São Paulo não pode parar… os ladrões!

br_diario_comercio. A polícia de sampa

Atualmente, em efetivo, a Polícia Militar de São Paulo é a maior polícia do Brasil, e a terceira maior instituição militar da América Latina, contando com cem mil soldados estaduais.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo dispõe de 40 mil e 663 integrantes.

Além de ter os serviços de diferentes empresas privadas de segurança, contratadas a peso de ouro, o governador Geraldo Alckmin comanda mais de 140 mil soldados e policiais, e a criminalidade só faz crescer, crescer.

Zop
Zop

São tropas treinadas para reprimir o povo, e que possuem as mais modernas armas. O povo, nas passeata e greves, conhece o poder de fogo da polícia de Alckmin.

Tem bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, balas de borrachas, balas de chumbo, canhões d’água, choque elétrico, cacetadas, mordidas de cachorro e patadas de cavalo.

Para pegar ladrão, falta gente e jeito, apesar de ser uma das mais violentas polícias que se conhece.

 Newton Silva
Newton Silva

Ferveram na panela de Alckmin manifestantes, socorristas, jornalistas e advogados

por Advogados Ativistas

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████████████████ Kettling é uma tática policial para controle de distúrbios. A técnica consiste em cercar e isolar as pessoas dentro de um cordão policial. O nome deriva tanto do termo inglês “kessel” para chaleira, como do alemão “kettle” para caldeirão.

O que vimos no sábado em São Paulo foi exatamente isso, um caldeirão fervendo de policiais cumprindo ordens para provocar, xingar e espancar manifestantes, jornalistas, socorristas e advogados.

No entanto, o próprio Manual de Controle de Distúrbios Civis da Polícia Militar condena a prática. Não é preciso ler o manual inteiro, logo na introdução, o item 3.2.1 diz exatamente o seguinte:

“A multidão não deve ser pressionada contra obstáculos físicos ou outra tropa, pois ocorrerá um confinamento de consequências violentas e indesejáveis.”

O que vimos foi a Tropa de Choque, a Força Tática e a nova “Tropa do Braço“ empregando uma técnica expressamente não autorizada no próprio manual de conduta policial, ferindo diretamente um dos princípios fundamentais da Administração Pública, que é o princípio da legalidade.

Em um juridiquês simples, esse princípio diz que o agente público só pode fazer o que estiver expressamente em lei, diferente da esfera particular, onde é permitido fazer tudo que a lei não proíba.

Logo, o Kettling constitui uma ação irregular da Polícia Militar, e, portanto, todas as prisões que decorreram desse método se deram em um contexto de abuso de autoridade, inscrito no nosso Código Penal.

A técnica, aliás, é muito criticada também em âmbito internacional, justamente porque inúmeras pessoas inocentes são detidas.

Agora, ainda que se admita a prática, é óbvio que precisa haver alguma situação de flagrância. No entanto, por incrível que pareça, não houve delito algum. Como o Coronel da PM admitiu, a polícia agiu antes que qualquer crime ocorresse. Evidente que, ao chegar no Distrito para oficializar a detenção, foi necessário a invenção e sorteio de infrações penais, uma das cenas mais ridículas presenciadas pelos advogados em toda história profissional.

“Esse aqui? Tem cara de bravo né? Prendemos por desacato.
Essa daqui tá calma. Foi desobediência.
E esse aqui? Que tal lesão corporal?”

Ferveram na panela manifestantes, socorristas, jornalistas e advogados. O crime que cometeram? Reuniram-se. Imperdoável infração para Governo que não sabe conviver com a Democracia.

Foto: ████████████████ Kettling é uma tática policial para controle de distúrbios. A técnica consiste em cercar e isolar as pessoas dentro de um cordão policial. O nome deriva tanto do termo inglês “kessel” para chaleira, como do alemão “kettle” para caldeirão. 

O que vimos no sábado em São Paulo foi exatamente isso, um caldeirão fervendo de policiais cumprindo ordens para provocar, xingar e espancar manifestantes, jornalistas, socorristas e advogados. 

No entanto, o próprio Manual de Controle de Distúrbios Civis da Polícia Militar condena a prática. Não é preciso ler o manual inteiro, logo na introdução, o item 3.2.1 diz exatamente o seguinte:

“A multidão não deve ser pressionada contra obstáculos físicos ou outra tropa, pois ocorrerá um confinamento de consequências violentas e indesejáveis.”

