Campanha dos jornais associados para derrubar Dilma

* Os restos do império de Chatô

* Hapvida da democracia em perigo de morte

* Canadá investimentos pavão misterioso das comunicações

Aécio Neves comprou ações deste jornal vendido, conservador, tucano e direitista
Aécio Neves comprou ações deste jornal vendido, conservador, tucano e direitista
Correio Braziliense foi vendido para que grupo?
Correio Braziliense foi vendido para que grupo?

Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, mais conhecido como Assis Chateaubriand ou Chatô, foi um magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, dono dos Diários Associados, que foi o maior conglomerado de mídia da America Latina, que em seu auge contou com mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica.

Cahô é responsável pela chegada da televisão ao Brasil, inaugurando em 1950 a primeira emissora de TV do país, a TV Tupi. Por seu empenho contra a entrada do capital estrangeiro na imprensa, foi visto como ameaça pela CIA que financiou Roberto Marinho na criação da TV Globo.

Figura polêmica e controversa, odiado e temido, Chateaubriand já foi chamado de Cidadão Kane brasileiro, e acusado de falta de ética por supostamente chantagear empresas que não anunciavam em seus veículos e por insultar empresários com mentiras, como o industrial Francisco Matarazzo Jr. Seu império teria sido construído com base em interesses e compromissos políticos, incluindo uma proximidade tumultuada porém rentosa com o Presidente Getúlio Vargas.

Durante o Estado Novo, consegue de Getúlio Vargas a promulgação de um decreto que lhe dá direito à guarda de uma filha, após a separação da mulher. Nesse episódio, profere uma frase célebre: “Se a lei é contra mim, vamos ter que mudar a lei”. Em 1952, é eleito senador pela Paraíba e, em 1955, pelo Maranhão, em duas eleições escandalosamente fraudulentas.

Caracterizou-se, muito embora fosse um representante típico da burguesia nacional emergente da época, pelas posturas pró-capital estrangeiro e pró-imperialismo, primeiro o britânico, depois o americano: além de muito ligado aos interesses da City londrina (a escandalosa embaixada na Inglaterra, na década de 1950, foi a realização de um velho sonho pessoal), conta a anedota que ele teria uma vez dito que o Brasil, perante os EUA, estava na condição de uma “mulata sestrosa” (Globeleza) que tinha de aceder às vontades dos seu gigolô. Era temido pelas campanhas jornalísticas que movia, como a em defesa do capital estrangeiro e contra a criação da Petrobrás.

Chateaubriand sempre buscou adquirir novas tecnologias para os Diários Associados. Foi assim com a máquina Multicolor, a mais moderna máquina rotativa da época, sendo o grupo de Chateaubriand o primeiro e único a possuir uma por longo tempo, na América Latina; foi assim também com os serviços fotográficos da Wide World Photo, que possibilitava a transmissão de fotos do exterior com uma rapidez muito maior do que possuía qualquer outro veículo nacional. O mesmo se deu com a publicidade: grandes contratos de exclusividade para lançamento de produtos com a General Electric e para o pó achocolatado Toddy, cujos anúncios estavam sempre nas paginas dos jornais e revistas. A orientação publicitária de Chateaubriand para seus veículos começou a funcionar tão bem que os jornais dos Diários Associados passaram a anunciar os mais diversos produtos e serviços, desde modess a cheques bancários, algo tido como inédito na década de 1930, no Brasil.

Publicou mais de 11870 artigos assinados nos jornais, e presidiu, entre 1941 e 1943, a Federação Nacional da Imprensa (FENAI – FAIBRA).

Com o tempo, Chateaubriand foi dando menos importância aos jornais e focando em novas empreitadas, como o rádio e a televisão. Pioneiro na transmissão de televisão brasileira, cria a TV Tupi, em 1950. Na década de 1960, os jornais atolavam-se em dívidas e trocavam as grandes reportagens por matérias pagas. Dois dos veículos de comunicação lançados no início da década de 1960 por Assis Chateaubriand, o jornal Correio Braziliense e a TV Brasília, foram fundados em 21 de abril, no mesmo dia da fundação de Brasília.

