Quando falta justiça sobra ladrão

A primeira instância livra muita gente

a segunda instância livra livra muita mais

A terceira instância livra muita gente

a quarta instância livra livra livra livra muito mais

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Juiz da Operação Monte Carlo acusa desembargador de favorecer Cachoeira

O juiz da Operação Monte Carlo, Alderico Rocha Santos, enviou um ofício de três folhas com críticas ao desembargador Tourinho Neto, responsável pelo caso no Tribunal Regional Federal, em Brasília. Santos diz no documento que Tourinho “tem imposto constrangimentos e elevada carga de estresse” a ele e a outros dois magistrados que atuam no processo onde figuram Carlinhos Cachoeira e outros réus. O juiz também acusou o desembargador de beneficiar o bicheiro com fases processuais que não estão previstas na lei.

O texto é uma resposta da 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás a uma reclamação protocolada no TRF pelo laboratório farmacêutico Vitapan, que tem como sócios Andréa Aprígio de Souza e Adriano Aprígio de Souza, respectivamente ex-mulher e ex-cunhado de Cachoeira. A empresa alegou que o juiz teria desrespeitado uma decisão do TRF sobre o bloqueio de suas contas bancárias. Diante da reclamação, Tourinho teria enviado a Alderico um pedido de explicações.

Cachoeira sai da cadeia pros braços…
… da musa da CPI

O desembargador, por diversas vezes, mandou soltar Cachoeira, sem sucesso. O contraventor deixou a Penitenciária da Papuda na última terça, graças a um alvará de soltura. “Este juiz, não cassou ou sequer afrontou a decisão da 2ª Seção desse tribunal. (…) A decisão deste juiz, ora recorrida, fundou-se em novos elementos de provas colhidos no bojo de inquéritos policiais instaurados para apurar crimes de lavagem de dinheiro por parte dos sócios e “laranjas” da empresa Vitapan”, afirmou Santos no ofício.

“A propósito, causam estranheza os termos censórios utilizados por esse doutor relator, tanto em relação a este juiz quanto aos demais colegas que atuaram no processo, Paulo Augusto Moreira Lima e Daniel Guerra Alves, do tipo “o juiz está na iminência de pular o corguinho” (…), tendo em vista que se tratam de valorosos juízes, honestos, éticos e que não possuem qualquer interessa na causa ou de descumprir ordem de Instância Superior.”

Santos colocou ainda que nem os advogados, que geralmente agem por pressão de seus constituintes ou imbuídos de paixão pela causa, usam termos “grosseiros” como os utilizados pelo desembargador. Segundo o juiz, as palavras usadas passam a ideia falsa aos demais membros da Corte de Justiça de que os juízes de primeira instância estariam “apaixonados pela causa”. “Não é verdade, pois são magistrados, profissionais e corajosos, talvez não tão quanto Vossa Excelência, por ter a coragem de ser o mesmo magistrado a suspender um processo e depois reconhecer o excesso de prazo”, criticou, se referindo a liminar concedida por Tourinho que suspendeu o processo contra Cachoeira.

Por fim, o juiz disse que enviou cópia do ofício para o Ministério Público Federal a fim de ser investigada a prática de improbidade administrativa. “Quer seja por parte deste magistrado ou do doutor relator (Tourinho)“.

CPI do Cachoeira denuncia apenas trinta. Faltam os governadores e outros peixões

A CPI do Cachoeira entregou nesta terça-feira (18) um pedido ao Ministério Público Federal de Goiás para acionar Justiça Federal para sequestrar 167 imóveis de pessoas e empresas denunciadas nas operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal, que investigaram um bilionário esquema de exploração de jogos ilícitos e de corrupção e lavagem de dinheiro comandado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

