As luzes que apagam [Decoração natalina]

 

por Priscila Krause*

No Império Romano, os mandatários dos tempos entre o antes e o depois de Cristo conquistavam o apoio popular por meio da distribuição de cereais à base de trigo e da frequente realização de eventos com o objetivo de distrair a população. Era o tempo da construção de grandes arenas, promoção de suntuosos espetáculos, da famosa política do panem et circenses (pão e circo). Com os cofres públicos abarrotados e o desejo da conquista fácil e rápida em busca da aprovação aos seus atos, os governos, a qualquer sinal de crise, lançavam mão de artifícios assim. Estava mantida a ordem “e la nave va”…

Corta: Recife, 2013. A Prefeitura, por meio da Fundação de Cultura Cidade do Recife, contrata a decoração natalina da cidade (elementos decorativos e iluminação) pela bagatela de R$ 5,8 milhões, a mais cara da nossa história. No período de um mês, a municipalidade gastará, diariamente, algo em torno de R$ 187 mil para maquiar, à Noel, restritos recantos da capital pernambucana. O valor inclui até uma árvore de vinte metros de altura, às margens do Capibaribe (aquele pobre “Cão sem plumas” do poeta João Cabral) por absurdos R$ 793 mil. O ornamento conta com lâmpadas importadas, gravuras de passarinhos e leques. Muita luz e cor. Mas por que não correr atrás de patrocínios da iniciativa privada, como ocorre no Rio de Janeiro?

Ainda o Recife. Enquanto montava-se a luxuosa árvore e outros apetrechos natalinos cidade afora, votávamos na Câmara do Recife o projeto da Lei Orçamentária Anual 2014. Por decisão do Executivo e nada mais, quaisquer emendas que alterassem os rumos da peça sugerida pelo prefeito cairia fora. Foi assim com sugestão minha que transferia R$ 8 milhões da realização de shows e eventos por parte da Fundação de Cultura para a restauração do Teatro do Parque, joia arquitetônica e cultural da nossa cidade prestes a completar seu centenário, em 2015.

Na peça orçamentária aprovada, dos quase R$ 79 milhões previstos para a Fundação de Cultura no ano que vem, R$ 52 milhões serão gastos com eventos (shows e decorações) para o Carnaval, São João e Natal, enquanto a política em torno da restauração, preservação e aquisição de bens culturais para equipamentos sob a responsabilidade da Fundação (entre elas o Teatro do Parque) ficou com restritos R$ 6 milhões. Numa das justificativas para o veto, chegou-se registrar que os recursos para a restauração do Parque poderiam ser fruto de um convênio federal. Se fosse tão simples e fácil captar de Brasília, o Parque não estaria abandonado desde 2010.

Parque 1

O governo inverte as prioridades. Trata o supérfluo como política de estado e o inverso, o prioritário, como necessidade de terceira ordem. Entre o tempo do “pão e circo” e a atualidade dos panetones, shows e decorações milionárias, há diferenças: redes sociais, participação, democracia, opinião pública vigilante. Ainda assim, no abrir das cortinas de 2014, tudo estará como antes. O Teatro do Parque de portas fechadas e os impostos pagos por cada um de nós mais uma vez rarefeitos no lúdico das luzes do Natal que se foi.

P.S.: Governo acaba de rejeitar emenda de minha autoria que diminui recursos para shows e eventos (e decorações natalinas...) de R$ 52 milhões para R$ 44 mi, em 2014, em prol da restauração do Teatro do Parque. Joia arquitetônica e cultural da cidade teria sua restauração garantida no próximo ano com R$ 8 milhões de recursos municipais. Em 2015, Teatro completa 100 anos. Fica o registro da tentativa
P.S.: Governo acaba de rejeitar emenda de minha autoria que diminui recursos para shows e eventos (e decorações natalinas…) de R$ 52 milhões para R$ 44 mi, em 2014, em prol da restauração do Teatro do Parque. Joia arquitetônica e cultural da cidade teria sua restauração garantida no próximo ano com R$ 8 milhões de recursos municipais. Em 2015, Teatro completa 100 anos. Fica o registro da tentativa

