A desonestidade de Marina Silva, por Janio de Freitas

“Acredito que estou agindo de acordo com o Criador Todo-Poderoso”
Hitler

 

Marina religião Silas

A maior desonestidade de Marina é a certeza de crer que age em nome da Providência Divina. E que foi salva por Deus para presidir o Brasil.

E que ela e parceiros de campanha eleitoral estão sendo satanizados pelos adversários políticos.

Santa Marina. Santo o marido dela!

Marina não agride, não critica. Unicamente exorciza, em nome de Jesus. (*)

 

Thiago Lucas
Thiago Lucas

Escreve Janio de Freitas: Não se imaginava que a Marina Silva tão contida, como se toda travada por poderosas forças interiores, ou, sabe-se lá, celestiais (“Deus não quis que eu estivesse naquele avião”), fosse capaz de tamanha desinibição para dizer coisas como esta raridade: “Um partido que coloca por 12 anos um diretor para assaltar os cofres da Petrobras”. “Para assaltar”? A desonestidade dessa afirmação, feita em sabatina há três dias no “Globo”, não tem limite nem para trás.

Funcionário de carreira, Paulo Roberto Costa fez sua ascensão na Petrobras durante o governo Fernando Henrique, nomeado então para sucessivos postos e funções relevantes, que vieram a culminar no governo Lula. É um mistério o momento em que começou sua corrupção. Mas há a certeza de que, a não ser para Marina, nenhum partido e nenhum governo dos dois presidentes promoveu Paulo Roberto Costa “para assaltar”.

Diante de tamanha e perversa difamação, não surpreende a facilidade com que Marina diz inverdades bondosas a seu respeito, atribuindo-se votos, pareceres e projetos no Senado que o Senado nunca ouviu ou leu. Sua agressividade tem este componente adicional: a inverdade. O que aquela sabatina tornou ainda mais perceptível (e registrado jornalisticamente).

Mas de Dilma, a “durona”, a “gerentona”, esperava-se que ao menos confirmasse a maneira como a imprensa a descreve. A surpresa que lhe cabe vem, no entanto, do oposto: é a menos ofensiva, tanto no sentido de ataque como de insulto. Tem preferido dar respostas, algumas duras e outras irônicas.(Transcrevi trechos)

 

Marina petróleo


(*) Exorcizar. Utilizar o exorcismo para retirar, afastar, expulsar os demônios ou maus espíritos que se apossaram do corpo de alguém. Figurado: Gritar ou lançar berros com a pessoa que esconjura. (Etm. do grego: eksorkízo, pelo latim: exorcizare). São sinônimos:

Conjurar. Evitar (um mal iminente) por meio de práticas religiosas, cabalísticas ou mágicas; conjurar o demônio.

Esconjurar. Amaldiçoar, apostrofar. Lamentar-se. Queixar-se.

 

Exorcismo na sinagoga de Cafarnaum. Afresco do século XI na Abadia de Lambach, na Áustria.
Exorcismo na sinagoga de Cafarnaum. Afresco do século XI na Abadia de Lambach, na Áustria.

O exorcismo na sinagoga de Cafarnaum é um dos milagres de Jesus, relatado em Marcos 1:21-28 e Lucas 4:31-371 .

De acordo com os evangelhos, no sabbath, Jesus e seus discípulos foram para Cafarnaum e Jesus começou a pregar. As pessoas ficaram maravilhadas com seus ensinamentos, pois ele os passava com autoridade e não da forma dos doutores da Lei. Neste momento, um homem que estava na sinagoga e que estava possuído por um espírito maligno gritou “Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a perder-nos. Bem sei quem és, és o Santo de Deus! Jesus repreendeu-o, dizendo: Cala-te e sai desse homem. O espírito imundo, agitando-o violentamente e bradando em alta voz, saiu dele.” (conforme o Evangelho de Marcos).

As pessoas ficaram novamente espantadas e perguntaram umas às outras: “Que é isto? uma nova doutrina com autoridade! ele manda aos próprios espíritos imundos, e eles lhe obedecem!”. Notícias sobre Jesus então se espalharam por toda a região.

Hoje, qualquer um faz exorcismo no Brasil.

 

 

 

“Es imposible inventar una fuerza peor que el nacionalismo chovinista de las grandes potencias”

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“Amigos todos, soy del Sur, vengo del Sur”, se presentó con simpleza el martes el presidente uruguayo José Mujica, sorprendiendo a la Asamblea General de la ONU con un discurso en el que destrozó al capitalismo salvaje y la situación mundial actual.

