O voto chorado de Marina

Esta campanha presidencial começou com os infiltrados nos protestos de rua antes e durante a Copa do Mundo.

Protestos com reivindicações municipais, como o preço das passagens dos transportes coletivos (aumento autorizado pelos prefeitos) e escolas e hospitais padrão Fifa (que são construídas pelos governadores).

Eis porque os protestos foram duramente reprimidos pelos soldados dos governadores e pelos guardas municipais dos prefeitos.

Vale lembrar que a vaia e os xingamentos pornofônicos contra a presidente do Brasil Dilma Rousseff, no jogo inaugural, foram comandados pelo senador Álvaro Dias, coordenador da campanha de Aécio Neves, e Neca Setubal, coordenadora da campanha de Marina Silva.

Neca Setubal
Neca Setubal
Senador Álvaro Dias e filho, no dia da vaia
Senador Álvaro Dias e filho, no dia da vaia

quem vaiou

por Marcelo Bancalero

 

Pois é…
Descobrimos o maestro do coral tucano que vaiou Dilma, na abertura da Copa das Confederações…
O cara gastou com dois ingressos para ele e o filho, no valor de R$ 1.463,00 cada um. Já falaram até que alguns tucanos infiltrados, distribuíram R$400,00 para algumas pessoas espalhadas iniciarem a vaia.

A fatura de Álvaro Dias para assistir um único jogo
A fatura de Álvaro Dias para assistir um único jogo

Como quem estava lá não eram os pobres, mas a elite que é contra o bolsa família, ProUni, programas como o Luz para todos, Minha casa minha Vida, Minha casa melhor, diminuição da tarifa
de luz… etc, etc , etc
Foi fácil conseguirem que uns gatos pingados ( ou tucanos pingados), vaiassem.
Assisti aos vários vídeos, e nem se escuta as vaias, que um repórter do PIG, num helicóptero lá nas alturas, jura que ouviu a voz exatamente de 2045 pessoas vaiando.
Vaias que só foram notadas por Joseph Blatter, pois vieram dos camarotes, caríssimos e que ficam próximos de onde ele estava. E não do meio do povão nas gerais, que teve de levar a culpa como sempre, na manipulação da oposição. Se Joseph Blatter não falasse, e se a mídia não fizesse o sensacionalismo de sempre, ninguém nem teria notado.

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VEJA ENDOSSA INSULTO E GRITA: “EI, DILMA, VTNC”

Ao tratar como “vaia” as agressões dirigidas por parte da torcida no Itaquerão à presidente Dilma Rousseff, a revista de Giancarlo Civita (esq.), dirigida por Eurípedes Alcântara (dir.), transmite ao público a seguinte mensagem: “vocês gritaram por nós”; na reportagem interna, revista afirma que “o hino cantado a capela, as vaias em Dilma e mesmo o batismo de craque de Neymar foram os grandes momentos do jogo de abertura da Copa de 2014 no Brasil”; os barras bravas da mídia estão a postos para a campanha eleitoral

veja vaia

247 – “Ei, Dilma, vai tomar no c…” O insulto que se ouviu da ala Vip do Itaquerão, dirigido à presidente Dilma Rousseff, foi endossado neste fim de semana pela revista Veja, que pertence ao empresário Giancarlo Civita, herdeiro de Roberto Civita, e é dirigida pelo jornalista Eurípedes Alcântara. De acordo com a publicação, a estreia do Brasil na Copa teve três destaques: o hino cantado a capela pelos torcedores, a atuação de Neymar e a “vaia” a Dilma – uma agressão que já não é mais tratada como “vaia” nem por seus adversários políticos, nem pelos mais raivosos colunistas da torcida organizada dos jornais e revistas da mídia familiar no Brasil.

“O hino cantado a capela, as vaias em Dilma e mesmo o batismo de craque em Neymar foram os grandes momentos do jogo de abertura da Copa de 2014 no Brasil”, diz o texto da reportagem de capa. Segundo a publicação, a “vaia” seria uma prova de que “a paixão pelo futebol não combina com política”.

O ex-presidente Lula, em junho de 2013, afirmou que parte da imprensa brasileira insufla o “ódio de classes” e, de certa forma, estimulou as agressões a Dilma. A capa de Veja parece confirmar a tese e sinaliza que os barras bravas da mídia estão a postos para a campanha eleitoral [Dito e feito

LÁGRIMAS DE CROCODILO

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Marina nunca foi de chorar.  Sempre foi dura nas críticas.

Veja como ela reage quando criticada:]

 

 

 

 

Quem jogou a bomba que afundou o crânio de Santiago?

Federalizar já a investigação do assassinato premeditado do cinegrafista Santiago Andrade. Uma polícia que joga bombas de gás lacrimogêneo, de gás de efeito (i)moral em jornalistas, não tem autoridade moral. Uma polícia que atira balas de borracha para cegar cinegrafistas e fotógrafos não tem nenhuma credibilidade.

cinegrafista tragédia anunciada

Está na internert: Antes do cinegrafista, já tivemos outras mortes em manifestações. Mas quantas foram investigadas e os responsáveis condenados? E os outros jornalistas atingidos? Houve alguma campanha midiática pela punição dos responsáveis por esses crimes? Por que há uma forma diferenciada como são tratados os casos de violência? E por que essa ânsia toda de culpar de todas as formas possíveis os Black Blocks? Por que um advogado ligado as milícias tentou incriminar um político do Rio, Marcelo Freixo, a morte do cinegrafista?