Trabalha até o final da vida, mesmo depois de uma trombose ocorrida em 1960, que o deixa paralisado e capaz de comunicar-se apenas por balbucios e por uma máquina de escrever adaptada. Em 1968, morria Chateaubriand, velado ao lado de duas pinturas dos grandes mestres: um cardeal de Ticiano e um nu de Renoir, simbolizando, segundo o protegido, o arquiteto italiano e organizador do acervo do MASP Pietro Maria Bardi, as três coisas que mais amou na vida: O poder, a arte e a mulher pelada. Morreu também com o império se esfacelando e com o surgimento do reinado de Roberto Marinho que, de inimigo, passou a ser uma imitação. Roberto Marinho terminou, também, chamado de Cidadão Kane brasileiro.

Chatô foi um dos homens mais influentes do Brasil nas décadas de 1940 e de 1950 em vários campos da sociedade brasileira.

Assis Chateaubriand criou e dirigiu a maior cadeia de imprensa do país, os Diários Associados: 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal (O Cruzeiro), uma mensal (A Cigarra), várias revistas infantis (iniciada com a publicação da revista em quadrinhos O Guri em 1940), e a editora O Cruzeiro.

Deixou os Diários Associados para um grupo de vinte e dois funcionários, atualmente liderados por Álvaro Teixeira da Costa. O Condomínio Acionário das Emissoras e Diários Associados é, conjuntamente, o terceiro maior grupo de comunicações do país. Tendo como carro chefe cinco jornais em grandes cidades do Brasil, líderes em suas respectivas praças (dos quinze que ainda restam).

O império de Chatô foi sendo vendido pelas desastrosas e corruptas administrações dos empregados do primeiro escalão que, por morte, são substituídos por parentes e contraparentes.

Golpe ao seu alcance
Golpe ao seu alcance

Em 23 de dezembro de 2014, saem notas na imprensa de que o grupo estava se desfazendo de todos os seus veículos de comunicação na Região Nordeste, e vendendo-os ao Grupo Hapvida, proprietário do Sistema Opinião de Comunicação. O negócio, que exclui apenas os jornais O Imparcial e Aqui Maranhão e o portal O Imparcial Online de São Luís, MA, já estaria em fase final de negociação, esperando apenas uma aprovação do CADE.  Isso veio a se confirmar em 19 de janeiro de 2015, quando o CADE aprovou em nota publicada no Diário Oficial da União a venda de 57,5% das empresas do grupo ao Sistema Opinião de Comunicação, através da razão social Canadá Investimentos. Sendo assim, os Diários Associados passariam a ser acionistas minoritários da TV Clube Pernambuco, TV Clube João Pessoa, TV Borborema, Rádio Clube AM Campina Grande, Rádio Clube FM João Pessoa, Rádio Clube AM Natal e do jornal Diario de Pernambuco. As outras empresas contíguas na região continuam pertencentes ao grupo.

Hapvida e Canadá Investimentos realizam no Nordeste a campanha pelo retorno da ditadura. E para derrubar Dilma.

Pouco se sabe sobre a Canadá Investimentos. Apenas que é uma empresa limitada. Até onde vai a limitação? Procure, em qualquer site de pesquisa, informações sobre essa invisível empresa… Que pavão misterioso esconde a Canada Investimentos? Não é incrível que uma empresa, que controla vários meios de comunicação de massa, seja desconhecida, amoitada, uma loba detrás da porta de Dilma ou de Michel Temer?

Outra coisa curiosa, para os Associados, a palavra de um delator vale mais do que a palavra de um juiz, de um delegado, de um promotor, de um procurador. Uma doença nova que ataca deputados e senadores da CPI da Petrobras, além do governo de Fernando Henrique.

 

Das confissões premiadas e sob tortura

Turismo em centro de tortura

Que a ditadura oferecia ao preso político: – confesse! que se pára a tortura!

Que valor tem uma confissão arrancada entre gritos e gemidos, ou nos estertores da morte?

Na delação premiada acontece assim: quanta mais revela um preso, mais liberdade. E parte do dinheiro roubado.

Quantos anos de perdão, e quanto levou em dinheiro o bandido Alberto Youssef, para delatar os companheiros de quadrilha no BanEstado?  Com esse dinheiro, nos últimos dez anos, Youssef criou mais de cem empresas criminosas.

 

A delação premiada virou um negócio da China.

