Os governos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes debaixos d’água

Maracanã hoje. É rezar para uma Copa do Mundo sem chuva. A reformou comeu mais de um bilhão... Dinheiro rasgado e molhado. Jogado na lama
Maracanã hoje. É rezar para uma Copa do Mundo sem chuva. A reformou comeu mais de um bilhão… Dinheiro rasgado e molhado. Jogado na lama

Falta pouco para a expressão “imagina na Copa” perder o sentido. A população do Rio de Janeiro, no entanto, ainda não tem razões para crer que problemas históricos, como as inundações causadas pelas chuvas de verão, os engarrafamentos, os arrastões na praia ou a penúria dos aeroportos estarão resolvidos a tempo do Mundial de 2014 – nem da Olimpíada de 2016. Particularmente em relação à chuva, não há mais esperanças: obras recém-inauguradas na cidade não resistiram ao primeiro temporal de verão e estão na mesma situação de prédios degradados, ruas esburacadas.

Símbolo da nova era da cidade, o recém-inaugurado estádio do Maracanã, o “novo Maracanã”, foi fotografado nesta quarta-feira como uma imensa nave boiando num espelho d’água turva na região da Grande Tijuca. O estádio foi reformado ao custo de 1 bilhão de reais, com o entorno também revirado para a adequação das galerias, redes de esgoto e toda a infraestrutura necessária para uma obra padrão Fifa. As obras de agora, no entanto, ainda parecem insuficientes para garantir que a região resista aos temporais de todo verão.

Outra obra finalizada recentemente também amanheceu alagada: o complexo Cidade da Polícia, no Jacaré, que passou a abrigar treze delegacias especializadas e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tropa de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A área da cantina passou parte do dia com alguns palmos de altura de inundação. O estacionamento de viaturas ficou alagado e policiais temem que tenham sido danificadas picapes utilizadas em operações. A água é mais um problema para quem trabalha na Cidade da Polícia: policiais relatam que a falta de luz é uma constante no local.

Na Baixada Fluminense, mais um exemplo de obra recente que parece não estar preparada para as chuvas: como mostrou reportagem do site de VEJA, desde a quinta-feira da semana passada cerca de 100 apartamentos dos andares térreos do Condomínio Parque Valdariosa – que tem 1.500 unidades – foram invadidos pela água da chuva. Este é o maior empreendimento do Minha Casa, Minha Vida na Baixada. Nesta quarta-feira, o problema se repetiu: os apartamentos ficaram alagados pela água que retornava pelos ralos e vasos sanitários.

O condomínio foi construído para receber famílias de baixa renda, parte delas removidas de áreas com risco de deslizamento ou de enchentes. De acordo com o prefeito de Queimados, Max Rodrigues Lemos, engenheiros da Construtora Bairro Novo, que construiu os apartamentos, estão vistoriando o sistema de drenagem do condomínio para verificar se houve obstrução ou outro problema, como quebra de manilhas ou uso de manilhas menores do que o necessário.

“Existe um problema na drenagem do condomínio, segundo a construtora. De acordo com a empresa, foi um problema na execução. A construtora pediu uma semana para fazer um diagnóstico detalhado e apresentar um relatório. E se comprometeu a realizar as mudanças necessárias”, disse Lemos, após reunião com representantes da Bairro Novo e da Caixa Econômica Federal. Reportagem da revista Veja. Transcrevi trechos.

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A CIDADE POLICIAL DE “SEU” CABRAL

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Localizada próximo à Linha Amarela e na interseção das comunidades de Manguinhos e Jacarezinho, o governador Sérgio Cabral levantou a Cidade da Polícia, um complexo de 66 mil metros quadrados, inicialmente orçado em 72 milhões.

Grande parte da Cidade  ocupa os antigos galpões da Souza Cruz, mas as instalações do setor de segurança e controle, do estande de tiros, do canil e do Esquadrão Antibombas, além do quiosque, da quadra poliesportiva e da cabine de medição, são construções novas. No total, 25,5 mil metros quadrados de área construída, sem considerar as obras complementares a serem licitadas.

Três prédios já estão prontos: o setor de segurança e controle, o estande de tiros e a Unidade de Monitoramento e Inteligência (UMI). Esta última é a terceira maior unidade da Cidade de Polícia, com quase cinco mil metros quadrados de área construída e com dois pavimentos, onde se concentrarão sistemas e equipamentos dos mais modernos do mundo.

Os outros blocos do complexo estão com 55% de obras já executadas. A maior estrutura do complexo é o Pavilhão Central que tem quatro blocos e 8,8 mil metros quadrados de área construída. O pavilhão vai abrigar uma central de armamentos e as seguintes unidades especializadas: Decon (Delegacia do Consumidor); DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática); DDEF (Delegacia de Defraudações); DELFAZ (Delegacia Fazendária); DRF (Delegacia de Roubos e Furtos); DCOD (Delegacia de Combate às Drogas); DFAE (Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos); DC-Polinter (Divisão de Capturas – Polícia Interestadual); DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis); DDSD (Delegacia de Defesa de Serviços Delegados); DRCPIM (Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial); DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente); e DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas).

