Tá chegando a hora da salvação do Nordeste

BRA_OPOVO chuva esperança

Todo o Nordeste depende da chuva. Chuva é vida. No livro Sertões de Dentro e de Fora, escrevi:

XOTE

Chuva é bem
que dura pouco
é ouro
é prata
que corre
para o mar

Quando a chuva
vai embora
seca o rio
seca o chão
seca o verde
de repente
seca tudo
no sertão

 Siham Zebiri
Siham Zebiri

Exclusivamente os industriais da seca permanecem contra a Transposição do Rio São Francisco, que tem o profético nome de Rio da Redenção.

BRA_OPOVO chuva seca

Com a transposição, vamos ter rios e açudes cheios o ano inteiro. E água no imenso de-sertão. Em lugares nunca sonhados.

 Miguel Villalba Sánchez
Miguel Villalba Sánchez

Açudes

O projeto de integração – maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil e uma das 50 maiores do mundo – construído em dois eixos (Norte e Leste) para atender um maior número de municípios, propiciando, assim, melhor distribuição de água para o Norte e o Nordeste brasileiro.

Por meio do Eixo Norte, a água será levada para os rios Brígida (PE), Salgado (CE), do Peixe e Piranhas-Açu (PB e RN) e Apodi (RN), garantindo o fornecimento para os açudes Chapéu (PE), Entremontes (PE), Castanhão (CE), Engenheiro Ávidos (PB), Pau dos Ferros (RN), Santa Cruz (RN) e Armando Ribeiro Gonçalves (RN).

Já o Eixo Leste, levará agua para os reservatórios de Areias (PE), Barro Branco (PE) e Poções (PB) e abasteceráos açudes Poço da Cruz, em Pernambuco, e o Rio Paraíba, responsável pela manutenção dos níveis do açude Epitácio Pessoa (PE), também conhecido como Boqueirão. Além disto, está previsto atender as bacias do Pajeú, do Moxotó e do rio Ipojuca, na região agreste de Pernambuco.

tunel

 

tunel 2

tunel 3

tunel 4

tunel dentro

52,2% das obras já foram executadas. Estão em construção, no Eixo Norte com 260 km de extensão, 3 estações de bombeamento, 9 aquedutos, 3 túneis e 17 reservatórios de pequeno porte. Já no Eixo Leste, com 217 km de comprimento, 6 estações de bombeamento, 4 aquedutos, 1 túnel e 14 reservatórios.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Orçado em R$ 8,2 bilhões, o empreendimento prevê recursos de quase R$ 1 bilhão para programas básicos ambientais, o que representa cerca de 11,8% do investimento total. Trata-se do mais significativo volume de investimentos nas questões socioambientais e arqueológicas do semiárido setentrional.

Tais investimentos estão proporcionando conhecimentos aprofundados do bioma caatinga, não só no que se refere à fauna e à flora, mas também em diversos aspectos econômico-sociais, arqueológicos e na melhoria de condições de vida de comunidades indígenas e quilombolas, existentes na área de impacto do projeto.

agua cachoeira

finalmente água

agua 1

água até o fim do mundo

A TRISTE PARTIDA

 
por  Patativa do Assaré
sertaanejo
Meu Deus, meu Deus
Setembro passou…
Outubro e Novembro
Já tamo em Dezembro
Meu Deus, que é de nós,
Meu Deus, meu Deus
Assim fala o pobre
Do seco Nordeste
Com medo da peste
Da fome feroz
Ai, ai, ai, aiA treze do mês
Ele fez experiência
Perdeu sua crença
Nas pedras de sal,
Meu Deus, meu Deus
Mas noutra esperança
Com gosto se agarra
Pensando na barra
Do alegre Natal
Ai, ai, ai, aiRompeu-se o Natal
Porém barra não veio
O sol bem vermeio
Nasceu muito além
Meu Deus, meu Deus
Na copa da mata
Buzina a cigarra
Ninguém vê a barra
Pois a barra não tem
Ai, ai, ai, ai

Sem chuva na terra
Descamba Janeiro,
Depois fevereiro
E o mesmo verão
Meu Deus, meu Deus
Entonce o nortista
Pensando consigo
Diz: “isso é castigo
não chove mais não”
Ai, ai, ai, ai