Segue abaixo a lista das pessoas mortas nas manifestações:

1. a gari Cleonice Vieira de Moraes, em Belém (PA), vítima do gás lacrimogêneo lançado pela polícia militar;

2. 13 mortos na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré no Rio de Janeiro (RJ) – neste caso, a imprensa sequer se deu ao trabalho de informar todos os nomes;

3. o estudante Marcos Delefrate, de 18 anos, em Ribeirão Preto (SP), atropelado por um carro que furou um bloqueio de manifestantes;

4. Valdinete Rodrigues Pereira e Maria Aparecida, atropeladas em protesto na BR-251, no distrito de Campos Lindos, em Cristalina (GO);

5. Douglas Henrique de Oliveira, de 21 anos, que caiu do viaduto José Alencar, em Belo Horizonte (MG), por ter sido acuado pela polícia militar;

6. o marceneiro Igor Oliveira da Silva, de 16 anos, atropelado por um caminhão que fugia de uma manifestação, numa ciclovia próxima à Rodovia Cônego Domênico Rangoni, na altura de Guarujá (SP);

7. Paulo Patrick, de 14 anos, atropelado por um táxi durante manifestação em Teresina (PI);

8. a manifestante Gleise Nana, de 33 anos, insultada e coagida por mensagem de facebook de um sargento da polícia no dia 7 de setembro – no dia 18 de outubro seu apartamento pegou fogo e no dia 25 de novembro não resistiu as queimaduras que afetaram 35% de seu corpo e faleceu;

9. Fernando da Silva Cândido, ator, por inalação de gás lançado pela polícia, no Rio de Janeiro (RJ).

10. o idoso que foi atropelado por um ônibus ao tentar fugir da polícia, na mesma manifestação em que o cinegrafista Santiago foi atingido – sobre esta outra vítima, nenhuma linha na imprensa. Chamava-se Tasman Amaral Accioly e era vendedor ambulante.

feridos

Conheça vários casos de pessoas mortas e feridas em manifestações no Brasil. Clique aqui 

Os soldados mais violentos são comandados pelos governadores corruptos Sérgio Cabral e Geraldo Alckmin.

Federalizar o inquérito sim. Na internet começam a aparecer as dúvidas:

policiais loucos

“Esses policias treinados pelo pessoal do filme O Procurado conseguem dar tiro de bomba para fazer o petardo dar uma volta pelas costas do jornalista e acertar a cara dele debaixo pra cima e afundar o crânio. Bomba fazer curva, o cinema americano tem que aprender isso…”

Outra dúvida levantada:

projetil

Fotos mostram que foi a PM quem disparou contra o cinegrafista da Band

Jornal Causa Operária: Imagens reunidas por ativistas da internet negam a versão de que foi um manifestante o responsável pela morte de Santiago Andrade. O que reforça que a imprensa burguesa está usando o fato como pretexto para aumentar a repressão

Diante da tentativa da imprensa burguesa de colocar a culpa da morte do cinegrafista Santiago Andrade nos manifestantes, um grupo de ativistas da internet reuniu fotos que atestam justamente o oposto. Nas fotos (veja abaixo) fica claro que se trata de uma munição industrial e não um rojão como se afirmou exaustivamente nos jornais e redes de rádio e televisão.

Em uma das fotos, um destes ativistas segura o artefato com a mão.

Estas fotos corroboram o depoimento dado por outro cinegrafista presente a manifestação do dia 6, Bernardo Menezes, funcionário da Rede Globo. Em uma reportagem da Globo News ele dá o seguinte relato: “Tudo aconteceu no momento em que os manifestantes se aglomeraram no Comando do Leste, um edifício do Exército situado no Centro do Rio, ao lado da Central do Brasil. A Polícia Militar tentava dispersar os manifestantes e lançou várias bombas de efeito moral. E um destes artefatos estourou bem perto do cinegrafista da Band. Eu estava há alguns metros e vi quando isso aconteceu. Ele na mesma hora caiu no chão e ficou com um ferimento na cabeça, perdendo bastante sangue. Colegas e outras pessoas que estavam próximas obviamente correram para tentar ajuda-lo. Cercaram o cinegrafista [que estava] no chão e alguns PMs lançaram ainda mais bomba, o que provocou mais confusão” [grifo nosso].

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Além disso, também chama a atenção alguns fatos. Na imprensa burguesa, em particular na televisão, “especialistas” chegaram rapidamente à conclusão de que foi um manifestante quem disparou um rojão que acertou o cinegrafista. O que além de tudo, mostra a disposição desta mesma imprensa em considerar um manifestante culpado mesmo sem qualquer julgamento.

Uma tática comum em campanhas que servem como pretexto para justificar medidas que aumentam a repressão.