Segundo maior prédio do complexo, a Central de Flagrantes, com 5,3 mil metros quadrados de área construída, concentrará todos os registros das delegacias especializadas e o efetivo da Coordenadoria de Operações Especiais (Core). Com metade da reforma pronta, a nova unidade aproveitou apenas a fachada de um antigo prédio. Toda a parte interna está sendo refeita. Aos fundos, foi construída a nova sede do Esquadrão Antibombas.

Logo após a portaria, fica o bloco social, um prédio antigo que está sendo reformado para acolher o setor de triagem, a área administrativa, uma enfermaria, o refeitório e uma cozinha industrial. Ao lado, estão a quadra poliesportiva e o quiosque,com uma área de convivência, que já estão prontos.

Parte das obras complementares, um prédio entre a UMI e o Pavilhão Central será reformado para abrigar a Semat (depósito destinado à guarda de material e equipamentos) e o setor de treinamento, inclusive com a construção de uma favela cenográfica para simular situações de confronto. Que os favelados são os principais inimigos das polícias civil e militar do governador Sérgio Cabral, conforme a estratégia de guerra interna criada pelo general Golbery.

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Macroeventos deportivos: nueva forma de control social y territorial en Brasil

Por José Manuel Rambia

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Negocios y deporte se fusionan así  para desatar un tsunami de emociones en el que los números de la contabilidad son tanto o más asombrosos que las gestas de los atletas. Un tsunami que con su elección para la organización del Mundial de Fútbol en 2014 y las Olimpiadas en Rio para 2016, viene azotando a un Brasil que ve ambas fechas como la reválida definitiva a su entrada en el selecto club de los ricos. Las cifras previstas parecen justificar por sí solas las ilusiones.  Según un estudio realizado por la consultora Ernest & Young  en colaboración con la Fundación Getúlio Vargas,  la organización de la Copa implicará para Brasil un gasto de unos 29.600 millones de reales (11.000 millones de euros), una cantidad compensada por 3,6 millones de empleos anuales por los preparativos, que a su vez distribuirán una renta entre la población de 63.480 millones de reales (24.100 millones de euros), además de generar una recaudación tributaria adicional de 18.130 millones(6.886 millones de euros). Así mismo, se espera un incremento del flujo turístico del 74%.

No obstante, los tsunamis no son solo dignos de admiración por su manifestación de naturaleza desbordada. La devastación que dejan a su paso alcanza niveles sin duda no menos espectaculares. Sin embargo, los medios de comunicación, que suelen centrar sus focos en esta letal irrupción de la calamidad en las vidas humanas cuando se trata de fenómenos sismológicos, normalmente optan por apartar del daño colateral el objetivo de las cámaras cuando se trata de estos modernos tsunamis deportivos. Y, como no podía ser de otro modo, daños colaterales no faltan en las olas gigantes proyectadas sobre la tierra brasileña por la Copa del Mundo y los juegos Olímpicos. Un informe elaborado por los Comités Populares de la Copa enumera algunos. Así, por ejemplo, unas 170.000 personas – según las estimaciones  más conservadores – se verán desplazados de sus casas como consecuencia de las obras de infraestructuras ligadas a las competiciones. Para la mayoría de ellos las alternativas recibidas son limitadas, cuando no, sencillamente inexistentes.

El listado es interminable y está compuesto en su mayoría por favelas y ocupaciones irregulares que, en muchos casos, tienen más de medio siglo de historia. En Curitiba, por ejemplo, la ampliación del aeropuerto y las obras del estadio Joaquim Américo Guimarães amenaza a más de 2.000 familias. Otras 6.900 serán desalojadas en Belo Horizonte a causa de la construcción de carreteras, hoteles, centros comerciales y otras infraestructuras. La resistencia ha sido duraLa represión también. Los vecinos de la comunidad Dandarafueron desalojados por la policía sin orden judicial, utilizando gases y destruyendo las endebles barracas con el vuelo rasante de los helicópteros. Mientras tanto, en Fortaleza 5.000 familias pierden sus casas por distintos proyectos de transporte público y 15.000 más por otras actuaciones urbanísticas ligadas al Mundial. En Rio otras 3.000 viviendas se verán impactadas, mientras que en São Paulo se estima que solo las conexiones entre el futuro estadio del Corinthians y el aeropuerto internacional de Guarulhos afectaron a unos 4.000 hogares y amenazan a otros 6.000.

