“El mundo está cerca de una guerra nuclear”

Declaraciones del intelectual estadounidense Noam Chomsky

 

Tomas
Tomas

 

El estallido de una guerra nuclear, aunque sea de forma inintencionada, es posible debido a las peligrosas interacciones entre los países, afirmó Noam Chomsky a RT.

“El mundo ha estado desgraciadamente a punto de sufrir una guerra nuclear en el pasado y esto podría suceder de nuevo al haber caído Rusia y Occidente en lo que parece ser otra Guerra Fría”, afirmó el lingüista, filósofo y activista estadounidense Noam Chomsky en el programa ‘Sophie&Co’ de RT.

“Una vez que la OTAN ha expandido sus fronteras para llegar hasta Rusia, su misión ha cambiado mucho desde su fundación”, dijo Chomsky, añadiendo que “ahora su objetivo es alcanzar el control global de los sistemas de energía, en lugar de velar por el mantenimiento del equilibrio militar intergubernamental”.

“El peor de los escenarios, por supuesto, sería una guerra nuclear, que sería terrible. Los estados que la iniciaran serían eliminados por sus consecuencias. Ese sería el peor caso. Ha llegado a estar alarmantemente cerca en varias ocasiones en el pasado. Y podría ocurrir nuevamente, pero no por ser planeada, sino por las peligrosas interacciones que se llevan a cabo”, dijo Chomsky a la presentadora Sophie Shevardnadze.

Asimismo, Chomsky afirma que la situación general de inestabilidad se ha visto empeorada por la implicación de Estados Unidos en los asuntos de Oriente Medio catalizando así los conflictos regionales,con acciones como las llevadas a cabo en Irak que el filósofo compara con “un golpe de un mazo”.

 

Iván Lira
Iván Lira

Noam Chomsky: Movimentos como Occupy, economia solidária e rejeição ao consumismo podem abalar sistema capitalista

Entrevista a Chris Hedge, no Thruthdig | Tradução Vila Vudu

 

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Noam Chomsky, a quem entrevistei 5ª-feira passada em sua sala no Massachusetts Institute of Technology (MIT), influenciou intelectuais nos EUA e em todo o mundo, por número incalculável de vias. A explicação que construiu para o Império, a propaganda de massa, a hipocrisia e o servilismo dos liberais e os fracassos dos acadêmicos, além do que ensinou sobre os modos pelos quais a linguagem é usada como máscara pelo poder, para nos impedir de ver a realidade, fazem dele o mais importante intelectual nos EUA. A força de seu pensamento, combinada a uma independência feroz, aterroriza o estado-empresa – motivo pelo qual a imprensa-empresa e grande parte da academia-empresa tratam-no como pária. Chomsky é o Sócrates do nosso tempo.

Vivemos um momento sombrio e desolado na história humana. E Chomsky começa por essa realidade. Citou o falecido Ernst Mayr, importante biólogo evolucionista do século 20, que disse que provavelmente nós jamais encontraremos extraterrestres inteligentes, porque formas superiores de vida se autoextinguem em tempo relativamente curto.

“Mayr dizia que o valor adaptacional do que se chama ‘inteligência superior’ é muito baixo” – disse Chomsky. – “Baratas e bactérias são muito mais adaptáveis que os humanos. É melhor ser inteligente que estúpido, mas podemos ser um equívoco biológico, usando os 100 mil anos que Mayr nos dá como expectativa de vida como espécie, para destruir-nos nós mesmos e destruir também muitas outras formas de vida no planeta.”

Chomsky espera que os que trabalham na indústria de serviços e na manufatura possam começar a organizar-se para começar a tomar o controle de seus próprios locais de trabalho. Observa que no ‘Cinturão da Ferrugem’ [orig. Rust Belt],[3] inclusive em estados como Ohio, há crescimento no número de empresas que pertencem aos trabalhadores.

O crescimento de poderosos movimentos populares no início do século 20 mostrou que a classe empresarial já não conseguia manter os trabalhadores subjugados por ação exclusiva da violência. Os interesses empresariais tiveram de construir sistemas de propaganda de massa, para controlar opiniões e atitudes.

O crescimento da indústria de “relações públicas”, iniciada pelo presidente Wilson, que criou o Comitê de Informação Pública [“Creel Committee”][4], para instilar sentimentos pró-guerra na população, inaugurou uma era não só de guerra permanente, mas também de propaganda permanente. O consumo foi instilado também, com compulsão incontrolável. O culto do indivíduo e do individualismo tornou-se regra. E opiniões e atitudes passaram a ser talhadas e modeladas pelos centros de poder, como o são hoje.

