoro siga funcionando tal y como lo conocemos.

En ese contexto, la cuestión del estancamiento alcanza otra dimensión, que ya se ve en algunos lugares del mundo (como Haití), que consistiría en mantener amplios sectores de la población de miseria, hambre y subconsumo de materiales y energía, al tiempo que cada vez se achicarían más los guettos invertidos de sectores minoritarios de la población –formados por las clases dominantes y algunos sectores de las clases medias- que mantendrían su consumo energético despilfarrador, que les permite mantener su estándar de vida al estilo estadounidense. Visto así el asunto, el estancamiento no se vería solamente en la perspectiva que critica Claudio Katz de una especie de regresión y parálisis de las fuerzas productivas, sino como la expresión de un quiebre civilizatorio. Leer más

 

Miguel Palacín: “Cinco anos atrás não havia movimento indígena no Peru, agora somos atores”

Miguel Palacín foi um dos fundadores da Confederação Nacional de Comunidades Afetadas pelas Mineradoras (CONACAMI), e hoje é o coordenador da Confederação Andina de Organizações Indígenas (CAOI). Leia a entrevista, ele historia o movimento indígena no Peru. Por Emma Gascó y Martín Cúneo.

Na Bolívia, antes do primeiro presidente indígena das Américas do Sul, do Norte e Central, Evo Morales, havia um apartheid social mais nojento e cruel que o do negro na África do Sul. Um apartheid que mantinha o mesmo modelo de escravidão do século XVI. Uma situação de exclusão social que permanece no Chile, na Colômbia, no Paraguai, no México e em todos os países da América Central. Coisa de branco, de crioulos quintas-colunas, de uma elite racista. Coisa do colonialismo, hojemente chamado de Globalização. Que nomeio de globalização unilateral.