La maquinaria del evento no respeta nada. El proyecto inmobiliario Granja Werneck prevé ocupar en Belo Horizonte unos 10 millones de metros cuadrados para construir 75.000 apartamentos destinados a turistas, delegaciones deportivas y periodistas que acudan a cubrir los partidos del Mundial programados en la capital minera. Como una apisonadora, estos planes amenazan con llevarse por delante el Quilombo de Mangueiras, una comunidad creada en la segunda mitad del siglo XIX por descendientes de esclavos negros, de los que hoy apenas quedan 35 familias. Igualmente, el pasado 22 de marzo unidades de la policía de choque entraron en las instalaciones del antiguo Museo del Indio en Rio de Janeiro. Aunque el museo estaba inactivo, colectivos indígenas de distintas etnias mantenían ocupado el espacio como referente cultural. El edificio fue demolido dentro de las obras del nuevo Maracanã.

La contundencia en la ejecución de estos proyectos adquiere en ocasiones tintes absurdos. Los habitantes de Vila Harmonia y Metrô Mangueira, por ejemplo, recibieron un buen día y por sorpresa una notificación judicial con la orden de desalojo y el plazo fijado para dejar sus casas: cero días. Los casos se repiten por las distintas sedes del campeonato de fútbol, en ocasiones alegando problemas geotécnicos obviados durante décadas. Adriano Evangelista, vecino de Itaquera, en São Paulo, recuerda cuando le notificaron que debía dejar su vivienda. “Vinieron y me entregaron un documento que decía que la casa iba a ser clausurada. No me dijeron si iba a tener derecho a algo o si nos iban a trasladar a otro lugar”. Situaciones, en suma, que no han dejado de provocar denuncias y quejas como las de  José Renato, uno de los afectados por las obras en Porto Alegre: “no sabemos cuándo comenzarán la obras, ni quién se verá afectado, o hacia dónde serán realojadas las familias. Queremos tener el derecho a discutir nuestro futuro. Defendemos la realización de la Copa, pero con respeto a los derechos de la población”.

La opacidad se ha convertido en moneda corrienteLa urgencia en el cumplimiento de los plazos o el argumento de un pretendido interés general hace que la falta de transparencia sea la norma en la tramitación de estos grandes proyectos. Ello a pesar de la cascada de instituciones creadas, entre otras cuestiones, precisamente para encauzar la participación, como el Comité Gestor da Copa 2014, el Grupo Executivo da Copa, el Comité de Responsabilidad de las ciudades sede o la Autoridad Pública Olímpica. Sin embargo, en la práctica la supuesta participación se ha limitado a lo que algunos han denominado irónicamente como “democracia directa del capital”, donde lo que cuenta son las conversaciones a puerta cerrada entre instituciones y empresas privadas.

No es extraño pues que en este contexto entidades como Amnistía Intenacional o la Plataforma Brasileña de Derechos Humanos, Económicos, Sociales, Culturales y Ambientales, hayan criticado el impacto negativo de estas prácticas. Sus denuncias  fueron oídas por el grupo de trabajo de Naciones Unidas sobre derechos humanos, especialmente las relativas a los procedimientos utilizados en algunos desalojos. Incluso, la ministra brasileña de Derechos Humanos, María do Rosario Nunes, tuvo que admitir, durante un encuentro con miembros del grupo de trabajo de la ONU en mayo de 2012, la necesidad de prestar una atención especial a los derechos humanos en el marco de los proyectos vinculados a la Copa y el Mundial. Finalmente, en julio del pasado año,  la comisión recomendó a Brasil – a propuesta de Canadá – que se tomaran medidas que “eviten los desplazamientos y los desalojos forzosos. Además, se reclamaba la necesidad de que los afectados tengan acceso a la información, incluyendo plazos, se realizaran negociaciones con los vecinos implicados para buscar alternativas o, en su caso, se fijaran indemnizaciones adecuadas”.

Pero además, en la práctica, al amparo de estos proyectos se está  promoviendo un modelo urbanístico basado en la exclusión social y la criminalización de la pobreza. Es así como en los últimos meses se han puesto en marcha auténticos cordones sanitarios para aislar de la pobreza las zonas deportivas y turísticas potenciadas por los eventos. El exponente más directo ha sido, sin duda, las Unidades de Policía Pacificadora (UPP) puestas en marcha en Rio con el objetivo declarado de controlar la violencia y el crimen organizado en las favelas. Sin embargo, para Cleonice Dias, líder comunitario en la favela de Cidade de Deus, la realidad tiene otra cara. “Nosotros, que somos de la comunidad, sabemos que la UPP busca satisfacer a la opinión pública mostrando que el Estado tiene el control de  las comunidades. Quieren destacar que habrá seguridad porque nosotros, los pobres, estaremos controlados y que pueden venir las inversiones para los macroeventos”. El coronel de la Policía Militar Robson Rodrigues confirmaba las sospechas de las comunidades: “realmente son las Olimpiadas las que dictan nuestra selección. Yo diría incluso que sin este evento la pacificación nunca habría ocurrido”.