“Uma nação pacífica foi transformada em nação de odiadores, fanáticos por guerras” – diz Chomsky. – “Essa experiência levou a elite no poder a descobrir que, mediante propaganda efetiva, poderiam, como Walter Lippmann escreveu, usar “uma nova arte na democracia, e fabricar o consenso.”

A democracia foi destripada. Os cidadãos tornaram-se “público”, “audiência”, telespectadores, não participantes no poder. Os poucos intelectuais, entre os quais Randolph Bourne, que mantiveram a independência e recusaram-se a servir à elite no poder foram expulsos para fora do sistema, como Chomsky.

“Muitos dos intelectuais dos dois lados estavam apaixonadamente dedicados à causa nacional” – disse Chomsky, falando a 1ª Guerra Mundial. “Houve só uns raros dissidentes. Bertrand Russell foi preso. Karl Liebknecht e Rosa Luxemburg foram mortos. Randolph Bourne foi marginalizado. Eugene Debs, preso. Todos esses se atreveram a questionar a magnificência da guerra.”

Aquela histeria pró-guerra jamais cessou, movida sem alteração, do medo de um bárbaro germânico, para o medo de comunistas e, daí, para o medos de jihadistas e terroristas islamistas.

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“As pessoas vivem aterrorizadas demais, porque foram convencidas de que nós temos de nos defender nós mesmos” – diz Chomsky. – “Não é inteiramente falso. O sistema militar gera forças perigosas para nós, que nos ameaçam. Veja, por exemplo, a campanha terrorista dos drones de Obama – a maior campanha terrorista de toda a história. Esse programa gera novos terroristas e terroristas potenciais muito mais depressa do que destrói suspeitos. É o que se vê agora no Iraque. Volte lá, aos julgamentos de Nuremberg. A agressão entre Estados foi definida como o supremo crime internacional. Foi considerado diferente de outros crimes de guerra, porque a agressão entre estados reúne, como crime, todos os demais danos que outros crimes subsequentes causarão.

A invasão que EUA e Grã-Bretanha cometeram contra o Iraque é como um manual de crime de agressão entre Estados. Pelos padrões de Nuremberg, os governantes dos EUA e da Grã Bretanha teriam, todos, de ser condenados à morte e enforcados. E um dos crimes que cometeram foi incendiar o conflito sunita versus xiitas.”

Esse conflito, que agora novamente inflama a região, é “um crime cometido pelos EUA, se acreditamos que sejam válidas as sentenças que Nuremberg proclamou contra os nazistas. Robert Jackson, promotor-chefe no tribunal de Nuremberg, em sua fala aos jurados, disse que aqueles acusados haviam bebido de um cálice envenenado. E que se algum de nós algum dia bebêssemos daquele mesmo cálice teríamos de ser tratados do mesmo modo, ou tudo não passaria de grande farsa.”

As escolas e universidades da elite inculcam hoje em seus alunos a visão de mundo endossada pela elite no poder. Treinam alunos para serem reverentes ante a autoridade. Para Chomsky, a educação, na maior parte das grandes escolas, inclusive em Harvard, a poucos quarteirões de distância do MIT, não passa de “um sistema de profunda doutrinação”.

“Há um entendimento de que há certas coisas que não se dizem nem se pensam” – diz Chomsky. – “É assim, entre as classes educadas. E é por isso que eles todos apoiam fortemente o poder do Estado e a violência do Estado, apenas com uma ou outra pequena ‘restrição’. Obama é visto como crítico contra a invasão do Iraque. Por quê? Só porque disse que seria erro estratégico. É argumento que o põe no mesmo nível moral de um general nazista que entendesse que o segundo front era erro estratégico. Isso, para os norte-americanos, é ‘ser crítico’.”

E Chomsky não subestima o ressurgimento de movimentos populares.

“Nos anos 1920s, o movimento trabalhista estava praticamente destruído” – disse. – “Havia sido um movimento trabalhista forte, muito militante. Nos anos 1930s ele mudou, e mudou por causa do ativismo popular. Houve circunstâncias [a Grande Depressão] que levaram à oportunidade de fazer alguma coisa. Vivemos constantemente com isso. Considere os últimos 30 anos. Para a maioria da população, foram tempos de estagnação, ou pior que isso. Não é a Depressão profunda, mas é uma depressão semipermanente para a maior parte da população. Há muita lenha lá fora, esperando para ser queimada.”

Chomsky entende que a propaganda empregada para fabricar consensos, mesmo na era das mídias digitais, está perdendo efetividade, com a realidade cada vez menos parecida com o “retrato’ dela inventado pelos órgãos da mídia empresarial de massas. Embora a propaganda feita pelo Estado norte-americano ainda consiga “empurrar a população para o terror e o medo e para a histeria de guerra, como se viu nos EUA antes da invasão do Iraque”, ela já começa a fracassar na tarefa de manter fé não questionada nos sistemas de poder. Chomsky credita ao movimento Occupy, que ele descreve como uma tática, ter “disparado uma fagulha iluminadora” a qual, mais importante, atravessou toda a sociedade, apesar da atomização”.