Apela pra Março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Senhor São José
Meu Deus, meu Deus
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé
Ai, ai, ai, ai

Agora pensando
Ele segue outra tria
Chamando a famia
Começa a dizer
Meu Deus, meu Deus
Eu vendo meu burro
Meu jegue e o cavalo
Nós vamos a São Paulo
Viver ou morrer
Ai, ai, ai, ai

Nós vamos a São Paulo
Que a coisa tá feia
Por terras alheia
Nós vamos vagar
Meu Deus, meu Deus
Se o nosso destino
Não for tão mesquinho
Cá e pro mesmo cantinho
Nós torna a voltar
Ai, ai, ai, ai

E vende seu burro
Jumento e o cavalo
Inté mesmo o galo
Venderam também
Meu Deus, meu Deus
Pois logo aparece
Feliz fazendeiro
Por pouco dinheiro
Lhe compra o que tem
Ai, ai, ai, ai

Em um caminhão
Ele joga a famia
Chegou o triste dia
Já vai viajar
Meu Deus, meu Deus
A seca terrível
Que tudo devora
Lhe bota pra fora
Da terra natá
Ai, ai, ai, ai

O carro já corre
No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
Meu Deus, meu Deus
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar
Ai, ai, ai, ai

No dia seguinte
Já tudo enfadado
E o carro embalado
Veloz a correr
Meu Deus, meu Deus
Tão triste, coitado
Falando saudoso
Seu filho choroso
Exclama a dizer
Ai, ai, ai, ai

De pena e saudade
Papai sei que morro
Meu pobre cachorro
Quem dá de comer?
Meu Deus, meu Deus
Já outro pergunta
Mãezinha, e meu gato?
Com fome, sem trato
Mimi vai morrer
Ai, ai, ai, ai

E a linda pequena
Tremendo de medo
“Mamãe, meus brinquedo
Meu pé de fulô?”
Meu Deus, meu Deus
Meu pé de roseira
Coitado, ele seca
E minha boneca
Também lá ficou
Ai, ai, ai, ai

E assim vão deixando
Com choro e gemido
Do berço querido
Céu lindo azul
Meu Deus, meu Deus
O pai, pesaroso
Nos filho pensando
E o carro rodando
Na estrada do Sul
Ai, ai, ai, ai

Chegaram em São Paulo
Sem cobre quebrado
E o pobre acanhado
Procura um patrão
Meu Deus, meu Deus
Só vê cara estranha
De estranha gente
Tudo é diferente
Do caro torrão
Ai, ai, ai, ai

Trabaia dois ano,
Três ano e mais ano
E sempre nos prano
De um dia vortar
Meu Deus, meu Deus
Mas nunca ele pode
Só vive devendo
E assim vai sofrendo
É sofrer sem parar
Ai, ai, ai, ai

Se arguma notícia
Das banda do norte
Tem ele por sorte
O gosto de ouvir
Meu Deus, meu Deus
Lhe bate no peito
Saudade lhe molho
E as água nos óio
Começa a cair
Ai, ai, ai, ai

Do mundo afastado
Ali vive preso
Sofrendo desprezo
Devendo ao patrão
Meu Deus, meu Deus
O tempo rolando
Vai dia e vem dia
E aquela famia
Não vorta mais não
Ai, ai, ai, ai

Distante da terra
Tão seca mas boa
Exposto à garoa
À lama e o paul
Meu Deus, meu Deus
Faz pena o nortista
Tão forte, tão bravo
Viver como escravo

Pau de arara, por Aldemir Martins
Pau de arara, por Aldemir Martins
 —-
Seleta de Paulo Peres
—-
Patativa do Assaré na voz de Luiz Gonzaga:

Os despejados de Eduardo Campos em Ipojuca

Em Pernambuco, as escolas públicas são os abrigos provisórios dos retirantes da seca, flagelados das chuvas e despejados da justiça. Os estudantes ficam sem aula, e o governo nem aí. Fosse uma greve de professores, logo apareceria a polícia com suas armas letais: bombas de gás, balas de borracha, pistolas laser. Eis o lema da justiça: as greves de professores e estudantes não podem prejudicar o ano letivo.

