A corrupção está destruindo o meio ambiente por inteiro

O risco Brasil
O risco Brasil
Continua a destruição de córregos, riachos, rios, lagoas, manguezais. Tudo ao sono do nosso hino: TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLORES; "NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA," "NOSSA VIDA" NO TEU SEIO "MAIS AMORES".
Continua a destruição de córregos, riachos, rios, lagoas, manguezais. Tudo ao sono do nosso hino: TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLORES;
“NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,”
“NOSSA VIDA” NO TEU SEIO “MAIS AMORES”.

BRA^GO_HOJE Operação licença ambiental

Deu em água a Operação Concutare?

Deu um liberou geral

Denaakarim
Denaakarim

A Justiça Federal negou o pedido de prorrogação das prisões temporárias dos suspeitos detidos durante a Operação Concutare da Polícia Federal (PF), que investiga um esquema de corrupção na emissão de licenças ambientais no Rio Grande do Sul.

Informa o G1: A decisão é da juíza Karine da Silva Cordeiro, da 1ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre. Ao analisar o pedido de prorrogação da prisão temporária de cinco dias, a juíza contrariou o parecer do Ministério Público Federal (MPF) e considerou que não existem motivos para manter os suspeitos presos.

O pedido da PF havia sido fundamentado na necessidade de manter os investigados isolados para evitar que eles interfiram nas investigações, na coleta de provas ou tentem influenciar testemunhas. O argumento, no entanto, não foi aceito pela Justiça.

“A manutenção da prisão não afasta a possibilidade de que versões sejam ajustadas, ainda mais se os presos se encontram recolhidos na mesma cela ou ala do presídio. Portanto, não tendo sido comprovada pela autoridade policial a extrema necessidade de prorrogação da medida cautelar, merece ser indeferida”, escreveu a juíza na sentença.

Em entrevista coletiva na Superintendência da PF minutos após o anúncio da decisão judicial, o delegado Roger Cardoso disse que o pedido foi feito em razão da “influência” e do “poder” que alguns investigados podem exercer sobre órgãos ambientais, servidores públicos e outras testemunhas.
“São pessoas poderosas. As testemunhas podem se sentir coagida com a presença de uma pessoa dessas. Tenho quase certeza disso (que os suspeitos vão tentar interferir na investigação). É bem provável que vai haver força em cima de determinadas testemunhas. Nós entendíamos como necessário a prorrogação das prisões, mas as investigações vão continuar da melhor maneira possível”, afirmou o delegado.

Tem comunista? Tem
Tem nazi-fascista? Tem
Tem tucano? Tem
Tem petista? tem

Na hora de roubar é todo mundo liberal. É tudo um partido só. O da corrupção que impera no Brasil.

A democracia brasileira possui quase 50 partidos. Ninguém fala do tráfico de água.

Todos reclamam da chuva. Que choveu fora da medida.

Se tem apagão. Informam que as hidroelétricas estão com os mananciais vazios.

Se tem seca, principalmente no Nordeste, culpam os santos Antonio, João e Pedro.

Como vai o tráfico de água nos rios da Amazônia?

Tráfico de água existe no Brasil. Tanto que deu em água a Operação Porto Seguro. Que é mais um cobertor. Se penetrar fundo nela vai terminar nas outorgas da Ana, a prostituta respeitosa.

Acontece o mesmo nas licenças das Secretárias de Meio Ambiente. Apareceu apenas a podridão do Rio Grande do Sul, que tem no seu sub-solo o Aquífero Guarani. Lá na Amazônia, o Aquífero Alter do Chão. Os dois maiores aquíferos do mundo.

Não esquecer nunca que a água vale mais que o ouro.

O tráfico de água doce dos rios da Amazônia

Rio Xingu
Rio Xingu

A denúncia foi feita na edição 310 da revista jurídica Conselux. Num texto sobre a Organização Mundial de Água e o mercado internacional de água, a revista afirma: “Navios-tanques estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”. A publicação relata ainda que o comércio estaria tão avançado ao ponto de empresas internacionais, entre as quais a norueguesa Nordic Water Supply Co., terem desenvolvidos modernas tecnologias para a captação da água. A Nordic teria inclusive até firmado contratos de exportação de água a partir do emprego dessas técnicas para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.