Outra questão é que não foram amplamente divulgadas as imagens das câmeras usadas para monitorar o trânsito e, segundo alegam os governos, para garantir a segurança. Certamente elas poderiam fornecer mais dados sobre o conflito no Centro do Rio. O que temos são apenas alguns registros. Por que estas imagens não são divulgadas e analisadas? Por que mostrariam que os disparos partiram da polícia?

Neste sentido, é preciso repudiar tanto a ação da PM como a cobertura da imprensa capitalista, responsável pela propaganda contra os manifestanes, em favor do aumento da repressão.

Vídeo da reportagem de Bernardo Menezes

A lei da copa e cozinha do bispo Crivella

Hediondos crimes no Brasil pegam pena leve: sequestro policial, tortura, cárcere privado, estupro, pedofilia, explodir caixa eletrônico, prisão arbitrária,  chacina, superfaturar obras e serviços públicos, induzir suicídio, vender sentenças, negociar milionários precatórios, emprestar dinheiro de banco oficial para empresas, indústrias e bancos falidos, trabalho escravo – o jeitinho brasileiro funciona para uma minoria levar vantagem em tudo.

O maior crime que se possa imaginar, para essa gente nas alturas, é protestar contra a corrupção. A polícia existe para criar uma legenda de medo.  Manter a apatia do povo. O manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Esquecido que Jesus era um protestante: quando da sua triunfal entrada em Jerusalém no Domingo de Ramos, e quando expulsou, com um chicote nas mãos, os ladrões do Templo, o bispo Crivella quer 30 anos de cadeia para o povo nas ruas em greve, ou reivindicando justiça, liberdade, fraternidade, mais escolas, mais hospitais, a humanização das cidades, o fim da polícia militar, e cadeia para os governantes corruptos.

Para a imprensa, o povo nas ruas é baderna; para o bispo Crivella, terrorismo.

Trinta anos de cadeia para quem protesta, quando os verdeiros bandidos estão soltos. Principalmente os lá de cima
Trinta anos de cadeia para quem protesta, quando os verdeiros bandidos estão soltos. Principalmente os lá de cima

Escreve Victor Lisboa:  Nosso sistema jurídico já possui leis criminais suficientes para que sejam severamente punidos os casos típicos de terrorismo internacional (assassinato ou sequestro premeditado de um Chefe de Estado ou explosão de uma bomba dentro de um estádio, p. ex.). Não precisamos de novas leis.

E parece excessivo prever novos crimes apenas para um evento passageiro e excepcional. Aliás, essa capacidade que um evento esportivo como a Copa tem de alterar a legislação do Brasil não só em seus aspectos administrativos (regras diferenciadas para licitação) como até penais tem um aspecto um pouco surreal. Desconheço se todos os outros países que sediaram a Copa também alteraram sua legislação de forma tão profunda, mas se não for esse o caso, então começo a compreender porque o presidente da FIFA, Joseph Battler, disse que em nosso país o futebol é uma religião.

Será? (Transcrevi trechos. Leia mais)

Criminalização das greves e 30 anos de cadeia para quem protestar na Copa do Mundo, pede o senador Crivella. É a volta da ditadura

Enrico Bertuccioli
Enrico Bertuccioli

 

Sem os créditos devidos aos atos institucionais da ditadura militar de 64, os senadores Marcelo Crivella (PRB/RJ), Ana Amélia (PP/RS) e Walter Pinheiro (PT/BA), o PL 728/2011, cuja votação está sendo apressada no Congresso, prevê limitações ao direito à greve, além de considerar atos de manifestações, sob determinadas circunstâncias, terrorismo.

Jarbas
Jarbas
De acordo com a ementa – parte do texto em que se resume a proposta -, o projeto

define crimes e infrações administrativas com vistas a incrementar a segurança da Copa das Confederações FIFA de 2013 e da Copa do Mundo de Futebol de 2014, além de prever o incidente de celeridade processual e medidas cautelares específicas, bem como disciplinar o direito de greve no período que antecede e durante a realização dos eventos, entre outras providências“.

Dispõe o art. 4º:

Provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo: Pena – reclusão, de 15 (quinze) a 30 (trinta) anos.

§ 1º Se resulta morte:

Pena – reclusão, de 24 (vinte e quatro) a 30 (trinta) anos.

§ 2º As penas previstas no caput e no § 1º deste artigo aumentam-se de um terço, se o crime for praticado:

I – contra integrante de delegação, árbitro, voluntário ou autoridade pública ou esportiva, nacional ou estrangeira;

II – com emprego de explosivo, fogo, arma química, biológica ou radioativa;

III – em estádio de futebol no dia da realização de partidas da Copa das

Confederações 2013 e da Copa do Mundo de Futebol;

IV – em meio de transporte coletivo;

V – com a participação de três ou mais pessoas.

§ 3º Se o crime for praticado contra coisa:

Pena – reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos.

§ 4º Aplica-se ao crime previsto no § 3º deste artigo as causas de aumento da pena de que tratam os incisos II a V do § 2º.

§ 5º O crime de terrorismo previsto no caput e nos §§ 1º e 3º deste artigo éinafiançável e insuscetível de graça ou anistia”.