OS DENUNCIADOS

1. Edvaldo Cardoso de Paula

2. Eliane Gonçalves Pinheiro

3. Lúcio Fiúza Gouthier

4. Marcello de Oliveira Lopes.

5. José Carlos Feitosa (Zunga).

6. Joaquim Gomes Thomé Neto

7. Jairo Martins de Souza.

8. Rodrigo Jardim do Amaral Mello.

9. José Raimundo Santos Lima.

10. Marco Aurélio Bezerra da Rocha.

11. Santana da Silva Gomes.

12. Elias Vaz de Andrade

13. Fernando de Almeida Cunha

14. Wladimir Garcez Henrique

15. Gleyb Ferreira da Cruz.

16. Geovani Pereira da Silva.

17. Lenine Araújo de Souza.

18. Adriano Aprígio de Souza.

19. Idalberto Matias de Araújo.

20. André Teixeira Jorge

21. Leide Ferreira Cruz.

22. Andressa Alves Mendonça de Moraes

23. Andréa Aprígio de Souza

24. Cláudio Dias Abreu.

25. Rossini Aires Guimarães.

26. Fernando Antônio Cavendish Soares

27. Antônio Pires Perillo

28. Rubmaier Ferreira de Carvalho

29. Carlos Cachoeira

30. Policarpo Júnior

 

Leia o Relatório Final da CPI do Cachoeira

Trechos da Apresentação do Relatório:

Conquanto o caminho a trilhar pudesse se divisar à primeira vista relativamente singelo, em função de todo acervo investigativo que já havia sido produzido pela Polícia Federal no bojo das operações denominadas Vegas e Monte Carlo, tínhamos plena ciência da grandiosidade e da responsabilidade que iríamos enfrentar nos meses que se seguiram à instalação dessa Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

Com efeito, o elogiável e abrangente trabalho inicial da Polícia Judiciária Federal, embora já apontasse para a abrangência das atividades da organização criminosa chefiada por Carlos Cachoeira tinha objetivos mais delimitados, na medida em que se concentrara inicialmente na investigação e repressão dos jogos de azar e nas práticas criminosas decorrentes dessas condutas.

Já substanciados nesse cabedal probatório preliminar, mergulhamos nesses últimos sete meses, de forma incansável e diuturna, numa imensa cachoeira de dados e informações produzidos a partir das decisões democráticas desse colegiado. Como consequência desse trabalho essa Comissão Parlamentar Mista de Inquérito identificou em pormenores uma das maiores e mais complexas organizações criminosas já estruturas no País e que há alguns anos vinha assacando de modo mais frontal o erário e a sociedade goiana e divisava, com a mesma ânsia e a total falta de pudores que detinha estender seus tentáculos para todo o País, não fosse a intervenção democrática da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Cumprimos com denodo nossa missão. O silêncio dos investigados em nenhum momento abalou nossa capacidade probatória. Os recessos e paralisações que levaram, em determinados momentos, à suspensão parcial das assentadas públicas da Comissão, em função dos compromissos democráticos da Nação e da sociedade, em nenhum instante interferiram no cumprimento da nossa tarefa.

Fizemos uma investigação profunda, consistente, serena e compromissada com a Nação brasileira. A organização criminosa chefiada por Carlos Cachoeira foi dilucidada à exaustão. O modus operandi do grupo criminoso, as relações com agentes públicos e políticos, suas fontes de financiamento, relações empresarias, enfim, todo o organograma e funcionamento dessa complexa estrutura criminosa foi minuciosamente delineada em nosso trabalho.

Estribados na Constituição Federal que nos outorga uma competência de investigação,produzimos um trabalho que certamente alimentará as tarefas da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e dos Ministérios Públicos Estaduais, órgãos de investigação e persecução permanentes do Estado brasileiro.

Nada passou ao largo de nossa investigação. Identificamos, sem paixões ou perseguições e apenas com base na realidade probatória amealhada na investigação, todos os agentes públicos e privados que aderiram ou colaboraram com a organização criminosa. Outrossim, afastamos em nossa investigação as suspeitas ventiladas contra tantos outros cidadãos. Deambulamos sobre as fontes de financiamento da organização criminosa a partir da empresa Delta, que por sua vez alimentava empresas de fachadas conduzidas e ‘administradas’ pelos líderes do grupo criminoso.

Seguimos e identificamos todos os beneficiários (pessoas físicas e jurídicas) dos recursos oriundos dessas empresas de fachada, de modo que o caminho do dinheiro está apontado e deverá ser percorrido, como dito, pelos órgãos de investigação permanente do Estado. Localizamos diversos bens móveis e imóveis adquiridos com recursos da organização criminosa. E em parceria com o Ministério Público Federal conseguimos o sequestro e a indisponibilidade de um grande acervo patrimonial da quadrilha.