Árvore-de-Natal 1

A árvore de Natal do Cais da Alfândega, montada pela Prefeitura do Recife, custará R$ 793 mil aos cofres públicos, valor 34% superior ao contratado no ano passado. Através de processo licitatório (três empresas participaram do certame), a Fundação de Cultura Cidade do Recife contratou a mesma empresa responsável pela montagem em 2012, a Edson Lira Iluminação Ltda.. Em 2012, o objeto de decoração natalina foi contratado através de dispensa de licitação ao custo de R$ 590 mil. Na oportunidade, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) instaurou auditoria especial para averiguar a regularidade da contratação. Na época, o preço da decoração foi fortemente criticado nas redes sociais.

Mais cara, a árvore deste ano será montada em base metálica com 20 metros de altura – no ano passado, o objetivo alcançou 25 metros. Em 2010, a árvore (montada pelo consórcio Lixiki/Blachere, também contratado sem licitação) foi a mais alta: 36 metros. Posicionado sobre base composta por pallets de madeira, o objeto decorativo deste ano será iluminada por strobos e decorada por dezenas de pássaros e flores nas cores azul, amarelo e vermelho, conforme projeto contratado pela PCR à empresa “Mão Livre”, que por R$ 225 mil elaborou o conceito de decoração e iluminação para o ciclo natalino PCR/2013.

Árvore-de-Natal-PCR-2

*Priscila Krause é jornalista e vereadora do Recife pelo Democratas

AINDA A DECORAÇÃO NATALINA
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 Escreve Edson Lima: Depois do Parque das Esculturas, cuja inspiração fálica culminou até em invasão de redação de jornal por um certo prefeito, Brennand ataca de novo, agora na decoração de Natal do Recife. A cidade está “enfalecida”…
paisagem fálica
PROTESTO EM OLINDA