Neste ponto, cabe ressaltar a abertura do tipo penal, de forma que muitas condutas podem ser nele enquadradas. O fechamento de uma via pode ser considerado privação da liberdade de pessoa, considerando-se que a mesma terá, em certa medida, sua liberdade de ir e vir cerceada por uma manifestação que bloqueie uma via de acesso?

Como motivação ideológica ou política, pode-se enquadrar a aversão a possíveis gastos excessivos e a à corrupção e ao superfaturamento ocorrido nas obras voltadas aos citados eventos esportivos? Por que a motivação ideológica, justificativa apresentada para tais atos, deveria constituir um agravante, isto é, algo que enquadre a conduta no tipo penal?

O que seria considerado” infundir terror ou pânico generalizado “? Seria possível enquadrar manifestações de enorme vulto, que somem centenas de milhares de pessoas contrárias a determinado evento, atrapalhando a sua realização ou, indiretamente, coibindo a presença de pessoas no mesmo?

Caso, em manifestações pacíficas, alguns sujeitos, inclusive infiltrados por opositores aos protestos, iniciem depredações, haverá uma preocupação em distinguir participantes pacíficos? Em que medida esta lei poderá causar medo entre ativistas, considerando-se que, caso estejam em uma manifestação legítima e pacífica, poderão ser”envolvidos”em crimes que poderão atingir pena de até 30 anos?

Na justificativa, está escrito que “a tipificação do crime ‘Terrorismo’ se destaca, especialmente pela ocorrência das várias sublevações políticas que testemunhamos ultimamente, envolvendo nações que poderão se fazer presente nos jogos em apreço, por seus atletas ou turistas”. Conforme o dicionário Michaelis, define-se sublevação como “incitar à revolta, insurrecionar, revolucionar […] revoltar-se”.

Há discussões jurídicas quanto à violação do art. , inciso XVI, da Constituição Federal de 1988, o qual afirma que:”todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente“.

Ademais, critica-se a desproporcionalidade da punição ao” vandalismo “, o qual, ainda que reprovável, poderia acarretar sanção superior à cabível ao crime de homicídio, punível com pena de 6 a 20 anos.

Cabe a reflexão.

Felipe Garcia

Folha Política

http://www.folhapolitica.org/2013/06/senadores-propoem-que-protestos-durante.html

Postado em JusBrasil por Anderson Ferraz
Brasil bola Fifa Cristo Redentor Copa

Sérgio Cabral é sócio da Condor que fabrica armas químicas para a polícia militar?

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A Condor fabrica armas letais como balas de borracha e gás lacrimogêneo. Bem sugestivo que o nome lembre uma operação dos ditadores do Cone Sul, que sequestrou, torturou e matou milhares e milhares de pessoas nas décadas de 60, 70 e 80 do século passado. Uma operação que volta a atuar nos protestos de rua no Brasil, Chile, Colômbia e Peru.

Os governadores estaduais gastam uma fortuna não revelada. Recentemente o governador Alkmin renovou os estoques de armas químicas.

O São João da polícia com bombas de efeito de moral custa milhões. Idem a carnificina com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, canhão sônico e outras armas de guerra.

É o estado contra o povo, que cada governador possui seu exército. Alckmin comanda mais de 150 mil gendarmes.

Que “seu” Cabral desminta:

URGENTE

Sergio Vândalo Cabral é acionista da CONDOR

Em conversa com ex funcionário da Condor Armamentos não letais o qual não divulgaremos o nome para preservar sua integridade física, garantiu que Sergio Vândalo Cabral tem um”laranja” como acionista da Condor.

Esse laranja com o nome de Almir Fontes Silva seria o testa de ferro nas negociatas evolvendo o Governador Cabral e a Condor. O ex funcionário informou que Cabral possuí 15% das ações da Condor que estaria interessado em adquirir mais 10% em ações até março de 2014.

Tentamos contato com a assessoria do Vândalo, mas não deram retorno.

O terrorismo policial no Rio é inaceitável

O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e da Comissão da Verdade no Rio, Wadih Damous, afirmou que a capital fluminense vive uma situação “inaceitável” em meio às prisões arbitrárias durante os protestos. Segundo Damous, o enquadramento de manifestantes e espectadores de atos políticos na chamada Lei de Organizações Criminosas é “inconstitucional” e “não se aplica a quem participa de manifestações públicas”.

Ele classificou como “aberrações” os indiciamentos dos ativistas por crimes como formação de quadrilha e corrupção de menores. “Seu indiciamento é feito sem critério, a partir do livre arbítrio dos delegados. Jovens, sem vinculação com atividades delituosas, são processados por crimes inafiançáveis e correm o risco de serem condenados à prisão.”

Damous demonstrou preocupação, ainda, com o fato de os presos políticos serem “arbitrariamente” conduzidos pela PM a delegacias distantes com o intuito de dificultar o trabalho dos advogados. “Em uma democracia, mesmo os envolvidos em atos de depredação devem ser tratados na forma da lei. Não se pode combater ilegalidade com outra ilegalidade. Advogados que buscam impedir essas arbitrariedades estão sendo tratados com hostilidade e vistos como estorvo à atuação policial. Agentes, a pretexto de realizar “oitivas informais”, impedem que os profissionais tenham contato com seus clientes. É bom recordar que ‘oitivas informais’ de presos eram comuns na ditadura militar e são inaceitáveis numa democracia.”