Fora do fato determinado que direcionou nosso trabalho, mas em sintonia de conexão com o objeto da investigação que fazíamos, identificamos outras supostas irregularidades também alimentadas financeiramente a partir da empresa Delta e diversas empresas fora da região centro oeste. Não nos omitimos diante dessa realidade. Dentro das limitações constitucionais do nosso trabalho, identificamos todas essas empresas, os valores movimentados e as irregularidades que as caracterizam, de modo que também encaminharemos à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal um trabalho bastante avançado, com um acervo investigativo que permitirá a continuidade e o aprofundamento das investigações.

Identificamos ainda, profissionais ligados aos meios de comunicação que de alguma forma aderiram aos desígnios da organização criminosa ou colaboraram com Carlos Cachoeira. Respeitando todos os limites e garantias constitucionais,

especialmente a liberdade de imprensa, dedicamos também um capítulo específico de nosso relatório para discorrer sobre as condutas desses profissionais.

Não haverá impunidades. Ninguém será protegido ou imunizado por essa Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Dentro da quadra constitucional que nos era permitido esgotamos os elementos de investigação. Tínhamos um compromisso com esse Colegiado, com o conjunto de nossos pares, mas substancialmente a sociedade e o Estado Democrático de Direito. Esse compromisso foi cumprido.

Trata-se de um texto verde, azul e amarelo, um relatório com as cores do Brasil e com a responsabilidade constitucional que temos como representantes da Nação no Congresso Nacional. A dureza com que divisamos algumas condutas nesse relatório é diretamente proporcional ao tratamento que o cidadão ou cidadã atingido(a) por este Relatório dispensaram à sociedade e ao erário brasileiro. O Relatório na íntegra. Leia

Mensageira do grupo criminoso de Cachoeira

A empresária Andressa Mendonça, 30 anos, tornou-se “mensageira do grupo criminoso” do marido, o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos , o Carlinhos Cachoeira, de acordo com o Ministério Público Federal em Goiás. A informação foi dada pelo procurador Daniel Resende Salgado, que concedeu entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (30).
Andressa é suspeita de ter tentado chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, responsável pelo processo da Operação Monte Carlo na Justiça Federal, que culminou na prisão do bicheiro em fevereiro. Nesta segunda, ela foi ouvida sobre essa suspeita pela Polícia Federal.
“A ousadia da companheira de Carlinhos Cachoeira ao chantagear e ofertar vantagem ao juiz federal, somada às galhofas observadas durante a audiência, mostra o desprezo e a afronta de Carlos Augusto de Almeida Ramos e de pessoas ligadas ao capo do grupo criminoso aos órgãos de persecução e ao poder judiciário. A gravidade do fato é latente, uma vez que a chantagem a um magistrado, no exercício de suas atribuições, com o escopo de pressioná-lo a decidir conforme os interesses do preso, é uma afronta ao próprio Estado Democrático de Direito. É fato inadmissível e que deve ser neutralizado, de forma rigorosa, pelas agências formais de controle”, afirmou o procurador.
Na entrevista, Daniel Resende Salgado disse que a organização denunciada pela Operação Monte Carlo continua atuando e afirmou: “É plenamente possível ele [Cachoeira] comandar o grupo, mesmo preso, através dela”.
Inquéritos
Suspeita de tentar chantagear o juiz federal responsável pelo processo da Operação Monte Carlo, Andressa é investigada em dois inquéritos abertos pelo MPF. De acordo com a procuradora Léa Batista, que também participou da entrevista coletiva, serão apurados os crimes de corrupção ativa, em um dos inquéritos, e lavagem de dinheiro, em outro.
Vídeo paródia com a musa de Cachoeira e da CPI

As mortes encomendadas da corrupção

Quem paga para matar um jornalista, paga para matar um juiz, paga para matar um policial. Para a ditadura da corrupção existe apenas dois caminhos: cumplicidade ou morte.

Tiros na capital da República

BRASÍLIA – Ou Carlinhos Cachoeira é muito burro ou teve um azar danado com o assassinato do agente da PF Wilton Tapajós Macedo justamente agora. Seria leviano dizer que o esquema do contraventor tem alguma coisa a ver com isso, mas é legítimo considerar essa linha de investigação obrigatória.

Macedo foi morto com tiros na cabeça, aparentemente durante uma visita ao túmulo dos pais no cemitério de Brasília em pleno horário de trabalho. Estranho, não é?