Um exemplo, entre muitos:

Removidos de terreno localizado em Porto de Galinhas, Ipojuca, homens, mulheres e crianças vivem em ginásio

Os despejados: crianças sem lar, sem creche, sem escola, sem nada, são jogadas no Ginásio Municipal de Ipojuca, que virou depósito humano
Os despejados: crianças sem lar, sem creche, sem escola, sem nada, são jogadas no Ginásio Municipal de Ipojuca, que virou depósito humano

Os desenhos colados na principal parede do Ginásio Municipal de Ipojuca, Grande Recife, resumem do apelo feito por 28 famílias que vivem no local. Denominado mural dos sonhos, o espaço foi decorado com papéis que expressam a esperança das crianças que residem no espaço improvisado. Todos revelaram o desejo de voltar a ter uma casa. As famílias estão desabrigadas há dois meses, depois ter sido retiradas de um terreno de 103 hectares, pertencente ao governo do Estado, na Praia de Porto de Galinhas, batizado de Vila do Campo.

Enquanto os despejados esperam alguma solução do poder público, na quadra coberta o sentimento é unânime: todos afirmam que foram esquecidos.

A desocupação aconteceu no dia 19 de março. A reintegração de posse terminou em muita confusão e na derrubada de 156 casas da comunidade, construída às margens da estrada que liga Porto de Galinhas a Maracaípe. A ordem foi assinada pelo juiz da Vara da Fazenda de Ipojuca, Haroldo Carneiro Leão Sobrinho. Os moradores protestaram e tentaram impedir a ação dos policiais, mas não conseguiram.

No dia da operação, quem não tinha para onde ir foi transferido para o ginásio de Ipojuca. Muitos continuam no local, porque estão sem emprego e sem um lugar para se abrigar.

É o caso de Mônica dos Santos Lima, de 38. Há 13 anos, ela morava na Vila do Campo com os cinco filhos, entre 5 e 21 anos. “Nos tiraram de lá mas não se preocuparam em saber para onde nos mandar. Agora, vivo aqui, nesse espaço improvisado. Esperando a boa vontade de alguém que possa nos ajudar”, disse.

A estrutura do ginásio é precária. O lugar apresenta vazamentos na cobertura e em dias de chuva a água invade o espaço. Outro problema é a falta falta de água nos dois únicos banheiros. “Uma das crianças, que chegou aqui recém-nascida, teve que ir embora. Começou a ficar cansada e a gripe virou uma pneumonia”, afirmou o ambulante Eduardo André. A Prefeitura de Ipojuca ajuda com a oferta de caminhões-pipa. A água é usada para cozinhar, beber e tomar banho.

No terreno de onde foram retiradas as famílias, sobraram apenas destroços das casas e o silêncio. Nada mudou e nem houve a colocação de cercas ou qualquer tipo de ação para impedir novas ocupações.

A Prefeitura de Ipojuca informou que cedeu o ginásio para que as famílias possam ficar até terem um lugar para onde ir. A Companhia de Habitação de Pernambuco (Cehab) informou que não tem responsabilidade sobre as pessoas que estão morando no local. (Texto do jornalista João Carvalho. Acrescentei legendas, título e comentários. T.A.).

Ipojuca é o segundo maior PIB de Pernambuco, depois do Recife. Não sei para onde vai tanto dinheiro. E também, ninguém sabe para que diabo o governador Eduardo Campos quer o terreno.

Eduardo Campos vai ficar na história de Pernambuco como  o governador dos despejos. Diferente de Marco Maciel que, em três anos e dois meses de governo, construiu cem mil casas populares.

Na rua, os despejados de Ipojuca
Na rua, os despejados de Ipojuca

Holocausto no Brasil. Genocídio na Amazônia e campo de concentração em Minas Gerais. Os crimes escondidos, no Brasil, das mineradoras internacionais

A CHACINA QUE O MUNDO TODO VIU MENOS OS BRASILEIROS

Empalação

empalação 2

por Eduardo Bueres

Genocidio no Brasil. Campo de concentração em Minas Gerais,  aquela que depois se tornaria o grande ícone da imprensa no Brasil [ Tv Globo] dá um show de desinformação. Estrangeiros vêm no Brasil, filmam tudo e as imagens rodam o mundo. 

