As reivindicações sociais não têm sido ouvidas ou acatadas. “Temos uma série de liminares que foram apreciadas diretamente pela presidência do Tribunal de Justiça, que derrubou todas as que tiveram parecer favorável dos juízes de primeira instância”

Flávia Villela (Agência Brasil)

O Comitê Popular da Copa e das Olimpiadas do Rio de Janeiro está organizando uma manifestação para domingo, no entorno do Maracanã, estádio que as seleções do Brasil e da Espanha disputam, a final da Copa das Confederações. As entidades que compõem o comitê vão protestar, sobretudo, contra o processo de urbanização do Rio de Janeiro para os dois megaeventos, que, segundo elas, envolveu remoções forçadas e violação de direitos humanos, e contra a privatização do Maracanã.

Hoje, em entrevista coletiva, os coordenadores do ato informaram que a concentração será na Praça Saens Peña, a cerca de 1 quilômetro  do Maracanã, de onde os manifestantes se dirigirão ao estádio. Depois de anunciarem suas reivindicações, eles vão se dispersar na Praça Afonso Pena, no mesmo bairro.

O movimento reivindica, sobretudo, a interrupção do que chamaram de elitização e privatização do Maracanã, fim do processo de demolição do Parque Aquático Julio De Lamare e do Estádio de Atletismo Célio de Barros, que fazem parte do complexo desportivo do Maracanã, e da Escola Municipal Friedenreich, no entorno da arena.

“O Maracanã agora só tem 75 mil lugares, as áreas VIPs [áreas exclusivas] se multiplicaram, e o preço das entradas subiu muito. Além disso, estão retirando pessoas pobres das áreas centrais e nobres para lugares mais distantes, e tudo isso com recursos públicos para os jogos”, lamentou Cosentino. “Estão transformando o Maracanã em um shopping. O Julio De Lamare e o Célio de Barros eram aproveitados diariamente por cerca de 10 mil pessoas que ali se exercitavam, usando-os como equipamentos de saúde. Tirar esses espaços para transformá-los em estacionamento, que é a proposta do projeto de privatização, é um absurdo”, completou.

Gustavo Mehl, também integrante do Comitê Popular da Copa no Rio, lembrou que protestos paralelos ocorrerão durante todo o domingo em outras áreas da cidade. Ele espera que as manifestações pressionem as autoridades para que ajam de forma mais transparente e democrática, já que, pelas vias legais, as reivindicações sociais não têm sido ouvidas ou acatadas. “Temos uma série de liminares que foram apreciadas diretamente pela presidência do Tribunal de Justiça, que derrubou todas as que tiveram parecer favorável dos juízes de primeira instância.”

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

Por que a saúde no Rio fica a cargo de Organizações Sociais e ninguém investiga essas ONGs?

por Theo Fernandes

A saúde está no caos,em nosso Estado do Rio de Janeiro, a obrigação constitucional do governo prestar o serviço de saúde hoje está nas mãos de OSs (Organizações Sociais e Ongs). Em nossa capital o prefeito Paes irá dar as OSs mais de um bilhão em 2013.

O governador Sergio Cabral e seu secretário de Saúde Sergio Cortes, participantes e defensores desse sistema, dizem  que essas entidades não têm fim luvrativo. É uma piada, basta fazer uma investigação séria (Ministério Público  e Tribunal de Contas) e os diretores e donos não ficarão bem no “figurino”. E nem não falo dos legislativos, pois muitos parlamentares são bancados pelo sistema.

O “Zé Povinho” paga mais de 5 meses anuais de salário em impostos, para ter atendimento à saúde de forma digna, e o que recebe: péssimo atendimento, com morte e aleijume!!. O jornais citam alguns casos, mas  e os que não aparecem!?

O Ministério da Saúde, Ministérios Publicos, Tribunais de Contas, Controladoria geral da União; Conselhos – Nacional, Estaduais e Municipais, a maioria não cumpre a obrigação legal do “Controle Social”. Infelizmente, esta é a situação do País, o SUS é a grande utopia nacional.

E o caso do incêndio na luxuosa cobertura do secretário de Saúde,  presidente do Conselho Estadual (raposa no galinheiro) não me deixa mentir. Foi levado para o Hospital Samaritano pelo SAMU, contrariando a Legislação, movimentou 5 unidades dos bombeiros, inclusive o quartel central, e deram a desculpa esfarrapada dele ”não ocupar”a vaga de um pobre no Hospital Público, sem contar a ocupação da ambulância do SAMU. É muita falta de vergonha na cara, é taxar o cidadão de idiota.

Na cidade em que vivo, Guapimirim, sou Conselheiro da Saúde, que tambem está no caos, denuncio as autoridades desde 2004, a falta de prestação de contas.  E o que elas fazem é um peixe faz: NADA. Esse não é um país sério e Ruy Barbosa está atualíssimo.

FALTA SERIEDADE

por Isac Mariano Correa Filho

Eu sou cirurgião-dentista, e também trabalho para o SUS, numa policlínica do Rio de Janeiro.
Nestes meus 15 anos de formado eu realmente tenho notado muita falta de seriedade na área de saúde, deste nosso Brasil. Muito mais na saúde pública, mas não somente nela!

Vejo muitos profissionais levando na brincadeira certas atividades. Contando piadas durante cirurgias, falando de futebol em momentos inadequados, atendendo celulares durante procedimentos que pedem concentração total, passeando de jalecos pelas ruas, restaurantes e lanchonetes, dentre mil outras situações inadequadas.

Tenho a convicção de que há uma cultura da “seriedade parcial” entre os profissionais da saúde, como um todo, mas não generalizo, claro! E essa se reflete, de forma global, em quase toda a saúde no Brasil. Em todos os níveis, do Ministro da Saúde até o mais simples auxiliar de enfermagem do mais interiorano município brasileiro.

Muita coisa precisa ser mudada. Mas deve começar nas salas de aula dos mais básicos cursos de formação de profissionais da saúde. E levará muito tempo. Aliás, tal mudança de cultura sequer começou. Para comprovar isso basta observar como os profissionais tem saído hoje dos cursos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em qualquer país sério, o secretário Sergio Cortes estaria cumprindo pena por enriquecimento ilícito. Como explicar que um modesto servidor público de repente se torne dono de uma cobertura triplex na Lagoa, com cinco vagas na garage, e de uma mansão em Mangaratiba, no condomínio mais sofisticado na região de Angra. E tudo começou quando ele dirigiu o hospital do Instituto de Traumatologia, seu primeiro cargo público de relevo. (C. N.)

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)