Para Damous, a “observância dos direitos constitucionais não deve estar sujeita aos humores da autoridade policial”. “Os 25 anos de nossa Constituição merecem uma comemoração mais adequada.”

Fonte: Carta Capital

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Governo de Alckmin compra armas químicas

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A Polícia Militar de São Paulo anunciou a compra de mais munições químicas.

De acordo com o Diário Oficial do Estado de SP desta quarta-feira (9), na segunda-feira-feira (7) foi assinado um “aditamento contratual” com a Condor S.A. Indústria Química, com sede no Rio de Janeiro (?), que trata do “Termo de Recebimento Definitivo das munições químicas” para obter novo estoque do material no prazo de um mês.

No documento, não foi detalhado o motivo da aquisição do produto, nem sua quantidade e custo. O pedido foi feito pelo Centro de Suprimento e Manutenção de Armamento e Munição da PM. Questionada pelo G1, a assessoria de imprensa da corporação informou que não poderia responder aos questionamentos da equipe de reportagem por questão “estratégica”.

A Condor informou que “a empresa está impossibilitada de divulgar dados de faturamento e/ou de contratos em função de cláusulas de confidencialidade previstas nos mesmo”.

A informação do ‘aditamento’, que significa uma espécie de ‘acréscimo, foi publicada um dia após o anúncio feito pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) estadual de que a PM voltará a usar balas de borracha em protestos. Os projéteis estavam proibidos pelo governo paulista desde junho, quando pessoas ficaram feridas nos atos.

O endurecimento contra vandalismo nas manifestações passa ainda por uma força-tarefa, que reunirá promotores, delegados e policiais militares. O objetivo é identificar, atuar e prender envolvidos em ações de dano ao patrimônio. Os alvos são integrantes dos movimentos Black Bloc e Anonymous. Eles também poderão responder por formação de quadrilha.

A assinatura do aditamento do contrato também foi feita na segunda-feira (7): dia em que policiais militares entraram em confronto com vândalos mascarados infiltrados num protesto de professores na capital paulista.  Ao todo, 11 manifestantes foram detidos na região da Praça da República. Ao menos oito agências tiveram vidros e caixas eletrônicos destruídos. Um carro da polícia foi virado e depredado. Entre os presos pela PM, um casal foi indiciado pela Polícia Civil pela Lei de Segurança Nacional (LSN), usada na ditadura militar. Fonte G1, jornal on line do Grupo Globo, assinada por Kleber Tomaz. Leia na íntegra. Esta mesma polícia é impotente para conter as explosões de caixas eletrônicos por assaltante profissionais.

A Condor SA Indústria Química “foi fundada em 1985, e desde então tem desenvolvido e aprovado mais de 80 produtos , na maioria usado pelas Forças Armadas da América Latina”, historia release, que não dá detalhes sobre sua localização e nomes de dirigentes e acionistas. Interessante observar que em março de 1985 terminava a ditadura militar de abril de 1964, com a posse do civil José Sarney na presidência da República.