Decoração natalina com papel higiênico em Olinda

40 Anos de Pintura – Uma dissertação de vida e superação

 
Desde os já longínquos dias da minha infância em Sertânia até o presente, tentei e talvez tenha conseguido traçar, isto é, desenhar, pintar e, posteriormente, escrever parte do meu testemunho de vida e superação da minha condição de migrante do sertão pernambucano no Recife.
Egresso de uma região eminentemente agrícola, em 1958, desembarquei pela primeira vez do trem da Great Western na Estação Central da reservada e elitista capital da Civilização do Açúcar, naquele tempo ainda a 3ª Capital do Brasil, para estudar no Colégio Salesiano onde cursei a 2ª e a 3ª séries do curso Ginasial.
Em 1960 retornei para Sertânia onde terminei o Curso Ginasial. Munido dos conhecimentos adquiridos no Ginásio Olavo Bilac de Sertânia e no Colégio Salesiano, voltei para o Recife trazendo na bagagem a vontade de continuar aprendendo tudo o que fosse possível e estivesse a meu alcance.
Munido de uma curiosidade inata e da carga genética herdada do meu pai, para as artes. Além de poeta notável, foi dramaturgo, ator, cantor, compositor e músico. Tudo isso influenciava a minha curiosidade e coragem para ir, se possível, além. Isto é, tentando a aventura de penetrar e conquistar o território fascinante das Artes Plásticas.
Esse desejo originou-se, creio eu, ainda na infância quando auxiliava a minha mãe no mister de traçar riscos nos papéis de seda para os seus bordados admiráveis. Com minha mãe eu iniciava uma parceria, que perdura até hoje, com lápis, papéis e carbonos para tornar mais bela e prazerosa a aventura da vida de muitas daquelas pessoas que encomendavam belos bordados para seus enxovais, ou vestidos das festas do América ou do dia 8 de dezembro, Natal e Ano Novo.
Tudo isso na pequena e conservadora cidade que até a véspera do meu nascimento se chamava Alagoa de Baixo. Minutos após a adoção do novo nome de Sertânia, cheguei ao vale do Rio Moxotó no dia 1º de janeiro de 1944, nascido do poeta Waldemar de Sousa Cordeiro e de Iraci Gomes Raphael de Sousa Cordeiro.
Iraci Gomes Raphael de Souza Cordeiro
Iraci Gomes Raphael de Souza Cordeiro
Waldemar de Souza Cordeiro
Waldemar de Souza Cordeiro
Nesse dia 1º de janeiro de 1944, eu e João Bezerra Cordeiro, meu futuro amigo de adolescência, fomos as duas primeiras crianças nascidas na cidade batizada de Sertânia, pelo admirável poeta e memorialista Ulisses Lins de Albuquerque.
Após os estudos fundamentais em Sertânia e secundário e superior no Recife onde residia em pensões da Boa Vista e na Casa do Estudante de Pernambuco no Derby, fixei-me definitivamente em Olinda. Ainda na Faculdade de Odontologia como pintor amador, curioso e enxerido, participei pela primeira vez de uma mostra de pintura, no Diretório Acadêmico. Posteriormente participei de várias outras exposições, sempre como pintor autodidata.
Pernambuco tal e qual a maioria dos outros Estados brasileiros, cultiva, até hoje, traços fortes de uma sociedade conservadora e elitista, principalmente nas áreas da política e da cultura. Esse elitismo se confirma como: Elite artística, Elite política, Elite econômica, Elite jurídica, Elite acadêmica, Elite científica, Elite musical, Elite teatral, Elite social, Elite futebolística, Elite médica, Elite odontológica, Elite comercial e outras elites…
Ser pintor ou escritor, hoje é bastante “chic”, mas, naquela época, eram profissões esnobadas pelas elites, a não ser que o candidato tivesse um sobrenome tradicional, engenho, fazenda, usina ou uma boa conta bancária, quando então as mesmas profissões eram endeusadas, e os possíveis gênios artísticos iam para a Europa realizar seus estudos e conhecer o mundo da mais alta cultura.
Com o modismo da filosofia marxista ou esquerdista adotada por revoltados, contestadores, estudantes e intelectuais, uma nova elite estabeleceu-se na sociedade pernambucana. A elite de esquerda. Quem não fosse da elite econômica, oriunda da cultura açucareira, teria que ser da elite intelectual de esquerda. Ambas muito fechadas e discriminatórias. Para a maioria dos “cultos”, quem não fosse de esquerda era “burro”. E como tudo que envolve poder, muitos abraçaram essa causa não por ideologia, mas, porque era vantajoso sob vários aspectos…
Para um matuto desconfiado como eu, que não me filiei ativamente a nenhum grupo ou “clã”, não foi muito fácil conseguir penetrar nesse meio, altamente fechado, das Artes de Pernambuco. Essa situação, por incrível que pareça, parece persistir, em parte, até hoje. Durante esses quarenta anos participei de muitas exposições e salões oficiais em Pernambuco, em outros Estados brasileiros e no Exterior.
Apesar das inúmeras dificuldades consegui alguns prêmios, para mim importantes, nessas décadas e nesse contexto. Com o modesto reconhecimento advindo dos prêmios conquistados, apesar do desdém de alguns, dei continuidade a minha paixão e fidelidade às artes plásticas até o presente.
No acervo exposto no MAC de Pernambuco em Olinda, pode-se observar o meu caminhar por diversos estilos e fases.
Ao observar os trabalhos em exposição nessa modesta mostra comemorativa dos meus 40 anos de pintura e literatura, posso dizer para a memória dos meus pais, meus filhos, netos, familiares e amigos, que foi positiva, que VALEU a minha incursão nessas áreas do conhecimento humano.
 Cartazete

A pernambucanidade de Clarice Lispector, Leonhard Duch e Carlos Pena Filho

De Berlim, o jornalista e pintor Leonhard Frank Duch veio para o Brasil, não sei se menino de colo ou de pé, e virou pernambucano.

Aconteceu com a jornalista e romancista Clarice Lispector, que nasceu em Tchetchelnik , mas nunca esqueceu seus tempos de criança no Recife, na Praça Maciel Pinheiro.

Clarice Lispector: "O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas, e trazia um pouco do mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele"
Clarice Lispector: “O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas, e trazia um pouco do mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele”

Clarice foi naturalizada brasileira. Quanto ao Estado pertencente, se declarava pernambucana.