“Há todos os tipos de esforços e projetos para separar as pessoas umas das outras” – diz ele. “A unidade social ideal [no mundo dos propagandistas do Estado-empresa] é você e sua tela de televisão. As ações de Occupy puseram abaixo isso, para grande parte da população. As pessoas reconheceram que poder nos juntar e fazer coisas por nós mesmos. Podemos ter uma cozinha comum. Podemos ter um palanque para discussões públicas. Podemos formar nossas próprias ideias. Podemos fazer alguma coisa. E esse é ataque importante contra o núcleo dos meios pelos quais o público é controlado.

Você não é só um indivíduo tentando maximizar o consumo. Você descobre que há outros interesses na vida, outras coisas com as quais se preocupar. Se essas atitudes e associações puderem ser sustentadas e mover-se em novas direções, será muito importante. (Transcrevi trechos)

 

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La crisis económica como arma de enriquecimiento rápido y vergonzante de los más poderosos

Ediciones Irreverentes publica ‘Ilusionistas’, una crítica del filósofo y activista Noam Chomsky a la crisis y la tiranía del dinero. Se trata de la primera edición en español de este libro, traducido por el escritor uruguayo Jorge Majfud.

Las principales preocupaciones de Chomsky sobre la situación actual giran alrededor de la crisis económica como arma de enriquecimiento rápido y vergonzante de los más poderosos, el sentido de la democracia y los obstáculos de la lobbycracia o las imposiciones y las representaciones de la realidad.

Estos temas se abordan en este libro, junto sus escritos sobre las verdades oficiales y la manipulación de la historia, las diferentes expresiones de la libertad, la tiranía del dinero acumulado y el secuestro de las democracias, las formas de dictadura, y su sentido de un anarquismo progresivo.

Con ‘Ilusionistas’, Chomsky pretende ofrecer las bases necesarias para creer en un futuro de libertad e igualdad, y ofrece las herramientas necesarias para desmontar las grandes mentiras del sistema capitalista.

Según afirma Chomsky en el libro: “Hay constantes importantes que debemos tener en cuenta. Una de esas constantes consiste en que aquellos que controlan la vida económica de un país también suelen tener una enorme influencia sobre la política de Estado de ese país”.

“Hoy en día los amos de la humanidad son las corporaciones multinacionales y las instituciones financieras. No obstante, la lección histórica sigue siendo válida y ayuda a explicar por qué el complejo estatal-corporativo es realmente una amenaza para la libertad y, de hecho, para la supervivencia de la especie”, apunta.

EEUU Y LAS ELECCIONES COMPRADAS

A su juicio, el gobierno de Estados Unidos es uno de los principales mantenedores de la crisis mundial. “Esto significa, obviamente, que las elecciones son más o menos compradas, y que los compradores esperan ser recompensados. Así sucede en todo tiempo. Se puede ver muy claramente en la última elección presidencial de Estados Unidos en 2008”.

Esta victoria se debió, a su juicio, a la “gran afluencia de capital de las instituciones financieras, especialmente hacia el final de la campaña”. “Estos grupos se decidieron por Obama en lugar de su rival, John McCain, y esperaban ser recompensados por ello”, critica.

Y siempre a vueltas con la instrumentalización del lenguaje, Chomsky critica en Ilusionistas la nomenclatura eufemística tan en boga. “Cómo a la destrucción del Estado de Bienestar se le llamaajustes, cómo las invasiones norteamericanas con sus aliados europeos son en defensa de la libertad”, explica el editor jefe de Irreverentes, Miguel Ángel de Rus. “Para cambiar el mundo, primero tenemos que recuperar el significado de las palabras. Chomsky nos explica cómo hacerlo”, concluye De Rus.

Noam Chomsky (Estados Unidos, 1928), una de las figuras más destacadas de la lingüistica del último siglo, ha publicado, entre otros, ‘El nuevo Orden mundial (y el viejo)’, ‘Actos de agresión’, ‘La segunda guerra fría’, ‘La propaganda y la opinión pública’, ‘Lucha de clases’, ‘La cultura del terrorismo’, ‘Piratas y emperadores’, ‘Estados fallidos. El abuso de poder y el ataque a la democracia’ y ‘Gaza en crisis. Reflexiones sobre la guerra de Israel contra los palestinos’.