O ex-gerente executivo da Diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, disse em depoimento à CPI da Petrobras que foram solicitados à SBM Offshore recursos para campanha eleitoral e que os valores foram repassados ao PT, via o tesoureiro João Vaccari Neto.

Questionado a quem eram destinados os valores, Barusco disse que o dinheiro foi dado na época da eleição presidencial em que disputavam o tucano José Serra contra a petista Dilma Rousseff e o vice Michel Temer, em 2010.

Ele ressaltou que o dinheiro foi encaminhado ao PT. “Foi solicitado a SBM um patrocínio de campanha, só que não foi dado por eles diretamente. Eu recebi o dinheiro e repassei num acerto de contas em outro recebimento”, afirmou.

De seu rico patrimônio, no Brasil e no exterior, adquirido de forma ilícita e gananciosa, Barusco vai ficar com quantos milhões de dólares? Será premiado com quantos anos de liberdade, para continuar com seus sujos negócios de offshores e tráfico de moedas?

Qual o interesse do Grupo Hapvida em realizar uma campanha diária para golpear Dilma?

diário de pern

Operação desarticula grupo acusado de fraudar R$ 2,7 bi

por Tisa Moraes

BAURU
BAURU

Segundo o Gaeco, farto material apreendido comprovou a fraude
Um esquema fraudulento que teria envolvimento de agentes da Secretaria Estadual da Fazenda e de empresários do setor de processamento de soja foi desarticulado durante operação desencadeada ontem pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Bauru. Ao todo, oito pessoas foram presas e um empresário da cidade, assim como outro de São Paulo, estão foragidos. O nome de nenhum deles foi divulgado. [Gente rica a polícia esconde o nome. E cadeia foi feita para os pobres]

A investigação, iniciada há dois anos em conjunto com a Secretaria da Fazenda, apontou que o conglomerado industrial Sina – que possui unidades em Bauru, São Paulo e outras quatro cidades paulistas – teria causado prejuízos superiores a R$ 2,7 bilhões aos cofres públicos do Estado e da União. O esquema de fraude fiscal seria viabilizado pela corrupção de agentes públicos.

20 mandados judiciais de busca e apreensão e oito mandados de prisão
foram cumpridos nas cidades de São Paulo e Bauru. Três agentes fiscais da Secretaria da Fazenda, quatro empresários e um advogado foram presos.

Em Bauru, ninguém foi detido. Um empresário que está foragido foi procurado na unidade da Sina em Bauru, na Vila Independência, e em sua residência, localizada em um condomínio de luxo da cidade, mas não foi encontrado. Segundo informações prestadas pelo Ministério Público, o farto material apreendido – entre computadores, documentos impressos, dinheiro e barras de ouro – já teria comprovado as fraudes.

A operação recebeu o nome de Yellow (amarelo, em inglês) devido à cor dos produtos comercializados pelo conglomerado, que atuava no ramo de processamento de soja, óleo degomado, farelo, gordura vegetal e ovos. Durante a investigação, os promotores do Gaeco teriam descoberto que o grupo criava empresas de fachada em Montevidéu, no Uruguai, para simular transações de compra e venda de soja e derivados. Desta forma, geravam créditos fictícios de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), usados pela empresa matriz para abater dívidas com o Fisco.

‘Laranjas’

De acordo com a Secretaria Estadual da Fazenda, além da simulação de operações, identificou-se também a utilização de quadros societários compostos por empresas “offshore” e “sócios-laranjas”. Essas últimas seriam responsáveis por absorver todos os débitos fiscais – que não eram pagos – produzindo uma blindagem comercial e financeira para as empresas do conglomerado, que articulavam as fraudes. Segundo o MP, o esquema funcionava há cerca de nove anos.

A investigação foi iniciada há dois anos, depois que a Delegacia Regional Tributária de Bauru detectou anomalias em algumas operações realizadas pelo grupo. Na manhã de ontem, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em empresas e em endereços residenciais, sendo 18 na Capital e dois em Bauru.

Também foram cumpridos oito dos dez mandados de prisão temporária expedidos. As unidades da Sina em Bauru e São Paulo foram contatadas pela reportagem ao longo da tarde de ontem, mas nenhum responsável foi localizado para comentar as acusações.