Ninguém sabe detalhes da vida dele, e crimes assim podem ser passionais, por interesses contrariados ou até meros latrocínios. Mas Macedo era da área de inteligência da PF e trabalhou em missões delicadas, como combate à pedofilia e proteção a testemunhas.

Mais do que isso, atuou diretamente na Operação Monte Carlo, que levou à prisão de Cachoeira, expôs o seu grupo, desvendou suas relações promíscuas com políticos e desmascarou Demóstenes Torres.

Até ontem, nada se sabia sobre autores e motivos e é muito cedo para conclusões, como dizem o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o presidente da CPI, Vital do Rêgo. No jornalismo, faltam quem, como, onde e, particularmente, por quê.

Os precedentes, porém, são relevantes. O juiz Paulo Augusto Moreira Lima e a procuradora da República Léa Batista, ambos ligados às investigações do esquema Cachoeira, vinham recebendo ameaças de morte, inclusive dirigidas às suas famílias. E o próprio Macedo já notificara a PF de que estava sendo perseguido.

Quando PC Farias e a namorada apareceram mortos em Alagoas, a primeira versão foi a de um inverossímil crime passional. Quando um agente da PF que investigava uma rede de contravenção, poder e política é morto a tiros na capital da República, convém não ser tão simplista.

É o típico caso em que é melhor pecar pelo exagero do que pela omissão. Tem muito fio nesse novelo.
Fonte: Folha de São Paulo

Polícia reforça suspeita de que morte de agente da PF foi premeditada

As circunstâncias do assassinato do policial federal Wilton Tapajós Macêdo, 54 anos, apontam para um crime planejado. As evidências reunidas até agora afastam a possibilidade de latrocínio (roubo com morte) e reforçam a ideia de que houve uma execução, motivada por vingança ou acerto de contas. A forma como o agente foi morto (rendido e com as mãos na cabeça), a ação rápida e a precisão dos tiros levaram a polícia a acreditar em vingança executada por atirador profissional. “Há indícios de que o crime foi premeditado. Os assassinos foram muito frios. Não foi um atentado contra a Polícia Federal, mas contra a Segurança Pública”, declarou ao Correio a superintendente da PF em Brasília, Silvana Helena Vieira Borges, durante o velório do agente, no Cemitério Campo da Esperança.

Até o momento, os investigadores sabem que o assassino usou um revólver com tambor, provavelmente um calibre 38, que tinha munição especial. O armamento é mais difícil de ser manuseado, mas aparece como um dos preferidos dos pistoleiros. As cápsulas ficam preservadas na arma, e o projétil, no corpo da vítima. O policial foi morto na última terça-feira, por volta das 15h, no momento em que estava no Cemitério Campo da Esperança e diante do túmulo dos pais. Tapajós acabou surpreendido pelas costas. Levou um tiro na nuca e, ao cair, recebeu outro na têmpora. O agente foi enterrado às 11h de ontem na mesma sepultura dos pais, com a presença de, pelo menos, 500 pessoas.
Fonte: Correio Braziliense