O que vimos foi a Tropa de Choque, a Força Tática e a nova “Tropa do Braço“ empregando uma técnica expressamente não autorizada no próprio manual de conduta policial, ferindo diretamente um dos princípios fundamentais da Administração Pública, que é o princípio da legalidade. 

Em um juridiquês simples, esse princípio diz que o agente público só pode fazer o que estiver expressamente em lei, diferente da esfera particular, onde é permitido fazer tudo que a lei não proíba. 

Logo, o Kettling constitui uma ação irregular da Polícia Militar, e, portanto, todas as prisões que decorreram desse método se deram em um contexto de abuso de autoridade, inscrito no nosso Código Penal. 

A técnica, aliás, é muito criticada também em âmbito internacional, justamente porque inúmeras pessoas inocentes são detidas. 

Agora, ainda que se admita a prática, é óbvio que precisa haver alguma situação de flagrância. No entanto, por incrível que pareça, não houve delito algum. Como o Coronel da PM admitiu, a polícia agiu antes que qualquer crime ocorresse. Evidente que, ao chegar no Distrito para oficializar a detenção, foi necessário a invenção e sorteio de infrações penais, uma das cenas mais ridículas presenciadas pelos advogados em toda história profissional.

"Esse aqui? Tem cara de bravo né? Prendemos por desacato.
Essa daqui tá calma. Foi desobediência.
E esse aqui? Que tal lesão corporal?"

Ferveram na panela manifestantes, socorristas, jornalistas e advogados. O crime que cometeram? Reuniram-se. Imperdoável infração para Governo que não sabe conviver com a Democracia.

O movimento não vai ter Copa e os governadores que construíram arenas na campanha presidencial

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Os jornalões conservadores apóiam a política de repressão aos protestos de rua dos governadores tucanos. O governador Geraldo Alckmin considerou que a ação da “tropa do braço” durante protestos em São Paulo contra a Copa do Mundo, no sábado (22), teve “êxito”.

“A operação ‘tropa do braço’ foi muito bem sucedida. Nós tivemos menos confronto, menos violência, menos depredações, menos pessoas feridas, menos estragos de uma maneira geral. Acredito que a tática usada pela Polícia Militar teve êxito sim”, afirmou o governador, conforme noticiou o G1 (Globo). Durante o protesto, a corporação usou um grupo de policiais treinados em artes marciais, como o jiu-jitsu, para cercar e isolar manifestantes.

Se Dilma colocar nas ruas o Exército, a Polícia Federal, a Força Nacional vai ter o mesmo apoio da imprensa elitista e da imprensa da direita?

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Os jornais e revistas que defendem as manifestações contra Evo Morales (Bolívia), Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador) e Nicolás Maduro vão noticiar sem carregar nas tintas os possíveis confrontos das forças de segurança de Dilma com o povo?

A repressão não segura o povo. Transcreve o G1 hoje informe da agência France Press, denunciada por Maduro, como propagadora de notícias falsas:Algumas vias de acesso a Caracas a partir do leste e muitas ruas internas foram cortadas durante a manhã de segunda-feira por pequenos grupos de manifestantes, que deixavam os pontos de bloqueio antes da chegada da polícia para protestar em outras áreas.

Uma repórter da AFP foi testemunha do verdadeiro jogo de gato e rato em Trinidad, onde manifestantes montavam barricadas em uma rua interna. Quando a polícia se aproximou, eles deixaram o local para estabelecer um novo ponto de protesto, enquanto os agentes tentavam desmontar a primeira.

“Nos tiraram até o medo”, afirmava um cartaz de uma manifestante, perto da avenida que liga Caracas ao subúrbio ao leste.

“Resistência sim, praia não”, escreveu outro manifestante no mesmo local, em referência ao iminente feriado de carnaval.

A Venezuela é cenário de protestos desde 4 de fevereiro, quando estudantes de San Cristóbal (oeste) saíram às ruas para protestar contra a insegurança. Desde então, as manifestações ganharam força em todo o país, com a participação da oposição e confrontos noturnos que deixaram pelo menos 10 mortos. [No Brasil, os protestos começaram em junho, e registram doze mortes]

No setor de “Los Palos Grandes”, uma mulher tentava acordar os vizinhos enquanto caminha por uma rua batendo em uma panela e aos gritos de “A protestar, para a rua”.
Notícias procedentes de Valencia (norte, terceira cidade do país e cenário de distúrbios nos últimos dias) registraram incidentes durante a manhã entre manifestantes e oficiais da Guarda Nacional.

