Onze filmes para erradicar o analfabetismo político e a cultura de ódio dos Pinochet brasileiros

“Ninguém, em sã consciência, pode prever como sairemos da caótica situação a que nos levaram esses anos de experiência petista. Muitos souberam desde logo que seu líder não era mais do que um aventureiro irresponsável, despreparado, desprovido de caráter e de condições morais e intelectuais”.
General Gilberto Rodrigues Pimentel, presidente do Clube Militar

“É típico de nosso povo esperar que alguém, o governo, os poderosos, resolvam os problemas a preço módico, poupando ao povo o esforço de fazê-lo”.
General Clovis Purper Bandeira, editor de Opinião do Clube Militar

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Leia as cartilhas odientas desses dois generais, esquecidos dos crimes praticados pela ditadura militar de 1964, e descrentes da sabedoria do povo, a voz de Deus.

O Século XX foi marcado por ditaduras militares na Europa – Hitler, Mussolini, Stalin, Franco, Salazar – paridas da Primeira Grande Guerra e que conceberam a Segunda Grande Guerra Mundial. Guerras que colonizaram o Oriente Médio, a África, e promoveram guerras civis e golpes na América Latina, patrocinados pelo imperialismo.

Uma política que martirizou o povo pisoteado pelos Quatro Cavaleiros do Apocalipse. E nada mais demoníaco do que um Pinochet, uma Operação Con-dor.

Transcrevo do Cinema Uol, Literatortura e Pragmatismo político: Das sessões de tortura aos fantasmas da ditadura, o cinema brasileiro invariavelmente volta aos anos do regime militar para desvendar personagens, fatos e consequências do golpe que destituiu o governo democrático do país e estabeleceu um regime de exceção que durou longos 21 anos.

Estreantes e veteranos, muitos cineastas brasileiros encontraram naqueles anos histórias que investigam aspectos diferentes do tema, do impacto na vida do homem comum aos grandes acontecimentos do período.

Embora a produção de filmes sobre o assunto tenha crescido mais recentemente, é possível encontrar obras realizadas durante o próprio regime militar, muitas vezes sob a condição de alegoria.

“Terra em Transe”, de Glauber Rocha, é um dos mais famosos, retratando as disputas políticas num país fictício. Mais corajoso do que Glauber foi seu conterrâneo baiano Olney São Paulo, que registrou protestos de rua e levou para a tela em forma de parábola, o que lhe custou primeiro a liberdade e depois a vida.

Os onze filmes que compõem esta lista, se não são os melhores, fazem um diagnóstico de como o cinema retratou a ditadura brasileira.

1. MANHÃ CINZENTA (1968), Olney São Paulo – Em plena vigência do AI-5, o cineasta-militante Olney São Paulo dirigiu este filme, que se passa numa fictícia ditadura latino-americana, onde um casal que participa de uma passeata é preso, torturado e interrogado por um robô, antecipando o que aconteceria com o próprio diretor. A ditadura tirou o filme de circulação, mas uma cópia sobreviveu para mostrar a coragem de Olney São Paulo, que morreu depois de várias sessões de tortura, em 1978.

2. PRA FRENTE, BRASIL (1982), Roberto Farias – Um homem comum volta para casa, mas é confundido com um “subversivo” e submetido a sessões de tortura para confessar seus supostos crimes. Este é um dos primeiros filmes a tratar abertamente da ditadura militar brasileira, sem recorrer a subterfúgios ou aliterações. Reginaldo Faria escreveu o argumento e o irmão, Roberto, assinou o roteiro e a direção do filme, repleto de astros globais, o que ajudou a projetar o trabalho.

3. NUNCA FOMOS TÃO FELIZES (1984), Murilo Salles – Rodado no último ano do regime militar, a estreia de Murilo Salles na direção mostra o reencontro entre pai e filho, depois de oito anos. Um passou anos na prisão; o outro vivia num colégio interno. Os anos de ausência e confinamento vão ser colocados à prova num apartamento vazio, onde o filho vai tentar descobrir qual a verdadeira identidade de seu pai. Um dos melhores papéis da carreira de Claudio Marzo.