Transcrevi do FENAPEF

Cachoeira prestes a abandonar a estratégia do silêncio

Cachoeira, diante das derrotas judiciárias, pode abrir a boca

Cachoeira, diante das derrotas judiciárias, pode abrir a boca

por Wálter Fanganiello Maierovitch
Nesta semana, a sorte de Carlinhos Cachoeira mudou. O jogo virou pro lado dele  e deu zebra. E Cachoeira está nervoso a ponto de ter acabado de desacatar um agente penitenciário.
Cachoeira, a propósito, estava animadíssimo com o voto equivocado do desembargador federal  Tourinho Neto. No momento, e segundo avaliam policiais federais consultados por este articulista, Cachoeira, que está a perder fichas no jogo jogado, poderá “quebrar o silêncio e detonar”.
 Como todos lembram, – até porque assustador em termos de insegurança social –, o desembargador Torunho Neto havia, em voto, concedido a Cachoeira ordem de habeas-corpus. Isto para  colocá-lo em liberdade. E, também, para anular todas as interceptações telefônicas realizadas, – com autorização judicial e aval do Ministério Público –, na chamada operação Monte Carlo, conduzida pela Polícia Federal.
Mais animado Cachoeira ficou quando, em outro e diverso feito, o precipitado Tourinho Neto deu efeito extensivo ao habeas corpus concedido em favor de um tal Careca. Com o efeito extensivo, a ordem de soltura de Careca beneficiava Cachoeira.
Mas, a festa judiciária promovida por Tourinho Neto virou, ontem e para Cachoeira, uma tragédia.
Como já informado e comentado neste espaço, por 2×1,  o voto de Tourinho Neto foi rejeitado pelos seus colegas togados do Tribunal Regional Federal (1ª.Região), na segunda-feira passada.
Ontem, o ministro Gilson Dip, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu liminar para cassar o efeito extensivo, concedido por Torurinho Neto,  para colocação de Cachoeira em liberdade, junto com o referido Careca.
Para rematar e ainda ontem, uma nova zebra apareceu para Cachoeira.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal denegou ordem de habeas-corpus em favor de Cachoeira. Ele pretendia cair fora da cadeia em face de prisão preventiva imposta nos autos do inquérito iniciado pela operação Sain Michel. A operação Sain Michel refere-se a fraudes em licitações de bilhete eletrônico de transporte público em Brasília.
Resta a Cachoeira bater à porta do Supremo Tribunal Federal (STF). E as suas esperanças voltariam num STF que conta com um ministro Marco Aurélio, que soltou Salvatore Cacciola (fugiu para a Itália e só foi recapturado quando foi passear em Monte Carlo) e um Gilmar Mendes que, contrariando jurisprudência do STF, pulou instâncias para conceder liminar e soltar o banqueiro Daniel Dantas. Fora isso, Gilmar Mendes soltou o médico Roger Abdelmassih, que estaria no Líbano, como lhe convém espalhar para tirar a polícia do seu encalço em território brasileiro.
Pelo que circula, Cachoeira, — que de tolo não tem nada–, já analisa se “jogou certo” ao optar pelo silêncio.
Pelas informações que circulam, Cachoeira já está a achar que  o silêncio não foi suficiente para ganhar a liberdade e reduzir a pó as operações Monte Carlo e Vegas (a que ficou anos na gaveta do procurador-geral Roberto Gurgel, apesar do prazo de 30 dias estabelecido pela lei processual  para se manifestar). E pouco valeu a defesa técnica entregue ao influente advogado Márcio Thomaz Bastos, contrato a peso de ouro.
Por isso, Cachoeira já estaria a imaginar numa outra cartada, pois insatisfeito com o poder de pressão dos seus amigos poderosos e potentes. E até o seu fâmulo, senador Demóstenes Torres, caiu no desespero pela não prevalência do voto de Tourinho Neto e manutenção das conversas telefônicas gravadas. Demóstenes estava pronto para afirmar a inexistência de provas lícitas das suas ligações com Cachoeira. 
 Num pano rápido. Cachoeira pode mudar e virar uma metralhadora giratória. Para tanto, bastará abrir a boca e deixar o silêncio de lado. Essa cartada é desaconselhada pelos seus defensores, certamente.

Para desembargador, Cachoeira não é mais socialmente perigoso e merece liberdade

por Wálter Fanganiello Maierovitch

Como todo acadêmico de Direito sabe, uma organização criminosa de matriz mafioso, como a operada por Carlinhos Cachoeira, é constituída por prazo indeterminado. Quando a organização se infiltra no poder do Estado, e está o senador Demóstenes Torres e deputados a confirmar, ela ganha força, musculatura, ao seu chefão recuperar a liberdade.

Para o desembargador Tourinho Neto, o “capo” Cachoeira já não é mais perigoso socialmente pois seu negócio, com relação à exploração ilícita de jogos eletrônicos de azar, já foi fechado. Ele, evidentemente, não lembrou da lavagem de dinheiro, da cooptação de políticos e de Cachoeira explorar, além da jogatina, outras atividades ilegais, com a construtora Delta de ponta-de-lança.

Tourinho ainda não percebeu que Cachoeira comanda “um holding criminal”. Apesar de todo o noticiário e do revelado em conversas interceptadas, Tourinho continua míope e, pela visão curta, enxerga apenas a atividade da jogatina eletrônica.

Já na terça feira passada, ao votar pela anulação das provas da Operação Monte Carlo e soltura imediata de Cachoeira, o desembargador Tourinho Neto surpreendeu. Para ele, as interceptações telefônicas eram ilegais pois os motivos apresentados pelos policiais não eram suficientes para o deferimento.