Testemunhas afirmaram ao jornal El Carabobeño que agentes usaram gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes, que bloquearam a avenida Universidade no bairro de Naguanagua.

Repetindo: Desde então, as manifestações ganharam força em todo o país.

Dizem que o futebol no Brasil é uma religião. Certamente que a Copa do Mundo vai explodir corações. E para o cenário ficar mais tenso: a imediata campanha eleitoral com partidários fanáticos dos extremos da direita e da esquerda.

Sabem os jornalões que, para uma eleição perdida, o jeito é apostar nas mais baixas emoções, na propaganda marrom, no terrorismo dos infiltrados, na propaganda fúnebre, na propaganda implícita, na propaganda subliminar etc.

As manifestações espontâneas sempre acontecem próximo dos locais de trabalho ou residência dos protestantes. Noutros locais é preciso um dinheiro que a população da classe média baixa ou pobre não tem: transporte, alimentação etc.

Os gastos com o deslocamento das tropas militares são equivalentes aos da mobilização das multidões.

Dilma que se cuide de uma cilada.

As manchetes de hoje na Venezuela:

ve_nacional.750 prot viola ONU

ve_universal.750 prot lesa humanidade

O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos não nega o favoritismo da presidenta, mas alerta que muita coisa pode acontecer

por Eduardo Miranda e Octávio Costa

Neste ano em que seminários e debates lembrarão o cinquentenário do golpe militar de 1964, o cientista Wanderley Guilherme dos Santos será referência obrigatória. Seu texto “Quem dará o golpe no Brasil”, publicado em 1962, acertou em cheio ao antecipar a derrubada do presidente João Goulart. Famoso desde aquela época, ele produziu uma obra respeitada no Brasil e no exterior. Em 2004 recebeu prêmio da Academia Brasileira de Letras pelo livro “O cálculo do conflito: estabilidade e crise na política brasileira” e, em 2011, assumiu a direção da Casa Rui Barbosa a convite da presidenta Dilma Rousseff.

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Em entrevista ao Brasil Econômico, o professor aposentado de Teoria Política da UFRJ e fundador do Iuperj, apesar de sua capacidade de projetar os fatos, não se arrisca a fazer um vaticínio sobre a sucessão presidencial. “Ainda é cedo, falta muito tempo. Em 55, a UDN estava com a faca e o queijo na mão para ganhar a eleição, não fosse o suicídio de Getúlio Vargas. Não precisa do suicídio de ninguém, mas, de repente, tudo muda”. A cautela não impede que ele reconheça o favoritismo de Dilma e diga que o quadro atual “não está fácil para a oposição”, porque sempre que se faz uma crítica, “Dilma vai e cria um programa”. Se há um desafio hoje para o governo, é o do investimento em infraestrutura e na inovação tecnológica, mas, em sua opinião, “esse é um bom problema”. Quanto às manifestações e protestos previstos para a Copa do Mundo, o professor afirma que não representam de forma alguma ameaça à democracia. Ao contrário: as manifestações de rua, diz ele, mostram instituições democráticas fortes no país.

As pesquisas apontam um grande favoritismo da Dilma.

Mas o Lula não tinha esse favoritismo no início da campanha e depois ganhou. A Dilma, na metade da campanha de 2010, também ganhou. Na hora do voto, é sempre complicado. Mesmo a classe média que está deslumbrada, gostando muito da Dilma, pode chegar na hora e votar diferente. Fiz um levantamento da margem de vitória de Collor para cá. Só Lula, em 2006, justamente depois do mensalão, teve 56% dos votos. A Dilma teve 53% de votos válidos. Não só aqueles que estão protestando vão deixar de votar, como também aquele cara que acha que as coisas melhoraram e podem melhorar mais, aí vota num Aécio, num Joaquim Barbosa. Portanto, ainda é cedo para cravar a vitória de Dilma. Eu não me arrisco, é difícil. Leia mais

Ativistas denunciam brutalidade policial durante o ato contra a Copa de São Paulo. Um de cada quatro manifestantes foi detido

AGRESSÕES E PRISÕES ARBITRÁRIAS DOS SOLDADOS ESTADUAIS

 

 Alfredo Martirena
Alfredo Martirena

por Maria Martín/ El País, Espanha

A segunda manifestação do ano contra a Copa em São Paulo acabou com um de cada quatro manifestantes detidos. Dos 1.000 participantes que a polícia calculou que participaram do ato, 262 terminaram a noite na delegacia. Depois de oito meses das primeiras manifestações, um contingente de 2.300 policiais tentou impedir o vandalismo antes dele acontecer. Até um grupo de agentes com conhecimentos de artes marciais foi enviado pela primeira vez para atuar em um protesto para que, segundo o porta-voz da PM, o capitão Emerson Massera, só se agisse de maneira mais agressiva “conforme aumente a necessidade”. O protesto terminou com oito feridos, cinco deles policiais, segundo a PM.