4. CABRA MARCADO PARA MORRER (1984), Eduardo Coutinho – A história deste filme equivale, de certa forma, à história da própria ditadura militar brasileira. Eduardo Coutinho rodava um documentário sobre a morte de um líder camponês em 1964, quando teve que interromper as filmagens por causa do golpe. Retomou os trabalhos 20 anos depois, pouco antes de cair o regime, mesclando o que já havia registrado com a vida dos personagens duas décadas depois. Obra-prima do documentário mundial.

5. O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? (1997), Bruno Barreto – Embora ficcionalize passagens e personagens, a adaptação de Bruno Barreto para o livro de Fernando Gabeira, que narra o sequestro do embaixador americano no Brasil por grupos de esquerda, tem seus méritos. É uma das primeiras produções de grande porte sobre a época da ditadura, tem um elenco de renome que chamou atenção para o episódio e ganhou destaque internacional, sendo inclusive indicado ao Oscar.

6. AÇÃO ENTRE AMIGOS (1998), Beto Brant – Beto Brant transforma o reencontro de quatro ex-guerrilheiros, 25 anos após o fim do regime militar, numa reflexão sobre a herança que o golpe de 1964 deixou para os brasileiros. Os quatro amigos, torturados durante a ditadura, descobrem que seu carrasco, o homem que matou a namorada de um deles, ainda está vivo –e decidem partir para um acerto de contas. O lendário pagador de promessas Leonardo Villar faz o torturador.

7. CABRA CEGA (2005), Toni Venturi – Em seu melhor longa de ficção, Toni Venturi faz um retrato dos militantes que viviam confinados à espera do dia em que voltariam à luta armada. Leonardo Medeiros vive um guerrilheiro ferido, que se esconde no apartamento de um amigo, e que tem na personagem de Débora Duboc seu único elo com o mundo externo. Isolado, começa a enxergar inimigos por todos os lados. Belas interpretações da dupla de protagonistas.

8. O ANO EM QUE MEUS PAIS SAIRAM DE FÉRIAS (2006), Cao Hamburger – Cao Hamburger, conhecido por seus trabalhos destinados ao público infantil, usa o olhar de uma criança como fio condutor para este delicado drama sobre os efeitos da ditadura dentro das famílias. Estamos no ano do tricampeonato mundial e o protagonista, um menino de doze anos apaixonado por futebol, é deixado pelos pais, militantes de esquerda, na casa do avô. Enquanto espera a volta deles, o garoto começa a perceber o mundo a sua volta.

9. HOJE (2011), Tata Amaral – Os fantasmas da ditadura protagonizam este filme claustrofóbico de Tata Amaral. Denise Fraga interpreta uma mulher que acaba de comprar um apartamento com o dinheiro de uma indenização judicial. Cíclico, o filme revela aos poucos quem é a protagonista, por que ela recebeu o dinheiro e de onde veio a misteriosa figura que se esconde entre os cômodos daquele apartamento. Denise Fraga surpreende num papel dramático.

10. TATUAGEM (2013), Hilton Lacerda – A estreia do roteirista Hilton Lacerda na direção é um libelo à liberdade e um manifesto anárquico contra a censura. Protagonizado por um grupo teatral do Recife, o filme contrapõe militares e artistas em plena ditadura militar, mas transforma os últimos nos verdadeiros soldados. Os soldados da mudança. Irandhir Santos, grande, interpreta o líder da trupe. Ele cai de amores pelo recruta vivido pelo estreante Jesuíta Barbosa, que fica encantado pelo modo de vida do grupo.

11. BATISMO DE SANGUE (2007) – Apesar do incômodo didatismo do roteiro, o longa é eficiente em contar a história dos frades dominicanos que abriram as portas de seu convento para abrigar o grupo da Aliança Libertadora Nacional (ALN), liderado por Carlos Marighella. Gerando desconfiança, os frades logo passaram a ser alvo da polícia, sofrendo torturas físicas e psicológicas que marcaram a política militar. Bastante cru, o trabalho traz boas atuações do elenco principal e faz um retrato impiedoso do sofrimento gerado pela ditadura.

