Fritz Utzeri reclama de matéria d’O Globo e chama o jornal de desonesto

por Moacir Japiassu

O considerado Fritz Utzeri relança o Montbläat, melhor semanário da internet, sinal de que recupera a saúde, e envia à coluna enérgico reparo à matéria d’O Globo sobre a morte de Dom Eugênio Sales:  

Estou p… da vida pela desonestidade de O Globo, jornal autocentrado que hoje luta “bravamente” contra a ditadura. Hoje (terça feira,10 de julho), o jornal noticia a morte de D. Eugênio Sales. Entre outras coisas, sob o título “A discreta ação em defesa dos perseguidos pelas ditaduras”,  o jornal conta a história dos perseguidos políticos do Cone Sul que o cardeal ajudou:

“Essa história veio à tona numa série de reportagens do Globo, assinadas pelo jornalista José Casado em março de 2008”. Na ocasião o jornal definiu a matéria como “furo de reportagem”.

Ora, em 25 de maio de 2000 – quase oito anos antes – o JB publicou uma extensa reportagem minha, entrevistando D. Eugênio, na qual ele – pela primeira vez – contava tudo o que a matéria do Casado contaria depois. O Título era: “Rua da Glória 446, a esperança”. Lá se revelava que nada menos que 5 mil perseguidos políticos brasileiros, chilenos, argentinos e uruguaios foram ajudados por D. Eugênio, que mantinha no Rio um apartamento para dar refúgio a esses perseguidos enquanto não iam para o exterior.

Nada tenho contra a matéria d’O Globo – aliás, muito boa -, mas “veio à tona” é um pouco demais.

Editor do Fantástico

Pessoalmente, creio, Deus levou o citado Dom Eugênio Sales para o céu. Porém o cardeal emérito do Rio de Janeiro, também emérito torcedor do Vasco, que deixou este mundo na segunda-feira, tem voltado desde então, durante as madrugadas geladas do Sítio Maravalha, para puxar os pés deste correligionário, num, digamos, reencontro espectral e medonho, quase trinta anos depois de meu trabalho sob suas ordens no Fantástico. 

“Itamar, muda a chamada do divórcio, que Dom Eugênio está enchendo o saco!”

O cardeal tinha um secretário especializado naquele que era (e ainda é) um dos mais populares programas da Rede Globo. O secretário escutava a heresia, avisava ao santo homem e este ligava para o doutor Roberto Marinho, que passava a bola pro Armando, que esticava pro Itamar — ou pra mim, que às vezes substituía o diretor-geral.  E assim seguia o show da vida.  

(Transcrevi Trechos)

Nota do editor do blogue: Estudante no Centro Internacional de Estudios Superiores de Periodismo para América Latina, em Quito, meu colega do XI Curso Internacional de Perfeccionamento en Ciencias de la Información Coletiva, padre Raul Farina, secretário de Imprensa da Diocese do Rio de Janeiro, pergunta se conheço dom Eugênio.

– Os padrecos, no Rio Grande do Norte, que não andavam na linha, colocaram um apelido nele: “Vice-Rei do Nordeste”.

Dom Eugênio, fisicamente parecia o papa Pio XII, alto e magro. Seco, diz seus conterrâneos de Acari, na região do Seridó. Seco de corpo e cara. Uma aparência que contrasta com a fisionomia caricata do bispo gordinho e sorridente e frouxo.

Rosto de sertanejo queimado pelo sol, e coragem de sertanejo que não teme o poder do cangaço e da polícia do governo, Dom Eugênio era um homem idealizador, e conseguia ser renovador, apesar de vaticanista.

Natal tem duas invasões que mudaram, e muito, seus costumes: a dos americanos, na Segunda Grande Guerra; e hoje, a do crime internacional. Estas invasões também explicam o Dom Eugênio antidivorcista. (Continua)

Nokas, cronologia de um crime

II – O dinheiro estaria em Natal?


Robbery de NOKAS
Em Abril 5, 2004, NOKAS central da caixa dentro Stavanger era roubado. O resultado do robbery era aproximadamente NOK 57.4 milhões (aproximado. USD 9.3 milhões), fazendo lhe o robbery o maior na história norueguesa. Realizava-se também a primeira vez em muitos anos que um oficial de polícias norueguês tinha sido matado na linha do dever.