guerra do governo sp

Equipments & Non-Lethal Ammunitions
Explosive grenades
Of extreme importance in operations of riot control troops and special operation forces with effective resources resulted of its explosive action together with the accessory effects of different types of ammunition of this line.
• GL-304 – Moral effect explosive grenade
• GL-305 – Tear gas explosive grenade – CS
• GL-306 – Explosive identifier grenade
• GL-307 – Sound and flash explosive grenade
• MB-900 – Offensive hand grenade
Indoor explosive grenades
For special use in confined spaces, having as main characteristics the body made totally in rubber and a delayof 1.5 sec (proper for operations of entering). They’re equipped with a double stage initiation system, exclusive of CONDOR, that allows the ejection of the actuator body before the explosion of the main charge.
• GB-704 – Moral effect explosive indoor grenade
• GB-705 – Tear gas indoor explosive grenade – CS
• GB-706 – Identifier indoor explosive grenade
• GB-707 – Light and sound indoor explosive grenade
• GB-708 – Pepper indoor explosive grenade – OC
Explosive ammunitions
Of extreme importance in operations of riot control troops and special operation forces with effective resources resulted of its explosive action together with the accessory effects of different types of ammunition of this line.
• GL-101 – 12-gauge plastic cartridge with explosive and tear gas charge – CS
• GL-102 – 12-gauge plastic cartridge with explosive projectile
Controlled Impact Ammunitions
Efficient in the intimidation of isolated individuals or groups, through the impact effect of rubber projectiles. The ammunitions are manufactured in 12 gauge, 37mm, 38.1mm, and 40mm.
• AM-403 – 12-gauge plastic cartridge with rubber
• AM-403/A – 12-gauge plastic cartridge with 3 rubber projectile
• AM-404 – 37/38, 38.1 and 40mm cartridge with 3 rubber projectiles
• AM-404/12E – 37/38, 38,1 and 40mm cartridge with 12 rubber projectiles
Tear gas grenades
Available in different models with different emissions times, they may also be launched by special launchers. They produce dense smoke containing tear gas agent, thus guaranteeing effective police action.
• GL-300/T HYPER (CS) – Tear gas grenade (CS) triple – Hyper
• GL-300/T (CS) – Tear gas grenade (CS) triple
• GL-301 – Tear gas smoke hand grenade of medium emission – CS
• GL-302 – Tear gas smoke hand grenade of high emission – CS
• GL-303 – Tear gas smoke hand grenade “mini condor”
Smoke emission ammunition
Designed for manual or remote electrical launching, they come in different models for use in military and police operations with the emission of coloured smoke and smoke screen for the cover, in the moving and training of troops, or the passive defence of military vehicles.
• MB-306/T1 – Colored smoke hand grenade
• MB-502 – Smoke grenade 80 combat vehicles
• SS-601 – Smoke hand grenade
Tear gas projectiles
For the control of riots at medium and long ranges, the tearing agent emission projectiles guarantee the physical integrity of the troop preventing the throwing of objects by the mob. They produce a high discharge of gasses. They’re manufactured in 37, 38.1, and 40 mm calibre.
• GL-201 – 37/38, 38,1 and 40 mm. projectiles of medium range with tear gas charge
• GL-202 – 37/38, 38,1 and 40 mm. projectiles of long range with tear gas charge
• GL-203/L – 37/38, 38,1 and 40mm cartridge with five tear gas emission load CS
Incapacitating agent sprays
Are produced in various sizes and models with excellent efficacy in personal incapacitation through the action of the active chemical agents. Ideal for personal defence and riot control.
• GL-103 – 12-gauge plastic cartridge – Direct flush (CS)
• GL-108 OC Bag – Pepper agent spray – OC (29g)
• GL-108 CS Bag – Tear gas agent spray – CS (29g)
• GL-108 OC Mini – Pepper agent spray – OC (37g)
• GL-108 CS Mini – Tear gas agent spray – CS (37g)
• GL-108 OC – Pepper agent spray – OC (55g)
• GL-108 CS – Tear gas agent spray – CS (55g)
• GL-108 OC Med – Pepper agent spray – OC (63g)
• GL-108 CS Med – Tear gas agent spray – CS (63g)
• GL-108 OC Super – Pepper agent spray – OC (220g)
• GL-108 CS Super – Tear gas agent spray – CS (220g)
• GL-108 OC LM – Pepper agent spray – OC (80g)
• GL-108 CS LM – Tear gas agent spray – CS (80g)
• GL-108 OC Max – Pepper agent spray – OC (350g)
• GL-108 CS Max – Tear gas agent spray – CS (350g)
• GL-108 OC Mega – Pepper agent spray – OC (950g)
• GL-108 CS Mega – Tear gas agent spray – CS (950g)
• GL-109 – Tear gas glass vial – CS
Tactical Operational Kit (KTO)
The KTO – Kit Tαtico Operacional (Tactical Operational Kit ) was designed to provide operational flexibility to the motorized patrolling unitis to act in unexpected circumstances where the principal of escalation of force recommends the deployment of non-lethal ammunitions.
• KTO-1
• KTO-2
• KTO-3
Training grenade
The reusable simulation grenade has as main objective the training of troops its launching simulates the effects of explosive grenades, allowing the user to acquire confidence in the perfect notion of manual launching.
• AM-500 – Reusable simulation grenade
Armaments
They were developed for the launching of non-lethal ammunitions 12-gauge and 37/38 mm. allowing great diversity to the security forces in actions of ostensive patrolling, combat to crime, and riot control operations, utilizing various types of ammunitions manufactured by Condor.
• AM-402 – 12-gauge projector for non-lethal ammunition
• AM-402 T – 12-gauge ammunition projector – Tonfa
• AM-600 – 37/38 mm Launcher for Non-Lethal Ammunition

Vandalismo. Protestos não explodem os caixas eletrônicos que a imprensa esconde

Qual maior vandalismo: quebrar as vidraças dos bancos ou roubar os caixas eletrônicos?

Na campanha contra as marchas de protestos sociais e passeatas de grevistas – notadamente os professores e os estudantes -, a imprensa conservadora destaca:

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br_folha_spaulo.protesto
br_oglobo. protesto

A polícia e o povo sabem, antecipadamente, o roteiro de cada passeata, de cada marcha, portanto, os lugares preferidos dos vândalos são conhecidos, o que não é o caso do dia e hora e local de cada assalto a caixa eletrônico.

Os roubos a bancos cresceram 20% no primeiro semestre deste ano no Estado de São Paulo, em comparação com os seis primeiros meses de 2012, de acordo com estatística da Secretaria da Segurança Pública. De janeiro ao final de junho foram registrados 119 casos, 20 a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Os dados mostram que esse tipo de crime cresceu muito nos últimos meses. Foram 18 casos em abril, 22 em maio e 30 em junho deste ano. A maioria dos roubos ocorreu após a explosão de caixas eletrônicos – nova modalidade de crime contra o sistema bancário adotada pelas quadrilhas.