El modelo, exportado a otras ciudades como São PauloSalvador de Bahía o Curitiba, supone a menudo una auténtica militarización de la sociedad, implicando incluso al ejército en estas labores de “pacificación”. En total, Rio tiene previsto desplegar 40 UPP en la ciudad, con un despliegue de 8.ooo policías y un coste anual estimado en 408 millones de reales (156 millones de euros). Paradójicamente, las favelas y barrios situados en la zona oeste de la ciudad, controlados por milicias criminales en las que a menudo están implicados agentes públicos, han sido excluidas del programa de pacificación. Leer más 

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Estádio Engenhão, um negoção da corrupção, interditado por problemas estruturais

TUDO AZUL NA COR DO PFL DE CESAR MAIA

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Seis anos após sua conclusão, o estádio Olímpico João Havelange vai ser fechado por problemas estruturais, informou a prefeitura do Rio de Janeiro.

Relatórios das construtoras que fazem a manutenção da arena apontaram abalo na cobertura do estádio.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), disse que foi procurado no fim da semana passada pelo consórcio responsável pela construção do estádio, que vem monitorando a situação da cobertura.

“Hoje me informaram que a cobertura tinha problemas estruturais de projeto. Perguntei se esses problemas representavam risco para os torcedores. E a resposta foi sim, dependendo de determinadas circunstâncias como velocidade do vento e temperatura“, disse Paes em entrevista coletiva.

“Não sei dizer a proporção. Diante desse fato, tomei a decisão de interditar o estádio imediatamente até que tivéssemos maiores detalhes para a solução que pode ser dada”, completou ele, informando que comunicou o Botafogo e a Federação de Futebol do Estado.

Segundo Paes, a interdição é por tempo indeterminado.

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Após o Pan de 2007, o Botafogo arrendou o estádio por 20 anos em licitação aberta pela prefeitura do Rio de Janeiro.

“Vamos ter o time da prefeitura empenhada em encontrar a solução o mais rapidamente possível. Até agora não me foi apresentada nenhuma. É inadmissível que um estádio inaugurado há tão pouco tempo já tenha de enfrentar essa situação. Os responsáveis vão ser procurados para responder pelos seus atos”, declarou o prefeito. (Reuters).

“Os responsáveis vão ser procurados para responder pelos seus atos”. Duvido. Os responsáveis são:

Construído no governo Cesar Maia e de propriedade municipal, mas arrendado pelo Botafogo F.R. no ano de sua inauguração até 2027, com possibilidade de renovação de maneira unilateral por mais 20 anos, portanto até 2047, o local foi levantado para sediar as competições de atletismo e futebol dos Jogos Pan-americanos de 2007. Atualmente, tem capacidade total para mais de 46 mil pessoas sentadas, porém, sofrerá ampliação para 60 mil espectadores visando a realização da Olimpíada de 2016.

Considerado o estádio mais moderno e o mais bonito da América Latina à época de sua construção, seu gramado tem dimensões de 105 x 68m.

Inicialmente orçado em R$ 60 milhões, o Estádio Olímpico João Havelange teve um custo final mais de seis vezes do esperado, R$ 380 milhões.

O projeto do estádio foi elaborado pelos arquitetos Carlos Porto, Gilson Santos, Geraldo Lopes e José Raymundo Ferreira Gomes que, desde 1995, vinham estudando projetos de estádios no mundo todo, para fazer um estádio moderno para o Pan 2007. A pedra fundamental foi lançada em 16 de dezembro de 2003, sendo a primeira construção iniciada para os Jogos Pan-americanos de 2007, e a obra finalizada a pouco menos de um mês para o início do evento. A data de conclusão da obra foi adiada cerca de quatro vezes, estava prevista para ser concluída em meados de 2006, passou para o final do mesmo ano, posteriormente para a metade do primeiro semestre de 2007, até a semana de inauguração.

As obras foram administradas pelo Consórcio Odebrecht e OAS, sob fiscalização da Riourbe, da Secretaria de Obras do Município do Rio de Janeiro.