 

CARTA DE NOAM CHOMSKY AL PRESIDENTE COLOMBIANO JUAN MANUEL SANTOS

 

Me dirijo a usted por una preocupación general, que comparto con muchos otros, sobre los planes de operaciones mineras a gran escala, que, al parecer, suponen una grave amenaza para el delicado ecosistema del Macizo Colombiano. Pero escribo también por razones personales, que espero sean apropiadas para llamar su atención. Leer más

Noam Chomsky: “Cualquier país decente debe conceder asilo a Julian Assange”

En una entrevista para El Telégrafo, el filósofo asegura que si el fundador de WikiLeaks es extraditado a EE.UU. será tratado como Bradley Manning, el soldado acusado de filtrar documentos secretos.

Noam Chomsky, filósofo norteamericano.
Noam Chomsky, filósofo norteamericano

Personalidades de alrededor del mundo se han pronunciado a favor del fundador de WikiLeaks, Julian Assange.

Noam Chomsky  envió una carta al presidente Rafael Correa en la que exponía su temor de que Assange sea extraditado a Estados Unidos si llegase a Suecia, donde afronta una indagación por delitos sexuales.

Una semana antes de conocerse la decisión ecuatoriana sobre el asilo. Chomsky dijo en una entrevista para El Telégrafo que Assange tiene razón en temer la extradición a Suecia. Allá seguramente será privado de su libertad – y si los Estados Unidos le piden la extradición, los suecos “lo subirán en el próximo vuelo”.

“Si Suecia quiere interrogar a Assange, pueden interrogarle en Londres”, reclama Chomsky. Él afirma que no necesitan tener Assange presente en Suecia para realizar una audiencia.

El catedrático no opina sobre las acusaciones contra Assange – porque “todos los cargos son dignos de ser investigados” – pero no de una manera que signifique  su extradición a Estados Unidos. “Todo el mundo en su sano juicio sabe que es un escalón en el camino a los Estados Unidos”, reconoce Chomsky.

Además establece un paralelismo con Bradley Manning (el soldado norteamericano acusado de ayudar a WikiLeaks en la filtración de documentos) y asegura que lo que sucedió con el joven es una clara indicación de cómo será tratado Assange si llega a Estados Unidos.

Manning está preso en una cárcel militar desde hace un año y medio. Durante la mayor parte de ese tiempo ha estado sometido a un confinamiento solitario sin un juicio.

“No hay duda de que el propósito de todo esto es para que él (Manning) diga algo sobre Assange, que también será tratado de la misma manera si llega a los Estados Unidos”, comenta Chomsky. Está convencido de que no es posible que Assange tenga un juicio justo en Estados Unidos, ya que el presidente (Barack Obama) ha pronunciado su culpabilidad. “Por lo tanto, cualquier país decente debe conceder asilo político a Julian Assange”, aclara Noam Chomsky.

Ecuador otorgó esa condición a Assange el pasado viernes, un día después de que Londres amenazara con asaltar la legación diplomática para capturar al australiano.

La cuestión ahora es cómo va a salir de la Embajada. No hay manera de sacarlo de esa instalación, que es en realidad un pequeño apartamento, sin que pise suelo inglés. La Policía británica custodia la entrada a toda ahora. Por eso el viaje de Assange hacia Quito parece complicado.

Frente a esta situación Chomsky recuerda cómo EE.UU. “secuestró” a Manuel Noriega, presidente de Panamá, cuando el mandatario impulsó una línea política independiente. EE.UU. invadió el país centroamericano y Noriega se refugió en la Embajada del Vaticano.

Ante eso, el Ejército norteamericano “bombardeó” la Embajada con música de rock pesado, de manera ininterrumpida, durante tres días. Eso obligó a Noriega a salir, fue arrestado y trasladado a Florida para ser juzgado  por crímenes cometidos, en su mayoría, cuando él trabajaba con la CIA.

“Es útil recordar los métodos que usan los estados delincuentes fuera de la ley, con total impunidad y, probablemente, lo hará en términos de su enemigo Assange”, recalca.

Cuando se le pregunta a Chomsky qué opina sobre el sistema jurídico sueco responde rápidamente “que no se puede confiar en él – y que no es tan sorprendente” puesto que la historia de ese país muestra que no son independientes del poder.

Chomsky pone como ejemplo el hecho de que Suecia colaboró con los nazis durante la Segunda Guerra Mundial – y ahora está trabajando con los estadounidenses en la guerra de Afganistán. “Assange debería tener una medalla de honor. Lleva a cabo sus responsabilidades como ciudadano en una sociedad democrática – y la gente debe saber lo que sus representantes están haciendo”, destaca.

Noam Chomsky: “La democracia debe sustituir la hegemonía de los EE.UU.”

-¿Cómo cree que será el desenlace de este conflicto entre la sociedad civil y el poder tradicional que se ve en las protestas en distintos lugares del mundo?