Expedição do SPI ao Xingu. Primeiro contato com os índios Mehinaku, 1944 | Heinz Forthmann: Museu do Índio:Funai
Expedição do SPI ao Xingu. Primeiro contato com os índios Mehinaku, 1944 | Heinz Forthmann: Museu do Índio:Funai

O grande ícone da grande imprensa brasileira, estrategicamente, acusa erroneamente garimpeiros brasileiros da chacina, mobilizando a opinião pública mundial contra o Brasil. A justiça brasileira investiga e, um mês depois, descobre que a culpa são de empresas como a Arruda e Junqueira, empresas terceirizadas por Nelson Rockefeller e pela CIA para o extermínio generalizado de centenas de tribos que vivem em regiões de interesse de mineradoras internacionais. Mas isso não é transmitido para o mundo e nem para o Brasil. Segundo decisão dos donos da grande emissora “para não gerar uma visão negativa do Brasil do exterior”. 

O ano é 1963. O padre Edgar Smith recebe em seu confessionário o genocida Ataíde Pereira que, prevendo a morte breve e atormentado pelos crimes que havia cometido, procura o padre para confessar seus pecados e tentar de alguma forma mudar o rumo das coisas. Todos seus companheiros já estão mortos, o chefe da expedição, Francisco Brito, o piloto do avião que bombardeara a tribo e até o próprio padre Edgar estariam mortos algumas semanas mais tarde. Além disso não havia recebido os quinze dólares prometidos pelo serviço. O padre convenceu Pereira de repetir sua confissão em um gravador e entregou a fita ao SPI, Serviço de Proteção ao Indio. O caso foi abafado no Brasil, mas não no mundo. Finalmente, com toda a pressão internacional o caso chega ao procurador geral de justiça que pede uma investigação completa do caso.