Mais informações sobre este elefante branco, projetado para sediar os jogos da Copa do Mundo, mas decidiram investir num novo Maracanã, que vai consumir uma enchente de dinheiro, para ser privatizado a preço de banana, incluindo os prédios que rodeiam o estádio que vão ser demolidos: Museu do Índio, Parque Aquático Júlio Delamare, Escola Municipal Friedenreich (a terceira melhor escola da Prefeitura do Rio, e Eduardo Paes nem aí), Estádio Célio de Barros, Aldeia Maracanã e casarios. Campo anexo para aquecimento

Campo anexo para aquecimento

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O custo das olimpíadas. As lições de Londres 2012 e Atenas 2004

As olimpíadas nunca são baratas. E os preços disparam

Los Juegos de Londres terminaron costando 9.325 millones de libras (11.448 millones de euros). Ya antes de los JJOO, estimaciones realizadas por varios medios de comunicación elevaron la cifra hasta 12.000 millones de libras, y a una cantidad mucho mayor al añadir el coste de la seguridad, que incluyó el despliegue de miles de soldados.

No habrá muchos que quieran acordarse del anterior precedente europeo. El coste inicial de Atenas 2004 fue de 4.600 millones de euros. El definitivo alcanzó los 7.000 millones, pero en realidad tuvo que ser mucho mayor porque numerosos gastos no aparecieron en el presupuesto oficial. En mitad de la actual depresión económica, no es extraño que varias instalaciones olímpicas de la capital griega estén ahora abandonadas.

En Grecia, varias estimaciones indican que hubo un crecimiento extra del PIB del 1,5% en los siete años anteriores a los Juegos. Todo eso desapareció inmediatamente después, como también ocurrió con decenas de miles de puestos de trabajo.

El gran legado para Londres 2012 ha sido comenzar la regeneración de la zona este de Londres. La misión aún está lejos de finalizar, pero al menos los JJOO fueran la razón necesaria para eliminar los residuos industriales depositados durante décadas en una parte de la ciudad históricamente abandonada por las autoridades.

Construir todas las instalaciones olímpicas antes y después del inicio de la crisis se convirtió en la práctica en un estímulo económico y fiscal muy favorable para la economía de Londres.

Un día después de la clausura de los Juegos, el alcalde de Londres, el conservador Boris Johnson, hizo un balance triunfalista del impacto económico, muy a tono con el optimismo desatado por la perfecta organización de los JJOO y la excelente actuación de los deportistas británicos. Johnson cifró los beneficios en 13.000 millones de libras (casi 16.000 millones de euros). Casi todos los 6.000 millones de libras invertidos en la construcción del Parque Olímpico se adjudicó a contratos con empresas británicas.

El alcalde sabía que nadie le iba a desmentir en ese momento. Los análisis definitivos darán al final una cifra menos eufórica. Un estudio encargado por Visa (patrocinadora de los Juegos) evaluó en 1.140 millones de libras el aumento de actividad económica durante los JJOO y en 750 millones el incremento del consumo. Más importantes son los efectos en los años posteriores. El estudio afirma que entre 2012 y 2015 el estímulo total para la economía ocasionado por los Juegos llegará a los 5.100 millones de libras.

Lo que sí está claro es que el anunciado efecto en el turismo –relevante para el caso de España– no sólo no se produjo, sino que fue el contrario. Londres ya era un destino turístico de primer orden antes de 2012. Lo que ocurrió además es que muchos turistas extranjeros prefirieron dejar la visita a la capital británica para otra ocasión y no coincidir así con los turistas olímpicos.

En la primera semana, la falta de visitantes extranjeros en los puntos más conocidos de la ciudad era evidente, aunque la situación mejoró algo en la segunda. Para ser verano, nunca se había visto un West End tan tranquilo, decían en las tiendas de la zona. Los operadores turísticos y responsables de atracciones turísticas coincidieron en quejarse del descenso de turistas y por tanto de negocio.

Heathrow había previsto que el día antes de la inauguración sería el de más pasajeros en la historia del aeropuerto. Todos y cada uno de los asientos en los aviones que aterrizaran ese día estarían ocupados. Nada de eso ocurrió. En realidad, hubo menos pasajeros que en el mismo día del año anterior.

No fue precisamente un verano olímpico para el turismo británico.

El dato del PIB del tercer trimestre fue muy bueno –crecimiento del 1%–, pero estaba afectado por distorsiones y crecimiento perdido en el trimestre anterior. No es cierto lo que dijo Wert. Lo que ocurrió es que ese dato permitió que el país volviera al crecimiento tras tres trimestres consecutivos en recisión.

A mediados de agosto el entonces gobernador del Banco de Inglaterra, Mervyn King, dijo que la euforia no duraría mucho en la economía real: “Al extender la felicidad y el buen ánimo, los Juegos nos han hecho sentirnos mejor. Y, quién sabe, el impacto en la confianza puede dar un impulso a la economía. Pero al final los Juegos no pueden alterar la situación económica que afrontamos“.

ONU critica desapropriações para Copa e Olimpíada

por Pedro Fonseca (Rio)

com reportagem adicional de Hugo Bachega (Brasília)

O Brasil faltou com transparência e pagou indenizações insuficientes pelas desapropriações para obras da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, possivelmente cometendo violações aos direitos humanos, disse uma relatora especial da ONU nesta terça-feira.

A relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU Raquel Rolnik pediu que o país interrompa as desapropriações até que essas questões sejam resolvidas.

“Com a atual falta de diálogo, negociação e participação genuína no desenvolvimento e implementação de projetos da Copa do Mundo e da Olimpíada, as autoridades de todos os níveis devem interromper todas as desapropriação planejadas até que se possa garantir diálogo e negociações”, disse.

Provável palco da final do Mundial e sede dos Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro aparece ao lado de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Natal e Fortaleza como as cidades que realizaram desapropriações ilegais ligadas a projetos dos eventos esportivos, segundo o estudo.

A relatora independente, indicada para avaliar as condições de moradia como componente dos direitos humanos, disse ter recebido muitas queixas sobre falta de transparência, consultas, diálogo, negociação justa e participação das comunidades afetadas nos processos de desapropriação.

“Peço às autoridades federal, estadual e municipal envolvidas nos projetos da Copa do Mundo e da Olimpíada que se envolvam em um diálogo transparente com a sociedade brasileira, particularmente com os setores da população diretamente afetados”, disse a relatora em comunicado.

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Qual o castigo para quem joga as pessoas nas ruas

br_extra. multar quem joga lixo nas ruas

O superfaturamento das obras da Copa do Mundo e da Olimpíada Rio vai destruir o Brasil já devastado pela corrupção endêmica. Mas a extinção de comunidades não tem como medir. Que a vida humana não tem preço. Os despejos vão desagregar famílias. Que estão sendo jogadas nas ruas como se fosse lixo.

A Anistia Internacional constatou que as comunidades que vivem em situação de pobreza continuam a enfrentar uma série de abusos dos seus direitos humanos, como despejos forçados e falta de acesso a serviços básicos. De acordo com o especialista da organização Patrick Wilcken, há uma “atitude discriminatória por parte das autoridades municipais, quando se trata de comunidades pobres que não têm acesso à Justiça.”

O Informe 2011 da Anistia Internacional: O Estado dos Direitos Humanos no Mundo aponta que algumas comunidades do Rio de Janeiro tiveram que enfrentar ameaças de despejos em função dos projetos de infraestrutura planejados para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016. “A Anistia Internacional tem trabalhado em estreita colaboração com as comunidades ameaçadas de despejo no Rio de Janeiro. Em alguns casos estas expulsões têm ocorrido com a falta de consulta, sem aviso ou habitação alternativa”, disse Wilcken à Agência Brasil.

Segundo ele, as indenizações pagas foram inferiores a R$ 10 mil. “Algumas comunidades foram reassentadas a 50 quilômetros de distância de onde estavam. Em todos os casos, as autoridades deverão fornecer informações, consultar as comunidades sobre as possíveis alternativas para o despejo, e, se necessário, fornecer alojamento alternativo na zona onde vivem”.

Denúncia: O Comitê Popular da Copa do Mundo e Olimpíadas do Rio de Janeiro desenvolve atividades de resistência a violações de direitos humanos ligados à preparação da cidade para os megaeventos esportivos desde 2010, tendo como referência o trabalho do Comitê Social do Pan, articulação semelhante criada no contexto dos preparativos para os Jogos Pan-americanos de 2007.

O Comitê denuncia práticas arbitrárias de desrespeito aos direitos à moradia, ao trabalho, à educação, ao lazer, à informação e à participação desempenhadas pelo poder público e empresas parceiras nos projetos da Copa do Mundo e das Olimpíadas (…).

Moradores removidos por obra olímpica há dois anos continuam sem indenizações no Rio de Janeiro.

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Como ser presa duas vezes no mesmo dia

por Mariana Albanese

No dia 13 dezembro de 2012, os moradores do Vidigal acordaram com a notícia de que uma retroescavadeira iria demolir sua única área de lazer para dar lugar à nova sede da UPP Vidigal. Sem avisar a Associação dos Moradores sobre a subida, muito menos apresentar um mandado, eles foram derrubar tudo. Fui lá com meu celular, acompanhar a movimentação para o site Vidiga! e o perfil Vidiga Vidigal. Acabei agredida, roubada, presa e agora respondo por lesão corporal e desacato à autoridade.

Para você que nunca foi preso e nem quer ser, um roteiro de quem chegou bem perto do xadrez.