Cerco de policiais a manifestantes. / BOSCO MARTÍN
Cerco de policiais a manifestantes. / BOSCO MARTÍN

 

A Polícia Militar considera a operação de ontem “um sucesso absoluto”, porque “os atos de vandalismo e agressões foram mínimos em comparação com manifestações anteriores, graças à estratégia bem sucedida”, disse um porta-voz ao EL PAÍS. A brutalidade dos agentes, porém, marcou novamente sua atuação, segundo os manifestantes.

Os detidos – a polícia os chama de retidos- denunciaram a arbitrariedade dos agentes. Segundo os relatos recolhidos por este jornal, uma vez presos, os manifestantes não foram informados da causa da sua detenção, nem sobre a delegacia à qual estavam sendo encaminhados.

O presidente da Ordem de Advogados do Brasil em São Paulo, Marcos da Costa, afirma que a polícia não tem o direito de prender manifestantes e levá-los para prestar depoimentos se nesse momento não estavam cometendo um crime. “O papel da polícia é proteger a manifestação, atuar no caso de serem cometidos crimes que ameacem o direito do manifestante. Neste caso, até os profissionais da imprensa tiveram seu direito de exercer a profissão violado”, lamenta da Costa.

A Polícia Militar considera a operação de ontem “um sucesso absoluto”, porque “os atos de vandalismo e agressões foram mínimos”

Outros manifestantes também denunciaram agressões por parte de vários agentes que, equipados com um colete luminoso, esconderam seu nome. “A quem vou denunciar? A maioria não tinha identificação, e foi uma ação conjunta, ordenada”, reclama Mauro Donato, colunista do Diário Centro do Mundo que afirma ter sido cercado por um grupo de PMs que o agrediram com cassetetes e chutes durante 30 segundos.

“Uma grande novidade nos atos de São Paulo, é que nunca houve um numero igual de policiais nas laterais da manifestação como houve ontem. Foram eles os que acabaram formando o cerco”, relata um dos detidos, estudante de biologia de 18 anos, que prefere não se identificar.

O “cerco” foi um cordão policial de pelo menos uma centena de agentes que isolou um grupo aleatório de manifestantes que integrava a marcha. A ideia parecia ser a de encurralar os praticantes da tática Black Bloc, mas naquele grupo havia desde professores universitários a idosos e jornalistas. A Polícia Militar, que depende das autoridades do Governo de Geraldo Alckmin (PSDB), justificou aquele cerco para “impedir uma injusta e iminente agressão, retendo pessoas que se preparavam para cometer atos criminosos durante apenas o tempo necessário para identificá-las”. Alguns dos presentes relataram como os policiais levantaram uma bandeira azul e disseram: “A gente ganhou. Essa Copa é nossa”.

“Quando nos cercaram desceram cacetada até que todo o mundo ficou no chão. Alguns foram presos na hora e levados para a delegacia”.

“Houve vários procedimentos ilegais tanto no primeiro ato contra a Copa como no segundo”, continua o estudante. “Os policiais desobedeceram o próprio manual de controle de distúrbios. Conforme o treinamento deles sempre tem que haver uma via de fuga. Nos dois atos eles cercaram os manifestantes. É muita sorte que ninguém morreu pisoteado ainda. A segunda violação foi ao nos levarem presos. Não podem deter pessoas para averiguação. Você tem que saber a acusação e para qual delegacia você está sendo levado”, destaca o estudante. Ele reconhece ter cometido atos de vandalismo em outros protestos para contestar a violência policial, mas disse que desistiu por entender que o único que ia conseguir era apanhar mais da polícia. “Eu vi que esse modelo não funcionava, que ia ficar preso e apanhando. Olha o que adiantou”, disse.