Segundo a denúncia da revista, a captação geralmente é feito no ponto que o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico. Os indícios são de que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce que, depois, seria engarrafada na Europa e no Oriente Médio. A Consulex explica que a procura pela água farta do Brasil ocorre por um motivo simples: o baixo custo de beneficiamento. Para tratar a água retirada dos rios da Amazônia os hidropiratas gastam US$ 0,80 em média para tirar a turbidez da água. A dessalinização das águas oceânicas sai por US$ 1,50 o metro cúbico.

Há três anos, a Agência Amazônia denunciou a existência da prática, mas, até onde se sabe, nada de concreto foi feito para coibir a prática. Essa também é a mesma constatação da revista Consulex. E alerta: “essa prática ilegal não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras”. De acordo com o artigo 20, inciso III, da Constituição Federal, os rios, os lagos e quaisquer correntes de água em território nacional são bens da União e por esta devem ser protegidos.

Rio Amazona (clique na foto para ampliar)
Rio Amazona (clique na foto para ampliar)

O caso Rosemary esconde as concessionárias de água. Operação Porto Seguro escoa na Operação Concutare

dinheiro ilha sombra água fresca

A Operação Porto Seguro foi continuada com a Operação Concutare. São duas operações policiais que vão dar com os burros n’água. Porque a imprensa esconde as concessões de ilhas, que valem bilhões, para empresários; e de aquíferos, para fábricas de engarrafamento de água.  Que no Brasil existem “fábricas de água”, ou fábricas de fazer dinheiro, que é o negócio de vender água a preço de gasolina. Idem as exportações de água, um tráfico exercido pela pirataria internacional que, também, rende bilhões.

Interessa a imprensa unicamente culpabilizar Lula. Quando essas concessões, via secretarias de Meio Ambiente aconteceram e acontecem em governos estaduais de diferentes partidos. E envolvem as privatizações do abastecimento de água das cidades ou/e dos Estados. O recente caso de Pernambuco é exemplar.

As concessões dos aquíferos e ilhas aconteceram antes e depois de FHC. Hoje, envolvem, notadamente, a Agência Nacional de Água, a Ana, respeitosa prostituta.

Não existe Rosemary Noronha, sem o esquecido e intocável Paulo Rodrigues Vieira, ex-gigolô da Ana.

Josetxo Ezcurra
Josetxo Ezcurra

Posted by Gaston Ramirez Mendez in Oportunidades de negocios 

Primero que todo no queremos decirle que se apodere de pozos y venda el liquido, lo que queremos mostrarle son las opciones mas fáciles para que aproveche el recuso natural tan valioso y lo convierta en un negocio rentable. Las plantas purificadoras de agua son un excelente negocio, la tecnología de purificado ha evolucionado tanto que ahora poner una planta de purificado de agua es muy económico, lo que es importante conocer son las condiciones del agua que se va a purificar, la calidad de agua que se busca para distribuir o vender.

Oportunidades de negocios rentables en Brasil

El agua ¿valdrá más que el oro? … porque si es usted propietario de un manantial que funcione decentemente, habrá hecho su fortuna. La gente bebe agua. Es más, las campañas publicitarias insisten en la necesidad de beber dos litros, medio galón, al día. Si uno tiene sed, es una cantidad razonable. Si no… un tormento, porque lo de tomarse un vaso de agua como medicina debe de ser muy poco agradable. Todos beben agua. La gente bebe agua, decimos.