51 filmes que você precisa recomendar. É hora de erradicar o analfabetismo político no Brasil

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51 filmes para conhecer a fundo a ditadura.
O terror de 21 anos de escuridão.
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O dia que durou 21 anos

memórias de chumbo

jango_10

em-teu-nome-cartaz

batismo de sangue

 OPERAÇÃO CONDOR

por Talis Andrade

 

 

Herzog torturado. Desconheço a autoria deste excelente quadro que ilustra o cartaz do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog

1

Em uma ceia demoníaca
os generais do Cone Sul
aprovaram a Operação Con
dor cujas asas agourentas
selam a noite com chumbo

O conúbio dos generais
arranca do calor dos lares
artistas e intelectuais
para os interrogatórios imbecis
de cegos vampiros
as cabeças lavadas
nas apostilas da CIA
os cérebros curetados
pelas palavras-ônibus
dos pastores eletrônicos

2

Em sombrios porões
os massagistas atestam
os instrumentos de suplício
os massagistas adestram
os toques de fogo
arrancando unhas e gritos
espicaçando as últimas palavras
os nomes e codinomes
de um exército de fantasmas
um exército apenas existente
nas doentias mentes dos agentes

3

Em refrigerados gabinetes
os técnicos em interrogatórios
e informações estratégicas
trabalham noite e dia
na burocracia cívica
de selecionar os copiosos
relatórios dos espias
decifrar os depoimentos
tomados sob tortura
depoimentos escarnificados
na escuridão dos cárceres
depoimentos cantados
no limiar do medo
confissões soluçadas
nas convulsões da morte

Uma paixão revolucionária [d’Os Corações Futuristas & “Soledad no Recife”]

Uma paixão revolucionária

por Alcir Pecora

 

Os cinquenta anos do golpe militar têm favorecido discussões importantes, com uma intensidade excepcionalmente profícua. Acredito que também a crítica literária poderia contribuir para o debate e, nesses termos, comento brevemente aqui dois romances de Urariano Mota (Recife, 1950) que tratam da questão: Os corações futuristas (Recife, Bagaço, 1997) e Soledad no Recife (SP, Boitempo, 2009).

 

Em relação ao primeiro, que o próprio Urariano vê com reservas, não é livro a renegar. Há uma afetividade intensa nele ao tratar dos destinos de três amigos da periferia do Recife, mal chegados aos 20 anos, que se envolveram por diferentes formas e motivos na luta armada. E acho também que a orelha do poeta Alberto da Cunha Melo erra quando diz que se trata de “romance assumidamente linear e realista”, de linguagem “descascada” e sem “qualquer prurido experimental” – ainda que o diga como forma de elogio.

 

A presença ostensiva do narrador – que comenta o próprio relato, analisa e interpela as personagens, distende aqui a ação para apressá-la mais adiante, apostrofa o leitor, evoca a paisagem do Recife, constrói monólogos – deixa claríssima a construção literária empenhada. Entretanto, o romance ganharia se deixasse de lado a reprodução de palavras de ordem que parecem didatismos pra quem conheceu a época, ainda que talvez sejam úteis para um leitor mais jovem que não as conheça, nem os assuntos ou grupos envolvidos. Também diria que o narrador se equivoca ao se colocar acima dos acontecimentos e das personagens, como se temesse cegar-se na mesma poeira que os deixava à mercê da ferocidade da repressão policial-militar.

 

 

Essa onisciência do narrador reduz as personagens, não no sentido de descoberta de seu tamanho real, mas de sujeição à leitura contemporânea dos fatos. É possível que explicar menos, deixar-se arrastar pelo beco sem saída da situação favorecesse o romance. Falo de uma perspectiva narrativa: Machado, por exemplo, criou um narrador que solapa a própria autoridade o tempo todo, e é isso o que mais faz crescer a sua autoridade como autor.

 

Já Soledad no Recife recria ficcionalmente os eventos em torno do assassinato de Soledad Barrett Viedma e de vários de seus companheiros, conduzida, como se sabe, pelo amante e pai do filho que esperava, o famigerado Cabo Anselmo, ainda vivo e impune. É um livro emocionado e forte. Embora o narrador continue falando muito, perde o tom professoral que toma, por vezes, em Os corações futuristas.

 

Soledad

Construído habilmente por Urariano como uma personagem secundária do movimento de resistência que se apaixona por Soledad, o narrador agora é chave no ritmo de contraponto da narrativa, que se passa entre o olhar amoroso que a vê, admira e deseja, e o desfecho implacável da traição que culmina na farsa montada pela repressão que ficou conhecida como “chacina da Chácara S. Bento”.