Como si estuviese cantando “Cambalache”, el célebre tango del poeta Enrique Santos Discépolo que pinta un mundo en decadencia, Mujica entregó a los líderes mundiales reunidos en Nueva York una visión oscura de los tiempos que corren.

“Hemos sacrificado los viejos dioses inmateriales y ocupamos el templo con el dios mercado. Él nos organiza la economía, la política, los hábitos, la vida y hasta nos financia en cuotas y tarjetas la apariencia de felicidad”, afirmó.

“Parecería que hemos nacido solo para consumir y consumir”, martilló, señalando que si la humanidad aspirase a “vivir como un norteamericano medio” serían necesarios “tres planetas”.

“El hombrecito promedio de nuestras grandes ciudades deambula entre las financieras y el tedio rutinario de las oficinas, a veces atemperadas con aire acondicionado. Siempre sueña con las vacaciones y la libertad, siempre sueña con concluir las cuentas. Hasta que un día el corazón se para y adiós, dijo.

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Comentó que “hay márketing para todo: para los cementerios, el servicio fúnebre, para padres, abuelos y tíos, pasando por la secretaria, los autos y las vacaciones”. “Todo es negocio. Las campañas de márketing caen deliberadamente sobre los niños y sus psicologías e influyen sobre sus mayores”, lamentó.

Opinó José Mujica que “es tiempo de empezar a batallar para preparar un mundo sin fronteras” y para el establecimiento de “reglas globales”. “Ni los estados nacionales grandes ni las transnacionales, y mucho menos el sistema financiero, deberían gobernar el mundo. Sí la alta política entrelazada con la sabiduría científica. Esa ciencia que no apetece el lucro pero que mira el porvenir y nos dice cosas”, afirmó. “Nuestra época es revolucionaria como nunca ha conocido la historia de la humanidad, pero no tiene conducción consciente”, continuó.

Lamentó que “se bloquee en los hechos a la ONU, que fue creada como un sueño de paz para la humanidad”, y opinó que ese organismo “languidece, se burocratiza por falta de poder, de autonomía y de reconocimiento”. “Es imposible inventar una fuerza peor que el nacionalismo chovinista de las grandes potencias”, remarcó. Culminó su discurso defendiendo la importancia de la vida. “La especie es nuestro nosotros”, concluyó.

 

CORDA-BAMBA

 

por Pedro Casarim

 

Pedro Casarim

o anão que é Deus em minha terra
é também meu patrão.
ele olha pra mim,
pois não tenho nada pra fazer,
e faz cara de bravo.
deveria arranjar algo melhor como regar as plantas,
varrer o chão,
ou quem sabe salvar o mundo
mas fumo um cigarro.

vivo na corda bamba
o enfisema está logo atrás daquela porta, eu sei disso
e ele sabe que eu sei disso
e nesse momento me distraio
e por um segundo quase caio
(lá embaixo só vertigem e escuridão)
mas recupero meu equilíbrio,
sempre com o cigarro na boca.

finalizo meu caminho pela corda
e olho para trás:
centenas, talvez milhares de pessoas
caminhando por ela.
inclusive meu patrão.

dou uma tragada e olho pro céu.
não sequer lua esta noite.

Desembargador Edson Ulisses de Melo vestiu a carapuça: “Eu, o coronel em mim”

Desembargador Edson Ulisses de Melo, cunhado do governador Marcelo Déda
Desembargador Edson Ulisses de Melo, cunhado do governador Marcelo Déda

Toda Argentina foi pra ruas, esta semana, em defesa das prostitutas, contra um julgamento safado de um tribunal.

No Brasil existe a justiça PPV, contra pobres, pretos e putas, quem disse foi o presidente do STF, ministro Geraldo Vidigal; e existe a “justiça bandida”, na qualificação da ministra Eliana Calmon.

No Brasil, na terra do sabe com que está falando, existe a expressão decisão da justiça não se discute, cumpre-se.

As vítimas clamam, resignadas: Só acredito na Justiça de Deus!

Escreve Aline Pinheiro: “Advogados costumam dizer que há juízes que pensam que são deuses e juízes que têm certeza. É o caso da juíza Adriana Sette da Rocha Raposo, titular da Vara do Trabalho de Santa Rita, na Paraíba.

Nas palavras da juíza: “A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo, em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material”.