-Nunca se pueden predecir esas cosas. Si alguien hubiera preguntado hace un año qué pasaría si un par de jóvenes ocupaban el Parque Zuccotti, la predicción racional, lo que yo hubiera dicho, es que iban a ser expulsados por la policía al día siguiente y que todo habría terminado. Bueno, eso no sucedió. Se encendió. Acabo de reunirme con un grupo de activistas de Chile. Si alguien hubiera preguntado un año y medio atrás qué pasaría si un grupo de estudiantes marchara en las calles para oponerse al grotesco costo de la educación y su sistema educativo clasista, hubiera recibido la misma predicción. No pasará nada. Pero resulta que sí pasó, lleva años, atrajo a otras personas, y está desafiando las bases del régimen que dejó Pinochet por primera vez. Y lo mismo en la Plaza Tahir. ¿Quién puede hacer predicciones? El desenlace dependerá de lo que haga la gente.

-¿Cuál es el cambio más significativo que provocaron las protestas?

-Hay varias diferencias entre Egipto, España, Chile, Estados Unidos y los demás. Pero hay algunos elementos comunes. En su mayor parte, es una rebelión contra el neoliberalismo, que fue un fracaso por su diseño. Es un sistema diseñado para el beneficio de un pequeño sector de privilegio y poder. Ha sido un desastre en casi todas partes. Después de un par de décadas de graves, graves desastres, finalmente, hace unos diez años, América latina ha ido levantándose. La Argentina fue uno de los primeros, de hecho. Pero Bolivia, Ecuador, Venezuela, Brasil, han estado saliendo. En Africa del Norte, en la “primavera árabe”, una gran parte de las revueltas fueron en contra del neoliberalismo. Las medidas neoliberales han sido impuestas por los culpables de siempre: el FMI, el Banco Mundial, el Departamento del Tesoro, y así sucesivamente. Los países fueron muy elogiados por las instituciones internacionales, como la Argentina, que fue alabada por su economía magnífica justo el día antes de que se derrumbara totalmente. Eso es normal. Y, de hecho, el sistema fue bueno para algunos. Hubo crecimiento, y el crecimiento fue, como de costumbre, muy concentrado. Para la mayoría de la población, significó el estancamiento, y la disminución o eliminación de los sistemas de apoyo, las consecuencias habituales. También la corrupción, tremenda, que siempre viene aparejada. Y la población simplemente se levantó contra eso. En Túnez, y lo mismo en España y Grecia, y los Estados Unidos y Chile. Hay variantes diferentes, pero la misma falla de diseño.

-En América latina muchos ven dos modelos, uno vinculado a Venezuela y el otro a Brasil, ¿cuál cree que puede prevalecer?

-Depende de dónde estén las presiones y de lo que haga la gente. Otro modelo es la Argentina. Canceló, en efecto, su deuda, ante el rechazo de las instituciones internacionales y la denuncia de los economistas que advertían que iba a ser un desastre total. Pero la diferencia más extrema que yo veo es entre Bolivia y Colombia. En Colombia, por primera vez hay una voluntad seria de condenar las atrocidades de los paramilitares. Washington está siendo expulsado de todas sus bases militares en América latina, aunque está tratando de mantenerse en Colombia. Brasil es un caso interesante. En el discurso contemporáneo de Estados Unidos, es el buen ejemplo. Pero si uno echa un vistazo a las políticas de Lula, no son muy diferentes de las del gobierno de [João] Goulart en la década del 60. Bueno, la reacción de los Estados Unidos en ese momento fue organizar un golpe que estableció el primer Estado de seguridad nacional al estilo neonazi en la región, y se extendió como una plaga. Ahora la reacción es darle una palmada en la cabeza y decir “ustedes son los chicos buenos”. Eso es un signo de los cambios. El poder de Estados Unidos para intervenir no es cero, pero ha declinado, y la conciencia es cada vez mayor en América del Sur, y, en cierta medida, en América Central, de que no se tiene que aceptar esa dominación.

Entrevista Rafael Mathus Ruiz/ La Nación
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“Si la devastación capitalista se puede parar a tiempo, está en las manos de la población”

Noam Chomsky analiza las claves de su nuevo ensayo, “La era Obama y otros escritos sobre el imperio de la fuerza”.

Sin optimismos

Ese derrumbe de la dignidad ha crecido en la misma proporción en la que disminuía la credibilidad de la clase política. ¿Cuál es la razón? “Las políticas que se han impuesto han servido a la riqueza y el poder”, dice. Ciudadano desasistido, votante escéptico. Por eso no le extraña que, entre tanta amenaza de bomba y de gobiernos patrioteros, solo haya lugar para el pesimismo: “¿Optimismo? Solo queda entre aquellos que están ansiosos por ver las especies destruirse entre sí”.