 

 

A criação desse “narrador amoroso” evidencia que a matéria ainda não pode ser contada como se o narrador estivesse à janela. Ao contrário, narrar é um encargo pesado, revisitar o acontecido é perder-se novamente na perturbação do passado.

 

 

Radicalizando essa questão, penso que existem dois dramas cruzados sustentando o romance. De um lado, o drama fatídico de Soledad, sob o signo da traição, de que o fluxo mental atribuído ao cabo Anselmo é o exercício mais difícil, a fim de não dar voz caricata à vileza absoluta. De outro, está o drama da narração que pretende encontrar a justa medida de um discurso sobre a paixão revolucionária, com sua coragem temerária, ingenuidade sensual e outros paradoxos.

 

O maior desafio dessa medida, entretanto, está no fato de que o narrador, que tem uma narrativa a fazer, não possui uma compreensão completa dela, e mais: a que tem leva-o à recusa do discurso. É, portanto, essa recusa que o narrador tem de enfrentar, é esse enfrentamento a base da narração, na qual prevalece o contraste trágico entre a abundância de sinais e presságios e a incapacidade de discerni-los, tanto de Soledad como dos demais.

 

Soledad-Barret-horz

Neste ponto, estamos numa espécie de epistemologia da história: como conhecê-la, em seu próprio tempo, se nele não era conhecida? Mas como narrá-la, sem traí-la, sem mergulhar nos dilemas e cegueiras de sua época? Como não desfigurá-la, quando ela é contada de frente para trás, com outros fatos que não estavam ali a dar-lhe uma configuração fácil, óbvia, que, por isso mesmo, é incapaz de enxergar o seu cerne dramático?

 

 

Nesses termos, apenas como literatura o livro pode avançar na interpretação do episódio histórico. Foi preciso Urariano inventar para saber o que é real, pois os documentos são abundância morta, quando não são animados pela imaginação que os interroga.

 

alcirpecora@revistacult.com.br

corações

 

futuristas

Leia aqui (clique)

Nunca mais Operação Con-dor. Passou da hora de aprisionar em uma gaiola de ferro as aves agourentas

correio_braziliense. condor

Sergei Tunin
Sergei Tunin

A articulação política e militar das ditaduras na América Latina, chamada de Operação Condor, foi criada pelo regime brasileiro.

O presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, em 2012, Jair Krischke contou que já ouviu muito sobre a responsabilidade dos Estados Unidos na operação, mas que não é possível aceitar que se isente o Brasil. “Quem criou a operação foi a ditadura brasileira; afirmo mesmo sem poder comprovar com documentos. Quando ocorreu o golpe no Chile, em 1973, o embaixador brasileiro no país disse: ‘Ganhamos’. Mais de cinco mil brasileiros estavam exilados lá. Logo depois do golpe, mais de 100 foram presos”, disse.

Já para o presidente da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Marco Antônio Barbosa, o Brasil foi um dos protagonistas da operação. “Em 1974, houve uma reunião de oficiais em Buenos Aires para um acordo sobre os mecanismos repressivos que seriam usados. A operação foi adotada como política de Estado”.

RUMO À OPERAÇÃO CONDOR – DITADURA, TORTURA E OUTROS CRIMES

torturador ultra brilhante

Neusah Cerveira escreveu artigo que analisa os casos Cerveira/Rita Pereda como uma estréia bem sucedida ou o embrião que gestou a Operação Condor. Ele sustenta que a Operação Condor partiu dos órgãos de repressão brasileiros e posteriormente foi aperfeiçoada pelo governo dos EUA, até desaparecer temporariamente nas selvas da Nicarágua, no final da experiência sandinista. O artigo traz também uma entrevista concedida pelo coronel Brilhante Ustra, onde ele reconhece que houve tortura e desaparecimento dos corpos de militantes durante a ditadura brasileira. O texto objetiva também por um ponto final na “Lenda da Boa Ditadura”, demonstrando que no Brasil ela foi tão ou mais violenta quanto em qualquer outro país e o pior, devido à falta de punição desses crimes hediondos, deixou uma herança de práticas policiais de tortura que persiste até o dia de hoje.