Os motivos era tão insuficientes, data vênia, que serviram para revelar, à sociedade civil brasileira, um mega-escândalo. Tem até governador sob suspeita.

Pano Rápido. Têmis, a deusa da Justiça, acaba de perder a cabeça, como na charge do Bessinha e uma pergunta fica no ar: Em que mundo Tourinho Neto vive ?????

As relações de Cachoeira com a justiça precisam ser investigadas. Veja uma pista

Delta do Rio Amazonas
Delta do Rio Amazonas
Delta do Rio Parnaíba
Delta do Rio Parnaíba

Cachoeira está por trás das eleições de governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, deputados estaduais, vereadores; da indicação de desembargadores por governadores; idem nomeação de comandos policiais, secretários de Estado; da contratação de empresas de serviços; da construção de importantes obras públicas. Uma quadrilha que, parte dos crimes, foi investigada nas Operações Monte Carlo e Las Vegas da Polícia Federal.

Não se sabe se Cachoeira é o chefe de uma máfia ou um lugar-tenente. De um caudaloso rio da corrupção, que forma uma ou várias devastadoras cachoeiras.  Um rio com um invisível delta. Esta desconhecida foz precisa ser conhecida. Acontece que o Brasil, país que criou a bizarra lei do segredo eterno, não favorece o descobrimento.

Hoje a imprensa não destaca esta notícia do Jornal Floripa, repleta de informações subentendidas:

Juiz pede apuração contra colega que comandou caso Cachoeira

Sob suspeita de ter vazado informações da Operação Monte Carlo, o juiz Leão Aparecido Alves, titular da Vara Federal responsável pela prisão de Carlinhos Cachoeira, fez uma representação no TRF (Tribunal Regional Federal) contra o colega Paulo Augusto Moreira Lima, juiz substituto que tocou o caso.
Leão, o titular, não despachou na Monte Carlo porque estava cedido ao TRF. Com isso, todas as decisões judiciais da operação foram tomadas por Moreira Lima.
Esta semana, Moreira Lima deixou o caso, após anunciar que estava sofrendo ameaças. Leão assumiria, mas se declarou impedido por ser amigo de um dos réus, José Olímpio de Queiroga Neto, acusado de exploração ilegal de jogos.
Agora, com os rumores de que teria vazado dados da operação, Leão fez uma representação contra Lima para saber se foi alvo de investigação a mando do colega.
Por conta das regras do foro privilegiado, Leão só pode ser investigado com aval do TRF. Caso ele tenha sido investigado sem autorização, o que seria ilegal e toda Monte Carlo poderia ser anulada.
SUSPEITAS


Semanas antes de a operação ser deflagrada, Moreira Lima e a Polícia Federal passaram a suspeitar de vazamentos. Em fevereiro, escutas mostraram que Queiroga, o réu amigo de Leão, sabia que havia uma apuração em curso. A PF juntou mais de 20 conversas que reforçariam a suspeita de vazamento.
Queiroga chegou a combinar com Cachoeira formas de protocolar pedidos de informação na 11ª Vara.
As suspeitas da PF sobre o vazamento recaíram sobre a mulher de Leão, que é advogada. Foi quando o juiz representou contra Moreira Lima.
PROCEDIMENTO
O juiz Cândido Ribeiro, que na época era o corregedor do TRF, disse que a representação é “apenas uma forma de pedir esclarecimentos”. Ribeiro, segundo o tribunal, “recebeu a representação, ouviu três pessoas [não foi informado quem] e saiu da corregedoria”.
Moreira Lima e Leão Aparecido não comentaram.
A corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon, minimizou o vazamento e classificou a operação como “um sucesso”. Segundo ela, a questão principal agora é garantir a segurança de Moreira Lima.
Calmon disse que o pai do juiz foi abordado por um policial e ele próprio recebeu ligação de um carcereiro informando que seu nome fora citado por presos. Moreira Lima também alegou cansaço, disse ela. “Deixá-lo [à frente do processo] seria um ato de desumanidade”, concluiu.

 

Delta do Ganges
Delta do Ganges
Delta do Niger
Delta do Niger
Delta na Groelândia
Delta na Groelândia