Bloqueio de bens

A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou, ainda ontem, a indisponibilidade de todos os bens das dez pessoas investigadas pela Operação Yellow, incluindo imóveis, depósitos em contas bancárias, embarcações, aviões e complexos industriais. Os envolvidos serão denunciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, crimes contra a ordem tributária e fraude processual.

Entre os agentes presos, com um deles foram encontrados R$ 350 mil escondidos em compartimentos secretos de sua residência. Ele teria patrimônio incompatível com seus rendimentos, assim como outro agente, que teria adquirido dez imóveis de luxo nos últimos anos.

A investigação teria detectado que os três servidores públicos recebiam, por operação, aproximadamente R$ 500 mil de propina para não aplicar multas ou aplicar autos de infração em valores muito inferiores às reais irregularidades encontradas no conglomerado industrial. Um deles responderá ainda por porte ilegal de arma.

Dinheiro e ouro apreendidos

Ao todo, foram apreendidos 414 mil reais, 250 mil dólares, 9 mil euros, 930 libras e sete barras de ouro, além de milhares de documentos e arquivos digitais, que vão ampliar o conjunto de provas a ser utilizado nas esferas fiscal e penal. Parte do dinheiro foi apreendida em um prédio localizado na região da avenida Paulista, em São Paulo, onde fica a sede do conglomerado. Outra parte estava na residência de um empresário e o restante, na casa de um inspetor fiscal, onde as barras de ouro também foram encontradas.

Do total de R$ 2,76 bilhões de prejuízo estimado, R$ 1,6 bilhão referem-se a tributos estaduais não pagos em ICMS e o restante a impostos federais que também teriam sido sonegados. Da operação, participaram 27 promotores de Justiça do Gaeco e cerca de 40 agentes fiscais de rendas da Secretaria da Fazenda, que contaram com o apoio de efetivos das polícias Civil e Militar. A documentação apreendida será encaminhada à Polícia Federal e à Receita Federal.

Hollande quer “erradicar” os paraísos fiscais da Europa e do mundo

Está depositada nos paraísos fiscais toda a grana do tráfico (de moedas, de droga, de armas), da sonegação, do contrabando, da pirataria, da prostituição, da corrupção  de presidentes de países vendidos e colonizados.

Este o mapa dos paraísos que lavam dinheiro

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Hoje in Público, PT: O Presidente francês, François Hollande, disse nesta quarta-feira que é preciso “erradicar” os paraísos fiscais “da Europa e do mundo”, obrigando todos os bancos a um exercício de transparência nas suas filiais.

“Os paraísos fiscais têm de ser erradicados e essa é a condição para preservar o emprego. Não hesitarei em considerar como paraíso fiscal qualquer país que recuse cooperar plenamente com a França”, disse Hollande numa conferência de imprensa em Paris, a seguir a uma reunião do Conselho de Ministros.

“Os bancos franceses – prosseguiu – devem tornar público anualmente a lista de todas as suas filiais no mundo, país por país”, e devem “publicar a natureza das suas actividades”. Hollande anunciou a criação de uma “procuradoria financeira, com competência nacional, que possa agir em casos de corrupção e fraude fiscal”.

A França sofre ainda o abalo da notícia de que o ex-ministro do Orçamento Jérôme Cahuzac teve contas secretas em paraísos fiscais, primeiro na Suíça e depois em Singapura. O ministro, que mentiu ao Parlamento sobre o assunto, acabou por admitir a existência das contas e demitiu-se.

Um abalo agravado pelo trabalho de um grupo internacional de jornalistas de investigação que revelou uma extensa lista de pessoas e instituições com contas em paraísos fiscais. E pela notícia de que bancos franceses estão em paraísos fiscais, com sucursais.

O novo ministro do Orçamento, Bernard Cazeneuve, exigiu no Parlamento no dia 9 de Abril que os jornais que participaram no trabalho e publicaram a lista, entre eles o francês Le Monde, divulgassem as suas fontes para que “a Justiça possa fazer o seu trabalho”.

“REGRA FUNDAMENTAL” DO JORNALISMO: NÃO REVELAR FONTES 

Le Monde já respondeu considerando que, para o ministro, a “culpa” por este problema é dos meios de comunicação social, o que diz ser inaceitável. Assim como inaceitável é a divulgação de fontes – não revelar fontes é, lê-se neste jornal, “regra fundamental” do jornalismo. “Esse princípio, recordamos, está protegido por lei em França. (…) Enviar à Justiça documentos que fundamentam a nossa investigação significaria expor o caminho percorrido o que conduziria à identificação das nossas fontes.”