Chegou ao Brasil quando tinha um ano e dois meses de idade, e sempre que questionada de sua nacionalidade, afirmava não ter nenhuma ligação com a Ucrânia. “Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo” – e que sua verdadeira pátria era o Brasil.

É a mesma pernambucanidade de Leonhard Duch:

“Vivi 43 anos no Recife, tive cinco filhos, e todos brasileiros. É uma sensação de ser um nordestino sem ser; ou sem ser, me sentir nordestino”.

E acrescentou: “Tenho não só duas culturas e idiomas em mim, tenho duas vidas inteiras numa só”.

Leonhard Frank Duch:  "Sou mais um tipo de saborear a vida. Que sensação boa a cultura e os usos (e abusos) dos nordestinos".
Leonhard Duch: “Sou mais um tipo de saborear a vida. Que sensação boa a cultura e os usos (e abusos) dos nordestinos”.

Fernando Pena me disse que o irmão, jornalista e poeta Carlos Pena Filho, era português de nascimento.

“Fui feito lá”, foi a resposta, com duplo sentido, de Carlos Pena que, em 1937, com a separação dos pais, mudou-se para Portugal, com sua mãe e irmãos, Fernando e Mário, indo morar na casa dos avós paternos.  Lá viveu dos oito aos doze anos, quando retornou.

Carlos Pena Filho: Recife, cruel cidade,
águia sangrenta, leão.
Ingrata para os da terra,
boa para os que não são.
Amiga dos que a maltratam,
inimiga dos que não
este é o teu retrato feito
com tintas do teu verão
e desmaiadas lembranças
do tempo em que também eras
noiva da revolução
Carlos Pena Filho: “Recife, cruel cidade, / 
águia sangrenta, leão./ 
Ingrata para os da terra, /
boa para os que não são. /
Amiga dos que a maltratam, /
inimiga dos que não /
este é o teu retrato feito /
com tintas do teu verão /
e desmaiadas lembranças/ 
do tempo em que também eras
 /noiva da revolução”

O pai e a mãe de Pena viveram o namoro, noivado e o começo do casamento em uma casa portuguesa, com certeza.

Leonhard Frank Duch:  "Pinto por puro prazer e sensualidade"
Leonhard Frank Duch: “Pinto por puro prazer e sensualidade”. Clique para ampliar

CARTA AOS OLINDENSES DO JORNALISTA IVAN MAURÍCIO

Mais de uma década de hegemonia do Partido Comunista(?) do Brasil – PC do B – em Olinda não conseguiu produzir um modelo de gestão eficiente e, muito menos, uma proposta estruturante para o futuro da cidade Patrimônio Natural e Cultural da Humanidade.

Ao longo desses anos, o debate político empobreceu. Lideranças desapareceram e não houve renovação. O movimento popular perdeu força política através da ação nefasta de cooptação da Prefeitura de Olinda estimulando o empreguismo, a farra dos cargos comissionados e dos contratos de prestação de serviços.

Ao contrário do que se observa em Pernambuco, o tão propalado alinhamento com o Governo Federal serviu apenas para produzir uma série de obras inacabadas, paradas ou se arrastando por anos e mandatos (Canal da Malária é a mais emblemática de todas). Boa parte dessas obras vinculadas a Construtora Delta. Sim, aquela a mesma Construtora Delta envolvida em denúncias de irregularidades no esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira. Isso sem falar no verdadeiro desmando que é a obra da Avenida Presidente Kennedy.

Enfim, um legado onde despontam pífios resultados nos índices de desenvolvimento humano, principalmente na educação. Além de uma nítida regressão na qualidade do atendimento de saúde.

Do ponto de vista cultural e da preservação do patrimônio histórico pouco se avançou. O carnaval perdeu seu conteúdo popular tão ressaltado na gestão do professor Germano Coelho. Cinemas foram falsamente inaugurados e depois fechados. O Teatro Fernando Santa Cruz – uma corajosa homenagem do ex-prefeito José Arnaldo a um desaparecido político da ditadura militar – foi simplesmente destruído, junto com o Mercado Eufrásio Barbosa que só tem a pintura da fachada renovada em véspera de eleição.

