O caso da mulher de Eduardo Cunha

O caso da mulher de Eduardo Cunha,  jornalista Cláudia Cordeiro Cruz, demonstra a insensibilidade do presidente da Câmara dos Deputados com os trabalhadores do Brasil.

Cunha colocou em votação a urgência da aprovação do projeto de lei da terceirização, que tem a condenação dos magistrados da Justiça do Trabalho, e de todas pessoas e organizações que lidam com os direitos humanos e, precisamente, com os direitos trabalhistas.

Cunha liderou os partidos da direitista e da extrema-direita, conservadores e patronais, para aprovar a terceirização do Brasil.

O PSDB e PMDB votaram pela lei do emprego terceirizado, isto é, o emprego indireto, precário, que representa o retrocesso, e cassa todos os direitos dos trabalhadores.

 

Escreve Elvino Bohn Gass A RESPOSTA DA REPÓRTER:

 

Gassa
Repórter de tv abre matéria falando das vantagens da terceirização e, em seguida, me indaga sobre o voto que darei ao projeto 4330.
Respondo perguntando: “Tu preferes ser contratada diretamente pela televisão em que trabalhas ou prefereririas ser funcionária de uma empresa que pretasse serviço a tua emissora? Ela: “Ah, da emissora, é claro”. Eu: “Pois então está respondida a tua pergunta”.

 

TV Globo perde ação trabalhista movida por ex-apresentadora do “Jornal Hoje”

 

Jornalista Cláudia Cruz
Jornalista Cláudia Cruz

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) obrigou a TV Globo a reconhecer o vínculo de emprego da jornalista Cláudia Cordeiro Cruz, que trabalhou entre 1989 e 2001, sem carteira assinada, como repórter e apresentadora do “Jornal Nacional”, “Jornal da Globo”, “Bom Dia Rio”, “Jornal Hoje”, “RJ TV” e “Fantástico”.

Segundo o site do Tribunal Superior do Trabalho, a jornalista informou que, para prestar serviços à TV Globo, ela teve que formar uma empresa – a C3 Produções Artísticas e Jornalísticas – para fornecer sua própria mão-de-obra. Em julho de 2000, após vários contratos de “locação de serviços“, a emissora informou que o acordo com Cláudia não seria renovado. Pouco tempo antes, ela havia sofrido de uma faringite, considerada doença ocupacional.

A jornalista entrou com uma ação trabalhista pedindo vínculo de emprego e ressarcimento das despesas e indenização por danos morais, já que passou por uma cirurgia por conta da faringite e nenhuma despesa foi paga pela emissora. Um ex-diretor de jornalismo da Globo, a quem Cláudia foi subordinada, afirmou que a empresa pautava suas reportagens na maior parte das vezes, que seu horário de trabalho era determinado e que ela obedecia à ordens em relação a maquiagem, tipo de cabelo e roupas.

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) observou elementos como habitualidade e subordinação, característicos de vínculo de emprego, e condenou a TV Globo a registrar na carteira de trabalho da jornalista o período de contrato de maio de 1989 a março de 2001, com o salário de R$ 10 mil. A emissora recorreu, mas o TST rejeitou Agravo de Instrumento, mantendo a decisão do TRT.

Para a Justiça, alguns tópicos do contrato de prestação de serviços, como o pagamento de “uma quantia adicional correspondente à remuneração que estivesse percebendo” nos meses de dezembro, caracterizavam vínculo trabalhista. Segundo o ministro Horácio Senna Pires, relator do caso, a atitude da emissora “se tratava de típica fraude ao contrato de trabalho, caracterizada pela imposição feita pela Globo para que a jornalista constituísse pessoa jurídica com o objetivo de burlar a relação de emprego”.

A exemplar luta de Cláudia Cruz serve de modelo para os/as jornalistas de todo o Brasil. Todos contra o emprego terceirizado.

Cunha terceiro

CUT nas ruas pelos empresários. Dilma continua política de ajuda de Fernando Henrique e Lula

Ajudar empresa com capital cem por cento nacional, sim.
Ajudar empresas estrangeiras é fechar as pequenas e médias empresas e indústrias brasileiras.
Fernando Henrique privatizou mais de setenta por cento das estatais, e promoveu o proer dos bancos. Lula continuou na mesma pisada malandante, mandando Meirelles encher os cofres de montadoras e oficinas estrangeiras.
O Brasil transformou-se em um país exportador de matéria prima.

A CUT era dos trabalhadores. Era. Não participa mais de nenhum movimento grevista. Não aparece mais nas marchas e ocupações dos sem terra e dos sem teto.