El agua potable, al ser un elemento básico para vivir, podría convertirse pronto en sínonimo de riqueza. Hasta ahora, uno de los principales símbolos de riqueza era la posesión de tierras: un terrateniente, por lo general, era un hombre rico; las cosas, sin embargo, se están poniendo de una manera que va a hacer que, al final, no sea símbolo de riqueza la posesión de tierra, sino la de agua. Haz fortuna con agua. Aguatenientes. De esto saben algo ya en lugares como las españolas islas Canarias. Hoy se nos dice miles de veces al día que el agua es un bien escaso, que hay que saber administrar.

Imágenes de conductores que aprovechan el alto para echar un trago a su botella de plástico que contiene un agua ya tibia

En el restaurante se encuentra uno con que, en lugar del clásico “¿con gas o sin gas?” le presentan una guía de aguas minerales… y no vayan a pensar ustedes que se trata de aguas sólo del país. Esas cartas de aguas son un auténtico mapamundi. Y luego, el diseño. Por supuesto que a nadie se le ocurre poner sobre la mesa de un restaurante elegante una botella de plástico; lo más que llegamos a aceptar es que se ‘decante’ el agua de esa botella a una jarra de cristal, pero quien quiera vender agua en el segmento alto de la restauración debe olvidarse del plástico. Agua potable, un tesoro. Son botellas de cristal, que a veces parecen cualquier cosa menos una botella, de diseño, preciosas, carísimas… Un diseño que a lo mejor pretende hacer olvidar que lo que contienen las joyas en cuestión no es sino… agua. De modo, amigo lector, que si encuentra usted agua en sus tierras está de suerte.

Lo primero que tendrá que hacer será analizarla. No hace falta que sea medicinal: conque sea potable, vale. Estudie usted después las posibilidades del manantial, es decir, su caudal. Si el resultado está bien, enhorabuena. Un rico aguateniente. Búsquese un diseñador, que le proponga una botella distinta, atractiva, que parezca de cualquier cosa menos de agua.

Vaya colocando su agua en restaurantes que usted conozca, en espera de encontrar un distribuidor en países lejanos. Quiero decir que tendrá usted más éxito si, teniendo su manantial en la Patagonia, coloca usted su agua en los restaurantes caros de Manhattan, Madrid o Londres que si se limita a ofrecerla en su Pais. Que no tenemos remedio, que somos unos esnobs incorregibles. Que lo normal sería que bebiésemos, en cada sitio, el agua más cercana; pero nos volvemos locos con aguas galesas, o de las islas Fiyi. Por eso, de verdad, amigo mío… si encuentra usted agua potable en sus tierras, enhorabuena. Será usted algo mucho más importante que terrateniente: será nada menos que aguateniente.

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FACTORES CRUCIALES Y PASOS A REALIZAR PARA INVERTIR EN EL PROYECTO EN Brasil   

Antes de realizar cualquier decisión de inversión, es necesario evaluar los factores de riesgo asociados pero tomando en consideración ciertos elementos clave. Para establece un planta embotelladora de agua industrial se deben de considerar antes de arrancar los descrito a continuación:

El mercado del agua purificada y mineral es un mercado en crecimiento, pero ofrece muchos competidores.

Posicionamiento de una nueva marca. Usualmente el mayor mercado objetivo para el agua embotellado es guiado por la percepción. Si la percepción es positiva, el resultado son grandes ventas. La percepción  positiva  para los distribuidores y consumidor final puede ser resultado desde la experiencia directa del consumidor, promoción directa, medios impresos y comerciales en la televisión.   La distribución es muy importante para el éxito de la nueva marca en Brasil . El poder de la distribución más exitoso poder ser la nueva marca. La distribución estratégica pierde ser diseñada después de un exhaustivo estudio de mercado para una distribución regional o una distribución de una nación completa.   El pre lanzamiento publicitario es vital para una percepción positiva del producto, lo cual puede resultar en una gran aceptación del producto.   Cumplir con los estándares de calidad del agua de sus organismos locales y licencias desde las autoridades locales.   Disponibilidad del producto a una clase A, clase B  y clase C de compradores puede decidirse antes del lanzamiento del producto y disponibilidad puede ser persistente.