Os governos estaduais e bancos costumam esconder as explosões de caixas eletrônicos. Não existem estatísticas nacionais, e as informações são parciais.

Os bancos não perdem nenhum tostão, que os seguros pagam tudo e muito mais. Ou melhor, o povo é quem paga, com o encarecimento das taxas de serviços.

BRA^SP_AC caixas eletronicos

ANÁLISIS: GAS LACRIMÓGENO, REPRESIÓN MASIVA DE BRASIL A TURQUÍA

El buen negocio de la venta de armas en época de crisis
Gases lacrimógenos. Disturbios en las calles de Estambul, 2013. / GUILLAUME DARRIBAU
Gases lacrimógenos. Disturbios en las calles de Estambul, 2013. / GUILLAUME DARRIBAU

El autor, del Comité para la Anulación de la Deuda del Tercer Mundo, explica el aumento de la venta de armas ’ligeras’.

por JEROME DUVAL. Madrid

En el mes de junio de 2013, Brasil experimenta las mayores movilizaciones desde las de 1992 contra la corrupción del Gobierno del expresidente Fernando Collor de Mello (éste dimitiría al final de su juicio político ante el Senado el 29 de diciembre de 1992). Desencadenado en Porto Alegre, desde finales de marzo de este año por la iniciativa del Movimiento Passe Livre contra la subida de las tarifas de los transportes públicos, el movimiento se ha extendido por todo el país.

Este acontecimiento político mayor recuerda al ‘Caracazo’, la gran revuelta popular contra las medidas de austeridad impuestas en Venezuela en 1989. Aunque en una época y en un contexto diferentes, los mismos síntomas perduran. La población no quiere más restricción presupuestaria que afecta directamente a su vida cotidiana cuando el país despilfarra miles de millones. En este caso, en la organización de la Copa Confederaciones y la Copa del Mundo de fútbol en 2014 en Brasil, cuyo presupuesto oficial alcanzó los 15.000 millones de dólares a finales de 2012, de los que el 85% corre a cargo del Estado brasileño. Construcción y renovación de estadios, infraestructura y acondicionamiento de aeropuertos… En junio de 2013, alrededor de 11.000 millones de euros habían sido ya engullidos. Cantidades astronómicas de dinero público son desperdiciados en cada edición de este mega-acontecimiento. En el país en el que el fútbol es el ‘deporte rey’, la mayor parte del pueblo no tendrá medios para comprar los billetes para ir al estadio pero sí pagará la factura.

Pujando al alza, en junio de 2013, el ministro de Deportes ruso, Vitali Moutko, indicaba que el presupuesto destinado a la organización de la Copa del Mundo de 2018 en Rusia había pasado de 15.000 a 21.000 millones de euros. Para mayor beneficio de los vendedores de armas y profesionales de la seguridad, industriales de la construcción (habilitación de estadios e infraestructuras) u otras grandes multinacionales de la hostelería, nada debe impedir el buen desarrollo de la Copa del Mundo de fútbol que concentra la atención de la casi totalidad de los medios del planeta.

El negocio de la venta de armas

Brasil es el cuarto exportador de armas ligeras tras EE UU, Italia y Alemania. Está por delante de Rusia, Israel o Francia (Small Arms Survey, Ginebra). En Brasil, el importe de las exportaciones de armas ligeras se ha triplicado en cinco años, ha pasado de 109,6 millones en 2005 a 321,6 millones de dólares (USD) en 2010. Un sector que va bien, de cara a la preparación de la Copa del Mundo de Fútbol en 2014 y su presupuesto en seguridad. En efecto, tras haber adquirido, a través de la empresa brasileña Condor, por 1,5 millones de reales (en torno a 500.000 euros), en armas denominadas “ligeras” en abril de 2012 (500 granadas pimienta GM 102, más de 1.125 granadas explosivas y luminosas, 700 granadas lacrimógenas GL 310 – que fueron utilizadas en Turquía…), el Gobierno brasileño ha comprado por alrededor de 49 millones de reales (unos 16,5 millones de euros) material a la misma sociedad para la seguridad de la Copa del Mundo de Fútbol y sus preparativos.

La empresa Condor de Rio de Janeiro (Nova Iguaçú) fabrica todo tipo de granadas lacrimógenas que después exporta a unos cuarenta países. Condor, como otras multinacionales armamentísticas, expone sus armas en el salón de armamento Eurosatory cerca de París. Entre sus productos encontramos la GL 310 “Ballerina” (bailarina, en castellano), que rebota de manera aleatoria cuando toca el suelo dispersando gas lacrimógeno; la “Seven Bang”, que produce siete explosiones de fuerte intensidad; la GL-311, que provoca una fuerte detonación asociada al efecto del gas; el proyectil de largo alcance GL-202… Aunque la empresa Condor niega exportar a Bahrein (pero sí reconoce enviar su material a los Emiratos Árabes Unidos que han echado una mano a la represión en Bahrein), el gas brasileño empleado para reprimir la rebelión pro-democrática en ese reino contendría sustancias químicas altamente nocivas. Zeinab al-Khawaja, activista participante en el levantamiento pro-democrático en Bahrein, ya lo ha denunciado en la prensa brasileña.