A cidade pioneira das lutas das “Diretas Já” e contra o regime militar perdeu importância. Hoje, Olinda vive seu pior momento, sem brilho, apagada no noticiário político de Pernambuco.

Nesta eleição, o prefeito comunista(?) Renildo Calheiros agiu de forma arrogante e prepotente ao tentar confundir os olindenses com um falso discurso de que juntar o apoio de 21 partidos políticos seria o mesmo que juntar o povo. A velha prática da chamada “esperteza política”.

Ocorre que o povo de Olinda começou a perceber que ele é quem paga essa farra partidária. Os impostos arrecadados não se transformaram em obras e serviços públicos municipais. Ao contrário, o dinheiro do povo serviu para financiar parasitas políticos e a manutenção de uma falsa hegemonia de partidos políticos, sem ideologia, que só pensam em sugar o dinheiro público.

A desorientação das poucas lideranças políticas existentes no cenário político olindense é flagrante.

A deputada Teresa Leitão e o PT – em Olinda como no Recife – erraram feio. Não fizeram a leitura correta do processo político. O Partido dos Trabalhadores, através do prestígio do ex-presidente Lula, sempre serviu de escada para a ascensão do PC do B em Olinda. No entanto, o PT de Olinda não teve coragem para se afirmar apresentando candidato a prefeito.

Teresa Leitão – um bom quadro político – e seu partido preferiram continuar subalternos ao PC do B. E, dessa vez, não tiraram nenhum proveito da aliança do ponto de vista metropolitano, pois o PC do B decidiu, no Recife, apoiar e indicar o vice na chapa de Geraldo Júlio, do PSB. O senador Humberto Costa, funcionário da Prefeitura de Olinda e fundador do PT, historicamente solidário ao PC do B, foi literalmente abandonado.

O deputado estadual Ricardo Costa e o ex-candidato a prefeito Alf se revelaram covardes, oportunistas e bajuladores. Em troca de alguma vantagem pessoal jogaram na lata do lixo o discurso oposicionista que faziam até o meio deste ano.
Só pelo fato de terem resistido ao imenso rolo compressor da cooptação política, os candidatos oposicionistas Armando Sérgio, Ediel Romão e Izabel Urquiza merecem nosso respeito democrático.

O desafio desta eleição torna-se concreto e até pragmático. Em Olinda, votar nulo ou em branco significa ajudar Renildo Calheiros e o PC do B a se reelegerem. O cálculo para escolha do vencedor se faz apenas através dos votos válidos. Neste momento, a omissão ou falso protesto podem trazer consequências graves para o futuro da nossa cidade.

Por isso, decidi recomendar, aos que me conhecem, sabem da minha história e já me acompanharam em tantas lutas políticas da nossa amada cidade de Olinda, o nome de Izabel Urquiza para prefeita.


__________
(*) Ivan Maurício é jornalista, escritor, enciclopedista, pintor,  ex-presidente da Empresa de Urbanização e Desenvolvimento Integrado de Olinda (URB-Olinda), ex-diretor do Centro de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda (CPSH), fundador e primeiro presidente do Partido Socialista Brasileiro – PSB – em Pernambuco.

Hoje 15 de outubro. A voz e a hora d@s indignad@s do Brasil e do mundo

Vá pra rua hoje.
Vá pra praça.
Veja aqui o lugar.

Praças pelo mundo afora despertaram. Milhões de pessoas cansadas de autoritarismo, de democracias voltadas para os ricos, da farra do capital financeiro.

Há 500 anos, o Brasil é um país saqueado pelos piratas, políticos corruptos, banqueiros, ruralistas e empreiteiros gananciosos. O governo, a justiça e o legislativo seguem dominados pela mesma elite que levou nosso país a um dos primeiros lugares em desigualdade social.

Temos muita coisa para mudar!