E a fúria divina, que protege os lá de cima, lança seus raios contra os jornalistas. No Recife, os pobres coitados recebem um salário piso de 450 dólares.

Texto de ficção faz jornalista ser

processado por desembargador

por Jacqueline Patrocinio

O jornalista José Cristian Góes reagiu com surpresa ao ser informado, na última semana, que dois processos são movidos contra ele pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE), Edson Ulisses de Melo. O magistrado se sentiu prejudicado com um texto ficcional publicado no portal Infonet em maio deste ano.

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José Cristian Góes mantém um blog no portal Infonet 

Intitulado de “Eu, o coronel em mim”, o texto é uma confissão em primeira pessoa, onde um personagem imaginário dos tempos de escravidão se vê obrigado a lidar com questões democráticas. “O artigo não tem nenhum nome, sobrenome, nem características de ninguém. Além disso não há qualquer citação de local, data, ou função”, informou o jornalista ao Comunique-se.

As ações criminal e cível pedem abertura de inquérito policial e pena de prisão por difamação, além de indenização por dano moral e o pagamento de R$ 25 mil pelas custas do processo. O desembargador, que é cunhado do governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), interpretou o trecho “chamei um jagunço das leis, não por coincidência marido de minha irmã” como críticas diretas a ele, fazendo referência ao cargo que ocupa.

Em comentários que o texto provoucou no blog, internautas identificaram alguns políticos, inclusive Deda, que não processou o jornalista. “O texto se refere a um sujeito ficcional. Não foi inspirado em ninguém, seria impossível qualquer pessoa se reconhecer no artigo. O blog é apenas uma análise da realidade”, explicou.

Góes alertou para o perigo entre confundir conteúdos jornalísticos e textos subjetivos e ficcionais. “São coisas opostas. O processo fere o princípio da liberdade de expressão”, avaliou. A audiência da ação criminal já está marcada para 23 de janeiro, mas o jornalista espera que a situação se resolva de outra maneira. “Acredito que o desembargador vai se convencer do equívoco que ele está provocando. Todos os jornalistas ficam numa situação delicada. Imagina se a moda se espalha pelo país?”, questionou.

Veja a íntegra do texto de José Cristian Góes causou os processos:

Eu, o coronel em mim

Está cada vez mais difícil manter uma aparência de que sou um homem democrático. Não sou assim, e, no fundo, todos vocês sabem disso. Eu mando e desmando. Faço e desfaço. Tudo de acordo com minha vontade. Não admito ser contrariado no meu querer. Sou inteligente, autoritário e vingativo. E daí?

No entanto, por conta de uma democracia de fachada, sou obrigado a manter também uma fachada do que não sou. Não suporto cheiro de povo, reivindicações e nem com versa de direitos. Por isso, agora, vocês estão sabendo o porquê apareço na mídia, às vezes, com cara meio enfezada: é essa tal obrigação de parecer democrático.

Minha fazenda cresceu demais. Deixou os limites da capital e ganhou o estado. Chegou muita gente e o controle fica mais difícil. Por isso, preciso manter minha autoridade. Sou eu quem tem o dinheiro, apesar de alguns pensarem que o dinheiro é público. Sou eu o patrão maior. Sou eu quem nomeia, quem demite. Sou eu quem contrata bajuladores, capangas, serviçais de todos os níveis e bobos da corte para todos os gostos.

Apesar desse poder divino sou obrigado a me submeter à eleições, um absurdo. Mas é outra fachada. Com tanto poder, com tanto dinheiro, com a mídia em minhas mãos e com meia dúzia de palavras modernas e bem arranjadas sobre democracia, não tem para ninguém. É só esperar o dia e esse povo todo contente e feliz vota em mim. Vota em que eu mando.

Ô povo ignorante! Dia desses fui contrariado porque alguns fizeram greve e invadiram uma parte da cozinha de uma das Casas Grande. Dizem que greve faz parte da democracia e eu teria que aceitar. Aceitar coisa nenhuma. Chamei um jagunço das leis, não por coincidência marido de minha irmã, e dei um pé na bunda desse povo.
Na polícia, mandei os cabras tirar de circulação pobres, pretos e gente que fala demais em direitos. Sóquem tem direito sou eu. Então, é para apertar mais. É na chibata. Pode matar que eu garanto. O povo gosta. Na educação, quanto pior melhor. Para quê povo sabido? Na saúde…se morrer “é porque Deus quis”.