Os jornalistas voltaram a ser alvo da polícia. Cinco profissionais foram detidos e outro vários apanharam. Um repórter do jornal Folha de S.Paulo ficou preso no cerco e quando foi flagrado gravando a cena foi arrastado com chave de pescoço por vários metros antes de ser liberado. “Eu fiquei no cerco e comecei a tirar fotos. Aí veio um soldado e começou a falar que não tinha medo de mim, nem da minha câmara. Começou a me empurrar com o escudo, me afastei”, conta Tarek Mahammed, da Rede de Fotógrafos Ativistas. O fotógrafo relata um confronto provocado quando um dos manifestantes chamou de “porcos” aos agentes na hora do cerco se abrir. “Dois policiais foram para cima dele e começaram a bater muito. Me chutaram, bateram na minha cabeça até que cai no chão. Estava sangrando. Eu cheguei a perguntar porque estavam batendo em mim e me responderam: Falei para você não ficar aqui’”. É a sexta vez que Mahammed é agredido por policiais em manifestações, afirma.

Tarek Mahammed, fotojornalista ferido durante o protesto. / MATHEUS JOSÉ MARIA
Tarek Mahammed, fotojornalista ferido durante o protesto. / MATHEUS JOSÉ MARIA

 

Um outro jornalista independente de 27 anos, que transmitia ao vivo o protesto para o Grupo de Apoio Popular (GAPP), acabou no hospital após desmaiar. “Eu estava bem próximo do cordão policial quando parei para colocar minha máscara, aí eu tive que tirar meu capacete. Nesse momento o cordão lateral dos agentes avançou com os cassetetes e eu não consegui correr, havia muita gente ali tentando fugir. Eu levei um golpe na cabeça, me virei e tomei outro no ombro, e um outro na nuca. Esse golpe me deixou completamente tonto e não consegui sair. Havia pessoas ao meu redor sendo agredidas já no chão. Consegui encontrar o grupo de socorristas e nesse momento desmaiei. Me colocaram num carro com um advogado e me levaram para a Santa Casa”, lembra Alexandre Capozzoli que, além de retransmitir ao vivo os protestos, trabalha como designer em uma empresa de móveis.

Um dos feridos acabou sofrendo depois da agressão com um dos problemas mais criticados durante os protestos: a qualidade dos serviços públicos

Depois da agressão, Capozzoli acabou sofrendo com um dos problemas mais criticados durante os protestos: a qualidade dos serviços públicos. “Levei 20 minutos para ser atendido e me informaram que o tempo de espera era de três a quatro horas. Como tenho plano de saúde acabei ligando e fui removido a uma outra sala na mesma Santa Casa. Em menos de uma hora fui atendido, me fizeram um monte de exames e recebi alta. Meu corpo está bem marcado. Mas não houve um traumatismo mais grave”, relata.

Os Advogados Ativistas, que representam gratuitamente os detidos durante os protestos, também denunciaram agressões por parte dos policiais. O grupo afirma que os agentes prejudicaram seu trabalho ao impedir que acompanhassem as revistas pessoais, que acabaram sendo feitas “longe dos olhos dos cidadãos, advogados e imprensa” com o risco de que os agentes cometessem abusos, disse. “A Polícia Militar de São Paulo por diversas vezes promove operações de dispersão dos movimentos sociais, com policiais não identificados, e realiza prisões para catalogar manifestantes coagindo-os a sair das ruas”, disse a associação.

 

 

Tropa ninja do governador Geraldo Alckmin

Branco “nu” Preto

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Essa é a tropa de braço
Com 6 meses sem cabaço
Marcianos Marciais
Cortejam a corte e mais
Aqui não tem mãe de rapaz
Ele chama, ela não escuta
É tapa na cara e mata leão
Olha pra baixo filho da puta
Sente o peso da minha mão
Sente a humilhação
Sente-se no chão
Com minha bandeira azul
Black bloc pisca o cu
Eu grito, eu rosno, eu sou animal
Treinei 6 meses arte marcial
Somos o contrário do bloco negro
Entramos na corporação para bater em pelego

Somos uma tropa
Somos uma trupe
Somos um time
Temos a corporação
Para esquecer os nossos crimes

Vamos aterrorizar
Vamos amedrontar
Vamos ser a guerrilha da policia militar

Incentive seu parceiro a bater até matar
Tenha o sangue frio, não se coloque em seu lugar
Mandamos nosso mestre a puta que pariu
E se viver também vai apanhar.