As provas do genocidio são incontestáveis, 20 volumes de provas são coletados e acusam que entre 1957 e 1968 cerca de 100 mil indios foram assassinados por mineradoras estrangeiras. Os que não resistiram a ocupação, tiveram a vida poupada e foram levados para Crenaque em M.G. onde existia um enorme campo de concentração onde mais alguns milhares morreriam de fome e maus tratos.
O detalhamento do genocídio é chocante: os Nambikuaras haviam sido mortos com metralhadoras, os Pataxós com varíola inoculada no lugar de vacinas, os Canelas mortos por jagunços, os Maxakalis drogados e mortos a tiros, os Beiços de Pau receberam alimentos com formicida e arsênico.
Todas as tribos estudadas pelo SIL haviam sido mortas. O Instituto Summer de Linguística aprendia a língua da tribo o suficiente para dar alternativa aos índios. Ou eles fugiam para o campo de Crenaque (origem do nome) ou morreriam. Trechos da confissão de Pereira mostram como era a vida do matador:
” …estavamos com bastante medo uns dos outros. Nesse tipo de lugar, as pessoas atiram umas nas outras, e são alvejadas, pode-se dizer, sem saber a razão. Quando abrem um buraco em você , eles tem mania de enfiar uma flecha na ferida, para colocar a culpa nos indios…”
As próximas vítimas eram os Cintas-Largas, uma pequena tribo indígena da Amazônia brasileira que havia cometido o erro de se instalar sobre uma mina de nióbio e se recusavam a sair.
O depoimento de Pereira da chacina dos Cintas- Largas mosta como era o cotidiano desses matadores. Após metralhar toda tribo, haviam sobrados somente uma jovem menina e uma criança que chorava abraçada a menina no centro da aldeia. Os matadores pedem pela vida da menina, alegando que pode ser usada para prostituição”. Chico atravessou a cabeça da criança com um tiro. Ele parecia descontrolado. Ficamos muito assustados. Ele amarrou a garota índia de cabeça para baixo numa árvore, as pernas separadas, e a rasgou ao meio com o facão. Quase com um único golpe, eu diria. A aldeia parecia um matadouro. Ele se acalmou depois de cortar a mulher, e nos disse para queimar as cabanas, jogar os corpos no rio.
Depois disso, pegamos nossas coisas e retomamos o caminho de volta, tomando cuidado para esconder nossas pegadas. Mal sabia que um dia a pegada a ser apagada seria ele.
No fim foi provado que o SPI estava diretamente envolvido nas chacinas com a distribuição de roupas contaminadas por varíola, alimentos envenenados, crianças escravizadas, mulheres prostituídas e muito mais.
Dos 700 funcionários, 134 foram processados, mas todos perdoados na ditadura, foram então treinados pela CIA aos moldes da Policia Tribal do Departamento de Assuntos Indios(BIA) dos EUA e colocados sob a chefia do ex-chefe do serviço militar de informações. Assim por mais alguns anos a FUNAI adotou a politica de arrendar terras indigenas para empresas mineradoras, encaminhando os índios para morrerem em Crenaque. [A tribo indígena Crenaque, na região do Vale do Rio Doce, Minas Gerais, em 2010, vivia em uma pequena reserva. Chamados de Aimorés, os cremaque estavam reduzidos à cerca de apenas 150 indivíduos]
Caçadores crenaque do Vale do Rio Doce, no Estado do Espírito Santo, posam com seus arcos e flechas, divertidos e receosos por serem fotografados, por volta de 1910. Os crenaques, aparentados aos botocudos, pertenciam a um dos grupos que mais resistiram à colonização portuguesa
Caçadores crenaque do Vale do Rio Doce, no Estado do Espírito Santo, posam com seus arcos e flechas, divertidos e receosos por serem fotografados, por volta de 1910. Os crenaques, aparentados aos botocudos, pertenciam a um dos grupos que mais resistiram à colonização portuguesa
Os militares do ministério do interior cooperavam com a agência americana de pesquisa geológica, mapeando a Amazônia.
Trechos do livro Seja Feita a Vossa Vontade de Gerard Colby com Charlotte Dennett. A grande e maior rede de TV do Brasil é  uma ferramenta criada pela CIA para esconder a operação Brother Sam e a extração de niobio do Brasil. Através de Nelson Rockefeller a CIA obtém, usando a CBMM do falecido amigo e sócio, Walter Moreira Salles o nióbio de Araxá praticamente de graça.
Quando Getulio Vargas descobriu, e tentou interromper esse processo, foi deposto no golpe militar que levaria a sua morte.
Quando Jango descobriu, cassou a Hanna Mineradora e anunciou as reformas de base, também morreu.
Em todos esses momentos Moreira Salles estava presente. Agora que o Ministério Público começou a investigar a relação desta emissora com a CBMM, surgiu a PEC 37. Se não colar, os tumultos estão ai nas ruas, como o IPES fez em 1964, criando o caos para justificar a intervenção militar.
Não podemos fazer protestos violentos, e a razão da luta não pode ser aumento do preço da passagem, e sim o fim da exploração oculta do nióbio. Isso é a origem de todo problema.
Precisamos mostrar aos EUA que nós sabemos o que está se passando para que ele libere ainda mais a famosa emissora e grande rede de TV brasileira da obrigação de nos manter desinformados, sempre sabotando o QI dos brasileiros com programas alienativos, condenando ao esquecimento nossos heróis e politicos honestos, e escondendo o extermínio sistemático dos nossos índios para beneficiar as empresas estrangeiras, facilitando seus interesses, até  tomarem posse de suas terras sem serem notadas. Acorda Brasil!
[Em 15 de maio de 2009, a jornalista Roberta Vieira informava que Shirley Krenak ia ser a atriz principal de um filme francês, tendo como cenário a aldeia da tribo indígena Crenaque na região de Valadares.
Skirley Krenak
Skirley Krenak
De acordo com Maria Tereza Alves, roteirista e diretora, o objetivo da película é mostrar o preconceito que existe por parte dos europeus em relação aos indígenas. Quando indagada se o nível de preconceito na Europa é alto, a resposta é rápida: “O mesmo nível de preconceito que existe no Brasil. O filme abordará o racismo que existe na Europa em relação às comunidades indígenas. Vai mostrar o que eles pensam a respeito dessas pessoas. O preconceito que existe na França é igual ao que existe no Brasil, no mesmo nível”, explicou.
.
O príncipe alemão Maximilian Alexander Philipp Wied-Neuwied, esteve no Brasil em 1818, e escreveu sobre os costumes e a língua dos botocudos, inclusive um dicionário. Levou um índio com ele, Kuêk.

