MANIFIESTO CONTRA LA VIOLENCIA INDISCRIMANDA E INADMISIBLE EJERCIDA HACIA CIUDADANAS Y CIUDADANOS DE CAJAMARCA-PERÚ

A EIKELÂNDIA DO PERU

 

Povo nas ruas por Cajamarca
Povo nas ruas por Cajamarca

 O conflito desatado no Peru pelo megaprojeto de mineração Conga é ilustrativo da importância das análises internacionais. Lá, neste investimento de cerca de 4,5 bilhões de dólares, apresentado pelos seus promotores como “a salvação” de uma das regiões mais pobres do país, está sendo disputada uma das mais fortes corridas políticas e econômicas a respeito da compreensão do desenvolvimento da América Latina. Por Eduardo Gudynas


Conga é uma proposta de megamineração a céu aberto de ouro e cobre, no departamento (estado) de Cajamarca. Promovido pela empresa Yanacocha (uma associação de capitais peruanos e a Newmont, uma gigantesca mineradora), sempre esteve envolto em polêmicas. Apesar de se tratar de um enorme investimento (os empresários garantem que chegará a 4,8 bilhões de dólares) e de se esperar que fará disparar as exportações, sempre encontrou resistência local.

As razões da oposição ao projeto são diversas. Em primeiro lugar, rejeitam-se os impactos ambientais, incluindo a desaparição de lagos andinos que os moradores locais consideram fundamentais, tanto para a agricultura como para o abastecimento de água potável. Nas regiões andinas, se conhecem estes e outros impactos ambientais que já foram vividos ao longo das décadas de coexistência com outras mineradoras. Tampouco acreditam nas promessas de uma gestão ambiental por parte da empresa Yanacocha, devido a seu comportamento em outros empreendimentos. E como se fosse pouco, o projeto foi aprovado no final do governo de Alan Garcia, afundado no descrédito com os cidadãos.

Como Ollanta Humala baseou parte de sua campanha sustentando que antes da exploração mineradora vinha a proteção da água, muitos acreditaram que ao conquistar a presidência o empreendimento em Cajamarca seria suspenso. Equivocaram-se, e desde então o conflito não parou de aumentar.

NI UNA MUERTE MÁS, NI UN ARRESTO ILEGAL MÁS, NO AL ESTADO DE EMERGENCIA, NO AL ABUSO DE PODER, NO A LA CRIMINALIZACIÓN DE LA PROTESTA. QUE NO QUEDEN IMPUNES ESTOS HECHOS. EXIGIMOS INVESTIGACION Y QUE SE ESTABLEZCA EL GRADO DE RESPONSABILIDAD DEL PRESIDENTEOLLANTA HUMALA.

https://www.facebook.com/groups/AmericaLatinaIndignada/

Este manifiesto nace fruto de la conmoción sentida ante los hechos ocurridos en la localidad de Celendín, Perú, donde se ha atentado de modo directo contra lxs ciudadanxs que allí se manifestaban, teniendo que lamentar la muerte de tres personas, al mismo tiempo que se han llevado a cabo una serie de arrestos ilegales.

La respuesta del gobierno peruano, ante las protestas de la población cajamarquina, ha sido declarar -sin fundamento jurídico- el estado de emergencia para reprimir a la población, con la intromisión de las fuerzas militares, lo que constituye una violación de los derechos fundamentales de lxs ciudadanxs. De este modo, se pretenden proteger los intereses privados de la transnacional Newmont Mining Corporation, ignorando el rechazo expresado por la población de Cajamarca, cuya protesta pacífica viene realizándose desde hace meses atrás.

Las protestas de lxs ciudadanxs cajamarquinxs están dirigidas a la defensa legítima de sus medios de vida y de los recursos hídricos, que serían seriamente afectados si se llegara a ejecutar el proyecto megaminero

Acontece o mesmo no Brasil, em São João da Barra, com desapropriações de terras, pelo governador Sérgio Cabral, com despejos violentos da justiça, para tornar realidade a criação da Eikelância, tendo como base o porto de Açu, um projeto que irá destruir praias  e mais praias no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.