Bloco Branco é sangue azul
Paladino da verdade
O teu norte vai pro Sul
Eu amo a sherazade

Vamos aterrorizar
Vamos amedrontar
Vamos ser a guerrilha da policia militar

pm

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FOTO: Fotógrafos Ativistas
TEXTO: Gini Gini

AUDIODESCRIÇÃO: Policial Militar segura seu escuto de proteção em frente ao seu rosto. Olha fixamente para a lente do fotógrafo com olhos de raiva. Atrás seus companheiros em formação

DENÚNCIA CONTRA OS SOLDADOS DE ALCKMIN. UM DIA DE CÃO NO PAÍS DA COPA

Um Dia de Cão no País da Copa

Por volta das 17 horas, começou o protesto Segundo grande ato contra copa 2014, já sentia-se a tensão no ar, principalmente pelo excesso de policiais cerca de 10 para cada um manifestante.
Como é de costume, alguns adeptos a tática Blac Blok ficaram na linha frente do ato, logo atrás os demais manifestantes, o ato seguia pacifico de todos os lados; Mas quando foi se aproximando do Teatro Municipal, alguns policias já estavam fazendo prisões de manifestantes sem motivo algum, a partir daí a tropa de choque começou disparar bombas de efeito moral para dispersar e efetuar as prisões.
Enquanto fotografava toda ação, acabei levando uma rasteira e na sequencia um mata-leão dos policiais, fui arrastado dali por cinco.
Após tudo isso, como é de costume acompanhei os manifestantes até as delegacias (3° e 4° DP), uma forma de apoio aos detidos indevidamente. Mas não estavam em nenhum destes DPs, decidiram então ir ao 78° DP, no caminho passaram pelo Vale do Anhangabaú onde a PM com um contingente de 300 homens, cercaram os poucos manifestantes (talvez 100 no máximo), neste momento um senhor de meia-idade passou atrás de toda esta movimentação, foi parado questionado e por fim levou um TAPA NO ROSTO!!!
Passaram alguns minutos e policia abriu o cerco liberando, inconformados alguns questionaram a ação da policia, sem entender por que motivo ficaram encurralados; Ai foi um “salve-se quem puder” partiram para agressão sendo que não havia incitação de violência do outro lado, o Fotografo Ativista Tarek, foi espancado, e acabou levando um corte feio na cabeça. O governo faz de tudo para haja uma copa do mundo, nem que pra isso o sangue escorra nas ruas. (Texto e Foto: Wesley Passos — com Tarek Mahammed)

MOLOTOV

Fotógrafo da Rede Fotógrafos Ativistas é agredido com pontapés e cacetadas por “policiais” militares.

No segundo grande ato (NÃO VAI TER COPA), a truculência dos soldadinhos do Geraldinho imperou. Não é mais falta de preparo policial, é maldade e tesão em bater. Momentos pacíficos se tornaram caos e tristeza.

A falta de dialogo era a senha para que os subordinados do status quo saíssem dos escudos que os seguravam a tentação e caíssem matando em todos os manifestantes, mascarados ou não, em todos os pacifistas, em todos das mídias, menos as mídias tradicionais que não tem culhão para estar no meio do caos, mas mesmo assim alguns acabaram sendo agredidos e outros detidos.

Força a todos os Guerreiros que estiveram nesse ato e irão continuar nas ruas, para trazer a verdade. (Fotógrafos Ativistas)

O mais novo método da Policia Militar já está em ação: a "tropa do braço"
O mais novo método da Policia Militar já está em ação: a “tropa do braço”
Polícia Militar acaba com manifestação, prende 262, agride de forma generalizada e espalha o terror pelo centro de São Paulo para "evitar a quebra da ordem"
Polícia Militar acaba com manifestação, prende 262, agride de forma generalizada e espalha o terror pelo centro de São Paulo para “evitar a quebra da ordem”

Vídeos:

Policial que não segue a lei é bandido

Nas manifestações que vêm ocorrendo em todo o Brasil, um dos recorrentes abusos de autoridade testemunhados consiste em policiais sem identificação atuando em repressões violentas.

Militares sem tarja de identificação, usando “toucas ninja”, ou capacetes, têm sido flagrados em cenas de brutalidade em diversas cidades do país.

O militar no exercício de sua função, deve apresentar de modo claro e evidente seu nome e sua patente. Caso contrário, transgride o Regimento Disciplinar da Corporação, o Código Penal em seu artigo 350, inciso IV e o Código Penal Militar em seu artigo 301.

Diante desse cenário, os Advogados Ativistas disponibilizam um modelo de petição que pode ser preenchido e encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo, caso você registre (foto ou vídeo) um policial sem identificação.

Prepare a sua câmera, aumente o seu zoom e foque em um policial sem identificação. Policial que não segue a lei é bandido.

POLICIAL! IDENTIFIQUE-SE. Campanha dos Advogados Ativistas.

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