Foto do príncipe Maximilian
Foto do príncipe Maximilian
A foto de empalação publicada por Eduardo Bueres, tudo indica, visou ilustrar o esquartejamento de uma índia. Este método de execução e punição foi introduzido no Brasil pelos portugueses. A empalação, também, era praticada nas Américas pelos espanhóis.
A foto de empalação acima não consegui identificar a origem. Recentemente, em novembro de 2011, em Salvador, Bahia, “o corpo de Fernanda Souza Mendonça, de 26 anos, foi encontrado no interior da sua casa na rua Antônio Martins de Lima, localizada no bairro de Bom Juá, segundo informações da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). O corpo da vítima, que morava sozinha, apresentava sinais de violência sexual e teria sido empalada com dois cabos de vassoura.
O pedaço de madeira atravessou a vagina e saiu no pescoço de Fernanda” .
CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO
Em uma série de reportagens sobre a seca no Nordeste, Mauri Kónig fala de um campo de concentração em Fortaleza para os retirantes.  O padre Bianor Aranha me revelou a existência de um campo de concentração em Umbuzeiro, construído por João Pessoa, para os presos da Guerra de Princesa.
Pouco se fala, mas em Crenaque existiu um campo de concentração.]

UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO INDÍGENA A 200 QUILÔMETROS DE BELO HORIZONTE (MG)

por André Campos

Localizada poucas horas a nordeste de Belo Horizonte (MG), próxima à região da Serra do Cipó, a Fazenda Guarani foi, a partir do fim de 1972, uma continuação da experiência de confinamento de índios iniciada quatro anos antes, com a instalação do Reformatório Krenak em Resplendor (MG).

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O Posto Indígena Guido Marlière, que abrigava o reformatório e os índios krenaks, vinha há anos tendo partes de suas terras ocupadas por fazendeiros. Algo que ocorria com a anuência do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), órgão federal que antecedeu a Fundação Nacional do Índio (Funai). Durante décadas, foi política oficial do SPI o arrendamento a terceiros de lotes nas áreas dos índios. “Esse foi o instrumento que patrocinou oficialmente a invasão de quase todas as terras indígenas até então demarcadas em todo o país”, escreve Egon Reck, experiente ativista do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

A pressão para que fosse extinto o Posto Indígena Guido Marlière levou à negociação de uma permuta entre a Funai e o governo mineiro. As terras foram cedidas aos fazendeiros, e, em contrapartida, o órgão federal recebeu a Fazenda Guarani, uma área pertencente à Polícia Militar, no município de Carmésia (MG).  Em 1972, concretizado o acordo, a Ajudância Minas Bahia, órgão regional da Funai, transferiu para lá todos os indígenas de Resplendor – os krenaks e os presos do reformatório.

“Fomos despejados dentro de um vagão de carga, que nem animais”, conta Edmar Krenak, que era criança quando ocorreu a transferência. “Eu lembro da tristeza dos índios mais velhos. Meu pai mesmo não queria sair de dentro da casa. Armou-se de arco e flecha, deu um trabalho e teve que ir algemado”. Nesse novo “lar”, os krenaks relatam diversas privações. “Lá era muito frio e não tinha nada para comer. Só banana”, lembra Maria Sônia Krenak..

NA LUTA PELAS TERRAS EM ARACRUZ

A Fazenda Guarani assumiu o papel, antes exercido pelo Reformatório Krenak, de central carcerária indígena da ditadura. Para o local passaram a ser enviados diversos os índios e comunidades envolvidos em litígios Brasil afora.

“Quando começamos a lutar pela demarcação das terras aqui no município de Aracruz (ES), eles levaram a gente para lá”, revela Toninho Guarani, indígena guarani mbyá que passou parte de sua adolescência em naquele local. “Eles colocavam a própria polícia militar para vigiar. Ninguém podia entrar e ninguém podia sair.”