Às vezes sinto que alguns poucos escravos livres até pensam em me contrariar. Uma afronta. Ameaçam, fazem meninice, mas o medo é maior. Logo esquecem a raiva e as chibatadas. No fundo, eles sabem que eu tenho o poder e que faço o quero. Tenho nas mãos a lei, a justiça, a polícia e um bando cada vez maior de puxa-sacos.

O coronel de outros tempos ainda mora em mim e está mais vivo que nunca. Esse ser coronel que sou e que sempre fui é alimentado por esse povo contente e feliz que festeja na senzala a minha necessária existência.

(Transcrito do comunique-se com)

O que está por trás da adulação aos juízes no julgamento do Mensalão

 

por Paulo Nogueira

 

Zé Dirceu trouxe ao debate, de novo, a questão da reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

Vale a pena parar para discutir isso.

Antes do mais: quem acredita que não correu dinheiro para comprar no Congresso os votos necessários para que FHC pudesse ter um segundo mandato acredita em tudo, para usar as palavras de Wellington.

É certo que não é porque não se fez justiça antes que não se deve fazer agora. Mas é inaceitável tratar de um caso e simplesmente esquecer o outro ao sabor de conveniências. Ao ignorar uma história você acaba conferindo peso desmedido à outra.

Se o mensalão se deu em parcelas mensais, o emendão foi pago à vista. A diferença maior é que o mensalão foi e é tratado pela mídia estabelecida com um estardalhaço e um enviesamento indecentes. Tamanha pressão se refletiu não sobre os eleitores, que já faz tempo ligam muito pouco para o que a mídia diz – mas sobre o STF.

Os integrantes do STF parecem estar gostando dos elogios interesseiros e calculistas que vão recebendo dos suspeitos de sempre. Na lisonja cínica e desequilibrada se esconde uma manobra não tão sutil assim de corrupção de valores. Muitas vezes é mais fácil, mais barato e menos arriscado você influenciar alguém não com dinheiro, mas com a louvação. A alma humana, como escreveu Confúcio, é mais suscetível à adulação do que às moedas.

O brasileiro médio, em sua sabedoria intuitiva, não dá quase nenhuma importância ao que a mídia diz. Ele desconfia das reais intenções por trás dos espasmos de moralismo que remetem ao clássico “mar de lama” de Carlos Lacerda.

Mas os juízes do STF, eles sim, dão muita importância à grande mídia. Louvaminhas podem embriagá-los.

De tanto serem colocados no céu, os juízes podem achar que são capazes de voar – e isso não é bom para o país.

Foto montagem do Globo
Foto montagem do Globo

O IMPRENSA DO CAPITÃO AMÉRICA

Impressionante esta página de apologia da guerra.

No Rio de Janeiro temos escaramuças diárias de traficantes e milicianos contra o governo do Estado.
O Rio Grande do Norte tornou-se o “paraíso do crime” internacional. Coito de bandidos de várias nacionalidades.
Em qualquer capital brasileira reina o governo paralelo do crime. De criminosos brasileiros. A invasão de Natal, por bandidos estrangeiros, considero de um perigo sem limites.

A nossa imprensa precisa realizar um jornalismo investigativo. Para denunciar quanto a bandidagem já contaminou o executivo, o legislativo e o judiciário. Podia começar nas terras potiguares. Com o escabroso caso Christine Epaud.
E não passar a idéia de que tudo vai bem, obrigado.
Ou fazer a propaganda do imperialismo de guerra nas estrelas.

A trama de Capitão América fala sobre Steve Rogers (Chris Evans – Scott Pilgrim Contra o Mundo), um rapaz de família pobre e que sonha em fazer parte do exército americano. Devido a problemas de saúde, não consegue realizar o seu sonho. No entanto, um general, testemunhando sua dedicação e vontade, o convida para fazer parte de uma experiência com soro radioativo chamado Supersoldado. Com ele, o garoto se torna imortal, e começa a matar.
E lutar. Em defesa dos interesses do Tio Sam.

Que os Estados Unidos façam propaganda tudo bem! Para eles. Não sei qual o interesse de um jornal brasileiro de tomar partido contra o povo árabe. De envolver seus leitores numa guerra contra o terror.
A recente chacina de um terrorista da extrema-direita da Noruega exemplifica o perigo do Capitão América. E de outros heróis como substitutos de Deus.
Filmes de propaganda. Todos filmes do Capitão América podem ser baixados de graça da internet.