Si se le pregunta por sus intenciones o metas habla de animar a que las personas piensen por sí mismas. Pero para cuestionar las suposiciones convencionales de cada uno hace falta mucho escepticismo. “Obliga a buscar una justificación a la sabiduría convencional: es incapaz”, dice. Reclama esfuerzo y análisis. No pide cinismo para tratar la desigualdad, la injusticia, ni para desafiar a la hipocresía del sistema capitalista para decir la verdad. “La forma del capitalismo que generalmente se ha llamado ‘capitalismo’, es capaz de destruir la posibilidad de una vida digna, y desde luego se encamina en esa dirección. Si la devastación capitalista se puede parar a tiempo, está en las manos de la población”, aclara en un guiño a los levantamientos ciudadanos de todo el mundo.

Ya en 1997 Noam Chomsky escribió en Lucha de clases , ensayo sobre las victorias presidenciales de Ronald Reagan en 1980 y 1984, que los grupos de elite aprovecharon el descontento de la población para destrozar el Estado del bienestar y “redirigir la política social hacia los intereses de los poderosos y de los privilegiados” . ¿En qué año hemos dicho que escribió esto?

Pero si esta inquietud se ve reforzada por el hecho de que en una buena cantidad de cuestiones, habitualmente las más importantes, ambos partidos, demócratas y republicanos en EEUU (los que sean en el resto del mundo), se encuentran a la derecha de las opiniones del electorado, ¿quién salvará a la clase trabajadora, a la izquierda? “Pero ¿quién es ‘la izquierda’? Si te refieres a la izquierda parlamentaria, ellos son más o menos lo que solemos llamar ‘la derecha moderada”.

Ocupemos el futuro

por Noam Chomsky

Líderes religiosos, principalmente de la comunidad afroestadunidense, cruzaron el domingo el puente Brooklyn con lonas y tiendas para entregarlas a los miembros del movimiento Ocupa Wall Street, acampados en el corazón económico de la ciudad de Nueva York. Foto Mike Fleshman
Líderes religiosos, principalmente de la comunidad afroestadunidense, cruzaron el domingo el puente Brooklyn con lonas y tiendas para entregarlas a los miembros del movimiento Ocupa Wall Street, acampados en el corazón económico de la ciudad de Nueva York. Foto Mike Fleshman

 

La economía se centró en las finanzas. Las instituciones financieras se expandieron enormemente. Se aceleró el círculo vicioso entre finanzas y política. La riqueza se concentraba cada vez más en el sector financiero. Los políticos, enfrentados a los altos costos de las campañas, se hundieron más profundamente en los bolsillos de quienes los apoyaban con dinero.

Y, a su vez, los políticos los premiaron con políticas favorables para Wall Street: desregulación, cambios fiscales, relajamiento de las reglas de administración corporativa, lo cual intensificó el círculo vicioso. El colapso era inevitable. En 2008, el gobierno una vez más salió al rescate de empresas de Wall Street que supuestamente eran demasiado grandes para quebrar, con dirigentes demasiado grandes para ser encarcelados.

Ahora, para la décima parte del uno por ciento de la población que más se benefició de todos estos años de codicia y engaños, todo está muy bien.

El mundo está dividido en dos bloques: la plutonomía y el resto, resumió Citigroup. Estados Unidos, Gran Bretaña y Canadá son las plutonomías clave: las economías impulsadas por el lujo.

En cuanto a los no ricos, a veces se les llama el precariado: el proletariado que lleva una existencia precaria en la periferia de la sociedad. Esa periferia, sin embargo, se ha convertido en una proporción sustancial de la población de Estados Unidos y otros países.

Así, tenemos la plutonomía y el precariado: el uno por ciento y el 99 por ciento, como lo ve el movimiento Ocupemos. No son cifras literales pero sí es la imagen exacta.

El cambio histórico de la confianza popular en el futuro es un reflejo de tendencias que podrían ser irreversibles. Las protestas de Ocupemos son la primera reacción popular importante que podrían cambiar esa dinámica. Transcrevi trechos. Leia mais 

 

 

Indignados ocupam Wall Street

Nos Estados Unidos os indignados estão nas ruas. Veja o povo, pacificamente, em passeata.
A imprensa exagerada faz terrorismo. Diz que é um movimento que prega a revolução. Isso para justificar as prisões. 500. No Brasil, povo nas ruas, a imprensa chama de baderna, caos. Atrapalho do trânsito. Na ditadura militar usava os termos subversão, terrorismo.

Para entender melhor o movimento de ocupação de Wall Street, leia mensagem de Noam Chomsky:

Gangsters

Cualquiera que tenga los ojos abiertos sabe que el gangsterismo de Wall Street – y de las instituciones financieras en general – ha causado daños severos al pueblo norteamericano y al mundo. Y también deben saber que eso es algo que vienen haciendo desde hace 30 años. En este tiempo, su poder económico y político han aumentado radicalmente y en un círculo vicioso un 1 por ciento de la sociedad amasó una inmensa fortuna mientras el resto se precarizó, y todo con total impunidad: no sólo son lo suficientemente grandes como para caer, sino también para ser apresados.

