A MÁFIA DO ASFALTO

Brasil tapa-buracos nas ruas e estradas.

Tapa os rombos nas previdências dos marajás, nas falências fraudulentas de banqueiros, empresários e industriais. Taí o proer de FHC. Taí a ajuda de Lula para as montadoras e oficinas.

Os verdadeiros jornalistas vivem levando tapa-bocas, que a censura braba taí para esconder a corrupção.

Que de tapa-olhos a justiça tarda e falha!

 

 

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BRA_JSC transporte aerortos  de luxo e estações rodoviárias de m. para o povo

Máfia do Asfalto tem 73 prefeitos ladrões

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A Justiça Federal aceitou ontem a denúncia do Ministério Público contra 19 pessoas acusadas de Integrar a chamada “Máfia do Asfalto” e mandou prender de novo 13 deies, incluindo o empreiteiro Olívio Scamatti, apontado como chefe da quadrilha, e o lobista Osvaldo Ferreira Filho, o Osvaldin, suspeito de fazer a intermediação do grupo com agentes públicos. A decisão é do juiz federai Dênio Thé Cardoso, de Jales, interior paulista.

Segundo as investigações da Operação Fratelli, os acusados se valiam de emendas parlamentares, federais e estaduais, para realizar obras em municípios via licitações fraudulentas – a maioria ligada a asfaltamento. A suspeita é que parte do dinheiro enviado às cidades acabava desviada.

Osvaldin é ex-assessor parlamentar de Edson Aparecido, hoje secretário-chefe da Casa Civil do governo paulista. Aparecido é citado nos relatórios da Polícia Federal e aparece em um dos grampos conversando com Scamatti. O empreiteiro, inclusive, fez doações, via suas empresas, para a campanha do político à Câmara dos Deputados em 2010.

A PF localizou logo cedo os quatro primeiros alvos – Scamatti, a mulher dele, Maria Augusta, Osvaldin e outro lobista, Gilberto da Silva, o Formiga. À tarde, por orientação do advogado Guilherme San Juan Araújo, quatro investigados apresentaram-se voluntariamente: Ilson Donizetti, Valdovir Gonçales, Humberto Tonnani Neto e Jair Émerson da Silva.

O grupo já havia sido detido, em regime temporário, na semana passada, por determinação da Justiça Estadual. Na segunda-feira, beneficiados por medida liminar do desembargador Paulo Rossi, do Tribunal de Justiça do Estado, eles foram soltos.

A Procuradoria calcula que as fraudes atingiram 78 prefeituras do noroeste paulista, com desvios que podem somar R$ 1 bilhão. Os denunciados respondem por quadrilha, falsidade ideológica e fraude em licitação.

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Dinheiro que abarrota os cofres das empreiteiras e enche os bolsos dos prefeitos, governadores e até, e até de presidentes

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Cimento que o vento sopra. Dinheiro que vai para o paraíso das ilhas fiscais. Os tapa-buracos duram pouco para renderem mais.  O faz de novo é um grande negócio. Acontece com todo produto descartável. É, verdadeiramente, um buraco sem fundo. Não há grana que tape. Que a fome dos comedores de moedas é grande. 

 

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Buracos criminosos

Carlos Chagas

Não dá para a Humanidade declarar guerra à Natureza, pois esta ganhará sempre. Certas de suas manifestações tornam-se impossíveis de evitar, como terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, tempestades e tufões. No Brasil, vivemos um período de derrota diante das chuvas de verão, tornando-se impossível pretender que os aguaceiros não caiam, que barreiras não desabem, barragens não se rompam e rios não inundem terra firme. Remediar seus efeitos será sempre possível, assim como prevenir danos, impedindo por exemplo a instalação de casas e casebres no alto e nas encostas de morros prontos para desfazer-se, ou dragando e evitando a poluição de rios, entre outras iniciativas.

Frente às maldades da Natureza não devem prevalecer o conformismo e a rendição. Importa resistir e recomeçar. Mas quando os males devem-se a nós mesmos, quer dizer, à Humanidade, só haverá uma reação: pau nela, ou melhor, naqueles que pela ação ou omissão contribuem para maximizar as consequências das tragédias.

Exemplo melhor não haverá do que contemplar os buracos e crateras abertas em progressão geométrica nas nossas rodovias, avenidas e ruas, em todas as regiões onde caem as chuvas. Não há uma cidade onde não se note, aos milhares, a precariedade das entranhas do asfalto. Nesse particular, não há que nos acomodarmos à fúria do céu. Os buracos se multiplicam porque a pavimentação foi criminosamente mal executada. Quando a torrente leva um trecho qualquer de estrada surge a prova material da desídia das empresas encarregadas do asfaltamento. Apenas centímetros de camadas que, pelos contratos, deveriam ter sido solidamente implantadas em decímetros e até metros. Claro que tudo aconteceu com a conivência das autoridades encarregadas de autorizar e fiscalizar as obras.

Deveria o poder público cobrar esse crime, responsabilizando empreiteiras grandes e pequenas que faturaram milhões na execução de lambanças como as que as chuvas vem revelando aos montes. Não parece difícil identificar os culpados. Basta abrir os arquivos, sejam, do ministério dos Transportes, do Dnit, de secretarias estaduais e municipais. Lá estarão os responsáveis, os que falsamente executaram e os que matreiramente contrataram. Pelo menos isso os governos estão devendo, quando nada para que nos trabalhos de reconstrução se busquem empresas sérias, comprometidas em evitar a vergonha dos buracos abertos às primeiras chuvas.