Os guaranis, explica Toninho, caminham pelo mundo seguindo revelações. E foi uma revelação de sua avó que levou seu grupo a iniciar, ainda na década de 1940, uma caminhada de contornos épicos, partindo do sul do país em busca da chamada “terra sem males” – o local onde, segundo a crença da etnia, é possível alcançar um estado de perfeição e ascender a uma espécie de paraíso.

Já na década de 1960, eles chegaram em Aracruz (ES), então um município litorâneo com boa parte da sua fauna e mata preservados. Mas sobre aquele lugar, uma terra supostamente propícia para a busca da “terra sem males”, também repousavam planos para viabilizar enormes plantações de eucalipto. E o choque de interesses levou os indígenas, sob pressão e a contragosto, para a Fazenda Guarani.

“Em Minas Gerais e no Espírito Santo, se houve alguma resistência de um povo indígena, eles pegavam essas pessoas e levavam pra lá”, diz Toninho, que perdeu um irmão na Fazenda Guarani, morto devido a uma picada de cobra.

O confinamento, avalia ele, foi uma tentativa de impor o sedentarismo aos guaranis, cujas contínuas migrações pelo sul do continente, frequentemente associadas a motivações espirituais, são amplamente documentadas desde o século XIX. “Foi uma violação dos direitos sagrados dos nossos líderes religiosos. Nós lutamos para que o Estado brasileiro reconheça o direito do nosso povo de fazer essas caminhadas”, reivindica Toninho.

Depois de alguns anos, os guaranis fugiram da fazenda e empreenderam nova peregrinação – percorrendo longos trechos de carona ou mesmo a pé. Em 1983, a Justiça determinou a homologação da área indígena ocupada pelos guaranis naquele município.

A ANUÊNCIA DOS ALTOS ESCALÕES

Em 1973, pouco após a transferência do Reformatório Krenak para a Fazenda Guarani, mudou também a chefia da Ajudância Minas Bahia da Funai. Assumiu o posto João Geraldo Itatuitim Ruas, um quadro histórico do SPI e um dos primeiros servidores de origem indígenas a integrarem o serviço público brasileiro.

Itatuitim conta ter sido salvo da morte por uma missionária católica, após sua mãe morrer no parto – segundo a tradição de sua etnia, do Alto Xingu, as crianças que não recebiam o leite materno supostamente eram sacrificadas. Entregue ao Marechal Rondon, foi criado entre brancos e estudou com a mãe de Darcy Ribeiro antes de ingressar nas fileiras do órgão indigenista.

Com essa biografia, Itatuitim, sofreu ao se tornar encarregado da Fazenda Guarani ao assumir a Ajucância. “Imagina o que era para mim, como índio, ouvir a ordem do dia do cabo Vicente (policial militar e chefe local do posto indígena), botando todos os presidiários em fila indiana, antes de tomarem um café corrido, ameaçando baixar o cacete em quem andasse errado. E alertando que, para aquele que fugisse, havia quatro cachorros policiais, treinados e farejadores, prontos para agir”, exemplifica. “Eles não trabalhavam no sábado, que era dia de lavar a roupa, costurar, essas coisas todas. Mas, durante a semana, era trabalho escravo!”

Itatuitim conta ter procurado o general Bandeira de Mello, então presidente da Funai, para discutir o fim da instituição correcional. Do general, diz ele, ouviu a seguinte pergunta: “Por que você vai salvar 50 índios que já estão condenados à morte?”.

Não satisfeito, o chefe da Ajudância Minas Bahia procurou o então ministro do Interior – o engenheiro Maurício Rangel Reis, morto em 1986. “Ao invés de me tratar com educação, ele me maltratou. Disse que eu queria perdoar, e ameaçou me demitir”, relembra.

Mesmo assim, Itatuitim afirma ter começado a enviar diversos índios que estavam confinados na Fazenda Guarani de volta às suas aldeias de origem. Algo que, de acordo com ele, teria contribuído para a sua demissão da Funai, pouco tempo depois.

Além dos “infratores”, a Fazenda Guarani também recebia indígenas para “tratamento mental”. Apesar, no local, de não haver nenhum atendimento psiquiátrico disponível.