Las armas químicas de ‘Condor’ matan en Turquía

Los proyectiles de gas lacrimógeno de la empresa Condor (además de las armas de Defense Technology o NonLethal Technologies provenientes de EE UU) han sido utilizadas para reprimir a los manifestantes de la plaza Taksim, y por toda Turquía, desde el inicio del movimiento a finales de mayo. Amnistía Internacional y seis organizaciones turcas de médicos han denunciado la violencia de la represión policial y el uso abusivo de granadas lacrimógenas como “armas químicas”. Estas armas han hecho perder la vista a numerosos manifestantes y han matado a varios ciudadanos como consecuencia de su exposición al gas o por el choque del proyectil. Abdullah Cömert, de 22 años, fue asesinado en Hatay por el impacto de una granada lacrimógena en la cabeza el 3 de junio de 2013; Irfan Tuna falleció en Ankara el 6 de junio por una crisis cardíaca comoresultado de una sobreexposición al gas. “El gas lacrimógeno habría sido utilizado en espacios cerrados y la policía habría hecho igualmente un uso abusivo de pelotas de goma“, indicó la Alta Comisionada de Naciones Unidas para los Derechos Humanos, Navi Pillay, el 18 de junio de 2013.

Según los últimos balances, tras cerca de tres semanas de movilización, la represión policial en Turquía ha provocado al menos seis muertos y cerca de 7.500 heridos, 59 de los cuales, graves. Según la Human Rights Foundation of Turkey, las fuerzas de policía efectuaron 3.224 detenciones hasta el 19 de junio de 2013. Después de haber utilizado cerca de 130.000 granadas lacrimógenas en 20 días de manifestaciones, Turquía debe hacer frente al agotamiento de existencias e intenta aprovisionar 100.000 granadas lacrimógenas y 60 tanques con cañones de agua.

La campaña internacional Facing Tear Gas lanzada a principios de 2012 por la organización War Resisters League en EE UU denuncia el gas lacrimógeno como un arma de guerra, una herramienta de represión y de tortura contra los pueblos que luchan por una democracia real.

Represión masiva contra los pueblos que aspiran a un mejor reparto de las riquezas para mayor beneficio de los vendedores de armas.

Los recientes muertos por disparos de granada lacrimógena, Ali Jawad al-Sheikh (adolescente de 14 años asesinado el 31 de agosto de 2011 en Bahrein), Mustafa Tamini (joven de 28 años, asesinado en diciembre de 2011 en Cisjordania) y Dimitris Kotzaridis (obrero de 53 años, muerto ante el Parlamento griego por la asfixia provocada por gases lacrimógenos en 2011) no parecen haber perturbado este complejo militar-industrial en plena expansión.

En medio de las revoluciones árabes, las empresas de armas estadounidenses han exportado unas 21 toneladas de municiones, el equivalente a cerca de 40.000 unidades de gas lacrimógeno. Más recientemente, Egipto y Túnez han aumentado sus compras de material “anti-disturbios”, mientras negocian con el FMI un nuevo plan de endeudamiento acompañado de un severo programa de austeridad. ¿Un repentino temor a nuevos “motines FMI”?

En 2013, el ministro de Interior egipcio encargó 140.000 cartuchos de gas lacrimógeno a EEUU. Según el instituto de Estocolmo Sipri, “las importaciones [de armas convencionales] de los estados del Norte de África aumentaron un 350 por ciento entre 2003-2007 y 2008-2012”. En España, mientras que el Gobierno de Rajoy recorta en casi todas las partidas presupuestarias y reduce la del Ministerio del Interior un 6,3%, los gastos en nuevas inversiones y renovación de “material antidisturbios y equipamientos específicos de protección y defensa” pasan de 173.670 euros en 2012 a más de tres millones en 2013.

Pero…  ¿De dónde viene la violencia?

Para justificar las exportaciones de granadas lacrimógenas estadounidenses a Egipto, el portavoz del Departamento de Estado de EEUU, Patrick Ventrell, alabó las bondades de este gas químico afirmando que “salva vidas y protege la propiedad”. No es el caso de Cleonice Vieira de Moraes, mujer de 54 años, que sucumbió el 21 de junio de 2013 después de haber inhalado gas lacrimógeno durante una manifestación en Belém (Brasil).

Estos mismos argumentos falaces son utilizados por Condor, empresa cuyo nombre trae a la memoria un siniestro recuerdo: El de la famosa operación del mismo nombre, verdadero terrorismo de Estado, responsable de una campaña de asesinatos políticos orquestada por la CIA y los servicios secretos de las dictaduras del Cono Sur (Chile, Argentina, Bolivia, Brasil, Paraguay y Uruguay) desde mediados de los años 1970.

En plena crisis capitalista, el discurso de la seguridad antiterrorista (o anti “violentos”) tiene buena prensa y las armas de represión mal llamadas “ligeras” o “no letales”, experimentan más crecimiento que austeridad.

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Texto traducido por F. Fatale