Invertir en Agua, un negocio rentable y fácil de hacer en Brasil

Invertir en agua o embotelladora abarca muchos campos interesantes en donde se puede invertir, pero las preguntas que salen a relucir son varias como por ejemplo: ¿Cuáles son las opciones que se ofrecen para invertir en agua?, ¿empresa purificadora o envasadora?, ¿es rentable si o no? Pues para responder le diremos que cualquiera de esas preguntas tiene validez y todas dan por sentado que es un negocio en el cual se puede ganar dinero. Envasadoras en Brasil.

royalties água

Operação Concutare vai dar com os burros n’água

Jornal de ontem. ÁGUAS PASSADAS
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A Polícia Federal, na Operação Concutare, prendeu 18 pessoas envolvidas em um esquema de venda de licenças ambientais no Rio Grande do Sul.

Apenas no primeiro dia, a Polícia Federal apreendeu R$ 468 mil, US$ 44 mil (mais de R$ 88 mil) e € 5.280 (quase R$ 14 mil). Imagens divulgadas pela PF mostram o momento que os agentes encontram dinheiro dentro de um cofre na casa de um dos suspeitos. Segundo o delegado Daniel Madrugada, cerca de R$ 350 mil estavam no carro de um único suspeito.

Essas licenças são para abrir poços para as fábricas de água, minerar a céu aberto, aterrar terrenos de marinha, e outras agressões ao meio ambiente, pelas construtoras etc.

Isso acontece adoidado dentro e fora do Rio Grande do Sul. Esses inquéritos dão em nada. A Operação Cuncutare vai ter o mesmo fim da Operação do Porto Seguro, pelas ligações que tem com as concessionárias  de água, hoje, na maioria, nas mãos estrangeiras.

Na Cuncutare foi preso e solto o empresário Celso Rehbein, sócio da indústria de bebidas Celina Ltda, de Santa Cruz do Sul. É peixe pequeno.

Esqueceram os empresários estrangeiros, os famosos “investidores”

BRA_JVS falta os empresários estrangeiros, os famosos investidores

 

Escreve Carlos Niedersberg no Sul 21:

Uma (bem-vinda) bomba sacode a área ambiental

Ambientalistas não cansaram de denunciar nos últimos anos atropelos à legislação para acelerar a aprovação de obras e empreendimentos das mais variadas naturezas. Imaginava-se que a situação na gestão ambiental de Porto Alegre e do Estado estava cheia de problemas. Mas, se alguém dissesse que, numa determinada manha de segunda-feira, os secretários do Meio Ambiente da capital e do Estado seriam presos acusados de fraudar licenciamentos ambientais, provavelmente seria chamado de louco. Pois aconteceu. A notícia caiu como uma bomba na manhã desta segunda-feira chuvosa e cinzenta. Em uma ação conjunta com o Ministério Público Estadual, a Polícia Federal prendeu, na madrugada desta segunda (29), o secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Niedersberg, o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, e o ex-secretário do Meio Ambiente, Berfran Rosado, entre outras pessoas (os nomes foram divulgados, inicialmente, pelo jornal Zero Hora, em sua edição on-line).

Em nota oficial, a Polícia Federal anunciou que deflagrou a Operação Concutare com o objetivo de reprimir crimes ambientais, crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro. A operação, diz ainda a PF, iniciou em junho de 2012 e identificou um “grupo criminoso formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários”. Os investigados atuariam na “obtenção e na expedição de concessões ilegais de licenças ambientais e autorizações minerais junto aos órgãos de controle ambiental”.

Ainda segundo a mesma nota, cerca de 150 policiais federais participam da operação para executar 29 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. As ordens judiciais estão sendo cumpridas nos municípios de Porto Alegre, Taquara, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga e também em Florianópolis. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e ao Patrimônio Histórico e pela Unidade de Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal no Rio Grande do Sul.
A operação foi batizada de Concutare, numa referência ao termo latino que significa concussão (segundo o Código Penal brasileiro: ato de exigir para si ou para outrem dinheiro ou vantagem em razão da função, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida. Os investigados, anunciou ainda a Polícia Federal, serão indiciados por “corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro, conforme a participação individual.”