Vai pras ruas, hoje, para defender o patronato e, principalmente, empresas e indústrias de capital estrangeiro.

Para os trabalhadores nada. Não defende a estabilidade no emprego. Não é contra o atual salário mínimo do mínimo, que mata de fome a maioria dos trabalhadores. Nehum dirigente da CUT ganha 610 reais por mês. São pelegos de vida farta.

Também não denuncia as aposentadorias de m., que provocam as mortes adiantadas  – as aposentadorias humilhantes da Previdência dos Pobres trabalhadores brasileiros. Uma Previdência cujo dinheiro pretendem desviar para construir doze Coliseus, os estádios da Copa do Mundo.

Não defende o FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, que apenas ajuda os empresários, principalmente os estrangeiros, via BNDES.

A CUT também não denuncia o peleguismo, a currupção nos sindicatos, nas federações e outras centrais de trabalhadores, que gastam bilhões sem prestar contas.

 

A cara do novo empresário brasileiro

Continuam vendendo o Brasil.

Privatizadas as estatais, desnacionalizadas as empresas, eis o novo empresário brasileiro.

Lucas Bahia tem o sonho de abrir uma bomboniere
Lucas Bahia tem o sonho de abrir uma bomboniere
Quais são as empresas com capital cem por cento nacional?
O BNDES investiu nas privatizações, no proer malandante  dos bancos com Fernando Henrique, e no plano mei reles de Lula da Silva de salvação da crise de montadoras e oficinas.
E vem Dilma com um dinheirinho mirrado para

Estão até falando do Brasil ajudar os países colonialistas, via BID. Dinheiro de um país de esfomeados para sustentar o luxo dos países G-20 que escravizam o trabalhador brasileiro.

Isso é troça. No Brasil do real, reportagem de Juliana Dias,

Aumenta número de adolescentes chefes de família

Lucas Bahia vende balas nos ônibus da capital; Robson Carlos concilia o trabalho de assistente administrativo e recepcionista; Renata da Cruz é babá de um recém-nascido, e Erasmo Batista exerce a função de ajudante de mecânico. Os trabalhos descritos acima condizem com a realidade de milhares de brasileiros, mas a condição social desses adolescentes os tornam, precocemente, as principais fontes de sustento da casa.
A troca de papéis, que transforma meninos e meninas entre 10 e 19 anos em chefes de família, é uma realidade em 793 mil domicílios, segundo dados preliminares do Censo 2010. A responsabilidade assumida, incompatível com as idades desses brasileiros em início de vida, é uma das quatro preocupações – e que devem ter atenção especial – listadas pelo relatório Situação da Adolescência Brasileira 2011 – O direito de ser adolescente: oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades, lançado nesta quarta, 30, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
A partir da evolução de dez indicadores (2004 a 2009), a publicação apresenta nove vulnerabilidades (veja em texto abaixo e na página ao lado) às quais os 21 milhões de adolescentes entre 12 e 17 anos (11% da população) estão expostos, além das quatro desigualdades que aprofundam os fatores que afetam o desenvolvimento: cor da pele, gênero, deficiência e contexto da moradia.
Histórias de vida –  Dentre as vulnerabilidades trazidas pelo relatório que impactam na vida dos adolescentes, está a privação da convivência familiar e comunitária, abrangendo a condição de serem chefes de família. O baleiro Lucas Bahia, 17, há cinco meses não vive mais com os pais, e agora sustenta a casa em que mora com a namorada de 16 anos. A venda nos ônibus é a renda do casal, que daqui há três meses ganhará um filho. O rapaz vive na casa dada pela mãe e cursa o 1º ano do ensino médio. Lucas, que diz ter renda mensal “em torno de  R$ 900”, sonha em abrir o próprio negócio: “Uma bomboniere”.
Robson, 17, trabalha informalmente em dois estabelecimentos para manter a casa em que vive sozinho e ajudar nas despesas da mãe. “Dá para fazer de tudo um pouco, mas às vezes atrapalha, principalmente com as horas de lazer”, ele avalia.
Erasmo, 18, desde os 14 trabalha em uma oficina para ajudar em casa, e Renata, 16, teve que abandonar um curso profissionalizante para ser babá e pagar as contas.
“Essas funções vão fazer com que eles percam a fase da adolescência. Isso impacta, por exemplo, nos estudos”, preocupa-se a oficial de monitoramento e avaliação do Unicef, Cláudia Fernandes.
A legislação brasileira permite o trabalho antes dos 14 anos na modalidade de aprendizagem. Após os 14, além de aprendiz, o adolescente pode ser empregado, autônomo ou estagiário, mas só em atividades não degradantes e adequadas à faixa etária.