Precisamos construir uma nova forma de fazer política, de fazer justiça, de fazer as leis. Queremos decidir os rumos em assembleias livres, amplas e democráticas. Queremos levar o debate a todas as praças do país. Queremos plebiscito. Referendos.

Somos contra a política suja das negociatas, de um sistema que concentra o poder nas mãos de uma minoria que não nos representa, corruptos cuja dignidade está a serviço do sistema financeiro; queremos uma Democracia Real com participação do povo nas decisões fundamentais do país, muito além das eleições, essa falsa democracia convocada a cada quatro anos.

Somos contra uma polícia que prende e arrebenta os pobres. Uma justiça PPV, inimiga dos pretos pobres, das putas pobres, dos veados pobres. Uma justiça com foro especial para proteger os ricos, os poderosos, os lá de cima, os que moram nos palácios do judiciário, do executivo e do legislativo – eles os marajás, elas as Marias Candelária.

Somos contra os corruptos e os corruptores. Que a corrupção é mãe de todos os crimes.

Veja o roteiro dos eventos no Brasil e no mundo

Hoje dia 15-0 linda

Democracia Real Já!  Concentração Praça do Carmo  15h

Manifesto de Convocação

 

O MUNDO está despertando! Venha também!

Praças pelo mundo afora despertaram. Milhões de pessoas cansadas de autoritarismo, de democracias voltadas para os ricos, da farra do capital financeiro.

Há 500 anos, o Brasil é um país saqueado por políticos corruptos, ruralistas e empreiteiros gananciosos. O governo brasileiro segue dominado pela mesma elite que levou nosso país a um dos primeiros lugares em desigualdade social.

Temos muita coisa para mudar!
Precisamos construir uma nova forma de fazer política, queremos decidir os rumos em assembleias livres, amplas e democráticas. Queremos levar o debate a todas as praças do país.
Somos contra a política suja das negociatas, de um sistema que concentra o poder nas mãos de uma minoria que não nos representa, corruptos cuja dignidade está a serviço do sistema financeiro; queremos uma Democracia Real com participação do povo nas decisões fundamentais do país, muito além das eleições, essa falsa democracia convocada a cada quatro anos.

Transparência!
Não somos palhaços. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 do jeito como estão sendo organizados servem apenas para os interesses dos ricos e de seus governantes. Estamos vendo uma verdadeira “faxina social” em nosso país, com a remoção de milhares de famílias das regiões onde serão os megaeventos esportivos. Os benefícios atingiram uma pequena parte da população. O sigilo do orçamento das obras da Copa, a flexibilização das licitações e a postura submissa do Brasil à Fifa e à CBF são um banquete farto aos corruptos.

Equilibrado e para todos.
O agronegócio segue como um risco ao futuro. O desmatamento desenfreado, anistiado e estimulado pelo novo Código Florestal, segue transformando o Brasil numa grande fazenda de soja. Não há uma política séria de reforma agrária, de soberania alimentar e de preservação do meio-ambiente. Segue a destruição da Amazônia, o uso abusivo de agrotóxicos e a propriedade da terra cada vez mais concentrada.

Educar ou manipular?
Estamos fartos de que os meios de comunicação, que deveriam servir a população como ferramenta de educação, informação e entretenimento, sejam usados como armas de manipulação de massas, trabalhando para os mesmos políticos corruptos que deflagram o país em benefício próprio

Vamos colorir as praças com diversidade!
Ainda sofremos discriminação pela cor da nossa pele, por nosso sexo ou orientação sexual, por nossa nacionalidade, por nossa condição econômica. Queremos colorir as praças brasileiras com a diversidade do nosso país, que precisa ser livre, digno e para todos. Devemos ocupar, resistir e produzir decisões e encaminhamentos democráticos, onde a colaboração esmague a competição e a socialização destrua a capitalização. Não temos a ilusão de resolver todos os problemas em poucos dias, semanas, meses. Mas teremos dado o primeiro passo.

Chegou o momento em que todas as nações, todas as pessoas se unem e tomam as ruas para dizer: Basta! É hora de assumir a nossa responsabilidade e o nosso direito a uma vida livre e justa. 15 de outubro: um só planeta, uma só voz.