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A PRISÃO
A emoção de ser presa, na minha vida, só se comparou a de ver, do barco, a bandeira da Ilha de Caras ao vento. Sabe a sensação de que está acabando a lista de coisas surreais que precisam acontecer na sua vida? Então.
E aí foi. “Você está presa!”: cinco policiais me imobilizaram, enquanto eu gritava “pode bater que estão filmando!”. Aquilo era tão louco, que só me restava rir: “Júlia, tira foto da minha algema! Eu nunca fui presa e quero registrar esse momento!”. Dentro do camburão, uma Mariana sorridente posou para fotos.
Não havia motivos para eu me render. Se eu estava certa, se levei um tapa, se destruíram meu celular e eu ainda fui presa, por que chorar? O jeito era esperar uma das CINCO CÂMERAS que registraram a UPP do Vidigal agredindo, e depois prendendo uma jornalista, fazerem seu papel.
Primeiro, foi o olhar matador. Poucos segundos antes de um tapa levar meu celular ao chão e um chute o esquartejar, eu sabia que seria agredida. O cabo Péricles, que tinha ordens do Capitão Fábio Pereira para “prender quem tentasse impedir” a demolição, estava lá para fazer o trabalho sujo.

1Eu filmava a confusão de longe e havia gritado, não para ele, mas para seus colegas cujo lema é “Servir e Proteger” (os interesses do Governo): “Vocês vão acabar com a UPP do Vidigal!”. Mas foi ele, que nem estava na minha linha de filmagem, quem me agrediu. E não pensei duas vezes em partir para cima dele, mesmo sabendo que perderia a briga. Na raiva, sua força se multiplica por mil. E se eu soubesse lutar boxe, o estrago teria sido feio. Ah, meu celular. Ninguém toca nele sem que eu vire um bicho!
Na confusão, minha bolsa caiu. Implorei para irem buscar. Mas nada. Fui para a delegacia sem documentos e telefone, e assim fiquei por dois dias, o que me impediu de fazer exame de corpo de delito.

DAS ALGEMAS
Não sei se você já foi algemado, pela polícia ou fetiche, mas algemas têm um segredo: se você ficar quietinho, elas não te machucam. Basta não girar os pulsos.
Mas a alça de meu macaquinho abriu e eu estava quase nua dentro da viatura. Então me esforçava para, com as mãos atadas na parte de trás do corpo, dar um jeito de ficar minimamente digna.
Quando a viatura parou na porta da 15ª DP, desci e pedi para o policial, que dirigia o carro, levantar minha roupa. Ele ficou sem jeito, mas fez isso. A situação foi um tanto constrangedora, a ponto do Péricles mandar o cara soltar minhas algemas – ou talvez porque ele pensou que eu, este elemento tão periculoso, não ousaria fugir da porta da delegacia.

DAS VANTAGENS E DESVANTAGENS DE ESTAR NUM CAMBURÃO
camburaoNa verdade, só vi uma coisa boa: andar na contramão e passar no sinal vermelho sem ser multada. Eles ligaram a sirene, enfiaram o pé no acelerador e rumaram para a Gávea como se eu tivesse acabado de decepar três cabeças.
Já a pior parte, é aquela área isolada no fundo do camburão. Foi o único momento em que eu realmente senti medo. Lá não há nenhuma saída de ar. Com o calor acumulado em horas no sol, estava o mais próximo que poderia chegar do inferno. Algemada, eu gritava e batia no vidro, implorando para me tirarem de lá. Não aguentaria mais cinco minutos sem desmaiar, sem qualquer exagero. Comecei a ficar tonta, faltava ar e eles quase não me ouviam, porque o vidro blindado dá uma proteção acústica. Mas aí o policial disse que me passaria para frente, se eu prometesse ficar quieta. Prometi, obviamente, e também não via exatamente uma forma de ficar muito agitada estando com as mãos algemadas para trás do corpo. (Acho que eles não te algemam pra frente por causa dos filmes americanos. Lembrei que você pode tipo enforcar alguém com a corrente. Obrigada, Hollywood).

DOS FÃS NA RUA
Tá aí uma coisa que nunca tinha parado para pensar: na forma como as pessoas te olham quando você está algemado dentro de um carro da polícia.
Claro que eu, com esse rostinho de moça bem criada, causava mais espanto que o comum. Teria ela assassinado os pais?
No canal do Leblon, um vendedor de biscoito fez um sinal: “força!”. Na Gávea, realmente me senti um ET. As pessoas me olhavam com uma curiosidade de circo das aberrações.
Dentro do Vidigal, quando parávamos no trânsito, às vezes eu dizia pra alguém: “fui presa…”. Do outro lado, a pessoa assentia com pesar.
Mas nunca vou esquecer de um menininho, de uns quatro anos. O policial “gente boa” (depois ele não ficou tão legal, porque depôs contra mim) parou pra falar com ele. Me espantava a cara de admiração da criança. A primeira geração do Vidigal que não chora ao ver uma farda. “Só vou ali fazer uma ocorrência e já volto”, disse pro menino, que então me viu no banco de trás. A expressão dele mudou. Ele perguntou com os olhos: “O que é isso?”. Pensei em dizer. Mas não achei justo detonar a imagem da polícia para o menino, que ali não entenderia que nem todos são do mal.