As consequências políticas da Operação Concutare foram imediatas. De Tel Aviv, onde cumpre missão oficial, o governador do Estado, Tarso Genro, anunciou o afastamento de Carlos Niedersberg. O mesmo fez o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati.

Operação Moeda Verde

A Operação Concutare lembra outra operação desencadeada pela Polícia Federal também na área ambiental. Em maio de 2007, a PF desencadeou em Florianópolis a Operação Moeda Verde, que teve como alvo um esquema de venda de leis e atos administrativos de conteúdo ambiental e urbanístico em favor da construção de grandes empreendimentos imobiliários na ilha de Santa Catarina. Naquela época, a Justiça Federal expediu 22 mandados de prisão temporária contra políticos, empresários e funcionários públicos de Florianópolis acusados de negociar licenças ambientais. A Operação Moeda Verde investigou a ocorrência de crimes contra a ordem tributária, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, formação de quadrilha, corrupção e tráfico de influência.

O alvo inicial da Polícia Federal era um empreendimento em Jurerê Internacional, localizado no norte da ilha. A partir daí, as investigações conduziram os policiais para pelo menos outros três empreendimentos de grande porte construídos em áreas de marinha, mangues e restingas, o que é proibido pela legislação. Segundo a PF, todos tinham sido licenciados de forma irregular através de “vantagens devidas”, que incluíam o pagamento de valores em espécie, troca de favores entre órgãos públicos e uso de carros.

Seis anos depois, uma operação similar sacode agora a área ambiental no Rio Grande do Sul. Será uma ótima oportunidade não só de averiguar como anda a administração pública nesta área, mas também de conhecer quem são as empresas dispostas a corromper funcionários públicos para “agilizar” a concessão de licenciamentos ambientais. A explosão imobiliária nas grandes cidades brasileiras costuma ser marcada por uma falta de transparência quanto aos processos de licenciamento ambiental necessários para a autorização de obras. Em Porto Alegre, por exemplo, o aumento do número de condomínios de luxo na zona sul, em áreas próximas de morros (ou mesmo invadindo morros) e do Guaíba envolve a aprovação de muitas licenças ambientais. O mesmo se aplica à gestão ambiental nas áreas estadual e federal.

O que significa flexibilizar a legislação ambiental?

Será uma boa oportunidade também para testar os argumentos dos defensores da necessidade de flexibilizar a legislação ambiental e agilizar os processos de licenciamento. Debates recentes envolvendo mudanças no Código Florestal, liberação de transgênicos, de agrotóxicos e de grandes obras são marcados por uma lógica argumentativa que, espremida, revela-se impregnada de irracionalidade. Uma impregnação que se espraia por boa parte do espectro político, reunindo direita e esquerda em torno de muitas posições.

A argumentação utilizada por esses setores começa sempre afirmando, é claro, a importância de proteger o meio ambiente para, logo em seguida colocar um senão: não podemos ser radicais nesta questão, precisamos gerar renda e emprego, desenvolver o país, etc. e tal. É curioso e mesmo paradoxal que essa argumentação apele para um bom senso mítico que seria sempre o resultado de uma média matemática entre dois extremos. Você quer 2, ele quer 10, logo o bom senso nos diz para dar 6. Esse cálculo infantil pode funcionar para muitas coisas, mas certamente não serve para buscar respostas à destruição ambiental do planeta, que não cessa de aumentar.

É curioso também, mas não paradoxal neste caso, que a argumentação utilizada pelos defensores do “desenvolvimento” seja sempre a mesma, com algumas variações. Supostamente recoberta por um bom senso capaz de conciliar desenvolvimento com proteção do meio ambiente (combinação que até hoje tem sido usada para justificar toda sorte de crimes ambientais), essa argumentação, na verdade, é atravessada por falácias e por uma irracionalidade profunda, na medida em que, em última instância, volta-se contra o futuro da própria espécie humana.