Timeline dos eventos

07.58 AM
Os salteadores tentam entrar no edifício através de uma janela.
08.02 AM
O alarme apaga-se no Stavanger departamento das polícias.
08.06 AM
A primeira patrulha das polícias chega na cena, e é encontrada com por diversos salteadores pesadamente armados. As polícias são undermanned pesadamente por um quando longo. Apenas antes do robbery os salteadores tinham obstruído a saída da garagem no departamento das polícias de Stavanger com um caminhão ardente.
08.08 AM
Os salteadores entram no edifício.
08.15 AM
Um oficial de polícias é feito exame do refém.
08.17 AM
Os salteadores escapam-se com o dinheiro em um carro do getaway.
Quando está sobre diversos tiros estiveram ateados fogo dos salteadores que carregam rifles de assalto, e os oficiais de polícias que carregam somente pistolas do serviço e revólveres.
Logo após, o oficial Arne Sigve Klungland é encontrado inoperante em seu veículo do comando das polícias, matado por um tiro à cabeça no gunfight mais adiantado.
Após o robbery
Experimentação e verdict
Os treze homens envolvidos no robbery de NOKAS convicted a um total de 181 anos na prisão sobre 10 março 2006, com o líder, David Toska, recebendo o verdict o mais elevado de 19 anos. Na apelação final sobre Janeiro 19o, 2007, doze dos treze carregados foram encontrados culpados. O décimo terceiro, Thomas Thendrup, acquitted pelo júri. Entretanto, acquittal foi virado pelos três juizes que presiding sobre o caso, causando uma controvérsia enorme e um seguinte debate público no sistema atual da justiça em Noruega.
Em 29 junho 2007, a corte suprema norueguesa strengthened as sentenças do convicted, adicionando um total de 27 anos na prisão.
O caso é suposto para ter custado 160 milhões NOK ao Norueguês sociedade.


Os salteadores
Estes treze homens foram envolvidos no NOKAS-robbery:
David Toska
Kjell Alrich Schumann
Erling Havnå
Metkel Betew
Ridvan Halimi
Ikmet Kodzadziku
Lars-Erik Andersen
Alf Henrik Christensen
Dan Petersen
Johnny Thendrup
Thomas Thendrup
William Pettersen
Thomas Oscar Ingebrigtsen

Trancrito do WorldLingo

Nokas, o maior assalto da Noruega

1 – O DINHEIRO ESTARIA EM NATAL?

O maior assalto da história da Noruega é contada em um filme.
Todo filme policial sempre termina com o criminoso foragido no Brasil.

Um país de corruptos termina refúgio de bandidos internacionais.
Aqui eles encontram abrigo. Para eles vale o mito do Brasil cordial.
E a defesa de advogados de porta de cadeia.
De advogados de porta de palácio.

Foi assim que Natal se transformou em “Paraíso do Crime”.
O dinheiro do Nokas ainda continua desaparecido.
Natal é hoje a cidade de noruegueses, sendo Christine Epaud a hospedeira dessas almas sebosas.

«Nokas» por Jorge Pereira

Inspirado em factos reais (até em demasia) «Nokas» relata os eventos ocorridos a 5 de Abril de 2004 na localidade de Stavanger, seguindo o maior assalto a um banco ocorrido na Noruega.

A acção começa de madrugada, quando os assaltantes ultimam os preparativos, e decorre até um pouco depois destes escaparem com o dinheiro.

Na realidade, o filme parece mais uma daquelas recriações que se fazem de alguns casos como este, seguindo tão à letra a cronologia dos eventos e estando tão agarrados às perspectivas dos envolvidos que acaba mais por ser uma espécie de documentário tratado como ficção, onde não existe grande empatia com o espectador.

Para além disso, há situações bizarras – como a policia foi travada na sua própria esquadra? – e que indiciam que há elementos que faltam elaborar com maior destreza. Ainda assim, o filme consegue cativar com o seu serviço mínimo de entretenimento, tentando dar uma visão mais realista do evento e menos espalhafatosa ou hollywoodesca.

Se gostam de filmes do género, «Nokas» pode ser uma boa opção, ainda que fiquemos um pouco desiludidos por não sentir tanto a adrenalina dos eventos como devíamos.

O Melhor: A maior dificuldade de todo o roubo foi partir um vidro. Acreditem…
O Pior: As personagens são apenas ao de leve tratadas. Falta a densidade que nos leva a gostar delas ou não