Um deles foi um índio da etnia campa que, segundo diz sua ficha individual, já havia sido clinicamente diagnosticado como esquizofrênico. Entre outras excentricidades, ele dizia ser dono de vários automóveis e aviões, além de amigo íntimo do mandatário supremo da nação. “Sempre que um avião passa sobre esse reformatório ele pula e grita, dizendo que é o presidente vindo buscá-lo”, escreveu o chefe de posto a seu respeito.

Cela do casarão da fazenda Guarani
Cela do casarão da fazenda Guarani
Grade de entrada na cela
Grade de entrada na cela

As denúncias sobre o uso da Fazenda Guarani como local de prisão, confinamento ou despejo de índios “sem terra” seguiram até o final da década de 1970. Atualmente, lá vive apenas um grupo pataxó, cujos primeiros representantes foram remanejados por conta de conflitos fundiários em Porto Seguro (BA), acompanhados de novas levas após a “desmilitarização” da fazenda. Hoje, a comunidade pataxó na Fazenda Guarani é composta por 280 pessoas.

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Como resquícios da presença da polícia militar, o local ainda conserva as ruínas da antiga capela e do engenho. O casarão que servia como sede para os destacamentos policiais foi convertido em moradia para alguns dos indígenas. E a antiga solitária – um cubículo de, no máximo, quatro metros quadrados – virou um depósito onde se empilham os cachos de banana colhidos nas redondezas.

André Campos, 31 anos, é autor de reportagens e documentários investigativos e pesquisa há cinco anos as cadeias indígenas da ditadura.  Esta reportagem foi realizada através do Concurso de Microbolsas de Reportagem da Pública. André Campos não faz referência ao relatório do Edgar Smith (In Pública)

Dengue é coisa de prefeito ladrão. E ninguém faz nada para combater a seca. Faltar água para o povo é uma mistura de corrupção com crueldade

BRA_OPOVO seca saúde dengue

BRA_DN água seca Ceará

BRA_OPOVO seca governantes não conhecem o povo
Dinheiro para construir estádio o Ceará tem. Tem para outros elefantes brancos e serviços fantasmas.

Tem uma justiça cara. Tem um legislativo caro. Tem um executivo que nada faz que preste para o povo.

Vale para todo o Nordeste e o Brasil inteiro.

Os prefeitos nordestinos ficam ricos de repente. Ninguém investe em cisternas, em poços artesianos. Isso qualquer prefeito poderia fazer.

Que os governos estaduais cuidassem de construir açudes e de construir barragens nos rios. Que o governo federal terminasse as obras de transposição do Rio São Francisco e da interligação dos rios brasileiros e do mapeamento e aproveitamento dos aquíferos. O Brasil tem os dois maiores aquíferos do mundo. E, possivelmente, outros, cujas outorgas também estão sendo entregues aos piratas estrangeiros.

O Brasil que exporta água deixa o seu povo morrer de sede…

 
BRA^PE_JDC água privatização

A safadeza não é só nordestina. A indústria da seca rende muita grana. Inclusive votos. Os negócios dessas almas sebosas nunca dão com os burros n’água.

BRA^RJ_EX água compra voto Rio

água

 

Água engarrafada é mais cara do que gasolina

Campanha no Chile
Campanha no Chile

Pelo Sertão compra água engarrafada apenas as autoridades: juiz, promotor, prefeito, vereadores, delegado de polícia, gerentes de banco e latifundiários. O resto bebe água barrenta, salobra ou cheia de fezes e outras imundícies. É a água que mata.

A água engarrafada devia fazer parte da cesta básica.

Não consigo entender certos preços, que a água é bombeada das fontes que o governo entrega para as multinacionais. Lista de ofertas hoje no Carrefour Recife:

Guaraná Antarctica, Pepsi, Soda ou Sukita, lata 350m: R$ 1,39 cada.

Bebida de frutas Kapo, diferentes sabores, embalagem de plástico 200 ml: R$ 0,95

Alimento líquido, diferentes sabores, à base de soja Mais Vita Yoki 200 ml: R$ 1,29

Água mineral Schincariol com gás, engarrafada 1,5 litro: R$ 1,25

Água mineral Indaiá sem gás, garrafão de plástico: R$ 5,39

Água mineral Minalba, garrafa de plástico 1,5 litro: R$ 1,79

Em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro,  gasolina por R$ 1,41 o litro.