La corajuda y honorable protesta que se está desarrollando en Wall Street debería servir para llevar la atención pública hacia esta calamidad y dedicar esfuerzos para superarla y llevar a la sociedad hacia un curso más saludable.


Noam Chomsky es profesor emérito del Departamento de Lingüística y Filosofía del MIT. Universalmente reconocido como renovador de la lingüística contemporánea, es el autor vivo más citado, el intelectual público más destacado de nuestro tiempo y una figura política emblemática de la resistencia antiimperialista mundial.

A legenda do medo do terrorismo

Para o Ministério das Relações Exteriores, existem cerca de 1,3 milhões de brasileiros exilados nos Estados Unidos. Isso em 2009. Como o êxodo não pára, e as estatísticas oficiais sempre registram menos, temos que considerar os emigrantes ilegais…

… eis que os irmãos Marinho encontraram um retirante brasileiro trabalhando no pesado. O engenheiro brasileiro Wilson Souza. Ele comanda as equipes de uma das empresas que produzem o concreto especial usado nos novos arranha-céus do World Trade Center , em Nova Iorque. O produto é um pouco mais escuro do que o usado nas construções normais. A fórmula é secreta. “Não é um concreto comum. É muito mais forte. Esse é três vezes mais forte que os outros”, afirma.

É uma reportagem típica da propaganda que cria uma legenda de medo. Para combater o terrorismo mundial tudo se justifica.

Terrorismo no Brasil tem outra cara

A cara da fome. Da peste. Da morte. Morte por bala perdida. Morte por causa desconhecida.
Todo final de semana temos chacinas. Que não são investigadas.

Não podia ser diferente. Os brasileiros sonham com a paz. A paz no campo. E o fim da violência urbana.

Que a paz reine no Brasil e no mundo.

Que o Brasil continue com a sua política em defesa da
autodeterminação dos povos.

O princípio que garante a todo povo de um país o direito de se autogovernar, tomar suas escolhas sem intervenção externa. O direito à Soberania, ou seja, de um determinado povo de determinar seu próprio status político. Em outras palavras, seria o direito que o povo de determinado país tem de escolher como será legitimado o direito interno sem influência de qualquer outro país.

Carta da ONU

Em 1941, os Aliados da Segunda Guerra Mundial assinaram a Carta do Sul da Atlântico e aceitaram o Princípio da Autodeterminação. Em janeiro de 1942, 26 países assinaram a Declaração das Nações Unidas, que ratificou esses princípios. A ratificação da Carta das Nações Unidas em 1945, depois do fim da Segunda Guerra Mundial, inseriu o direito de autodeterminação no âmbito do direito internacional e diplomático.

Escreve Noam Chomsky, remorando o 11-S uma década depois:
¿Había otra alternativa?

Nos estamos aproximando al décimo aniversario de las horrendas atrocidades acaecidas el 11 de septiembre de 2001, unos hechos que, según se considera a amplios niveles, cambiaron el mundo. El pasado 1 de mayo un equipo de los comandos de elite estadounidenses, los SEAL de la Marina, asesinaron al presunto cerebro del crimen, Osama bin Laden, después de capturarle, desarmado e indefenso, a través de la Operación Jerónimo.

Un grupo de analistas ha observado que aunque finalmente se haya acabado con Bin Laden, éste consiguió, no obstante, algunos éxitos importantes en su guerra contra EEUU. “Afirmó repetidamente que el único camino para sacar a EEUU del mundo musulmán y derrotar a sus sátrapas era involucrar a los estadounidenses en una serie de pequeñas pero onerosas guerras que les llevaran finalmente a la bancarrota”, escribe Eric Margolis. “‘Sangrar a Estados Unidos’, en sus propias palabras”. A EEUU, primero bajo George W. Bush y después con Barack Obama, le faltó tiempo para precipitarse en la trampa… Resulta grotesco que los inflados desembolsos militares y la dependencia de la deuda… puedan ser el legado más pernicioso del hombre que pensaba que podía derrotar a EEUU”, especialmente en unos momentos en que la extrema derecha está cínicamente explotando el tema de la deuda, con la connivencia del establishment demócrata, para socavar lo que queda de programas sociales, educación pública, sindicatos y, en general, las barreras que aún resisten ante la tiranía de las corporaciones.