Hollande tenta quebrar o clima de suspeita que paira sobre políticos e instituições. Anunciou ainda que as regras sobre o património dos responsáveis públicos serão “revistas na íntegra” e que uma autoridade “totalmente independente controlará o património e os eventuais conflitos de interesse dos ministros, parlamentares e outros altos responsáveis políticos”.

dinheiro ilha nativo paraíso fiscal

Un libro denuncia las privatizaciones y molesta a los medios de Brasil

por Marco Aurélio Weissheimer

El libro A privataria tucana, del periodista Amaury Ribeiro Junior, trajo de vuelta al debate político brasileño el proceso de privatizaciones liderado por el gobierno del ex presidente Fernando Henrique Cardoso. Producto de 12 años de trabajo, el libro denuncia la existencia de un esquema de corrupción y lavado de dinero que habría sido armado alrededor de importantes líderes del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB), entre ellos el ex ministro de Planeamiento y de Salud, ex gobernador de Sao Paulo y ex candidato a presidente de la República José Serra, que en el gobierno de Fernando Henrique Cardoso, comandó, como ministro de Planeamiento, el proceso de privatizaciones, especialmente en el sector de las telecomunicaciones.

El libro se transformó en un fenómeno en las redes sociales y una piedra en el zapato de la prensa brasileña.

Publicado por Geração Editorial, el libro de 343 páginas relata lo que llama “verdadera piratería practicada con dinero público en beneficio de fortunas privadas, por medio de las llamadas offshores, empresas de fachada del Caribe, región tradicional e históricamente dominada por la piratería”. La publicación tiene un elemento explosivo adicional, relacionado con las disputas internas en el PSDB. El autor dice que el punto de partida de la investigación ocurrió cuando trabajaba en el diario Estado de Minas y recibió la misión de hacer un reportaje investigativo sobre una red de espionaje que habría sido estimulada por José Serra para producir un dossier en contra del ex gobernador de Minas Gerais Aécio Neves, que estaría manteniendo algunos romances discretos en Río de Janeiro. Ese dossier tendría la finalidad de desacreditar a Aécio Neves en la disputa interna con Serra, por la indicación del candidato del PSDB a las elecciones presidenciales de 2010.

Esa pauta inicial, relata Ribeiro Junior, terminó conduciéndolo a una investigación mucho más amplia, implicando a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex tesorero de las campañas de José Serra, y Fernando Henrique Cardoso, el propio Serra y tres de sus parientes: Verónica Serra, su hija, el yerno Alexandre Bourgeois y el primo Gregorio Marín Preciado. El resultado de esa investigación es un relato sobre la trayectoria que habría sido recorrida por el dinero ilícito, de las offshores y las empresas de fachadas en Brasil, y la consecuente internación de ese dinero que habría ido a parar en las fortunas personales de los implicados.

La investigación del periodista terminó alcanzando también al Partido de los Trabajadores (PT). En el último capítulo, Amaury Ribeiro Junior relata un episodio de espionaje interno de la campaña presidencial de 2010, que habría sido montado por el actual presidente del partido, Rui Falcão, para derribar al grupo ligado a Fernando Pimentel, actual ministro del Desarrollo, Industria y Comercio Exterior. Además de eso, indica que el PT, en el primer año del gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva habría retrocedido en las investigaciones de la Comisión Parlamentaria de Investigación (CPI) del Banco del Estado de Sao Paulo (Banestado), que investigaba la existencia de esquemas de lavado de dinero, involucrando a importantes figuras de la vida política brasileña.

Pero el tema central del libro es realmente el proceso de privatizaciones, que ya fue objeto de varias denuncias en los últimos años, pero nunca con la mucha documentación presentada por Amaury Ribeiro Junior. Una gran parte de esos documentos tiene como origen la CPI del Banestado, que suministró informaciones sobre la existencia de un proceso de lavado de dinero que habría sido obtenido ilegalmente de las privatizaciones. Ese es el punto de partida del texto, que se extiende hasta las elecciones presidenciales del año pasado.

 Transcrevi trechos. Leia mais entenda a censura da imprensa safada, corrupta e vendida