A SALA DE ESTAR DA DELEGACIA
Quando entramos na delegacia, o Péricles parou no carinha que faz as primeiras anotações. Anunciou o crime: “Desacato à autoridade”. O cara anotou. Depois: “E agressão”. O rapazinho olhou para a cara dele, olhou para a minha e perguntou: “Agressão da parte de quem???”.
Fiquei sentada algumas horas por lá. Chegaram meus anjos, Júlia Giglio e Raff Giglio.
Mais tarde, a Neusa Lima foi lá, prestar solidariedade. E, por fim, chegou o Sebastião Aleluia, o Doquinha, vice-presidente da Associação dos Moradores da Vila do Vidigal.
Minha mãe, Ana Maria, lá de São Paulo, ligava para toda a imprensa do Rio de Janeiro, para a Comissão de Direitos Humanos da Alerj (que foi impecável) e ligaria para a Dilma, se tivesse o telefone dela.
Ao mesmo tempo, os telefones da delegacia não paravam. “Vidigal. Vidigal. Vidigal”. Eles já estavam ficando meio chateados, principalmente quando a Record, o SBT e a Rede TV! chegaram lá.
O inspetor foi bem esperto. Primeiro, ouviu a gente informalmente. Depois, falou com os policiais. O Péricles tinha ido ao Miguel Couto fazer corpo de delito (imagino o resultado: “três botões arrancados”). Na volta, depôs por um tempão, criando a seguinte obra de ficção: “Mariana Albanese, no calor das discussões, lhe empurrou e deu uma pancada no olho esquerdo. Teve que se defender da agressão, empurrando e imobilizando a agressora. O telefone celular dela caiu no chão”.

QUER ROMANCE? LEIA UM LIVRO!
Quando chegou minha vez de depor, era só porrada. “Você incitou os moradores a se rebelarem?”. “Não perguntei o que aconteceu. Quero saber o que você fez”. Perguntei se podia registrar uma queixa contra o policial, ele disse que não, que era “tudo junto”.
Depois, pedi para ele incluir que permaneci algemada, mesmo sem oferecer resistência. Ele não queria colocar, porque aquilo não era um “romance pra você ficar contando história”. Eu disse que se ele não colocasse, eu não assinaria. Ele disse que se eu não assinasse, ele me prenderia. Que eu estava “desacatando” ele. Aí, para me provocar, escreveu: “E diz que foi algemada”.
Como eu já estava sem paciência, soltei: “Você tá me tirando, né?”. Ele me deu voz de prisão. Pra mim, ficou claro: se tirarem a prisão por desacato, metade dos policiais vai pedir o desligamento. É um orgulho que vem de dentro. Ele se levanta, levanta a voz e fala cantando, marcando cada sílaba: “Vo-cê es-tá pré-sa por de-as-ca-to à –au-to-ri-da-de”.
Achei legal aquilo e usando meu direito de cidadã, avisei que poderia da voz de prisão a ele também. Por desacato ao cidadão. Aí, antes que ele soltasse mais fumaça pelas ventas, o telefone tocou. Ele foi atender. E voltou um anjo.
Colocou que permaneci algemada. Depois, um investigador me disse que eu não ficaria presa se me negasse a assinar. Mas aí o texto estava certo e assinei. Fui liberada, dei entrevistas e decidi que voltaria ao Vidigal, mesmo com medo.

SEM LENÇO E SEM DOCUMENTO
Minha bolsa não apareceu por dois dias. Não tinha a chave de casa, nem documentos, nem dinheiro. Dormi na casa de uma amiga e usei sua roupa. Quando me devolveram a bolsa, descobri que estava sem o outro celular e R$ 50.
Agredida, roubada e presa duas vezes no mesmo dia, fui enquadrada no artigo 129 do Código Penal: Lesão Corporal Provocada por Socos, Tapas e Pontapés. Além de Desacato à Autoridade.

COMO DIZER OBRIGADA CENTENAS DE VEZES, SEM ME REPETIR
Faz cinco dias que isso aconteceu, e até agora não consegui responder a todos os amigos e anônimos que me escreveram. É tanta gente mandando “força”, “estou contigo” e até mesmo se desculpando por ser “de classe-média e acomodado”, que mudei minha forma de ver o mundo.
Eu achava que tinha mais gente ruim do que boa. Hoje, penso que as boas são maioria e fiquei com mais vontade de viver e lutar.
No Vidigal, 98% das pessoas com mais de 5 anos viram o vídeo da agressão. Chegam a gritar: “Filho, vem ver quem tá aqui! É a menina que apanhou”.
Depois de tudo, só me resta uma dúvida: coloco no meu portifólio o vídeo em que apareço na Globo, dando uma joelhada num policial?

povo banco poder indigados apatia