Que Washington se inclinó por cumplir los más fervientes deseos de bin Laden fue algo que se puso en evidencia de inmediato. Como expuse en mi libro “9-11”, escrito poco después de que ocurrieran los ataques, nadie con conocimiento sobre la región fue capaz de reconocer “que un ataque masivo contra una población musulmana era la respuesta a las plegarias de bin Laden y sus socios, y que conduciría a EEUU y a sus aliados hacia una ‘trampa diabólica’, como señaló el ministro francés de Asuntos Exteriores”.

El importante analista de la CIA responsable desde 1996 de seguirle el rastro a Osama bin Laden, Michael Scheuer, escribió poco después que “bin Laden le ha precisado muy bien a EEUU las razones por las que está emprendiendo la guerra contra nosotros. [Él] está decidido a cambiar drásticamente las políticas estadounidenses y occidentales hacia el mundo islámico”, y en gran medida lo ha conseguido: “Las fuerzas y políticas de EEUU están completando la radicalización del mundo islámico, algo que Osama bin Laden trató de conseguir con un éxito sustancial aunque incompleto desde los primeros años de la década de 1990. Como consecuencia, pienso que es justo concluir que los EEUU de América siguen siendo el único aliado indispensable de bin Laden”. Y bien podría decirse que así sigue siendo incluso después de su muerte.

El primer 11-S

¿Había alternativa? Hay muchas posibilidades de que el movimiento yihadista, gran parte de él muy crítico hacia bin Laden, se hubiera dividido y debilitado tras el 11-S. “El crimen contra la humanidad”, como fue justamente denominado, podría haberse considerado como tal crimen y haber llevado a cabo una operación internacional para apresar a los posibles sospechosos. Pero aunque en aquel momento se reconoció tal posibilidad, ni siquiera se pasó a considerar la idea de hacerlo así.

En “11-9”, citaba la conclusión de Robert Fisk de que el “horrendo crimen” del 11-S se cometió de forma “perversa y con una crueldad impresionante”, una valoración certera. Es útil tener en mente que los crímenes podrían haber sido incluso peores. Supongamos, por ejemplo, que el ataque hubiera llegado hasta a bombardear la Casa Blanca, matar al presidente, imponer una dictadura militar brutal que asesinara a miles y torturara a decenas de miles mientras establecía un centro internacional de terror para ayudar a imponer estados similares de tortura y terror por todas partes y desarrollar una campaña internacional de asesinatos; y como estímulo adicional, hubieran traído un equipo de economistas –llamémoslos “los chicos de Kandahar”- para hundir velozmente la economía en una de las mayores depresiones de su historia. Eso, francamente, hubiera sido mucho peor que el 11-S.

Lamentablemente, este no es un pensamiento experimental. Sucedió. La única inexactitud en ese breve relato es que las cifras se habrían multiplicado por 25 para producir los equivalentes per capita en la medida apropiada. Desde luego, me estoy refiriendo a lo que en Latinoamérica se llama a menudo “el primer 11-S”, el 11 de septiembre de 1973, cuando EEUU consiguió tras intensos esfuerzos derrocar al democrático gobierno de Salvador Allende en Chile con un golpe militar que colocó en el poder al brutal régimen del general Pinochet. El objetivo, en palabras de la administración Nixon, era matar el “virus” que pudiera animar a todos aquellos “extranjeros dispuestos a putearnos” apropiándose de sus propios recursos y siguiendo de diversas maneras una política intolerable de desarrollo independiente. Al fondo estaba la conclusión del Consejo Nacional de Seguridad de que si EEUU no podía controlar Latinoamérica, no podía esperar “conseguir un orden que le fuera favorable en otros lugares del mundo”.

El primer 11-S, a diferencia del segundo, no cambió el mundo. No se produjo “nada que tuviera muy grandes consecuencias”, como Henry Kissinger aseguraba a su jefe pocos días después.

Estos acontecimientos de consecuencias pequeñas no se limitaron al golpe militar que destruyó la democracia chilena y puso en marcha la historia de horror que le siguió. El primer 11-S fue justo uno de los actos de un drama que empezó en 1962, cuando John F. Kennedy cambió la misión del ejército latinoamericano de “defensa hemisférica” –una anacrónica reliquia de la II Guerra Mundial- por “seguridad interna”, un concepto que implicó una aterradora interpretación en los círculos latinoamericanos bajo dominio estadounidense.

En la recientemente publicada por la Universidad de Cambridge “History of the Cold War”, el erudito latinoamericano John Coatsworth escribe que desde ese momento hasta “el colapso soviético en 1990, las cifras de prisioneros políticos, víctimas de tortura y ejecuciones de disidentes políticos no violentos en Latinoamérica superaron inmensamente a las de la Unión Soviética y sus satélites del Este de Europa”, incluyendo también muchos mártires religiosos y asesinatos masivos, siempre apoyados o iniciados en Washington.