Pra frente Brasil. Bom que o Correio Brazilense lembre a necessidade de abater o Condor. 

 

Ronaldo
Ronaldo

Turismo em centro de tortura

Brasil extraditó a un exagente de la SIDE – Plan Cóndor Argentina

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El Supremo Tribunal Federal de Brasil concedió la extradición del exagente de la Secretaría de Inteligencia del Estado (SIDE) César Alejandro “Pino” Enciso, requerido por el juez federal Daniel Rafecas por delitos de lesa humanidad cometidos durante la última dictadura en el centro clandestino de detención “Automotores Orletti”. Enciso también tenía un pedido extradición de Italia por los mismos hechos.

Rafecas había requerido al prófugo – tras haber viajado a Uruguay en 2011 a entrevistar a víctimas de ese centro clandestino – para juzgarlo por delitos de privación ilegal de la libertad y el sometimiento a torturas de unas 40 víctimas, delitos calificados como de lesa humanidad y, por lo tanto, imprescriptibles.

“No obstante, la decisión de la Suprema Corte brasileña sólo permitirá el juzgamiento de Enciso por los secuestros de cuatro de esas víctimas, Gerardo Francisco Gatti, Julio César Rodríguez, Manuela Santucho y Cristina Navajas, en la medida de que actualmente se encuentran desaparecidas y se considera que el delito ‘se sigue cometiendo'”, explicaron fuentes judiciales.

 

plancondor presidentes

En el caso de las 35 víctimas restantes, “el Supremo Tribunal de Brasil consideró que, por haber sido liberadas luego de su cautiverio en el centro clandestino de detención y tortura o por haber aparecido sus cuerpos asesinados, los delitos se encuentran prescriptos al igual que la totalidad de los casos por el sometimiento a torturas”, detallaron las fuentes.

Con esa decisión, el máximo tribunal de Justicia del Brasil desconoce el principio de imprescriptibilidad de los delitos de lesa humanidad que rige en materia internacional.

Enciso, yerno del general Otto Carlos Paladino, por entonces secretario de Inteligencia de la SIDE, habría actuado en “Orletti” bajo el apodo de “Pino” junto con otros agentes de inteligencia, de la Triple A y del Ejército uruguayo y fue mencionado y reconocido en fotografías por víctimas uruguayas que estuvieron en cautiverio en ese centro.

“Automotores Orletti” funcionó entre mayo y noviembre de 1976 como un centro clandestino de la SIDE, bajo el liderazgo del fallecido Aníbal Gordon, en un inmueble del barrio de Floresta de esta ciudad, y fue una de las sedes donde tuvo lugar el plan represivo implementado por las dictaduras del cono sur, conocido como “Plan Cóndor”. (Página 12)

 

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Sérgio Cabral é sócio da Condor que fabrica armas químicas para a polícia militar?

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A Condor fabrica armas letais como balas de borracha e gás lacrimogêneo. Bem sugestivo que o nome lembre uma operação dos ditadores do Cone Sul, que sequestrou, torturou e matou milhares e milhares de pessoas nas décadas de 60, 70 e 80 do século passado. Uma operação que volta a atuar nos protestos de rua no Brasil, Chile, Colômbia e Peru.

Os governadores estaduais gastam uma fortuna não revelada. Recentemente o governador Alkmin renovou os estoques de armas químicas.

O São João da polícia com bombas de efeito de moral custa milhões. Idem a carnificina com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, canhão sônico e outras armas de guerra.

É o estado contra o povo, que cada governador possui seu exército. Alckmin comanda mais de 150 mil gendarmes.

Que “seu” Cabral desminta:

URGENTE

Sergio Vândalo Cabral é acionista da CONDOR

Em conversa com ex funcionário da Condor Armamentos não letais o qual não divulgaremos o nome para preservar sua integridade física, garantiu que Sergio Vândalo Cabral tem um”laranja” como acionista da Condor.

Esse laranja com o nome de Almir Fontes Silva seria o testa de ferro nas negociatas evolvendo o Governador Cabral e a Condor. O ex funcionário informou que Cabral possuí 15% das ações da Condor que estaria interessado em adquirir mais 10% em ações até março de 2014.

Tentamos contato com a assessoria do Vândalo, mas não deram retorno.